Perguntas do paciente (122)

  • Fiz cirurgia de catarata e estou usando Facoba e nevanac. Fiz a cirurgia na sexta e hj acordei com

    Fiz cirurgia de catarata e estou usando Facoba e nevanac.
    Fiz a cirurgia na sexta e hj acordei com rosto vermelho e quente.
    Será reação alérgica ao colirio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! O aparecimento de vermelhidão e calor no rosto após a cirurgia pode ter diversas causas, incluindo uma possível reação alérgica aos colírios prescritos, como o Facoba (dexametasona) ou o Nevanac (nepafenaco). No entanto, também pode estar relacionado a outros fatores, como o uso dos medicamentos, alterações no organismo após o procedimento ou até mesmo causas não relacionadas diretamente aos colírios.

    Recomendo que você siga essas orientações:

    Suspensão temporária: Pare de usar os colírios até que possa ser avaliado. Não interrompa o uso sem comunicar sua equipe médica.
    Avaliação imediata: Entre em contato com o seu oftalmologista ou retorne ao consultório o quanto antes para uma avaliação presencial.
    Sinais de alerta: Se houver outros sintomas, como inchaço, dificuldade para respirar ou piora do quadro, procure um pronto-atendimento.
    Fique tranquilo! Reações adversas são incomuns, mas tratáveis. Manter o acompanhamento é essencial para a recuperação plena. Estou à disposição!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Fui ao oftalmologista e estou com blefarite porque não tem cura?

    Fui ao oftalmologista e estou com blefarite porque não tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! A blefarite é uma condição crônica que afeta as pálpebras, causada pelo acúmulo de oleosidade e bactérias na borda dos cílios. Embora não tenha cura definitiva, isso não significa que você ficará sempre com os sintomas. Com tratamento adequado e cuidados diários, é possível controlá-la e viver confortavelmente.

    A ausência de cura ocorre porque a blefarite está associada a fatores como:

    Alterações crônicas nas glândulas de Meibômio (responsáveis pela oleosidade da lágrima).
    Predisposição a dermatites ou condições de pele, como rosácea.
    Micro-organismos presentes naturalmente na pele, que podem se proliferar em excesso.
    O que você pode fazer para controlar a blefarite:
    Higiene diária: Limpar as pálpebras com soluções específicas ou xampu infantil diluído.
    Compressas mornas: Ajuda a desobstruir as glândulas.
    Lubrificação ocular: Uso de colírios prescritos para reduzir a irritação.
    Controle das condições associadas: Como pele oleosa ou alergias.
    Com os cuidados corretos e o acompanhamento do oftalmologista, os sintomas podem ser minimizados, permitindo uma excelente qualidade de vida. Lembre-se: controle é tão importante quanto uma cura!

    Estou aqui para ajudar no que for necessário.

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Existem estudos sobre se tratamentos estéticos com tecnologias para rejuvenescimento no canto das pá

    Existem estudos sobre se tratamentos estéticos com tecnologias para rejuvenescimento no canto das pálpebras superiores, pode aumentar a pressão ocular ou o glaucoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Sim, há estudos e debates sobre o impacto de tratamentos estéticos, como laser, radiofrequência, ultrassom microfocado e outros dispositivos de rejuvenescimento na área das pálpebras superiores, na saúde ocular, especialmente em relação à pressão intraocular (PIO) e ao risco de glaucoma.

    Principais pontos observados:
    Calor gerado por tecnologias:
    Dispositivos que utilizam energia térmica podem afetar estruturas próximas ao olho, como as glândulas de Meibômio, responsáveis pela produção da camada lipídica da lágrima. Alterações no funcionamento dessas glândulas podem causar inflamação e, em casos raros, afetar a drenagem do humor aquoso, aumentando temporariamente a PIO.

    Uso de produtos tópicos durante os procedimentos:
    Cremes ou substâncias utilizados como condutores em tecnologias estéticas podem, em casos extremos, causar inflamação ou irritação ocular se não forem removidos corretamente. A inflamação secundária pode interferir nos canais de drenagem oculares (rede trabecular), o que também poderia elevar a pressão intraocular.

    Risco para pacientes predispostos:
    Pacientes com fatores de risco para glaucoma ou já diagnosticados podem ser mais suscetíveis a aumentos transitórios de PIO após certos procedimentos, devido a mudanças na circulação ocular ou no sistema de drenagem.

    Estudos em andamento:
    Embora as pesquisas ainda sejam limitadas, alguns estudos iniciais indicam que os efeitos são geralmente transitórios e não significativos para pessoas sem predisposição. No entanto, indivíduos com histórico de glaucoma ou outras doenças oculares devem ser avaliados com cautela antes de realizar esses tratamentos.

    Recomendações:
    Avaliação prévia: Consulte um oftalmologista antes de realizar qualquer tratamento estético próximo aos olhos, especialmente se você tiver glaucoma, histórico de pressão ocular elevada ou fatores de risco.
    Escolha de profissionais capacitados: Realizar o procedimento com especialistas treinados pode minimizar os riscos de complicações.
    Monitoramento contínuo: Após o tratamento, é recomendado medir a pressão ocular para garantir que não haja alterações significativas.
    Se você está considerando algum tratamento, um exame oftalmológico pode ajudar a garantir sua segurança e identificar qualquer possível contraindicação.


  • Quem tem glaucoma pode tomar o polivitaminico o natu gerin??

    Quem tem glaucoma pode tomar o polivitaminico o natu gerin??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! O Natu Gerin é um polivitamínico com diversos componentes, como vitaminas e minerais, que podem ser benéficos para a saúde geral. No entanto, para pacientes com glaucoma, é sempre importante considerar como qualquer suplemento pode interagir com o tratamento atual e a condição ocular.

