Perguntas do paciente (1079)

  • Em uma sessão de terapia cognitiva, o que o paciente deve falar para ajudar na identificação do tran

    Em uma sessão de terapia cognitiva, o que o paciente deve falar para ajudar na identificação do transtorno/trauma/doença? Que profissional tenta identificar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Não se preocupe pois o terapeuta sabe o que é necessário questionar. Na primeira sessão provavelmente vai querer saber por que vc está buscando a terapia, desde quando se sente assim e como isso vem impactando sua vida. Também vai avaliar o seu humor. E vai explicar como a TCC funciona. Sugiro que leve suas duvidas caso as tenha. Não se preocupe muito apenas seja o mais transparente possível.


  • Depois de anos mais ou menos 8 anos ainda sonho com meu ex. Já estou casada a 6 anos morando em outr

    Depois de anos mais ou menos 8 anos ainda sonho com meu ex. Já estou casada a 6 anos morando em outro estado mas não consigo se quer esquecer ele, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Talvez precise entender o que esse relacionamento significou pra você? O término foi abrupto? Foi elaborado? Você realmente encerrou esse ciclo? Pela sua fala você se casou e mudou mas o sentimento ficou. Não está conseguindo virar essa página e decidir ser feliz. A felicidade está em você. Ninguém pode te fazer feliz, somente você. É uma decisão. Será que você está sentindo falta de alguma coisa? Talvez você esteja romanceando o lado bom desse relacionamento antigo e esquecendo o que de ruim ele lhe trouxe. Enquanto você não fechar esse ciclo não vai conseguir ser feliz de verdade. E talvez não tenha relação com o ex mas sim com você.


  • Meu sobrinho foi diagnosticado com autismo leve,hoje ele tem 29 anos de idade, com tratamento adequa

    Meu sobrinho foi diagnosticado com autismo leve,hoje ele tem 29 anos de idade, com tratamento adequado ele pode ser curado ou seja não precisar mais de medicação? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Veja, o autismo não tem cura e não é uma doença. Os medicamentos quando são utilizados são para algumas comorbidades; por exemplo, ansiedade, insônia, depressão, impulsividade; pensamentos, etc. Igualzinho os neurotípicos. Os remédios servem para aliviar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida e podem mudar ao longo do tempo. O importante é ele fazer as terapias para se entender melhor, desenvolver melhor repertorio social; etc.


  • Meu neto tem 11 anos,levei ele ao psiquiatra pois estava apresentando reações adversas pra sua idade

    Meu neto tem 11 anos,levei ele ao psiquiatra pois estava apresentando reações adversas pra sua idade.
    O médico falou q ele tem TOC,e passou um medicamento de nome Roxetin XR de25 MG
    Será q criança pode tomar esse remédio?
    Por favor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, sim; crianças fazer uso dessa medicação, mas ele não pediu acompanhamento psicoterápico? É muito importante pois somente a medicação no caso do TOC não trará tantos resultados.


  • Tenho um bebê de 01 ano e 06 meses o pai dele foi embora tem uma semana e não veio ver ele até agora

    Tenho um bebê de 01 ano e 06 meses o pai dele foi embora tem uma semana e não veio ver ele até agora, meu filho está chorando e chamando o pai, como posso conversar com ele quando ele chama pelo pai ? Posso falar que o pai não está mais aqui ? Devo responder quando ele chama pelo pai ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    É importante que você, com muito cuidado e sensibilidade, aborde a situação com o seu filho, levando em conta a idade dele. Embora ele seja muito pequeno, ele pode perceber a ausência do pai e sentir o luto de forma emocional. Você pode validar o que ele está sentindo, dizendo algo como: "Eu sei que você sente falta do papai mas eu estou aqui com você, e te amo muito." Crianças tão pequenas não conseguem compreender completamente o conceito de separação ou a complexidade de um relacionamento. Por isso, você pode dizer que o papai não está aqui no momento, mas que ele sempre terá o seu amor. Ao responder aos chamados dele, procure usar um tom calmo e seguro. Pode ser difícil, mas tente não demonstrar frustração ou raiva, pois ele pode sentir sua ansiedade. Se ele está chorando e chamando pelo pai, você pode tentar distraí-lo com um brinquedo ou algo que ele goste, oferecendo carinho e segurança. Você pode explicar, de maneira simples e carinhosa, que o pai não está presente. Não é necessário entrar em detalhes, mas dar uma explicação que seja reconfortante. Esses momentos podem ser desafiadores para ambos, mas seu papel de apoio e segurança é fundamental para ajudar seu filho a se adaptar a essa nova realidade.


