Perguntas do paciente (1079)

  • Como é Realizada a Avaliação Neuropsicológica Infantil?

    Como é Realizada a Avaliação Neuropsicológica Infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliação neuropsicológica infantil é um processo estruturado que busca compreender o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental da criança. Realizada por um neuropsicólogo, essa avaliação envolve a aplicação de testes e tarefas padronizadas, entrevistas com os responsáveis e a observação direta da criança. O objetivo é identificar habilidades como atenção, memória, linguagem, raciocínio lógico, coordenação motora e habilidades sociais, além de compreender possíveis dificuldades de aprendizado ou comportamentais. A avaliação também considera o histórico escolar, médico e familiar para fornecer um panorama completo.
    O resultado é um relatório detalhado, que orienta intervenções específicas, como terapias ou adaptações escolares, visando apoiar o desenvolvimento global da criança e melhorar sua qualidade de vida.


  • Como funciona a avaliação neuropsicológica infantil?

    Como funciona a avaliação neuropsicológica infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliação neuropsicológica infantil é um processo estruturado que busca compreender o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental da criança. Realizada por um neuropsicólogo, essa avaliação envolve a aplicação de testes e tarefas padronizadas, entrevistas com os responsáveis e a observação direta da criança.O objetivo é identificar habilidades como atenção, memória, linguagem, raciocínio lógico, coordenação motora e habilidades sociais, além de compreender possíveis dificuldades de aprendizado ou comportamentais. A avaliação também considera o histórico escolar, médico e familiar para fornecer um panorama completo.
    O resultado é um relatório detalhado, que orienta intervenções específicas, como terapias ou adaptações escolares, visando apoiar o desenvolvimento global da criança e melhorar sua qualidade de vida.


  • Desejaria saber quanto tempo vale um laudo neuropsicológico?

    Desejaria saber quanto tempo vale um laudo neuropsicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Segundo a nova resolução do CFP a avaliação neuropsicológica é válida por dois anos. Entretanto na prática isso pode variar conforme o caso. Em crianças e adolescentes a validade pode ser de 6 meses a 1 ano. Em idosos com suspeita de quadro demencial um ano. Vai depender da situação.


  • O que é padrão ouro na avaliação neuropsicológica?

    O que é padrão ouro na avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    O "padrão-ouro" na avaliação neuropsicológica refere-se ao uso de métodos, instrumentos e práticas que são amplamente reconhecidos como os mais confiáveis e eficazes para identificar, medir e compreender o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental de uma pessoa. Isso inclui: Instrumentos Validados Cientificamente. Os testes neuropsicológicos usados devem ser padronizados e validados para a população-alvo, garantindo precisão e consistência nos resultados. O padrão-ouro considera não apenas os resultados dos testes, mas também o histórico clínico, relato do paciente, informações de familiares e observações comportamentais durante a avaliação. Os resultados são comparados a normas específicas para idade, escolaridade, cultura e idioma, evitando interpretações enviesadas. A aplicação, interpretação e integração dos dados devem ser conduzidas por profissionais capacitados, como neuropsicólogos com treinamento avançado. Inclui a colaboração com outros profissionais, como neurologistas, psiquiatras e terapeutas, para construir um diagnóstico preciso e um plano de intervenção eficaz. Esses critérios asseguram que a avaliação seja precisa, ética e útil para o diagnóstico, monitoramento e intervenção de condições cognitivas e comportamentais.


  • Podem me informar como a Avaliação Neuropsicológica pode ajudar as pessoas adultas?