    O que sabemos sobre a relação entre o Natu Gerin e o glaucoma:
    Composição do Natu Gerin: Esse suplemento geralmente contém vitaminas A, C, D, E, do complexo B e minerais como zinco, magnésio e cálcio. Esses nutrientes, em sua maioria, não têm efeitos diretos sobre a pressão intraocular (PIO) ou agravamento do glaucoma.
    Precaução com a vitamina A: A vitamina A, que pode estar presente em altas doses, deve ser consumida com cautela em algumas condições de saúde ocular. No caso do glaucoma, altas doses de vitamina A podem, teoricamente, ter impacto em algumas formas de glaucoma devido a possíveis efeitos sobre a circulação sanguínea e fluidos oculares. No entanto, não existem evidências conclusivas que sugiram um impacto direto negativo com a ingestão de polivitamínicos em doses normais.
    Minerais e suplementos antioxidantes: Minerais como o zinco e magnésio, comuns em muitos polivitamínicos, não têm efeito negativo conhecido na PIO e são, na verdade, benéficos para a saúde ocular geral. O magnésio, por exemplo, pode até ajudar a melhorar a circulação sanguínea ocular em alguns casos.
    O que é importante considerar:
    Interações medicamentosas: Se você está tomando medicamentos para controlar o glaucoma, como os inibidores de anidrase carbônica (por exemplo, acetazolamida) ou betabloqueadores (como o timolol), deve-se sempre verificar com o seu médico se o suplemento pode interferir na ação desses medicamentos.
    Dosagem correta: É sempre importante evitar a automedicação ou o uso em doses superiores às recomendadas. O excesso de qualquer suplemento pode ter efeitos adversos.
    Conclusão:
    Em geral, pacientes com glaucoma podem tomar o Natu Gerin, desde que não haja contraindicações específicas para o seu caso. No entanto, é sempre prudente consultar seu oftalmologista ou médico assistente antes de iniciar qualquer suplemento, para garantir que ele não interfira no controle da pressão ocular ou nas medicações que você já utiliza.

    Estou à disposição para mais esclarecimentos!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Um olho com catarata traumática e descolamento de retina há solução para um tratamento? E que um dia

    Um olho com catarata traumática e descolamento de retina há solução para um tratamento? E que um dia possa enxergar em condições?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! A combinação de catarata traumática e descolamento de retina é uma condição desafiadora, mas em muitos casos, há opções de tratamento que podem ajudar a melhorar a visão. A possibilidade de recuperar a visão depende de vários fatores, incluindo a gravidade do descolamento de retina e da catarata, o tempo de evolução da lesão e o tratamento adequado. Vamos analisar as opções:

    1. Catarata Traumática:
    A catarata traumática ocorre como resultado de um trauma ocular, como um golpe direto no olho. Essa condição pode causar turvação da lente natural do olho, prejudicando a visão. O tratamento padrão para a catarata é a cirurgia, que envolve a remoção da lente turvada e sua substituição por uma lente intraocular (LIO). Quando a catarata é detectada logo após o trauma, a cirurgia pode ser bastante eficaz, restaurando a visão em muitos casos.

    2. Descolamento de Retina:
    O descolamento de retina é uma condição mais grave e pode causar perda de visão permanente se não tratada rapidamente. Trata-se de uma separação da retina da camada subjacente de suporte, o que pode levar à perda da visão central ou periférica, dependendo da área afetada. Existem várias opções de tratamento para o descolamento de retina, incluindo:

    Retinopexia pneumática (injeção de gás na cavidade ocular para pressionar a retina contra a parede do olho).
    Criopexia ou fotocoagulação a laser, para "colar" a retina de volta ao fundo ocular.
    Vitrectomia, um procedimento cirúrgico que envolve a remoção do vítreo (substância gelatinosa no interior do olho) e, em alguns casos, a substituição do vítreo por uma solução salina ou gás.
    O tratamento combinado:
    Se ambos os problemas estiverem presentes no mesmo olho, o tratamento geralmente será realizado de forma sequencial. O descolamento de retina precisará ser tratado primeiro, para estabilizar a condição e evitar danos irreversíveis à retina. Após a retina estar estável, a cirurgia de catarata pode ser realizada, caso necessário.

    Possibilidade de recuperação visual:
    A visão após o tratamento depende de vários fatores, incluindo:

    A gravidade do descolamento da retina: Se a retina foi reparada rapidamente e não houver danos significativos às células da retina, há uma boa chance de restaurar a visão funcional.
    A qualidade da cirurgia de catarata: Se a cirurgia de catarata for bem-sucedida e a lente intraocular for corretamente implantada, a visão também pode ser significativamente melhorada.
    O tempo de atraso no tratamento: Quanto mais tempo se esperar para tratar o descolamento de retina, maior a chance de danos permanentes.
    Conclusão:
    Embora a combinação de catarata traumática e descolamento de retina represente um desafio significativo, com os tratamentos adequados e o acompanhamento contínuo, muitos pacientes conseguem recuperar parte ou a totalidade da visão. O sucesso depende da gravidade de cada condição, da rapidez com que o tratamento é realizado e da saúde ocular geral.

    É fundamental que você siga as orientações do seu oftalmologista especializado, que pode planejar uma abordagem personalizada para tratar as duas condições e alcançar os melhores resultados possíveis.

    Estou à disposição para mais dúvidas!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Olá. Eu estou com dificuldade para enxergar, começo a focar e depois de alguns minutos lendo de pert

    Olá. Eu estou com dificuldade para enxergar, começo a focar e depois de alguns minutos lendo de perto já perco o foco. Tenho 35 anos e já tive hipermetropia na adolescência, que depois sumiu. Fui em dois médicos oftalmologistas. Um disse que eu estava com 2 graus de hipermetropia, outro disse que não tenho nada de grau. Como isto é possível? Estou bem perdida...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria


    Olá! Entendo sua preocupação, e vou tentar esclarecer a situação.

    Com 35 anos, você pode estar começando a experimentar um fenômeno normal da presbiopia, que ocorre com o envelhecimento natural do olho, geralmente a partir dos 40 anos, mas pode começar um pouco antes. Presbiopia é a diminuição da capacidade de focar objetos de perto, e pode causar exatamente o que você descreveu: dificuldade para manter o foco em leitura e outros trabalhos próximos.

