Perguntas do paciente (26)
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Estou tomando assert de 100 mg tou sentindo palpitação forte no coração é normal ou paro de tomar?
Estou tomando assert de 100 mg tou sentindo palpitação forte no coração é normal ou paro de tomar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
pare de tomar e procure seu médico o mais rápido possível!
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Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma cris
Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma crise qundo a colega n quis falar com ela ela se arranhou isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como mãe, sua preocupação é compreensível, e é um bom sinal que você esteja observando o comportamento da sua filha e buscando entender melhor como ajudá-la. Vamos falar um pouco sobre os dois aspectos que você mencionou.
Primeiro, gostar de ficar sozinha de vez em quando é algo muito comum e até saudável, especialmente em crianças que estão desenvolvendo sua independência e aprendendo a lidar com o próprio mundo interno. Algumas crianças têm uma personalidade mais introvertida e podem gostar de períodos de solitude para explorar interesses ou recarregar as energias. Isso geralmente não é um motivo de preocupação, a menos que a criança evite constantemente o contato com outras pessoas, o que poderia indicar uma dificuldade social ou emocional.
Sobre a situação em que ela teve uma crise e se machucou, é algo que requer atenção. Autolesão é uma forma de a criança tentar lidar com emoções muito intensas, como tristeza, frustração ou rejeição, que ela talvez ainda não consiga expressar ou gerenciar de outras maneiras. Nessa idade, é importante ensinar maneiras saudáveis de expressar e processar sentimentos difíceis. Uma boa opção é conversar com ela em momentos tranquilos, tentando entender como ela se sente em relação a essas situações e validando suas emoções, para que ela se sinta compreendida.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem ótimas ferramentas que ajudam as crianças a entenderem suas emoções e a desenvolverem habilidades de regulação emocional. Um(a) psicólogo(a) pode ajudá-la a explorar essas emoções e a encontrar alternativas para lidar com situações que a aborrecem.
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Existe a possiblidade de um paciente ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e comportament
Existe a possiblidade de um paciente ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e comportamento hostil ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) apresente comportamentos hostis. A hostilidade, que pode incluir atitudes agressivas ou defensivas, está frequentemente associada ao TPB, principalmente quando o paciente se sente ameaçado ou rejeitado.
No TPB, a instabilidade emocional e os desafios com a autoimagem e o relacionamento com os outros podem resultar em respostas hostis, particularmente em situações de conflito ou em momentos de intensa insegurança emocional. Esses comportamentos hostis podem ser uma forma de autoproteção ou um reflexo da dificuldade de lidar com sentimentos de abandono ou rejeição, que são comuns no TPB. É importante entender que essa hostilidade não é intencionalmente direcionada contra os outros, mas pode ser um modo de lidar com a dor e a insegurança intensas.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e, mais especificamente, a Terapia Comportamental Dialética (DBT), têm abordagens eficazes para trabalhar esses padrões. Elas oferecem técnicas para desenvolver habilidades de regulação emocional, aprender a identificar e transformar pensamentos distorcidos e, assim, responder de forma mais adaptativa e menos hostil em situações desafiadoras. Essas abordagens buscam ajudar o paciente a entender suas emoções, reconhecer gatilhos e encontrar maneiras de gerenciar respostas que possam parecer impulsivas ou hostis.
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É verdade que o estresse pode causar queda de cabelo?
É verdade que o estresse pode causar queda de cabelo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o estresse pode, de fato, causar queda de cabelo, e essa relação tem um embasamento biológico bem documentado. Quando o corpo passa por estresse intenso, ele libera uma série de hormônios, como o cortisol, que podem afetar o ciclo de crescimento capilar. Esse estresse pode desencadear condições específicas, como o *eflúvio telógeno*, uma condição temporária em que mais fios de cabelo entram na fase de repouso do ciclo capilar, resultando em queda cerca de dois a três meses após o evento estressante.
Além disso, o estresse crônico pode exacerbar condições autoimunes, como a alopecia areata, onde o sistema imunológico ataca os folículos capilares, causando queda localizada. Em outros casos, o estresse emocional leva algumas pessoas a desenvolverem comportamentos compulsivos, como a tricotilomania, onde há uma necessidade de puxar ou arrancar os fios de cabelo.
A boa notícia é que, com a redução do estresse e com abordagens adequadas para manejo emocional, a queda geralmente diminui, e o cabelo tende a crescer novamente, uma vez que o ciclo capilar volta ao normal. Técnicas de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser úteis para desenvolver estratégias de enfrentamento e ajudar na regulação do estresse, o que, em muitos casos, pode contribuir para a recuperação capilar.
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Boa tarde! Meu filho tem 5 anos e não quer comer sozinho. Aliás ele nunca quis comer sozinho. Mas c
Boa tarde!
Meu filho tem 5 anos e não quer comer sozinho. Aliás ele nunca quis comer sozinho. Mas como de tudo que coloco no prato, sempre se alimentou muito bem. Mas ainda quer que eu dê na boca dele. Não quer pegar na colher. Sabe usar o garfo e a colher para comer frutas e iogurte, mas quando é a comida não pega de jeito nenhum. A introdução alimentar dele foi um pouco difícil, ele demorou para aceitar a comida, aceitou mais as frutas de imediato. Mamou no peito 2 anos, nunca quis mamadeira e nenhum tipo de leite. Fico agora preocupada por que daqui a 1 ano ele vai sair da educação infantil e também quero que ele tenha essa independência. Sou professora de educação infantil, sempre estimulei ele a tudo, mas acho que por conta das demandas e por ser mais rápido acabei deixando a desejar nesse quesito...rsRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! O comportamento do seu filho de não querer comer sozinho, apesar de ter aceitado bem os alimentos desde a introdução alimentar, é algo que alguns estudos em desenvolvimento infantil e psicologia comportamental ajudam a entender. Crianças nessa faixa etária frequentemente desenvolvem preferências e comportamentos específicos em torno da alimentação que podem ser influenciados por fatores emocionais, sensoriais e até pela rotina familiar.
