Perguntas do paciente (5)
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Quais são as etapas da avaliação psicológica? .
Quais são as etapas da avaliação psicológica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psicológica é um processo cuidadoso feito por um(a) psicólogo(a) para entender melhor como o perfil cognitivo, emocional e social do paciente.As etapas principais são:
- Entrevista inicial: Uma anamnese para conhecer sua história, entender o motivo da busca e acolher suas necessidades.
- Aplicação de testes, escalas e questionários: São usados instrumentos específicos para avaliar aspectos como inteligência, funções executivas, memória, atenção, percepção, linguagem, habilidades sociais, funcionalidade, personalidade e emoções — sempre com muito respeito e sigilo. Essa etapa dura em média de 6 a 8 semanas.
- Análise dos resultados: O(a) psicólogo(a) interpreta tudo com base em sua individualidade, de forma ética e responsável. Ao final da análise, é elaborado o laudo neuropsicológico, um documento com todas as funções avaliadas durante o processo.
- Devolutiva: Você recebe o laudo neuropsicológico, contando com um retorno claro sobre os resultados e, se for o caso, orientações sobre os próximos passos.
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Quando o Comportamento Repetitivo Infantil Deve Preocupar os Pais?
Quando o Comportamento Repetitivo Infantil Deve Preocupar os Pais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Comportamentos repetitivos fazem parte do desenvolvimento infantil e, em muitas fases, especialmente na primeira infância, são considerados naturais. Repetir palavras, movimentos, ou até mesmo rituais simples pode ser uma forma de a criança explorar o mundo ao seu redor, consolidar aprendizagens ou se autorregular emocionalmente.
No entanto, é importante estar atento quando esses comportamentos deixam de ser esperados para a idade e começam a impactar negativamente o bem-estar da criança. Alguns sinais que merecem atenção incluem:
- Quando a repetição interfere no desenvolvimento de alguma função cognitiva (como linguagem, atenção ou interação social);
- Quando há um nível elevado de frustração ou crises de comportamento caso a repetição não seja concluída;
- Quando a criança apresenta inflexibilidade excessiva para lidar com mudanças na rotina ou variações no ambiente;
- Quando o comportamento repetitivo se intensifica com o tempo ou passa a dominar grande parte do seu dia.
É importante destacar que a idade da criança é um fator determinante na avaliação desses comportamentos. O que é esperado aos dois ou três anos, por exemplo, pode não ser esperado aos sete ou oito.
Caso esses sinais estejam presentes, o ideal é buscar orientação com profissionais especializados, como um(a) neuropediatra, que poderá investigar aspectos do neurodesenvolvimento, e um(a) neuropsicólogo(a), capaz de realizar uma avaliação detalhada das funções cognitivas e comportamentais da criança.
Quanto mais cedo houver uma compreensão adequada do comportamento, mais eficazes poderão ser as estratégias de intervenção, sempre respeitando o ritmo e as necessidades de cada criança.
Se desejar orientação nesse processo, estou à disposição para ajudar.
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Olá! Meu filho 3 tem anos, chegando aos 4 anos em poucos meses.Ele fala de tudo ,mas qd puxo uma con
Olá! Meu filho 3 tem anos, chegando aos 4 anos em poucos meses.Ele fala de tudo ,mas qd puxo uma conversa simples,ele não responde de acordo com a minha pergunta e as vezes ele repete tudo q é falado no desenho q ele assiste.Me sinto frustada pq eu pergunto o nome dele e ele não sabe me responder, pergunto quantos anos ele tem,mas ele não sabe responder ,as vezes até repete a pergunta q fiz.Ele adora interagir com outras crianças,outros adultos,ele fala de tudo,mas sente dificuldade de dialogar e não sei por onde começar e a quem procurar uma solução pra este caso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua preocupação é muito compreensível, e é importante reconhecer o quanto você está atenta ao desenvolvimento do seu filho, e isso já demonstra o quanto ele é bem cuidado.
O que você descreve pode estar relacionado a algumas particularidades no desenvolvimento da linguagem e da comunicação. Embora ele fale bastante, o fato de apresentar dificuldade para responder perguntas simples, repetir frases de desenhos (ecolalia), e não conseguir responder com clareza sobre si mesmo (como o nome ou idade), merece uma avaliação interdisciplinar mais aprofundada.
Vale destacar que gostar de interagir com outras crianças e adultos é um ponto muito positivo. No entanto, quando a linguagem falada não está acompanhada de uma comunicação funcional (ou seja, uma troca de informações adequada ao contexto), é importante investigar com um olhar profissional.
Minha recomendação é buscar uma avaliação interdisciplinar com:
1) Neuropediatra - que pode investigar possíveis condições do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), entre outros.
