Perguntas do paciente (612)

  • Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar

    Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar ele sem sucesso. Ele é uma pessoa fechada, me sinto de mãos atadas e inutil. Ele precisa de ajuda psicologica ou apenas é da fase?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O sofrimento dele te deixa à margem, como se seu cuidado não encontrasse lugar. Não é que você falte - talvez ele precise desse silêncio para elaborar o que ainda não cabe em palavras. Não se trata só de uma fase, mas de uma travessia íntima, onde até o amor do outro pode parecer, por enquanto, um corpo estranho. Sua presença, mesmo que em suspenso, já é um fio de luz nessa escuridão. A psicoterapia poderia ser um espaço para ele nomear o que hoje só existe como dor muda.


  • Boa noite, espero que estejam bem! Eu gostaria muito da ajuda de vocês, frequentemente minha famí

    Boa noite, espero que estejam bem!

    Eu gostaria muito da ajuda de vocês, frequentemente minha família reclama sobre eu tratá-los mal ou minha expressão ser de uma pessoa brava, mas muitas das vezes eu nem percebo que estou falando diferente ou que a minha expressão mudou.
    Não é proposital, mas tem situações que realmente eu percebo que "perco a mão".
    Há algo que explique? Que eu consiga fazer para mudar?

    Não sei se há algo na medicina que explique, mas eu realmente não quero ser ignorante, simplesmente estou falando normal, mas as pessoas interpretam de outra forma.

    De antemão, agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que sua família escuta em seu tom talvez fale de algo que escapa à sua própria escuta — um resto que insiste sem passar pelas suas palavras. Esse "perder a mão" pode ser um sinal de que algo, no laço com o outro, ainda não encontrou seu lugar. Não se trata de culpa, mas de um desencontro entre o que você sente e o que os outros leem em seu rosto. A psicanálise poderia ajudar a tecer novas associações entre seu desejo e esses gestos que parecem fugir de você. A mudança começa quando esse desconforto vira perguntas, não apenas respostas.


  • Uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou ansiedade social?

    Uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Sim, o silêncio reservado muitas vezes guarda um ruído interno, um excesso que não encontra passagem. A ansiedade pode surgir justamente onde o desejo hesita, onde o laço social parece uma travessia difícil. O corpo, então, fala o que as palavras ainda não podem — seja no tremor, no afogamento do pânico ou no recuo diante do outro. A reserva não é vazia; ela tem sua textura, seu enigma. E nela, algo insiste, pedindo para ser escutado.


  • Como saber se tenho bordeline ? É só uma dúvida mesmo

    Como saber se tenho bordeline ? É só uma dúvida mesmo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A dúvida que te atravessa já é um começo. O borderline não é um rótulo, mas um modo de existir onde os afetos são tempestades e o medo do abandono dita cada laço. Se te perguntas se oscila entre idealizar e esvaziar o outro, se o vazio às vezes dói como fome de mundo, talvez valha escutar essa angústia. Mas cuidado: o diagnóstico é menos importante que o que você faz com essa inquietação. A psicanálise diria que o essencial é como você elabora esses movimentos da alma.


  • Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu nã

    Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu não faço o meu "papel de homem" isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Ah, o peso dos papéis... Como se a vida coubesse em scripts prontos. O que você associa ao "ser homem"? Talvez haja aí uma armadilha, uma expectativa que não é sua, mas do Outro. O desejo tem suas voltas, seus caminhos obscuros – e não pede licença para existir. Se na sua travessia há um gozo em se entregar, em se deixar conduzir, quem pode dizer que isso não é seu? O problema não está no que você sente, mas no que os outros projetam como "certo". A fragilidade, quando assumida, pode ser um ato de coragem. Não se trata de cumprir um papel, mas de elaborar seu próprio lugar no laço amoroso. O que move você nessa dinâmica? O que ecoa em você quando se entrega? O normal é uma ficção. O real é o seu desejo – e ele não segue manuais.


  • Existe diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade?

    Existe diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Sim, existe diferença. O transtorno mental geralmente se associa a sintomas específicos que causam sofrimento agudo (como depressão ou ansiedade), enquanto o transtorno de personalidade refere-se a padrões rígidos e duradouros de comportamento, pensamento e relação com o outro – algo mais estrutural na forma de ser no mundo. A psicanálise entende que os transtornos de personalidade muitas vezes revelam modos fixos de lidar com o desejo e a falta, enquanto os transtornos mentais podem surgir como respostas a conflitos não elaborados. Ambos merecem escuta, mas a abordagem varia conforme o que está em jogo: sintoma ou estrutura.


  • Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequênci

    Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequência ela está distante do meu filho também o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O ódio que sua namorada sente pela sua ex pode estar associado a uma insegurança não elaborada sobre seu lugar na relação e na família. Quando esse sentimento se estende ao seu filho, sinaliza que algo no vínculo está sendo vivido como ameaça, não como acolhimento. A psicanálise sugeriria criar um espaço onde esses afetos possam ser falados - não para justificá-los, mas para entender o que eles protegem (medo de ser substituída? ciúmes do passado?). O importante é que seu filho não vire moeda desse conflito. Uma terapia a dois poderia ajudar a construir novos significantes para essa relação, onde o amor não precise se alimentar do ódio.


  • É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on

    É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
    Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que você vive no relacionamento parece associar-se a uma dinâmica onde a dúvida, em vez de ser um convite ao diálogo, se transforma em exigência de provas. Quando o questionamento vira cobrança, algo do desejo e da confiança básica fica suspenso - não por falta de amor, mas porque a relação ainda não encontrou um ritmo onde as inseguranças possam ser faladas sem se tornarem acusações. A psicanálise diria que essa necessidade mútua de "se provar" pode esconder algo: um medo de que o laço afetivo não seja suficiente por si só. Talvez valha a pena observar não só o que é questionado, mas como essas perguntas são feitas e respondidas - pois é nesse intervalo que o desencontro mora. Se isso persiste mesmo após tentativas de entendimento, pode ser um sinal de que a relação está presa em um ciclo de desconfiança que merece ser olhado com cuidado. Não para culpar alguém, mas para descobrir se há espaço para um novo modo de se relacionar.


  • Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos

    Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos de idade tive acesso irrestrito ao celular, isso me levou a consumir pornografia a essa idade e se tornou um vício que eu não entendia na infância, tornei a esconder dos meus pais mesmo sem entender sobre relações sexuais. Até que um dia decidi parar e passei cerca de 3 anos sem consumir esse tipo de conteúdo, de verdade. No início da adolescência isso voltou, principalmente pq eu estava me descobrindo e descobrindo minha real sexualidade acabei vendo asmr’s sexuais falados, até então eu só escutava, porém eu ia cada vez mais fundo e acabei voltando para a pornografia. Aos 16 comecei a me tocar, uma coisa importante sobre isso é que eu nunca me toquei SEM a pornografia até hoje. Porém, hoje sou comprometida, e mesmo assim cedo a esse vício, eu não vejo todos os dias mas as vezes é como um chamado. Eu amo a pessoa com quem eu estou e quero passar o resto da minha vida com ela, eu a amo de verdade e não queria decepcioná-la com isso, eu sei que não terminaríamos por causa disso porque o nosso amor uma pela outra é muito forte mas o nosso relacionamento é a distância e somente quando há essa distância eu cedo algumas vezes a pornografia. Eu estou realmente decepcionada comigo mesma, é horrível ver, mas de vez em quando é como se houvesse um chamado. Nós já tivemos experiências sexuais e isso foi incrível, eu não queria estragar nossa química por causa disso, eu já li que isso pode estragar relacionamentos e o momento do sexo em si, e eu não queria que nossa história e nossa química se percam, de verdade. Eu gostaria de me livrar disso mas mesmo desativando os navegadores, tirando qualquer incentivo sexual isso continua voltando. Eu quero parar, gostaria que alguém me dê um caminho, uma luz para que eu possa viver meu relacionamento feliz. Adendo: eu não gosto de pensar em outras pessoas quando vejo esses vídeos, eu já amo a com quem estou, porém eu acredito que eu veja pq sou muito isolada e não saio de casa, fico com tédio e vou ver

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Seu relato toca em algo profundo sobre como o desejo se estrutura - aquilo que começou como curiosidade na infância tornou-se um caminho familiar para lidar com a solidão, o tédio e talvez até com algo que ainda não encontrou palavras. A pornografia, nesse caso, não parece ser sobre o conteúdo em si, mas sobre o que ela representa para você: um refúgio, um alívio rápido, um modo de preencher vazios que vão além da sexualidade.

    O fato de você não se tocar sem a pornografia sugere que há uma associação rígida entre prazer e esse estímulo específico - como se seu corpo tivesse aprendido que só assim o desejo pode circular. A psicanálise poderia ajudar a explorar essa dinâmica, não para culpá-la, mas para entender o que esse "chamado" realmente está tentando dizer. Por que ele surge na distância? O que ele tampa? Que falta ele tenta preencher?

