Perguntas do paciente (66)
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Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido
Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é bastante comum se sentir um pouco confuso, especialmente no início de uma terapia. Você está apenas na sua terceira sessão e ainda está começando a conhecer esse espaço, a profissional que o conduz e também a sua própria maneira de falar sobre aquilo que lhe acontece.
Na psicanálise, inclusive, não esperamos que o paciente tenha sempre uma fala organizada ou saiba exatamente o que precisa dizer. A associação livre é uma das formas fundamentais de falar em análise: deixar que as ideias, lembranças, sentimentos e pensamentos apareçam, mesmo quando parecem não ter muita relação entre si. Às vezes, justamente aquilo que parece uma resposta confusa, inesperada ou que não fazia sentido naquele momento pode levar a algo importante. É possível até se surpreender com alguma coisa que se diz e que, antes, ainda não havia sido pensada dessa maneira.
Por isso, não é necessário chegar à sessão sabendo exatamente o que você precisa falar, nem avaliar previamente o que é mais ou menos importante. O processo de análise não acontece necessariamente em linha reta e também não é possível dizer tudo de uma vez. As questões vão podendo aparecer e ser trabalhadas ao longo do tempo.
Esse nervosismo que você sente também pode ser algo interessante de levar para a sua analista. Você pode dizer a ela, inclusive, que tem dificuldade para responder às perguntas, que sente que acaba falando qualquer coisa ou que tem medo de não conseguir dizer o que realmente gostaria. Falar sobre o que está acontecendo durante as próprias sessões também faz parte do trabalho analítico.
Não existe uma resposta certa ou errada na terapia. Existe um trabalho psíquico a ser construído a partir daquilo que está causando sofrimento ou despertando alguma questão em você. Com o tempo, e à medida que a relação de confiança com sua analista for se estabelecendo, talvez seja possível falar com mais liberdade e deixar que o próprio processo indique alguns caminhos.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A gravidez pode ser um momento muito delicado na vida de uma mulher, justamente porque envolve uma série de transformações que acontecem ao mesmo tempo. Há as mudanças no corpo, nos hormônios, na relação com o próprio corpo e com aquilo que até então era conhecido. Mas há também uma transformação subjetiva muito importante: preparar-se para receber uma criança, imaginar-se mãe, pensar sobre o cuidado, a educação e o futuro desse outro que está chegando. Tudo isso pode mobilizar muita ansiedade, angústia, medo e sentimentos que nem sempre correspondem à expectativa social de que a gravidez deveria ser vivida apenas com alegria.
Na sua pergunta, uma frase chama bastante a atenção: você diz que sente que “ele é amado e eu não” e que a vida que você finalmente poderia começar “não é minha, mas sim será pro bebê”. Parece haver aí uma preocupação muito importante com o risco de desaparecer enquanto sujeito diante da maternidade.
Quando uma mulher engravida, muitas vezes o lugar de mãe passa a ocupar quase toda a cena. As atenções se voltam para o bebê, para os cuidados, para as mudanças que virão e para aquilo que será necessário fazer. Mas tornar-se mãe não significa deixar de ser mulher, nem deixar de ter desejos, interesses, projetos, dúvidas e uma vida que também lhe pertence.
E talvez seja justamente por isso que a sua pergunta sobre não ter planos e objetivos e, ao mesmo tempo, sentir que um filho poderia “roubar” a sua vida seja tão importante. Não é necessariamente uma contradição. É possível ainda não saber muito bem o que deseja para a própria vida e, ao mesmo tempo, temer perder até mesmo a possibilidade de descobrir isso.
Você parece estar percebendo algo importante sobre si mesma e, de certa forma, já está colocando essa questão em palavras: como cuidar de um filho sem abandonar a si mesma? Como construir um lugar para a maternidade sem que ela ocupe todo o espaço da sua existência?
