Perguntas do paciente (976)

  • O que pode provocar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor?

    O que pode provocar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? O atraso no desenvolvimento neuropsicomotor pode ser provocado por diversos fatores, incluindo condições genéticas, complicações durante a gestação ou parto, prematuridade, baixo peso ao nascer, lesões cerebrais, infecções e alterações metabólicas. Além disso, fatores ambientais, como negligência, falta de estímulo adequado, violência doméstica ou ausência de interações afetivas significativas, também podem impactar o ritmo de desenvolvimento da criança.

    Do ponto de vista das neurociências, essas situações podem interferir na maturação do sistema nervoso central, comprometendo funções motoras, cognitivas e sensoriais, bem como a integração entre elas, que é essencial para a aquisição de marcos do desenvolvimento como sentar, engatinhar, andar e falar.

    Pela perspectiva psicanalítica, o atraso pode influenciar a construção do vínculo entre a criança e seus cuidadores, afetando a confiança, a exploração do mundo e a capacidade de expressão de sentimentos e necessidades. É importante que os adultos percebam sinais de dificuldade e ofereçam suporte emocional consistente e estimulação adequada.

    O acompanhamento precoce deve ser realizado por equipes multiprofissionais em serviços de referência, incluindo ambulatórios de desenvolvimento infantil, centros de reabilitação e, em situações de crise ou desorganização emocional da criança ou da família, o CAPSi pode acolher e estabilizar antes do encaminhamento para atendimento contínuo. Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • O que é desenvolvimento neuropsicomotor? .

    O que é desenvolvimento neuropsicomotor? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    O desenvolvimento neuropsicomotor é o processo pelo qual a criança adquire, de forma progressiva e integrada, as habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais necessárias para interagir com o ambiente. Esse desenvolvimento depende da maturação do sistema nervoso central e da estimulação que a criança recebe do meio, sendo resultado da interação entre fatores biológicos (como genética e funcionamento cerebral) e ambientais (como vínculo afetivo, cuidados parentais e oportunidades de exploração).

    Do ponto de vista das neurociências, o desenvolvimento neuropsicomotor reflete a organização progressiva das conexões neuronais, especialmente nos primeiros anos de vida, quando ocorre intensa plasticidade cerebral. Nessa fase, a criança aprende a controlar o corpo, desenvolver a linguagem, perceber o espaço e coordenar ações complexas, como engatinhar, andar, correr e manipular objetos. Alterações nesse processo podem indicar algum tipo de atraso ou transtorno do desenvolvimento, o que justifica a importância de avaliações periódicas e de intervenções precoces.

    Na psicanálise, esse desenvolvimento é compreendido como mais do que um conjunto de aquisições motoras — é também a construção do sujeito em sua relação com o outro e com o corpo. Desde o nascimento, o bebê não se desenvolve isoladamente, mas em resposta às trocas afetivas e simbólicas com quem o acolhe. O corpo, nesse sentido, é o primeiro território de significação: é por meio dele que o bebê expressa desejos, angústias e experiências de prazer ou desprazer. Assim, falhas na relação inicial com o ambiente podem se manifestar como dificuldades motoras, cognitivas ou emocionais.

    Nos casos em que se observa atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, é importante buscar avaliação especializada, que pode envolver profissionais como pediatras, neurologistas infantis, psicólogos e fisioterapeutas.
    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Quais são as limitações de uma criança com paralisia cerebral?

    Quais são as limitações de uma criança com paralisia cerebral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    A paralisia cerebral é uma condição neurológica causada por uma lesão não progressiva no cérebro em desenvolvimento, geralmente ocorrida durante a gestação, o parto ou nos primeiros anos de vida. Essa lesão pode afetar o controle dos movimentos, o tônus muscular, a postura e a coordenação, levando a limitações que variam amplamente conforme a extensão e a localização da área cerebral comprometida. Por isso, as manifestações clínicas são muito diversas — algumas crianças apresentam dificuldades leves de locomoção, enquanto outras podem ter comprometimentos mais severos, envolvendo fala, alimentação, cognição e interação social.

