Perguntas do paciente (26)

  • Sou casada há mais de 20 anos, nunca foi um relacionamento fácil. Meu esposo tem um temperamento mui

    Sou casada há mais de 20 anos, nunca foi um relacionamento fácil. Meu esposo tem um temperamento muito explosivo, e a minha vida sempre foi viver pisando em ovos para que nada desequilibrasse ele. Bastava eu fazer algo que ele não gostasse para ele perder o controle. Houve violência doméstica por 4 vezes, dessa última vez bem pior que das outras. Foi na frente da nossa filha mais nova. Estamos separados. Eu sempre tentei que ele fizesse terapia, mas sempre ia deixando pra lá. Agora depois do ocorrido ele procurou ajuda. Estão suspeitando de boderlaine. Não aceita o fim do casamento. Mas não vejo mais como continuar, são muitas dores por tudo que já vivemos, nossos filhos tb não se sentem mais seguros. Fica a sensação de estar abandonado o marido doente. Mas foi grave demais, acho que nunca vou conseguir confira novamente e tenho medo de voltar a se repetir. Gostaria da orientação de vcs. Obg!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marlon Vailant

    É compreensível que você se sinta dividida entre o desejo de proteger a si mesma e aos seus filhos e a preocupação com o bem-estar do seu marido, especialmente agora que ele está buscando ajuda. No entanto, é importante reconhecer que sua segurança emocional e física, assim como a dos seus filhos, precisa vir em primeiro lugar.

    O diagnóstico de transtorno de personalidade borderline pode ajudar a explicar alguns dos comportamentos impulsivos e intensos dele, mas ele não justifica ou torna seguro para você retomar esse relacionamento enquanto não houver uma mudança consistente e bem consolidada. A violência doméstica e o ambiente de tensão contínua que você descreve são profundamente prejudiciais para todos os envolvidos, especialmente para as crianças que testemunham e sentem essas tensões.

    Mesmo que ele esteja agora procurando tratamento, o processo de mudança para alguém com transtorno de personalidade borderline pode ser longo e exigente, e é incerto. Sua dúvida sobre retornar é legítima, pois reconstruir a confiança e garantir que a segurança seja restabelecida plenamente são coisas que demandam tempo e provas concretas de mudança.

    Nesse contexto, um possível caminho pode ser estabelecer limites claros enquanto ele está em tratamento. Você pode oferecer seu apoio para que ele continue buscando ajuda, mas sem se colocar de volta em uma situação de vulnerabilidade.

    Terapia individual para você pode ser um suporte essencial nesse momento, pois ajuda a processar essas "muitas dores" e a fortalecer sua autonomia. Se possível, envolver seus filhos também em um acompanhamento psicológico pode ajudá-los a lidar com as consequências emocionais desse ambiente. Esses recursos ajudam você e sua família a construírem um espaço de paz e a redefinirem o que precisam para viver de forma segura e saudável, com o apoio necessário.


  • Não sei se é coisa da minha mente, mas quando uma determinada pessoa vem me visitar aqui na minha ca

    Não sei se é coisa da minha mente, mas quando uma determinada pessoa vem me visitar aqui na minha casa , alguém da minha rua falece , pode ser coincidência, mas tá com duas vezes que acontece isso . Ela custa andar aqui , mas quando aparece , acontece isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marlon Vailant

    Olá, isso é mera coincidência, fique tranquilo (a)!
    Se quiser conversar mais sobre isso pode agendar uma sessão, pois essa dúvida revela que outras interpretações de sua vida também podem estar equivocadas. Fico a disposição.


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marlon Vailant

    Baixa autoestima e depressão são condições distintas, mas frequentemente estão relacionadas. Pesquisas em psicologia clínica e neurociência mostram que a baixa autoestima é um fator de risco para a depressão, pois contribui para pensamentos negativos persistentes, autocrítica e um senso de desvalorização pessoal, todos presentes na depressão. Da mesma forma, a depressão pode enfraquecer a autoestima, criando um ciclo onde sentimentos de desânimo e baixa autoconfiança se reforçam mutuamente. Entretanto, uma pessoa pode ter baixa autoestima sem estar clinicamente deprimida, embora isso possa predispor à depressão caso outras dificuldades emocionais surjam.