  • Olá, meu filho tem 1 ano e 06 meses o pai foi embora, já tem 01 semana que não vem ver ele, meu filh

    Olá, meu filho tem 1 ano e 06 meses o pai foi embora, já tem 01 semana que não vem ver ele, meu filho fica chamando e chorando, quase todas as noites ele chora muito, só se acalma quando dorme, o que devo fazer quando ele chama o pai ? Conversar que o pai não está mais aqui ? Devo responder quando ele chama pelo pai ? Ou apenas deixar ele chamando ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Nessa situação, é importante equilibrar honestidade e acolhimento para o bem-estar emocional do seu filho. Com 1 ano e 6 meses, ele ainda não compreende totalmente a separação, mas pode perceber a ausência do pai e sentir falta dele.Você pode tranquilizá-lo, dizendo que o pai não está por perto, mas que você está ali para cuidar dele. Falar de maneira simples e reconfortante pode ajudar. Não é necessário deixar de responder quando ele chama pelo pai. Tente validar o que ele está sentindo, sem forçar explicações complexas para a sua idade. Responder com carinho e empatia pode ajudá-lo a processar a situação de forma mais tranquila. A criação de uma rotina consistente ajuda a reduzir a ansiedade e traz segurança. Isso pode incluir momentos de afeto antes de dormir, como uma história ou canção, para ajudá-lo a se sentir mais confortável. Como ele é muito jovem, explicações profundas sobre o relacionamento entre os pais não são necessárias neste momento. Pode-se apenas reconhecer o que ele está sentindo e assegurar que ele está sendo bem cuidado. Se o comportamento persistir ou se ele continuar a mostrar sinais de angústia, buscar a orientação de um psicólogo infantil pode ser útil para lidar com os sentimentos de separação e ajudar na adaptação a essa nova fase.


  • Tenho um acordo com minha namorada pra ela não falar com nenhum menino na escola mas ela c afastou d

    Tenho um acordo com minha namorada pra ela não falar com nenhum menino na escola mas ela c afastou de todo mundo na escola e isso está fazendo muito mal a ela, sou muito desconfiado fiz esse acordo para me sentir seguro mas estou me sentindo muito mal por fazer isso com ela, oq faço acabo com o acordo, ou continuo e cv's com ela ? Oq faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Bom, que tal conversar com ela a respeito disso? O ciúme é uma emoção muito dificil de controlar. Na verdade você tem medo que esse relacionamento que você tanto preza seja ameaçado por outra pessoa. Você tem medo que sua namorada perca o interesse em você e fique com outra pessoa. O problema não é o ciúmes, todos sentimos ciúme. O problema é o que fazemos com nosso ciúme. A tentativa de controlar o outro nunca é boa pra ninguém. O problema é agir de acordo com o ciúmes. Essa açao pode magoar o outro e destruir nosso relacionamento. Pense nisso. Abraço.


  • Namoro a 10 meses, sei o quanto eu amo o meu namorado, mas sinto que a minha cabeça está me auto sab

