Perguntas do paciente (59)

  • Sou mulher, 32a, passo mal comendo glúten, arroz, refrigerante cola e talvez a outros alimentos tamb

    Sou mulher, 32a, passo mal comendo glúten, arroz, refrigerante cola e talvez a outros alimentos também. Tenho sentido muita fraqueza e imunidade baixa ultimamente. Quero ir ao gastro, mas também gostaria de ia ao nutricionista. Qualquer profissional de nutrição pode me auxiliar ou tem que ser um especializado em algo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta, e obrigado por relatar seus sintomas com tantos detalhes.

    Em situações como a sua, apenas uma anamnese nutricional completa permite definir com segurança o melhor caminho. É durante essa avaliação que o nutricionista investiga seus sintomas, rotina alimentar, histórico clínico, uso de medicamentos, exames e a relação entre os alimentos consumidos e as reações do organismo. Sem esse contexto, qualquer orientação muito específica corre o risco de ser imprecisa.

    Entre os alimentos que você citou, o refrigerante de cola é claramente um item pró-inflamatório. Ele contém açúcares simples, cafeína, aditivos e alta carga ácido-carbônica, fatores que podem piorar processos inflamatórios, desconfortos gastrointestinais e sensação de fraqueza. Na prática clínica, a retirada ou redução significativa desse tipo de bebida já costuma trazer melhora importante dos sintomas quando a orientação nutricional é seguida de forma adequada.

    Em relação ao glúten, arroz e outros alimentos, é necessário avaliar o contexto. Pode existir intolerância alimentar, sensibilidade ao glúten não celíaca, alergia alimentar ou até um intestino já inflamado, que passa a reagir mal a alimentos que, em outra situação, seriam bem tolerados. Muitas vezes, quando o organismo está em um estado inflamatório persistente, ele sinaliza desconforto com vários alimentos diferentes, o que não significa necessariamente que todos sejam o problema principal.

    Do ponto de vista nutricional, a abordagem inicial geralmente envolve reduzir alimentos pró-inflamatórios, organizar horários e volumes das refeições, melhorar a qualidade dos nutrientes ingeridos e, se necessário, conduzir uma investigação dirigida de intolerâncias ou sensibilidades alimentares. Essa estratégia, quando bem conduzida, costuma melhorar não só os sintomas digestivos, mas também a sensação de fraqueza e a imunidade.

    Por isso, a orientação profissional individualizada é fundamental. A partir de uma avaliação adequada, o nutricionista consegue direcionar a alimentação de forma segura, progressiva e baseada nos sinais do seu próprio corpo, o que faz toda a diferença na evolução do quadro.


  • É possível viver bem somente com alimentos de origem vegetal? Quem mantem uma dieta somente vegana p

    É possível viver bem somente com alimentos de origem vegetal? Quem mantem uma dieta somente vegana pode ter falta de alguma vitamina ou mineral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta. É possível, sim, viver bem seguindo uma alimentação exclusivamente de origem vegetal, desde que ela seja bem planejada. Dietas veganas podem ser nutricionalmente adequadas em todas as fases da vida, mas não são automaticamente completas sem orientação profissional.

    As principais diretrizes e consensos científicos, como os da Academy of Nutrition and Dietetics, além de meta-análises recentes, mostram que dietas veganas bem estruturadas podem trazer benefícios cardiovasculares e metabólicos. Porém, elas também deixam claro que há nutrientes que merecem atenção especial, pois o risco de deficiência é maior quando não há acompanhamento.

    Entre os principais nutrientes que precisam ser avaliados estão a vitamina B12, que obrigatoriamente deve ser suplementada, além de ferro, zinco, cálcio, vitamina D, iodo, ômega-3 (EPA e DHA) e, em alguns casos, proteínas em quantidade e qualidade adequadas. A deficiência desses nutrientes não ocorre em todos os veganos, mas pode acontecer quando a dieta não é individualizada.