    Do ponto de vista neurocientífico, as limitações decorrem da interrupção ou alteração das conexões neuronais responsáveis pela motricidade voluntária, equilíbrio e planejamento motor. O cérebro mantém sua capacidade plástica, especialmente na infância, e por isso a estimulação precoce é fundamental para favorecer a reorganização de circuitos neurais e minimizar os prejuízos funcionais. Essas intervenções costumam incluir fisioterapia motora, fonoaudiologia e terapia ocupacional, que ajudam a criança a explorar seu corpo e o ambiente de modo mais autônomo e integrado.

    Sob a perspectiva psicanalítica, é essencial compreender que a paralisia cerebral não define o sujeito, mas é uma condição que atravessa sua experiência de vida. A criança, apesar das limitações físicas, tem um mundo interno rico e um desejo de se comunicar e se relacionar. A escuta analítica valoriza esse aspecto subjetivo, ajudando a família e os cuidadores a reconhecerem a singularidade do desenvolvimento emocional, evitando que a deficiência seja vivida como uma impossibilidade absoluta. O afeto e o olhar cuidadoso dos pais e profissionais contribuem para que a criança se reconheça como alguém com possibilidades, e não apenas com limitações.

    No sistema público de saúde, o acompanhamento pode ser feito em serviços como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) e os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), que oferecem equipes multiprofissionais voltadas à reabilitação e ao suporte familiar. A integração entre cuidado físico e atenção psicológica é essencial para o desenvolvimento global da criança com paralisia cerebral.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Como o cérebro de uma criança com paralisia cerebral funciona?

    Como o cérebro de uma criança com paralisia cerebral funciona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    O cérebro de uma criança com paralisia cerebral apresenta uma lesão ou malformação em áreas que controlam o movimento, a postura e, em alguns casos, também funções cognitivas, emocionais e sensoriais. Essa lesão é não progressiva, ou seja, não piora com o tempo, mas suas manifestações podem se tornar mais evidentes à medida que a criança cresce e as demandas motoras e cognitivas aumentam. Dependendo da região afetada — como o córtex motor, o cerebelo ou os gânglios da base — a criança pode apresentar espasticidade (rigidez muscular), movimentos involuntários, fraqueza, falta de coordenação ou dificuldades na fala e na deglutição.

    Do ponto de vista neurobiológico, o que ocorre é uma alteração na comunicação entre o cérebro e o corpo. As vias neuronais que normalmente enviariam comandos precisos aos músculos estão parcial ou totalmente comprometidas, fazendo com que os sinais elétricos cheguem de forma irregular ou insuficiente. Apesar disso, o cérebro infantil é altamente plástico, ou seja, possui uma grande capacidade de reorganizar suas conexões e desenvolver caminhos alternativos para compensar as funções afetadas. Por essa razão, intervenções precoces — como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico — têm um impacto significativo na qualidade de vida e na autonomia da criança.

    Sob a ótica psicanalítica, é importante reconhecer que o funcionamento cerebral não se limita à dimensão biológica: há um sujeito que sente, deseja e busca se expressar, mesmo que o corpo apresente limitações. A paralisia cerebral impõe desafios à comunicação e à vivência corporal, mas o investimento afetivo e simbólico da família e dos profissionais ajuda a criança a encontrar meios de se colocar no mundo. O olhar que reconhece a criança para além da deficiência é essencial para que ela construa uma imagem de si mais integrada e confiante.

    No campo da saúde pública, o acompanhamento deve envolver equipes multiprofissionais em espaços como os Centros Especializados em Reabilitação (CER), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e os ambulatórios de neurologia e psicologia infantil. Esses serviços trabalham de forma articulada para oferecer estimulação adequada, suporte psicológico e orientação familiar, garantindo o cuidado integral previsto nas políticas de atenção à pessoa com deficiência.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Como é o cognitivo de uma criança com paralisia cerebral?