Não existe um saber prévio sobre como fazer isso. A maternidade vai exigir dedicação, mudanças e adaptações, mas isso não significa que você precise se apagar para exercê-la. Construir esse equilíbrio é um processo singular e pode ser bastante complexo.
Por isso, acredito que seria importante que você pudesse contar com um espaço de escuta e psicoterapia durante esse momento. Uma análise pode ajudá-la a trabalhar essas angústias, compreender melhor o que essa gravidez mobilizou em você e, principalmente, encontrar uma maneira de atravessar a maternidade sem se abandonar como sujeito.
Cuidar de um bebê não precisa significar deixar de cuidar da mulher que você é.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É perfeitamente compreensível que você esteja se fazendo essas perguntas. Um relacionamento de quase três anos certamente passa por transformações, e a maneira como sentimos o outro também pode se modificar ao longo do tempo. Isso não significa, necessariamente, que o amor tenha acabado.
Estar em um relacionamento é, muitas vezes, também estar diante de um espelho: nós nos vemos pelo olhar do outro e somos atravessados pelos sentimentos que surgem na intimidade. E a intimidade pode despertar sentimentos muito diferentes ao longo de uma relação.
Pelo que você relata, é evidente que existem sentimentos importantes em relação ao seu namorado. Você fala do prazer em conversar com ele, reconhece o cuidado que ele demonstra e diz que não se sente desconfortável ou presa ao lado dele. Talvez a questão esteja justamente em compreender de que ordem são esses sentimentos e como eles se relacionam com o amor, o desejo e a vida conjugal. Pode haver aí uma confusão entre sentimentos de natureza mais fraterna e sentimentos propriamente conjugais, e compreender isso não é algo que precise ser resolvido de maneira imediata.
O seu desejo de entender melhor o que está acontecendo com você é muito importante. Antes de tentar recuperar ou obrigar qualquer sentimento, talvez seja fundamental poder falar sobre essas dúvidas, inclusive sobre aquilo que você ainda não consegue nomear.
Nesse sentido, procurar uma analista pode ser um caminho muito interessante. Um espaço de análise pode permitir que você fale livremente sobre seus sentimentos, suas dúvidas e sobre a maneira como você se coloca nessa relação, para que possa compreender melhor o que está acontecendo com você e, a partir daí, encontrar suas próprias respostas.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sem dúvidas, a terapia é indicada no seu caso. O seu relato demonstra que você está passando por um sofrimento importante, que já está produzindo prejuízos na sua vida social e levando você ao isolamento.
Você mesma percebe algo muito importante: depois que começou a pesquisar sobre sintomas e diagnósticos, passou a observar ainda mais o que sente e a ter crises quando sai de casa. Isso mostra que não basta saber tecnicamente sobre os sintomas para que haja uma melhora. O conhecimento sobre diagnósticos, sintomas e transtornos pode ser muito útil para os profissionais que irão conduzir um tratamento, mas, para o paciente, acumular esse tipo de informação não necessariamente produz bem-estar ou melhora do sofrimento.
Um tratamento não se trata de acumular conhecimento sobre os transtornos que você poderia ter, mas de entrar em um processo analítico, conduzido por um profissional, no qual seja possível compreender o que está acontecendo com você e o que está relacionado a esse sofrimento. Nesse sentido, pesquisar constantemente sobre sintomas pode acabar ocupando um lugar importante na própria dinâmica do sofrimento, em vez de contribuir para a sua elaboração.
Em relação ao escitalopram, é muito importante que você esteja sendo acompanhada por um médico. Mantenha contato com esse profissional e dê a ele um retorno sobre os efeitos que está percebendo, inclusive sobre o fato de ainda não ter percebido melhora. Também é importante conversar com ele sobre o tempo esperado para a medicação começar a fazer efeito, os efeitos esperados e aqueles que eventualmente precisam ser avaliados.