Um estudo de comportamento alimentar em crianças mostra que a alimentação pode se tornar um momento de proximidade e segurança emocional, e isso é particularmente comum entre crianças que receberam atenção direta dos pais durante as refeições por um período prolongado. Além disso, as pesquisas indicam que algumas crianças podem ter uma sensibilidade a certos alimentos, texturas ou até mesmo ao ato de usar utensílios em situações que consideram desafiadoras, como a refeição completa, ao contrário de alimentos "mais fáceis", como frutas ou iogurte.
Como o seu filho já demonstra habilidade com os utensílios e aceitação dos alimentos, é provável que esse comportamento esteja mais ligado ao desejo de manter o ritual de proximidade e cuidado do que a uma questão de habilidade ou aceitação alimentar. Algumas estratégias recomendadas por estudos em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ajudar a promover a independência incluem:
1. **Reforço Positivo**: Elogie qualquer progresso dele ao se alimentar sozinho, mesmo que sejam tentativas pequenas. Esse tipo de reforço ajuda a aumentar a autoconfiança dele ao se alimentar.
2. **Início Progressivo**: Comece introduzindo pequenas etapas em que ele possa comer uma parte do prato sozinho, antes de você intervir. Com o tempo, ele pode se sentir mais seguro em aumentar essa participação.
3. **Refeições em Família**: Aumente a frequência de refeições em família, onde todos comem de forma independente, para que ele observe esse comportamento repetidamente.
4. **Exposição Gradual**: Para que ele se acostume ao ato de se alimentar sozinho com uma refeição completa, tente atividades lúdicas, como jogos de fingimento em que vocês "brincam" de cozinhar e servir a própria comida.
Em muitos casos, com paciência e consistência, a criança passa a se alimentar sozinha de forma natural.
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Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como psicólogo com especialização em terapia cognitivo-comportamental (TCC) e vasta experiência clínica, posso afirmar que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está frequentemente associado a várias comorbidades, o que significa que pessoas com TPB geralmente apresentam outros transtornos mentais que podem complicar o quadro e dificultar o tratamento. As comorbidades mais comuns no TPB incluem:
Transtornos do humor , como a depressão maior e o transtorno bipolar, são extremamente comuns em pessoas com TPB. A instabilidade emocional, um dos principais sintomas da TPB, pode ser exacerbada por essas condições, levando a crises de humor mais intensas e frequentes.
Transtornos de ansiedade , incluindo transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de pânico e fobias sociais, também são bastante frequentes. Pessoas com TPB muitas vezes relatam níveis elevados de ansiedade em várias situações, o que pode levar a um comportamento de evitação e a um aumento de sofrimento psicológico.
Transtornos alimentares , como anorexia, bulimia e transtorno de compulsão alimentar, também são comorbidades comuns. Esses comportamentos podem surgir como uma forma de lidar com a dificuldade em regular as emoções, que é central ao TPB.
Transtornos relacionados ao uso de substâncias (álcool, drogas), que muitas vezes atuam como uma forma de automedicação para lidar com a dor emocional e a instabilidade. No entanto, o uso de substância acaba agravando os sintomas e dificultando ainda mais o tratamento.
Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) , especialmente em pessoas com histórico de trauma, é outra comorbidade comum. Muitos indivíduos com TPB relatam eventos traumáticos na infância ou adolescência, o que contribui para o desenvolvimento de ambos os transtornos.
Outros transtornos de personalidade , como os transtornos de personalidade antissocial, esquiva e dependente, podem coexistir com o TPB. A sobreposição desses traços de personalidade pode intensificar os sintomas e tornar o tratamento mais complexo.
Essas comorbidades são desafiadoras porque afetam a dinâmica do tratamento e muitas vezes exigem abordagens terapêuticas integradas. A TCC e a Terapia Comportamental Dialética (TCD) são mostradas especialmente eficazes no tratamento do TPB e suas comorbidades, ajudando a pessoa a identificar, compreender e regular suas emoções, além de desenvolver habilidades para lidar com os desafios do dia a dia.
Qualquer dúvida fico a disposição!
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Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante a infância e adolescência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível observar alguns sinais precoces que podem sugerir uma predisposição ao desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) já na infância e adolescência. No entanto, é importante enfatizar que, durante essas fases, o diagnóstico de TPB é incomum e feito com cautela, pois a personalidade ainda está em formação. Contudo, certas tendências comportamentais e emocionais podem ser indicativas de vulnerabilidades que, com o tempo e sob certas condições, poderiam evoluir para características associadas ao TPB.
Alguns sinais comportamentais que podem aparecer precocemente incluem:
1. **Oscilações emocionais intensas e imprevisíveis:** Crianças ou adolescentes com uma predisposição ao TPB podem apresentar mudanças emocionais rápidas e intensas, passando de uma emoção a outra de forma abrupta. Esses jovens podem ter dificuldade em regular emoções fortes, como tristeza, raiva ou frustração.
2. **Medo intenso de abandono e busca constante de segurança:** Na infância e adolescência, é natural a busca por conexão e segurança emocional. Porém, uma resposta exagerada ao medo de rejeição ou de abandono, especialmente se acompanhada por comportamentos como apego excessivo, ciúmes de amigos ou familiares, ou crises quando percebem a possibilidade de serem deixados, pode ser um sinal de risco.
3. **Autoimagem instável e busca de identidade:** Adolescentes com tendência ao TPB podem sentir grande dificuldade em estabelecer uma identidade própria, mudando constantemente de interesses, estilos e opiniões. Isso pode gerar uma sensação de vazio e incerteza sobre quem são, o que tende a se intensificar durante a adolescência, período no qual as questões de identidade já são, naturalmente, muito presentes.
