Perguntas do paciente (546)

  • Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo d

    Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo de abando e delírios e alucinações psicóticas como na esquizofrenia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), os sintomas podem variar bastante entre os indivíduos, e nem todas as pessoas apresentam todos os critérios diagnósticos. O medo intenso de abandono é um dos aspectos centrais do transtorno e está presente em grande parte dos pacientes, mas sua manifestação pode ser diferente: algumas pessoas demonstram de forma evidente, enquanto outras podem apresentar esse medo de maneira mais indireta, por meio de insegurança, necessidade de validação ou dificuldades nos relacionamentos.

    Já delírios persistentes e alucinações estruturadas, como os observados na esquizofrenia, não são características típicas do TPB. Entretanto, em situações de estresse intenso, algumas pessoas com TPB podem apresentar episódios transitórios de sintomas psicóticos, como ideias paranoides (desconfiança intensa) ou alterações perceptivas breves, geralmente relacionados ao estado emocional e com preservação parcial da crítica.

    O diagnóstico do TPB não depende de um único sintoma, mas de um padrão persistente envolvendo aspectos como instabilidade emocional, dificuldade de regulação dos afetos, relações interpessoais intensas e instáveis, alterações na autoimagem, impulsividade, comportamentos autolesivos, sentimentos de vazio e sensibilidade à rejeição.

    Portanto, uma pessoa pode não apresentar todos os sintomas clássicos em igual intensidade, mas a ausência completa do medo de abandono pode levar o psiquiatra a investigar cuidadosamente outras hipóteses diagnósticas. A avaliação longitudinal é essencial para diferenciar transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade, depressão, transtornos psicóticos e outros transtornos de personalidade.

    O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar de forma individualizada sintomas como ansiedade, depressão, crises de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, insônia, estresse, transtornos de humor e dificuldades nos relacionamentos, direcionando o tratamento mais adequado.


  • Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno

    Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno esquizoafetivo se são feitos para esquizofrenia? Qual a atuação deles ssobre a estabilização do humor nesses transtornos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Os antipsicóticos atípicos foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento da esquizofrenia, principalmente por sua ação sobre os sistemas de dopamina e serotonina envolvidos nos sintomas psicóticos. Entretanto, com o avanço da psiquiatria, observou-se que esses medicamentos também apresentam efeitos importantes na regulação do humor, tornando-se ferramentas terapêuticas relevantes em transtornos como transtorno bipolar e transtorno esquizoafetivo.

    Na esquizofrenia, esses medicamentos atuam principalmente reduzindo sintomas como delírios, alucinações e desorganização do pensamento, através do bloqueio ou modulação dos receptores dopaminérgicos (especialmente D2) e serotoninérgicos (5-HT2A). Porém, essa modulação também interfere em circuitos cerebrais relacionados à motivação, impulsividade, ansiedade e estabilidade emocional.

    No transtorno bipolar, os antipsicóticos atípicos podem atuar como estabilizadores do humor porque ajudam a reduzir a hiperatividade de determinados circuitos envolvidos nos episódios de mania, caracterizados por aumento de energia, redução da necessidade de sono, impulsividade, irritabilidade e aceleração do pensamento. Alguns também possuem eficácia comprovada na prevenção de recaídas e no tratamento de episódios depressivos bipolares, dependendo da medicação utilizada.

    No transtorno esquizoafetivo, que combina sintomas psicóticos e alterações importantes do humor, esses medicamentos são úteis por atuarem nos dois componentes da doença: reduzem sintomas psicóticos e auxiliam no controle de episódios de mania ou depressão associados. Muitas vezes são combinados com estabilizadores do humor ou antidepressivos, conforme o perfil do paciente.

    A ação sobre o humor não ocorre apenas pela redução da dopamina, mas pelo equilíbrio entre diferentes sistemas neurotransmissores, incluindo dopamina, serotonina, glutamato e circuitos relacionados ao estresse e à regulação emocional. Dessa forma, eles podem diminuir a intensidade das oscilações emocionais e melhorar a estabilidade do funcionamento psíquico.

    A escolha do antipsicótico depende do diagnóstico, sintomas predominantes, histórico de resposta e efeitos adversos. A avaliação psiquiátrica é fundamental para diferenciar e tratar adequadamente transtorno bipolar, transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia, depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, irritabilidade, insônia e crises emocionais, garantindo um tratamento individualizado e seguro.


  • Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Uma pessoa que teve um episódio de depressão grave pode posteriormente ser avaliada para um diagnóstico do espectro bipolar, mas o diagnóstico de ciclotimia especificamente exige alguns cuidados.

    A ciclotimia é caracterizada por oscilações crônicas do humor, com períodos de sintomas semelhantes à hipomania e períodos de sintomas depressivos, porém sem que esses períodos preencham critérios completos para episódios de mania, hipomania ou depressão maior. Portanto, se uma pessoa realmente apresentou um episódio de depressão maior bem caracterizado, o diagnóstico de ciclotimia pode se tornar menos provável, e o psiquiatra geralmente investiga outras possibilidades, como transtorno bipolar tipo II ou outras condições do espectro do humor.