    Por isso, o papel do nutricionista é fundamental. Somente por meio de uma anamnese completa, avaliação clínica, análise da rotina alimentar e, quando necessário, exames laboratoriais, é possível definir se a alimentação vegetal adotada está atendendo às necessidades do organismo ou se ajustes e suplementações são indicados. Não existe uma recomendação única que sirva para todas as pessoas.

    Em resumo, a dieta vegana pode ser saudável e sustentável, mas precisa ser planejada de forma consciente e personalizada. O acompanhamento nutricional é o que garante segurança, prevenção de deficiências e manutenção da saúde a longo prazo.


  • Meu filho de 7 anos está com o triglicérides a 127 mg/dl e o valor de referência para idade é de inf

    Meu filho de 7 anos está com o triglicérides a 127 mg/dl e o valor de referência para idade é de inferior a 75. Um médico disse que está normal já outro médico disse que está alto e ele precisa fazer uma dieta rigorosa e inclusive me passou a receita. Porém meu filho é autista e tem seletividade alimentar e não come muitas coisas mas ele come bem verduras. O que posso fazer para ajudar a diminuir esse triglicérides?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta, e entendo a sua preocupação, especialmente por se tratar de uma criança e ainda com o contexto do autismo.

    Do ponto de vista técnico, um triglicerídeo de 127 mg/dL para uma criança de 7 anos realmente merece atenção e acompanhamento, mesmo que não signifique, isoladamente, uma situação grave. Valores elevados nessa faixa etária costumam estar relacionados principalmente ao padrão alimentar, ao consumo de açúcares simples e ultraprocessados, ao excesso de calorias líquidas (sucos industrializados, refrigerantes, achocolatados) e, em alguns casos, ao histórico familiar e ao nível de atividade física.

    É importante esclarecer um ponto fundamental: nenhum médico pode prescrever dieta alimentar. A prescrição dietética é uma atribuição legal e exclusiva do nutricionista. O médico pode orientar de forma geral, solicitar exames e indicar acompanhamento nutricional, mas o plano alimentar individualizado deve sempre ser elaborado por um nutricionista.

    No caso do seu filho, isso se torna ainda mais relevante, porque crianças com transtorno do espectro autista apresentam particularidades importantes, como seletividade alimentar, sensibilidade sensorial e padrões de aceitação muito específicos. Uma dieta “rigorosa” imposta sem estratégia adequada costuma gerar mais estresse, recusa alimentar e pouca adesão, além de não trazer resultados sustentáveis.

    O nutricionista que acompanha esse tipo de caso precisa ter preparo para trabalhar com autismo infantil, utilizando uma abordagem gradual, respeitosa e adaptada. Isso inclui avaliar o que a criança já aceita comer, como no seu relato de que ele consome bem verduras, identificar fontes ocultas de açúcar e gordura na rotina, ajustar quantidades, horários e combinações, e trabalhar a introdução alimentar de forma progressiva. A família também precisa estar envolvida no processo, porque o ambiente alimentar e o exemplo diário fazem toda a diferença para o sucesso da estratégia.

    Em muitos casos, apenas a reorganização da alimentação, com redução de açúcares simples, bebidas adoçadas e ultraprocessados, associada à manutenção dos alimentos que a criança já aceita bem, como verduras, já promove melhora significativa dos triglicerídeos ao longo do tempo, sem medidas extremas.

    Portanto, o melhor caminho é buscar um nutricionista com experiência em pediatria e em transtorno do espectro autista, para uma avaliação individualizada. Essa abordagem cuidadosa, técnica e humanizada é a forma mais segura e eficaz de ajudar a reduzir os triglicerídeos do seu filho e promover saúde a longo prazo.


  • Tenho pancreatite, posso tomar composto lácteo com gordura vegetal?

    Tenho pancreatite, posso tomar composto lácteo com gordura vegetal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta. Em casos de pancreatite, especialmente quando ela é recorrente ou crônica, todo o consumo de gordura precisa ser avaliado com muito cuidado.