    Aqui estão algumas explicações para o que você está sentindo:
    Presbiopia:

    Com a idade, o cristalino (a lente natural do olho) perde flexibilidade, dificultando a capacidade de focar objetos próximos. Isso pode causar visão turva ao tentar ler ou fazer tarefas de perto.
    A presbiopia pode começar a aparecer antes dos 40 anos para algumas pessoas e, com a sua história de hipermetropia, pode ser que você esteja começando a experimentar esse sintoma um pouco mais cedo.
    Hipermetropia:

    A hipermetropia é uma condição onde o olho foca as imagens atrás da retina, dificultando a visão de perto. Isso normalmente pode ser corrigido com óculos ou lentes de contato.
    Se você já teve hipermetropia na adolescência, é possível que a condição tenha mudado ao longo do tempo. Às vezes, a hipermetropia pode diminuir ou mudar com o tempo, especialmente se a forma do olho mudar.
    Resultados dos Exames:

    É possível que um dos médicos tenha identificado um pequeno grau de hipermetropia (2 dioptrias), enquanto o outro não tenha encontrado nenhum grau. Isso pode ocorrer por variações nos exames ou pela diferença no momento em que você foi examinada. Às vezes, o exame de refração (que determina o grau de erro refrativo) pode dar resultados ligeiramente diferentes dependendo da técnica, da dilatação da pupila ou da condição do seu olho no momento.
    Além disso, o que pode acontecer é que, se você tiver presbiopia, a dificuldade para focar objetos de perto pode mascarar outros pequenos erros refrativos, como a hipermetropia.
    Fatores de Confusão:

    Se você tem dificuldades com foco de perto, isso também pode ser agravado por cansaço ocular, estresse ou outros fatores. É importante considerar o seu histórico de uso de lentes ou óculos, o tempo de exposição à luz (principalmente em telas), e até o seu estilo de vida, que pode influenciar na sua visão de perto.
    O que você pode fazer:
    Buscar uma segunda opinião: Seria interessante retornar a um oftalmologista especializado em refratometria ou óptica para um exame mais detalhado, especialmente se você sentir que há algo muito diferente no seu dia a dia.

    Exames mais completos: Se possível, pedir para fazer um exame de refração detalhado e uma avaliação de presbiopia. Alguns exames também podem detectar outras condições oculares que podem estar interferindo na sua visão.

    Usar óculos para leitura: Se você tiver presbiopia ou algum grau de hipermetropia, o uso de óculos para leitura pode ajudar a manter o foco enquanto realiza atividades de perto. Mesmo que o grau seja baixo, ele pode ser suficiente para corrigir esse problema temporário.

    Conclusão:
    É possível que você esteja lidando com a presbiopia e/ou com hipermetropia leve. A diferença nos diagnósticos dos médicos pode ser devido a variabilidade no exame ou no momento em que ele foi feito. Para um diagnóstico definitivo, é importante que você realize exames completos, incluindo a avaliação para presbiopia, e talvez até uma consulta com um especialista em óptica ou um oftalmologista especializado em refração.

    Se precisar de mais alguma orientação, estou à disposição!


  • Antidepressivos como amitriptilina podem causar moscas volantes?

    Antidepressivos como amitriptilina podem causar moscas volantes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico utilizado para tratar depressão, ansiedade, dor crônica e outros distúrbios. Embora não seja um efeito colateral comum, existem relatos de que medicamentos como a amitriptilina podem, em algumas pessoas, estar associados ao desenvolvimento ou ao agravamento de sintomas visuais, como moscas volantes (ou flutuantes).

    Como a amitriptilina pode influenciar a visão:
    Efeitos colaterais visuais: A amitriptilina pode causar efeitos colaterais relacionados à visão, como visão turva, dificuldade de foco, ou alterações na percepção visual. Esses efeitos podem ser temporários ou ocorrer quando o organismo está se ajustando ao medicamento.

    Moscas volantes: As moscas volantes são causadas por pequenas partículas no vítreo (substância gelatinosa dentro do olho) que lançam sombras na retina. Embora esse sintoma seja frequentemente associado ao envelhecimento ou a alterações no vítreo, medicamentos, incluindo antidepressivos como a amitriptilina, podem potencialmente agravar a percepção dessas partículas, tornando as moscas volantes mais notáveis.

    Efeitos indiretos: A amitriptilina pode causar sedação e relaxamento muscular, o que pode levar a alterações temporárias na pressão ocular e circulação sanguínea. Embora não seja comum, isso pode influenciar a percepção de imagens flutuantes em algumas pessoas.

    O que fazer:
    Se você estiver notando o aparecimento de moscas volantes ou qualquer outra alteração visual após o início do tratamento com amitriptilina, é importante informar o seu médico ou oftalmologista. Eles podem avaliar se a medicação está contribuindo para os sintomas e, se necessário, ajustar a dosagem ou considerar alternativas.
    Exame ocular completo: Em alguns casos, é importante realizar um exame oftalmológico completo para garantir que as moscas volantes não sejam indicativas de uma condição mais séria, como descolamento de retina ou outras patologias oculares.
    Conclusão:
    Embora a amitriptilina não seja diretamente associada ao desenvolvimento de moscas volantes, ela pode, em alguns casos, influenciar a percepção visual ou agravar sintomas já existentes. Como cada pessoa pode reagir de forma diferente aos medicamentos, é sempre bom discutir qualquer novo sintoma com seu médico para avaliar a melhor abordagem.

    Estou à disposição para mais esclarecimentos!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • tenho glaucoma posso tomar ser veja socialmente no fim de semana

    tenho glaucoma posso tomar ser veja socialmente no fim de semana

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Se você tem glaucoma, é importante ter cautela com o consumo de bebidas alcoólicas, como a cerveja, devido ao efeito potencial do álcool na pressão ocular.

    Efeitos do álcool no glaucoma:
    O álcool pode aumentar a pressão ocular temporariamente em algumas pessoas, o que pode ser um problema para quem já tem glaucoma, uma vez que esse aumento da pressão ocular pode agravar a condição e acelerar o dano ao nervo óptico.
    Além disso, o álcool pode interferir no funcionamento dos medicamentos para glaucoma, diminuindo a eficácia dos tratamentos que você está fazendo para controlar a pressão ocular.
    Posso beber socialmente?
    Embora um consumo moderado ocasional não deva representar um risco imediato significativo para a maioria das pessoas com glaucoma, é fundamental seguir as orientações do seu oftalmologista, pois ele pode avaliar sua condição específica e dar recomendações personalizadas.

