Perguntas do paciente (91)
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Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?
Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta, e envolve várias camadas de interação a considerar. Vou organizar por pontos:
**Fluvoxamina + Vortioxetina**
Ambos são antidepressivos serotoninérgicos, então a associação exige cautela pelo risco teórico de síndrome serotoninérgica, especialmente em doses mais altas ou introdução rápida. Além disso, a fluvoxamina é um potente inibidor da CYP1A2 e também inibe CYP2C19 e CYP3A4 — a vortioxetina é metabolizada principalmente pela CYP2D6, mas também sofre alguma influência de outras vias, então pode haver aumento dos níveis séricos de vortioxetina, exigindo ajuste de dose (geralmente reduzindo a dose de vortioxetina pela metade quando associada a inibidores potentes do CYP2D6 ou de vias relevantes).
**Fluvoxamina + Lamotrigina**
Aqui a interação é mais direta e clinicamente relevante: a fluvoxamina pode aumentar os níveis séricos de lamotrigina (há relatos de inibição parcial da glucuronidação, via UGT), o que pode elevar o risco de efeitos adversos da lamotrigina (incluindo risco de rash e, em teoria, toxicidade). Isso normalmente pede monitorização mais próxima, não necessariamente contraindicação.
**Vortioxetina + Lamotrigina**
Interação farmacocinética menos significativa descrita na literatura, mas ainda assim vale monitorar clinicamente.
**Epilepsia como pano de fundo**
Do ponto de vista do limiar convulsivo, antidepressivos serotoninérgicos em geral têm baixo risco de reduzir o limiar convulsivo (bem menor que, por exemplo, bupropiona ou tricíclicos), então isoladamente não costumam ser contraindicados em epilepsia bem controlada. Mas a combinação com lamotrigina (anticonvulsivante) exige acompanhamento de:
- Níveis séricos de lamotrigina, se disponíveis
- Sinais de toxicidade (tontura, ataxia, diplopia, sedação)
- Rash cutâneo (reação já conhecida da lamotrigina, mas que pode ter o risco potencializado com aumento dos níveis séricos)
- Controle de crises (se houver desestabilização)
**Resumo prático**
A associação não é formalmente contraindicada, mas não é uma combinação "neutra" — exige início gradual, doses conservadoras, e monitorização clínica (e se possível laboratorial) mais próxima, principalmente pela interação fluvoxamina-lamotrigina. Se o paciente já está estável com lamotrigina, a introdução de fluvoxamina merece atenção redobrada nos primeiros dias/semanas quanto a efeitos de toxicidade da lamotrigina.
Isso não substitui a avaliação individualizada do caso, considerando doses, função hepática/renal e histórico completo do paciente.
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Psiquiatra trocou fluoxetina genérica por Daforin. Há diferença?
Psiquiatra trocou fluoxetina genérica por Daforin. Há diferença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não deveria haver diferença relevante no efeito terapêutico — são a mesma molécula (fluoxetina), só muda o nome comercial.
**Sobre Daforin**
É um nome comercial de fluoxetina (mesmo princípio ativo do genérico que você usava).
**Possíveis diferenças práticas**
- Excipientes (substâncias inativas da formulação) podem variar entre marcas/genéricos, o que raramente, mas ocasionalmente, gera diferença de tolerância em pessoas mais sensíveis
- Alguns pacientes relatam percepção subjetiva de diferença ao trocar de marca, mesmo sendo o mesmo princípio ativo — sem uma explicação farmacológica clara na maioria dos casos
**Por que a troca pode ter sido feita**
Pode ser preferência da psiquiatra, disponibilidade/custo, ou até questão de qualidade percebida de determinada marca — vale perguntar a ela o motivo específico, se tiver curiosidade.
**O que observar**
Nas primeiras semanas após a troca, fique atenta a qualquer mudança perceptível (efeito, efeitos colaterais) e relate no próximo contato, embora não seja esperado que a troca por si só cause alteração significativa.
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Daforin pode funcionar melhor do que o medicamento genérico?
Daforin pode funcionar melhor do que o medicamento genérico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há razão farmacológica para esperar que funcione "melhor" — o princípio ativo é o mesmo (fluoxetina), na mesma dose.
