Perguntas do paciente (122)

  • Tenho um bebe recem nascido ele tem conjuntivite e hoje comecou a sangrar oque pode ser? Sera grave?

    Tenho um bebe recem nascido ele tem conjuntivite e hoje comecou a sangrar oque pode ser? Sera grave?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    É necessária uma avaliação oftalmológica urgente.
    Estou a disposição.


  • Fiz transplante de córnea há 20 anos. Tenho Ceratocone e uma Degeneração Pelucida. Devido ao afiname

    Fiz transplante de córnea há 20 anos. Tenho Ceratocone e uma Degeneração Pelucida. Devido ao afinamento da córnea tive que tomar mais 9 pontos, porém tem um que está com vazamento. Se não parar vou ter que introduzir uma bolha de ar. Qual o risco?
    Tem risco de perder a visão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    A introdução de bolha de ar ou gás, é uma tentativa de cicatrização e fechamento do olho.
    Estou a disposição


  • Sou Bariatrico e tomo as vitaminas,e epilético tomo valproato de sodio, fenitoina, sinto tontura com

    Sou Bariatrico e tomo as vitaminas,e epilético tomo valproato de sodio, fenitoina, sinto tontura como estivesse bêbado, visão escurecida e pouco embaçada sem foco, pode ser falta ou excesso de medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    Pode ser relacionado as medicações sim.
    Indico uma avaliação oftalmológica para analise de caso.
    Estou a disposição.


  • Fui ao médico, ele passou uma pomada ofticor. É mesmo boa pra blefarite?

    Fui ao médico, ele passou uma pomada ofticor. É mesmo boa pra blefarite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    Sim, é uma pomada excelente.

    Estou a disposição


    Te convidamos para uma consulta


  • Perdi a visão em um dos olhos por conta de hidrocefalia , o caso pode ser reversível??

    Perdi a visão em um dos olhos por conta de hidrocefalia , o caso pode ser reversível??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    Infelizmente alterações neurológicas que levam a perda visual são normalmente irreversíveis.
    Estou a disposição


  • O estrabismo intermitente pode ajudar a desencadear crises de enxaqueca?

    O estrabismo intermitente pode ajudar a desencadear crises de enxaqueca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    O estrabismo intermitente está conectado a uma dificuldade de acomodação, e a mesma pode gerar sintomas que levam a enxaqueca.
    Estou a disposição.


  • Boa noite,eu tomo Cialis e gostaria de saber se prejudica a visão?

    Boa noite,eu tomo Cialis e gostaria de saber se prejudica a visão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    CIALIS gera vasodilatação, portanto deve ser tomado com acompanhamento médico. Principalmente se o paciente já apresentar alguma doença associada.
    Estou a disposição.


  • Fiz uma cirurgia do acetábulo há um mês, quando eu posso caminhar normalmente e fazer as atividades

    Fiz uma cirurgia do acetábulo há um mês, quando eu posso caminhar normalmente e fazer as atividades domésticas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    A recuperação após uma cirurgia do acetábulo pode variar bastante dependendo de vários fatores, incluindo a gravidade da fratura, a complexidade da cirurgia, e a saúde geral do paciente. No entanto, posso fornecer uma visão geral do que geralmente se espera em termos de recuperação:

    Primeiras semanas (0-6 semanas):

    Normalmente, você estará usando muletas ou andador para ajudar na mobilidade.
    Evitar colocar peso total na perna operada, conforme indicado pelo seu cirurgião.
    6-12 semanas:

    Começo gradual da carga de peso na perna operada, conforme permitido pelo seu médico.
    Fisioterapia intensiva para fortalecer os músculos ao redor do quadril e melhorar a mobilidade.
    3-6 meses:

    A maioria das pessoas pode começar a caminhar sem ajuda por volta dos 3 meses, mas isso pode variar.
    Atividades domésticas leves podem ser retomadas, mas atividades que exigem esforço ou levantamento de peso devem ser evitadas até obter aprovação médica.
    6-12 meses:

    A recuperação total pode levar até um ano, com a maioria das pessoas retornando a um nível quase normal de atividades diárias e mobilidade.
    É crucial seguir as instruções do seu cirurgião e fisioterapeuta. Eles fornecerão um plano de recuperação personalizado com base no seu progresso. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua recuperação, consulte seu médico para obter orientação específica.


  • Tive um aneurisma que causou paralisia no 3 grau ocular esquerdo. A cirurgia de estrabismo poderá aj

    Tive um aneurisma que causou paralisia no 3 grau ocular esquerdo. A cirurgia de estrabismo poderá ajudar a resolver o problema do meu olho? Obs já fiz a cirurgia do aneurisma.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    Tratamento cirúrgicos podem melhorar estrabismo causado por paralisia neurológica.
    Como seu caso é muito específico, melhor consultar com um especialista.
    Estou a disposição.