    Do ponto de vista científico, as principais diretrizes internacionais, como as da American Gastroenterological Association (AGA), European Society for Clinical Nutrition and Metabolism (ESPEN) e revisões sistemáticas e meta-análises recentes, são bastante claras ao afirmar que o pâncreas inflamado tem menor capacidade de digerir gorduras, independentemente da sua origem. Ou seja, não é apenas a gordura animal que pode causar desconforto ou piora dos sintomas, mas também gorduras de origem vegetal quando consumidas em excesso ou fora do momento adequado.

    O chamado “composto lácteo com gordura vegetal” costuma conter óleos vegetais refinados, como óleo de palma, coco ou misturas hidrogenadas, que são mais difíceis de digerir e podem aumentar a carga lipídica da dieta. As diretrizes não recomendam esse tipo de produto como primeira escolha para pacientes com pancreatite, pois ele não oferece vantagens nutricionais claras em relação ao leite tradicional com baixo teor de gordura e pode, sim, desencadear sintomas como dor abdominal, náuseas ou diarreia.

    As evidências de alto nível indicam que a abordagem nutricional na pancreatite deve priorizar uma dieta com baixo teor de gordura total, fracionamento das refeições ao longo do dia, escolha de fontes lipídicas em pequenas quantidades e, quando necessário, avaliação do uso de enzimas pancreáticas conforme prescrição médica. O tipo, a quantidade e o horário de consumo das gorduras fazem toda a diferença.

    Por isso, a recomendação mais segura é que esse tipo de produto só seja incluído após avaliação individual, considerando se a pancreatite é aguda ou crônica, a fase da doença, a presença de dor ou má digestão e os exames recentes. O acompanhamento conjunto com o médico responsável e com o nutricionista é fundamental para definir o melhor plano alimentar e evitar piora do quadro.


  • Boa noite, meu filho tem frutosemia, será se ele pode comer castanha do Pará ?

    Boa noite, meu filho tem frutosemia, será se ele pode comer castanha do Pará ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta. A frutosemia é uma condição metabólica rara, de origem genética, na qual o organismo não consegue metabolizar adequadamente a frutose, a sacarose (açúcar comum) e o sorbitol. Isso ocorre por deficiência de enzimas envolvidas no metabolismo da frutose, sendo a forma mais conhecida a frutosemia hereditária clássica, relacionada à deficiência da enzima aldolase B. Quando essas substâncias são ingeridas, podem ocorrer sintomas como vômitos, hipoglicemia, dor abdominal, diarreia, atraso no crescimento e, em casos mais graves, comprometimento hepático e renal.

    Por isso, o tratamento base da frutosemia é dietético, com exclusão rigorosa de alimentos que contenham frutose, sacarose e sorbitol, sempre com acompanhamento médico e nutricional especializado.

    Em relação à sua pergunta específica sobre a castanha-do-pará, de modo geral ela não é fonte relevante de frutose, pois é um alimento predominantemente composto por gorduras, proteínas e minerais, especialmente selênio. Em muitos casos, pode ser incluída na alimentação de pessoas com frutosemia. No entanto, a liberação depende de alguns pontos importantes: a quantidade oferecida, a idade da criança, a forma de preparo e, principalmente, o tipo e a gravidade da frutosemia diagnosticada.

    Por isso, mesmo alimentos naturalmente pobres em frutose devem ser introduzidos com cautela e sempre com orientação profissional. O nutricionista, a partir de uma anamnese detalhada e do diagnóstico confirmado, ajusta a dieta de forma segura, garantindo crescimento, desenvolvimento adequado e prevenção de deficiências nutricionais, enquanto o médico acompanha os aspectos metabólicos e clínicos da condição.

    Em resumo, a castanha-do-pará pode ser permitida em muitos casos, mas somente a avaliação individual do seu filho permitirá uma orientação precisa e segura.


  • A glutamina pode ajudar na prevenção da falência dos órgãos.