O mais importante, neste momento, é não permanecer sozinha diante desse sofrimento. Seu relato mostra que ele já está interferindo de maneira significativa na sua possibilidade de sair de casa e de se relacionar com outras pessoas. Por isso, considero importante iniciar uma terapia o quanto antes, buscando um tratamento individualizado com um psicanalista ou outro profissional de saúde mental com quem você possa construir esse processo.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua mensagem mostra o quanto essa experiência foi difícil. Você descreve uma situação de sofrimento no trabalho que se prolongou por três anos, tempo suficiente para deixar marcas importantes na sua subjetividade. Esse sofrimento aparece de diferentes formas: pelos sintomas físicos, como a sensação de quase desmaiar e os problemas de estômago, pelos sentimentos de abandono e traição e também pela desconfiança em relação às pessoas. Tudo isso, por si só, já representa uma carga muito pesada.
No entanto, me parece que o ponto central da sua pergunta está em outro lugar: na relação com sua mãe. Pelo que você relata, a palavra dela ocupa um lugar muito importante. Quando ela respondeu que você estava exagerando ou que tinha "mania de perseguição", parece que o sofrimento que você vivia deixou de encontrar reconhecimento. Isso chama a atenção porque você permaneceu nesse ambiente por três anos e sua mensagem sugere que essa resposta da sua mãe pode ter contribuído para que você colocasse em dúvida a gravidade daquilo que estava vivendo.
Mais do que compreender o que aconteceu naquele trabalho, talvez seja importante entender os efeitos que essa relação produziu e ainda produz na sua vida. O sentimento de abandono e traição que você descreve parece apontar para algo que vai além do ambiente profissional e merece ser escutado com cuidado.
A análise pode ser um espaço importante para elaborar essa experiência, compreender o lugar que essa relação com sua mãe ocupa na sua história e os efeitos que ela tem sobre seus vínculos, suas escolhas e seu sofrimento atual. Esse é um trabalho que acontece de forma individualizada, respeitando a singularidade da sua trajetória. Portanto, indico que você comece um tratamento psicoterápico tão logo!
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, fica evidente o quanto esse sofrimento está presente na sua vida e o quanto ele vem trazendo prejuízos importantes, especialmente nas relações e no trabalho. Imagino que não tenha sido fácil escrever sobre isso, e o fato de você ter conseguido colocar em palavras o que vem vivendo já é um passo importante.
É relativamente comum que dificuldades que existiam na infância se intensifiquem durante a adolescência, período marcado por muitas mudanças e por uma maior exposição ao olhar do outro. No entanto, independentemente de quando isso começou, o que chama atenção é a intensidade do sofrimento que você descreve hoje. Quando algo passa a limitar tanto a vida de uma pessoa, a indicação de um tratamento se torna bastante clara.
Outro aspecto que me chamou a atenção é que, apesar de toda a angústia que você relata, parece que você ainda consegue, com esforço, sustentar algumas atividades importantes, como trabalhar. Isso não significa que esteja tudo bem. Pelo contrário: mostra o quanto você tem precisado despender de energia para dar conta de situações que lhe causam um sofrimento intenso.
Também considero importante olhar para o receio que você traz de não ser levada a sério. Esse medo merece atenção e pode dizer algo importante sobre a sua experiência. Felizmente, quando encontramos um profissional com formação consistente, compromisso ético e uma escuta qualificada, esse sofrimento é levado a sério. Você merece ser escutada com respeito, sem julgamentos.
Você pergunta a qual especialista recorrer. Minha sugestão é que procure um psicanalista para iniciar esse cuidado.
Não acredito que você esteja perdendo tempo ao buscar ajuda. Ao contrário, diante do que você relata, o tratamento me parece uma indicação muito importante. Espero que você encontre um profissional com quem possa construir um espaço de confiança para falar sobre tudo isso.
Fico à disposição.
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Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco
Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você descreve um estado de alerta constante, que vai muito além de uma preocupação pontual. É um excesso que aparece como sofrimento: ansiedade intensa, dificuldade de descansar, pensamentos que não cessam, medo recorrente de algo ruim acontecer. Quando isso se instala dessa forma, não parece apenas sobre situações concretas do presente, mas como um sinal de que algo não está bem e pede atenção.