    Se você deseja consumir cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica socialmente de vez em quando, é sempre uma boa prática:

    Evitar o consumo excessivo de álcool, que pode ter efeitos adversos na saúde ocular.
    Monitorar a pressão ocular regularmente, de acordo com as recomendações do seu médico.
    Consultar seu oftalmologista antes de consumir álcool, especialmente se você estiver em tratamento com colírios ou medicamentos para glaucoma, pois o álcool pode interagir com esses tratamentos.
    Se seu médico liberou o consumo esporádico, tenha sempre em mente que a moderação é a chave. Caso contrário, é melhor evitar até ter uma conversa mais aprofundada com ele.

    Se precisar de mais informações ou tiver dúvidas adicionais, estou à disposição!


  • Fiz cirurgia vitrectomia e o médico pediu para não baixar a cabeça ,pelo que li é necessário ficar v

    Fiz cirurgia vitrectomia e o médico pediu para não baixar a cabeça ,pelo que li é necessário ficar vom a cabeça para baixo ,não baixar a cabeça e normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Após uma vitrectomia, é comum que os médicos recomendem manter a cabeça em uma posição específica, frequentemente com a cabeça voltada para baixo, especialmente em procedimentos que envolvem o uso de gás ou óleo silicone no olho, para garantir que o gás ou óleo se posicione adequadamente e ajude a manter o olho no lugar durante a recuperação.

    Por que a posição da cabeça é importante após a vitrectomia?
    Durante a cirurgia de vitrectomia, o médico pode inserir gás ou óleo na cavidade vítrea (parte interna do olho), o que ajuda a pressionar a retina no lugar e a promover a cicatrização após um descolamento de retina ou outra condição. Para garantir que o gás ou o óleo permaneçam no local correto, a posição da cabeça é crucial.

    Cabeça para baixo: Se o médico indicou que você deve ficar com a cabeça para baixo, isso é geralmente para que o gás ou o óleo se mantenham em contato com a área da retina que foi tratada, ajudando a pressão e o alinhamento corretos.

    Por que o médico pode pedir para não baixar a cabeça?
    Se o seu médico pediu para não baixar a cabeça, pode ser que ele esteja levando em conta fatores como:

    A natureza da sua cirurgia: A vitrectomia pode ter sido feita sem a necessidade de gás ou óleo, ou ele pode não precisar que a pressão seja mantida em uma posição específica.
    Complicações ou risco de aumentar a pressão ocular: Se você tiver outros problemas oculares ou um risco maior de aumento da pressão ocular (como glaucoma), o médico pode ter indicado a posição mais segura para você.
    Condições individuais: O tipo de vitrectomia que você fez e seu caso específico de saúde ocular podem determinar as instruções pós-operatórias.
    O que fazer?
    Siga as orientações do seu médico: É fundamental seguir as recomendações do seu cirurgião, já que ele tem o histórico completo do seu procedimento e pode determinar o que é melhor para sua recuperação.
    Se houver qualquer dúvida sobre as instruções, não hesite em entrar em contato com o médico para esclarecimentos adicionais. Em alguns casos, a posição correta da cabeça pode variar dependendo das especificidades do seu tratamento e dos objetivos da cirurgia.
    Em resumo, não baixar a cabeça pode ser uma orientação normal dependendo da técnica utilizada na sua vitrectomia. Certifique-se de esclarecer com seu médico sobre as recomendações específicas para o seu caso.


  • Boa tarde! Tenho 6 meses de cirurgia, a PRK, e gostaria de saber se posso iniciar o tratamento com

    Boa tarde!
    Tenho 6 meses de cirurgia, a PRK, e gostaria de saber se posso iniciar o tratamento com Roacutan.
    Faço uso regular de colirios lubrificantes para auxiliar no ressecamento ocular.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Boa tarde! Após a cirurgia de PRK (ceratectomia fotorrefrativa), é importante tomar cuidados adicionais com a saúde ocular, especialmente quando se trata de tratamentos que podem afetar a lubrificação e a integridade da superfície ocular, como o uso de Roacutan (isotretinoína).

    Roacutan e a saúde ocular:
    O Roacutan é um medicamento utilizado no tratamento de acne grave, mas ele pode ter efeitos colaterais significativos, especialmente sobre a umidade ocular. Ele é conhecido por diminuir a produção de secreção das glândulas lacrimais, o que pode agravar o ressecamento ocular. Esse efeito é especialmente importante para pessoas que já têm uma tendência ao ressecamento ocular, como no seu caso, que está fazendo uso de colírios lubrificantes regularmente após a PRK.

    Possíveis complicações com o uso de Roacutan após a PRK:
    Ressecamento ocular: O Roacutan pode piorar a secura ocular, que já é comum após a PRK, já que a cirurgia pode afetar temporariamente as glândulas lacrimais. Se você já usa colírios para lubrificação, o uso do Roacutan pode aumentar essa necessidade.

    Risco para cicatrização: Embora seis meses já seja um tempo considerável para a recuperação da PRK, o uso de Roacutan durante o processo de cicatrização pode interferir no processo de regeneração da superfície ocular. Em alguns casos, pode haver alterações na cicatrização das córneas ou da pele ao redor dos olhos.

    Sensibilidade ocular aumentada: O Roacutan pode também aumentar a sensibilidade ocular, o que pode ser desconfortável se você já está lidando com o ressecamento ou outras sensações pós-cirúrgicas.

    O que fazer?
    Antes de iniciar o tratamento com Roacutan, é essencial que você consulte seu oftalmologista. O médico pode avaliar se o seu quadro de ressecamento ocular está sob controle e se o uso do Roacutan é seguro para você neste momento. Em alguns casos, ele pode recomendar alternativas ou tomar medidas preventivas para gerenciar o ressecamento ocular durante o uso do medicamento.