    Podem me informar como a Avaliação Neuropsicológica pode ajudar as pessoas adultas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta valiosa tanto para adultos quanto para crianças, pois permite identificar e compreender alterações cognitivas, comportamentais e emocionais que impactam a qualidade de vida. Auxilia no Diagnóstico de Transtornos Neurológicos e Psiquiátricos tais como: demências (Alzheimer, por exemplo), transtornos de ansiedade, depressão, TDAH e esquizofrenia, fornecendo informações detalhadas sobre o funcionamento cerebral. Na Reabilitação e Planejamento Terapêutico oferecendo subsídios para o desenvolvimento de intervenções personalizadas, como estratégias de reabilitação cognitiva, para melhorar habilidades afetadas e compensar déficits. No monitoramento de Condições Clínicas: acompanha a progressão de doenças neurológicas ou o impacto de tratamentos médicos, como quimioterapia ou cirurgias neurológicas. Ajuda na identificação de potenciais e limitações: reconhecer habilidades preservadas e áreas de dificuldade, orientando decisões relacionadas à carreira, educação continuada ou adaptação ao cotidiano. Compreensão de Alterações Pós-Trauma ou lesão encefálica: Em casos de traumatismos cranianos, AVC ou outras lesões cerebrais, a avaliação identifica déficits específicos, como memória ou atenção, e direciona a reabilitação.
    Fornece insights fundamentais para melhorar a funcionalidade, a autonomia e o bem-estar de adultos, promovendo uma vida mais equilibrada e adaptada às suas condições.


  • Desejaria saber quais as principais características, os sintomas e o tratamento para deficiência Int

    Desejaria saber quais as principais características, os sintomas e o tratamento para deficiência Intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A deficiência intelectual (DI) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo. Essas limitações afetam áreas como a aprendizagem, a socialização e as habilidades práticas. O funcionamento intelectual (medido pelo quociente de inteligência, QI) está abaixo da média, geralmente com um QI inferior a 70-75. Afeta habilidades como resolução de problemas, planejamento, raciocínio abstrato, memória e julgamento. Apresenta limitações no comportamento Adaptativo; dificuldade em adquirir e utilizar habilidades necessárias para a vida cotidiana, como:comunicação, alfabetização, uso de dinheiro e resolução de problemas; Déficit em habilidades sociais: Relacionamentos interpessoais, empatia, regras sociais e julgamento social. Habilidades práticas: Cuidados pessoais, gerenciamento do lar, uso do transporte público e independência em tarefas diárias. A condição deve se manifestar durante o período de desenvolvimento. Os sintomas variam de acordo com a gravidade (leve, moderada, grave ou profunda) e com as áreas afetadas. Pode incluir dificuldade moderada em aprender conceitos acadêmicos, como leitura, escrita e matemática. Atrasos no desenvolvimento motor, linguagem e socialização. Dificuldade em resolver problemas, lidar com mudanças e seguir rotinas complexas.
    Em alguns casos, presença de condições associadas, como epilepsia, transtornos do espectro autista ou problemas sensoriais.As causas podem ser genéticas, ambientais ou relacionadas a complicações no desenvolvimento pré-natal, perinatal ou pós-natal.

    Tratamento para Deficiência Intelectual

    Embora a deficiência intelectual não tenha cura, intervenções terapêuticas podem melhorar significativamente a qualidade de vida, promover a independência e fortalecer as habilidades adaptativas. O tratamento pode envolver intervenções educacionais: Ensino individualizado e adaptado às necessidades específicas. Técnicas baseadas em análise comportamental aplicada (ABA) para ensinar habilidades e reforçar comportamentos positivos.
    Terapias de Suporte: Terapia ocupacional: Para desenvolver habilidades motoras e práticas; Fonoaudiologia: Para melhorar a comunicação e a linguagem; Terapia comportamental: Para trabalhar comportamentos desafiadores, autocontrole e habilidades sociais. Intervenções Médicas: Tratamento de condições associadas, como epilepsia, transtornos de humor ou hiperatividade.Acompanhamento pediátrico e neurológico. Apoio Psicossocial: Treinamento para pais e cuidadores para lidar com as demandas diárias e incentivar a independência da pessoa com DI. Programas de inclusão social para facilitar a integração em escolas, comunidades e ambientes de trabalho.Tecnologias Assistivas Uso de dispositivos ou ferramentas adaptadas para promover independência e comunicação, como pranchas de comunicação ou aplicativos digitais.
    Abordagens Baseadas em Habilidades Treinamento para tarefas práticas específicas, como autocuidados, gestão de dinheiro e uso de transporte público.


  • Gostaria de saber se existem diferenças entre a Síndrome de asperger e o autismo?