    Namoro a 10 meses, sei o quanto eu amo o meu namorado, mas sinto que a minha cabeça está me auto sabotando, com perguntas como: "será que eu amo ele?". Mesmo eu sabendo a resposta dentro de mim e sabendo o quanto eu amo ele, minha ansiedade não me deixa ser racional. A ansiedade pode distorcer os pensamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Sim, a ansiedade pode distorcer profundamente os pensamentos; inclusive os mais íntimos e importantes, como os que envolvem sentimentos amorosos. O que você está descrevendo é muito comum em pessoas que têm ansiedade, especialmente em relacionamentos. Mesmo sabendo, no fundo, que você ama seu namorado, sua mente ansiosa começa a gerar dúvidas, como se quisesse testar ou sabotar aquilo que é valioso para você. A ansiedade costuma gerar um excesso de análise, uma busca incessante por certeza absoluta. Só que, no amor, não existe uma prova matemática de sentimento e é justamente isso que a ansiedade odeia: incertezas, riscos, vulnerabilidade. Ela quer garantias. Então, mesmo que você sinta amor, sua mente pode lançar pensamentos como “e se não for amor?”, “será que eu estou confundindo as coisas?”, “e se eu estiver me enganando?”. Esses pensamentos não refletem a realidade, e sim o seu medo de perder, de se machucar ou de tomar uma decisão errada. É importante entender que ter pensamentos assim não significa que algo está errado com seu relacionamento ou com seu sentimento. Significa apenas que sua mente está em modo de hiperalerta, tentando “prevenir” qualquer dor futura mesmo que isso custe sua paz no presente. Essa é uma forma de autosabotagem inconsciente que vem da ansiedade. Você pode lidar com isso começando a observar os pensamentos ansiosos como eventos mentais passageiros, e não como verdades absolutas. Um bom exercício é nomeá-los mentalmente: “isso é só um pensamento ansioso”, “isso é minha mente tentando controlar o incontrolável”. Também ajuda manter o foco no que você sente no corpo e nas atitudes; no carinho, no cuidado, na conexão que vocês compartilham e não apenas nos pensamentos ruminantes. Se isso estiver muito frequente ou te causando sofrimento, pode ser sinal de um tipo específico de ansiedade chamada ansiedade relacional ou até TOC de relacionamento (ROCD). Não é um diagnóstico oficial no DSM, mas é um fenômeno reconhecido clinicamente, e a terapia pode ajudar muito nesses casos. Trabalhar com um psicólogo, especialmente com abordagem cognitivo-comportamental ou de terapia do esquema, pode te ajudar a identificar os gatilhos, desafiar os pensamentos distorcidos e aprender a confiar mais em si mesma e nos seus sentimentos. Você não está sozinha nisso, e é possível viver o amor com mais tranquilidade, mesmo sendo uma pessoa ansiosa. Isso não significa eliminar a ansiedade por completo, mas aprender a conviver com ela sem deixar que ela tome as rédeas da sua vida afetiva.


  • Oi minha filha tem 10 anos levei ela na psicóloga ela falou que minha filha tem autismo ela demorou

    Oi minha filha tem 10 anos levei ela na psicóloga ela falou que minha filha tem autismo ela demorou muito andar ela não toma banho sozinha ela não troca de roupa sozinha é muito difícil de lidar com ela, ela não gosta de visita em casa é que nem toque nela entre outras coisas minha filha tem autismo preciso ouvir outra opinião ela tem dez anos conseguiu e ler esse ano.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, você sente confiança nessa profissional? Faz sentido o que ela lhe disse? Sugiro que leia e se informe a respeito do autismo para entender melhor. Você pode buscar um neuropediatra para acompanhar a criança e ele pode pedir exames complementares como uma avaliação neuropscicológica para saber as facilidades e dificuldades da criança e para um diagnóstico diferencial; pedir outros exames complementares (hexoma). No caso do autismo o tratamento é multiprofissional e mais de um profissional pode ser necessário mas tudo depende de cada criança. A avaliação neuropsicológica é sempre um norte.


  • Me sinto angustiada ao lembrar que tenho oss05 por dentro. Se eu detalhar, acho que minha pergunta n

    Me sinto angustiada ao lembrar que tenho ossos por dentro.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Sentir-se angustiada com pensamentos ou imagens que envolvem o corpo pode ser desconfortável, mas é algo que pode ser trabalhado com acompanhamento psicológico, especialmente se essa sensação estiver interferindo em seu bem estar. Esse tipo de angustia pode ser relacionado a uma série de fatores; ansiedade; disturbios relacionados a percepção; pensamento obsessivos; etc. Você pode se beneficiar com técnicas de relaxamento; focar no aqui e agora e no ambiente ao seu redor e desviar a atenção desse pensamento; terapia cognitivo comportamental.