  • Boa noite tudo bem ? Algum médico oftalmologista poderia me responder? Apresento baixa acuidade v

    Boa noite tudo bem ? Algum médico oftalmologista poderia me responder?

    Apresento baixa acuidade visual em ambos os olhos por história de coriorretinite. Atualmente apresento
    Acuidade visual com melhor correção OD 20 /60. / OE 20/400
    Exotropia
    Bio OD sem alterações / OE sem alterações
    Map de retina OD cicatriz corriorretinite perimacular/ OD cicatriz coriorretinite macular
    Cid h54.4/h31.0 (quadro irreversível)

    A noite meu olho tem dificuldade para enchergar , séria com Estive escurecendo para chover , não sei se é pela iluminação ser baixa ou isso seria por conta da miopia,mesmo com o óculos eu fica assim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    Essa dificuldade que você tem de enxergar a noite, é causada pela baixa visão proveniente cicatriz de coriorretinite.
    Estou a disposição


  • Boa noite! Fiz um procedimento de rapazes de carne crescida, já estou 18 dias de recuperação e perce

    Boa noite! Fiz um procedimento de rapazes de carne crescida, já estou 18 dias de recuperação e percebi que meu olho continua com vermelhidão e irritado, e sinto muito incomodo quando olho pra claridade e normal senti essa reação cm 18 dias de procedimento.?

    Meu médico me liberou cm 10 dias pras minhas atividades, no trabalho sinto um desconforto muito grande quando baixo a cabeça pra carregar o meu equipamento que são bastante pesado, dá uma pressão no olho e cm alguns minutos dádor de cabeça essa reação e normal.?

    Quem faz esse procedimento de rapazes de carne crescida, Quantos dias seria o afastado do trabalho 10 ou 30 dias.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Boa noite! Pelo que você descreve, parece que está se recuperando de um procedimento para tratar um tipo de pterígio ou carne crescida, que é quando há o crescimento anormal de tecido na conjuntiva (membrana que reveste a parte branca do olho). Após a cirurgia, é comum haver algumas reações como vermelhidão, irritação, fotofobia (sensibilidade à luz), e sensação de desconforto, mas vou explicar com mais detalhes sobre esses sintomas.

    Sintomas após o procedimento:
    Vermelhidão e irritação: É normal que o olho ainda apresente vermelhidão e sensação de irritação até 18 dias após a cirurgia, já que o processo de recuperação pode levar algum tempo. O tecido ao redor da área tratada ainda está cicatrizando, o que pode causar esse tipo de desconforto. Além disso, a irritação é uma reação comum quando o olho está em processo de recuperação.

    Sensibilidade à luz (fotofobia): Também é um sintoma comum após a cirurgia, especialmente nos primeiros dias. Sua córnea pode estar um pouco sensível à luz enquanto cicatriza, o que faz com que você sinta mais desconforto quando está em ambientes iluminados ou sob luz direta.

    Desconforto ao carregar peso: O desconforto e dor de cabeça ao carregar seu equipamento pesado e a pressão no olho podem ocorrer devido ao esforço físico e à tensão que isso pode causar no corpo e na região ocular. Quando você baixa a cabeça e faz esforço, a pressão ocular pode aumentar temporariamente, o que pode gerar esse desconforto. Mesmo após a liberação para voltar ao trabalho, é importante evitar esforços intensos que possam afetar a recuperação, principalmente quando ainda está sentindo esses sintomas.

    Quanto tempo é necessário para afastamento do trabalho?
    O tempo de afastamento do trabalho pode variar dependendo de como a recuperação está ocorrendo e da natureza das suas atividades profissionais. Algumas considerações:

    Se o seu trabalho exige esforço físico e carregar pesos pesados, o ideal é afastar-se por mais tempo. Mesmo que o médico tenha liberado para atividades com 10 dias, esse tipo de esforço pode ser prejudicial, principalmente nas primeiras semanas de recuperação.

    10 dias de recuperação pode ser suficiente para atividades mais leves, mas se você precisa carregar equipamentos pesados e se o desconforto persistir, 30 dias de afastamento seria mais adequado para permitir uma recuperação completa sem agravar o quadro.

    O que fazer:
    Siga as orientações do seu médico: Caso os sintomas persistam, é importante entrar em contato com o seu médico. Ele poderá avaliar se a recuperação está ocorrendo conforme esperado ou se há necessidade de algum ajuste no seu tratamento.

    Evite esforço físico intenso: Enquanto sentir desconforto, procure evitar carregar peso ou fazer atividades que aumentem a pressão ocular. Isso ajudará na recuperação e pode aliviar os sintomas.