Vale se perguntar o que esse alerta tenta comunicar. De onde vem essa sensação de ameaça, mesmo sem evidências claras? O que, nesse relacionamento, ou talvez na sua história, está sendo tocado para que essa ansiedade apareça com tanta força? Às vezes, o vínculo acaba se tornando o lugar onde algo mais profundo se manifesta, e olhar para isso pode abrir caminhos de compreensão.
Esse tipo de sofrimento não precisa ser carregado sozinha. Um espaço de escuta, como a análise, pode ajudar a explorar essas questões, entender o que essa ansiedade está dizendo e, aos poucos, construir outras formas de se relacionar com esses sentimentos.
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É possível trabalhar com o vínculo terapêutico mesmo que o paciente tenha uma relação difícil com a
É possível trabalhar com o vínculo terapêutico mesmo que o paciente tenha uma relação difícil com a figura de autoridade (como o terapeuta)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez a pergunta mais importante aqui não seja se é possível trabalhar o vínculo apesar dessa dificuldade, mas sim: seria possível existir qualquer trabalho terapêutico sem que um vínculo se estabeleça?
A relação que se constrói entre analista e analisando não é um pano de fundo, ela é o próprio alicerce do processo. É esperado que as marcas do paciente, seus modos de se relacionar e suas resistências com figuras de autoridade compareçam ali, na sala de análise. O consultório não é um espaço isolado do mundo; o que o paciente vive lá fora, ele de alguma forma reedita com o analista.
Se há uma questão com a autoridade, é justamente através do manejo dessa relação que novos caminhos podem ser abertos. Não se trata de oferecer conselhos ou respostas prontas sobre como 'lidar' com isso, mas de sustentar um espaço onde essa dificuldade possa ser dita e investigada.
Para que esse movimento aconteça, o engajamento é requisito essencial. Isso não significa que o processo será fluido ou sem conflitos. Pelo contrário, as resistências e frustrações fazem parte da jornada. O que sustenta o trabalho é o desejo do paciente de olhar para aquilo que lhe causa mal-estar e a aposta de que, ao falar sobre sua história e suas travas, algo de novo possa surgir. Sem essa implicação e sem o encontro vivo entre duas pessoas, não há análise.
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Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs,
Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs, minha mãe tem preferência apenas por 1. Dá de tudo pra esse irmão e pros outros nada. Tenho 31 anos não fui criada por ela e sim por minha tia paterna. Fico chateada com essa preferência. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve traz um sofrimento legítimo, porque toca em algo muito sensível. O desejo de ser vista, escolhida e reconhecida por quem ocupa o lugar de mãe é comum a todos nós. Quando percebemos diferenças no cuidado ou na atenção, é natural que isso gere tristeza, confusão e sentimentos de injustiça.
O que importa aqui é como essa experiência foi sentida por você e os efeitos que ela produziu ao longo da sua vida. Isso marca profundamente a forma como esse vínculo é vivido e também como isso reflete em você e em suas outras relações.
Embora nem sempre seja possível mudar a posição da mãe ou obter dela o reconhecimento esperado, é possível construir um caminho para que esse sofrimento não continue determinando sua relação consigo mesma. A análise pode ser um espaço importante para elaborar essas faltas, dar lugar ao que ficou sem palavra e encontrar maneiras mais cuidadosas de se posicionar diante dessa história. Fica minha indicação de que procure um analista para iniciar um acompanhamento.