    Entretanto, na prática clínica, pode haver situações em que um diagnóstico inicial de “depressão grave” seja reavaliado. Isso ocorre porque alguns pacientes procuram atendimento durante a fase depressiva e, somente com uma investigação detalhada da história de vida, surgem informações sobre períodos prévios de aumento anormal de energia, redução da necessidade de sono, aceleração do pensamento, impulsividade, maior produtividade ou mudanças marcantes de comportamento, sugerindo uma característica bipolar.

    A avaliação psiquiátrica considera a evolução dos sintomas ao longo do tempo, duração dos episódios, funcionamento entre as fases, histórico familiar, resposta aos antidepressivos e presença de sintomas de hipomania ou mania.

    Assim, uma pessoa com histórico de depressão grave não deve ser automaticamente classificada como ciclotímica. O diagnóstico depende de uma análise longitudinal cuidadosa para diferenciar transtorno depressivo, ciclotimia, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos e outros transtornos do humor.

    O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar padrões de humor e tratar sintomas associados como depressão, ansiedade, irritabilidade, insônia, estresse, crises emocionais, falta de motivação e transtornos de humor, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o

    Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o tod dele tem ficado bastante dificil de lhe dar, e a psiquiatra receitou quetiapina 25 mg (meio comprimido), isso claro após tentativas de outros medicamentos que nao deram certo, esse quetiapina é bom?, pode ser usado mesmo em crianças nessas condições e faixa etária?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A quetiapina pode ser utilizada em algumas crianças com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno opositor desafiante (TOD) e TDAH, especialmente quando existem sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, explosões emocionais, agitação, impulsividade ou dificuldade importante de autorregulação. A decisão de utilizar esse medicamento depende da avaliação individual feita pelo psiquiatra infantil, considerando a gravidade dos sintomas e a resposta a tratamentos anteriores.

    Apesar de ser classificada como um antipsicótico atípico, a quetiapina não é usada apenas para esquizofrenia. Em determinados contextos, ela pode ser utilizada para auxiliar no controle de alterações comportamentais e emocionais associadas a diferentes condições psiquiátricas e do neurodesenvolvimento. O objetivo, nesses casos, é reduzir sofrimento e comportamentos que prejudicam a criança e a família, favorecendo maior adaptação e participação nas terapias.

    A dose mencionada (meio comprimido de 25 mg, equivalente a 12,5 mg à noite) é uma dose inicial baixa, frequentemente usada para observar como a criança tolera a medicação. O acompanhamento é importante para avaliar benefícios e possíveis efeitos adversos, como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso, alterações metabólicas, queda de pressão ou mudanças excessivas no nível de energia.

    Como seu filho já tentou outros medicamentos, como risperidona e aripiprazol, faz sentido que a psiquiatra avalie outra alternativa quando a resposta anterior não foi satisfatória. A resposta à quetiapina varia de criança para criança, e geralmente é necessário um período de observação para analisar se houve melhora dos comportamentos-alvo.

    Também é importante lembrar que, no TEA associado a TOD e TDAH, a medicação costuma ser apenas uma parte do tratamento. Intervenções comportamentais, terapias, estratégias familiares e suporte escolar continuam sendo fundamentais.

    O acompanhamento com psiquiatra infantil permite manejar de forma integrada autismo, TDAH, TOD, ansiedade, irritabilidade, crises comportamentais, alterações do humor e dificuldades de regulação emocional, buscando melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida da criança e da família.


  • Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca,

    Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca, e, apesar da atividade mental normal, parece que estou falando mais devagar. Será que isso passa? Tem como minimizar? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A boca seca é um efeito colateral relativamente comum durante o início do uso da bupropiona 150 mg e ocorre devido à ação do medicamento nos sistemas de noradrenalina e dopamina, que podem reduzir a produção de saliva em algumas pessoas. Como você está com apenas 7 dias de tratamento, é possível que esse sintoma diminua conforme o organismo se adapta, geralmente ao longo das primeiras semanas.

    A sensação de estar falando mais devagar, apesar de sentir a atividade mental preservada, não é um efeito clássico da bupropiona, mas pode ocorrer de forma indireta em algumas pessoas durante a fase inicial, por exemplo, devido a alterações no sono, ansiedade, cansaço, adaptação ao medicamento ou sensação de estranheza corporal. É importante observar se isso está evoluindo ou se aparece junto com outros sinais, como confusão, fraqueza em um lado do corpo, alteração importante da fala ou dificuldade para realizar atividades habituais — nesses casos, é necessária uma avaliação médica.

