Perguntas do paciente (54)

  • Como trabalhar essa questão da automutilação em escola ,vídeos, roda de conversa seria uma boa opção

    Como trabalhar essa questão da automutilação em escola ,vídeos, roda de conversa seria uma boa opção ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Se você tem interesse no ambiente escolar acredito que seja uma funcionária e esteja lidando com certa frequência com esse tipo de caso. Sendo assim roda de conversa e vídeos educativos podem ser eficazes dependendo da forma que seja aplicado. Se não houver um bom conteúdo e uma boa organização nessas estratégias o esforço pode ser totalmente em vão. Esse tipo de comportamento ocorre principalmente nos adolescentes então lembre-se do público que estará participando dessas conversas ou assistindo tais vídeos. Um vídeo mal produzido ou que não afete o adolescente de modo a gerar identificação e empatia pode gerar o efeito oposto ao esperado. É necessário uma conscientização no ambiente escolar para acolher os colegas e alunos que estejam passando por isso, e não faze-los se sentirem culpados, julgados ou isolados. Vale ressaltar também que é necessário considerar que as razões da automutilação podem ser amplas e para que haja melhor compreensão deve-se explorar o ambiente de casa, os sentimentos e conflitos do adolescente. Porém isso pode não ser tarefa da escola. Portanto deve-se indicar tratamento especializado para esses alunos e para a família. Talvez o papel da escola seja a conscientização, prevenção e acolhimento, tentando criar um ambiente menos agressivo e hostil para o aluno passando por tais dificuldades, e não se responsabilizar pela "resolução" da situação, pois não é algo tão simples e sem dúvidas existem diversos fatores e variáveis que levam tal jovem a se comportar dessa forma. Acolher e conscientizar. Criar ambiente escolar comunitário, compartilhado, social, ao invés de mais um lugar estressante obrigatório para esse indivíduo estar. Alcançar perspectivas diferentes e harmônicas.


  • Sou esquizotipica com laudo de depressão e ansiedade generalizada minha melhor amiga é alguém com bo

    Sou esquizotipica com laudo de depressão e ansiedade generalizada minha melhor amiga é alguém com boderline e acredito que nossos "transtornos não coexistem bem um com o outro" e isso pode estar nos destruindo. Isso faz algum sentido clinicamente falando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Não se limite aos quesitos diagnósticos, uma pessoa não pode ser colocada dentro de uma "caixinha". A amizade de vocês de fato pode ser complexa e intensa devido as características de ambas, incluindo os transtornos, porém não tome decisões levando em consideração uma classificação, mas sim a experiência vivenciada. Assim como em relacionamentos entre "neurotípicos", cabe ao indivíduo escolher como se relacionar com o outro. Então é sua responsabilidade decidir se essa amizade lhe é querida ou indesejada/abusiva de alguma forma. Conseguindo esse entendimento você pode ter mais firmeza para agir, seja essa ação um afastamento relacional ou uma mudança na forma como essa relação se estrutura. Auxílio psicológico pode ser útil nesse processo de tomada de consciência do momento existencial de vocês, assim como na identificação das estruturas dessa relação e de que forma ela pode ser mais sustentável para ambas, considerando que faça sentido, de fato, sustentá-la.


  • O TOC aparece normalmente em que idade? Existe um padrão onde a maioria desenvolve o TOC?

    O TOC aparece normalmente em que idade? Existe um padrão onde a maioria desenvolve o TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    O TOC pode se manifestar em diferentes idades da vida de uma pessoa, porém é mais comum que se manifeste na juventude e início da vida adulta. Neurocientistas acreditam que este transtorno esteja relacionado com diversas atividades cerebrais em especial em dinâmicas que envolvam o neurotransmissor da serotonina. Não há padrões relacionados a manifestação do TOC. Porém existe uma probabilidade diagnóstica em torno de 25% maior em casos em que os genitores já manifestam o transtorno. Terapias e medicamentos podem ajudar o paciente a melhorar sua qualidade de vida.