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Estou em um relacionamento com uma mulher bissexual. Recentemente, em uma conversa sincera, ela diss
Estou em um relacionamento com uma mulher bissexual. Recentemente, em uma conversa sincera, ela disse que sente falta de sexo com homens, mas afirmou que não deseja se relacionar com eles e que escolheu estar comigo. Mesmo assim, essa informação me deixou insegura e confusa. Gostaria de entender se esse incômodo é algo natural e como posso lidar com esse sentimento sem invalidar nem a mim nem a relação...eu realmente não sei o que fazer...ela me pergunta o que ela pode fazer...e eu realmente não sei. Era meu medo disso. Tenho medo disso atrapalhar a relação. De eu acabar não lidando com isso e terminar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Relacionamentos amorosos são, por si só, desafiadores. Eles nos colocam diante do outro, mas também e talvez principalmente, diante de nós mesmos. O que você descreve é uma situação delicada, e é compreensível que gere insegurança, confusão e medo de perder algo que é importante.
É significativo notar que, apesar da fala da sua parceira, ela afirma com clareza que escolheu estar com você e deseja permanecer nessa relação. Esse ponto não é pequeno: ele funciona como um apontador importante do vínculo que vocês constroem e do lugar que você ocupa para ela. Ainda assim, o impacto emocional da fala existe, e não precisa ser minimizado.
Em relações afetivas, especialmente nas mais íntimas, costumam emergir inseguranças profundas e estruturantes. Nem sempre essas inseguranças dizem respeito exatamente ao outro, mas a histórias, experiências e marcas que cada um carrega.
Por isso, não é possível responder de imediato à pergunta “o que fazer”, porque antes é preciso entender de onde esse incômodo nasce.
O processo de análise pode ser um espaço importante para investigar essas origens, dar nome aos sentimentos e construir respostas que façam sentido para você. Respostas que não invalidem nem a relação, nem a sua própria experiência emocional. Não se trata de decidir rapidamente, mas de se escutar com mais profundidade e cuidado. E com isso construir uma forma de estar e responder à sua parceira, e também as outras pessoas com quem você convive, de forma mais segura e alinhada ao seu desejo.
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Sentir confusao mental e psicose e obsessão religiosa depois de um relacionamento toxico de mais de
Sentir confusao mental e psicose e obsessão religiosa depois de um relacionamento toxico de mais de 10 anos é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde.
Quando alguém passa muitos anos em um relacionamento tóxico, costuma atravessar experiências emocionais bastante intensas e desgastantes. Não é simples sustentar esse tipo de vínculo por tanto tempo, e muitas pessoas permanecem em situações delicadas porque sair delas envolve medo, ambivalência, culpa e um grande desgaste psíquico. Isso, por si só, já merece cuidado e acolhimento.
Cada pessoa responde de maneira singular às experiências que vive. Um relacionamento marcado por controle, violência emocional ou desvalorização pode deixar marcas, gerar sofrimento e se expressar por diferentes sintomas. O mais importante é compreender como tudo isso se organizou para você, dentro da sua história, e que sentidos essas vivências foram ganhando ao longo do tempo.
Por isso, uma avaliação cuidadosa é fundamental. A terapia, especialmente dentro de uma escuta em psicanálise, permite compreender os efeitos subjetivos dessa relação, sem generalizações ou respostas prontas. A partir dessa escuta, torna-se possível pensar em um tratamento individualizado, respeitando o tempo, os limites e a forma única como cada pessoa elaborou suas experiências.
Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para entender o que está acontecendo e construir, aos poucos, novos caminhos de cuidado e elaboração.
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A psicóloga passou Fluoxetina pra minha filha de 14 anos, ela pode tomar com essa idade?
A psicóloga passou Fluoxetina pra minha filha de 14 anos, ela pode tomar com essa idade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante esclarecer algo essencial antes de qualquer orientação: psicólogos não podem prescrever medicação. Essa é uma atribuição exclusiva de médicos. Por isso, é fundamental verificar quem, de fato, indicou a Fluoxetina para sua filha. O ideal é que essa prescrição seja feita por um psiquiatra, que é o profissional especializado nesse tipo de tratamento e também a pessoa mais indicada para esclarecer qual é a idade adequada para iniciar um medicamento psiquiátrico.
