Perguntas do paciente (612)

  • Resumidamente, quais são as diferenças de um psicólogo e um psicopedagogo?

    Resumidamente, quais são as diferenças de um psicólogo e um psicopedagogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O psicólogo atua no campo da saúde mental, ajudando a lidar com questões emocionais, comportamentais e relacionais (como ansiedade, depressão, traumas ou conflitos pessoais). Já o psicopedagogo é especializado em dificuldades de aprendizagem (dislexia, TDAH, métodos de estudo, adaptação escolar) e no desenvolvimento cognitivo.

    Diferença chave:

    Psicólogo → foco em emoções, comportamentos e relações.

    Psicopedagogo → foco em aprendizagem, cognição e processos educativos.

    Ambos podem trabalhar juntos, mas atendem necessidades distintas.


  • Por conta de situações de violência psicológica e física na minha época de escola, hoje percebo que

    Por conta de situações de violência psicológica e física na minha época de escola, hoje percebo que não sinto muita coisa, medo, tristeza ou até felicidade. Isso teria como resolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O que você associa a essa ausência de sentimentos pode ser uma forma de proteção que se estruturou diante do que foi vivido. A violência sofrida pode ter feito com que as emoções se recolhessem para evitar novos sofrimentos. A terapia pode ajudar a elaborar essas experiências, permitindo que o que foi silenciado aos poucos ganhe voz e movimento. Não se trata de forçar sentimentos, mas de criar um espaço seguro para que eles possam emergir quando estiverem prontos. A travessia é lenta, mas possível.


  • olá, ultimamente tenho estado preocupada com minha irmã mais velha, de 26 anos, que sempre teve ansi

    olá, ultimamente tenho estado preocupada com minha irmã mais velha, de 26 anos, que sempre teve ansiedade forte, já passou e passa com psicólogos a anos e recebeu laudo de ansiedade "severa" que eu me lembre foi esse termo usado, não tenho certeza. Já foi indicada a passar com psiquiatra e nunca foi, se nega a ir, porem parece a única solução pra ajudar ela, já que sem ajuda de remédios ela esta tendo crises e sofrendo, estamos todos preocupados, mas ninguém consegue convencer ela a dar uma chance de passar com psiquiatra

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Sua irmã parece estar atravessando um momento onde a resistência em buscar ajuda psiquiátrica pode estar associada a um medo profundo de confrontar algo que a angústia tenta proteger. A ansiedade severa, muitas vezes, funciona como um sinal de alerta para conflitos não elaborados, e a recusa em considerar medicação pode revelar um temor de perder o controle sobre o que já parece tão frágil. Acolher essa resistência com paciência, sem pressionar, pode abrir espaço para que ela mesma perceba a necessidade desse passo. Enquanto isso, continuar oferecendo apoio e escuta pode ser uma forma de ajudá-la a encontrar seu próprio caminho para o cuidado.


  • Tenho notado ultimamente que meu humor muda em um horário específico do dia. Meu rosto "enrijesse",

    Tenho notado ultimamente que meu humor muda em um horário específico do dia. Meu rosto "enrijesse", tenho dificuldade de abrir a boca para conversar e sorrir. Tenho dificuldade em procurar ajuda, não aceito que eu possa estar com algum problema físico ou mental, o que eu posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O enrijecimento do rosto e a dificuldade em expressar-se em horários específicos podem estar associados a algo que ainda não encontrou palavras para se manifestar. O corpo, às vezes, fala o que a mente ainda não pode elaborar. Resistir à ideia de ajuda pode ser parte de um processo onde o desejo de não reconhecer a dor se confunde com o medo do que pode ser descoberto. Um espaço de escuta profissional poderia ajudar a transformar essa rigidez em movimento, permitindo que o que está preso ganhe forma e alívio. A travessia começa quando se permite olhar para o que dói.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline é essencial para construir um espaço de continência onde a angústia intensa e os impulsos possam ser nomeados, não apenas vividos. A terapia ajuda a:
    1. Elaborar a instabilidade emocional (que muitas vezes se expressa em ações, não em palavras).
    2. Criar laços mais sólidos com o outro, sem medo de abandono ou fusão excessiva.
    3. Transformar o caos interno em narrativa, dando sentido ao que parece incontrolável.