  • Um autista leve/antigo Asperger pode se fixar em uma pessoa, ter hiperfoco em namorada, por ex? Obce

    Um autista leve/antigo Asperger pode se fixar em uma pessoa, ter hiperfoco em namorada, por ex? Obcessao por alguém ao invés de um tema, um assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Quando uma pessoa assume o status de namorado(a) na vida de alguém, é natural que essa pessoa se torne um grande foco. Porém, nessa situação, é válido analisar se esse foco está dentro de um parâmetro funcional ou se está causando consequências negativas para sua vida. O hiperfoco nos espectros autistas não são necessariamente negativos. É necessário ponderar o quão obsessivo ou produtivo este foco vem se manifestando, e também, como estamos relacionando este comportamento a outra pessoa, é válido questionar e conversar gentil e abertamente sobre como essa outra pessoa está se sentindo e percebendo a situação em questão.


  • Minha filha tem 27 anos, vive comigo, não está trabalhando há 2 anos, fuma maconha o tempo inteiro,

    Minha filha tem 27 anos, vive comigo, não está trabalhando há 2 anos, fuma maconha o tempo inteiro, desde de quando acorda até há hora de dormir, fede, não faz quase nada a não ser usar essa porcaria.ja não sei mais oq fazer, já fui compreensiva, agressiva e nada tem resultado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Deve-se buscar entender quais os fatores que estão levando sua filha a consumir maconha de modo incessante e constante. Você disse que ela não trabalha há 2 anos, como era antes desse período? O que houve nesse meio tempo que pode ter influenciado para que vc e ela chegassem no momento que estão hoje? O que impede sua filha de reduzir o uso e voltar a se comprometer com sua higiene, bem-estar e produtividade? Você diz ter sido compreensiva, o que vc conseguiu compreender dessa circunstância toda? A abertura é extremamente importante para vcs conseguirem ter um diálogo nesse momento, sem julgamentos e de forma empática. Entretanto, muitas transferências emocionais podem ocorrer nessa tentativa de contato, o que pode acarretar em fechamento, discussão, e como vc diz, agressividade (por parte de ambas, provavelmente). Sugiro fortemente que vc incentive sua filha a buscar auxílio psicológico para reconquistar a própria autonomia e motivação. Também pode ser indicado, se possível, acompanhamento psicológico para vc encontrar formas mais eficientes de lidar com essa situação. Me coloco a disposição para qualquer dúvida e informação. Boa sorte, e fiquem em paz!


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e fiz Terapia Cognitivo Comportamental até o momento da alta, hoje tomo

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e fiz Terapia Cognitivo Comportamental até o momento da alta, hoje tomo apenas os medicamentos prescritos pelo psiquiatra. Imagino que por essas razões tive o TOC controlado até agora. Porém estou identificando outros sintomas e pesquisando acredito que seja um conceito de Limerência. Qual é o tipo de profissional que trata casos de associados a este conceito? Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Baseado no seu bom desempenho com a TCC e o com o profissional que lhe acompanhou até então, uma boa estratégia seria retomar o acompanhamento atualizando as demandas para seu terapeuta, compreendendo melhor esse fenômeno que vc descreve e adaptando suas respostas à ele.


  • Como saber diferenciar pensamentos causados pelo TOC e pensamentos que são verdadeiramente meus (não

