Perguntas do paciente (25)
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Três anos sem ir à escola, recusando saídas, evitando situações sociais sistematicamente. Esse nível de prejuízo funcional coloca a ansiedade social num patamar que precisa de atenção redobrada, tanto no tratamento farmacológico quanto no psicoterápico.
TCC para ansiedade social só funciona de verdade quando inclui exposição gradual às situações temidas. Trabalhar pensamentos em sessão sem confrontar as situações na prática tem efeito limitado.
A evitação é o combustível da ansiedade social. Cada vez que você recusa um convite, o cérebro aprende que aquela situação era realmente perigosa e o medo se fortalece. A exposição gradual funciona no sentido contrário: o cérebro vai aprendendo na prática que consegue tolerar o desconforto e que o perigo imaginado raramente se concretiza.
O tratamento existe, funciona e tem evidência sólida.
O que pode ter faltado até agora foi a combinação certa de abordagem.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No começo do processo o terapeuta conduz mais ativamente. Ele ajuda a identificar os pensamentos automáticos, mostra como eles se conectam com as emoções e comportamentos, e apresenta as técnicas de questionamento. Com o tempo, o paciente vai aprendendo a fazer esse mesmo movimento sozinho, reconhecendo os padrões quando aparecem no dia a dia e sabendo o que fazer com eles.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses medos que você descreve têm um nome clínico bem definido dentro da TCC: são crenças intermediárias e centrais ligadas à necessidade de aprovação e ao medo de avaliação negativa. A crença central costuma ser algo do tipo "sou inadequado" ou "sou diferente dos outros", e a crença intermediária funciona como uma regra de sobrevivência: "se eu agradar todo mundo, ninguém vai me rejeitar". O problema é que essa regra é impossível de cumprir, e qualquer sinal de desaprovação, mesmo pequeno, confirma o pior. O trabalho terapêutico envolve questionar a validade dessa regra, identificar o custo que ela tem na vida e construir uma crença mais realista: que é impossível agradar todo mundo, que desaprovação não é catástrofe e que vale a pena ser quem você é mesmo que nem todos aprovem. Esse trabalho leva tempo, mas tem resultado sólido com um protocolo bem conduzido.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, quero reconhecer o quanto isso está pesado. Depressão, pânico e dificuldade de sair de casa ao mesmo tempo é uma combinação que esgota de verdade.
O que você descreve sobre as pesquisas tem um nome: é o que chamamos de ruminação informacional. Você busca respostas para aliviar a ansiedade, mas cada coisa que lê gera mais sintomas, mais medo, mais pesquisa. O ciclo se alimenta sozinho e vai ficando cada vez mais difícil de sair.
Uma coisa concreta para começar: pare as pesquisas sobre sintomas agora. Não porque a informação seja errada, mas porque ela está sendo processada por um cérebro em estado de alarme, e nesse estado o cérebro filtra tudo para o lado mais ameaçador. A mesma informação que seria neutra num momento tranquilo vira catastrófica quando você está ansioso.
Sobre reverter o que você leu, o caminho não é encontrar pesquisas mais positivas para substituir. O que funciona é ir desconfirmando os medos aos poucos na prática, com pequenas exposições graduais ao que você está evitando. Sair alguns metros de casa, depois um pouco mais, com apoio de alguém de confiança se precisar. O corpo aprendendo que consegue tolerar o desconforto é mais poderoso do que qualquer leitura.
Você mencionou que não consegue fazer terapia online. Existe alguma barreira específica nisso? Pergunto porque a terapia presencial com foco em ansiedade e pânico, especialmente a TCC, tem resultado muito sólido exatamente para o que você está vivendo. Vale muito tentar esse caminho quando for possível.
Os medicamentos precisam de tempo para fazer efeito completo. Continue com o acompanhamento psiquiátrico e comunique tudo que está sentindo ao seu médico, incluindo a piora após as pesquisas.
Você está no caminho certo ao buscar ajuda.