    Use proteção contra a luz: O uso de óculos escuros em ambientes externos ou muito iluminados pode ajudar a minimizar a sensibilidade à luz e o desconforto ocular.

    Conclusão:
    É normal que haja algum desconforto e sensibilidade à luz até 18 dias após a cirurgia, mas se o desconforto ao carregar peso persistir, vale a pena considerar um período de afastamento de 30 dias para garantir a recuperação adequada. Consulte seu médico sobre essas preocupações e siga suas orientações específicas para sua recuperação.

    Fico à disposição para qualquer dúvida!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Estou há um mês com flash ou linhas na visão periférica Fiz retinigrafia e nada acusou. Meu médic

    Estou há um mês com flash ou linhas na visão periférica
    Fiz retinigrafia e nada acusou. Meu médico diz que e descolamento vítreo e que vai sumir. Será que some ? Não tenho fazer nenhuma.tratamemto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá, boa noite.
    Esse comentário é uma opinião baseada no caso acima, não é um diagnostico ou promessa de resultados.
    Sim, normalmente os sintomas desaparecem.
    Necessário fazer um mapeamento de retina para conferirmos a região periférica.
    Estou a disposição.


  • 7/11 fiz uma cirurgia pra tirar 1calazio interno, mas voltou. 12/12 fiz outra, 21/12 ele disse q agora

    7/11 fiz uma cirurgia pra tirar 1calazio interno, mas voltou. 12/12 fiz outra, 21/12 ele disse q agora deu certo, e q havia 1 casca mas iria sair. O corte foi por fora desta vez, a casca q ele fala é do cortizinho ou por dentro? Tava qse desinchando ja mas essa semana aumentou, é como 1bola esmagada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Parece que o seu calázio está apresentando uma evolução um pouco mais lenta do que o esperado, o que é relativamente comum em alguns casos. Vou tentar esclarecer suas dúvidas com base nas informações que você forneceu:

    1. Corte por fora e "casca" mencionada
    O médico mencionou que a "casca" iria sair. O que ele provavelmente se referiu é à crosta ou membrana de cicatrização que pode se formar no local da cirurgia, especialmente se foi realizado um corte externo. O processo de cicatrização pode envolver a formação de uma crosta ou camada protetora sobre a área onde o calázio foi removido. Essa "casca" não é do próprio corte interno ou do conteúdo do calázio, mas sim do processo de cicatrização da pele externa ao redor da área operada.

    2. O aumento e a "bola esmagada"
    Se, após a cirurgia, a região estava quase desinchando, mas agora você nota um aumento e uma sensação de uma "bola esmagada", pode ser que a inflamação esteja persistindo, ou que haja um pequeno resquício de material ou secreção ainda dentro da glândula sebácea onde o calázio se formava. Às vezes, mesmo após a remoção cirúrgica, a cicatrização pode ser incompleta, o que leva ao reaparecimento de um calázio ou à persistência da inflamação.

    Outras possibilidades incluem a formação de uma cápsula ou fibrose, o que pode causar uma sensação de “bola” ou nódulo na região.

    3. O que fazer?
    É importante que você siga o acompanhamento com o seu médico, já que ele está monitorando a evolução da cirurgia e da cicatrização. Caso a área não melhore ou apresente aumento, como você descreveu, é possível que seu médico precise avaliar:

    Se a remoção foi completa ou se restou algum resquício de secreção da glândula que ainda está causando o problema.
    Se o calázio está reaparecendo, ele pode sugerir um novo tratamento, como o uso de compressas quentes, massagem suave ou, em alguns casos, outra abordagem cirúrgica.
    Em casos de persistência ou infecção, o médico pode também prescrever anti-inflamatórios ou antibióticos locais.
    4. Possibilidade de complicações
    Embora a recorrência do calázio não seja rara, especialmente se a glândula sebácea não for completamente limpa durante a cirurgia, o médico deverá avaliar se há sinais de infecção ou se o nódulo está apenas relacionado à inflamação residual.

    Conclusão:
    É importante que você mantenha o acompanhamento com o seu oftalmologista, que pode fornecer uma avaliação precisa sobre o que está acontecendo. Caso o nódulo persista ou se você perceber sinais de infecção (vermelhidão intensa, dor, secreção), o médico pode indicar novos tratamentos.

    Se restar alguma dúvida ou se precisar de mais orientações, estou à disposição para ajudar!