    Gostaria de saber se existem diferenças entre a Síndrome de asperger e o autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A partir de 2013, quando surgiu o novo Manual de diagnóstico de Saude Mental (DSM V); houve a unificação diagnóstica onde o Asperger e o Autismo passaram a ser classificados dentro do espectro do TEA. Atualmente o diagnóstico de TEA abrange as antigas classificações que variam em graus de suporte necessário. O Asperger hoje seria considerado um TEA de nível 1 de suporte. A distinção formal entre Asperger e autismo não é mais utilizada nos critérios diagnósticos atuais.


  • E normal eu não gostar de ter conta físico com minha mãe?

    E normal eu não gostar de ter conta físico com minha mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Não gostar de contato físico seja com a mãe ou com outras pessoas pode ser algo normal em algumas situações e vai depender de fatores individuais, emocionais ou culturais. A preferência ou aversão ao toque físico pode variar de pessoa para pessoa e pode estar relacionada a várias razões. Pode ser uma questão pessoal ou de temperamento; algumas pessoas simplesmente têm um estilo pessoal mais reservado e não se sentem confortáveis com contato físico em geral, mesmo com pessoas próximas. Depende da idade ou fase de desenvolvimento: Adolescentes podem evitar contato físico com os pais como parte do processo natural de buscar autonomia e espaço pessoal. Experiências negativas ou desconfortáveis no passado podem influenciar a maneira como a pessoa percebe o toque, mesmo que inconscientemente. Conflitos, problemas de comunicação ou sentimentos não resolvidos com a mãe podem criar barreiras emocionais que se refletem na aversão ao toque. Questões Sensoriais: Algumas pessoas, especialmente aquelas com sensibilidades sensoriais (como no TEA), podem achar o toque físico desconfortável, independente de quem o ofereça. Em algumas famílias, o contato físico pode não ser tão comum ou esperado, o que molda a percepção de intimidade. Entretanto se a aversão ao contato físico for acompanhada por outros sinais, como problemas emocionais, ansiedade, ou se surgiu após um evento específico, pode ser útil explorar mais a fundo com ajuda profissional (psicólogo, terapeuta).

    Reflexão e Comunicação

    Se isso está causando desconforto para você ou sua mãe, pode ser útil refletir sobre o que você sente e conversar com ela de maneira aberta. É válido estabelecer limites pessoais sem culpa e encontrar outras formas de demonstrar afeto e conexão que sejam confortáveis para você.


  • Como funciona a avaliação neuropsicológica para TEA?

    Como funciona a avaliação neuropsicológica para TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliação neuropsicológica para crianças, adolescentes ou adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um processo especializado que busca compreender como o autismo afeta o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental do indivíduo. Esse tipo de avaliação é adaptado às necessidades e características específicas de cada pessoa, proporcionando informações importantes para diagnósticos precisos e planejamento de intervenções.

    Etapas da Avaliação Neuropsicológica para TEA

    1. Entrevista Inicial: Realizada com os pais, cuidadores ou o próprio paciente (dependendo da idade). Investiga o histórico de desenvolvimento, comportamento, habilidades sociais e possíveis dificuldades. Explora informações sobre ambiente familiar, escolar e social.


    2. Observação Direta O neuropsicólogo observa o comportamento da pessoa em diferentes situações, avaliando: Interação social; Comunicação verbal e não verbal.Padrões de interesse e comportamento repetitivo.

    3. Aplicação de Testes Padronizados: Os testes são adaptados para o nível de desenvolvimento e características do paciente. Áreas avaliadas incluem: Habilidades cognitivas: Raciocínio, memória, atenção e resolução de problemas. Funções executivas: Planejamento, organização e controle de impulsos. Habilidades de linguagem: Compreensão e expressão verbal. Habilidades motoras: Coordenação fina e ampla. Comportamento adaptativo: Capacidade de realizar atividades diárias e independentes.

    4. Avaliação Socioemocional Explora aspectos emocionais, como regulação afetiva, níveis de ansiedade ou dificuldades em reconhecer e interpretar emoções. Analisa padrões de interação social, focando em empatia e habilidades sociais.