    A glutamina pode ajudar na prevenção da falência dos órgãos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta.

    A glutamina é um aminoácido importante para o organismo, especialmente para as células do intestino, do sistema imunológico e para situações de estresse metabólico. No entanto, não há evidências científicas de alto nível que sustentem que a glutamina, isoladamente, previna falência de órgãos.

    As principais meta-análises e diretrizes internacionais, como as da ESPEN (European Society for Clinical Nutrition and Metabolism), ASPEN (American Society for Parenteral and Enteral Nutrition) e revisões sistemáticas publicadas em periódicos como Critical Care e The American Journal of Clinical Nutrition, mostram que o uso de glutamina não reduz mortalidade nem previne falência orgânica de forma consistente em pacientes críticos. Em alguns cenários específicos, como grandes queimados ou determinados contextos hospitalares muito bem indicados, seu uso pode ter benefício pontual, mas isso não é regra geral.

    Inclusive, estudos mais recentes alertam que, em pacientes críticos com sepse grave ou disfunção orgânica instalada, a suplementação indiscriminada de glutamina pode não trazer benefício e, em alguns casos, ser prejudicial, motivo pelo qual hoje ela não é recomendada de forma rotineira para prevenção de falência de órgãos.

    Do ponto de vista nutricional, a glutamina pode ser utilizada como coadjuvante, principalmente para suporte da saúde intestinal ou imunológica, mas sempre dentro de um plano individualizado. A decisão de usar ou não deve considerar o estado clínico, exames, diagnóstico e acompanhamento médico e nutricional.

    Portanto, é importante ter cuidado com afirmações generalizadas. O que realmente previne complicações graves e falência de órgãos é uma abordagem multifatorial, baseada em diagnóstico correto, tratamento da causa de base, suporte nutricional adequado e acompanhamento profissional.


  • Para emagrecer é necessário apenas comer menos que o meu metabolismo basal? Exercícios seriam apenas

    Para emagrecer é necessário apenas comer menos que o meu metabolismo basal? Exercícios seriam apenas um acréscimo para impulsionar o gasto calórico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Essa é uma dúvida muito comum e faz sentido esclarecer com calma, porque realmente existe muita confusão entre metabolismo basal e gasto energético total (GET).

    O metabolismo basal representa apenas a quantidade de energia que o corpo gasta para se manter vivo em repouso absoluto, ou seja, para funções vitais como respiração, circulação e manutenção da temperatura corporal. Ele não leva em conta atividades do dia a dia, trabalho, caminhada, exercícios, digestão dos alimentos ou estresse. Já o gasto energético total é a soma do metabolismo basal com todas essas variáveis, incluindo atividade física, efeito térmico dos alimentos e rotina diária. Portanto, para qualquer estratégia de emagrecimento, o parâmetro correto não é o metabolismo basal isoladamente, e sim o GET.

    Outro ponto importante é entender que emagrecer não é apenas “comer menos calorias”. Em termos puramente matemáticos, seria possível atingir um déficit calórico consumindo apenas um alimento altamente calórico, como chocolate, desde que a ingestão total de calorias fosse menor que o gasto. No entanto, isso resultaria em uma perda de peso ilusória, sem qualidade nutricional, com perda de massa muscular, piora metabólica, carências de vitaminas e minerais, maior inflamação e alto risco de efeito rebote. Ou seja, haveria redução de peso na balança, mas sem saúde e sem sustentabilidade.

    Por isso, na prática clínica, o déficit calórico não é o ponto de partida principal. O foco inicial é a qualidade da alimentação, a distribuição adequada de macronutrientes, o aporte correto de micronutrientes e a preservação da massa magra. Quando isso está bem estruturado, o déficit acontece de forma natural e segura, sem agredir o organismo.