  • Depois da cirurgia de estrabismo do meu olho esquerdo, o meu olho operado ficou menor, mais fechado que

    Depois da cirurgia de estrabismo do meu olho esquerdo, o meu olho operado ficou menor, mais fechado que o que não foi operado, porque isso aconteceu? O desvio foi corrigido mas o olho não ficou o mesmo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Após a cirurgia de estrabismo, é comum que haja algumas mudanças no formato e na aparência dos olhos, mesmo que o desvio tenha sido corrigido. A razão pela qual o seu olho esquerdo ficou menor e mais fechado após a cirurgia pode ser atribuída a vários fatores, que vou detalhar abaixo:

    1. Alterações nos músculos oculares
    A cirurgia de estrabismo envolve o ajuste dos músculos oculares (alongamento ou encurtamento), para reposicionar o olho de modo a corrigir o desvio. Dependendo de como o músculo foi manipulado, isso pode afetar a mobilidade e o tônus muscular. Se o músculo do olho operado foi enfraquecido ou encurtado demais para corrigir o desvio, pode causar um efeito colateral de um olho mais fechado ou com uma aparência mais retraída.

    2. Inchaço ou cicatrização
    Após a cirurgia, é comum que haja algum grau de inchaço e alterações temporárias na posição do olho. O processo de cicatrização pode levar algum tempo, e o inchaço ao redor do olho operado pode resultar em um olho que parece menor ou mais fechado. Esse efeito geralmente tende a melhorar com o tempo, à medida que a recuperação vai avançando.

    3. Efeito da cirurgia no ângulo da pálpebra
    Dependendo da técnica utilizada e do tipo de correção realizada, a cirurgia pode também alterar levemente o ângulo de movimento das pálpebras. Isso pode fazer com que a pálpebra superior do olho operado se feche um pouco mais do que o normal, dando a impressão de que o olho está mais fechado ou menor. Esse efeito pode ser temporário ou durar mais tempo, dependendo da resposta de cada pessoa à cirurgia.

    4. Hipotonia muscular ou pálpebra ptótica
    Em alguns casos, a cirurgia de estrabismo pode afetar a função do músculo que controla a pálpebra (chamado de músculo levantador da pálpebra superior). Isso pode resultar em uma ptose palpebral, que é quando a pálpebra superior fica caída e dá a impressão de um olho menor ou mais fechado. Isso é mais comum quando há uma combinação de correção do estrabismo com manipulação da área ao redor dos músculos da pálpebra.

    5. Desajuste da correção do estrabismo
    Embora o desvio tenha sido corrigido, a cirurgia pode não ter alcançado a simetria completa entre os dois olhos. O objetivo da cirurgia de estrabismo é alinhar os olhos, mas a simetria perfeita nem sempre é alcançada de imediato. Em alguns casos, o ajuste excessivo ou insuficiente de um dos músculos pode causar uma leve diferença no tamanho ou na posição do olho, criando a sensação de que o olho operado está "menor" ou "mais fechado".

    O que fazer?
    É fundamental que você acompanhe a recuperação com seu oftalmologista. Ele poderá avaliar o resultado da cirurgia, identificar a causa da assimetria e fornecer o melhor tratamento para corrigir o problema. Algumas possibilidades de correção podem incluir:

    Ajustes adicionais na cirurgia: Em casos de assimetria persistente, uma segunda cirurgia pode ser necessária para ajustar a posição do olho.
    Tratamentos para a pálpebra: Se o problema estiver relacionado à pálpebra, como uma ptose, o médico pode recomendar um tratamento ou cirurgia para corrigir o posicionamento.
    Massagem e exercícios oculares: Em alguns casos, o médico pode recomendar exercícios ou massagens específicas para ajudar a melhorar a simetria e o movimento do olho.
    Conclusão:
    O fato do seu olho ter ficado menor ou mais fechado após a cirurgia de estrabismo é uma situação que pode ocorrer devido a ajustes nos músculos oculares, cicatrização, inchaço ou outros fatores. O importante é que você continue o acompanhamento médico para avaliar a evolução da recuperação e discutir possíveis soluções, caso o desconforto ou a assimetria persistam.


  • Fui submetido a uma evisceração de um dos olhos, que era cego e doloroso. Já fazem 6 semanas. Está

    Fui submetido a uma evisceração de um dos olhos, que era cego e doloroso. Já fazem 6 semanas. Está cicatrizando bem, mas ainda há áreas inflamadas, uma espécie de bolsões em redor da área da incisão. E a parte do meio está com aspecto de afundado. É normal isso? Vou voltar ao médico daqui a 15 dias.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! A evisceração ocular é uma cirurgia importante, realizada quando o olho está irremediavelmente danificado e doloroso, como no seu caso, em que o olho estava cego e com desconforto. O processo de recuperação pode ser gradual e os sintomas que você descreve são relativamente comuns, mas vou explicar mais detalhadamente o que pode estar acontecendo e como acompanhar sua evolução.

