Perguntas do paciente (5)

  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Santana

    É compreensível pensar assim quando algumas pessoas importantes foram embora. A autossuficiência pode parecer mais segura do que correr o risco de se apegar e depois perder.
    Mas existe uma diferença entre saber estar sozinha e evitar vínculos para não sofrer.
    As pessoas realmente entram e saem da nossa vida. Nem todo vínculo precisa durar para sempre para ter sido importante. Talvez o ponto seja não deixar o medo da perda impedir novas conexões. Eu te perguntaria: você escolhe estar sozinha porque realmente gosta ou porque aprendeu que é mais seguro não precisar de ninguém?
    Autonomia é saber ficar bem consigo mesma. Isolamento, às vezes, também pode ser uma forma de proteção.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Santana

    É possível sentir tudo isso ao mesmo tempo. Uma gravidez pode trazer alegria, medo, culpa e até a sensação de que a própria vida ficou em segundo plano. Isso não significa que você não ame seu bebê ou que será uma mãe ruim.
    Talvez uma parte importante do que esteja acontecendo seja o medo de que, justamente agora que você percebeu que gostaria de começar a viver mais, sua vida passe a girar apenas em torno de outra pessoa.
    E isso merece ser olhado com cuidado. Seu filho não precisa ocupar o lugar de todos os seus planos, desejos e relações. Ser mãe será uma parte importante da sua vida, mas não precisa ser a sua única identidade.
    Você também pode construir uma vida que seja sua: fazer planos, conhecer pessoas, descobrir interesses, trabalhar, estudar, sair, criar vínculos. A maternidade pode fazer parte dessa vida sem apagar quem você é.
    E como você relata que está se sentindo muito mal psicologicamente durante a gestação, eu não tentaria atravessar isso sozinha. Procure acompanhamento psicológico e, se esses pensamentos estiverem muito intensos ou vierem acompanhados de desesperança, falta de vontade de viver ou pensamentos de machucar você ou o bebê, procure atendimento de saúde imediatamente.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Santana

    É possível que você não tenha deixado de amar, mas esteja comparando o relacionamento atual com a intensidade do começo. Com o tempo, a paixão muda e o vínculo pode ganhar outras formas: intimidade, parceria, cuidado e segurança.
    Mas também não precisamos transformar isso em uma obrigação de continuar amando. O mais importante é entender o que mudou em você e na relação.
    Antes de decidir terminar ou tentar recuperar o que existia, talvez valha investigar: você sente falta dele ou sente falta de como você se sentia no início da relação?
    A terapia pode ajudar justamente a separar amor, rotina, ansiedade, medo e desejo, sem precisar tomar uma decisão no impulso.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Santana

    Pode acontecer, sim. Quando estamos ansiosos, pesquisar sintomas pode acabar aumentando a preocupação. Você começa a observar mais o próprio corpo, encontra informações assustadoras e passa a interpretar cada sensação como sinal de alguma doença. Isso pode alimentar ainda mais o medo e o isolamento.
    A terapia pode ajudar justamente a entender esse ciclo e, aos poucos, recuperar sua segurança para voltar a fazer coisas que você começou a evitar.
    E sobre o escitalopram, como ainda está no início, converse com o médico que prescreveu antes de fazer qualquer mudança. O efeito não é imediato e varia de pessoa para pessoa.
    Por enquanto, tente evitar ficar pesquisando sintomas. Nem toda sensação é um sinal de que existe algo errado com você.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Santana

    Pode ser depressão, sim, mas não dá para afirmar apenas pelos sintomas. O que você descreve, como o choro frequente, perda do interesse pelas coisas, dificuldade de concentração e memória, isolamento e essa sensação de ter se perdido de si mesma, merece atenção.
    Mais do que tentar descobrir sozinha o que você tem, acho importante procurar um psicólogo e também uma avaliação médica para entender melhor o que está acontecendo.
    E não ignore essa vontade de ficar na cama para sempre. Se ela estiver relacionada a não querer mais viver ou a se machucar, procure ajuda imediatamente e não fique sozinha.
    Você não está exagerando e não precisa atravessar isso sozinha.


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Perguntas frequentes

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