    As principais diretrizes e consensos internacionais em nutrição e obesidade mostram que o modelo mais eficaz e duradouro para emagrecimento envolve a combinação de plano alimentar estruturado, individualizado e equilibrado com a prática regular de exercícios físicos. Essa combinação melhora a composição corporal, preserva massa muscular, regula hormônios do apetite, melhora o metabolismo e reduz drasticamente o risco de efeito rebote e de transtornos alimentares no futuro.

    Portanto, exercícios físicos não são apenas um “acréscimo” para gastar calorias. Eles fazem parte do tratamento, assim como a alimentação bem planejada. Quando ambos caminham juntos, os resultados tendem a ser mais consistentes, saudáveis e sustentáveis ao longo do tempo.


  • Olá, Eu comecei a tomar Roacutan e estou meio em dúvidas referente a alimentação. Gostaria de

    Olá,

    Eu comecei a tomar Roacutan e estou meio em dúvidas referente a alimentação.

    Gostaria de saber, se eu posso ingerir pasta de amendoim integral todos os dias nos intervalos das refeições

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta, e é muito comum ter dúvidas alimentares ao iniciar o uso do Roacutan (isotretinoína).

    De acordo com a própria bula e com a prática clínica em nutrição, a isotretinoína é um medicamento lipossolúvel, ou seja, sua absorção é melhor quando ingerida junto a refeições que contenham alguma gordura. Por isso, do ponto de vista técnico, não há contraindicação ao consumo de pasta de amendoim integral, desde que ela faça parte de um contexto alimentar equilibrado.

    A pasta de amendoim integral é fonte de gorduras monoinsaturadas, proteínas e micronutrientes, e pode, sim, ser utilizada nos intervalos das refeições. No entanto, alguns pontos são importantes. O consumo diário precisa respeitar quantidade e frequência, pois trata-se de um alimento calórico. Além disso, durante o uso do Roacutan, há atenção especial aos exames laboratoriais, principalmente perfil lipídico e função hepática, já que o medicamento pode elevar triglicerídeos e colesterol em algumas pessoas.

    Na prática nutricional, o que costumamos orientar é que alimentos fontes de gordura sejam distribuídos ao longo do dia, priorizando gorduras de melhor qualidade, como azeite de oliva, oleaginosas, sementes e abacate, sempre ajustados à necessidade individual. A pasta de amendoim pode entrar nesse contexto, mas não deve ser consumida de forma automática ou em grandes quantidades sem avaliação.

    Outro ponto importante é que, durante o tratamento com isotretinoína, uma alimentação anti-inflamatória, com boa oferta de proteínas, fibras, vitaminas antioxidantes e controle de ultraprocessados, costuma ajudar tanto na saúde da pele quanto na prevenção de alterações laboratoriais.

    Portanto, a resposta curta é: pode consumir pasta de amendoim integral, sim, mas a melhor forma, quantidade e frequência devem ser definidas após uma avaliação nutricional individualizada, considerando seus exames, rotina e resposta ao medicamento. O acompanhamento com nutricionista durante o uso do Roacutan é altamente recomendado para segurança e melhores resultados.


  • Agora depois de 4 anos descobri que meu filho é intolerante a lactose e ele é muito apegado com acho

    Agora depois de 4 anos descobri que meu filho é intolerante a lactose e ele é muito apegado com achocolatado e iogurtes. Mas não quero dar esses leites zero e em pó. Esses alimentos zero lactose são seguros ou tem mais químicas e conservantes? Tem algumas opções dessas mais saudáveis?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta, isso é muito comum na prática clínica.

    Primeiro ponto importante é confirmar como foi feito o diagnóstico de intolerância à lactose. O ideal é que essa conclusão venha de avaliação médica e, quando indicado, de exames laboratoriais específicos, pois a intolerância pode variar bastante de pessoa para pessoa, tanto em intensidade quanto em sintomas.

    Sobre os produtos zero lactose, é importante esclarecer que eles não têm mais “química” por definição. O que ocorre é a adição da enzima lactase, que quebra a lactose em glicose e galactose, facilitando a digestão. Em geral, esses produtos continuam sendo leite ou derivados, apenas com a lactose previamente hidrolisada. Por isso, para muitas crianças e adultos intolerantes, eles são seguros e bem tolerados.