    Inflamação e "bolsões" ao redor da incisão
    Após uma cirurgia de evisceração, é normal haver algum grau de inflamação nas primeiras semanas de recuperação. Essa inflamação pode resultar em pequenos "bolsões" ou áreas ligeiramente elevadas ao redor da incisão. Isso acontece porque o corpo está respondendo ao procedimento, e a cicatrização ainda está em curso. É importante monitorar essas áreas para garantir que não haja sinais de infecção (como aumento da dor, secreção purulenta ou febre). Caso esses sintomas se agravem, consulte o seu médico imediatamente.

    Parte central afundada
    A área central do olho, que você mencionou estar com aspecto afundado, é um efeito esperado após evisceração, pois durante o procedimento a parte interna do globo ocular é removida. A parte mais profunda do olho, incluindo a estrutura interna e o conteúdo (coroide, vítreo, etc.), é retirada, e a estrutura remanescente pode parecer afundada, especialmente durante a recuperação inicial.

    Esse afundamento pode ser mais visível devido à cicatrização e à forma como os tecidos ao redor do olho estão se ajustando. Em algumas situações, esse efeito pode ser suavizado ao longo do tempo, especialmente se você for submetido a uma prótese ocular (implante de esfera) em uma fase posterior da recuperação.

    É normal isso acontecer?
    Sim, muitos dos sintomas que você está descrevendo são normais nas primeiras semanas após a evisceração ocular:

    Inflamação e "bolsões": Esse tipo de resposta é comum enquanto o corpo está curando a área da incisão.
    Afundamento central: O afundamento ocorre devido à remoção do conteúdo ocular e pode persistir durante o processo de cicatrização.
    Entretanto, é sempre importante observar se surgem sinais de complicação, como infecção ou aumento da dor, o que pode necessitar de uma avaliação mais detalhada.

    O que fazer até a consulta?
    Monitore a inflamação: Se a inflamação ao redor da incisão começar a aumentar, ou se houver secreção, dor intensa ou febre, entre em contato com seu médico imediatamente.
    Siga as orientações médicas: Continue a usar quaisquer medicamentos ou colírios conforme a prescrição do seu médico para ajudar na cicatrização e na prevenção de infecções.
    Evite esfregar ou pressionar a área: Isso pode interferir no processo de cicatrização e aumentar a inflamação.
    O que esperar nas próximas semanas?
    Nas próximas semanas, o processo de cicatrização deve continuar e os "bolsões" de inflamação podem começar a diminuir. A parte central do olho pode continuar com o aspecto afundado, mas, se necessário, o seu médico pode discutir com você a opção de implante de prótese ocular para preencher essa área e melhorar o aspecto estético.

    Em relação à cicatrização, como você tem um retorno agendado para daqui a 15 dias, isso será oportuna para o seu médico avaliar a evolução do processo e determinar se está tudo caminhando bem ou se são necessários ajustes no tratamento.

    Conclusão:
    O que você está experimentando é bastante comum após a evisceração ocular, mas é importante continuar a monitorar a cicatrização e manter o acompanhamento médico conforme o recomendado. Se surgir qualquer alteração preocupante, como infecção ou dor intensa, procure seu médico imediatamente.

    Espero ter ajudado, e qualquer dúvida, fico à disposição!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Fiz a cirurgia de calázio há 6 dias e gostaria de saber se é possível reverter a fibrose. No meu

    Fiz a cirurgia de calázio há 6 dias e gostaria de saber se é possível reverter a fibrose. No meu caso está muito grande, parece que a cirurgia não adiantou. O médico disse que poderia não ficar 100% porque não daria para tirar tudo. É possível tirar toda a fibrose? Ela sai sozinha? Em quanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Olá! Compreendo sua preocupação em relação ao resultado da cirurgia de calázio, e vou explicar alguns detalhes importantes sobre o processo de recuperação e a questão da fibrose.

    O que é a fibrose após a cirurgia de calázio?
    A fibrose é uma cicatrização excessiva que pode ocorrer após a remoção de um calázio. Quando o calázio é grande ou está presente por muito tempo, a inflamação pode levar à formação de tecido cicatricial denso, o que pode resultar em uma área endurecida ou fibrosa, que pode persistir após a cirurgia. O seu médico provavelmente mencionou que, em alguns casos, não é possível remover completamente toda a fibrose devido à profundidade ou ao tamanho do calázio.

    É possível reverter a fibrose?
    A fibrose não é algo que normalmente desaparece por conta própria, mas pode melhorar com o tempo. No entanto, ela não costuma "desaparecer" totalmente sem algum tipo de intervenção. Em alguns casos, é possível tratar ou diminuir a fibrose com:

    Massagens suaves na área afetada, como recomendado pelo seu médico, para ajudar a suavizar o tecido cicatricial. No entanto, isso deve ser feito com muito cuidado, pois pode interferir na cicatrização se feito incorretamente.

    Compressas mornas: Elas podem ajudar a melhorar a circulação local e facilitar a absorção da fibrose. Compressas mornas, aplicadas algumas vezes ao dia, são uma recomendação comum após a cirurgia de calázio.

