Perguntas do paciente (66)

  • Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao? Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempr

    Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao?

    Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempre acho que tou curado e minha vida torna se andar em um circulo quase que igual.. Acredito que posso conquistar o mundo em um dia, e no dia seguinte me sinto como se nao fosse ninguem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde!
    Não é possível afirmar um diagnóstico com base apenas nesse recorte que você traz, mas é perceptível o quanto você tem se observado e buscado entender sua posição. Essa atenção a si mesmo já é um passo importante.

    Você parece perceber um padrão que se repete — entre se sentir muito capaz e, logo depois, muito desanimado. Isso pode estar ligado a expectativas que você mesmo se coloca, e talvez também a uma forma exigente de se olhar. Esse é um ponto muito importante de ser trabalhado com maiores detalhes.

    Recomendo que você procure um analista com quem possa conversar sobre essas vivências. Mais do que focar em um possível diagnóstico, talvez seja interessante seguir explorando essas questões que são tão suas. O processo analítico pode ajudar a construir um caminho.


  • Tenho uma tremenda dificuldade em conversar sobre sentimentos, olhar nos olhos, dizer te amo, sempre

    Tenho uma tremenda dificuldade em conversar sobre sentimentos, olhar nos olhos, dizer te amo, sempre tento fugir das situações, impulsividade. Tenho esses problemas em conversar desde criança, alguns me acham doente e retardada. Pode ser algum trauma ou estar relacionando à algo? Isso me causa problemas por não conseguir me comunicar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, tudo bem?

    Perceber essas dificuldades e conseguir colocá-las em palavras já é um passo muito importante. Falar sobre sentimentos, se abrir, se comunicar com o outro, especialmente quando isso envolve afeto, pode ser algo bastante desafiador, ainda mais quando essas dificuldades estão presentes desde cedo.

    É normal que, diante de situações difíceis a gente crie formas de se proteger, como se afastar, evitar o contato direto ou se fechar. Muitas vezes, isso está ligado à sua história, a experiências que marcaram sua forma de se relacionar com os outros e com você mesma. Um tratamento pode te ajudar a percorrer esses caminhos de sentimentos, dificuldades e a forma como sua história te marcou.

    Buscar entender tudo isso com a ajuda de um profissional pode ser um caminho muito valioso. Um processo terapêutico permite olhar com mais cuidado para os sentimentos, para os medos e para o que foi vivido, ajudando a construir formas mais leves e possíveis de se comunicar e se sentir melhor nas relações.


  • Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pess

    Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pessoas com distúrbios mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde!

    Contar com uma equipe multiprofissional no tratamento em saúde mental é extremamente importante. Antes de tudo, é fundamental compreender que a pessoa em tratamento é muito mais do que seus sintomas: é um ser complexo, com histórias, afetos, gostos, preferências, hábitos, dificuldades e habilidades.

    Quando conseguimos reunir diferentes olhares profissionais sobre essa pessoa, ampliamos as possibilidades de intervenção, enriquecemos as estratégias terapêuticas e favorecemos avanços importantes no tratamento e na qualidade de vida.

    Em todos os anos em que atuei na saúde mental pelo SUS, percebi o quanto foi fundamental a troca de experiências, de perspectivas e de formas de intervenção com profissionais de outras áreas. Isso ampliou não apenas as minhas possibilidades como psicóloga, mas também os caminhos que pude construir junto aos meus pacientes.

    Sem dúvida, é uma troca muito rica, necessária e que precisa ser valorizada.


  • Não consigo me envolver de forma nenhuma com as pessoas, qualquer mínima demonstração de carinho já

    Não consigo me envolver de forma nenhuma com as pessoas, qualquer mínima demonstração de carinho já me faz querer ir embora. Como posso lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde!
    O afeto é algo com que todos nós precisamos lidar ao longo da vida. Como seres humanos, nossa sobrevivência enquanto bebês depende de muitos cuidados por um período prolongado — e todo esse processo envolve afetos, que deixam marcas em nossa história. Essas marcas, por sua vez, influenciam profundamente nossas futuras relações e a forma como nos vinculamos.