Acompanhe no Instagram para mais conteúdos como esse: @psi.thessing
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dificuldade que você descreve é muito mais comum do que parece, e tem uma explicação bastante concreta.
A pandemia funcionou como um reset neurológico para muita gente. Meses de estímulo rápido, scroll infinito, recompensa imediata a cada segundo, treinaram o cérebro a operar num ritmo que a leitura profunda simplesmente não consegue competir. Leitura exige atenção sustentada, tolerância ao desconforto e recompensa adiada. O Instagram entrega o oposto disso em tempo real.
Então quando você tenta ler e sente que é um fardo, o cérebro não está com defeito. Ele foi condicionado a preferir estímulos mais rápidos. É adaptação, não preguiça.
Algumas coisas que ajudam de verdade:
Reduza a competição antes de tentar focar. Deixar o celular no outro cômodo não é exagero. A simples presença do aparelho já divide a atenção, mesmo sem você tocar nele. Pesquisas mostram que a capacidade cognitiva disponível cai só de ter o celular por perto.
Comece com blocos muito curtos. Quinze minutos de leitura com foco real valem mais do que uma hora de luta contra a distração. O objetivo no começo é recondicionar o cérebro, não vencer pela força de vontade.
Não misture os ambientes. Se você usa o mesmo espaço para estudar e para rolar o feed, o cérebro associa aquele lugar aos dois comportamentos. Ambientes específicos para foco ajudam a criar o estado mental antes mesmo de começar.
Observe o horário. Existe um momento do dia em que seu cérebro está mais alerta. Reservar esse horário para leitura e estudo, e deixar as tarefas mais mecânicas para o restante, faz diferença real no rendimento.
Uma coisa importante: se essa dificuldade de foco existia antes da pandemia também, mesmo que de forma mais leve, vale investigar com um profissional. TDAH em adultos frequentemente passa despercebido e só aparece com clareza quando as demandas da vida acadêmica aumentam. A pandemia pode ter intensificado algo que já estava lá.
(Barkley & Benton, Vencendo o TDAH Adulto; Beck, Terapia Cognitivo-Comportamental)
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo é sério, e fico feliz que você tenha colocado isso em palavras.
Sim, o quadro que você descreve tem características muito presentes de um episódio depressivo: humor baixo persistente, choro frequente, sensação de vazio, perda de prazer em coisas que antes você curtia, dificuldade de concentração, memória afetada, isolamento, pensamentos de que as pessoas não te querem por perto. Tudo isso junto, por dois meses, afetando escola, relacionamento e sua vida inteira, pede atenção profissional agora.
Eu não consigo te dar um diagnóstico, e seria irresponsável da minha parte fazer isso. Mas posso te dizer com clareza: o que você está sentindo não é frescura, não é fraqueza e não é coisa que passa sozinha esperando.
Você precisa conversar com um psicólogo ou psiquiatra o quanto antes. Se tiver acesso pelo plano de saúde ou pela escola, aciona agora. Se não tiver, o CAPS da sua cidade oferece atendimento gratuito em saúde mental.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A depressão tem uma característica que a torna especialmente traiçoeira: ela não precisa de grandes motivos para voltar.
O que acontece é o seguinte. Quando a gente já teve um episódio depressivo, o cérebro aprende um caminho. Pensamentos negativos, humor baixo e crenças do tipo "isso nunca vai melhorar" formam uma rede que fica dormindo enquanto tudo vai bem. Aí um acontecimento ruim chega, o humor cai um pouco, e essa rede acorda inteira.
A TCC chama isso de vulnerabilidade cognitiva. Existem pressupostos que ficam quietos nos períodos estáveis, mas que são ativados por eventos negativos, como uma perda, uma crítica, um término. E quando ativam, puxam junto uma série de interpretações distorcidas: que o problema é permanente, que é culpa sua, que não vai mudar.
A boa notícia é que isso não é destino. Reconhecer esses padrões, entender o que os dispara e desenvolver recursos para lidar com eles no momento certo é exatamente o que o tratamento trabalha.