    Para ajudar na boca seca, algumas medidas podem aliviar:

    manter hidratação adequada ao longo do dia;
    mascar chiclete sem açúcar ou utilizar balas sem açúcar para estimular a salivação;
    evitar excesso de cafeína e álcool, que podem piorar o ressecamento;
    manter boa higiene oral, pois a redução da saliva aumenta o risco de problemas dentários.

    Não interrompa ou ajuste a dose por conta própria. Vale comentar esses sintomas com o médico que prescreveu, especialmente se a lentificação da fala persistir ou estiver causando preocupação.

    O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o tratamento de forma individualizada para depressão, transtorno de ansiedade, estresse, irritabilidade, insônia, falta de motivação, transtornos de humor e outros sintomas emocionais, buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.


  • Boa noite ! Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como s

    Boa noite !
    Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como sono, apetite, funcionalidade etc, e outros terem “piorado”, como sintomas dissociativos?
    Ou é apenas a percepção q se volta mais para esses sintomas residuais após a melhora de outros, portanto se tornam mais evidentes ou dao a sensação de terem se intensificado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, as duas possibilidades podem ocorrer. Após uma crise de pânico, é relativamente comum que alguns sintomas melhorem antes de outros. Aspectos como sono, apetite, energia e funcionalidade diária podem apresentar recuperação mais rápida, enquanto sintomas como despersonalização, desrealização, sensação de automatismo, estranhamento corporal e ansiedade antecipatória podem permanecer por mais tempo.

    Os sintomas dissociativos estão frequentemente relacionados a níveis elevados de ansiedade e hiperativação do sistema de estresse. Quando o organismo começa a sair de um estado de crise mais intensa, pode acontecer de a pessoa perceber com mais nitidez aquilo que ainda permanece. Ou seja, não necessariamente o sintoma piorou de fato; ele pode ter ficado mais evidente porque outros sintomas que antes chamavam mais atenção diminuíram.

    Além disso, a própria atenção direcionada aos sintomas pode influenciar a percepção deles. No transtorno do pânico, é comum ocorrer uma vigilância aumentada sobre sensações internas (“monitoramento corporal”), e quanto mais a pessoa observa e interpreta aquela sensação como ameaçadora, maior pode ser o desconforto associado.

    Por outro lado, também é possível que os sintomas dissociativos apresentem oscilações reais, especialmente após períodos de estresse intenso, mudanças de rotina ou eventos emocionais importantes. A melhora costuma ocorrer de forma gradual, e nem sempre todos os sintomas desaparecem ao mesmo tempo.

    A avaliação psiquiátrica é importante para acompanhar a evolução e diferenciar sintomas residuais do transtorno do pânico de outras condições associadas. O tratamento pode envolver psicoterapia e, quando indicado, medicação para auxiliar no controle de transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico, sintomas dissociativos, depressão, insônia, irritabilidade, estresse e transtornos de humor, buscando recuperar a estabilidade emocional e a qualidade de vida.


  • Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar. Posso parar sem problemas?

    Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar.
    Posso parar sem problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Se você tomou fluoxetina 20 mg por apenas 3 dias, em geral não costuma haver problema em interromper, pois nesse período o organismo ainda não teve tempo suficiente para desenvolver uma dependência fisiológica ou uma síndrome de descontinuação significativa. A fluoxetina, inclusive, possui uma eliminação lenta do organismo, o que tende a reduzir ainda mais esse risco.

    Apesar disso, é importante informar o médico que prescreveu antes de suspender definitivamente, principalmente para avaliar o motivo pelo qual ela foi indicada e se existem outras estratégias mais adequadas para o seu caso.

    Também vale lembrar que nos primeiros dias podem ocorrer efeitos de adaptação, como náusea, alteração do sono, inquietação, aumento da ansiedade ou desconfortos físicos, que em algumas pessoas melhoram com a continuidade do tratamento. O efeito terapêutico da fluoxetina para sintomas como depressão, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico e alterações do humor geralmente aparece após algumas semanas, e não nos primeiros dias.

    Caso você opte por não continuar, mantenha acompanhamento com o profissional responsável para avaliar a evolução dos sintomas e outras possibilidades de tratamento, incluindo psicoterapia e mudanças de hábitos quando indicadas.

    É importante buscar ajuda mais rapidamente se houver piora importante do humor, pensamentos de morte, sensação de perda de controle ou sofrimento intenso. O acompanhamento psiquiátrico ajuda a tratar ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e transtorno depressivo de forma individualizada e segura.


  • Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo o

    Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo onde foi receitado quetiapina 25mg (meio comprimido), a noite, pois meu filho infelizmente já tomou vários outros e nenhum ajudou, como risperidona e aripiprazol, esse remedio quetiapina é bom?, ajuda na ansiedade, agressividade, tod?
    Obs: ele toma tb canabidiol e atensina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A quetiapina pode ser utilizada em alguns casos em crianças com transtorno do espectro autista (TEA), principalmente quando existem sintomas associados como irritabilidade intensa, agressividade, agitação, alterações importantes do sono ou dificuldades de regulação emocional. Porém, ela não é considerada uma medicação específica para o autismo ou para o TDAH/TOD, e a resposta varia bastante de uma criança para outra.