    5. Laudo Neuropsicológico: Contém uma análise detalhada do perfil cognitivo, emocional e comportamental do paciente. Apresenta os pontos fortes e as dificuldades identificadas. Sugere estratégias de intervenção e orientação para família, escola e outros profissionais envolvidos.

    Objetivos da Avaliação para TEA: Diagnóstico Diferencial: Ajuda a distinguir o TEA de outras condições, como TDAH, deficiência intelectual ou transtornos de linguagem. Planejamento de Intervenções: Fornece informações que orientam terapias comportamentais, ocupacionais, educacionais e emocionais. Monitoramento de Desenvolvimento: Permite acompanhar a evolução das habilidades e ajustar estratégias de apoio. Apoio à Inclusão Escolar: Identifica necessidades específicas e adaptações que favoreçam o aprendizado.

    Benefícios da Avaliação Neuropsicológica no TEA

    1. Compreensão do Perfil Único: O TEA apresenta grande variabilidade. A avaliação ajuda a entender as particularidades de cada indivíduo.
    2. Orientação para Intervenções: Apoia a escolha de terapias baseadas em evidências, como ABA, Terapia Ocupacional ou Fonoaudiologia.
    3. Fortalecimento de Habilidades: Identifica pontos fortes que podem ser potencializados.
    4. Apoio Familiar: Oferece estratégias práticas para lidar com desafios no cotidiano.



  • Qual especialista dá o diagnóstico de autismo em adultos?

    Qual especialista dá o diagnóstico de autismo em adultos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Normalmente um psicólogo de formação com especialização em neuropsicologia. Um neuropsicólogo.


  • Quais são os testes para autismo que são realizados por neuropsicólogos?

    Quais são os testes para autismo que são realizados por neuropsicólogos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Existem inumeros testes como exemplo temos: Escalas ADOS-2; ADI-R; CARS; M-CHAT-R; Vineland; SR2: Raven; TEA-Ch; Escalas de desenvolvimento e inteligência. Cabe ao profissional utilizar o mais adequado para seu paciente.


  • O que pode ser avaliado em uma avaliação neuropsicológica?

    O que pode ser avaliado em uma avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliação neuropsicológica é um processo que busca analisar as funções cognitivas, emocionais e comportamentais de uma pessoa para compreender como elas estão relacionadas ao funcionamento cerebral e permite identificar déficits e potenciais, fornecer diagnósticos, guiar intervenções e monitorar a evolução de condições neurológicas ou psicológicas.
    Durante a avaliação vária areas são analisadas:
    1. Funções Cognitivas: Atenção e Concentração: Avalia a capacidade de manter o foco, alternar entre tarefas e lidar com distrações. Memória: Inclui memória de curto e longo prazo, memória verbal e visual, além da memória de trabalho. Funções Executivas: Envolve habilidades como planejamento, organização, controle inibitório, tomada de decisão e resolução de problemas. Exemplo: Dificuldade em gerenciar tarefas complexas ou tomar decisões. Linguagem: Avalia a compreensão, produção verbal, vocabulário, fluência verbal e capacidade de nomear objetos Habilidades Visuoespaciais e Visuoconstrutivas: Inclui a percepção e o raciocínio visual, como reconhecer objetos e formas, orientação espacial e habilidades motoras finas.Velocidade de Processamento: Mede o tempo necessário para compreender e responder a informações.
    2. Aspectos Emocionais e Psicológicos: Esses fatores são avaliados para compreender como emoções e comportamento interagem com o funcionamento cognitivo: Regulação Emocional: Avaliação de ansiedade, depressão, irritabilidade e apatia. Alterações de humor que impactam a vida social e profissional. Personalidade e Comportamento: Explora traços de personalidade, impulsividade, agressividade ou retraimento social.
    3. Habilidades Sociais e Adaptativas: Explora a capacidade de interagir socialmente e de realizar atividades práticas no dia a dia. Exemplo: Dificuldade em manter relacionamentos ou lidar com tarefas domésticas.
    4. Desenvolvimento e Aprendizado: Inclui análise de habilidades adquiridas e dificuldades em áreas como leitura, escrita e cálculos. Identificação de transtornos de aprendizado, como dislexia. 5. Integração Sensorial e Motora. Avaliação de aspectos motores finos e grossos, além da integração sensorial, como coordenação e reação a estímulos.