    Para aumentar a autoestima, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) oferece estratégias bem fundamentadas e eficazes. Algumas abordagens comuns incluem:

    1. **Identificar e Modificar Pensamentos Negativos**: Na TCC, um passo crucial é identificar pensamentos automáticos negativos sobre si mesmo e substituí-los por pensamentos mais equilibrados e realistas. Isso ajuda a interromper o ciclo de autocrítica e promove uma visão mais positiva e compassiva de si mesmo.

    2. **Exercícios de Autocompaixão**: A pesquisa mostra que a autocompaixão está fortemente ligada a uma autoestima saudável. Técnicas que incentivam uma atitude gentil e acolhedora consigo mesmo podem ajudar a combater a autocrítica e aumentar a autoestima de maneira duradoura.

    3. **Definir Metas Realistas e Celebrar Pequenas Conquistas**: Trabalhar em metas alcançáveis e valorizar cada conquista, por menor que seja, ajuda a construir um sentimento de competência e orgulho, que são essenciais para uma autoestima saudável. Estudos sugerem que reconhecer pequenas vitórias ativa circuitos cerebrais de recompensa, reforçando comportamentos positivos e um senso de realização.

    4. **Desenvolver Habilidades de Enfrentamento e Regulação Emocional**: Práticas de mindfulness, técnicas de relaxamento e exercícios de respiração podem ajudar a melhorar a capacidade de lidar com desafios, proporcionando mais confiança em enfrentar dificuldades.

    A autoestima não muda de forma instantânea, mas com apoio psicológico e práticas consistentes, é possível fortalecer a autoconfiança e o bem-estar. Terapias focadas em autoestima, inclusive com base em TCC, mostram resultados significativos na melhoria da autopercepção e, quando necessário, ajudam a tratar a depressão simultaneamente.


  • não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n

    não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marlon Vailant

    Dificuldades de comunicação com a parceira, como a sensação de não ter assunto ou de se sentir "desligado" durante as conversas, são questões comuns que podem afetar o relacionamento. Baseando-se em estudos de psicologia e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), isso pode acontecer por diversos motivos, incluindo níveis elevados de estresse, dificuldades de atenção, ou até padrões de comunicação que se desenvolveram ao longo do tempo no relacionamento.

    A TCC, que é amplamente utilizada em terapia de casal, oferece estratégias eficazes para melhorar a comunicação e a conexão emocional. Algumas abordagens recomendadas são:

    1. **Prática da Atenção Plena (Mindfulness)**: Estudos mostram que a atenção plena ajuda a desenvolver maior presença e engajamento nas interações, reduzindo a “desconexão” e melhorando a escuta ativa. Tente praticar estar 100% presente quando ela fala, concentrando-se em suas palavras e nas emoções que ela transmite, sem tentar resolver nada de imediato. Mesmo alguns minutos de prática de mindfulness diária podem contribuir para essa presença.

    2. **Treinamento de Escuta Ativa**: Essa técnica consiste em ouvir com intenção e responder com pequenos resumos ou perguntas relacionadas ao que ela disse. Isso não apenas demonstra interesse, mas também reduz a tendência de mudar de assunto sem perceber. A escuta ativa é uma habilidade essencial e comprovada para promover a empatia e o entendimento mútuo.

    3. **Reconhecimento de Padrões de Pensamento**: Na TCC, a identificação de pensamentos automáticos ou distrações é crucial. Muitas vezes, nossa mente vagueia porque estamos preocupados ou sobrecarregados com outras questões. Observar esses pensamentos e trazê-los de volta ao momento presente pode melhorar sua atenção e ajudar a identificar se há algo específico que está dificultando o foco nas conversas.