2) Fonoaudiólogo(a) especializado(a) em desenvolvimento infantil, para analisar aspectos da linguagem e da comunicação;
3) Neuropsicólogo (a) infantil - profissional capaz de realizar avaliação neuropsicológica, serviço em que são avaliadas diversas funções cognitivas, para além da queixa inicial. É traçado um perfil cognitivo do paciente, que serve de orientação para intervenção com psicólogo (a) infantil, neuropediatra e fonoaudiólogo (a).
4) Psicólogo(a) infantil, que possa observar a interação social, os padrões de comportamento e auxiliar no entendimento emocional da criança;
Quanto antes for feito um diagnóstico — caso ele seja necessário —, maiores são as chances de intervenções eficazes. E lembre-se: buscar ajuda não é rotular, é abrir caminhos para apoiar o desenvolvimento do seu filho com os recursos certos.
Estou à disposição para te ajudar nesse processo, caso deseje um acompanhamento psicológico especializado.
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Não sei ver horas em relógio de ponteiros nem fazer contas matemáticas, pode ser dislexia?
Não sei ver horas em relógio de ponteiros nem fazer contas matemáticas, pode ser dislexia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua dúvida é bastante pertinente e, na verdade, muitas pessoas passam anos convivendo com essas dificuldades sem saber que podem estar relacionadas a questões cognitivas específicas.
O transtorno específico da aprendizagem com prejuízo na leitura, mais conhecido como dislexia, está relacionado a dificuldades na leitura correta das palavras, lentidão na leitura e prejuízos na compreensão do que se lê. No entanto, a dificuldade em fazer contas matemáticas e interpretar relógios de ponteiros pode estar ligada a outro tipo de transtorno.
Quando há um comprometimento específico nas habilidades matemáticas, como realizar operações básicas ou compreender noções numéricas, podemos estar diante de um quadro chamado discalculia — um transtorno específico da aprendizagem com prejuízo na matemática.
Contudo, a dificuldade em ler relógios analógicos, especialmente quando acompanhada por problemas para organizar tarefas, entender sequências e acompanhar a passagem do tempo, pode indicar algo mais amplo, como uma disfunção executiva. Trata-se de um comprometimento nas funções cognitivas responsáveis pelo planejamento, organização, controle do tempo, atenção e regulação do comportamento.
Para compreender melhor a origem dessas dificuldades, é altamente recomendável procurar um(a) psicólogo(a) com experiência em avaliação neuropsicológica. Esse tipo de avaliação permite identificar o perfil cognitivo da pessoa e diferenciar se há um transtorno específico de aprendizagem, uma disfunção executiva ou outro fator associado. Com base nesse perfil, é possível traçar um plano de intervenção mais direcionado às suas necessidades.
Fico à disposição para ajudar nesse processo, caso queira agendar uma avaliação ou tirar outras dúvidas.
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Uma prima minha foi diagnósticada com dislexia grau leve, ela tem 15 anos e até hoje não conseguiu
Uma prima minha foi diagnósticada com dislexia grau leve, ela tem 15 anos e até hoje não conseguiu aprender a escrever sozinha o próprio nome, não sabe ler, não sabe fazer contas simples.. O médico (neuro) orientou a tomar um remédio de controle, não está evoluindo. Existe algum tratamento pra ela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A situação que você descreve é, de fato, desafiadora e compreensivelmente preocupante. Diante das dificuldades que sua prima enfrenta, é fundamental pensar em um plano de intervenção que vá além da medicação e que considere de forma mais profunda suas necessidades cognitivas e funcionais.
Se ela ainda não passou por uma avaliação neuropsicológica, esse pode ser um passo essencial neste momento. A avaliação neuropsicológica permite mapear as funções cognitivas (como memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico, entre outras), identificando quais estão preservadas e quais necessitam de maior suporte. A partir desse perfil cognitivo, torna-se possível planejar uma intervenção mais individualizada, eficiente e adaptada às capacidades dela.
Além disso, alguns caminhos terapêuticos podem ser muito benéficos:
Fonoaudiologia: com foco na linguagem escrita e no desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, pode trazer avanços importantes, mesmo em casos mais complexos;
Reabilitação neuropsicológica: esse trabalho visa à estimulação cognitiva sistemática, utilizando estratégias compensatórias — ou seja, ajudar a paciente a usar habilidades preservadas para contornar dificuldades e tornar-se mais funcional e adaptada no dia a dia;
Atividades de leitura e escrita diárias: mesmo que em pequena quantidade, é fundamental que essas atividades sejam consistentes e bem orientadas. O mais importante não é a quantidade, mas a qualidade da prática.
É importante lembrar que cada pessoa com dislexia possui um funcionamento cognitivo único, por isso o tratamento deve ser construído com base em suas reais necessidades e potencialidades, não apenas no diagnóstico em si.
Caso deseje um acompanhamento psicológico especializado ou mais orientações sobre como iniciar esse processo, estou à disposição.
Perguntas frequentes
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Bom dia! É mito. Quem está com furúnculo pode comer carne de porco normalmente,…