A depressão volta com mais facilidade para quem ainda não identificou quais são esses gatilhos e o que fazer quando o humor começa a cair. Por isso o trabalho terapêutico vai além do alívio dos sintomas. Ele prepara a pessoa para reconhecer os sinais antes de afundar.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve tem um nome clínico bem definido: é o padrão de impulsividade cognitiva combinado com dificuldade de regulação do comportamento orientado a metas. Em linguagem mais direta, seu cérebro busca estimulação nova e recompensa imediata, e livro ou curso novo entrega exatamente isso, enquanto trabalhar numa tarefa sem recompensa imediata visível é muito menos atrativo.
Sim, tanto a TCC quanto a psicoterapia podem ajudar, e muito.
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vamos lá,
Sim, e tem base neurocientífica por trás disso.
A repetição de uma palavra ou frase de forma rítmica, seja em voz alta ou mentalmente, ativa o sistema nervoso parassimpático, que é o responsável pelo relaxamento. Esse mecanismo é estudado há décadas e aparece em práticas como a Resposta de Relaxamento descrita por Herbert Benson, que mostrou que a repetição de um som ou palavra por 10 a 20 minutos reduz frequência cardíaca, pressão arterial e atividade cortical associada ao estresse.
Sobre as ondas cerebrais, a prática tende a favorecer a transição das ondas beta, que são as ondas de alerta e pensamento ativo, para ondas alfa e teta, associadas a relaxamento profundo e estados meditativos. Isso foi confirmado em estudos com EEG durante práticas de meditação mantra.
Verbal ou mental, qual funciona melhor?
Os dois funcionam. A diferença é prática. A repetição em voz baixa ou sussurrada adiciona um estímulo sensorial auditivo que pode ajudar a ancorar a atenção, especialmente para quem tem a mente muito acelerada. A repetição mental é igualmente eficaz e tem a vantagem de poder ser usada em qualquer lugar sem chamar atenção.
O mais importante é a regularidade e a forma como você faz. Repetir mecanicamente enquanto a mente está disparada em outros pensamentos tem menos efeito. O que potencializa a prática é trazer a atenção de volta para a palavra sempre que a mente vagar, sem se cobrar por isso.
Se você está usando isso para ansiedade, combinar com respiração lenta potencializa bastante o efeito.
Caso queira saber mais sobre outros assuntos: psi.thessing
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer estratégia, é importante entender o que está por trás desses sintomas. Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem ter origens diferentes. O caminho prático muda dependendo do que está gerando o quadro.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A DBT nasceu para borderline, mas hoje é usada de forma bem ampla justamente porque trabalha regulação emocional, e isso serve pra muita gente que lida com oscilações intensas de humor, seja por bipolaridade, TDAH ou os dois juntos.
Uma diferença importante em relação à TCC tradicional: a TCC foca bastante em identificar e reestruturar pensamentos. Já a DBT trabalha muito mais com habilidades práticas, como tolerância ao mal-estar, regulação emocional e mindfulness. Para quem tem TDAH, isso costuma fazer diferença, porque as habilidades são ensinadas de um jeito mais concreto e repetitivo, o que ajuda na fixação.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta, e importante você estar atento a esses sinais.
O primeiro passo é uma avaliação diagnóstica completa. E o profissional mais indicado para começar depende um pouco do que está mais impactando sua vida agora.
Se o que mais incomoda são os sintomas emocionais como humor baixo, falta de energia, tristeza persistente, o psiquiatra é o melhor ponto de entrada. Ele avalia a depressão, pode indicar medicação se necessário, e já tem o olhar clínico para rastrear TDAH e TEA dentro da mesma avaliação.
Se o que mais incomoda são os padrões de comportamento, dificuldades de concentração, relacionamento e funcionamento no dia a dia, um neuropsicólogo é quem faz a avaliação mais completa. Ele aplica testes específicos que mapeiam TDAH e TEA com muito mais precisão do que uma consulta clínica isolada consegue fazer.