Depois de confirmar isso, vale lembrar que, na maior parte dos casos, o tratamento medicamentoso deve caminhar junto com a terapia. A combinação entre acompanhamento médico e o trabalho com um psicanalista costuma oferecer um cuidado mais completo, acolhendo tanto os sintomas quanto o que está por trás deles.
Se vocês sentirem necessidade de apoio nesse processo, estou à disposição.
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Tenho mudanças de humor frequentes. Principalmente irritabilidade e tristeza. Muitas vezes acontecem
Tenho mudanças de humor frequentes. Principalmente irritabilidade e tristeza. Muitas vezes acontecem sem motivo nenhum, e quando isso acontece eu só quero me isolar de tudo. Qualquer coisinha me deixa frustada, mas me faz sentir magoada logo depois. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As mudanças de humor, a irritabilidade, a tristeza sem motivo aparente e essa vontade de se isolar são sinais importantes, e é compreensível que isso esteja te trazendo sofrimento.
É difícil atravessar tudo isso sozinha, e justamente por envolver tantas camadas emocionais, o mais adequado é realizar uma avaliação cuidadosa para entender melhor o seu quadro. Cada pessoa sente e expressa suas dores de um jeito muito próprio, e só olhando para a sua história de perto é possível identificar o que está acontecendo.
O passo mais importante você já deu: reconhecer que algo não vai bem e buscar ajuda. A partir daqui, iniciar um processo de análise com um psicanalista pode te oferecer um espaço seguro para explorar essas sensações, compreender suas origens e encontrar caminhos mais possíveis para lidar com elas.
Se sentir apoio nesse momento é fundamental, e você não precisa enfrentar isso sozinha. Quando quiser, estou à disposição.
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Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas cois
Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas coisas, também sinto um vazio enorme. Recentemente perdi alguém muito próximo da minha família, mas não consegui sentir o luto de uma forma “normal”. Chorei no dia, mas era algo que ia e voltava rapidamente, e no dia seguinte já parecia distante. Depois disso, simplesmente parei de sentir qualquer coisa sobre o assunto. Não sinto preocupação, mas ao mesmo tempo sou muito ansiosa. Isso pode indicar algum problema emocional que eu precise procurar ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O luto é uma experiência muito singular e cada pessoa vive esse processo de um jeito próprio. Não existe uma forma “normal” de sentir, nem certo ou errado. O mais importante é perceber, com cuidado e gentileza, o que esse acontecimento mobiliza em você e qual lugar essa pessoa ocupava na sua vida.
O vazio que você descreve e essa ansiedade que aparece com força podem sinalizar que há algo nos seus sentimentos pedindo espaço para ser olhado com mais profundidade. E o fato de você mesma perceber que há uma questão aí já é muito significativo.
A psicanálise pode justamente oferecer esse espaço de escuta e elaboração, sem julgamentos, para que você compreenda melhor seus movimentos internos. A terapia abre caminho para que esses sentimentos possam ser nomeados, entendidos e transformados no seu tempo.
Se você sentir que é o momento, um atendimento pode ajudá-la a dar início a esse processo. Estou à disposição.
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Como lidar com um término? Namoro há quase 4 anos, foi um relacionamento tóxico de altos e baixos,
Como lidar com um término?
Namoro há quase 4 anos, foi um relacionamento tóxico de altos e baixos, mas eu amava ele e foi nosso primeiro relacionamento. Aconteceu ontem, infelizmente ele não parece sentir tanto a minha falta, conversar comigo não parecia fazer tanta diferença assim. Enfim, eu acredito ter uma dependência emocional, nós nos submetemos a situações que não deveríamos. Acho que preciso de ajuda pra lidar com o término e com esse apego emocional que tenho nas pessoas, me sinto destruída.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Términos costumam ser experiências muito dolorosas, especialmente quando envolvem o primeiro relacionamento e tantas tentativas de fazer dar certo. Mesmo quando sabemos que havia algo que nos fazia mal, é difícil abrir mão de algo que também teve importância e afeto.