**Por que a percepção de "melhora" pode acontecer mesmo assim**
- Efeito placebo/expectativa ao trocar de medicação, especialmente se a troca veio com orientação médica de que seria "melhor"
- Coincidência de tempo: se a troca ocorreu numa fase em que o efeito terapêutico já estava se consolidando (efeito cumulativo do uso contínuo), a melhora pode ser atribuída à marca, mas na verdade seria do tempo de tratamento
- Variação de excipientes que, em casos raros, muda levemente a absorção — mas isso costuma alterar tolerabilidade, não eficácia
**Resumo**
Não existe evidência de que uma marca de referência funcione melhor que o genérico em termos de eficácia — a legislação exige bioequivalência para aprovação. Se você perceber diferença real, vale relatar à psiquiatra, mas do ponto de vista farmacológico, ambos deveriam ter efeito equivalente.
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durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado
durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado (funcionalidade, vindo trabalhar, socializando, sono, despertar sem angústia, ausência de novas crises, apetite….) mas ainda permanecerem alguns do tipo despersonalização / sensação de estar agindo no “piloto automático” mesmo sem crises de fato ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é bem comum — esse padrão de recuperação "em camadas" é bastante descrito clinicamente.
**Por que isso acontece**
Sintomas mais "agudos" (crises, insônia, falta de apetite) costumam responder primeiro ao tratamento, enquanto sintomas dissociativos como despersonalização e a sensação de "piloto automático" tendem a ser mais residuais e persistir por mais tempo, mesmo com melhora geral do quadro.
**Possíveis explicações**
- Esses sintomas podem ter se instalado como uma espécie de "proteção" do sistema nervoso durante o pico de ansiedade, e demoram mais para se desfazer
- Com a redução do "ruído" de outros sintomas, a atenção se volta mais para o que ainda incomoda, dando a impressão de que esses sintomas residuais estão mais evidentes (mesmo que não tenham piorado objetivamente)
**O que costuma ajudar**
- Tempo e continuidade do tratamento (medicamentoso e/ou terapêutico)
- Psicoterapia focada especificamente nesses sintomas dissociativos, se persistirem por muito tempo
- Técnicas de ancoragem/grounding no dia a dia
Se esses sintomas persistirem por muitas semanas mesmo com o restante do quadro estável, vale relatar detalhadamente ao psiquiatra para considerar ajustes direcionados a eles especificamente.
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Consigo receita para ritalina online? Poderiam retirar essa duvida, antes de fazer a consulta?
Consigo receita para ritalina online? Poderiam retirar essa duvida, antes de fazer a consulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Infelizmente ainda não. A previsão é a partir de setembro de 2026. Geralmente os médicos enviam pelo correio (ou sedex) para o paciente, pois é necessária a receita física (receita amarela).
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Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan Causam dependência?
Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan
Causam dependência?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
**Doses**
- Rivotril (clonazepam) 0,25mg = 0,25mg (a apresentação de "0,25" já é a dose em mg, geralmente em comprimidos ou gotas — 1 gota costuma equivaler a 0,1mg nas gotas, mas o comprimido de 0,25mg já vem nessa dose exata)
- Alprazolam 1mg = 1mg
Não são diretamente comparáveis em miligramas, pois são benzodiazepínicos diferentes com potências distintas — clonazepam é mais potente por mg que o alprazolam (aproximadamente 0,25mg de clonazepam equivale a algo entre 0,5mg de alprazolam, dependendo da referência usada).
**Sobre dependência**
Sim, ambos podem causar dependência física e psicológica, especialmente com uso contínuo por período prolongado (geralmente a partir de algumas semanas de uso regular). Por isso costumam ser prescritos:
- Pelo menor tempo possível
- Com plano de desmame gradual quando indicado suspensão
- Com reavaliação periódica da necessidade de manutenção
Se você está em uso de algum deles, qualquer dúvida sobre ajuste ou tempo de uso deve ser discutida com quem prescreveu, sem alterar dose por conta própria.
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Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído
Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há interação farmacológica relevante descrita entre fluoxetina, clonazepam e vinagre de maçã diluído — geralmente é considerado seguro nesse contexto, desde que diluído (para não irritar mucosa gástrica/esôfago) e sem excessos.
Um cuidado à parte: se você tiver refluxo, gastrite ou usa outros medicamentos que afetem o estômago, vale moderar a quantidade. Fora isso, não há motivo para evitar por conta das medicações psiquiátricas em uso.
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Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente
Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente tomo 4mg de noite. Fui em uma nova psiquiatra pois o outro saiu do lugar que me atendia. Ela manteve a resperidona e receitou o quetiapina 25mg pois relatei que não estou dormindo muito bem. É seguro eu tomar estou um pouco receoso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa combinação é usada com frequência na prática clínica — não é incomum associar um antipsicótico em dose mais alta (sua risperidona 4mg, tratando o quadro psicótico) com uma dose baixa de quetiapina à noite, usada mais para ajudar no sono (efeito sedativo) do que como segundo antipsicótico "pleno".