    Pelo que você descreve, parece ter identificado algo importante na sua maneira de se relacionar: o carinho parece causar desconforto a ponto de dificultar os vínculos. E, ao que tudo indica, isso tem te incomodado, não é algo que você gostaria que continuasse assim.

    Seu questionamento é muito importante. Falar sobre isso com um psicanalista pode te ajudar a entender melhor essas reações, acolher sua história e transformar, aos poucos, a forma como você se relaciona com o outro.


  • Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela p

    Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela porque nunca achei ninguem importante ao ponto de trazer essa pessoa pra vida dela. há algum tempo encontrei alguem que a trata muito bem , mas ela nao quer nem saber de aceitar ele na minha vida. É grossa, mal educada muitas das vezes e nao ve, mesmo que eu converse com ela , que ele quer ser alguem importante na vida dela principalmente. EM TUDO nos tentamos inclui-la pra que ela nao se sinta sozinha ou excluida. O convivio dela com ele longe de mim é excepcional, carinhosa e amorosa, mas quando eu chego a festa acaba. Como lidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde!
    A introdução de uma nova pessoa na rotina familiar pode ser mesmo um processo delicado, especialmente quando se trata da primeira vez que isso acontece. Seu cuidado em só apresentar alguém à sua filha quando sentiu que valia a pena diz muito sobre sua sensibilidade e responsabilidade afetiva — e isso é algo muito importante.

    Outro ponto que chama atenção no seu relato é o fato de que, na sua ausência, o convívio entre os dois é bom, afetuoso. Isso pode estar apontando para algo que diz respeito mais diretamente à relação entre vocês duas, mãe e filha. Relações maternas costumam ser intensas e cheias de camadas, e às vezes o que a criança expressa diante de uma novidade fala mais da relação primária com a mãe do que da pessoa que está chegando.

    Esse desconforto dela pode estar dizendo algo que merece ser escutado com mais atenção. Por isso, recomendo que você procure um analista que possa te acompanhar nesse processo. Através do acompanhamento clínico, você poderá compreender com mais clareza o que está em jogo e, assim, encontrar caminhos para que sua filha se sinta segura diante das mudanças — e para que você possa viver esse novo momento com mais leveza também


  • Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe.

    Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe. Começaram com um namoro há 2 anos, um namoro tranquilo bem infantil mesmo , eram da mesma sala, mandavam cartinha um para o outro nossas famílias se conheciam e até aí estava tudo bem. Com o passar do tempo esse namoro foi ficando cada vez mais tóxico, excessivo e doentio, meu filho já não tinha amigos, já não queria estar perto da família ( coisas que ele amava fazer) e a namorada disse que não gostava da família dele ( sem qualquer motivo) e se ele quisesse continuar o namoro teria que ser seguindo suas regras. A partir desse momento ele passou a se afastar cada vez mais de mim e do seu pai. Somos bons pais, orientamos, conversamos, aconselhamos e acolhemos quando por diversas vezes ela o deixa na pior (o que é cada vez mais frequente. Tenho a impressão que a menina tenha traços de narcisismo, o que tem deixado meu filho extremamente depressivo, ansioso, irreconhecível… Busquei ajuda, conversei com vários psicólogos, psiquiatras que me orientaram não intervir no namoro, deixar que ele consiga resolver. Tenho muito medo do término também, por ver que com certeza ele não está preparado. A única vez que isso ocorreu me deixou muito assustada. Medo de auto-extermínio. Não sei mais o que posso fazer. Vejo que existe a obsessão de ambos os lados e que realmente não está normal! Fico arrasada pois ele sempre foi um menino educado, alegre, amável e todos que o conhecem me perguntam o que está acontecendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia ! Super delicada a situação que você está passando.... existe uma decisão difícil sua como mãe, de intervir ou não em uma situação que seu filho adolescente está passando. Acho importante, de qualquer forma, seu cuidado em se perguntar a melhor forma de agir e não ser totalmente impulsiva.
    Os adolescentes estão em um momento de construção de suas formas de estar no mundo adulto. É um período que já são cobrados de algumas responsabilidades, mas ainda são poupados de muitas, por não terem condições de responder como adultos. Nesse período são vividas também as primeiras relações amorosas, que são muito intensas, como quase tudo nesta fase. E não é incomum que as formas de se relacionar não sejam as mais saudáveis, afinal, eles estão vivendo tudo isso pela primeira vez.
    Por isso, acompanho sua questão sobre o que fazer diante do que está presenciando. Pois não é possível também fechar os olhos diante do sofrimento do seu filho. Te diria pra seguir na direção de como ajudá-lo, poder ser um ponto de suporte para ele, sem, contudo, ser invasiva. Algo que não seja nem uma proibição da relação, ou uma intervenção que o atropele , mas que também não o deixe totalmente sozinho para lidar com tudo isso. Afinal, sabemos que sentir-se sozinho diante de um sofrimento é ainda pior.
    Além disso, já que você tem notado alguns sintomas nele, como depressão e ansiedade, já pensou em um acompanhamento psicológico para ele ?


  • Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psi

    Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psicanalista ou o mesmo percebe na analise e fala sobre a situação com o paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    A transferência é um conceito fundamental na psicanálise, um dos pilares elaborados por Freud que continua a orientar a prática dos psicanalistas até hoje. Ela se manifesta na relação analítica e funciona como uma chave de leitura para o analista compreender a forma como o paciente se relaciona com os outros.

    No entanto, não cabe ao paciente se preocupar com a transferência ou tentar analisá-la. Ela é interpretada pelo analista no decorrer do processo. O que realmente importa para o paciente é seguir a regra fundamental da psicanálise: a associação livre. Isso significa falar tudo o que vier à mente, sem censura, sem tentar organizar ou dar sentido imediato às palavras. Mesmo ideias aparentemente desconexas podem ser valiosas no processo analítico.


  • Frequentemente me pego refletindo sobre a minha vida, fazendo questionamentos, comparações, imaginan

    Frequentemente me pego refletindo sobre a minha vida, fazendo questionamentos, comparações, imaginando situações e principalmente me cobrando por diversas coisas. Tenho ciência de que estou indo bem em alguns aspectos da minha vida, mas ainda assim por vezes me sinto um fracasso, como se as minhas conquistas não tivessem tanto valor e como se eu estivesse atrasado em relação as outras pessoas e ao "padrão" do mundo.

    Sei que eu deveria buscar alguma ajuda psicológica, mas gostaria de entender que tipo de profissional, área ou tratamento eu deveria buscar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia ! É muito interessante a forma como você formula sua questão e determina o que quer entender melhor. Você percebe que não está paralisado, que conquista coisas, mas não é o suficiente. Há algo em relação a um ideal, que está nos outros, no padrão, fora de você, e que são mais valiosos.
    Além disso, é muito importante sua consciência que um tratamento pode te ajudar com isso! Não deixe de seguir sua intuição. É sempre um bom caminho.
    E finalmente sobre sua pergunta sobre qual profissional buscar, indico que busque um psicanalista. Em uma análise você poderá trabalhar suas questões consigo e seus ideais e por que parece nunca ser o suficiente. Fico a disposição!


  • Oi. Eu tenho 21 anos, e desde dos 11 anos eu comecei a me masturbar e até hoje não consegui parar co

    Oi. Eu tenho 21 anos, e desde dos 11 anos eu comecei a me masturbar e até hoje não consegui parar com o hábito. No começo eu fazia toda semana, todos os dias, mas entre meus quinze e em diante e agora eu posso passar dias, semanas e até três meses sem fazer, sem pensar, mas no final sempre acabo tendo uma recaída e as vezes me masturbo duas vezes ao dia. Eu não vejo como algo que quero que continue na minha vida, por isso gostaria de parar de uma vez, mas não sei como faço isso, sempre acabo voltando. Poderiam me ajudar??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia! A masturbação é algo normal aos seres humanos, especialmente quando jovens. Fico me perguntando por qual motivo você está incomodado com esta prática. Pelo seu relato, não parece ser uma relação que esteja problemática, pois nos últimos anos é algo que acontece esporadicamente, certo?
    A sexualidade faz parte vida. É algo importante e presente para todos nós. É algo que nos move, que possibilita relações, além de mobilizar muitos sentimentos . Dentre os muitos aspectos da sexualidade, a masturbação é um deles e é uma prática íntima e normal para todos.
    Deixo a sugestão de reflexão sobre o que te incomoda com tal prática e a quê isto se relaciona.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Eu diria que fundamental!! Pacientes borderline experimentam um sofrimento intenso, por isso um espaço de fala é muito importante como lugar seguro para ocupar. Poder falar das suas angústias, das suas indecisões e de como é sua experiência de viver.