    O que pode ser recomendado:
    Ajuste na frequência dos colírios lubrificantes durante o tratamento com Roacutan.
    Consideração de outros tratamentos ou formas de aliviar a secura ocular, como o uso de gel lubrificante noturno, ou até mesmo a uso de lágrimas artificiais preservadas.
    Avaliação cuidadosa da saúde ocular durante o tratamento com Roacutan, para monitorar a resposta ocular ao medicamento.
    Em resumo, a consulta com seu oftalmologista é crucial antes de iniciar o Roacutan, para garantir que você está tomando as precauções necessárias para manter a saúde ocular adequada após a PRK.


  • É normal com 3 meses de blefaroplastia a cicatriz ainda estar um pouco mais alta que a curvatura da

    É normal com 3 meses de blefaroplastia a cicatriz ainda estar um pouco mais alta que a curvatura da pálpebra e em apenas um dos olhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! Sim, é relativamente comum que, três meses após a blefaroplastia, as cicatrizes ainda não estejam completamente curadas e apresentem pequenas variações entre os dois olhos. A cicatrização da pele, especialmente em áreas delicadas como as pálpebras, pode levar tempo e apresentar algumas diferenças em cada lado.

    Possíveis razões para a cicatriz ainda estar mais alta em um dos olhos:
    Processo de cicatrização individual: A cicatrização da pele é um processo muito pessoal e pode variar de um lado para o outro, dependendo de vários fatores, como a resposta inflamatória do corpo, a técnica utilizada pelo cirurgião, e a forma como a pele se adapta. Em alguns casos, uma cicatriz pode ficar um pouco mais elevada ou espessa, o que é conhecido como uma cicatriz hipertrófica.

    Tensão na pele: A pálpebra pode ter diferentes níveis de tensão ou alongamento durante a cicatrização, o que pode fazer com que a cicatriz se torne mais proeminente ou tenha um formato levemente alterado em um dos olhos.

    Asimetria natural: Todos têm alguma assimetria natural entre os dois lados do rosto, o que pode ser mais perceptível após um procedimento cirúrgico. Pode ser que a curvatura da pálpebra de um dos lados ainda não tenha se ajustado totalmente, o que é mais visível enquanto a cicatriz ainda está em processo de maturação.

    Processo inflamatório: Nos primeiros meses, o processo inflamatório ainda pode estar em ação, o que pode afetar a aparência da cicatriz. Mesmo que a cicatriz pareça mais alta ou espessa, ela pode suavizar e se tornar mais discreta com o tempo.

    O que pode ser feito:
    Acompanhamento com o cirurgião: É fundamental continuar o acompanhamento com o cirurgião plástico que fez a blefaroplastia. Ele poderá avaliar a evolução da cicatrização e, se necessário, orientar sobre tratamentos adicionais, como massagem na cicatriz, uso de pomadas ou géis de silicone ou tratamentos a laser para melhorar a aparência das cicatrizes.

    Tempo de cicatrização: Lembre-se de que o processo de cicatrização de uma blefaroplastia pode durar até um ano para a cicatriz amadurecer completamente, então é importante ter paciência. A cicatriz pode continuar a melhorar com o tempo.

    Conclusão:
    É relativamente normal que, três meses após a cirurgia, você ainda perceba alguma diferença no aspecto das cicatrizes, especialmente se houver uma leve assimetria. O mais importante é seguir as orientações pós-operatórias e realizar o acompanhamento com seu cirurgião. A cicatriz tende a melhorar ao longo do tempo, e se houver alguma preocupação, o cirurgião poderá indicar tratamentos específicos para ajudar no processo de recuperação.

    Estou à disposição para mais dúvidas!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Meu colírio congelou, ainda posso usar Latonan? Sempre guardo na geladeira

    Meu colírio congelou, ainda posso usar
    Latonan?
    Sempre guardo na geladeira

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! O Latonan (latanoprosta) é um colírio utilizado no tratamento de glaucoma e hipertensão ocular. Ele deve ser armazenado corretamente para garantir sua eficácia e segurança.

    O que acontece quando o colírio congela?
    O congelamento de medicamentos, incluindo colírios, pode afetar sua eficácia e segurança. Muitos medicamentos, como o latanoprosta, devem ser armazenados em temperaturas de 2°C a 8°C, ou seja, na parte da geladeira. Congelar o colírio pode alterar sua composição química e a forma como ele funciona.

    O que fazer se o Latonan congelou?
    Não use o colírio se ele congelou: Caso o colírio tenha congelado, é recomendável não usá-lo. O congelamento pode comprometer a estabilidade e a eficácia do medicamento.

    Troque o medicamento: Se o colírio foi congelado, a melhor opção é substituí-lo por um frasco novo, pois não podemos garantir que o medicamento ainda esteja seguro e eficaz após a alteração causada pelo congelamento.

    Armazenamento adequado: Para evitar que o colírio congele no futuro, é importante armazená-lo corretamente, na parte da geladeira que não congele (geralmente na parte inferior, onde a temperatura é mais controlada). Evite armazená-lo em lugares muito próximos à parede do congelador, onde a temperatura pode ser mais baixa.

    Conclusão:
    Como o congelamento pode comprometer a eficácia do Latonan, não é recomendado usá-lo após ter sido congelado. Sugiro que você adquira um novo frasco e continue a armazená-lo conforme as orientações. Se houver alguma dúvida adicional sobre o uso ou armazenamento de colírios, consulte seu médico oftalmologista.

    Estou à disposição para mais dúvidas!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Tenho 63 anos, mais da metade da retina do meu olho foi rompida, estou aguardando para fazer cirurgi

    Tenho 63 anos, mais da metade da retina do meu olho foi rompida, estou aguardando para fazer cirurgia, durante esse tempo posso ter relação sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! Entendo sua preocupação, e vou tentar esclarecer suas dúvidas da melhor forma possível.

    O rompimento significativo da retina, especialmente envolvendo mais da metade da área retinal, é uma condição séria que requer tratamento adequado para evitar danos permanentes à visão. O procedimento cirúrgico, que provavelmente será uma vitrectomia ou algum tipo de reparação da retina, é essencial para restaurar a estabilidade ocular e prevenir complicações, como o descolamento de retina.