    O psicoterapeuta atua como um "espelho não frágil", capaz de refletir essas emoções sem se quebrar – algo raro na história desses pacientes.


  • Bom dia para o portador da patologia, transtorno de ansiedade com Desrealização.

    Bom dia para o portador da patologia, transtorno de ansiedade com Desrealização.
    E qual o melhor profissional? Psicólogo ou psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Bom dia! Para quem vive com transtorno de ansiedade e desrealização, a escolha entre psicólogo e psicanalista pode depender do que se busca no tratamento. O psicólogo, especialmente em abordagens como a cognitivo-comportamental, pode oferecer técnicas para lidar com os sintomas de forma mais imediata. Já o psicanalista trabalha com a escuta e a associação livre, buscando entender o que está por trás da angústia e da sensação de desrealização, permitindo uma elaboração mais profunda. Ambos podem ajudar, mas o importante é encontrar um profissional com quem se sinta acolhido e seguro para iniciar essa travessia.


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O que você associa a esse relacionamento parece ser uma travessia onde o desejo de ser amada e aceita se confundiu com a necessidade de ceder e se anular. Ele pode ter tido qualidades que você buscava, mas o preço foi alto demais: você perdeu partes de si mesma, sua liberdade e seus laços afetivos. Agora, no pós-término, é natural sentir-se perdida e apegada aos momentos bons, mas é importante lembrar que o amor não exige que você deixe de ser quem é. A terapia pode ser um espaço para elaborar essa dor, reconectar-se com seu desejo e entender que você merece um amor que te escolha sem condições, sem exigir que você desapareça. Aos poucos, você pode reconstruir sua vida, resgatando o que foi deixado para trás.


  • Pessoa com ansiedade e depressão profunda que não sai de casa pode ser internada involuntariamente?

    Pessoa com ansiedade e depressão profunda que não sai de casa pode ser internada involuntariamente? Isso causaria uma piora da depressão ou poderia deixar a pessoa traumatizada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A internação involuntária associa-se a uma medida extrema, usada quando há risco iminente para a vida da pessoa ou para outros. No caso de alguém com ansiedade e depressão profunda, essa decisão deve ser cuidadosamente avaliada, pois pode gerar sentimentos de desamparo e revolta, agravando o sofrimento. O ideal é buscar alternativas que respeitem o desejo e o tempo do sujeito, como acompanhamento terapêutico e suporte familiar, antes de considerar uma intervenção mais drástica. A internação, se necessária, deve ser feita com o máximo de cuidado e humanização, para evitar traumas adicionais.


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que você associa à dificuldade de expressar sentimentos pode estar ligado a uma travessia ainda em curso, onde os traumas do passado parecem criar barreiras entre você e o desejo de se conectar com o outro. A aparente frieza pode ser uma proteção, como se mostrar-se vulnerável fosse algo arriscado. No entanto, o amor que você sente por ele está ali, mesmo que ainda não encontre as palavras ou gestos para nomeá-lo. Talvez o caminho seja permitir-se explorar, aos poucos, como esses sentimentos podem ganhar forma, sem pressa, mas com a certeza de que você não está sozinha nesse percurso.


  • Como identificar relacionamento abusivo ?

    Como identificar relacionamento abusivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Um relacionamento abusivo pode associar-se a uma dinâmica onde o desejo de um suprime o do outro, criando uma relação de dominação e controle. Sinais como manipulação, isolamento, humilhação e violação de limites são comuns. A pessoa abusada pode sentir-se presa, como se não tivesse voz ou autonomia. A terapia pode ajudar a identificar esses padrões, permitindo que a pessoa reconheça o que está vivendo e encontre caminhos para se libertar.