O ideal, na prática, é combinar os dois. Psiquiatra para a parte clínica e medicamentosa, neuropsicólogo para a avaliação diagnóstica formal, e psicólogo para o acompanhamento terapêutico contínuo.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por compartilhar isso. Não é fácil colocar em palavras algo assim.
O que você descreve faz bastante sentido quando entendemos o contexto. A gravidez traz mudanças reais na dinâmica do casal, na rotina, na intimidade, na identidade do homem que está se tornando pai. Muita gente busca no celular e em comportamentos compulsivos uma forma de aliviar ansiedade, solidão ou um vazio que ainda não sabe nomear. O comportamento compulsivo com pornografia costuma funcionar exatamente assim: começa como fuga e vai se tornando um ciclo automático de busca por dopamina rápida.
Com quem buscar ajuda
O profissional mais indicado para esse caso é o psicólogo, de preferência com experiência em compulsões ou sexualidade humana. Se houver suspeita de TDAH envolvido, um psiquiatra também pode ser importante para avaliar o quadro completo.
Como costuma ser o tratamento
A TCC é a abordagem com mais evidência para comportamentos compulsivos. O trabalho envolve basicamente três frentes:
Primeiro, entender o ciclo. Gatilho, comportamento, recompensa e consequência. Identificar o que dispara o comportamento, geralmente tédio, ansiedade, solidão ou conflito no relacionamento, é o ponto de partida.
Segundo, trabalhar os pensamentos e crenças que sustentam o ciclo. Muitas vezes existe culpa, vergonha e segredo que alimentam o comportamento em vez de freá-lo.
Terceiro, construir alternativas reais de regulação emocional para os momentos de gatilho. O objetivo não é eliminar o desejo, mas criar um espaço entre o impulso e a ação.
Dependendo do quanto isso está afetando o relacionamento, uma terapia de casal também pode ser muito útil em algum momento do processo.
O fato de você ter identificado o padrão e estar buscando ajuda já é um passo real.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve tem características muito específicas que vale entender.
Essa necessidade de voltar ao assunto, de recontar, de buscar confirmação de que foi perdoada, mesmo já tendo recebido esse perdão, é um padrão que aparece com frequência no TOC. Dentro da literatura clínica isso é chamado de reassurance seeking, a busca repetitiva por confirmação que alivia a ansiedade por alguns minutos mas não resolve nada, porque o alívio é sempre temporário e o ciclo recomeça.
O mecanismo funciona assim: surge o pensamento sobre o que aconteceu, vem a culpa intensa, você busca confirmação do parceiro para aliviar esse desconforto, o alívio aparece brevemente, e logo o pensamento volta com a mesma força ou mais. Cada vez que você busca essa confirmação, reforça o ciclo em vez de quebrá-lo.
Isso não significa que a culpa não seja real ou que o que aconteceu não importa. Significa que o sofrimento que você está vivendo agora já ultrapassou a proporção do evento e virou um padrão que funciona de forma independente.
Sim, é possível superar. A TCC com foco em TOC, especialmente a técnica de Exposição e Prevenção de Resposta, tem resultado sólido exatamente para esse padrão. O trabalho envolve aprender a tolerar a incerteza e o desconforto da culpa sem buscar a confirmação, quebrando o ciclo aos poucos.
O primeiro passo é uma avaliação com psicólogo para entender se é TOC, ansiedade ou uma combinação dos dois. Isso define o caminho do tratamento.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é da sua cabeça, você percebeu um padrão real.
Alguns sinais que ajudam a diferenciar uso pontual de compulsão: acontecer em momentos de risco, como no trabalho; usar qualquer brecha de tempo sozinho; dificuldade de parar mesmo quando quer; alívio de tensão seguido de culpa depois.
Eu não posso diagnosticar seu namorado à distância. Mas esse padrão justifica uma conversa aberta com ele e, se ele reconhecer o problema, uma avaliação com profissional especializado em compulsões.
E cuide também do que você sente. Descobrir isso mexe com a confiança, e isso merece atenção sua também.