    Como é o cognitivo de uma criança com paralisia cerebral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    O funcionamento cognitivo de uma criança com paralisia cerebral pode variar bastante, dependendo da localização e da extensão da lesão cerebral ocorrida no período pré, peri ou pós-natal. A paralisia cerebral é uma condição que afeta principalmente o controle motor, mas, em muitos casos, também pode comprometer funções cognitivas, como atenção, memória, linguagem e funções executivas. Algumas crianças apresentam um desenvolvimento cognitivo próximo do esperado, enquanto outras podem ter déficits significativos que interferem no aprendizado e na autonomia.

    Do ponto de vista neuropsicológico, as dificuldades cognitivas estão relacionadas à organização e integração das informações pelo cérebro, já que as áreas corticais envolvidas no raciocínio, planejamento e processamento simbólico podem ser afetadas. O esforço para controlar o corpo e realizar tarefas motoras complexas também consome energia mental, o que pode reduzir o foco em atividades intelectuais e comunicativas.

    Na leitura psicanalítica, o desenvolvimento cognitivo não se restringe à capacidade intelectual, mas também à forma como o sujeito se constitui no laço com o outro. A criança com paralisia cerebral enfrenta desafios na simbolização e na constituição da imagem corporal, já que seu corpo responde de forma diferente à intenção e ao desejo. O trabalho terapêutico deve, portanto, favorecer a expressão subjetiva, o reconhecimento do próprio corpo e a possibilidade de se situar como sujeito de desejo, e não apenas como portador de uma limitação.

    No campo da saúde pública, é fundamental o acompanhamento multiprofissional em serviços de reabilitação e ambulatórios de referência, que contem com neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos, articulando o cuidado clínico e subjetivo. O CAPSi pode oferecer suporte em momentos de crise emocional, mas o acompanhamento contínuo deve ocorrer em centros especializados em desenvolvimento infantil.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • O que fazer em caso de suspeita de Paralisia Cerebral Neonatal ?

    O que fazer em caso de suspeita de Paralisia Cerebral Neonatal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Em caso de suspeita de Paralisia Cerebral Neonatal, é fundamental procurar imediatamente um neuropediatra para avaliação detalhada. O diagnóstico precoce é essencial, pois permite iniciar intervenções que podem favorecer o desenvolvimento motor, cognitivo e emocional da criança. Exames de imagem e avaliações clínicas ajudam a identificar o grau e o tipo de comprometimento neurológico, orientando o plano de cuidado.


  • Quais os sinais de Paralisia Cerebral em bebês? .

    Quais os sinais de Paralisia Cerebral em bebês? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Os sinais de paralisia cerebral em bebês podem variar, mas geralmente envolvem atrasos no desenvolvimento motor e dificuldades no controle postural e dos movimentos. Alguns bebês podem apresentar rigidez muscular (hipertonia), fraqueza (hipotonia), movimentos involuntários, dificuldade para sustentar a cabeça, engatinhar ou sentar, além de assimetrias corporais, como usar mais um lado do corpo do que o outro. Também podem ocorrer alterações na sucção, deglutição e na expressão facial.

    Do ponto de vista psicológico e do desenvolvimento, é importante observar o impacto que essas limitações motoras têm sobre o vínculo com os cuidadores e sobre a comunicação não verbal, já que o bebê pode ter dificuldade em expressar desejos e emoções pelo corpo. O acompanhamento precoce é essencial para promover o desenvolvimento global, reduzindo o risco de prejuízos secundários.

    Nos serviços públicos de saúde, o diagnóstico e acompanhamento podem ser realizados por meio de equipes multiprofissionais em unidades de atenção básica, nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e nos Centros Especializados em Reabilitação (CER). Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quando é possível diagnosticar a Paralisia Cerebral Neonatal?