    Quanto à sua pergunta sobre relações sexuais:
    Em geral, não há contra-indicação absoluta para relações sexuais enquanto você aguarda a cirurgia, desde que você tome algumas precauções para evitar qualquer aumento de pressão ocular ou esforço físico excessivo. Durante atividades físicas intensas, incluindo relações sexuais, a pressão intraocular pode aumentar temporariamente. Em situações de rompimento significativo da retina, há uma preocupação com a possibilidade de agravar o dano retinal devido a esses picos de pressão, especialmente se houver movimentos rápidos ou fortes esforços.

    Recomendações:
    Evite esforços excessivos: Tente evitar atividades que envolvam esforço físico intenso ou posições que possam causar pressão adicional no olho afetado, especialmente antes de realizar a cirurgia.

    Controle emocional: Se você tem alguma preocupação sobre atividades que possam envolver aumento de pressão ou estresse, considere diminuir o ritmo enquanto aguarda a cirurgia, com a orientação do seu médico.

    Acompanhamento médico: É muito importante seguir as orientações do seu oftalmologista, que pode fornecer recomendações personalizadas com base na gravidade do seu caso específico.

    Conclusão:
    Embora as relações sexuais não sejam contraindicadas em si, é crucial que você evite esforços físicos excessivos ou atividades que possam aumentar a pressão ocular. O melhor é sempre consultar diretamente seu médico oftalmologista para garantir que não haja riscos adicionais antes de realizar a cirurgia e tomar decisões seguras durante este período.

    Estou à disposição para mais dúvidas!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Olá, quem tem alta miopia e retina fina, pode praticar boxe sem contato, tipo utilizando saco de pan

    Olá, quem tem alta miopia e retina fina, pode praticar boxe sem contato, tipo utilizando saco de pancadas para desferir os socos ou pode ter risco de descolamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! Quando se tem alta miopia e retina fina, é importante ter cuidados redobrados ao praticar atividades físicas que envolvem movimentos bruscos ou esforços intensos, como o boxe, mesmo sem o contato direto com outra pessoa.

    Riscos de praticar boxe com miopia e retina fina:
    Aumento da pressão intraocular: Durante a prática de boxe, mesmo que não haja contato direto com outras pessoas, o movimento rápido e os impactos, como ao golpear o saco de pancadas, podem causar picos de pressão ocular. Esse aumento temporário da pressão pode afetar a retina, especialmente em casos de miopia alta e retina fina, podendo potencialmente contribuir para o risco de descolamento de retina.

    Esforço físico intenso: O esforço físico ao dar socos pode envolver contrações fortes do corpo, o que também pode aumentar a pressão ocular. Em pessoas com retina fina ou outras condições oculares delicadas, isso pode ser um fator de risco para complicações, incluindo o descolamento da retina.

    Microtraumas repetitivos: Mesmo sem o contato direto com o rosto ou a cabeça, o movimento repetido e o impacto de socos contra o saco de pancadas podem, com o tempo, gerar microtraumas que afetam a retina, especialmente em casos de pessoas com predisposição, como miopia alta.

    O que fazer?
    Consulta com oftalmologista: O mais importante é consultar um oftalmologista especializado, de preferência com experiência em casos de miopia alta e doenças da retina. Ele pode avaliar melhor sua condição ocular e indicar a atividade física mais segura, levando em consideração a saúde da sua retina.

    Alternativas: Dependendo da avaliação, o oftalmologista pode sugerir alterativas de exercício físico que sejam mais seguras para quem tem alta miopia e retina fina, como atividades de baixo impacto ou que não envolvam movimentos bruscos que aumentem a pressão ocular.

    Acompanhamento regular: Caso o boxe seja liberado, é importante ter um acompanhamento regular com o oftalmologista para monitorar a saúde da retina e detectar quaisquer mudanças precoces.

    Em resumo, embora o boxe sem contato direto (como o uso de saco de pancadas) seja uma atividade que envolve menos risco imediato, miopia alta e retina fina são condições que requerem precauções, e o melhor é obter uma avaliação médica individualizada para garantir que você esteja praticando atividades físicas de maneira segura.


  • Quem possui hiperpigmentação pós-inflamatória tem mais chance de desenvolver haze após a cirurgia re

    Quem possui hiperpigmentação pós-inflamatória tem mais chance de desenvolver haze após a cirurgia refrativa prk?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Sim, pessoas com hiperpigmentação pós-inflamatória podem ter um risco um pouco maior de desenvolver haze após uma cirurgia refrativa como a PRK (ceratectomia fotorrefrativa).

    O que é o Haze pós-PRK?
    O haze é uma condição caracterizada por uma opacidade na córnea, geralmente após a realização de cirurgias refrativas, como a PRK. Essa opacidade ocorre devido à cicatrização excessiva das células da córnea, que resulta em uma área levemente esbranquiçada ou nebulosa, prejudicando a visão. Embora o haze seja geralmente temporário, ele pode durar por semanas ou meses e, em alguns casos raros, pode causar perda de visão.

    Hiperpigmentação pós-inflamatória e risco de haze:
    A hiperpigmentação pós-inflamatória ocorre quando há uma produção excessiva de melanina após uma inflamação ou trauma na pele ou em outros tecidos, como a córnea. Embora a hiperpigmentação seja uma resposta comum em casos de inflamação ou irritação na pele, na córnea ela pode ser um indicativo de respostas inflamatórias mais intensas, o que pode aumentar o risco de cicatrização excessiva.

    A cicatrização da córnea após a PRK é um processo delicado, e pessoas com uma tendência a inflamações mais intensas ou hiperpigmentação pós-inflamatória podem ter maior propensão ao desenvolvimento de haze. Esse risco está relacionado à resposta inflamatória do corpo, que pode ser exacerbada em pessoas com histórico de hiperpigmentação.

    Como reduzir o risco de haze?
    Controle inflamatório adequado: O uso de colírios anti-inflamatórios após a cirurgia é essencial para controlar a inflamação da córnea e minimizar o risco de haze. Isso deve ser cuidadosamente monitorado pelo oftalmologista.

    Uso de lentes de contato terapêuticas: Em alguns casos, o uso de lentes de contato especiais após a cirurgia pode ajudar a proteger a córnea e promover uma cicatrização mais uniforme.