Vale só ficar atenta a sonolência excessiva no início (efeito somado dos dois), e informar a psiquiatra sobre qualquer outro medicamento ou substância que você use. Se sentir sedação muito intensa, tontura ao levantar, ou qualquer sintoma que te preocupe, relate a ela antes do próximo retorno — mas de forma geral, é uma combinação com respaldo clínico razoável para esse objetivo.
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Dor de cabeça constante, enjoo confusão mental Tomo remédio passa mas volta a doer novamente
Dor de cabeça constante, enjoo confusão mental
Tomo remédio passa mas volta a doer novamente. O que fazer? Devo retornar ao médico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse conjunto de sintomas — dor de cabeça constante, enjoo e confusão mental — merece avaliação médica em breve, não deve ser apenas "tratado" repetidamente com analgésico sem investigar a causa.
Se a confusão mental for importante, ou vierem junto sintomas como febre, alteração de fala, fraqueza, visão turva, rigidez de nuca ou piora rápida, procure atendimento de urgência. Se for mais um mal-estar persistente sem esses sinais mais graves, ainda assim vale retornar ao médico (psiquiatra, se for efeito de medicação em uso, ou clínico geral/neurologista para investigar outras causas) o quanto antes, e não esperar o próximo retorno já agendado.
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estou no 9° dia de introdução da quetiapina (25mg) associada a venlafaxina (225mg) para controle de
estou no 9° dia de introdução da quetiapina (25mg) associada a venlafaxina (225mg) para controle de sintomas residuais e desconfortáveis após uma nova crise de pânico - estádio lotado, deflagrada por uma vasovagal. Já vinha em uso da venla há mais de 2 anos com a ansiedade mto bem controlada.
tem me ajudado a dormir rápido, a noite toda, e a acordar sem angústia / taquicardia. Pouca sonolência diurna se tomada cedo da noite.
essa resposta positiva inicial sugere que 25mg serão suficientes para controlar os sintomas ansiosos após atingir o tempo necessário de ação, ou é um efeito esperado pros primeiros dias independente da dose (sonolência / menos hiper ativação matinal) ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta para diferenciar. O que você está vendo agora (sono rápido, noite toda, despertar sem taquicardia) é majoritariamente o efeito sedativo/anti-histamínico da quetiapina, que aparece cedo (dias), independente da dose — não é ainda o efeito "ansiolítico" mais consolidado que se espera do uso continuado.
Isso não significa que 25mg não serão suficientes — muitas vezes essa dose baixa é mesmo o alvo terapêutico nesse tipo de indicação (sintomas residuais pós-crise, não quadro psicótico). Mas a resposta positiva inicial no sono não garante, por si só, que a dose será suficiente para os sintomas ansiosos diurnos mais amplos — isso só fica mais claro depois de algumas semanas de uso consistente, como sua psiquiatra provavelmente vai avaliar no retorno.
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Boa tarde! Eu tomo anticoncepcional desogestrel 75mcg, na parte da tarde, de noite tomo amytril 75mg
Boa tarde! Eu tomo anticoncepcional desogestrel 75mcg, na parte da tarde, de noite tomo amytril 75mg e neuleptil 10mg, mas acontece que estou dormindo pouco, só 4 horas por noite e, costumo dormir 8 horas com o amytril e o neuleptil. Será que o desogestrel está interferindo no efeito dos remédios que eu durmo e, fazendo eu dormir pouco? Algum médico psiquiatra pode tirar a minha duvida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Não há interação farmacocinética relevante descrita entre desogestrel e amitriptilina (Amytril) ou periciazina (Neuleptil) que explique essa redução do sono — a interação direta entre eles é pouco provável de ser a causa.
Vale pensar em outras possibilidades: mudança recente de rotina, estresse, ansiedade, ou até flutuações hormonais em si (não pela interação medicamentosa, mas pelo anticoncepcional podendo influenciar humor/sono em algumas pessoas de forma independente). Como essa mudança no sono é recente e significativa (de 8h para 4h), vale relatar ao psiquiatra que prescreveu o Amytril e o Neuleptil — ele é a pessoa certa para avaliar se é caso de ajuste de dose/horário ou investigar outra causa.
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No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem
No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem está tentando engravidar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta, mas com uma ressalva importante: bupropiona é contraindicada em pacientes com transtornos alimentares (bulimia ou anorexia, história atual ou pregressa), pela associação com risco aumentado de convulsões nesse grupo — se a compulsão alimentar tiver características de transtorno alimentar mais amplo, isso precisa ser esclarecido primeiro com quem for prescrever. Quanto à gestação, os dados de segurança da bupropiona na gravidez são limitados, sem contraindicação absoluta, mas exigem avaliação individualizada de risco-benefício com o médico.