  • Meu filho de 5 anos foi vítima de abuso pelo meu enteado de 13 anos. Se ele ficar vendo o seu agress

    Meu filho de 5 anos foi vítima de abuso pelo meu enteado de 13 anos. Se ele ficar vendo o seu agressor é possível que ele tenha mais consequências graves? E ñ consiga esquecer a medida que ele vá crescendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Muito complexa essa pergunta. Se fosse meu filho eu o protegeria desse contato. Também é importante que ele faça terapia e vocês orientação para lidar com essa situação. Ninguém esquece um abuso, mas é possível elaborar esse trauma com o tempo.


  • Quais os testes de rastreios o psicólogo pode usar para uma investigação suspeita de TDAH?

    Quais os testes de rastreios o psicólogo pode usar para uma investigação suspeita de TDAH?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, apenas para rastreio existem alguns; o do DSM SNAP IV criança ou ASRS - 18 (acima de 18 anos); tem escalas como EATDAH; Escala de disfunção executiva do Barkley (BDEFS); a BRIEF; EPF - TDAH; a maioria é de uso exclusivo do psicólogo. Como vc disse é apenas para rastrear e mapear, para efeitos diagnósticos é importante uma avaliação completa.


  • As vezes me pego imaginando algumas coisas no futuro bem próximo, na maioria das vezes em frente a u

    As vezes me pego imaginando algumas coisas no futuro bem próximo, na maioria das vezes em frente a um espelho, consigo sentir as emoções, consigo fazer as expressões, o diálogo. Consigo imaginar as cenas na maioria das vezes com uma determinada pessoa q gosto bastante mais tá num nível assim inalcançável talvez, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, bom acredito que a resposta a sua pergunta é depende; todos nós fazemos isso, imaginamos cenas, discutimos com pessoas, criamos dialógos imaginários, etc, principalmente quando estamos envolvidos por alguem, pode ser perfeitamente normal; entretanto se isso for um comportamento excessivo, que impede algumas vezes outras atividades e que faça com que você deixe de viver coisas reais refugiando-se na imaginação isso pode ser um problema. Além disso pelo que percebi você está envolvido com uma pessoa que imagina ser inatingível, que muito provavelmente nao sabe sobre os seus sentimentos e que a unica forma que você imagina de se relacionar com ela é na sua imaginação; será mesmo? Boa sorte.


  • Fiz teste beta 3 (teste não verbal de inteligencia geral) para concurso publico e das 25 questões re

    Fiz teste beta 3 (teste não verbal de inteligencia geral) para concurso publico e das 25 questões repondi apenas 15, devo me preocupar com a baixa produtividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A preocupação com a quantidade de questões respondidas em um teste como o Beta 3 (teste não verbal de inteligência geral) é compreensível, mas é importante lembrar que a produtividade em um teste não é o único critério para avaliação. O teste Beta 3 geralmente avalia aspectos de raciocínio lógico, capacidade de resolução de problemas e inteligência geral de forma não verbal (ou seja, sem depender de linguagem escrita ou falada). Mesmo que você tenha respondido menos questões, o que importa é a qualidade das suas respostas. Responder corretamente as questões mais fáceis e manter a precisão pode ser mais importante do que tentar responder todas as questões de forma apressada e sem certeza. Às vezes, acertar as questões mais fáceis e fazer as mais difíceis com menos segurança pode impactar o desempenho geral. Se você não conseguiu responder a todas as questões devido ao tempo limitado, isso é algo comum em muitos testes. Muitos testes têm um tempo restrito, e nem todos os candidatos conseguem responder todas as questões dentro do tempo estipulado. Isso não significa necessariamente que a sua performance será comprometida, desde que as respostas que você deu estejam corretas. O teste pode ter questões mais fáceis no início, com a dificuldade aumentando conforme o teste avança. Se você respondeu corretamente as questões iniciais, isso pode ser um bom indicativo de desempenho. As questões não respondidas podem ser as mais difíceis, e, se você não as respondeu por não saber ou por não ter tempo, isso não comprometerá tanto o resultado final. O Beta 3 e outros testes de inteligência não são apenas sobre a quantidade de respostas, mas sobre como você lida com os problemas propostos. Ter algumas questões não respondidas pode ser normal, especialmente se você foi cauteloso nas respostas. Em resumo, se a quantidade de questões respondidas está abaixo do esperado, não é motivo para desespero, desde que você tenha se concentrado na qualidade das suas respostas. E, caso você tenha dificuldades para administrar o tempo durante o teste, pode ser útil praticar com simulações de testes temporizados para melhorar a agilidade em futuros exames.