O que você descreve, essa sensação de se submeter ao que não devia, de se sentir presa e ainda assim querer estar junto, costuma estar ligado a estruturas inconscientes que podem ser trabalhados. Procurar ajuda nesse momento pode ser um passo importante para entender de onde vem essa dependência emocional e começar a construir relações mais equilibradas e cuidadosas, inclusive consigo mesma.
É um processo, mas ele pode ser transformador. Fico a disposição!
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Estou há 7 meses tentando tomar uma decisão e não consigo. Isso está me impedindo de fazer coisas si
Estou há 7 meses tentando tomar uma decisão e não consigo. Isso está me impedindo de fazer coisas simples como estudar. Me sinto triste e quando tomo uma quase decisão, começo a pensar e me sinto envergonhada e culpada pela escolha. Como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tard!
Tomar uma decisão pode ser mesmo um processo difícil. Às vezes, não é apenas sobre o que está em jogo de forma prática, mas sobre o que essa escolha representa. Cada decisão envolve uma perda, e há perdas que custam mais a serem encaradas do que outras.
Talvez essa não seja uma decisão simples, ainda que pareça corriqueira. Pode ser que algo, nas circunstâncias em que você está, torne mais difícil escolher, como se algo em você ainda precisasse elaborar o que pode se perder ao seguir por um caminho.
Olhar para o que essa indecisão mobiliza, para o que se teme deixar para trás, pode ajudar a compreender o que está realmente em jogo. Um processo de análise pode ser um espaço importante para isso; para pensar o que faz essa decisão pesar tanto e o que, de fato, está sendo decidido. Por isso deixo minha indicação que procure uma analista para te acompanhar neste processo.
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Sinto que me irrito com facilidade, mas consigo mascarar isso... Não vejo/sinto o prazer ou entusias
Sinto que me irrito com facilidade, mas consigo mascarar isso... Não vejo/sinto o prazer ou entusiasmo que preciso demonstrar para manter minha equipe motivada! Estou com muita vontade de ficar sozinho, absolutamente sozinho e também a claridade tem me incomodado... Essa irritabilidade e falta de entusiasmo me incomoda, já há alguns meses e se acentuaram nesse ano onde mais demandas na empresa se acumularam.
Como equilibrar isso? Não consigo saber por onde iniciar uma forma de melhora...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Você descreve um momento delicado, em que as exigências do trabalho e da vida parecem estar pesando mais do que o habitual. A irritabilidade, a vontade de se isolar e a falta de entusiasmo não devem ser ignoradas, principalmente quando já estão presentes há alguns meses e impactando sua rotina.
É natural que todos nós sintamos oscilações no humor, mas quando isso começa a atrapalhar a qualidade de vida, é importante olhar com cuidado. O que você relata sugere que pode haver algo além das pressões do trabalho em jogo, algo ligado à sua saúde mental.
Como você mesmo disse que não sabe por onde começar, a psicoterapia pode ser um primeiro passo importante. É um espaço para compreender melhor esses sentimentos, encontrar formas de lidar com eles e construir um caminho mais saudável e alinhado com você mesmo.
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O transtorno somatoforme é o mesmo que simulação? .
O transtorno somatoforme é o mesmo que simulação? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma questão que toca em um ponto sensível e fundamental da clínica. Para compreendermos o que hoje chamamos de transtorno somatoforme, é preciso fazer uma breve contextualização histórica. Desde que o sofrimento mental passou a ser objeto de estudo, diferentes nomenclaturas foram atribuídas a um conjunto de sinais que pareciam 'escapar' ao entendimento médico tradicional. Historicamente, houve quase sempre uma associação equivocada entre esses sintomas e a ideia de simulação, gerando um profundo descrédito sobre o que o paciente relatava.