    No entanto, a tolerância à lactose não é igual para todos. Algumas pessoas toleram pequenas quantidades de lactose sem sintomas, enquanto outras precisam de exclusão quase total. Isso significa que o nível de restrição deve ser individualizado. Há casos em que iogurtes naturais, queijos maturados ou pequenas porções de leite comum já são bem aceitos, e outros em que o zero lactose é realmente necessário.

    Também existem alternativas alimentares que podem ser usadas conforme a aceitação da criança, como leites e iogurtes sem lactose, versões com menor teor de açúcar, ou preparações caseiras com controle dos ingredientes, sempre respeitando o perfil nutricional adequado para a idade.

    Por isso, o acompanhamento com um nutricionista é fundamental. Esse profissional avalia o grau de intolerância, lê rótulos junto com a família, orienta escolhas mais adequadas e garante que a alimentação continue completa do ponto de vista nutricional, sem prejuízo ao crescimento e ao desenvolvimento da criança.


  • Após 10 dias de cirurgia de apendicite posso iniciar o jejum intermitente?

    Após 10 dias de cirurgia de apendicite posso iniciar o jejum intermitente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá, boa pergunta.

    Após uma cirurgia de apendicite, especialmente nos primeiros dias ou semanas, o foco principal deve ser a recuperação do organismo, e não estratégias restritivas como o jejum intermitente. As diretrizes clínicas e cirúrgicas atuais e as principais meta-análises sobre jejum intermitente mostram que essa estratégia não é superior a uma alimentação equilibrada para perda de peso ou saúde metabólica e não é indicada no período pós-operatório, sobretudo sem acompanhamento profissional.

    No pós-operatório existe uma dieta específica de recuperação, que leva em conta o processo inflamatório da cirurgia, a cicatrização dos tecidos, o funcionamento intestinal e a tolerância digestiva do paciente. Forçar períodos prolongados sem alimentação nessa fase pode atrasar a recuperação, aumentar desconfortos gastrointestinais e prejudicar a ingestão adequada de proteínas, vitaminas e minerais essenciais à cicatrização.

    As guidelines internacionais mostram que, após cirurgias abdominais, o mais indicado é um processo de reintrodução alimentar progressivo, geralmente com uma abordagem anti-inflamatória, fracionada e individualizada. É exatamente nesse ponto que o acompanhamento do nutricionista faz diferença, pois o profissional avalia o estágio da recuperação, sintomas, exames, rotina e objetivos antes de pensar em qualquer estratégia como jejum intermitente.

    De forma prática, primeiro vem a dieta pós-operatória adequada, depois a normalização do padrão alimentar e, só em um terceiro momento, se houver indicação clínica e boa adaptação do organismo, pode-se discutir estratégias como jejum intermitente. Mesmo assim, isso deve ser feito de forma individualizada e baseada em evidência científica, não como regra geral.

    Portanto, após 10 dias de cirurgia, o mais seguro e recomendado é seguir a orientação do médico responsável pelo procedimento e contar com o acompanhamento do nutricionista para conduzir corretamente a reintrodução alimentar e reduzir a inflamação. Essa abordagem estruturada protege sua saúde agora e evita complicações ou prejuízos no futuro.


  • Também comecei a tomar o Glifage RX 500 e passei a ter zumbidos, chiados e perda (pequena) da audiçã

    Também comecei a tomar o Glifage RX 500 e passei a ter zumbidos, chiados e perda (pequena) da audição.
    Em quanto tempo depois de parar de tomar o remédio esses efeitos colaterais param?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!

    Os sintomas que você descreve — zumbidos, chiados e alteração da audição — não são esperados como efeitos comuns e merecem atenção. Ao suspender o uso do medicamento, esses efeitos costumam reduzir gradualmente, geralmente ao longo de dias a poucas semanas, dependendo da sensibilidade individual e do tempo de uso. Caso os sintomas persistam, é fundamental procurar o médico que prescreveu para reavaliação.