    Evitar exposição excessiva à luz UV: A exposição à luz ultravioleta pode desencadear uma reação inflamatória excessiva e aumentar o risco de haze, portanto, é importante usar óculos de sol com proteção UV durante o período pós-operatório.

    Monitoramento regular: Consultas frequentes com o oftalmologista são necessárias para monitorar o processo de cicatrização e detectar sinais precoces de haze.

    Em resumo, quem tem hiperpigmentação pós-inflamatória pode ter um risco maior de desenvolver haze após a cirurgia PRK, devido a uma resposta inflamatória potencialmente mais intensa. É essencial seguir as orientações médicas e fazer o acompanhamento pós-operatório adequado para reduzir esse risco.


  • Fiz cirurgia com lente intraocular, para perto e longe, a de perto corrigiu, mas a de longe, não con

    Fiz cirurgia com lente intraocular, para perto e longe, a de perto corrigiu, mas a de longe, não consigo ver com clareza. É normal? Existe forma de corrigir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Após a cirurgia com lente intraocular (LIO) para correção de visão para perto e para longe, é possível que ocorram variações na clareza da visão, especialmente nos primeiros dias ou semanas após a cirurgia. Embora a lente intraocular multifocal ou lente de visão dupla tenha como objetivo corrigir tanto a visão de perto quanto de longe, algumas pessoas podem apresentar dificuldades temporárias ou permanentes em um dos campos de visão, como no seu caso, onde a visão de longe não está completamente clara.

    Razões para a visão de longe não estar clara:
    Período de adaptação: Após a implantação de uma lente intraocular, pode ser necessário um período de adaptação para que seus olhos se ajustem à nova forma de ver, especialmente quando se utiliza lentes multifocais. Esse processo pode levar semanas ou até meses, durante os quais a visão pode oscilar.

    Erro de refração: Às vezes, a lente intraocular não corrige perfeitamente a visão de longe, podendo ocorrer um erro de refração residual (como miopia ou astigmatismo) que interfere na clareza. Esse erro pode ser corrigido com o uso de óculos ou lentes de contato, ou, em alguns casos, pode ser necessário um ajuste adicional na lente intraocular (como uma troca ou ajuste).

    Desempenho das lentes multifocais: Embora as lentes multifocais possam corrigir tanto a visão de perto quanto a de longe, elas podem não oferecer a mesma clareza para distâncias intermediárias e longas em comparação com lentes monofocais. Algumas pessoas podem sentir que a visão de longe não é tão nítida quanto a visão de perto, especialmente em condições de pouca luz ou à noite.

    Efeito de halos e glare: Lentes intraoculares multifocais podem causar um efeito de halos (manchas de luz ao redor de fontes de luz) ou glare (reflexos), especialmente em ambientes de baixa luminosidade, o que pode afetar a visão de longe. Isso é um efeito colateral comum e tende a melhorar com o tempo, à medida que o cérebro se ajusta à visão através da lente.

    O que fazer para corrigir?
    Ajuste ou correção com óculos: Se a visão de longe não estiver clara, seu médico pode recomendar o uso de óculos para longe para complementar a correção da lente intraocular. Isso é comum, especialmente em casos de lentes multifocais, onde a correção ideal pode não ser alcançada em todos os casos.

    Reavaliação com o oftalmologista: É importante retornar ao seu médico oftalmologista para uma avaliação completa da sua visão. O médico poderá realizar exames para verificar se há um erro de refração residual que pode ser corrigido, por exemplo, com um pequeno ajuste na lente ou com óculos.

    Opções adicionais de cirurgia: Em alguns casos, quando há um erro refrativo significativo, pode ser considerada uma segunda intervenção, como um retoque com laser para corrigir a visão. Isso dependerá da avaliação do seu médico, levando em conta fatores como a saúde ocular e a condição da lente intraocular.

    Terapias de reabilitação visual: Se a visão não melhorar com o tempo, pode ser útil explorar terapias de reabilitação visual, que ajudam o cérebro a se adaptar melhor à correção feita pela lente.

    Conclusão:
    É possível que a visão de longe não esteja completamente clara imediatamente após a cirurgia, mas isso nem sempre é permanente. Em muitos casos, o problema pode ser corrigido com óculos, ajustes ou, em alguns casos, com procedimentos adicionais. O mais importante é continuar o acompanhamento com o oftalmologista para monitorar sua recuperação e discutir possíveis ajustes.


  • Estava conversando com uma pessoa e voou um pouco de saliva no meu olho enquanto ela estava falando.

    Estava conversando com uma pessoa e voou um pouco de saliva no meu olho enquanto ela estava falando. Se a pessoa tiver herpes bucal, mesmo sem ter nenhuma lesão aparente, eu tenho risco de pegar?? O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    A transmissão do herpes simples (HSV-1) por saliva é possível, mesmo que não haja lesões visíveis ou sintomas evidentes na pessoa que está infectada. A herpes labial é causada pelo vírus HSV-1, e ele pode ser transmitido através do contato direto com a saliva ou secreções de uma pessoa infectada, mesmo que não esteja apresentando bolhas ou feridas visíveis. Isso acontece porque o vírus pode estar presente na saliva ou na mucosa bucal da pessoa mesmo em períodos sem lesões ativas (fase assintomática).

    Riscos:
    Contato com mucosas: O maior risco ocorre quando o vírus entra em contato com mucosas, como as dos olhos, boca ou genitais. O herpes ocular (que afeta os olhos) pode ocorrer se o vírus for transmitido para o olho, o que pode resultar em uma conjuntivite viral ou até em uma infecção mais grave da córnea (queratite).

    Risco de transmissão: Se a pessoa tiver herpes labial e, mesmo sem lesões visíveis, sua saliva estiver contaminada, há um risco de transmissão para o olho. No entanto, esse risco não é muito alto, especialmente se a pessoa não tiver nenhum sintoma ativo ou lesão.

    O que fazer:
    Higiene imediata: Lave imediatamente o olho afetado com água e sabão neutro. Isso pode ajudar a reduzir o risco de infecção. Evite esfregar o olho com as mãos, pois isso pode facilitar a entrada do vírus.