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde! Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Especialmente por ser seu primeiro relacionamento, tudo muito difícil.
    São muitas coisas para você atravessar e processar. Você está vivendo um momento de luto, tanto do relacionamento, quanto de um ideal de namorado, que ficou evidente que não era tão "perfeito" assim.
    Indico que você procure um analista para te ajudar a elaborar todas essas vivências.


  • Pessoa com ansiedade e depressão profunda que não sai de casa pode ser internada involuntariamente?

    Pessoa com ansiedade e depressão profunda que não sai de casa pode ser internada involuntariamente? Isso causaria uma piora da depressão ou poderia deixar a pessoa traumatizada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde! Você traz um assunto muito sério e delicado. Também com vários aspectos a serem levados em consideração, tanto sobre a depressão, a internação involuntária e seus efeitos.
    A internação involuntária acontece quando a equipe de saúde avalia que o paciente não está apto a tomar decisões sobre si. Em outras palavras, que seu pensamento crítico e sua capacidade de julgar as situações não está em funcionamento. Essa incapacidade de decidir por si pode se dar por diversos motivos, que podem ser passageiros ou permanentes. Em situações nas quais o paciente está se colocando em risco, ou expondo terceiros a risco, a indicação da internação se dá, mesmo contra a vontade do mesmo.
    Quando esta avaliação é feita corretamente e a internação ocorre em boas condições, ou seja, quando é terapêutica, é esperado que o paciente melhore do quadro. E com esta melhora, ele pode reavaliar melhor o quadro em que se encontrava e até concordar que a internação era o melhor para ele. Mas é uma avaliação que deve ser feita com muito cuidado e a internação em uma instituição séria e comprometida.
    Sobre os efeitos de piora, ou de trauma, não é possível afirmar com certeza. Isso se dá caso a caso e deve ser avaliado a cada vez, com profissionais que acompanham o caso. Só assim pode-se ter uma ideia de seria terapêutico, ou traumático para um sujeito.
    Então, diante da complexidade do caso, indico que procure uma equipe de saúde mental que possa te auxiliar com a melhor conduta.


  • Eu perdi total interesse no meu marido, de 2 anos pra cá principalmente, está mais insuportável, eu

    Eu perdi total interesse no meu marido, de 2 anos pra cá principalmente, está mais insuportável, eu nem consigo ter relações sexuais com ele, na verdade sinto que não quero nem me relacionar sexualmente com ninguém. Prefiro usar acessórios de sex shop para me satisfazer. Mantenho o casamento exclusivamente por causa dos meus filhos e são pequenos e ele é um excelente pai, mas tudo que ele faz pra mim só me desagrada, tem dia que sinto vontade de sumir, não suporte nem olhar na cara dele, mas aí lembro que meus filhos precisam dele. Uns anos atrás tentei separar dele mas ele entrou em depressão e até pensou em suicídio. Para aguentar essa vida frustrada eu foquei e voltar a estudar para concursos públicos, mas cada dia eu fico vendo ele se definhar tb, ele não se cuida, está ficando barrigudo, fica postergando uma cirurgia no joelho e com isso não faz atividade física, é um homem sem perspectiva de crescimento no trabalho não faz nada para melhorar, a nossa renda é insuficiente mas pra ele está bom. Estou num ponto que cansei de falar e conversar, é muito desgastante, eu aceitei que ele não vai mudar mas infelizmente não consigo ficar na inercia. Ele agora está ficando com problema de ejaculação precoce eu pedi pra ele transar com outras mulheres pq pra mim definitivamente não vale a pena meu esforço na cama só para ele se satisfazer - que use as próprias mãos para isso. Em fim, tantas questões, suporto sempre pensando nos meus filhos. Será que outros casais passam por isso e como eles conseguem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde! É verdade! Você tem muitas questões!! E me parece pelo seu relato que está passando por tudo isso de forma muito solitária, tanto que gostaria de saber a experiência de outros casais... acho que pode sim te ajudar conversar com outras pessoas e saber da experiência matrimonial delas, mas cada relação é única, e sua experiência é individual. Ainda que alguém passe por uma situação com algumas semelhanças, só você sabe o que está passando e tudo que está sustentando.
    Você já pensou em procurar um psicanalista para falar disso? São temas muito fundamentais que você levanta, como a criação dos seus filhos, sua atividade sexual, suas perspectivas de prazer na vida, sua rotina...
    Eu te perguntaria o que será mais importante para os seus filhos? Já que não está sendo fácil para você sustentar essa relação. O que está tendo consequências tanto pra você, quanto para o seu marido, não é mesmo?
    Deixo minha indicação de você procurar um profissional para falar disso tudo que está te atravessando. Acredito que você poderá pensar caminhos mais fluídos para você e sua família.