4. **Impulsividade e comportamentos de risco:** Outra característica comum é a impulsividade em diversas áreas, como em decisões precipitadas, relacionamentos intensos e, em alguns casos, comportamentos autodestrutivos. Em adolescentes, isso pode se manifestar como experimentação de substâncias, direção imprudente, ou outros comportamentos que expõem o jovem a riscos desnecessários.
5. **Sensação de vazio persistente:** Crianças e adolescentes que verbalizam uma sensação de vazio, uma dificuldade em se sentir bem consigo mesmos ou uma sensação de insatisfação constante podem estar manifestando um sinal precoce. Esse vazio tende a ser associado a uma dificuldade em se sentirem preenchidos ou satisfeitos, mesmo ao lado de pessoas que as amam.
Esses sinais não são suficientes para se estabelecer um diagnóstico e podem aparecer em diversas outras condições ou até em fases de desenvolvimento que não necessariamente indicam TPB. A intervenção precoce, que envolve apoio familiar, psicoeducação e, em alguns casos, acompanhamento psicoterapêutico, pode fazer uma grande diferença na saúde mental desses jovens e ajudar a fortalecer a regulação emocional e as habilidades de relacionamento, favorecendo um desenvolvimento mais saudável.
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Bom, não sei muito bem como explicar minha situação, porque até criar um simples texto pra mim virou
Bom, não sei muito bem como explicar minha situação, porque até criar um simples texto pra mim virou uma dificuldade. Ah uns 4 anos, vivia uma vida normal, me entendia muito bem, era sociável, tinha minhas peculiaridades de personalidade, uma pessoa considerada brava, mas nada fora do normal. Fazia amizades tranquilamente, conversava muito bem e tudo mais, a vida era boa! Em 2020 entrei em um trabalho, e desde então tudo mudou, nesse trabalho fiquei 1 ano, mas desde o primeiro dia senti um desconforto fora do normal, mas não sabia o porque, trabalhava como caixa de supermercado, não sei se era estresse, mas desde o primeiro dia foi assim, logo na primeira semana não conseguia dormir direito, acordava várias vezes a noite sonhando que estava trabalhando, e assim foi, fui tentando levar o máximo que pude pois precisava do trabalho, nisso eu tinha 19 anos. Com o tempo as coisas foram mudando, minha cabeça parece que foi entrando em colapso, não conseguia mais conversar, tudo eu ficava muito nervosa, uma simples conversa pra mim sentia que ia morrer, toda hora ia pro banheiro pra ficar sozinha, porque ficava um pouco no caixa e já ficava reparando em tudo, parecia que todos estavam reparando em mim também, em fim. No começo, me sentia assim apenas no trabalho, depois de um tempo passei a me sentir assim o tempo todo, parece que desaprendi a me comunicar, minha cabeça vive em pensamentos, e com o tempo passei a não me lembrar mais como é ter uma mente normal, eu penso o dia inteiro, aí as vezes tento não pensar, e aí parece que fico paralisada sem saber o que fazer, é terrível nem eu sei explicar direito o que acontece comigo. Parece que desaprendi tudo, nessa trajetória perdi meu namorado, me afastei da família e dos amigos, vivo comigo mesma, mas nem sozinha consigo ficar em paz, me sinto cansada 24 horas por dia, parece que durmo e não descanso. Minha vida virou um mártires, e não sei como sair disso, se estou ficando louca, no começo cheguei a procurar um psicólogo, fiz coisa de duas consultas, ela chegou a falar numa possível síndrome do Pânico, ansiedade, mas parei de ir por falta de condição, gostaria de saber ou ouvir de alguém se isso é normal, uma opinião ou algo do tipo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, quero reconhecer a sua coragem em compartilhar isso, especialmente por ser tão difícil para você. É absolutamente compreensível que você se sinta exausta e confusa com essas mudanças, que parecem ter começado após uma experiência de trabalho muito desafiadora e, desde então, afetaram muitos aspectos da sua vida. Vamos explorar o que pode estar acontecendo, considerando evidências e abordagens comuns na psicologia e na neurociência.
O que você descreve — sentimentos intensos de desconforto, nervosismo ao ponto de paralisar, pensamentos intrusivos constantes e cansaço persistente — pode estar relacionado a uma condição chamada *transtorno de ansiedade generalizada (TAG)* ou, como a psicóloga mencionou, uma forma de *transtorno de pânico*. Esses transtornos são caracterizados por uma sensação contínua de ansiedade e tensão que pode ser exacerbada por situações estressantes, como o trabalho que você descreveu. Esses sintomas podem também se sobrepor à *ansiedade social*, uma condição onde o receio do julgamento alheio é tão intenso que torna as interações sociais muito desgastantes.
Do ponto de vista neurobiológico, a experiência de estresse prolongado pode causar mudanças na forma como o cérebro responde às situações. Em períodos de alto estresse e ansiedade, o sistema nervoso simpático — aquele responsável pela reação de “luta ou fuga” — pode entrar em uma espécie de hiperativação, resultando em cansaço físico e mental constante, dificuldades de concentração e uma sensação de estar sempre “em alerta”. Com o tempo, a mente realmente “aprende” esse padrão de ansiedade, e ele pode passar a ocorrer mesmo fora do contexto original, o que pode ser uma das razões para esses sentimentos de ansiedade terem se estendido para além do ambiente de trabalho e passado a fazer parte do seu dia a dia.
É importante ressaltar que você *não está sozinha* nessa experiência, e o que você está sentindo é compreensível. Muitas pessoas que passam por estresse e ansiedade intensos acabam tendo pensamentos semelhantes ao longo do tempo, o que não significa que você está “desaprendendo” habilidades ou “ficando louca”. Trata-se, na verdade, de uma reação que pode ser abordada com estratégias terapêuticas eficazes.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais bem estudadas para tratar esses sintomas. Ela trabalha ajudando você a identificar os pensamentos automáticos que alimentam sua ansiedade e ensina maneiras de reagir a esses pensamentos de forma menos intensa. A TCC também envolve estratégias para reduzir a ativação física, como técnicas de respiração e relaxamento muscular, que podem ajudar a recuperar um senso de calma e controle em situações de estresse.