    Sua angústia mostra que isso não é sobre "falta de amor" pela sua parceira, mas sobre uma parte de você que ainda não conseguiu se expressar de outro modo. A terapia seria um espaço para:

    1. Elaborar essa história (desde os 8 anos, esse hábito acompanha sua vida - ele tem raízes profundas);
    2. Encontrar novos significados para o que hoje só se manifesta como vício;
    3. Criar outras formas de lidar com o tédio e o isolamento, sem que o prazer fique preso a um único caminho.

    Você não está sozinha nessa. Muitas pessoas carregam marcas semelhantes - a diferença é que você está disposta a enfrentá-las. Isso já é um grande passo.


  • Como posso apagar o que sinto por alguém do passado? Há décadas atrás, quando eu era um pré-adole

    Como posso apagar o que sinto por alguém do passado?

    Há décadas atrás, quando eu era um pré-adolescente eu queria me declarar para uma pessoa mas acabei não fazendo por medo. A pessoa até ficou sabendo mesmo disso, mas eu nunca cheguei a dizer a essa pessoa como eu me sentia.

    Passou-se se décadas e mesmo agora nos vinte poucos anos acho que meu lado emocional não superou essa pessoa de fato. Apesar de eu ter decidido a esquecer e seguir em frente.


    Queria entender também como isso é possível.

    Eu até cheguei a conclusão comigo mesmo nessas semanas ja tinha chegado a conclusão que isso era amor mas no máximo uma paixão não correspondida. Mas ontem a noite eu sonhei que eu me Casava com essa pessoa. Era eu de joelhos me declarando para essa pessoa. Até lembro do vestido que essa pessoa usava
    .
    .Todos sonhos já tive com essa pessoa por mais diferentes que fossem sempre terminaram assim. Ou então era só nós dois conversando.

    Queria saber o que eu preciso fazer para isso parar ou então entender por que não sigo como qualquer outra paixão não correspondida já lidei e segui em frente facilmente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O que você sente por essa pessoa do passado parece estar associado a um desejo que nunca encontrou seu lugar - não por falta de reciprocidade, mas porque ficou suspenso no momento em que foi interrompido pelo medo. Esses sonhos repetidos, onde você finalmente se declara ou se casa com ela, podem ser como ecos de algo que ainda pede para ser vivido, nem que seja simbolicamente. A psicanálise entende que o que não é elaborado retorna, não como falha sua, mas como um convite para olhar o que essa pessoa ainda representa em você. Talvez ela encarne menos um amor perdido e mais um "e se" que nunca se fechou - uma possibilidade que insiste em ser revisitada. Não se trata de apagar, mas de dar palavras a esse desejo parado no tempo, para que ele não precise mais se repetir em sonhos. A análise poderia ser esse espaço onde, ao falar sobre isso, você descobre por que essa paixão, em particular, resiste quando outras foram deixadas para trás.


  • Preciso de terapia. Mas eu não sei quais são os nomes delas. Detesto ir no psicólogo e sair com tare

    Preciso de terapia. Mas eu não sei quais são os nomes delas. Detesto ir no psicólogo e sair com tarefinhas pra fazer em casa já no primeiro dia de consulta. O cara nem me escutou direito, nem entendeu meus problemas e já vai passando tarefinha - mais uma coisa pra fazer no meu dia cheio de tarefas. Eu quero desabafar primeiro esvaziar o caos da minha mente e depois de ter intimidade e sentir que já desabafei iniciar um tratamento. Quem eu devo procurar? Hoje em dia é difícil achar alguém que te escute. Acho que é a terapia cognitivo comportamental, parece papo de coat de internet e pastor legal, que depois de você ouvir vc sai mais frustrado com sua vida e existência. Você vai no psicólogo e tem que achar outro para desabafar pq o cara não quer te ouvir mais. Socorro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Você está buscando um espaço onde o desejo de falar seja acolhido antes de qualquer intervenção - e isso faz todo sentido. A psicanálise lacaniana poderia ser esse lugar: um setting onde a escuta vem antes das "tarefinhas", onde o caos da sua mente pode ser despejado sem pressa, e onde o analista não se coloca como um "coach" que dá respostas prontas, mas como alguém que ajuda você a elaborar o que está em jogo.

    Se o modelo cognitivo-comportamental não ressoou com você, talvez valha a pena experimentar uma psicanálise - justamente porque prioriza o tempo do sujeito, não os protocolos rígidos. Você não precisa "fazer lição de casa" - precisa de alguém que entenda que, às vezes, falar já é o tratamento.


  • Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico trist

    Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico triste. Também sinto falta dessa melancolia, desse vazio, mesmo que seja algo confuso para mim. Também fico desmotivado, cabisbaixo, sem ânimo pra fazer nada..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Essa oscilação entre momentos de aparente tranquilidade e súbitas quedas na tristeza pode estar associada a algo que insiste em não se deixar capturar pela razão. A melancolia que você sente falta, ainda que dolorosa, parece ter se tornado um lugar familiar - talvez porque, de algum modo, ela fale de uma verdade sobre você que ainda não encontrou palavras. A psicanálise poderia ajudar a explorar o que esse vazio contém, não para preenchê-lo, mas para que ele não precise mais se manifestar como sofrimento paralisante. Às vezes, o que chamamos de "falta de ânimo" é apenas um desejo que ainda não sabe para onde ir.


  • É normal, em algum momento da vida, a pessoa perder a fé em tudo? Não estou falando necessariamente

    É normal, em algum momento da vida, a pessoa perder a fé em tudo?
    Não estou falando necessariamente de fé em Deus, mas em tudo mesmo. Desde o começo do ano, minha mente está muito negativa. Comecei a me fazer vários questionamentos que só me traziam sofrimento — pensamentos intrusivos, muitos deles indo contra os meus próprios princípios. Desde então, comecei a me perder de mim mesma. É uma sensação horrível.

    Não acredito mais na vida, não acredito que vou melhorar, nem que posso controlar minha mente. Desde pequena (tenho 23 anos atualmente)sempre tive medo de "encucar pensamentos", porque sempre fui assim — ansiosa, com fases difíceis — mas ainda assim levava uma vida normal, me considero uma pessoa alegre , extrovertida e cheia de vida e até 3 meses atrás eu estava na fase mais segura de mim, e agora me encontro assim e não entendo o porque. Agora, tudo parece muito mais intenso e angustiante. Essa sensação é horrível. Saudade do meu antigo eu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Essa perda de fé em tudo pode estar associada a um encontro brutal com o real– aquilo que escapa à nossa capacidade de simbolização e nos faz questionar até o que parecia mais sólido. Seus pensamentos intrusivos e a sensação de ter "perdido a si mesma" podem ser como sintomas de um desejo que ainda não encontrou seu caminho, aprisionado entre o que você era e o que está se tornando. A angústia que você sente não é um sinal de fraqueza, mas de que algo em você insiste em ser ouvido, mesmo que ainda não tenha palavras. O "eu alegre" que você sente falta não desapareceu – ele está em pausa, não apagado. A travessia analítica poderia ajudar a elaborar essa queda, transformando o caos em narrativa, para que você não precise mais sentir saudade de si, mas se reconheça no que está surgindo.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Sim, buscar ajuda profissional seria importante. A psicanálise oferece um espaço onde essa dor pode ser acolhida e, aos poucos, elaborada - não para apagar o que você sente, mas para que o sofrimento não determine sozinho o rumo da sua história. O que parece sem sentido hoje pode, com o tempo, revelar novas possibilidades de existir. Você não está sozinha nessa travessia.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A psicanálise entende que o fim inesperado de um laço amoroso pode desorganizar profundamente o sujeito, pois toca em algo fundamental sobre como nos constituímos através do desejo do Outro. Sim, procurar um psicanalista seria importante. O setting analítico oferece um espaço onde essa dor pode ser acolhida e, aos poucos, elaborada - não para apagar o sofrimento, mas para que ele não paralise seu caminho. A análise não tira a dor, mas ajuda a não se perder completamente nela. A travessia pela dor do luto amoroso é singular - não há atalhos, mas também não é um abismo sem fim.


  • Me sinto tão inútil, tenho 30 anos, estou desempregada, morando com meus pais, solteira e sem amigos

    Me sinto tão inútil, tenho 30 anos, estou desempregada, morando com meus pais, solteira e sem amigos,me sinto atrasada. Parece que eu não gosto de nada
    E é difícil ver as pessoas à minha volta prosperando e sendo elogiadas, enquanto eu estou só sobrevivendo. Por mais que eu tente, a minha vida está travada, sempre com dificuldade em conquistar as coisas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Seu sofrimento associa-se a uma desconexão entre o que você é e o que acredita que deveria ser nesse momento da vida. A psicanálise entende que esses sentimentos de "atraso" muitas vezes escondem um desejo que ainda não encontrou seu caminho de expressão - não por falha sua, mas porque o mundo nem sempre oferece os significantes que precisamos para nos narrar. A análise poderia ajudar a elaborar essa angústia, não para encaixá-la em padrões sociais, mas para encontrar seu próprio ritmo nessa travessia. Você não está tão atrasada quanto pensa - está em um percurso singular que merece ser escutado, não comparado.