    Uso de medicamentos: Se o médico achar necessário, ele pode prescrever medicamentos tópicos, como pomadas anti-inflamatórias ou outras terapias que possam ajudar a reduzir a fibrose e a inflamação.

    A fibrose sai sozinha?
    A fibrose não sai sozinha sem algum tratamento. No entanto, em alguns casos, com o tempo, o tecido cicatricial pode amolecer e se tornar menos visível. A evolução depende muito da sua resposta ao tratamento, do tamanho do calázio e da quantidade de tecido cicatricial envolvido.

    Quanto tempo até a fibrose diminuir?
    O tempo necessário para a fibrose melhorar pode variar dependendo de vários fatores, como o tamanho do calázio, a extensão da cicatrização e o seu processo individual de recuperação. Em média, pode levar de semanas a meses para a fibrose amolecer ou diminuir significativamente, mas em alguns casos, a área pode não voltar completamente ao estado normal.

    Se a fibrose estiver causando incômodos ou persistir de forma significativa, em alguns casos, pode ser necessário um procedimento adicional, como a remoção do tecido cicatricial (se o médico considerar adequado) ou um tratamento com injeções de esteroides para ajudar a reduzir a formação de cicatrizes.

    O que você pode fazer:
    Siga as orientações do seu médico: Continue usando as pomadas ou medicamentos conforme a prescrição, e evite massagear ou pressionar o local sem a recomendação do seu médico.

    Seja paciente: A recuperação pode levar algum tempo, e a fibrose pode melhorar com o tempo, mas a supervisão médica é essencial para garantir que o processo esteja acontecendo corretamente.

    Conclusão:
    Embora seja difícil remover completamente a fibrose, existem formas de tratar e diminuir seu impacto. O acompanhamento contínuo com o seu médico é essencial para garantir que você obtenha o melhor resultado possível, e em casos persistentes, pode ser necessário explorar opções adicionais de tratamento.

    Caso a fibrose não melhore ou cause desconforto significativo, consulte novamente seu médico para discutir outras opções de tratamento.

    Estou à disposição para mais dúvidas!

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


  • Tenho uveite, nao sei a causa, mas gostaria de saber se pode passar para o bebe através da gravide

    Tenho uveite, nao sei a causa, mas gostaria de saber se pode passar para o bebe através da gravidez??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    A uveíte é uma inflamação da úvea, a camada média do olho, e pode ter diversas causas, incluindo infecções, doenças autoimunes, ou trauma ocular. No entanto, a transmissão para o bebê durante a gravidez depende de sua causa e do tipo de uveíte.

    Aqui estão algumas considerações sobre a possibilidade de transmissão para o bebê:

    1. Uveíte infecciosa
    Se a uveíte for causada por uma infecção, como tuberculose, toxoplasmose, sífilis ou herpes, pode haver o risco de transmissão vertical (da mãe para o bebê), especialmente se a infecção for sistêmica ou se ocorrer durante a gestação. Nesse caso, o risco de infecção para o bebê dependeria da gravidade da infecção e do momento da gravidez.

    Toxoplasmose: Pode afetar o bebê durante a gestação e levar a complicações sérias, como lesões oculares, retardamento mental, entre outros problemas.
    Sífilis: Se não tratada adequadamente, pode ser transmitida ao feto e causar sérias complicações, incluindo problemas oculares.
    Herpes: Em casos de infecção ativa no momento do parto (parto vaginal), o herpes pode ser transmitido ao bebê, podendo causar infecções oculares graves.
    2. Uveíte autoimune ou não infecciosa
    Se a sua uveíte for autoimune (como na artrite reumatoide, Doença de Behçet, ou outras doenças inflamatórias), ela geralmente não é contagiosa. A transmissão para o bebê não ocorre diretamente pela gestação. No entanto, algumas doenças autoimunes podem estar associadas a aumentos do risco de complicações na gravidez, como parto prematuro ou pré-eclâmpsia. O risco para o bebê dependeria do tipo específico de doença autoimune e do controle da condição durante a gravidez.

    3. Exames e acompanhamento
    É essencial identificar a causa da uveíte para saber se há qualquer risco de transmissão para o bebê. Alguns exames podem ser realizados para determinar se a uveíte é infecciosa ou autoimune. Consultas regulares com um oftalmologista e um obstetra durante a gravidez são fundamentais para garantir a saúde da mãe e do bebê.

    4. Tratamento durante a gravidez
    O tratamento da uveíte durante a gestação precisa ser cuidadosamente monitorado para evitar riscos ao bebê. Muitos tratamentos utilizados para a uveíte, como corticosteroides, podem ser seguros em doses controladas, mas o médico obstetra e o oftalmologista devem coordenar os cuidados para escolher a melhor abordagem terapêutica.