    No caso do seu filho, a dose descrita (12,5 mg à noite, metade de um comprimido de 25 mg) é uma dose inicial baixa, frequentemente utilizada para avaliar tolerabilidade. A quetiapina pode ajudar alguns pacientes a ficarem menos reativos, mais tranquilos e com melhor qualidade de sono, o que indiretamente pode reduzir crises de irritabilidade e comportamentos agressivos. Entretanto, nem todas as crianças respondem, e o efeito precisa ser avaliado ao longo das semanas.

    É importante acompanhar possíveis efeitos colaterais, como:

    sonolência excessiva ou dificuldade para despertar;
    aumento do apetite e ganho de peso;
    alterações de glicose e colesterol (em tratamentos mais prolongados);
    tontura ou queda de pressão;
    alterações comportamentais (em alguns casos, pode ocorrer piora da agitação).

    Como ele também usa canabidiol e Atensina (clonidina), é importante que a psiquiatra tenha conhecimento de toda a combinação. A associação pode aumentar efeitos como sedação, sonolência e queda de pressão, por isso o acompanhamento e a observação da resposta são fundamentais.

    O fato de ele já ter usado risperidona e aripiprazol sem benefício não significa que a quetiapina não possa funcionar, pois cada medicamento atua de maneira diferente e algumas crianças respondem melhor a determinadas opções. Além da medicação, intervenções comportamentais e terapias específicas continuam sendo pilares importantes no TEA, TDAH e TOD.

    Seria útil saber: qual foi o principal motivo para a troca para quetiapina (agressividade, crises de raiva, ansiedade, sono ou outro sintoma)? E quais doses de risperidona e aripiprazol ele usou anteriormente e por quanto tempo?


  • Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro h

    Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro hoje e não consegui atingir o orgasmo. Há chance de ser um efeito apenas na adaptação às medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, há possibilidade de ser um efeito da fase de adaptação às medicações, principalmente porque você iniciou a combinação há apenas 3 dias. Alterações na função sexual podem acontecer no início do tratamento com antidepressivos, embora a intensidade varie muito entre as pessoas.

    A duloxetina, por atuar principalmente nos sistemas de serotonina e noradrenalina, pode causar em algumas pessoas efeitos como redução da libido, dificuldade para atingir o orgasmo ou atraso do orgasmo. A trazodona também pode influenciar a função sexual, embora em geral tenha um perfil diferente de outros antidepressivos. A bupropiona, por outro lado, costuma ter menor chance de causar disfunção sexual e, em alguns pacientes, pode até ajudar a reduzir esse tipo de efeito associado a outros antidepressivos.

    Como o tratamento começou há poucos dias, ainda é cedo para concluir que esse efeito será permanente. O organismo pode passar por um período de ajuste nas primeiras semanas. Além disso, fatores como ansiedade, preocupação com o desempenho sexual, estresse, depressão e a própria adaptação emocional ao tratamento também podem interferir bastante no orgasmo.

    O ideal é observar a evolução ao longo das próximas semanas e não interromper as medicações por conta própria. Caso a dificuldade persista, fique intensa ou cause sofrimento, converse com o psiquiatra, pois existem estratégias como ajustes de dose, mudança de horários ou revisão da combinação.

    Para entender melhor: qual foi o motivo da associação de duloxetina + bupropiona + trazodona (depressão, ansiedade, dor crônica, insônia ou outro quadro)? E qual a dose de cada uma?


  • Olá. Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias. Os pensamentos acelerados parece que diminuíram,

    Olá.
    Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias.
    Os pensamentos acelerados parece que diminuíram, porém, enfrento outro problema. O estranhamento dentro do próprio corpo. É como se houvesse algo estranho acontecendo comigo, mas sem estar ou enxergar o que. Como se eu estivesse no corpo errado. Essa sensação começou após este período da Sertralina. Tenho consulta de retorno com a psiquiatra. Gostaria de saber se isso pode acontecer e há melhora ou é um sinal de necessidade de aumento de dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sensação que você descreve — como se estivesse “estranho dentro do próprio corpo”, “como se estivesse no corpo errado” ou como se algo estivesse diferente sem conseguir identificar exatamente o quê — pode ocorrer em alguns contextos psiquiátricos e também durante fases de adaptação a medicamentos. Uma possibilidade é uma experiência chamada despersonalização ou desrealização, que pode estar associada a ansiedade intensa, crises de ansiedade, estresse, pânico e, em algumas pessoas, aparecer ou se intensificar durante o início do uso de antidepressivos.