    Como nutricionista, é importante destacar que alguns medicamentos podem interagir com o estado nutricional, especialmente com micronutrientes envolvidos na função neurológica e auditiva, como vitaminas do complexo B, magnésio e antioxidantes. Uma alimentação bem ajustada, adequada em nutrientes e com boa hidratação, pode ajudar o organismo nesse período de recuperação.

    Ainda assim, qualquer decisão sobre suspensão definitiva, troca ou reintrodução do medicamento deve ser feita exclusivamente com o médico. O acompanhamento nutricional entra como suporte para promover equilíbrio metabólico e bem-estar durante esse processo.

    Fico à disposição para orientar no que diz respeito à alimentação e ao suporte nutricional adequado.


  • Tomei uma bezetacil 1.200 uu Posso comer charque e calabresa ?

    Tomei uma bezetacil 1.200 uu
    Posso comer charque e calabresa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!

    A Benzetacil® não tem interação direta com alimentos, portanto não há contraindicação formal ao consumo de charque ou calabresa.
    No entanto, do ponto de vista nutricional, são alimentos muito ricos em sal e gordura e não favorecem a recuperação do organismo durante o uso de antibiótico.

    O ideal é consumir com moderação, manter boa hidratação e priorizar refeições mais leves e equilibradas nesse período, ajudando o corpo a responder melhor ao tratamento.

    Fico à disposição para orientar.


  • Boa tarde Minha bebe fez o IGE especifico para clara e deu 9,1 e gema 1,3 ku/L o que significa?

    Boa tarde

    Minha bebe fez o IGE especifico para clara e deu 9,1 e gema 1,3 ku/L o que significa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Os valores de IgE específico indicam sensibilização alérgica, sendo a clara (9,1 kU/L) mais significativa que a gema (1,3 kU/L). Isso sugere maior chance de reação à clara do ovo, mas o resultado deve sempre ser correlacionado aos sintomas pelo médico.
    Como nutricionista, posso orientar a exclusão segura, leitura de rótulos, substituições nutricionais adequadas e reintrodução planejada, quando indicada, garantindo crescimento e nutrição adequados.


  • Quem toma risperidona e sertralina pode tomar energético? (Mais especificamente o energético Monster

    Quem toma risperidona e sertralina pode tomar energético? (Mais especificamente o energético Monster)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    Bebidas energéticas como o Monster® contêm alta dose de cafeína, além de taurina, estimulantes e adoçantes/açúcares, que podem aumentar ansiedade, palpitações, alterar o sono e o apetite. Do ponto de vista nutricional, não são indicadas, especialmente em quem usa risperidona e sertralina, pois o estímulo excessivo pode piorar efeitos como agitação e interferir no equilíbrio metabólico.

    Como nutricionista, posso orientar alternativas mais seguras para energia e foco, ajustando alimentação, horários, hidratação e fontes naturais de estímulo, sem sobrecarregar o organismo.


  • Doxiciclina influência o ganho de peso e massa muscular ? Entrando no 3°mês de tratamento para acne!

    Doxiciclina influência o ganho de peso e massa muscular ? Entrando no 3°mês de tratamento para acne!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    A doxiciclina não costuma impedir ganho de peso ou de massa muscular, mas pode causar náuseas, alteração intestinal ou redução do apetite, o que indiretamente pode dificultar a ingestão adequada.
    Como nutricionista, posso ajustar a alimentação para minimizar esses efeitos, organizar horários das refeições, garantir ingestão adequada de proteínas, energia e micronutrientes, mantendo a evolução do treino mesmo durante o tratamento.