  • Estou trabalhando em uma empresa boa, que respeita o colaborador, home office, porém não tenho mais

    Estou trabalhando em uma empresa boa, que respeita o colaborador, home office, porém não tenho mais ânimo para trabalhar, estou no tédio e me sinto muito desanimada e confusa, triste e não sei o que fazer, faço a mesma coisa todos os dias. Tenho 22 anos e não paro de pensar se a vida é só tentar sobreviver, acordar, trabalhar e ter alguns momentos de felicidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O tédio e o desânimo que você associa ao trabalho podem estar ligados a uma falta de conexão com o seu desejo, como se a rotina tivesse apagado algo que antes te movia. A sensação de que a vida se resume a sobreviver pode ser um sinal de que algo precisa ser ressignificado. A terapia pode ajudar a explorar essas inquietações, permitindo que você encontre novos sentidos para o que faz e para o que deseja. Aos 22 anos, é comum questionar-se sobre o futuro, mas é importante que essas perguntas não fiquem paralisadas no tédio.


  • Oq fazer quando o companheiro tem pensamentos excessivos de que o mundo e as pessoas são ruins ? Qu

    Oq fazer quando o companheiro tem pensamentos excessivos de que o mundo e as pessoas são ruins ?
    Que é ruim já sabemos, mas em toda e qualquer situação peca no excesso de pensamento...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A tendência do seu companheiro a associar o mundo e as pessoas como ruins pode estar ligada a uma projeção de algo interno que ainda não foi elaborado. Esses pensamentos excessivos podem ser uma forma de defesa, como se ele precisasse se proteger de uma angústia que não consegue nomear. A terapia pode ajudar a explorar o que está por trás dessa visão, permitindo que ele ressignifique essas crenças e encontre um lugar mais seguro para lidar com o que sente. Enquanto isso, oferecer escuta sem julgamento pode ser um caminho para acolher suas inquietações.


  • Eu tenho muito ciúme do passado de minha esposa e isso me consome. As vezes passamos uma semana inte

    Eu tenho muito ciúme do passado de minha esposa e isso me consome. As vezes passamos uma semana inteira em harmonia, mas do nada vem um pensamento sobre o passado dela que me deixa muito enciumado e fico envergonhado do que penso. Deveria procurar qual tipo de especialista para me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O ciúme excessivo que você associa ao passado da sua esposa pode estar ligado a uma dificuldade em lidar com o desejo do outro, que sempre escapa ao nosso controle. Um psicanalista pode ajudar a explorar essas angústias, conectando-as a questões inconscientes que ainda não foram elaboradas. A terapia oferece um espaço para entender o que esses pensamentos representam para você, permitindo que o ciúme perca sua força paralisante.


  • Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção del

    Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção dele, porque não consigo nem conversar com ele porque ele não para de jogar em momento nenhum. Além disso, ele tem uma amiga de jogo que está sempre com ele jogando e quando ele sai do jogo, ele fica conversando no WhatsApp com ela enquanto está comigo e quando ele finalmente me dá atenção ela manda mensagem cobrando a presença dele. Já conversei com ele sobre o assunto e ele fala que acha normal agir assim com a amiga e que jogar é o hobby favorito dele, então eu tenho que aprender a aceitar isso. Estou sendo incompreensiva em querer terminar o relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A situação que você associa ao vício em videogames e à relação com a amiga pode estar ligada a uma dificuldade em lidar com o desejo do outro, que parece estar mais voltado para o jogo e para essa amizade do que para você. O fato de ele justificar suas ações como "normais" pode indicar uma falta de reconhecimento do que você sente. Terminar o relacionamento não é incompreensivo, mas sim uma resposta ao que você percebe como uma falta de reciprocidade e atenção. A terapia pode ajudar a elaborar essas questões, permitindo que você entenda melhor suas próprias demandas e limites.