Para quem está tentando engravidar com compulsão alimentar grave, o ideal é essa decisão ser conjunta entre psiquiatra e obstetra, considerando o quadro completo (gravidade da compulsão, comorbidades, histórico de convulsões) antes de definir a medicação — não é uma escolha simples de "segura/seguro" isolada do contexto clínico.
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Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha
Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha depressão é severa
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa dúvida. Ciclotimia é classicamente descrita como uma forma "mais leve e crônica" do espectro bipolar (oscilações de humor persistentes, mas sem episódios completos de mania ou depressão maior conforme critérios formais) — mas isso não significa que o sofrimento seja leve, e não impede que, em algum momento, você desenvolva um episódio depressivo maior sobreposto, com intensidade severa. Quando isso acontece, alguns entendem como uma progressão dentro do espectro bipolar (ex: evoluindo para bipolar tipo II) ou como episódios depressivos maiores associados à ciclotimia de base.
Se sua depressão atual está severa, vale levar isso diretamente para reavaliação com a psiquiatra — o diagnóstico de ciclotimia pode precisar ser revisitado à luz da gravidade atual, e a estratégia de tratamento (medicação, acompanhamento) ajustada de acordo. Não é incoerente ter ciclotimia e depressão severa ao mesmo tempo, mas vale confirmar se o quadro evoluiu para algo que mude a classificação diagnóstica.
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Estou em depressão bipolar sem ideação suicida mas sem vontade de fazer as coisas não tenho ânimo me
Estou em depressão bipolar sem ideação suicida mas sem vontade de fazer as coisas não tenho ânimo meu médico me deu diagnóstico de tab 1 estou em fase de depressão ele diz não ser grave e sim moderado o grau minha pergunta é depakene serve pra fazer de depressão sozinho estou tomando a uma semana fiz exame pra dosar o depakene no sangue médico disse que tá numa faixa boa tomo 2.500 mg três vezes ao dia minha pergunta depakene serve pra depressão bipolar ? E com quantos dias para fazer efeito total ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta. O ácido valproico/valproato (Depakene) tem evidência mais forte para mania e prevenção de recorrência no transtorno bipolar do que para tratar a fase depressiva especificamente — isoladamente, não é considerado a primeira escolha para depressão bipolar aguda (diferente do lítio, lamotrigina ou alguns antipsicóticos atípicos, que têm mais respaldo nessa fase). Ele pode ajudar na estabilização geral do humor, mas seu médico provavelmente está considerando o quadro completo (não só a fase atual) ao mantê-lo como escolha.
Sobre a dose: 2.500mg três vezes ao dia somaria 7.500mg/dia, o que é uma dose muito acima do habitual (doses usuais costumam ficar entre 1.000-3.000mg/dia total) — vale confirmar com seu médico se você quis dizer 250mg três vezes ao dia (750mg/dia) ou outra dose, porque pode ter havido erro de digitação nessa pergunta. Quanto ao tempo de efeito, a estabilização de humor com valproato costuma ser observada em 1-2 semanas para sintomas mais agudos, mas o efeito pleno na depressão bipolar (se houver) pode levar várias semanas — o ideal é confirmar esses números diretamente com seu médico no retorno.
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Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente aval
Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente avaliar a resposta ou a necessidade de aumento ?
Venla já de longa data e quet adicionada após nova crise.
Transtorno do pânico de base / TAG.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Geralmente se aguarda entre 2 a 4 semanas de uso consistente da quetiapina em dose baixa antes de avaliar resposta adequada ou considerar ajuste — esse é o prazo padrão para observar o efeito ansiolítico mais consolidado, além do efeito sedativo inicial que já costuma aparecer nos primeiros dias.
Como a venlafaxina já está bem estabelecida (uso de longa data), o foco da avaliação nesse período será mesmo a quetiapina — sua psiquiatra provavelmente vai revisar tanto a melhora do sono quanto os sintomas diurnos (ansiedade antecipatória, sensação de hiperativação) para decidir se 25mg é suficiente ou se precisa de ajuste.
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Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adorm
Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adormeço perto da 1:00, depois acordo às 4 e qualquer coisa. Demora muito tempo para dormir uma noite inteira? Tomei o Zolpidem mais ou menos 1 mês.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode ser insônia de rebote/adaptação após a suspensão do zolpidem — é relativamente comum o sono demorar algumas semanas para se reorganizar após parar um hipnótico, mesmo com uso de apenas 1 mês, especialmente se usado diariamente.