    Conclusão
    A uveíte não é geralmente transmissível para o bebê durante a gravidez, especialmente se for de origem autoimune ou não infecciosa. Porém, se a causa for infecciosa, há um risco potencial de transmissão, dependendo da infecção. A chave é diagnosticar a causa da uveíte e trabalhar com seus médicos para determinar o melhor tratamento e o monitoramento adequado durante a gravidez.


  • A pessoa que fez cirurgia de descolamento de retina há 9 meses e tem o óleo, quando pode viajar de

    A pessoa que fez cirurgia de descolamento de retina há 9 meses e tem o óleo, quando pode viajar de avião?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Após a cirurgia de descolamento de retina com óleo (perfluorocarbonato ou óleo de silicone), a recomendação para viajar de avião pode variar dependendo do caso clínico específico e do estágio de recuperação. Em geral, aqui estão algumas considerações importantes:

    1. Pressão atmosférica e risco de complicações
    O óleo utilizado para manter a retina em posição após a cirurgia pode estar em contato com o olho por um tempo variável. Uma das preocupações em viagens de avião é a mudança de pressão atmosférica, que pode afetar a dinâmica do óleo dentro do olho.

    Se o óleo de silicone for utilizado, ele tende a expandir um pouco com a diminuição da pressão, o que poderia teoricamente afetar a retina ou causar desconforto. Contudo, esse efeito geralmente é mínimo e pode não causar problemas em pacientes que já passaram pelo período de recuperação inicial e estabilização.

    Se o óleo foi retirado após um período inicial de estabilização, a viagem de avião geralmente não é um problema.

    2. Avaliação médica
    Em casos de cirurgia de descolamento de retina, especialmente se o óleo de silicone foi colocado, é fundamental seguir as orientações do oftalmologista responsável pela cirurgia. O médico avaliará a recuperação e os riscos potenciais antes de liberar o paciente para atividades como viajar de avião.

    3. Quando viajar após a cirurgia
    Primeiros meses após a cirurgia (3 a 6 meses): Durante esse período, é mais comum que o médico oriente uma restrição de viagens, especialmente para longas distâncias e viagens de avião, já que o olho pode ainda estar em processo de cicatrização, e o risco de complicações como aumento de pressão intraocular ou falha no processo de cicatrização pode ser maior.

    Após 9 meses: Em geral, após esse período, a maioria dos pacientes com recuperação sem complicações pode viajar de avião, desde que a condição do olho tenha estabilizado. O médico provavelmente fará exames para garantir que o descolamento de retina esteja completamente resolvido e que não haja risco de deslocamento do óleo ou outras complicações.

    4. Sintomas a observar
    Se você estiver considerando viajar de avião após 9 meses de cirurgia, e o seu médico já deu sinal verde para a viagem, observe sinais como:

    Dor ocular intensa ou desconforto que não diminui com repouso.
    Mudanças na visão, como visão embaçada ou flashes de luz.
    Pressão intraocular elevada (se notado pelo médico).
    Esses sintomas devem ser reportados imediatamente ao médico, pois podem indicar complicações.

    Conclusão
    Em geral, 9 meses após a cirurgia de descolamento de retina com óleo é um tempo razoável para considerar a viagem de avião, contanto que não haja complicações e que o médico tenha dado autorização. Lembre-se de seguir as orientações médicas, fazer exames regulares e manter o acompanhamento pós-operatório.


  • Meu filho tem 1 ano e 5 meses e tem epicanto todo mundo chama ele de japones porém não tem nenhum parentesco

    Meu filho tem 1 ano e 5 meses e tem epicanto todo mundo chama ele de japones porém não tem nenhum parentesco com japoneses tem alguma explicação para ele ter nascido com o formato dos olhos assim seria algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    O epicanto é uma característica anatômica que consiste em um fold (dobra) de pele que cobre o canto interno do olho, próximo ao canal lacrimal. Ele é comum em algumas populações, incluindo pessoas de origem asiática, mas também pode ser observado em outras etnias, como em alguns bebês de diferentes descendências.

    Explicação para o epicanto:
    Genética e características raciais: Embora o epicanto seja mais frequentemente associado a populações asiáticas, ele não é exclusivo dessas etnias. É possível que seu filho tenha essa característica por uma variação genética sem necessariamente ter ancestrais japoneses ou de outras origens asiáticas recentes. O epicanto pode ser uma característica comum em bebês de várias etnias, especialmente durante os primeiros anos de vida.

    Desenvolvimento infantil: Em bebês, o epicanto pode ser mais pronunciado devido à formação ainda em desenvolvimento do rosto. À medida que a criança cresce, o rosto pode mudar e o epicanto pode diminuir ou desaparecer completamente. Isso ocorre porque a estrutura óssea da face e os músculos ao redor dos olhos continuam a se desenvolver com o tempo.