  • Tomava noregyna E agora comecei a toma perlutan Tenho chance de engorda

    Tomava noregyna
    E agora comecei a toma perlutan
    Tenho chance de engorda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    A troca da Noregyna® para a Perlutan® pode, em algumas pessoas, estar associada a retenção de líquidos ou aumento do apetite, o que pode dar a sensação de ganho de peso — isso varia muito de pessoa para pessoa.
    Como nutricionista, posso ajudar ajustando a alimentação para controlar retenção, organizar melhor as refeições, equilibrar carboidratos e sódio e acompanhar o peso e a composição corporal, reduzindo esse risco.

    Fico à disposição para orientar com carinho e individualização


  • Tomo Marevan 5mg, posso tomar desinchá? Já tive uma trombose no cérebro devido um problema sanguíneo

    Tomo Marevan 5mg, posso tomar desinchá? Já tive uma trombose no cérebro devido um problema sanguíneo no fator de Leiden.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    O Marevan® (varfarina) exige atenção especial porque interage com a vitamina K, e chás “detox” como o Desinchá costumam conter ervas com ação diurética e anti-inflamatória que podem interferir na coagulação e no controle do INR, especialmente em quem tem histórico de trombose por Fator V Leiden. Por isso, não é indicado usar sem liberação médica.

    Como nutricionista, ajudo com estratégias cientificamente validadas, como: padronizar a ingestão diária de vitamina K (sem exclusões bruscas), ajustar hidratação e sódio para reduzir edema de forma segura, usar alimentos com efeito anti-inflamatório comprovado (ômega-3, fibras, polifenóis) e organizar a alimentação para reduzir retenção sem risco trombótico ou interação medicamentosa.

    Fico à disposição para orientar de forma segura, individualizada e baseada em evidência


  • Fiz o teste de tolerancia a lactose seu jejum 87 com 30 min 138 e com 60 min 85 eu tenho tolerancia

    Fiz o teste de tolerancia a lactose seu jejum 87 com 30 min 138 e com 60 min 85 eu tenho tolerancia a lactose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    No teste de tolerância à lactose, espera-se elevação da glicemia após a ingestão. Pelos valores informados (basal 96 → 30 min 143 → 60 min 131 mg/dL), houve aumento adequado e sustentado, o que não sugere intolerância à lactose, especialmente se não houver sintomas durante o teste.

    Como nutricionista, posso ajudar avaliando sua tolerância no dia a dia, orientando quantidades, tipos de laticínios, combinações alimentares e garantindo ingestão adequada de cálcio, proteína e vitamina D, sem restrições desnecessárias.

    Fico à disposição para orientar de forma individualizada


  • Quem toma xarelto pode tomar polivitaminico com espirulina psylium. Quitosana cromo mais zinco

    Quem toma xarelto pode tomar polivitaminico com espirulina psylium.
    Quitosana cromo mais zinco

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    Quem faz uso de Xarelto® (rivaroxabana) não tem restrições alimentares rígidas, mas alguns suplementos merecem atenção. Fibras como psyllium e substâncias como quitosana podem reduzir a absorção de nutrientes e medicamentos se usadas no mesmo horário, e a espirulina pode variar muito na composição.

    Como nutricionista, posso orientar horários seguros, avaliar a real necessidade desses suplementos, ajustar doses e focar em estratégias alimentares mais eficazes e seguras, evitando interferências no tratamento.

    Fico à disposição para orientar de forma individualizada


  • posso tomar cobavital e sulfato ferroso juntos????

    posso tomar cobavital e sulfato ferroso juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Castiel

    Olá!
    Do ponto de vista nutricional, Cobavital® e sulfato ferroso podem ser usados, mas não é ideal tomá-los exatamente no mesmo horário, pois o ferro pode causar desconforto gastrointestinal e ter a absorção prejudicada quando associado a outros compostos.
    Como nutricionista, posso ajudar ajustando horários, combinações alimentares (ex.: vitamina C para melhorar a absorção do ferro), reduzindo efeitos como náuseas e garantindo melhor aproveitamento dos nutrientes.

    Fico à disposição para orientar de forma individualizada


Perguntas frequentes

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