Nesse cenário, as primeiras pacientes de Freud desempenharam um papel crucial. Eram mulheres com sintomas físicos intensos que não encontravam justificativa em exames laboratoriais ou fundamentos orgânicos. A grande revolução de Freud — que impactou não apenas o tratamento daquelas mulheres, mas toda a nossa cultura — foi justamente a sua posição ética de levar a sério esse sofrimento.
Ao decidir não descredibilizar o que elas sentiam, Freud pôde ouvir o que estava em jogo além do corpo biológico. Foi a partir dessa escuta que ele pôde formular a teoria do inconsciente e estabelecer a psicanálise como um método de tratamento.
Portanto, não, o transtorno somatoforme não é o mesmo que simulação. Embora a investigação laboratorial seja indispensável para descartar patologias orgânicas, a psicanálise se sustenta como um lugar e posição ética diante das somatizações, oferecendo as diretrizes para um tratamento possível onde a palavra do sujeito ganha lugar.
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Como a internet afeta a saúde mental de uma pessoa ?
Como a internet afeta a saúde mental de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa noite!
É muito importante manter o debate sobre esse tema, porque a internet hoje é uma ferramenta presente em praticamente todas as áreas da nossa vida. Ela participa ativamente do nosso cotidiano, desde as tarefas mais simples até as mais complexas.
Por ser um recurso tão abrangente, não podemos tratá-la como algo único, fixo ou previsível. A internet, por si só, não é boa nem má — tudo depende do uso que fazemos dela.
E é justamente aí que a discussão se torna tão relevante. Como hoje é praticamente impossível viver sem internet — já que dependemos dela até para transações bancárias —, é fundamental refletir sobre como usá-la de forma consciente. Como fazer dela uma aliada, sem deixar que sejamos guiados apenas pelos algoritmos, perdendo o controle das nossas próprias escolhas?
Algumas questões podem nos ajudar nessa reflexão:
Quanto tempo temos passado conectados?
Que tipo de conteúdo estamos consumindo?
Esse conteúdo é realmente relevante para nós?
Estamos preservando nossa intimidade ou nos expondo em excesso?
As redes sociais estão nos ajudando a socializar ou nos afastando das relações reais?
Temos criado padrões de vida e beleza irreais a partir do que vemos?
O tempo de tela tem prejudicado nossa concentração em outras tarefas?
E um ponto muito importante: estamos nos envolvendo com jogos de azar? Esse é um sinal de alerta que merece muita atenção.
A internet é uma ferramenta poderosa. Justamente por isso, o modo como a utilizamos deve ser pensado com cuidado. Esse é um tema que precisa estar em pauta — para que possamos estar atentos a nós mesmos e também às pessoas que amamos.
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Qual a diferença entre psicanálise e psicoterapia?
Qual a diferença entre psicanálise e psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, bom dia !
Essa é uma questão que gera muita confusão, por isso mesmo bastante importante de ser feita.
A psicanálise e a psicoterapia são teorias usadas por profissionais para a direção do tratamento subjetivo de seus pacientes. São técnicas com particularidades nas suas formas de abordar os sintomas e os caminhos para a dissolução destes.
A psicanálise é a teoria que se baseia no sujeito e seu inconsciente. Na posição do sujeito e suas formações sintomáticas. Que têm relação com sua história pessoal e social.
A psicoterapia é um nome mais amplo para uma abordagem da psicologia para os sintomas psíquicos.
Ambos usam a fala como ferramenta de elaboração dos sintomas. Uma fala direcionada a um profissional. Também é comum aos dois a importância da história pessoal de cada sujeito.
A diferença principal está na ênfase ao inconsciente, que influencia de forma velada os desejos, ações e sintomas dos sujeitos. E na psicanálise este é o centro da direção do tratamento.
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Perguntas frequentes
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Pra quem tem ansiedade, existe diferença entre cloridrato de bupropiona 12h e Zetron XL? Estou fazen
Sim, existe diferença entre as formulações de bupropiona de liberação prolongada:…