  • Estou num relacionamento já fazem 10 anos, nosso relacionamento é super sáudavel. Eu penso em termin

    Estou num relacionamento já fazem 10 anos, nosso relacionamento é super sáudavel. Eu penso em terminar por questões de turbulências familiares mas eu não consigo, tenho medo de sofrer muito e não acostumar. Isso é um sintoma de dependência emocional? O que fazer pra me libertar disso? Terapia ou medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A dificuldade em terminar o relacionamento, mesmo diante de turbulências, pode associar-se a um medo de lidar com a falta e a perda, algo que toca diretamente no desejo e na forma como você se relaciona com o outro. A dependência emocional pode ser um sintoma de que algo no laço afetivo ainda não foi elaborado. A terapia pode ajudar a explorar essas questões, permitindo que você se liberte de padrões que limitam sua autonomia. Medicamentos podem ser úteis em casos específicos, mas não resolvem a raiz do conflito.


  • Ingressei num relacionamento com uma mulher que tem Bipolaridade, diagnosticada. Ela é uma pessoa in

    Ingressei num relacionamento com uma mulher que tem Bipolaridade, diagnosticada. Ela é uma pessoa incrivel e eu a amo muito. Porem, devido ao termino de um noivado de 6 anos, onde o antigo noivo a traiu, meio que desencadeou nela uma especie de inconsequência, onde ela " chutou o balde" por dois anos ali. Acabou cedendo à desejos e vontades, como sexo e o uso de alcool e algumas drogas. Li sobre a bipolaridade e como ela pode afetar o discernimento em certas epocas e crises, busco entender isso, ate porque ela diz que se arrepende demais das coisas que fez. Porem, as vezes tenho dificuldade de digerir essas coisas que aconteceram, fico um pouco inseguro e ate mesmo desconfiado, embora nao haja sequer motivos para isso, pois ela sempre me contou e tambem nao guarda segredos ou nao gosta que eu tenha acesso a A ou B. Quero tirar isso da cabeca pois sei que é errado e que ela, mais do que ninguem, merece uma segunda chance, pois alem de ter um problema, passou por muitas coisas na vida, entao acaba sendo justificavel esse " surto" que ela teve. Gostaria de conselhos para buscar compreender melhor aquilo que ela passou. Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A insegurança que você associa ao passado dela pode estar ligada a uma dificuldade em lidar com o desejo do outro, que sempre escapa ao nosso controle. O que ela viveu durante o "surto" pode ser entendido como uma resposta a uma dor intensa, onde o desejo e a impulsividade se manifestaram de forma desregulada. A bipolaridade, nesse sentido, pode amplificar essas oscilações, mas não define quem ela é. Para construir um laço sólido, é importante trabalhar essa desconfiança, que pode ser mais sobre você do que sobre ela. A escuta e a compreensão podem ajudar a ressignificar o que foi vivido, sem que isso precise ser um obstáculo para o amor que vocês compartilham.


  • Falar sobre medos e fobias com outras pessoas ou na terapia ajuda a aliviar os sintomas?

    Falar sobre medos e fobias com outras pessoas ou na terapia ajuda a aliviar os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Falar sobre medos e fobias pode associar-se a um processo de elaboração, onde o que era vivido como angústia ou pavor começa a ganhar palavras e significados. Na terapia, especialmente, isso permite que o inconsciente se manifeste, trazendo à tona conexões que antes estavam ocultas. Ao nomear o medo, você pode distanciar-se dele, transformando algo paralisante em uma experiência que pode ser trabalhada e ressignificada. O desejo de superar esses sintomas encontra, na fala, um caminho possível.