    A sertralina 50 mg, após 29 dias, já pode estar começando a produzir efeitos, mas o tratamento ainda pode estar em fase de ajuste. Algumas pessoas apresentam melhora inicial de determinados sintomas (como pensamentos acelerados e ansiedade) enquanto outros sintomas demoram mais para responder. O fato de os pensamentos acelerados terem diminuído pode indicar uma resposta parcial positiva, mas essa nova sensação precisa ser avaliada pelo psiquiatra.

    Isso não significa automaticamente que seja necessário aumentar a dose. O ajuste depende de vários fatores: intensidade do sintoma, presença de ansiedade residual, evolução ao longo das semanas, efeitos colaterais e diagnóstico de base. Em algumas situações, a sensação melhora conforme o organismo se adapta; em outras, pode indicar necessidade de rever a estratégia terapêutica.

    Na consulta de retorno, é importante relatar exatamente:

    quando essa sensação começou;
    se ocorre o dia todo ou em momentos específicos;
    se vem acompanhada de medo, ansiedade, taquicardia ou crises de pânico;
    se você sente que sabe que “é uma sensação estranha”, mas mantém consciência de que a realidade está normal (algo comum na despersonalização).

    Não interrompa a sertralina por conta própria, pois mudanças abruptas podem piorar sintomas emocionais.

    Procure avaliação antes do retorno se essa sensação vier acompanhada de confusão intensa, perda de contato com a realidade, pensamentos de se machucar ou piora importante do funcionamento diário.

    Você iniciou a sertralina principalmente para ansiedade, depressão, crises de pânico ou pensamentos acelerados relacionados a outro quadro? E essa sensação de estranhamento aparece mais quando você está ansioso ou também em momentos tranquilos?


  • Tenho insuficiência mitral discreta. Posso tomar antidepressivo?

    Tenho insuficiência mitral discreta.
    Posso tomar antidepressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Em geral, sim, pessoas com insuficiência mitral discreta podem usar antidepressivos, mas a escolha da medicação deve ser individualizada pelo médico, considerando o tipo de antidepressivo, seus outros medicamentos, sintomas cardíacos e fatores de risco.

    A insuficiência mitral discreta geralmente representa uma alteração leve na válvula mitral e, quando não há repercussão importante no coração, muitas pessoas seguem a vida normalmente com acompanhamento cardiológico. Porém, alguns antidepressivos podem exigir mais atenção em pacientes com determinadas condições cardíacas, principalmente aqueles que podem influenciar ritmo cardíaco, pressão arterial ou frequência cardíaca.

    Na prática, o psiquiatra costuma avaliar opções com bom perfil cardiovascular, como alguns inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), por exemplo a sertralina ou escitalopram, quando indicados. Já outras classes podem exigir maior cautela dependendo do caso, especialmente em doses elevadas ou quando existem alterações no eletrocardiograma.

    É importante informar ao psiquiatra:

    o diagnóstico de insuficiência mitral;
    o resultado do último ecocardiograma;
    se há sintomas como falta de ar, palpitações, dor no peito, desmaios ou arritmias;
    todos os medicamentos em uso.

    Não deixe de tratar ansiedade, depressão, crises de ansiedade ou outros transtornos do humor por medo da insuficiência mitral, pois o tratamento adequado da saúde mental também pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o estresse sobre o organismo.

    Se você puder informar qual antidepressivo foi prescrito (nome e dose) e se sua insuficiência mitral é apenas no ecocardiograma ou causa algum sintoma, consigo comentar de forma mais direcionada.


  • Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro consta

    Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro constante sem apetite pode ser que o remédio não esteja fazendo efeito teria que diminuir aumentar ou trocar por outro ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sertralina pode levar algumas semanas para apresentar o efeito completo, mas 40 dias usando 200 mg já é um período em que normalmente se espera alguma resposta clínica. Se você continua com crises de choro frequentes, falta de apetite e sofrimento importante, é fundamental conversar novamente com o psiquiatra para reavaliar o tratamento.

    Isso não significa necessariamente que a sertralina “não funciona” ou que a solução seja simplesmente aumentar a dose. A dose de 200 mg/dia já está dentro da faixa terapêutica máxima usual, então o médico pode considerar outras estratégias, como:

    manter por mais tempo caso ainda exista possibilidade de melhora tardia;
    ajustar a medicação;
    associar outro medicamento;
    trocar o antidepressivo;
    investigar se existe outro componente associado, como transtorno de ansiedade, transtorno bipolar, estresse intenso ou outra condição emocional.

    Também é importante avaliar se houve alguma melhora parcial (por exemplo, menos ansiedade, menos pensamentos negativos ou melhora do sono), mesmo que a tristeza ainda esteja presente. Às vezes a resposta acontece por partes.

    Não reduza ou suspenda a sertralina por conta própria, pois mudanças abruptas podem piorar sintomas.