    Isso é realizado através de Entrevistas Clínicas: Coleta de histórico médico, psicológico, social e educacional. Aplicação de Testes Padronizados: Instrumentos específicos para medir habilidades cognitivas. Observação Comportamental: Análise da interação e comportamentos durante o processo de avaliação. Relatos de Familiares ou Cuidadores: Para complementar informações sobre funcionamento diário.


  • Qual profissional faz a avaliação neuropsicológica?

    Qual profissional faz a avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Normalmente é um psicólogo de formação ou profissional da área da saúde especializado em Neuropsicologia.


  • Quantas sessões são necessárias para avaliação neuropsicológica?

    Quantas sessões são necessárias para avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    O número de sessões necessárias pode variar dependendo de vários fatores, como o objetivo da avaliação, a idade da pessoa, a complexidade das questões clínicas e o ritmo individual do paciente. Geralmente, o processo inclui: Entrevista inicial (1 a 2 sessões): Coletar informações sobre a história clínica, queixas cognitivas, emocionais e comportamentais, além de informações sobre o contexto escolar, profissional ou familiar. 2. Aplicação de testes (2 a 5 sessões):
    Inclui a aplicação de instrumentos padronizados para avaliar diferentes funções cognitivas, como atenção, memória, linguagem, raciocínio, habilidades visuoespaciais e funções executivas. A duração de cada sessão geralmente varia de 1 a 2 horas, dependendo da capacidade de concentração do paciente. Análise e devolutiva (1 a 2 sessões): Após a coleta dos dados, o neuropsicólogo analisa os resultados, elabora um laudo e realiza uma sessão de devolutiva para discutir os achados e as recomendações.Portanto, uma avaliação completa pode exigir entre 5 e 10 sessões. Em alguns casos específicos, pode haver ajustes no número de sessões conforme a necessidade ou a complexidade do caso.


  • Por que o diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres?

    Por que o diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Isso se deve a uma combinação de fatores neurológicos (biológicos), sociais e culturais, que dificultam o reconhecimento dos sintomas típicos em meninas e mulheres. Em primeiro lugar os estudos sobre autismo e seus critérios foram baseados em amostras masculinas, antigamente se achava que as mulheres só tinham a forma grave de autismo. Isso fez com que os profissionais de saúde tivessem dificuldade em identificar os sinais de TEA em mulheres por estarem mais familiarizados com os padrões tipicos observados nos homens, ocasionando um viés nos critérios diagnósticos. Hoje sabe-se que as mulheres tem apresentação diferente dos sintomas: As meninas tendem a apresentar características menos evidentes ou mais internalizadas, como ansiedade e timidez ao invés de comportamentos mais disruptivos mais observados nos meninos. As mulheres tendem a fazer mais uso do masking (camuflagem social) para imitar comportamentos típicos, copiar padrões de fala ou gestos de outras pessoas, esconder estereotipias, mascarando suas dificuldades reais. Os interesses restritos nas mulheres normalmente são mais parecidos e socialmente aceitos (moda, leitura, animais) enquanto os dos meninos podem ser mais atípicos (colecionismo, tecnologia). As expectativas de gênero (fatores sociais e culturais) incentivam as meninas desde cedo a serem sociaveis, empaticas e discretas, o que pode mascarar os sintomas (o cérebro feminino também é mais sociavel); As peculiaridades comportamentais dos meninos são mais rapidamente vistas como problemas, enquanto que nas meninas podem ser interpretadas como timidez ou sensibilidade.


  • Tenho interesse em saber como é a imaginação de um autista?