**Algumas sugestões práticas e baseadas em evidências incluem:**
1. **Registro de Pensamentos**: Uma prática importante na TCC é anotar pensamentos automáticos negativos. Isso permite que você observe quais são os pensamentos recorrentes e, com o tempo, comece a questionar se eles realmente correspondem à realidade. Esse processo ajuda a reduzir a força desses pensamentos.
2. **Exercícios de Atenção Plena (Mindfulness)**: Estudos mostram que práticas de mindfulness, mesmo que por poucos minutos ao dia, podem ajudar a interromper o ciclo de pensamentos intrusivos e reduzir o cansaço mental.
3. **Exposição Gradual a Interações**: Pode ser útil começar a se expor a conversas e interações em pequenas doses, permitindo que você recupere a confiança na sua capacidade de se comunicar. Pequenos passos, como interações breves em um ambiente seguro, podem ser uma maneira de retomar o controle.
Se os recursos forem um problema, há opções de atendimento psicológico gratuito ou com valores reduzidos em universidades e clínicas-escola, além de grupos de apoio. Ter o apoio de um(a) psicólogo(a) pode realmente ajudar a reduzir esses sintomas, e é uma opção que pode fazer a diferença no longo prazo.
Seu relato mostra que você ainda tem esperança de que as coisas melhorem, e esse é um ponto de partida poderoso. Com apoio e práticas terapêuticas, há boas chances de que você possa recuperar o bem-estar e retomar as conexões que sente que perdeu.
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Como se manifesta o transtorno de personalidade borderline?
Como se manifesta o transtorno de personalidade borderline?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta por um padrão duradouro de instabilidade emocional, impulsividade, relações intensas e uma autoimagem inconsistente. Abaixo estão as características principais:
1. **Oscilações emocionais intensas e imprevisíveis:** Pessoas com TPB frequentemente experimentam mudanças de humor extremas, indo de uma intensa tristeza para uma euforia ou raiva com rapidez. Essas oscilações, que podem durar horas ou dias, fazem com que a pessoa sinta as emoções de forma muito profunda e, às vezes, esmagadora.
2. **Medo intenso de abandono:** Uma característica central do TPB é o medo intenso de ser abandonado ou rejeitado, seja real ou imaginado. Esse medo pode levar a comportamentos extremos para evitar o abandono, como apego excessivo ou tentativas de agradar, e, paradoxalmente, até afastar pessoas queridas por conta dessa intensidade.
3. **Instabilidade nos relacionamentos interpessoais:** As relações são frequentemente intensas, com uma alternância entre idealização (ver o outro como perfeito) e desvalorização (ver o outro como totalmente ruim), conhecida como "divisão". Essa alternância pode dificultar a manutenção de vínculos consistentes e satisfatórios.
4. **Autoimagem e identidade instáveis:** Pessoas com TPB podem ter uma sensação de identidade confusa ou instável, mudando de opinião sobre quem são ou o que querem da vida. Essa incerteza pode levar a mudanças constantes em objetivos, valores ou até em estilo pessoal, o que contribui para um sentimento persistente de vazio.
5. **Impulsividade:** Muitos indivíduos com TPB apresentam comportamentos impulsivos, como abuso de substâncias, gastos excessivos, direção imprudente, ou comportamentos sexuais de risco. Esses comportamentos são uma forma de lidar com o vazio ou com a dor emocional intensa, mas acabam causando dificuldades e consequências a longo prazo.
6. **Comportamentos autodestrutivos e suicidas:** A automutilação e os pensamentos suicidas são relativamente comuns entre pessoas com TPB, em parte como uma forma de lidar com emoções avassaladoras. Esses comportamentos geralmente resultam de uma tentativa de aliviar a dor emocional imediata, mas requerem intervenção e apoio especializado para prevenir danos.
7. **Sensação crônica de vazio:** Esse sentimento de vazio pode fazer com que a pessoa se sinta desconectada de si mesma e dos outros, buscando preenchê-lo de forma intensa e, por vezes, impulsiva.
8. **Dificuldade com controle da raiva:** Pessoas com TPB podem sentir raiva intensa e ter dificuldade em expressá-la de forma saudável, podendo explodir em ataques de raiva ou ressentimento. Esse comportamento pode ser impulsionado pela frustração de não sentir suas necessidades emocionais atendidas.
O TPB pode ser debilitante, mas há tratamentos eficazes. A Terapia Comportamental Dialética (DBT), por exemplo, é uma abordagem muito utilizada que ensina habilidades de regulação emocional, tolerância ao sofrimento e comunicação interpessoal, ajudando as pessoas a construir uma vida mais equilibrada e menos caótica.
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Ao ver shows de música, batalhas de dança meio que me imagino. Mas só no momento que estou vendo. Se
Ao ver shows de música, batalhas de dança meio que me imagino. Mas só no momento que estou vendo. Será pela autoestima baixa ou falta de socialização? A muitos anos não tenho uma vida social ativa. Também tenho muitos sintomas de TOC.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que essa sensação de se imaginar nos shows ou batalhas de dança surge como uma forma de conectar-se com um ideal ou uma situação de expressão, algo que talvez esteja faltando na sua rotina atual. A baixa autoestima e o isolamento social podem, sim, estar influenciando isso, pois esses fatores podem nos afastar de experiências em que nos sentiríamos mais autênticos ou realizados. Muitas vezes, essas fantasias ou projeções aparecem como uma forma de compensação emocional para aquilo que desejamos viver mais ativamente, mas que não estamos explorando plenamente.
O TOC, por sua vez, tende a envolver pensamentos intrusivos ou rituais, que podem consumir muito da nossa energia mental e aumentar a sensação de isolamento. A combinação de TOC, baixa autoestima e uma vida social limitada pode fazer com que cenários imaginados se tornem uma forma de escape, uma maneira de experimentar liberdade e conexão sem a "pressão" de enfrentar a realidade.