  • É possível transformar a angústia em algo positivo?

    É possível transformar a angústia em algo positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia ! Achei muito interessante sua pergunta. Ela transmite algumas coisas.
    A primeira que me chama a atenção é o termo que você usa. Em tempos de tantas nomenclaturas e utilização de diagnósticos psiquiátricos para falar sobre os sentimentos, é muito interessante você utilizar a palavra angústia pra dizer o que se passa com você. Lacan costumava dizer que a angústia é o afeto que não engana. O que podemos entender como: onde há angústia, há algo de verdadeiro. Tem algo aí onde você sente angústia e isso quer dizer algo.
    Além disso, tem um desejo de transformação, de mudança, de movimento. E eu diria que sim, que você pode utilizar a angústia como propulsor de uma mudança. Não tente silenciar somente sua angústia. Observe o que ela pode estar apontando.
    Para isso, indico que você busque um psicanalista pra te acompanhar neste processo!


  • O que perguntar na primeira entrevista psicológica?

    O que perguntar na primeira entrevista psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia ! Essa é uma dúvida de muitas pessoas, já que o acompanhamento psicológico ainda é pouco conhecido e falado. Apesar de estarmos vendo uma grande mudança na forma como o tratamento psicológico é visto, ainda existe muito tabu e preconceitos envolvidos neste assunto. Sua pergunta é muito relevante, pois traz para conversa algo que fica velado e restrito à vivência pessoal de cada um.
    Na prática, não há uma regra do que deve ser dito ou perguntado durante a primeira entrevista. Na psicanálise trabalhamos com uma única regra, fale o que vier à sua cabeça! Portanto, durante a primeira sessão, ou em qualquer outra, fale com o profissional livremente. Diga o que está sentindo, o que vem lhe fazendo sofrer e o que você pensa sobre isso. Então, se você tiver dúvidas , diga isso ao psicólogo. Pergunte o que você estiver pensando, o que você precisar saber. E não só na primeira consulta. Durante todo o processo terapêutico é importante que se sinta confortável para falar e fazer perguntas.


  • Como cuidar das crianças que se desenvolvem em tempos de grande relação entre redes sociais e saúde