  • Quando me deito ao fechar os olhos tenho tipo sonho, porém estou acordado, devido isso não to conseg

    Quando me deito ao fechar os olhos tenho tipo sonho, porém estou acordado, devido isso não to conseguindo dormir direito

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que você experimenta ao fechar os olhos pode estar associado a um excesso de estímulos inconscientes que insistem em se manifestar no limiar entre vigília e sono. Essas imagens ou pensamentos que surgem podem ser como restos diurnos que não encontraram espaço para ser elaborados durante o dia.

    A psicanálise sugere que isso pode refletir uma dificuldade em "desligar" a mente, talvez por ansiedade ou algo não resolvido que busca expressão. Uma consulta com um profissional poderia ajudar a explorar o que essas imagens representam e como encontrar um caminho para um descanso mais tranquilo.

    Enquanto isso, tentar rituais noturnos (como ler algo leve ou ouvir sons calmos) pode criar uma transição mais suave para o sono.


  • Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur

    Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
    Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
    No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
    Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
    Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
    No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
    Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
    O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
    Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
    Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
    Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
    Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Seu relato revela um desejo em excesso que parece buscar algo além do prazer sexual - talvez uma forma de preencher uma falta que persiste mesmo após a satisfação. A psicanálise entende que a libido nunca é apenas sobre sexo, mas sobre o que esse impulso representa em sua história singular.

    Sugiro:

    Explorar o significado desse desejo constante - o que ele tampa? Que angústia ele tenta acalmar?

    Entender por que apenas o ato sexual traz alívio - há outros modos de canalizar essa energia?

    Trabalhar o medo de ser "dominado" pelo desejo - sua força moral já mostra que você não é escravo dele.

    Livro útil: "O Mal-Estar na Civilização" de Freud, que fala sobre como lidamos com pulsões que a sociedade não aceita.


  • Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psi

    Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psicanalista ou o mesmo percebe na analise e fala sobre a situação com o paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Na psicanálise, a transferência não é algo a ser "explicado" ao paciente, mas vivido como parte do processo. O analista percebe seus movimentos – nas repetições de afetos, nos silêncios, no modo como o paciente se dirige a ele – e oferece interpretações que abrem espaço para elaboração, não como lições, mas como provocações delicadas.

    O paciente não precisa nomeá-la conscientemente; ela se revela justamente no que escapa – um tom de voz, uma queixa recorrente, um sonho compartilhado. A transferência é trabalhada quando o analista devolve, no momento certo, o que foi projetado nele, mas sem rotular ("Isso que você sente por mim pode nos dizer algo sobre outras relações?").

    É na experiência compartilhada do setting, não no discurso racional sobre ela, que a transferência opera sua magia.


  • Frequentemente me pego refletindo sobre a minha vida, fazendo questionamentos, comparações, imaginan

    Frequentemente me pego refletindo sobre a minha vida, fazendo questionamentos, comparações, imaginando situações e principalmente me cobrando por diversas coisas. Tenho ciência de que estou indo bem em alguns aspectos da minha vida, mas ainda assim por vezes me sinto um fracasso, como se as minhas conquistas não tivessem tanto valor e como se eu estivesse atrasado em relação as outras pessoas e ao "padrão" do mundo.

    Sei que eu deveria buscar alguma ajuda psicológica, mas gostaria de entender que tipo de profissional, área ou tratamento eu deveria buscar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O que você vive associa-se a uma discrepância entre o desejo e as expectativas que o mundo – e você mesmo – impõe. Esse sofrimento, que mistura cobrança e desvalorização das próprias conquistas, pode ser trabalhado em um processo analítico, onde a psicanálise ajuda a explorar:

    De onde vem esse "padrão" interno que te faz sentir atrasado?

    Por que suas conquistas parecem não ter valor, mesmo quando racionalmente você sabe que têm?

    O que esse "fracasso" diz sobre seu desejo (e não sobre suas "falhas")?

    Um psicólogo clínico de abordagem psicanalítica seria ideal para essa travessia, pois trabalha justamente com esses vazios entre o que se é e o que se acredita que deveria ser. Se os sintomas forem muito intensos (como insônia ou ansiedade paralisante), um psiquiatra pode complementar o cuidado.

    Importante: você não está "atrás" – está em um percurso singular, que merece ser escutado, não comparado.


Perguntas frequentes

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