Uma abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) poderia explorar estratégias para reforçar a autoestima e a confiança em ambientes sociais. Isso incluiria práticas para enfrentar as crenças que limitam sua interação social, além de técnicas específicas para lidar com os sintomas do TOC. Pequenos passos, como iniciar atividades em grupo ou se engajar em hobbies com outras pessoas, podem ser interessantes.
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Como a terapia pode ajudar no tratamento do transtorno borderline?
Como a terapia pode ajudar no tratamento do transtorno borderline?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia pode ser extremamente eficaz no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), oferecendo ferramentas práticas para lidar com a intensa instabilidade emocional e os desafios nos relacionamentos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente em sua forma adaptada para o TPB — a Terapia Comportamental Dialética (DBT) —, é uma das abordagens mais bem-sucedidas.
Aqui estão algumas maneiras de como a terapia pode ajudar:
1. **Regulação Emocional:** Pessoas com TPB geralmente sentem emoções de forma muito intensa, o que torna difícil regulá-las. A DBT, por exemplo, ensina habilidades de regulação emocional, como identificar e nomear emoções, entender os gatilhos, e desenvolver alternativas para lidar com essas emoções sem recorrer a impulsos destrutivos. Essa prática reduz a intensidade e a duração dos estados emocionais negativos.
2. **Habilidades de Tolerância ao Sofrimento:** Momentos de crise e sofrimento emocional são comuns em pessoas com TPB. A DBT inclui técnicas específicas de tolerância ao sofrimento que ajudam a pessoa a passar por essas crises sem piorar a situação. Essas habilidades ensinam a lidar com a dor de forma mais construtiva e a reduzir comportamentos impulsivos que muitas vezes agravam o sofrimento.
3. **Construção de Relações Interpessoais Saudáveis:** Muitos conflitos nas relações interpessoais no TPB surgem da dificuldade em expressar necessidades e emoções de forma assertiva. A terapia ensina habilidades de comunicação, como pedir o que precisa e definir limites, e também a encontrar um meio-termo entre a dependência e a independência nos relacionamentos. Isso resulta em interações mais equilibradas e reduz o padrão de idealização e desvalorização.
4. **Desenvolvimento de uma Autoimagem Estável:** A terapia também ajuda a trabalhar a questão da identidade, algo que costuma ser instável em pessoas com TPB. O terapeuta pode ajudar o paciente a explorar seus valores, interesses e metas para construir uma identidade mais sólida e integrada.
5. **Trabalho com Pensamentos Distantes da Realidade (Cognitivo):** A TCC ajuda a identificar e desafiar pensamentos distorcidos que alimentam o medo de abandono, a autocrítica e a visão de "tudo ou nada" sobre as situações. Com o tempo, o paciente aprende a reestruturar esses pensamentos, reduzindo sua intensidade e impacto sobre o comportamento e as emoções.
6. **Construção de uma Vida Significativa:** Um dos objetivos centrais da terapia é ajudar a pessoa com TPB a construir uma vida que seja significativa para ela. Isso inclui desenvolver metas pessoais e aprender a buscar o que traz sentido, seja nos relacionamentos, no trabalho ou em outras áreas importantes. Essa construção ajuda a combater o sentimento de vazio, promovendo uma sensação de realização e propósito.
7. **Redução da Autoagressão e Impulsividade:** Muitos pacientes com TPB enfrentam comportamentos autodestrutivos, como automutilação e uso de substâncias. A terapia oferece alternativas de enfrentamento mais saudáveis, ajudando a substituir esses comportamentos por estratégias de autocuidado e autocompaixão.
Através da terapia, a pessoa com TPB adquire habilidades para gerenciar melhor a própria vida emocional e interpessoal, o que reduz a intensidade e a frequência das crises e melhora a qualidade de vida.
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É possível levar uma vida feliz com transtorno borderline?
É possível levar uma vida feliz com transtorno borderline?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é absolutamente possível levar uma vida satisfatória e feliz com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Com tratamento adequado e o desenvolvimento de habilidades para lidar com as emoções intensas e as dificuldades interpessoais, muitas pessoas com TPB conseguem alcançar uma vida com sentido, relacionamentos estáveis e uma maior paz interior. A terapia, especialmente abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), oferece ferramentas práticas que ajudam a construir essa qualidade de vida.
Aqui estão alguns pontos importantes que podem ajudar a entender como isso é possível:
1. **Desenvolvimento de habilidades de regulação emocional:** Uma das principais fontes de sofrimento para quem tem TPB é a intensidade das emoções. Com o aprendizado de técnicas de regulação emocional, é possível viver essas emoções de forma mais equilibrada, tornando-as menos avassaladoras e mais controláveis. Essa regulação permite desfrutar melhor dos momentos e responder às situações de forma mais adaptativa, o que traz mais tranquilidade e satisfação.
2. **Fortalecimento das relações interpessoais:** Um dos aspectos que mais contribui para a felicidade e bem-estar são as conexões interpessoais. A terapia ajuda a desenvolver habilidades para construir e manter relações mais saudáveis e equilibradas, como comunicação assertiva, definição de limites e resolução de conflitos. Com essas habilidades, você pode ter relacionamentos que sejam fontes de apoio e não de estresse, o que aumenta sua qualidade de vida.
3. **Construção de uma identidade estável e de um propósito pessoal:** A terapia auxilia na busca por valores e objetivos que façam sentido, ajudando na construção de uma identidade mais estável e fortalecida. Com isso, é possível encontrar um propósito, investir em atividades significativas e se sentir mais realizado e satisfeito com a vida.
4. **Redução do comportamento impulsivo e autodestrutivo:** Com as habilidades adquiridas em terapia, as pessoas com TPB aprendem a controlar melhor os impulsos e a buscar alternativas mais saudáveis para lidar com o sofrimento. Reduzir esses comportamentos traz mais estabilidade e permite que a pessoa viva de maneira mais plena.