    Quando é possível diagnosticar a Paralisia Cerebral Neonatal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? O diagnóstico da Paralisia Cerebral Neonatal pode ser suspeitado já nos primeiros meses de vida, principalmente quando há sinais de atraso motor, alterações do tônus muscular, movimentos involuntários ou dificuldade para sustentar a cabeça e sentar. No entanto, a confirmação definitiva geralmente ocorre após os 12 a 24 meses, quando o desenvolvimento motor da criança pode ser comparado de forma mais confiável com os marcos do desenvolvimento esperados para a idade.

    Do ponto de vista das neurociências, exames de imagem cerebral, como ressonância magnética, ajudam a identificar lesões ou alterações estruturais que possam explicar os sintomas observados. A detecção precoce permite iniciar intervenções terapêuticas que exploram a neuroplasticidade, favorecendo maior desenvolvimento motor e cognitivo.

    Na perspectiva psicanalítica, o acompanhamento também deve considerar o impacto emocional da condição sobre a criança e sua família. O vínculo afetivo, a atenção aos sinais de sofrimento e a escuta da experiência da família são fundamentais para promover segurança, contenção e suporte emocional.

    Para acompanhamento inicial e estabilização em situações de crise emocional, o CAPSi pode acolher a criança e a família, mas o tratamento continuado, incluindo reabilitação e estimulação do desenvolvimento, ocorre em ambulatórios especializados ou centros de referência. Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • O que são Funções Executivas e como se relacionam com a Paralisia Cerebral Neonatal?

    O que são Funções Executivas e como se relacionam com a Paralisia Cerebral Neonatal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? As funções executivas são habilidades cognitivas que permitem ao indivíduo planejar, organizar, iniciar e controlar ações, inibir impulsos, manter a atenção e resolver problemas de forma adaptativa. Elas são essenciais para o aprendizado, o autocontrole e a autonomia nas atividades diárias, e começam a se desenvolver ainda na primeira infância, dependendo de fatores neurológicos, ambientais e relacionais.

    No contexto da paralisia cerebral neonatal, essas funções podem ser afetadas devido às lesões cerebrais que comprometem áreas responsáveis pelo controle motor e cognitivo. Crianças com paralisia cerebral podem apresentar dificuldades em organizar tarefas, manter atenção, adaptar-se a mudanças e regular emoções, o que influencia diretamente seu desempenho escolar e social.

    Sob a perspectiva psicanalítica, é importante considerar como essas dificuldades impactam a constituição do sujeito, suas relações com os cuidadores e sua percepção de competência e autonomia. A contenção afetiva, o suporte emocional e a escuta da experiência da criança e da família ajudam a promover segurança e favorecer o desenvolvimento de estratégias adaptativas.

    O acompanhamento deve ser realizado por equipes multiprofissionais, incluindo neurologia pediátrica, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e serviços especializados de reabilitação, garantindo tanto o desenvolvimento cognitivo quanto o emocional. Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quais são as dificuldades que pessoas com déficits nas funções executivas podem apresentar?

    Quais são as dificuldades que pessoas com déficits nas funções executivas podem apresentar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Pessoas com déficits nas funções executivas podem apresentar dificuldades para planejar e organizar tarefas, controlar impulsos, manter a atenção e regular suas emoções. Essas limitações podem se refletir em problemas para seguir rotinas, concluir atividades, tomar decisões adequadas ou adaptar-se a mudanças inesperadas, impactando a vida escolar, profissional e social.

    Do ponto de vista das neurociências, essas dificuldades estão associadas a alterações em regiões cerebrais como o córtex pré-frontal, que é responsável pelo controle cognitivo, pela memória de trabalho e pelo raciocínio estratégico. Quando essas áreas estão comprometidas, a criança ou adulto apresenta maior vulnerabilidade a frustrações e erros repetitivos.

    Sob a perspectiva psicanalítica, tais déficits também podem influenciar a construção do Eu e a relação com os outros, uma vez que a capacidade de inibir impulsos e planejar ações interfere na socialização, na expressão de afetos e no estabelecimento de vínculos seguros. O suporte familiar e o ambiente de acolhimento são essenciais para promover estratégias adaptativas e segurança emocional.