    Como saber diferenciar pensamentos causados pelo TOC e pensamentos que são verdadeiramente meus (não intrusivos)?
    Pensamentos intrusivos sempre causam desconforto? Ou o desconforto e a culpa podem vir um tempo depois?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Olá! Primeiramente, entendo que pensamentos intrusivos não deixam de ser seus pensamentos. Em segundo lugar, você não se limita ao seus pensamentos, eles são uma parte do seu ser, que vai além da dimensão mental. O diagnóstico tem a função de nos direcionar, e não nos limitar. Sobre a segunda pergunta, os pensamentos simplesmente são, eles se manifestam frequentemente de forma espontânea, sem necessariamente seguir um raciocínio lógico. Logo, ao percebe-los, você atribui um significado a eles. No caso, quando você compreende um pensamento como intrusivo, é comum que ele cause desconforto, afinal, como o próprio conceito diz, é um intruso, e não um pensamento agradável ou bem quisto. Ao entrarmos na terceira pergunta contudo, e analisando o que já foi dito, podemos entender que um pensamento pode parecer lógico ou funcional em primeira instância, não estimulando uma sensação aversiva. Porém, em outra situação ao lembrar-se de tal pensamento ou evocá-lo novamente, você pode ressignificar o mesmo através de outra ótica, caracterizando-o como intrusivo ou disfuncional, já que o momento é outro, e a percepção de um mesmo pensamento (estímulo) também o é, assim pode despertar uma tardia culpa ou desconforto, como você relata.
    No meu Instagram (@psico.lucasariel) eu tenho um post didático e prático que pode ajuda-te a lidar com pensamentos "intrusivos". Se tiver curiosidade pode acessá-lo.
    Por fim, é importante a constância de um acompanhamento terapêutico sim, visando o autoconhecimento e o melhor manejo desses tipos de situações. Fique em paz, não se julgue e seguimos, momento a momento! Um fraterno abraço!


  • Olá, sempre tive diversos pensamentos sexuais recorrentes, mesmo quando era criança, agora estou ten

    Olá, sempre tive diversos pensamentos sexuais recorrentes, mesmo quando era criança, agora estou tendo diversos pensamentos homossexuais, geralmente eles vem acompanhados com uma crise de ansiedade intensa, isso poderia ser TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Para fechar um diagnóstico de TOC é necessário avaliar outros fatores com cautela. Entretanto, a ansiedade aguda que é despertada pelos pensamentos sexuais homoafetivos pode ter relação com uma série de moralidades intrínsecas a você. Não há nada de errado em pensar, na verdade, os pensamentos não são reais, só acontecem na dimensão da mente. Santo Agostinho foi um filósofo teólogo do século XIII, salvo engano, e não podia ter relações sexuais devido celibato. Contudo seus pensamentos e sonhos eróticos o atormentaram por muitos anos até que percebesse que não importava o que acontecia em sua mente, mas sim a forma que ele se manifestava em vida. Essa história pode ser aplicada em nossas vidas e especificamente no seu caso, se desapegue das aplicações morais na dimensão mental. Exerça sua moralidade em vida, em coerência com seus valores e crenças. Mas tenha em consciência que o que se manifesta em sonhos e pensamentos não passa de abstrações mentais, não é real, e não precisa ter impacto sobre sua vida no plano físico. Para se aprofundar mais nessas questões e no seu autoconhecimento me coloco a disposição para acompanhamento ou consulta psicoterapêutica. Abraço!


  • É possível ter uma vida normal com toc?depois q descobri q tenho toc parece q pior ficou meus sintom

    É possível ter uma vida normal com toc?depois q descobri q tenho toc parece q pior ficou meus sintomas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    É possível ter uma vida funcional mesmo diagnosticado com TOC. Através de psicoterapia de abordagens contextuais como a ACT, por exemplo, você pode aprender maneiras eficientes de lidar com pensamentos e sentimentos desencadeados intensamente por seu transtorno. Evitá-los, se julgar, e se privar de experiências por um medo compulsivo não é um caminho positivo para qualidade de vida de uma pessoa diagnosticada, pelo contrário, aumentará a tensão e a fixação em determinadas situações, piorando os sintomas do transtorno. Me coloco a disposição para começarmos um tratamento focado na questão, ou caso não tenha disponibilidade alguma para realizar sessões terapêuticas indico estudar a respeito de defusão e aceitação cognitiva. Abraço e melhoras!