Não há um prazo fixo, mas geralmente se espera melhora gradual em 2-4 semanas. Se persistir além disso, ou se estiver impactando muito seu funcionamento diurno, vale relatar ao médico que prescreveu — ele pode orientar estratégias de higiene do sono ou considerar outra abordagem, sem necessariamente reintroduzir o zolpidem.
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Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 compr
Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 comprimido de 100mg. Tomo o desve de 100mg mas estou com uma caixa de 50mg e como esse medicamento é de *liberação prolongada*, tenho dúvida se isso pode ser feito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! Sim, do ponto de vista farmacocinético, 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg equivalem à mesma dose total de 1 comprimido de 100mg — ambos são de liberação prolongada, então a forma de liberação é a mesma independente da dosagem do comprimido, não havendo problema em somar os dois de 50mg para totalizar 100mg.
Só fique atenta para não confundir com fracionar comprimidos (partir um comprimido de liberação prolongada ao meio, isso sim alteraria a liberação) — tomar dois comprimidos inteiros de 50mg é equivalente e seguro.
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Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura . Me
Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura .
Meu sonho é cursar psicologia ,porém penso que mesmo aprovada pela graduação não poderei trabalhar como psicóloga . Isso, porque tentarei uma aposentaria por invalidez . Tenho a opção de estudar pra ter apenas autoconhecimento .
Estou triste e desanimada pois eu penso que poderia ajudar as pessoas ,mas sei que não poderei .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo essa tristeza — é uma dúvida que mistura questão legal, clínica e de projeto de vida, e merece cuidado nas três frentes.
Sobre o aspecto prático: ter esquizofrenia e buscar aposentadoria por invalidez não impede automaticamente, por lei, de cursar uma graduação ou de exercer uma profissão no futuro — a aposentadoria por invalidez pode ser suspensa ou revista se houver capacidade de trabalho reconhecida posteriormente, e isso varia muito conforme evolução do quadro, tipo de trabalho e resposta ao tratamento. Não é uma sentença fixa e definitiva sobre sua capacidade futura, mesmo com o laudo atual. Dito isso, esse é um sonho legítimo, e o caminho até ele — decidir sobre curso, trabalho, aposentadoria — é algo importante para conversar com calma com seu psiquiatra e, se possível, também com um profissional que entenda de direito previdenciário, para entender as opções reais no seu caso específico, sem decidir tudo sozinha com base em suposições sobre o que "não poderá" fazer.
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Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 di
Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 dia sim um dia não a sertralina e o bup vou começar TDS?
Só q estou tontura é normal será q estou fazendo o certo?eu comecei ter crise de ansiedade depois q parei fumar aí tive crise muita crise, agora estou bem por isso o desmame da sertralina será que estou fazendo o certo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tontura durante um esquema de desmame de sertralina em dias alternados é relativamente comum — pode ser sintoma de descontinuação do ISRS, mesmo fazendo redução gradual, já que a variação diária de dose pode gerar flutuação nos níveis séricos.
Sobre o esquema em si (sertralina dia sim/dia não + início da bupropiona), essa é uma estratégia de transição que deve ter sido orientada pelo seu médico — o importante é seguir exatamente o que foi prescrito, incluindo o momento de passar a bupropiona para uso diário. Se a tontura persistir, incomodar bastante, ou vier acompanhada de outros sintomas (como agitação, sudorese, palpitação), vale contato com quem prescreveu para confirmar se o esquema está sendo conduzido como planejado.
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Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti mel
Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti melhoras da depressão bipolar. Ele não consegue tratar essa parte?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É fundamental verificar a dose de lítio no sangue (litemia) parBoa pergunta. O lítio tem eficácia mais consistente para prevenção de recorrência e tratamento da mania do que para a fase depressiva aguda — nessa fase, seu efeito antidepressivo isolado costuma ser mais discreto e lento, muitas vezes exigindo associação com outra estratégia (lamotrigina, quetiapina, ou outro antidepressivo com cautela) para melhora mais efetiva.
Duas semanas após o ajuste de dose ainda é um prazo curto para esperar resposta plena, mas se a falta de melhora persistir, vale levar isso ao seu psiquiatra — ele pode considerar dosar a litemia (para confirmar nível terapêutico) e avaliar se é hora de associar outra medicação voltada especificamente para a fase depressiva.a ver se está dentro do nível terapéutico;
Perguntas frequentes
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Existe a possibilidade de contrair raiva ou seria uma exposição de risco após comer alimento que um
A situação descrita não é considerada uma exposição habitual de risco para…