    O acompanhamento deve ser realizado por profissionais de saúde mental e educação, e, em situações de crise emocional ou comportamental intensa, serviços como o CAPSi podem acolher a criança e a família antes do encaminhamento para acompanhamento contínuo em ambulatórios ou centros de referência. Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • A disfunção executiva pode melhorar com o tempo? .

    A disfunção executiva pode melhorar com o tempo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Sim, a disfunção executiva pode melhorar com o tempo, especialmente quando há intervenção adequada e contínua. O cérebro possui capacidade de neuroplasticidade, o que significa que ele pode criar novas conexões neurais por meio de estímulos, terapia cognitiva, treinamento das funções executivas e mudanças no estilo de vida. Em alguns casos, quando a disfunção está relacionada a transtornos mentais ou neurológicos, o tratamento combinado — com psicoterapia, reabilitação cognitiva e, se necessário, medicação — pode gerar avanços significativos no funcionamento diário.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • O que são habilidades de funcionamento executivo? .

    O que são habilidades de funcionamento executivo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? As habilidades de funcionamento executivo dizem respeito à capacidade do sujeito de planejar, organizar, inibir impulsos, manter a atenção e adaptar-se a novas situações. São processos mentais que permitem ao indivíduo transformar o pensamento em ação, coordenando desejos, afetos e razão para lidar com a realidade. Na infância e adolescência, essas habilidades ainda estão em desenvolvimento e dependem fortemente das experiências ambientais e da qualidade dos vínculos afetivos.

    Sob a perspectiva da psicanálise, o funcionamento executivo está intimamente ligado à constituição do Eu, que se forma a partir das primeiras relações com o outro e das experiências de contenção emocional. Quando há falhas nesse processo — como ausência de limites, excesso de frustração ou carência afetiva — o sujeito pode ter dificuldade em sustentar o controle dos impulsos e organizar seus pensamentos e ações.

    Portanto, o desenvolvimento das funções executivas não é apenas um fenômeno neurológico, mas também afetivo e relacional, já que a capacidade de pensar antes de agir e de planejar o futuro depende da internalização de uma função simbólica e de um ambiente suficientemente bom para favorecer o amadurecimento psíquico. Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • O que são sintomas disexecutivos? .

    O que são sintomas disexecutivos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Sintomas disexecutivos são dificuldades que surgem quando as funções executivas do cérebro — responsáveis por planejar, organizar, controlar impulsos e tomar decisões — estão prejudicadas. Eles podem se manifestar por meio de desatenção, desorganização, impulsividade, dificuldade em iniciar ou concluir tarefas e problemas em lidar com mudanças. Esses sintomas estão frequentemente associados a transtornos neurológicos e psiquiátricos, como TDAH, depressão, esquizofrenia e lesões cerebrais, afetando o funcionamento cotidiano e as relações interpessoais.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quando um médico ou profissional de saúde deve diagnosticar e tratar a disfunção executiva?

    Quando um médico ou profissional de saúde deve diagnosticar e tratar a disfunção executiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? O diagnóstico e tratamento da disfunção executiva devem ser realizados quando os prejuízos nas funções cognitivas, como planejamento, controle emocional, organização e tomada de decisões, começam a interferir significativamente na vida diária, no trabalho, nos estudos ou nas relações sociais. Profissionais como neurologistas, psiquiatras e neuropsicólogos são os mais indicados para avaliar a origem do problema, que pode estar ligada a transtornos mentais, lesões cerebrais ou condições do neurodesenvolvimento. A intervenção precoce é essencial para reduzir impactos e promover estratégias compensatórias eficazes.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quais são as causas mais comuns de disfunção executiva?