    Observe sintomas: Fique atento aos sinais de herpes ocular, que incluem:

    Vermelhidão ou irritação no olho.
    Dor ou sensação de ardência.
    Sensibilidade à luz (fotofobia).
    Visão turva ou embaçada.
    Lacrimejamento excessivo ou secreção ocular.
    Caso apresente qualquer um desses sintomas, procure um oftalmologista o mais rápido possível, pois o herpes ocular pode exigir tratamento antiviral para evitar complicações.

    Monitoramento: Mesmo que os sintomas não apareçam imediatamente, fique atento nas próximas 24-48 horas para verificar qualquer sinal de infecção.

    Evite o contato com o rosto: Para minimizar o risco de transmissão, evite tocar seus olhos ou rosto com as mãos, especialmente se tiver tocado em qualquer superfície contaminada.

    Conclusão:
    Embora o risco de pegar herpes ocular por meio de saliva, mesmo sem lesões visíveis, seja possível, ele não é muito alto. A melhor forma de se proteger é mantendo uma boa higiene ocular e ficando atento aos primeiros sinais de infecção. Se notar qualquer sintoma incomum no olho, consulte um médico imediatamente.


  • Oi fiz a cirurgia de implante de anel de ferrara tem um mês mas minha pálpebra está inchada e meu ol

    Oi fiz a cirurgia de implante de anel de ferrara tem um mês mas minha pálpebra está inchada e meu olho lacrimeja muito ainda e parece que que tem areia. Isso seria normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    É normal ter algum grau de inchaço e desconforto após a cirurgia de implante de anel de Ferrara, mas esses sintomas geralmente diminuem ao longo das semanas. No entanto, se você está experimentando inchaço persistente, lacrimejamento excessivo e sensação de areia no olho após um mês, pode ser um sinal de que algo não está indo conforme o esperado.

    Aqui estão alguns pontos a considerar:

    Consulta de Seguimento: Agende uma consulta com o seu oftalmologista para uma avaliação detalhada. É importante que o seu médico examine o olho para verificar se há sinais de infecção, inflamação ou qualquer outro problema que possa estar causando esses sintomas.

    Cuidados Pós-Operatórios: Siga todas as orientações pós-operatórias fornecidas pelo seu médico. Isso pode incluir o uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, compressas frias e evitar esfregar os olhos.

    Lubrificação Ocular: Use colírios lubrificantes para aliviar a sensação de areia no olho e reduzir o lacrimejamento. A sensação de corpo estranho pode ser causada pela secura ocular ou por pequenas partículas de epitélio soltas.

    Evitar Irritantes: Evite exposição a irritantes oculares, como poeira, fumaça e produtos químicos, que podem agravar os sintomas.

    Monitoramento da Cicatrização: A cicatrização após a implantação do anel de Ferrara pode variar entre os pacientes. Algumas pessoas podem levar mais tempo para se recuperar completamente.

    Sintomas de Alerta: Se você sentir dor intensa, perda de visão, secreção purulenta ou vermelhidão significativa, procure atendimento médico imediatamente, pois esses podem ser sinais de infecção ou outra complicação séria.

    Se os sintomas persistirem ou piorarem, não hesite em procurar atendimento médico. O seu oftalmologista é a melhor pessoa para avaliar e recomendar o tratamento adequado.


  • Boa tarde fiz 2 cirurgia de calázio no mesmo local mais o calázio voltou novamente, não sei o que fa

    Boa tarde fiz 2 cirurgia de calázio no mesmo local mais o calázio voltou novamente, não sei o que fazer mais doutor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    oa tarde! Sinto muito por saber que você está enfrentando esse problema recorrente. O calázio pode ser uma condição frustrante, especialmente quando ocorre repetidamente no mesmo local. Aqui estão algumas opções e passos que você pode considerar:

    Avaliação Detalhada: Volte ao seu oftalmologista para uma avaliação detalhada. Às vezes, fatores subjacentes como blefarite crônica ou meibomite podem predispor ao desenvolvimento de calázios recorrentes.

    Higiene das Pálpebras: Manter uma rotina rigorosa de higiene das pálpebras pode ajudar a prevenir a formação de novos calázios. Isso pode incluir a limpeza regular das pálpebras com compressas mornas e soluções específicas recomendadas pelo seu médico.

    Compressas Quentes: Aplicar compressas mornas nas pálpebras por 10-15 minutos, várias vezes ao dia, pode ajudar a drenar o calázio e prevenir sua formação.

    Tratamento Médico: Em alguns casos, antibióticos tópicos ou orais e medicamentos anti-inflamatórios podem ser recomendados para tratar a infecção subjacente e reduzir a inflamação.

    Mudanças no Estilo de Vida: Verifique se há fatores no seu estilo de vida que podem estar contribuindo para a recorrência dos calázios, como a exposição a ambientes com muita poeira, uso excessivo de maquiagem ou lentes de contato, ou uma dieta rica em gorduras e óleos.

    Injeções de Esteróides: Algumas vezes, injeções de esteróides diretamente no calázio podem ajudar a reduzir a inflamação e acelerar a cura.

    Consulta com um Especialista: Se o problema continuar, considere procurar a opinião de um especialista em doenças das pálpebras ou um oftalmologista que tenha experiência específica com condições palpebrais.

    Controle da Blefarite: Se você tiver blefarite, uma condição comum que causa inflamação nas pálpebras, o controle adequado dessa condição pode ajudar a prevenir novos calázios.

    Discutir todas essas opções com seu oftalmologista é o melhor caminho para encontrar uma solução que funcione para você.


  • Fiz uma cirurgia de ptose com elevação frontal e minha pálpebra não pisca como a outra n en fecha

    Fiz uma cirurgia de ptose com elevação frontal e minha pálpebra não pisca como a outra n
    en fecha

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    É comum que, após uma cirurgia de ptose com elevação frontal, haja alguma dificuldade inicial com o movimento das pálpebras devido ao ajuste do tecido e à recuperação dos músculos envolvidos. No entanto, a falta de movimento completo ou a incapacidade de fechar a pálpebra pode ser um sinal de que algo precisa ser reavaliado pelo cirurgião.


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