5. **Capacidade de se conectar com momentos de alegria e realização:** Embora o TPB traga desafios, muitas pessoas com o transtorno encontram formas de cultivar a felicidade ao aprender a desfrutar das pequenas conquistas, das conexões com pessoas queridas e do prazer em atividades que trazem satisfação. A terapia ajuda a desenvolver essa capacidade de atenção ao momento presente, facilitando o acesso a momentos de paz e contentamento.
A felicidade não significa uma ausência total de dificuldades, mas sim a capacidade de enfrentar esses desafios de forma que eles não dominem a sua vida. Com o tratamento adequado e o apoio de profissionais e pessoas próximas, é totalmente possível viver de forma gratificante e experimentar uma vida repleta de propósito e alegria, mesmo convivendo com o TPB.
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Como o apoio social pode ser benéfico para pessoas com transtorno borderline?
Como o apoio social pode ser benéfico para pessoas com transtorno borderline?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O apoio social é um fator crucial na vida das pessoas com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e pode trazer benefícios significativos para o processo terapêutico e para a qualidade de vida. Sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente quando integradas técnicas da Terapia Comportamental Dialética (DBT), o apoio social oferece suporte emocional, validação e estabilidade, que são essenciais para pessoas com TPB.
Regulação emocional e redução de impulsividade: Pessoas com TPB enfrentam frequentemente intensas oscilações emocionais e dificuldades de regulação. Uma rede de apoio social, quando sólida e estável, pode atuar como uma âncora emocional, ajudando o indivíduo a identificar e processar suas emoções antes que elas atinjam picos de intensidade. Esse suporte pode reduzir comportamentos impulsivos, pois o indivíduo sente que tem a quem recorrer antes de agir de forma precipitada.
Validação e construção de uma autoimagem positiva: O TPB está fortemente associado a sentimentos de inadequação, baixa autoestima e uma autoimagem assustadora. A validação vinda de pessoas próximas ajuda o paciente a reformular pensamentos disfuncionais e a reduzir autocríticas severas. Essa acessibilidade e acolhimento de amigos e familiares reforçam a sensação de que uma pessoa é digna de respeito e de amor, promovendo o medo de abandono e ajudando na construção de uma identidade mais estável.
Redução da solidão e suporte prático: A solidão é uma experiência recorrente para muitas pessoas com TPB, o que pode intensificar sentimentos de vazio e desesperança. Uma rede de apoio reduz essa solidão, oferecendo oportunidades de conexão e interação. Além disso, amigos e familiares podem oferecer suporte prático em momentos difíceis, ajudando o indivíduo a lidar com crises ou situações desafiadoras.
Incentivo à adesão ao tratamento: O apoio social também desempenha um papel importante na motivação do paciente para manter o tratamento. Com uma rede de apoio que entende e incentiva o compromisso com a terapia, o indivíduo tende a ter mais motivação para seguir o tratamento e aplicar as habilidades aprendidas em sessões terapêuticas.
É importante que esse apoio social seja informado e compreensivo, pois as pessoas com TPB podem ter relações intensas e sentir com muita força qualquer sinal de exclusão ou de abandono. A psicoeducação para a família e os amigos próximos é um componente essencial, pois ajuda a rede de apoio a entender melhor o transtorno e a responder de forma mais empática e consistente. Com isso, o apoio social torna-se um pilar valioso no processo de transformação e na busca por uma vida com mais estabilidade e equilíbrio emocional.
Espero poder ter ajudado!
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Parece que estou em uma crise constante há dias. A única coisa que me faz bem é assistir séries, fil
Parece que estou em uma crise constante há dias. A única coisa que me faz bem é assistir séries, filmes, livros ou estudar, porque, ao parar para pensar na realidade, sinto meu corpo tremer e vontade de me coçar até arrancar sangue. Me sinto completamente incapaz de viver ou ter relacionamentos reais, porque, na minha cabeça, a realidade é podre demais para isso. Não consigo me sentir bem e estou cansada todos os momentos. Eu já desisti de ajuda psicológica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendendo como essa sensação de crise constante é exaustiva e como é difícil lidar com essas emoções que parecem não dar trégua. Primeiro, quero considerar a dor e o cansaço que você está expressando; não é fácil passar por isso. Esse tipo de sofrimento intenso pode fazer parecer que estamos travados em um ciclo sem fim e que nada além de se distrair parece oferecer um intervalo temporário.
Como terapeuta cognitivo-comportamental, gostaria de compartilhar com você que é absolutamente possível reconstruir uma relação mais saudável com seus pensamentos e emoções. As distrações como séries, filmes e estudos realmente ajudam a aliviar um pouco o peso do momento, e isso faz todo sentido. Mas essa busca por colapso também indica que existe um potencial para encontrar conforto de outras formas, até mesmo na forma como interpretamos e reagimos à realidade.
Em momentos de dor intensa, nossa mente tende a formar pensamentos muito rígidos e absolutistas, como "não sou capaz de viver" ou "a realidade é podre". Esses pensamentos são reais e verdadeiros quando não temos auge do sofrimento, mas eles também são alimentados pela nossa percepção momentânea. É aí que entra a possibilidade de trabalhar com você para construir estratégias de autorregulação que te ajudem a não reagir com tanta intensidade a esses pensamentos e sensações.
A ideia seria trazer técnicas que você pode usar no dia a dia para lidar com as emoções em vez de fugir delas – e isso é um processo gradual. Eu me perguntei se, ao ouvir isso, você sente que já tentou algo parecido e acha que não funcionou. Se for o caso, avise-me, pois há diferentes formas de se trabalhar com essas dificuldades e sempre existe a chance de adaptar o método até encontrarmos algo que ressoe com você.
Eu gostaria de te convidar a experimentar, no seu tempo e com o mínimo de pressão, técnicas de regulação emocional e de “presença no agora” que te permitam desenvolver uma nova relação com seus pensamentos e emoções. Talvez a realidade pareça hostil porque, em algum nível, você está tentando se proteger de algo muito doloroso que foi internalizado. Isso é comum e compreensível, e podemos descobrir juntos formas de, gradualmente, confrontar essas percepções sem tanto sofrimento.