    Quais são as causas mais comuns de disfunção executiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? A disfunção executiva pode ter diferentes causas, sendo as mais comuns aquelas ligadas a alterações no funcionamento do cérebro, especialmente no córtex pré-frontal. Entre elas, destacam-se os traumatismos cranianos, os acidentes vasculares cerebrais, as doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, além de condições do neurodesenvolvimento como TDAH e TEA. Também podem contribuir fatores psicológicos, como depressão grave, ansiedade crônica e transtornos de personalidade, que afetam a regulação emocional e o controle de impulsos. O uso abusivo de álcool e drogas, bem como privação de sono e estresse intenso, também estão entre as causas frequentes.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quais são as funções executivas de nível superior ?

    Quais são as funções executivas de nível superior ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? As funções executivas de nível superior são aquelas que permitem integrar e coordenar processos cognitivos mais complexos. Entre elas estão o planejamento, que envolve traçar metas e organizar passos para alcançá-las; a tomada de decisão, que exige avaliação de riscos e benefícios; a resolução de problemas, que demanda flexibilidade cognitiva para pensar em alternativas; e o raciocínio abstrato, fundamental para compreender ideias complexas e contextos sociais. Essas funções dependem do bom funcionamento de mecanismos básicos, como memória de trabalho e controle inibitório, e são essenciais para a adaptação em situações novas e desafiadoras.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quais os problemas que podem causar disfunção executiva ?

    Quais os problemas que podem causar disfunção executiva ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? A disfunção executiva pode ser causada por uma variedade de problemas neurológicos e psicológicos. Entre os neurológicos estão traumatismos cranianos, acidentes vasculares cerebrais, epilepsia e doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. No campo psicológico, condições como TDAH, transtornos de personalidade, depressão e ansiedade podem afetar o controle cognitivo e emocional, prejudicando a tomada de decisões, o planejamento e a regulação de impulsos. Além disso, fatores como privação de sono, estresse crônico e uso abusivo de substâncias também contribuem para déficits executivos.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quais são as condições neurológicas e psicológicas que estão associadas aos déficits nas funções exe

    Quais são as condições neurológicas e psicológicas que estão associadas aos déficits nas funções executivas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Os déficits nas funções executivas podem estar presentes em diversas condições neurológicas e psicológicas. Entre as neurológicas, destacam-se o traumatismo craniano, os acidentes vasculares cerebrais (AVCs), a epilepsia, a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson e outras demências, que comprometem áreas do córtex pré-frontal. Já no campo psicológico e psiquiátrico, podemos observar alterações em quadros como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a esquizofrenia, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), além da depressão e da ansiedade em níveis mais graves, que afetam concentração e regulação emocional.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • Quais são as funções executivas? .

    Quais são as funções executivas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? As funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas responsáveis por regular, controlar e coordenar outros processos mentais, permitindo que a pessoa organize seu comportamento em direção a objetivos. Entre as principais, estão o planejamento, que envolve a capacidade de antecipar e estruturar ações; a memória de trabalho, que sustenta informações temporárias para uso imediato; a flexibilidade cognitiva, que possibilita adaptar-se a mudanças de contexto; o controle inibitório, que regula impulsos e respostas inadequadas; e a tomada de decisão, que integra informações para escolher a melhor alternativa. Essas funções são fundamentais para a autonomia, o aprendizado e a adaptação social.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


  • O que acontece quando a função executiva está prejudicada?

    O que acontece quando a função executiva está prejudicada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Quando a função executiva está prejudicada, a pessoa pode ter dificuldades em planejar, organizar e concluir tarefas do dia a dia, além de apresentar problemas na regulação emocional e no controle de impulsos. Isso se manifesta em esquecimentos frequentes, dificuldade em manter o foco, tomar decisões ou adaptar-se a mudanças. Também pode surgir maior impulsividade, desorganização e problemas na gestão do tempo, o que afeta a vida acadêmica, profissional e pessoal. Em alguns casos, há ainda prejuízos na convivência social, pela dificuldade em avaliar consequências e regular comportamentos.

    Espero ter ajudado, fico à disposição!


Perguntas frequentes

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