  • Faz uns 5 meses que tenho pensamentos homossexual e sentimentos mas é contra a minha vontade. Bate u

    Faz uns 5 meses que tenho pensamento homossexual e sentimentos, mas é contra a minha vontade. Bate uma ansiedade e medo, atrapalha minha vida por completa, meus sonhos de ter uma família e passar em um concurso público parece que não posso mais realizar. Esses pensamentos são o dia todo praticamente e parece que tem uma confusão mental e fico me testando todo momento. Sofri dois abusos na minha infância: um o vizinho mandou eu pegar na parte intima dele e o outro foi um homossexual pegou na minha parte íntima dentro de uma sala de emergência. Quero tanto ser pai e formar uma família mas agora tenho medo e só penso nisso e parece algo sem fim. Será que esses pensamentos tem algo relacionado aos abusos? Escuto dentro de mim um "pega aqui" e bate ansiedade e me pergunto se estou virando homossexual? São os dias mais terríveis de minha vida. Paralisei total e sem nenhuma expectativa de vida. Porquê tanto tempo pra reconhecer esses abusos? Algum profissional poderia me responder? Ficarei grato!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Os abusos não tem influência direta na sua sexualidade. Você pode ter sofrido abusos de outros homens e ainda assim ser homossexual, e isso não te impede de formar família. Mulheres hétero que já sofreram abusos de outros homens não deixam de ser héteros por conta disso. Pessoas são diversas, não pode haver generalização. Parece que seus pensamentos estão dominando sua autonomia no presente. Pensamentos não são verdadeiros em natureza, só acontecem em sua mente, seja observador, desapegue e se desprenda da experiência mental, se entregue a experiência real. Você consegue continuar sua vida e exercer sua liberdade aqui e agora para escolher com quais pessoas você quer se relacionar, quais objetivos você quer alcançar, quais valores você quer sustentar. Para se aprofundar mais nessas questões que lhe causam dor e eventualmente melhorar sua qualidade de vida é altamente recomendável que você inicie um acompanhamento terapêutico, que possibilita, de fato, o fortalecimento do seu ser. Não será através de uma resposta genérica em caixa de perguntas que você alcançará evolução significativa. Recomendo que você não pare por aqui. Busque um profissional que te acolha e gere identificação, e que te ajude a encontrar estratégias de enfrentamento e fortalecimento. No que eu puder lhe ser útil fico a disposição. Abraço e força!


  • Olá boa noite! Descobri q o meu filho de 16 anos está fazendo uso da maconha. Tentei conversar com

    Olá boa noite! Descobri q o meu filho de 16 anos está fazendo uso da maconha.
    Tentei conversar com ele mas, o mesmo nega.
    Foi então q o
    levei a fazer um teste toxicológico, assim q soube p o q era foi embora, se recusando e é claro, confirmando por conta dessa reação.
    Estou muito decepcionada e n sei como ajuda lo , ja q o mesmo vive me dizendo p relaxar.
    A vontade q tenho é arrebentar a cara dele , pois a vida toda conversei com ele .
    É claro q é só vontade ....
    Quero ajudar meu filho.
    Por favor me orientem.
    Obs; Tbm marquei consulta no psicólogo q tbm recusou a ir .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Na adolescência o jovem pode se dispor a comportamentos rebeldes e experimentar diversas situações que muitas vezes podem despertar preocupações nos pais, gerando uma falta de aceitação e consequentemente conflitos no relacionamento. Através do seu relato pode-se perceber emoções intensas no seu próprio interior diante desses últimos ocorridos com seu filho, e provavelmente essa intensidade conflituosa entre vocês pode estar ocorrendo há tempos, isso justificaria toda a relutância de seu filho aceitar caminhos propostos por você. É natural que haja discordâncias entre pais e filhos durante a adolescência. De fato, durante esse período é recomendado que não apenas seu filho realize terapia mas também você enquanto mãe, pois será constantemente colocada em posições difíceis perante a fase de desenvolvimento de seu filho. Do mais, o momento é de transmitir e retomar confiança, você precisa resgatar o vínculo de transparência com seu filho para que ele sinta-se a vontade de conversar com você, ou pelo menos não mentir, pois isso só acontece devido julgamentos que você deve manifestar perante ele e suas escolhas (dele). Através do contato aberto vocês podem conversar com o coração e encontrar um acordo. Você pode buscar um profissional que gere identificação com seu filho para que ele também sinta-se em um local de acolhimento em terapia. A terapia não tem como função consertar ninguém, mas sim, preparar a pessoa para lidar com situações que a vida manifesta.