    Como você relata choro constante e falta de apetite, gostaria de perguntar: você está tendo pensamentos de que não vale a pena viver, vontade de desaparecer ou pensamentos de se machucar? E a sertralina foi prescrita principalmente para depressão, ansiedade, crises de pânico ou outro motivo?


  • Vou dormir e acordo com uma musica na cabeça, o que fazer? É normal?

    Vou dormir e acordo com uma musica na cabeça, o que fazer? É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Acordar com uma música “tocando na cabeça” é algo que pode acontecer e, na maioria das vezes, não significa um problema grave. Esse fenômeno é conhecido como imagem musical involuntária (ou “música na cabeça”) e é relativamente comum. O cérebro pode continuar processando sons e memórias musicais durante o sono, fazendo com que uma melodia apareça ao despertar.

    Isso pode acontecer com mais frequência em períodos de:

    estresse, ansiedade ou sobrecarga mental;
    privação ou alteração do sono;
    exposição frequente à mesma música;
    maior atenção ou preocupação com a própria sensação.

    Em algumas pessoas com ansiedade, por exemplo, o cérebro pode ficar mais “ligado” e repetir pensamentos, músicas ou lembranças de forma automática.

    Geralmente não é preocupante quando:

    você sabe que é uma música dentro da sua mente;
    consegue interromper ou desviar a atenção;
    não há outros sintomas associados.

    Vale conversar com um médico se isso vier acompanhado de outros sinais, como ouvir vozes como se fossem externas (como se alguém estivesse cantando no ambiente), confusão, alterações importantes de comportamento, redução importante da necessidade de sono, aceleração intensa dos pensamentos ou prejuízo no dia a dia.

    Algumas estratégias que podem ajudar:

    evitar ficar tentando “expulsar” a música, pois isso pode aumentar a atenção sobre ela;
    ao acordar, mudar o foco para outra atividade (levantar, conversar, ler ou ouvir uma música diferente);
    manter rotina regular de sono;
    reduzir estresse e excesso de estímulos antes de dormir.

    Você está passando por isso há quanto tempo? Essa música aparece apenas ao acordar ou também durante o dia? E você usa algum medicamento, como antidepressivos (sertralina, escitalopram, venlafaxina), ansiolíticos ou remédios para dormir?


  • O psiquiatra está alterando minha medicação de escitalopram para fluvoxamina, porém, por enquanto, p

    O psiquiatra está alterando minha medicação de escitalopram para fluvoxamina, porém, por enquanto, para que a suspensão seja gradual, ele prescreveu 15 mg de escitalopram pela manhã e 50 mg de fluvoxamina à noite. E também receitou alprazolam e lamotrigina. Estou com medo de síndrome serotoninérgica, será que o risco é grande nessa combinação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sua preocupação é compreensível, pois escitalopram e fluvoxamina são ambos antidepressivos da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e, durante uma troca entre medicamentos, pode haver um período de uso combinado. Porém, quando essa associação é feita com planejamento e acompanhamento psiquiátrico, como no seu caso, o risco de síndrome serotoninérgica geralmente é baixo, especialmente com doses iniciais e por tempo limitado.

    A síndrome serotoninérgica ocorre quando há excesso de atividade serotoninérgica, sendo mais comum em combinações de vários medicamentos serotoninérgicos em doses elevadas ou em associações de maior risco. Os sinais de alerta incluem:

    agitação intensa ou confusão;
    tremores importantes;
    sudorese excessiva;
    febre;
    diarreia intensa;
    rigidez muscular;
    batimentos cardíacos muito acelerados.

    No seu esquema, a lamotrigina não é um medicamento tipicamente associado à síndrome serotoninérgica, e o alprazolam atua em outro sistema (GABA), podendo inclusive ajudar no controle de ansiedade durante a fase de transição, quando prescrito pelo médico.

    A estratégia de manter uma dose reduzida de escitalopram enquanto introduz a fluvoxamina é uma forma que alguns psiquiatras utilizam para evitar sintomas de retirada e permitir adaptação gradual. Ainda assim, é importante seguir exatamente a orientação do seu médico e não prolongar ou modificar a combinação sem avaliação.

    Entre em contato com seu psiquiatra se surgirem sintomas novos e intensos, principalmente os sinais de alerta citados acima. Se apresentar febre, rigidez muscular importante, confusão intensa ou piora rápida, procure atendimento.

    Uma informação importante para avaliar melhor o contexto: qual era a dose de escitalopram que você usava antes da troca (10 mg, 15 mg, 20 mg?) e qual o diagnóstico principal do tratamento (ansiedade, depressão, TOC, pânico, transtorno bipolar ou outro)?


  • Tomei quetiapina por dez.dias mais parei pq nao estava me fazendo bem tem algum problema?