    4. **Prática de Comunicação Programada**: Muitos casais acham útil reservar um tempo específico para conversas focadas, onde ambos possam se conectar sem interrupções. Escolha um momento em que ambos estejam tranquilos e tentem conversar sobre assuntos leves, interesses ou experiências do dia. Esse hábito pode fortalecer a conexão e ajudar a criar uma rotina de diálogo.

    5. **Compartilhamento de Interesses e Atividades Conjuntas**: Às vezes, realizar atividades juntos, como assistir a um filme ou praticar um hobby, pode gerar temas de conversa e fortalecer o vínculo de forma natural.

    Se a dificuldade de concentração e a desconexão persistirem, buscar a ajuda de um psicólogo pode ajudar você a trabalhar esses aspectos e também proporcionar à relação um espaço seguro para explorar e melhorar a comunicação.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marlon Vailant

    Sim, iniciar a psicoterapia aos 75 anos pode ser extremamente proveitoso. Evidências científicas mostram que a psicoterapia é eficaz em qualquer idade, incluindo para pessoas idosas. Na verdade, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e outras abordagens psicoterapêuticas têm se mostrado especialmente eficazes para ajudar pessoas nessa faixa etária a lidar com questões como ansiedade, depressão, luto, ajustes a mudanças de vida e preocupações com a saúde, todas comuns durante o envelhecimento.

    O envelhecimento traz mudanças únicas, como o luto por perdas significativas, o ajuste à aposentadoria e desafios de saúde, que podem gerar sentimentos de isolamento e tristeza. Estudos apontam que a psicoterapia ajuda a promover o bem-estar emocional, reduz sintomas de ansiedade e depressão e até melhora a cognição e a qualidade de vida de idosos. A TCC, em particular, oferece ferramentas que ajudam os pacientes a modificar padrões de pensamento negativos e a desenvolver habilidades de enfrentamento, o que pode aumentar a resiliência e o senso de propósito, independentemente da idade.

    Além disso, a psicoterapia pode ajudar a preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida ao promover um senso de controle sobre a saúde mental e emocional. Em muitos casos, idosos que iniciam psicoterapia relatam uma melhoria significativa no humor, nas relações sociais e na adaptação a novas fases e desafios da vida.

    Portanto, mesmo que a pessoa tenha 75 anos, os benefícios da psicoterapia podem ser profundos e duradouros, ajudando a criar um espaço seguro para reflexão, crescimento e conexão.


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marlon Vailant

    Para tratar questões como timidez e insegurança, um psicólogo especializado em *Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)* é altamente recomendado. A TCC é amplamente reconhecida por sua eficácia no tratamento de timidez, insegurança, ansiedade social e baixa autoestima. Essa abordagem ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e a desenvolver habilidades comportamentais que aumentam a confiança em situações sociais e reduzem a autocrítica.

    A TCC inclui técnicas baseadas em evidências que focam em:

    1. **Identificação de pensamentos automáticos negativos**: Em muitos casos, a timidez e a insegurança estão associadas a pensamentos de autocrítica ou ao medo do julgamento dos outros. A TCC ensina a desafiar e substituir esses pensamentos por perspectivas mais equilibradas e positivas.

    2. **Exposição gradual**: Esse tipo de intervenção ajuda a pessoa a enfrentar situações que provocam ansiedade de maneira gradual, construindo confiança e reduzindo o desconforto ao longo do tempo.

    3. **Treinamento em habilidades sociais e assertividade**: Para algumas pessoas, aprender técnicas de comunicação assertiva e habilidades sociais específicas pode fortalecer a autoconfiança e melhorar as interações, o que é especialmente útil para lidar com timidez.

    Além disso, psicólogos que utilizam abordagens como a *Terapia Comportamental Dialética (DBT)* ou a *Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)* também têm técnicas eficazes para trabalhar a aceitação emocional e o desenvolvimento de resiliência, que podem ser úteis no manejo de inseguranças.

    Portanto, procurar um psicólogo com formação em TCC ou uma das abordagens mencionadas pode oferecer as ferramentas e o suporte necessário para lidar com a timidez e a insegurança de maneira prática e transformadora.


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Perguntas frequentes

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