    O epicanto é um problema?
    Geralmente, o epicanto não é um problema de saúde. Ele é apenas uma característica estética e não interfere no funcionamento dos olhos ou na visão. No entanto, existem algumas situações onde ele pode estar associado a síndromes genéticas raras, mas essas condições geralmente apresentam outros sinais clínicos além da simples presença do epicanto.

    Se seu filho está saudável, sem outros sintomas preocupantes, e sua visão e desenvolvimento estão normais, não há razão para preocupação. O epicanto por si só não causa problemas visuais nem indica um problema de saúde, e muitas vezes ele diminui à medida que a criança cresce.

    Quando procurar um médico?
    Se você perceber qualquer outra alteração no desenvolvimento do seu filho, como problemas de visão (como dificuldade para focar, se esfregando muito os olhos, etc.) ou sinais de que ele possa ter outros problemas de saúde, é sempre bom consultar um pediatra ou oftalmologista para uma avaliação mais detalhada.

    Conclusão:
    O epicanto em bebês é comum e, na grande maioria das vezes, não é um problema de saúde. A característica pode desaparecer com o tempo à medida que a criança cresce, mas se você tiver preocupações sobre o desenvolvimento ou outros sinais de alerta, é sempre recomendável consultar um profissional para garantir que tudo está evoluindo normalmente.

    Se precisar de mais informações ou se houver outros sintomas, estarei à disposição para ajudar!


  • É possível uma dst causada por clamidia ou gonorreia, que tenha sido contraida nos olhos(conjuntivite)

    É possível uma dst causada por clamidia ou gonorreia, que tenha sido contraida nos olhos(conjuntivite) devido a contatos com objetos infectados, apresente sintomas no penis apos um tempo, ou apenas o fluxo inverso é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas Tavares Faria

    Sim, é possível que infecções por clamídia ou gonorreia, adquiridas inicialmente nos olhos (conjuntivite), possam eventualmente se manifestar nos genitais. Vou explicar o mecanismo e a forma como isso pode ocorrer.

    Como a infecção ocular pode afetar os órgãos genitais:
    Transmissão de Conjuntivite para Genitais: Se uma pessoa contrai uma infecção ocular por clamídia ou gonorreia (que são causadas por bactérias), é possível que as bactérias possam ser transferidas para outras áreas do corpo, incluindo os genitais. Isso pode acontecer por contato direto, como tocar os olhos infectados e depois tocar a região genital sem lavar as mãos, por exemplo. Embora isso não seja o caminho mais comum, é uma possibilidade, pois a clamídia e a gonorreia podem afetar várias mucosas, não apenas os olhos.

    Fluxo Inverso (da região genital para os olhos): O cenário mais comum de infecção ocular por clamídia ou gonorreia ocorre quando as bactérias da região genital são transferidas para os olhos, geralmente por contato direto com secreções infectadas, como durante o sexo oral ou pelo toque de objetos contaminados. No entanto, a transferência de infecção de volta para os genitais (ou seja, de olho para o pênis) também é possível, mas é menos comum e pode ocorrer de maneira similar: por contato direto ou por fatores externos, como ao tocar a região ocular infectada e depois a área genital.

    Sintomas nos Genitais: Após algum tempo, se a infecção ocular por clamídia ou gonorreia se espalhar para os genitais, a pessoa pode começar a apresentar sintomas típicos dessas infecções, como secreção anormal, dor ao urinar, ou até dor na região pélvica. O tempo de aparecimento de sintomas pode variar, mas geralmente, a infecção genital por gonorreia ou clamídia pode surgir dentro de dias a semanas após o contato.

    O que fazer:
    Se você teve uma infecção ocular por clamídia ou gonorreia e está apresentando sintomas genitais (como secreção anormal ou dor ao urinar), é fundamental procurar um médico para diagnóstico e tratamento adequados. Ambas as condições podem ser tratadas com antibióticos, mas é importante tratar tanto a infecção ocular quanto a genital para evitar complicações.

    Além disso, se você tem alguma dúvida sobre a possibilidade de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o melhor é discutir com seu médico, que pode orientar sobre exames e tratamentos necessários.

    Conclusão:
    Sim, é possível que uma infecção ocular por clamídia ou gonorreia se manifeste nos genitais após algum tempo, especialmente se houve contato direto entre a região ocular infectada e a área genital. O fluxo inverso também é possível, mas é menos comum. De qualquer forma, é importante buscar assistência médica para diagnóstico e tratamento.

    Espero ter esclarecido suas dúvidas! Fico à disposição para mais informações.

    Dr. Lucas Tavares Faria
    Oftalmologia Clínica e Cirúrgica


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