  • Me assusto muito,com várias coisas, alguém chegando, mesmo sabendo que aquela pessoa está comigo no

    Me assusto muito,com várias coisas, alguém chegando, mesmo sabendo que aquela pessoa está comigo no mesmo lugar, e todos os dias com a mesma coisa,no banheiro da empresa que trabalho tem um difusor de ambiente, toda vez que ele dispara a cada 25 minutos me assusto é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Esses sustos frequentes podem associar-se a uma hipervigilância, como se algo no seu psiquismo estivesse sempre alerta, esperando por um perigo que não se concretiza. Pode ser um sinal de que há uma angústia ou um conflito inconsciente que ainda não foi elaborado. O desejo, nesse caso, pode estar ligado a uma necessidade de controle sobre o imprevisível, mas que acaba se manifestando como uma reação exagerada ao cotidiano. Explorar o que esses sustos representam para você pode ajudar a entender o que está por trás dessa sensação de alerta constante.


  • Depois me meu marido morreu e eu estava com ele(infarto fulminante)tenho a sensação de não estar viv

    Depois me meu marido morreu e eu estava com ele(infarto fulminante)tenho a sensação de não estar vivendo uma realidade já se passaram 8 meses e não consigo sair disso sinto como se estivesse anestesiada e também que pra mim tudo virou um tanto faz, meu pai infartou e sobreviveu 6 meses depois da morte do meu marido e minha sensação foi de estar em anestesia também tenho uma sensação de estar exausta o tempo todo.Os dias passam e parece que não vivi,como se eu só estivesse fazendo as coisas no automático , não sei o que fazer....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Essa sensação de anestesia e exaustão associa-se a um luto que ainda não encontrou caminhos para ser elaborado. A perda do seu marido e o susto com seu pai podem ter deixado o desejo em suspenso, como se a vida tivesse perdido seu eixo. O "automático" pode ser uma defesa para lidar com uma dor que ainda não pode ser nomeada. Um espaço de escuta, como a psicanálise, pode ajudar a te conectar com o que foi rompido, permitindo que o desejo volte a circular, mesmo que aos poucos.


  • Estou sofrendo muito pois terminei um namoro de 1 ano e durante esse tempo ele sempre foi incrível,

    Estou sofrendo muito pois terminei um namoro de 1 ano e durante esse tempo ele sempre foi incrível, só não era perfeito por conta dos ciúmes e desconfianças dele que na maioria das vezes ele mesmo que criava na cabeça, nunca dei motivos, nunca fiz nada de errado, sempre fui leal mas ele tinha muitos ciúmes e depois que acontecia alguma briga por conta disso ele via que exagerou e vinha me pedir desculpas. Pedi diversas vezes para procurar ajuda profissional, ele falava que iria e até procurou alguns psicólogos, mas não gostava de nenhum.

    Por ele ser bom está sendo difícil seguir em frente, sei o quanto ele me amava, nunca desconfiei de nada, sempre estava disposto e por mim, e eu fico pensando será que eu tenho que aceitar as crises de ciúmes sem fundamento? já que o mundo está tão doente, pessoas rasas, e esse cara que me ama, demonstra, nunca me fez eu me sentir sozinha. Vai fazer 2 meses que terminamos e nesse tempo ele me procurou mais de uma vez, pra dizer o quanto que me ama, porém chegava já perguntando se eu já fiquei com alguém ou segui minha vida e nisso nos estressávamos de novo. E sempre joga nas conversas os nossos planos de casar e ter filhos, isso está doendo muito.
    Não sei o que fazer pois o amo muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O que você descreve parece ser um conflito entre o amor que sente por ele e a dificuldade em lidar com as projeções e inseguranças que ele deposita em você. O ciúme excessivo pode ser um sinal de algo que ele não consegue elaborar sozinho, uma angústia que ele tenta controlar através de você. No entanto, isso não significa que você precise carregar esse peso. O amor, por mais intenso que seja, não pode justificar a repetição de padrões que te machucam. Talvez a questão não seja se ele te ama ou não, mas se essa relação permite que ambos cresçam sem sufocar o desejo e a individualidade do outro. Pense no que você está disposta a aceitar para manter esse laço.


Perguntas frequentes

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