    Tenho interesse em saber como é a imaginação de um autista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A imaginação de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode variar bastante, pois o espectro autista é muito amplo, e cada indivíduo tem habilidades e características únicas. Muitas pessoas com autismo possuem uma imaginação altamente visual, criando imagens mentais vívidas e detalhadas.Elas podem imaginar cenários ou objetos com precisão e foco em detalhes específicos que outras pessoas poderiam ignorar. A imaginação pode estar profundamente ligada a seus interesses específicos. Por exemplo, uma criança fascinada por dinossauros pode criar histórias elaboradas envolvendo esses animais.Essa criatividade é, muitas vezes, altamente estruturada e pode parecer repetitiva para os outros, mas reflete um grande envolvimento e prazer. Algumas pessoas com TEA podem apresentar dificuldade em imaginar conceitos abstratos ou cenários hipotéticos, preferindo ideias concretas e reais. Isso pode dificultar brincadeiras de "faz de conta" na infância ou a compreensão de metáforas e ironias. Muitos autistas, especialmente aqueles com habilidades artísticas ou intelectuais, podem ter uma imaginação excepcionalmente rica e original. Alguns são capazes de criar mundos fictícios, histórias complexas ou soluções inovadoras para problemas, especialmente quando o tema está alinhado aos seus interesses. A forma como a imaginação é expressa pode ser diferente. Algumas pessoas podem preferir desenhar, escrever ou construir ao invés de compartilhar verbalmente suas ideias imaginativas. Para outros, a imaginação pode ser mais internalizada, não sendo facilmente observada por quem está ao redor. Sensibilidades sensoriais podem influenciar a imaginação. Por exemplo, sons, texturas ou cores podem desencadear associações criativas ou gerar uma conexão única com o mundo ao redor. A imaginação de uma pessoa autista não é "limitada", mas diferente. Ela pode ser extremamente rica, focada em detalhes ou interesses específicos, e muitas vezes se manifesta de formas que desafiam os padrões típicos. Ao entender e valorizar essas diferenças, é possível apreciar a criatividade e a profundidade que muitos autistas trazem para suas experiências e criações.


  • Meu namorado é filho único, o pai dele morreu quando tinha 16 anos, desde de então ele cuida da mãe

    Meu namorado é filho único, o pai dele morreu quando tinha 16 anos, desde de então ele cuida da mãe dele, financeiramente pra ser mais exata, porém ela recebe aposentadoria e mais aluguel de uma casa, ela é ajuntada com um cara que nem faz questão de trabalhar e manter a casa, mesmo assim ela não larga dele… por mais que ela tenha condições de se manter, vive pedindo dinheiro emprestado pro meu namorado, a questão é que meu namorado, mora comigo, mas sempre diz que está sem dinheiro ou seja, me colocando em segundo plano, enquanto a mãe nem se quer busca um serviço por mais que ela tenha saúde. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Essa situação parece ser muito desgastante emocionalmente, tanto para você quanto para o seu relacionamento. É importante lidar com isso com sensibilidade, porque envolve não apenas questões financeiras, mas também vínculos familiares e emocionais complexos. Converse Abertamente com Seu Namorado. Escolha um momento tranquilo para falar com ele sobre como você se sente. Evite acusações ou críticas diretas, e explique sua perspectiva de forma empática. Por exemplo:"Entendo que você se preocupa muito com sua mãe, mas isso está afetando nossa relação e nosso planejamento de vida juntos." Compreenda o contexto dele: Ele pode sentir uma responsabilidade muito grande por ser filho único e pelo histórico de perda do pai. O sentimento de culpa ou obrigação pode estar influenciando as escolhas dele. Estabeleça Limites no Relacionamento: Discuta limites saudáveis. Ele precisa entender que, embora ajudar a mãe seja importante, ele também precisa priorizar o relacionamento de vocês e pensar no bem-estar de ambos.Sugira soluções alternativas: Proponha que ele converse com a mãe sobre organização financeira. Talvez ela precise de ajuda para aprender a administrar o dinheiro que tem. Ofereça sugestões de apoio, como a busca por um consultor financeiro ou ajuda para estabelecer um orçamento. Reflita sobre seu papel na situação: Pergunte-se até onde você está disposta a tolerar esse comportamento, caso ele não mude. É importante saber seus próprios limites para evitar ressentimentos futuros. Se ele estiver aberto, terapia pode ajudá-lo a lidar com o peso dessa responsabilidade e a encontrar um equilíbrio entre cuidar da mãe e manter a relação com você. Evite confrontar ciretamente a mãe ou o companheiro dela mesmo que você se sinta frustrada. Confrontar a mãe dele ou o companheiro dela pode causar tensões desnecessárias. Foque na comunicação com o seu namorado. Reflita sobre como você se sente em relação a essa dinamica no futuro e no impacto disso na sua felicidade e nos planos de vocês. Aborde essa questão com amor e respeito mas é importante defender seus próprios sentimentos e necessidades no relacionamento. Abraço.