    Como cuidar das crianças que se desenvolvem em tempos de grande relação entre redes sociais e saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Essa é uma excelente questão! Muito atual e de interesse de todas as famílias com crianças e adolescentes. A internet e as redes sociais estão muito presentes nas nossas vidas, é difícil nos imaginar sem o uso dessas ferramentas. E é importante que possamos tomá-las dessa forma, como ferramentas, usá-las a nosso favor, no que podem nos auxiliar a ter mais acesso à informação, comunicação e outras facilidades. E não sermos nós utilizados por elas.
    Tem vários pontos importantes a serem observados quando somos usuários da Internet e redes sociais e também responsáveis pela educação de jovens. E não podemos deixar de lado uma avaliação sobre a nossa relação com estes. Você, adulto, como está sua relação com as redes sociais? Quando está em casa, dedica tempo aos jovens ou fica rolando o feed solitariamente?
    Sobre as crianças e adolescentes, você sabe qual é o conteúdo que eles acessam? Como faz este monitoramento? Consegue compartilhar com ele algum conteúdo que seja produtivo e estimulante? Consegue auxiliá-lo a fazer uso destas ferramentas de forma mais interessante?
    Ainda é fundamental muita orientação, especialmente sobre os riscos que eles devem evitar ao navegar na internet. Também com relação ao conteúdo que acessam. É indicado também um combinado com relação ao tempo gasto nas redes sociais e em quais momentos podem acessá-los. A estimulação de outras formas de entretenimento pode fazer com que não fiquem exclusivamente na Internet. Então levá-los para passear, para brincar com outras pessoas de sua idade, ler com eles, assistir filmes, tudo isso é interessante e complementa as orientações e monitoramentos necessários para um uso consciente.
    Caso o jovem esteja apresentando algum sintoma que você relacione ao uso abusivo de Internet, não deixe de procurar um profissional para avaliá-lo.


  • Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?

    Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia ! Essa é uma pergunta muito interessante! É bastante comum que, especialmente as mulheres, mesmo tendo uma vida sexual ativa não atinjam o orgasmo. Apesar de comum, não é para ser banalizado e tomado como regra. A prática sexual é algo muito complexo, que envolve muitos sentimentos e sensações. É importante analisar a forma como você tem se relacionado com essa prática da vida adulta. O que representa pra você, sua relação com seu corpo, com você mesma, como são seus relacionamentos, como se sente antes, durante e depois do ato sexual... muitas questões a serem levantadas e faladas sobre esse tema tão intenso! Não deixe de lado sua inquietação com essa pergunta. Procure um profissional com quem possa discutir e falar sobre .


  • Um acontecimento traumático pode alterar o comportamento de alguém?

    Um acontecimento traumático pode alterar o comportamento de alguém?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Com certeza! Os traumas são eventos que marcam a vida de uma pessoa, que deixam marcas e que concentram muitas coisas em torno desse ocorrido. Todos nós passamos por diversos eventos traumáticos ao longo da vida, desde nosso nascimento até a vida atual. Podemos passar por eles de forma mais ou menos intensa e também podemos lidar com os efeitos de diferentes formas. Quando as alterações no comportamento e sentimentos geram sofrimento e prejuízo na qualidade de vida, é importante tratar disso. Um psicanalista deve ser procurado para que o assunto seja observado e analisado. E com isso alcançar outras formas de lidar e conviver com as cicatrizes deixadas pelo trauma.


  • As vezes só consigo buscar pelos meus objetivos sendo motivada pelo medo ou seja pensando "e se o pi

    As vezes só consigo buscar pelos meus objetivos sendo motivada pelo medo ou seja pensando "e se o pior acontece", como posso mudar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, bom dia ! A partir desse breve relato seu, podemos desenvolver algumas questões, como quais são seus reais objetivos e de onde vem esse medo e insegurança do "pior acontecer". O fato de você querer mudar já demonstra que tal forma de ver as coisas está te incomodando. Esse é o primeiro passo pra poder fazer diferente. Um processo terapêutico vai te ajudar a construir perguntas, respostas e novos caminhos. Fica a indicação !


  • Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz

    Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Fernanda Talarico

    Olá, boa tarde! Imagino que esteja sendo difícil pra você todo esse processo. Porque perceber que está em uma relação de tantos anos e que não é valorizada, incluída e não recebe a atenção adequada é muito duro. Ao mesmo tempo que ao perceber tudo isso imagino que já tenha mudado algumas coisas em você. Sua forma de ver a relação parece estar diferente e isso é o início de mudanças. Você fala em separação, era esse seu desejo? Penso que são muitas coisas para falar e se organizar. Indico que procure um profissional para encontrar os melhores caminhos pra você. Estou a disposição.


Perguntas frequentes

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