Perguntas do paciente (5)

  • O que faço para acabar com gordura no fígado existe alguma alternativa sem ser medicamentos?

    O que faço para acabar com gordura no fígado existe alguma alternativa sem ser medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Manuella  Almeida Bastos

    Quando ingerimos excesso de principalmente de carboidratos refinados e açúcares, ocorre o acúmulo de gordura no fígado na forma de armazenamento do excesso de energia, sendo depositado nas células do fígado em forma de gordura. Habitualmente ocorre em conjunto com o ganho de peso, alteração na glicose e/ou colesterol. Mas como o nosso corpo tem uma capacidade capacidade incrível de se regenerar, e esse fato esta relacionado principalmente ao fígado, quando mudamos os estímulos metabólicos que ele recebe." Existem sim tratamento Não Medicamentoso (Alternativas sem Remédio). As intervenções no estilo de vida são a base de primeira linha do tratamento para reverter a MASLD, já que medicamentos específicos são reservados para casos avançados com inflamação/fibrose.
    1) Perda de peso gradativa: Reduzir de 7% a 10% do peso corporal total é o fator de maior impacto para regredir a gordura e a inflamação no fígado.
    2) Ajuste alimentar de padrão mediterrâneo: Redução drástica de ultraprocessados, açúcares simples (especialmente frutose de xaropes e bebidas adoçadas) e gorduras saturadas. Aumento no consumo de fibras, gorduras boas (azeite de oliva, castanhas) e proteínas magras.
    3) Exercício físico regular: Mínimo de 150 minutos por semana de atividade aeróbica aliada a treino de força/musculação. O exercício reduz a gordura hepática independentemente do peso perdido, pois melhora a sensibilidade à insulina.
    4) Restrição de álcool: Interromper ou limitar ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas para não sobrecarregar ainda mais as vias metabólicas do fígado.
    5) Higiene do sono e manejo do estresse: O sono privativo afeta diretamente a resistência à insulina e favorece o acúmulo de gordura visceral e hepática.
    Vou deixar uma informação adicional aqui que acho interessante:
    - O termo "Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica" (DHGNA) foi atualizado pelas sociedades internacionais para MASLD (Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease), traduzido em português como Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica.
    Por que mudou? A intenção foi retirar o estigma da palavra "não alcoólica" e focar na verdadeira causa da condição: as alterações metabólicas (como resistência à insulina, diabetes tipo 2, hipertensão e alteração de lipídios).


  • 35 gotas de luftal equivale a quantos comprimidos?

    35 gotas de luftal equivale a quantos comprimidos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Manuella  Almeida Bastos

    Respondendo objetivamente ã sua pergunta:
    A equivalência do Luftal 35 gotas de Luftal (simeticona 75 mg/mL) equivalem a aproximadamente 1 comprimido de 40 mg.
    Entretanto, vale ressaltar que é de extrema importância entender o motivo pelo qual esta ocorrendo uma possível distensão abdominal ("barriga estufada").
    Vou citar aqui algumas causas:
    - SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado). Trata-se da proliferação excessiva de bactérias no intestino delgado que fermentam precocemente os alimentos.
    - Intolerâncias e Sensibilidades Alimentares: Intolerância à lactose, frutose ou Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca.
    - Síndrome do Intestino Irritável (SII): Hipersensibilidade visceral associada a alterações na motilidade.
    - Disbiose Intestinal e Constipação Crônica: A retenção de fezes no cólon aumenta o tempo de fermentação e dificulta a saída do gás.

    Dica: Além de medicamentos, podemos ter algumas opções para o al[ivio dos sintomas de distensão abdominal:
    - Estímulo ao Peristaltismo (Atividade Física): Caminhadas leves de 10 a 15 minutos após as refeições estimulam a motilidade gastrintestinal e auxiliam no trânsito mecânico do gás ao longo do cólon.
    - Dieta Low-FODMAP: Redução temporária de carboidratos fermentáveis de cadeia curta (como alho, cebola, feijão, repolho, trigo, maçã e adoçantes artificiais), que são altamente fermentados pela microbiota e geram gás residual.
    - Higiene Alimentar e Aerofagia: Mastigar bem os alimentos, comer devagar, evitar o uso de canudos, bebidas gaseificadas e gomas de mascar para diminuir a deglutição de ar.
    - Hidratação Adequada: Auxilia na formação do bolo fecal, prevenindo a constipação (uma das principais causas de retenção de gases).


  • Qual o melhor momento/horário para tomar o probiotico Bio GG?

    Qual o melhor momento/horário para tomar o probiotico Bio GG?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Manuella  Almeida Bastos

    Olá... O melhor momento para tomar o probiótico Bio GG (composto pela cepa Lactobacillus rhamnosus GG) é durante uma das refeições (como o café da manhã ou o almoço) ou logo após comer. A explicação para isso consiste no fato de:
    1) Proteção das bactérias: A presença de alimento no estômago reduz a acidez gástrica, ajudando as bactérias benéficas a chegarem vivas ao intestino.
    2) Melhor absorção: Tomar junto com a comida também ajuda a evitar pequenos desconfortos abdominais ou enjoos que algumas pessoas sentem ao tomar suplementos em jejum.