Se decidir que quer tentar mais uma vez, saiba que estarei aqui para oferecer um espaço seguro e sem julgamentos.
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Tenho 18 anos e me sinto perdida, alguns de meus amigos já estão na faculdade fazem cursinhos, me si
Tenho 18 anos e me sinto perdida, alguns de meus amigos já estão na faculdade fazem cursinhos, me sinto mal porque não sinto a mesma motivação que eles. Eu tranquei uma faculdade quando comecei a fazer e senti que perdi o rumo desde então. Sou uma pessoa ambiciosa e gosto de pagar pelas minhas próprias coisas, apenas saí porque não queria que meus pais gastassem dinheiro. Mas, eles ficam me falando que o tempo está passando e que isso irá piorar as coisas. Estou fazendo algo de errado? Eu só queria uma opinião profissional para saber se isso é normal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é bastante comum e, na verdade, faz muito sentido considerando tudo o que mencionou. Esse período dos 18 anos costuma ser de grandes mudanças e transições. Muitas vezes, expectativas e pressões externas — como a de já estar na faculdade ou em algum curso específico — podem gerar um sentimento de comparação, de cobrança e até de dúvida quanto ao próprio caminho.
Vamos pensar em alguns pontos: você se descreve como ambicioso(a) e responsável, e até trancou a faculdade pensando no custo e nos impactos para seus pais. Essa consideração demonstra maturidade e valores importantes. A questão da motivação é algo que varia bastante de pessoa para pessoa e de situação para situação. Talvez a faculdade que você iniciou não tenha te motivado como esperava, ou o contexto em que estava não te proporcionou um sentimento de propósito claro. Essas são questões comuns e podem indicar que você está, sim, refletindo sobre o que realmente deseja.
A sensação de "perder o rumo" é compreensível, mas pode ser um sinal de que ainda está descobrindo quais caminhos podem alinhar melhor com seus valores e objetivos. Em vez de pensar que está atrasado(a), uma abordagem interessante seria explorar o que realmente desperta seu interesse. Às vezes, uma pausa bem utilizada para refletir, experimentar novas áreas de interesse ou até trabalhar e ganhar experiência pode ajudar muito na construção do seu caminho.
O essencial aqui é lembrar que cada pessoa tem seu próprio tempo. Não há nada de errado em não ter uma certeza absoluta aos 18 anos; esse é um período de autodescoberta. E essa busca não é uma "perda de tempo" — é parte do processo. Se precisar de suporte para organizar melhor suas ideias e definir próximos passos, uma orientação profissional pode ser uma boa aliada para essa reflexão.
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O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?
O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se a intenção é prevenir um episódio de transtorno bipolar, seja porque você já foi diagnosticado ou tem antecedentes familiares, é possível tomar medidas para reduzir o risco de recaídas e manter a estabilidade emocional. Na terapia cognitivo-comportamental (TCC), focamos em identificar padrões que possam sinalizar o início de um episódio e em desenvolver estratégias práticas de manejo.
Aqui estão algumas abordagens eficazes:
1. **Estabeleça uma rotina estruturada**: O transtorno bipolar é muito sensível a mudanças nos padrões de sono, alimentação e atividades. Dormir e se alimentar em horários regulares ajuda a estabilizar o ritmo biológico, o que é essencial para manter o humor equilibrado.
2. **Mantenha um monitoramento de humor**: Registre variações de humor, sono e eventos importantes. Aplicativos ou diários podem ajudar a identificar mudanças sutis antes que evoluam para um episódio completo. Essa prática aumenta a conscientização e permite agir cedo, caso sinais de alerta apareçam.
3. **Gerencie o estresse**: Identificar e reduzir fontes de estresse é fundamental. Técnicas de relaxamento, como mindfulness, exercícios físicos regulares, e estratégias de resolução de problemas ajudam a reduzir o impacto do estresse.
4. **Fortaleça seu apoio social**: A presença de uma rede de apoio com amigos, familiares e profissionais pode ser decisiva para a prevenção de episódios. Compartilhar suas metas e desafios com pessoas de confiança é importante.
5. **Identifique gatilhos pessoais**: Com o auxílio de um terapeuta, explore gatilhos emocionais ou situacionais que possam estar associados a episódios passados. Isso ajuda a prevenir situações de risco e desenvolver estratégias específicas de enfrentamento.
6. **Considere o apoio médico e farmacológico**: Para muitos, o tratamento preventivo envolve medicação estabilizadora de humor, que pode ser ajustada para reduzir o risco de oscilações.
A prevenção envolve autoconsciência e práticas consistentes, desenvolvidas junto a uma equipe de profissionais. Esses passos ajudam a manter a estabilidade e a criar uma vida menos vulnerável às flutuações do transtorno.
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Como saber ou identificar se estou passando por um transtorno de adaptação?
Como saber ou identificar se estou passando por um transtorno de adaptação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os sintomas do transtorno de adaptação incluem:
Sintomas emocionais e comportamentais em resposta a um fator estressor identificável : esses sintomas ocorrem dentro de três meses após o início de um evento estressante ou de uma mudança significativa na vida da pessoa.
Sofrimento desproporcional ao evento : a ocorrência emocional é mais intensa do que o esperado para o tipo de evento, levando a um sofrimento significativo que impacta o dia a dia.
Impacto negativo no funcionamento social, acadêmico ou profissional : os sintomas interferem no cotidiano, dificultando relacionamentos, desempenho escolar ou trabalho.