  • Passei por Uma fase bem difícil na minha vida, de enfrentar traumas escondidos da adolescência que e

    Passei por Uma fase bem difícil na minha vida, de enfrentar traumas escondidos da adolescência que estavam afetando a minha vida como adulta.
    Na época não tinha condições de arcar com psicólogo, então, por um longo período, Fui superando com ajuda de familiares, Amigos já bem mais velhos, com mais experiência de vida, exercícios de meditação e de Deus (sou cristã) . Hoje sinto que finalmente estou conseguindo de fato superar e seguir em frente, com alegria e alívio. Mesmo assim devo me consultar com psicólogo pra tratar tudo isso de novo? Tenho medo de voltar a Estaca Zero, de revisitar essas memórias, e mesmo tendo ressignificado-as, aceitando o que aconteceu e agindo diferente, o psicólogo me fazer ter um olhar pior sobre o que aconteceu do que o que eu realmente enxergo hoje.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, os estudos indicam que ao contrário disso, falar sobre os traumas é benéfico e curativo. A psicoterapia é um bom caminho para resolução de traumas mas não é o único... Mas o fato de você relembrar nas sessões das questões do passado não vai fazer com que você deprima ou entre em um buraco. Talvez no momento em que falar sobre esses assuntos fique triste na hora mas o objetivo da terapia é justamente o contrário. Ela te ajuda a se fortalecer e criar estratégias para lidar melhor com suas dificuldades. Nenhum terapeuta vai fazer você olhar para o pior da situação e se realmente você superou não vai jamais voltar a estaca zero. A terapia tem o objetivo de melhorar e nao piorar as coisas. Abraço


  • Olá, sou diagnosticado com autismo grau leve e ansiedade social. Ultimamente não sinto motivação e n

    Olá, sou diagnosticado com autismo grau leve e ansiedade social. Ultimamente não sinto motivação e nem energia para nada. Estive de férias em Julho e passei todos os dias, sem exceção, trancado no quarto deitado na cama, levantando apenas para fazer necessidades fisiológicas. Tomo os remédios escitalopram (que não sinto qualquer efeito) e Mirtazapina (esse fez efeito e melhorou minha insônia por um tempo, mas não sinto mais o mesmo efeito e fez eu ganhar muito peso). As vezes preciso apelar para Alprazolam ou Clonazepam para dormir.
    Mas é isso, sinto zero energia ou motivação para fazer as coisas. Volto a trabalhar semana que vem e não fiz absolutamente nada em termos de lazer nas férias. É possível que, além do autismo e ansiedade social, eu tenha depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, infelizmente é possível sim. Pessoas com TEA. Estudos apontam que 20 % das pessoas diagnosticadas no espectro apresentam depressão e que metade dos adultos sofrerá de pelo menos um episódio de depressão ao longo da vida. Também é muito comum transtorno de ansiedade associado. Se sua medicação nao esta fazendo efeito seria importante que voce retornasse no medico para eventualmente efetuar a troca da medicação. Acredito que você se beneficiaria muito de uma psicoterapia pois somente a medicação acaba não trazendo resultado tão eficaz no tratamento. Abraço


  • É possível uma pessoa com predispodição à psicopatia desenvolver traços mais salientes desse transto

    É possível uma pessoa com predispodição à psicopatia desenvolver traços mais salientes desse transtorno com o passar do tempo ou com a idade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A pessoa com predisposição ou portadora de TPAS (psicopatia) nao costuma piorar linearmente com a idade, mas o desfecho depende de fatores como a gravidade do transtorno, o contexto social e familiar da pessoa e se faz ou nao acompanhamento e tratamento. Sem intervenções os problemas podem ir se acumulando ao longo da vida e tornar a condiçao mais debilitante.


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