    Além disso, uma dicas importantes de uso:
    1) Se estiver tomando antibiótico: Tome o Bio GG com uma distância de pelo menos 2 horas antes ou depois do antibiótico, para que o remédio não diminua a eficácia do probiótico.
    Temperatura: Nunca misture o sachê ou as gotas em líquidos ou alimentos quentes, pois o calor pode matar os probióticos.
    2) Se você estiver fazendo o uso por uma indicação médica específica, vale a pena seguir o horário indicado pelo seu médico ou nutricionista.


  • é comum tem refluxo e boca seca com o uso de velafaxina ?

    é comum tem refluxo e boca seca com o uso de velafaxina ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Manuella  Almeida Bastos

    Sim, é bastante comum... Tanto a boca seca quanto os sintomas de refluxo (azia ou queimação) são efeitos colaterais conhecidos da Venlafaxina, principalmente nas primeiras semanas de tratamento.
    1) A boca seca: É um dos efeitos adversos mais frequentes da medicação, afetando até 20% das pessoas. Ocorre porque o remédio reduz temporariamente a produção de saliva.
    2) Refluxo e náusea: A venlafaxina pode causar irritação ou lentidão no sistema digestivo no início, levando à sensação de queimação no estômago ou refluxo. Pode reduzir o esvaziamento gástrico.
    Vale ressaltar alguns pontos importantes como amenizar os sintomas dos efeitos colaterais que podem ocorrer:
    - Boca seca: Beba água em pequenos goles ao longo do dia, chicletes ou balas sem açúcar ajudam a estimular a salivação.
    - Refluxo: Evite tomar o remédio com o estômago completamente vazio (tome junto com uma refeição) e evite deitar-se logo após comer.
    Tenha um pouco de paciência....Na maioria dos casos, esses sintomas diminuem conforme o corpo se adapta ao remédio. Se o desconforto for muito intenso ou persistir, converse com o seu médico para avaliar opções de alívio ou ajuste de dose.


  • Olá. Gostaria da opinião de um gastroenterologista com experiência em hepatologia sobre meu pai, 65

    Olá. Gostaria da opinião de um gastroenterologista com experiência em hepatologia sobre meu pai, 65 anos, com cirrose e ascite. Ele está internado há quase 14 dias tratando com Meropenem uma possível infecção/abscesso em uma coleção abdominal encontrada na tomografia. Foi feita paracentese, sem pus, e a cultura deu negativa. A equipe médica tem dado informações diferentes: em alguns dias dizem que a infecção está melhorando e que o antibiótico está funcionando; em outros dizem que o antibiótico não penetra na coleção e que não houve melhora após 14 dias. A equipe cirúrgica avaliou o caso e considera a cirurgia muito arriscada para ele, devido à cirrose e aos riscos do procedimento/anestesia. Agora querem dar alta porque ele está clinicamente bem, dizendo que não há mais o que fazer e mesmo apresentando ainda infecção na última paracentese. Existe alguma outra abordagem? É possível tratar essa coleção somente com antibiótico? É seguro dar alta se ela ainda estiver presente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Manuella  Almeida Bastos

    Bom dia. Sinto muito por estar passando por esse momento delicado .... Entendo perfeitamente as suas dúvidas e a preocupação com o estado do seu pai. Bem, com relação ä sua pergunta... A cultura negativa em líquido ascítico ou coleções abdominais não afasta totalmente a presença de uma infecção. Os exames de laboratório são extremamente essenciais e direcionam muitas vezes o tratamento. Entretanto, "A clínica é soberana". Quando há presença de pus ou alterações inflamatórias marcantes, o quadro sugere fortemente um processo infeccioso. Ou seja, mesmo que o exame de laboratório não mostre o agente, o patógeno, a bactéria, e foi visto presença de pus, o que tem mais peso na decisão não é o papel do resultado do exame de laboratório e sim... a cl[inica (a presença de pus, o estado cl[inico em geral: parâmetros clínicos como FC, PA, FR, padrão respiratório, necessidade de uso de drogas vasoativas... outros exames laboratoriais são levados em consideração como hemograma, lactato, PCR, procalcitonina...). O resultado negativo na cultura pode ocorrer por diversos fatores, (pode ser um falso negativo), como o uso prévio ou em curso de antibióticos (que "mascaram" o crescimento bacteriano no laboratório), além de dificuldades técnicas na coleta ou no isolamento do microrganismo. Cada caso deve ser analisado individualmente, considerando os exames de imagem, o estado clínico do paciente e os exames laboratoriais como um todo.
    Caso vocês da família ou o paciente se sintam inseguros quanto à conduta, é perfeitamente possível e recomendável solicitar uma segunda opinião de um médico intensivista, hepatologista ou gastroenterologista. Essa consulta pode ser realizada de forma online (telemedicina), mediante a análise pormenorizada de todo o prontuário. Vale ressaltar que buscar uma segunda opinião não é uma conduta antiética. Pelo contrário, trata-se de um direito fundamental do paciente e de seus familiares, garantido no Código de Ética Médica (CEM) (Capítulo V, Art. 39) e resguardado no Parecer CFM nº 49/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que reconhece o direito à autonomia do paciente e a busca por esclarecimentos adicionais sobre o diagnóstico e opções terapêuticas. Assim como na confirmação de morte encefálica ou em condutas cirúrgicas de alto risco, a busca por uma segunda opinião é uma prerrogativa legal da família para tomar decisões mais seguras. Na maioria das vezes, os médicos até gostam de discutir casos e ter opiniões adicionais, assim como é comum em hospitais onde se tem estudantes de medicina.... Melhoras para seu pai...


Perguntas frequentes

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