  • Olá! É possível ser diagnósticado com Asperger e como Pessoa Altamente Sensível (PAS) ao mesmo tempo

    Olá! É possível ser diagnósticado com Asperger e como Pessoa Altamente Sensível (PAS) ao mesmo tempo? Obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    Sem uma avaliação (neuro)psicológica é difícil afirmar, pois existem contradições entre esses diagnósticos, por outro lado, existem semelhanças também. A hipersensibilidade pode ser uma característica do Asperger (que hoje se uniu ao diagnóstico de TEA segundo CID11) e isso pode gerar confusão entre essas condições. Entretanto o PAS tende a ter habilidades empáticas elevadas, ao contrário de pessoas dentro do espectro autista, que tendem a ter dificuldade com esse tipo de sentimento. Portanto pode ser possível, entretanto, pouco provável. Deve-se realizar uma avaliação meticulosa para diagnóstico preciso.


  • Olá, sou casado minha esposa foi diagnosticada com borderline a cerca de 13 anos atrás ou mais, poré

    Olá, sou casado minha esposa foi diagnosticada com borderline a cerca de 13 anos atrás ou mais, porém ela parou de tomar os medicamentos, que ela acredita e eu tbm que Deus a curou, porém alguns fatos me faz pensar que ela ainda está com esse transtorno, tipo, agressões comigo, oscilações de humor, mentiras , pq acho que ela mente pra mim? Pq não confio nela ainda ? Depois de dez anos de casado? Pq ela perdeu a vontade de ter relações sexuais comigo ? é normal uma mulher ficar meses sem ter relação ? Pq me sinto como se não fosse suficiente pra ela? Enfim .... Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    O transtorno em pauta não é exatamente "curável", ele é algo controlável e é possível aprender a conviver com ele de forma que já não abale tão significativamente a qualidade de vida dos envolvidos. Estude um pouco sobre habilidades para regulação emocional com sua esposa. Terapias Comportamentais Dialéticas são padrão ouro para tratamento de TPB e, portanto, é sugerido que vcs busquem esse tipo de tratamento psicológico que é extremamente eficaz. A consulta ao psiquiatra também pode ser relevante, no entanto, os medicamentos são paliativos que atuam sobre sintomas e não sobre a própria experiência e aprendizado da pessoa de se regular. Vale ressaltar que os medicamentos podem auxiliar no processo de psicoeducação do borderline, por isso para um tratamento completo o ideal seria atualizar o uso de medicação conforme orientação profissional, aliado ao acompanhamento psicológico em DBT. Sugiro que vc também comece a realizar terapia para te ajudar a aprender técnicas para lidar com eventuais "crises" de sua esposa.


  • ESC® (oxalato de escitalopram) 10mg Tomei 4 comprimidos, o último na metade de janeiro, essa semana

    ESC® (oxalato de escitalopram) 10mg
    Tomei 4 comprimidos, o último na metade de janeiro, essa semana senti perda de libido e falta total de ereção. Até então estava normal. Pode ser ainda efeito deste medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Ariel Compri

    A redução da libido pode ser um efeito colateral do uso desse medicamento, entretanto considerando que esse uso foi curto e interrompido, é pouco provável que essa condição relatada seja ocasionada pela química desse fármaco. O uso terapêutico desse remédio também não costuma ser realizado nesse período curto de tempo, pois é necessário um intervalo relativamente maior para que essa molécula se faça ativa no organismo, devido sua forma de absorção na célula. Assim sendo, é possível que você esteja passando por uma situação complicada, que te levou a buscar o auxílio desse fármaco, e honestamente, é provável que sua falta de libido esteja mais relacionada com esse contexto do que com a droga em si.


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.