Principais manifestações do transtorno de adaptação
Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem:
Sintomas emocionais :
Tristeza
Choro frequente
Ansiedade
Preocupação excessiva
Sensação de desespero
Irritabilidade
Sintomas comportamentais :
Agressividade
Comportamento impulsivo ou autodestrutivo
Isolamento social
Desempenho reduzido no trabalho ou nos estudos
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Engravidei da primeira filha tomando medicação para emagrecer, e desde a introdução da papinha já pe
Engravidei da primeira filha tomando medicação para emagrecer, e desde a introdução da papinha já percebi uma recusa da parte dela. Agora ela vai fazer 8 anos e não come nada de comida. Consigo fazer um tratamento com hipnose com ela, para ver se ela desbloqueia esse trauma com a comida??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade alimentar da sua filha pode, de fato, estar associada a fatores emocionais, mas antes de considerar a hipnose, seria útil entender a questão de forma ampla. Crianças com dificuldades alimentares podem apresentar aversões ou sensibilidades que, com o tempo, se tornam mais arraigadas. Esses comportamentos podem ter causas variadas, incluindo uma predisposição sensorial (como uma sensibilidade a texturas), associações negativas com a comida, ou até um padrão de seletividade alimentar que se desenvolveu e foi reforçado ao longo dos anos.
A hipnose, quando realizada por um profissional qualificado e com experiência em trabalhar com crianças, pode ser uma ferramenta complementar, mas geralmente não é o primeiro recurso em casos de dificuldades alimentares infantis. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é frequentemente uma abordagem mais recomendada inicialmente. A TCC utiliza técnicas como exposição gradual, onde a criança é encorajada a experimentar pequenos passos em direção a novas texturas e sabores, sempre de forma lúdica e sem pressão. Esse processo é guiado para ajudar a criança a desenvolver novas associações positivas com os alimentos.
Uma avaliação com um psicólogo infantil e, possivelmente, com um terapeuta ocupacional especializado em alimentação pode ajudar a identificar se há questões sensoriais ou emocionais específicas que estão alimentando essa resistência. Esses profissionais podem introduzir técnicas que podem tornar a alimentação menos estressante e mais prazerosa.
Por fim, é importante manter a paciência e criar um ambiente positivo em torno das refeições. Evitar pressão e elogiar pequenos avanços podem ajudar a criança a desenvolver uma relação mais saudável com a comida.
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Existe algum transtorno psicológico que faz com que se perca a vontade de falar conforme fica mais velho?
Existe algum transtorno psicológico que faz com que se perca a vontade de falar conforme fica mais velho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, algumas condições psicológicas e neurológicas podem causar uma diminuição da vontade de se comunicar ou mesmo levar ao isolamento social progressivo com o passar dos anos. Em muitos casos, isso se relaciona a transtornos de humor, como depressão, ou a transtornos de ansiedade social, nos quais o indivíduo sente uma crescente dificuldade em interagir verbalmente, especialmente em contextos sociais. À medida que envelhecem, algumas pessoas podem desenvolver um padrão de retraimento e evitar conversas por uma questão de conforto emocional ou para evitar situações que consideram desgastantes.
Outro fator possível é o *mutismo seletivo*, uma condição mais comum na infância, mas que pode, em casos raros, persistir na vida adulta. Embora mutismo seletivo se apresente principalmente em crianças, adultos com uma forma crônica podem escolher, mesmo que inconscientemente, se comunicar menos ao longo da vida, especialmente em ambientes que causam ansiedade.
Além disso, transtornos neurológicos, como demências (ex.: Alzheimer), também podem afetar a comunicação à medida que progridem, não apenas pela perda de habilidades cognitivas, mas também pela alteração na motivação e no prazer de interagir. Outras condições, como o transtorno do espectro autista, podem, em algumas pessoas, se intensificar na idade adulta, levando a uma redução na fala, especialmente quando o esforço de comunicação não é recompensado ou não parece significativo para o indivíduo.
Por fim, traumas emocionais ou mudanças profundas na vida também podem fazer com que uma pessoa sinta menos necessidade de falar. Um psicólogo pode ajudar a entender as causas dessa mudança e desenvolver estratégias para incentivar a comunicação, caso isso seja desejado.
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Tomei Ansitec durante 10 dias, 2 comprimidos por dia, senti tontura, já tem 9 dias que parei o reméd
Tomei Ansitec durante 10 dias, 2 comprimidos por dia, senti tontura, já tem 9 dias que parei o remédio, a tontura ainda continua, gostaria saber se a continuação dessa tontura tem haver com o medicamento, e se é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a preocupação em relação aos sintomas que você está sentindo. O Ansitec, que contém Clordiazepóxido, é um benzodiazepínico e, embora o tratamento tenha sido breve, ele pode, sim, provocar alguns efeitos residuais, especialmente se o seu organismo é sensível a essa classe de medicação.
Embora você tenha interrompido o uso há nove dias, algumas pessoas podem, de fato, experimentar uma espécie de "resíduo" dos efeitos do medicamento, como tontura, sensação de sonolência ou até uma leve instabilidade, especialmente se foram usados em doses mais altas ou com frequência.
No entanto, também é importante considerar que o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, pode ser influenciado por vários fatores além do medicamento, como estresse, mudanças na rotina de sono, alterações na pressão sanguínea, entre outros.
Aqui estão algumas orientações que podem ajudar:
1. **Informe seu médico:** Mesmo que os efeitos pareçam leves, é importante reportá-los ao profissional que prescreveu o Ansitec. Ele pode avaliar se há necessidade de exames ou uma orientação adicional.
2. **Considere o impacto de outros fatores:** Além do uso do Ansitec, aspectos como o estresse, mudanças na rotina de sono ou na alimentação podem influenciar o equilíbrio. Observar se esses fatores estão presentes ajuda a entender se podem estar contribuindo para a tontura.
3. **Observe a frequência e intensidade da tontura:** Se a tontura persistir ou piorar, é importante buscar uma avaliação médica, pois outras causas, como labirintite, pressão baixa ou até estresse, podem estar presentes.
Embora esses efeitos geralmente diminuam com o tempo, estar em contato com seu médico é sempre a melhor forma de garantir que você tenha a orientação correta para que a recuperação seja rápida e segura.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…