    Tomei quetiapina por dez.dias mais parei pq nao estava me fazendo bem tem algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Se você tomou quetiapina por apenas 10 dias e interrompeu porque não estava se sentindo bem, em geral o risco de uma síndrome de retirada importante é menor do que em pessoas que usam o medicamento por meses ou em doses mais altas. Porém, a possibilidade de sintomas após a suspensão depende da dose utilizada, motivo do tratamento, sensibilidade individual e quadro psiquiátrico de base.

    Algumas pessoas podem perceber após a interrupção sintomas como insônia, ansiedade, agitação, irritabilidade, alteração do humor ou retorno dos sintomas que levaram ao uso da medicação. Por isso, é importante avisar o médico que prescreveu, principalmente se a quetiapina foi indicada para condições como transtorno bipolar, depressão, ansiedade intensa, sintomas psicóticos ou alterações importantes do sono.

    Também é importante conversar sobre o motivo pelo qual ela “não estava fazendo bem”. A quetiapina pode causar efeitos como sonolência excessiva, tontura, sensação de lentidão, aumento do apetite, boca seca ou mal-estar, e o médico pode avaliar se era um efeito de adaptação ou se outra estratégia seria mais adequada.

    Se após parar você apresentar piora importante da ansiedade, alterações intensas do humor, falta de sono por vários dias, pensamentos de autoagressão ou sintomas que preocupem, procure avaliação médica.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para ajustar o tratamento de ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crises de ansiedade, ataques de pânico e transtornos de humor, buscando uma abordagem eficaz e bem tolerada para cada pessoa.


  • É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio a

    É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio aconteceu só uma vez)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Um episódio isolado de desmaio (síncope) durante o período de adaptação à bupropiona não é considerado um efeito esperado ou comum, mas pode acontecer em algumas situações e merece ser investigado, principalmente porque o desmaio pode ter várias causas além da medicação.

    A bupropiona pode, em algumas pessoas, causar efeitos como:

    Tontura;
    Tremores;
    Ansiedade ou agitação inicial;
    Alterações da pressão arterial (principalmente aumento da pressão);
    Palpitações;
    Náuseas ou redução do apetite.

    Esses efeitos podem contribuir indiretamente para mal-estar, mas um desmaio verdadeiro deve levar o médico a avaliar outras possibilidades, como:

    Queda de pressão ou desidratação;
    Hipoglicemia (ficar muitas horas sem comer);
    Alterações cardíacas (como arritmias);
    Ansiedade intensa com hiperventilação;
    Anemia ou outras alterações clínicas.

    Como você está usando há 27 dias e aconteceu apenas uma vez, isso não significa necessariamente que a bupropiona seja a causa. Porém, é importante observar como foi o episódio: se houve perda completa de consciência, quanto tempo durou, se teve palpitação, dor no peito, falta de ar, convulsão, queda com trauma ou confusão após acordar.

    Procure avaliação médica com mais urgência se:

    O desmaio se repetir;
    Ocorrer durante esforço físico;
    Vier acompanhado de dor no peito, falta de ar ou palpitações intensas;
    Houver movimentos involuntários semelhantes a convulsão;
    Houver histórico de problemas cardíacos.

    Não suspenda a bupropiona por conta própria, pois a decisão depende da avaliação do risco-benefício e da causa do desmaio.

    Para entender melhor: qual dose de bupropiona você está usando (150 mg ou 300 mg)? E no dia do desmaio você estava em jejum, havia dormido pouco, estava muito ansioso(a) ou levantou rapidamente após ficar sentado/deitado?


  • Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnostica

    Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnosticada com Bipolaridade. Será que eu como filha preciso observar a quantidade Litium no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    A decisão de iniciar o uso de Carbonato de Lítio é estritamente médica e depende de um diagnóstico clínico minucioso, não sendo indicada apenas pelo histórico familiar. O Lítio é um medicamento de primeira linha indicado principalmente para o tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar (tanto para tratar episódios de mania/hipomania quanto para prevenir recaídas e estabilizar o humor) e, em alguns casos, como potencializador no tratamento da depressão refratária.
    Você precisa investigar ou tomar Lítio por causa do histórico da sua mãe? Não de forma automática. Ter um familiar de primeiro grau (como mãe ou pai) com Transtorno Bipolar aumenta a predisposição genética para desenvolver transtornos do humor, mas a genética não é um destino absoluto, e ela não determina qual medicação você precisaria tomar caso venha a ter algum sintoma, isso depende do contexto da avaliação multiprofissional baseadas nos seus sintomas, sinais e evidências médicas.


  • tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de

    tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de longa data, n modificada) + quetiapina 25mg (adc há 13 dias) + alprazolam 0,25mg duas vezes ao dia (em programação de desmame qnd estabilidade e período sem sintomas ansiosos) . Permaneço com sintomas q incomodam princ. desrealização / despersonalização, sensação de estar indo no piloto automático, ansiedade antecipatória, medo de “perder o controle” ou n dar conta etc. Apesar da melhora em mts fatores: apetite, sono, ausência de novas “crises” de fato ou angústia, to vindo trabalhar apesar do desconforto…
    Minha psiq orientou esperar um pouco mais antes de pensar em ajustar a quetiapina. Vou ter q esperar mais ou menos 4 semanas novamente pra avaliar resposta? Até agr a quet me ajudou no sono q está continuo e na redução da ansiedade diurna. Mas durante o dia ainda tenho essas oscilações e sintomas q citei.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Pelo relato, parece que você apresenta uma resposta parcial ao tratamento, o que é algo frequentemente observado durante a recuperação de uma nova crise de ansiedade após um período longo de estabilidade. O fato de você já ter recuperado aspectos importantes como sono contínuo, apetite, capacidade de trabalhar, socialização, ausência de novas crises intensas e redução da angústia são sinais favoráveis de evolução.

    Os sintomas que permaneceram — como desrealização, despersonalização, sensação de estar no “piloto automático”, ansiedade antecipatória e medo de perder o controle — costumam ser sintomas mais resistentes e podem demorar mais para desaparecer do que a crise aguda de ansiedade. Eles estão frequentemente relacionados a um estado de hiperalerta do sistema nervoso, que pode persistir mesmo quando a pessoa já voltou a funcionar melhor.

    Com apenas 13 dias de quetiapina 25 mg, ainda é cedo para uma avaliação definitiva da resposta. Embora os efeitos sobre o sono e a redução da ansiedade possam aparecer mais rapidamente, a melhora mais consistente dos sintomas ansiosos residuais pode exigir algumas semanas. Em muitos casos, faz sentido aguardar aproximadamente 4 a 6 semanas, conforme sua psiquiatra orientou, antes de decidir se é necessário ajustar a dose ou modificar a estratégia.

    Também é positivo que você esteja conseguindo manter suas atividades apesar do desconforto. Frequentemente, a recuperação acontece quando o cérebro reaprende que é possível enfrentar situações sem que os sintomas representem perigo, reduzindo gradualmente o ciclo de medo e vigilância sobre as sensações internas.

    Mantenha o acompanhamento com sua psiquiatra e não faça ajustes por conta própria, especialmente em relação ao alprazolam, cujo desmame deve ser planejado após estabilidade para evitar piora de sintomas.

    A evolução de quadros de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, estresse, irritabilidade, transtornos de humor e transtorno depressivo pode ocorrer em etapas. O desaparecimento completo dos sintomas residuais muitas vezes vem depois da recuperação do funcionamento, e a melhora que você já percebe é um dado clínico importante.


  • O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?

    O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    Sim, a combinação de Aripiprazol com Lítio é bastante utilizada e reconhecida como eficaz na prática psiquiátrica. Embora o Aripiprazol seja um antipsicótico atípico de segunda geração (e não um estabilizador de humor clássico como o Lítio ou o Valproato), ele atua com propriedades estabilizadoras do humor.
    O Lítio atua regulando vias neuroquímicas profundas e é o padrão-ouro para proteção a longo prazo (especialmente contra episódios de mania e prevenindo risco de suicídio).
    O Aripiprazol age como um modulador dopaminérgico (agonista parcial de dopamina). Quando somado ao Lítio, ele ajuda no controle mais rápido de sintomas agudos de mania, agitação, impulsividade e distúrbios do pensamento.


  • Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?

    Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A taquicardia (coração acelerado) não é um efeito colateral dos mais comuns da combinação lamotrigina + lítio, mas pode ocorrer e merece ser investigada, principalmente se começou após iniciar os medicamentos ou após aumento de dose.

    O lítio exige um acompanhamento mais cuidadoso, pois alterações nos níveis da medicação podem causar sintomas como tremores, náuseas, diarreia, fraqueza, confusão, palpitações ou alterações do ritmo cardíaco. Por isso, é importante manter o controle periódico da dosagem sérica do lítio, além de exames como função renal, tireoide e eletrólitos.

    A lamotrigina geralmente apresenta boa tolerabilidade, mas em algumas pessoas podem ocorrer sintomas como palpitações ou desconfortos cardiovasculares. Também é importante considerar outras causas de taquicardia, como ansiedade, crises de ansiedade, cafeína, desidratação, anemia, alterações da tireoide ou outros medicamentos associados.

    Converse com seu psiquiatra para avaliar:

    quando a taquicardia começou em relação às medicações;
    doses atuais de lítio e lamotrigina;
    necessidade de medir o nível sanguíneo do lítio;
    se é indicado realizar um eletrocardiograma ou outros exames.

    Não suspenda o lítio ou a lamotrigina de forma abrupta sem orientação médica, pois isso pode desestabilizar o tratamento, especialmente em quadros como transtorno bipolar e transtornos de humor.

    Se a taquicardia vier com dor no peito, falta de ar, desmaio, tontura intensa ou batimentos irregulares, procure avaliação médica rapidamente.


Perguntas frequentes

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