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Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha
Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por esse momento tão difícil. O que você descreveu, como a aceleração cardíaca ao acordar e as crises frequentes, mostra que seu sistema de alerta está trabalhando no limite devido ao impacto emocional da perda. Como você já tem um diagnóstico de TAG, esse evento traumático pode agir como um gatilho que intensifica os sintomas físicos e emocionais que você já conhece.
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Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )
Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma percepção muito aguda e tecnicamente correta sob a ótica da Psicologia Cognitiva. Sim, pessoas com traços de rigidez cognitiva e comportamental são significativamente mais vulneráveis ao Burnout.
Na TCC, entendemos que o esgotamento não é apenas fruto da "quantidade de trabalho", mas da forma como o indivíduo processa as demandas e lida com a falta de controle.
No meu consultório, o trabalho com pacientes que apresentam esse perfil foca em:
Flexibilização Cognitiva: Aprender a substituir o "eu preciso" pelo "eu gostaria" ou "é preferível".
Treino de Assertividade: Aprender a colocar limites claros sem sentir que está falhando.
Higiene Mental: Criar rituais de descompressão para quebrar a ruminação pós-expediente.
Lembre-se: O Burnout é o corpo dizendo "chega" para um estilo de funcionamento que a mente se recusa a mudar.
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Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se
Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O estresse é uma resposta de adaptação: você está "pilhado", reativo e sob pressão, mas ainda está no jogo. O Burnout é o colapso desse sistema: você não está mais sob pressão, você está sem combustível. É a diferença entre um motor superaquecido e um motor fundido.
Como diferenciar clinicamente?
No estresse comum, você tem ansiedade e urgência. No Burnout, surge o cinismo e a despersonalização. Você começa a tratar clientes e colegas como objetos, sente um distanciamento afetivo do trabalho e uma sensação de que nada do que você faz tem valor (baixa realização profissional).
No estresse, o descanso no fim de semana ainda ajuda; no Burnout, você acorda na segunda-feira tão exausto quanto estava na sexta.
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Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É um desafio muito grande para os pais quando o desejo de ajudar esbarra na resistência do filho em buscar apoio profissional. Nesses casos, o diálogo aberto e a validação do que ele sente costumam ser portas de entrada mais eficazes do que a insistência direta no tratamento. É importante pontuar que a psicoterapia é uma excelente via inicial, já que o tratamento da depressão não se resume ao uso de medicamentos. Muitas vezes, o acompanhamento psicoterapêutico ajuda a pessoa a entender suas próprias barreiras e, no tempo dela, avaliar a necessidade de outras intervenções. Manter uma rede de apoio presente e acolhedora faz muita diferença nesse processo. Me segue no Instagram para mais dicas e informações: @thessing.psi
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Como a disfunção executiva e o transtorno ansioso por doença se interligam?
Como a disfunção executiva e o transtorno ansioso por doença se interligam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), essa interligação funciona como um ciclo de retroalimentação negativa que amplifica tanto o sofrimento emocional quanto a incapacidade funcional:
1. O Papel da Disfunção Executiva na Ansiedade
A disfunção executiva refere-se a dificuldades em habilidades como planejamento, organização, memória de trabalho e controle inibitório. Quando um adulto apresenta essas falhas (comuns no TDAH), ele frequentemente experimenta:
Sobrecarga Cognitiva: A dificuldade em filtrar estímulos e priorizar tarefas gera um estado de "alerta" constante, que é a base biológica da ansiedade.
Procrastinação e Culpa: A falha em executar tarefas gera pensamentos automáticos de incompetência, elevando os níveis de cortisol e estresse crônico.
Como a TCC aborda essa união:
Conceitualização de Caso: Identificar se a ansiedade pela saúde é uma tentativa de explicar o "caos" gerado pela disfunção executiva.
Solução de Problemas: Treinar habilidades executivas para reduzir o estresse ambiental e, consequentemente, os sintomas físicos da ansiedade.
Reestruturação Cognitiva: Desafiar as interpretações catastróficas sobre sensações corporais, separando o que é sintoma de estresse do que é uma ameaça real à saúde.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…