  • queria saber sobre a vontade de tirar a parte do corpo, pq sinto isso?? pq fico com tanta raiva q da

    queria saber sobre a vontade de tirar a parte do corpo, pq sinto isso?? pq fico com tanta raiva q da vontade de tira uma parte do corpo como o meu dedo mindinho, achava q se eu vivesse com ele seria melhor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Eu sinto muito que você esteja passando por esses sentimentos difíceis. A vontade de "tirar" uma parte do corpo, especialmente quando associada a raiva ou frustração, pode estar relacionada a um processo psicológico que envolve o sofrimento emocional, o desconforto consigo mesmo ou o desejo de se livrar de algo que está gerando muito estresse ou dor. Existem várias razões pelas quais isso pode ocorrer, e vou tentar explicar alguns pontos que podem estar associados a esses sentimentos: Desconforto emocional e raiva interna: A raiva frequentemente está ligada a uma sensação de impotência ou frustração. Quando você sente que não pode controlar uma situação ou um aspecto da sua vida, pode haver uma projeção desse desconforto para o seu corpo. A raiva pode ser expressa de várias formas, e em algumas pessoas, pode manifestar-se como o desejo de "remover" ou "mudar" uma parte do corpo, como uma tentativa simbólica de controlar o que não consegue controlar emocionalmente. Disforia corporal: Algumas pessoas experimentam um tipo de desconforto com seu corpo, conhecido como disforia corporal. Isso pode estar relacionado a uma sensação de que uma parte do corpo não pertence a você, ou que ela está "errada". Esse tipo de desconforto pode gerar um desejo de modificar ou até de "remover" essa parte.Transtornos de imagem corporal ou transtornos obsessivos: O desejo de mudar partes do corpo ou de se livrar de algo pode estar ligado a certos transtornos psicológicos, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), que envolvem uma preocupação excessiva com aspectos do corpo ou da aparência. Estratégias de enfrentamento de dor emocional: Algumas pessoas lidam com a dor emocional de forma tangível, expressando essa dor física ou mental de uma maneira simbólica, como o desejo de "remover" algo de si mesmo. Isso pode ser uma forma de tentar aliviar a angústia interna, embora de maneira muito prejudicial. É muito importante que esses sentimentos sejam explorados e compreendidos com o auxílio de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra. Eles podem ajudar você a entender a raiz desse desejo e a trabalhar em formas de lidar com esses sentimentos de maneira mais saudável. Se você sentir que esses pensamentos ou desejos são recorrentes e estão causando sofrimento significativo, é fundamental buscar ajuda. Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser úteis para trabalhar as distorções cognitivas e os comportamentos que alimentam essas vontades, além de auxiliar na regulação das emoções.

    Se precisar de mais informações ou quiser discutir mais sobre isso, fico à disposição para conversar.


  • Faço terapias com um psicólogo para tratar traumas de infância. Mas me apaixonei pelo meu psicólogo,

    Faço terapias com um psicólogo para tratar traumas de infância. Mas me apaixonei pelo meu psicólogo, o que pode ser feito a partir de agora? Falo com o meu psicólogo ou peço transferência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, isso acontece e é bem comum. O ideal é abordar esse assunto com o terapeuta; sei que é constrangedor mas ele está apto para trabalhar essa situação com você. Você está em uma situação de vulnerabilidade e é comum que as pessoas desenvolvam esse tipo de sentimento pois o terapeuta te escuta com atenção e de um modo muito diferente do mundo de fora. Juntos vocês podem encontrar a melhor solução para esse caso. Mas saiba que como toda paixão esse sentimento é apenas uma projeção porque o terapeuta parece alguém perfeito dentro do consultório e você o conhece em uma situação muito específica. Não abordar o assunto pode comprometer o seu processo terapeutico. Trocar de profissional pode não ser de grande ajuda sem trabalhar essas questões.


  • Fui na 1 consulta com a psi, ela é estudante, já fui a outras psis antes, e eu gostei dela, entretan

    Fui na 1 consulta com a psi, ela é estudante, já fui a outras psis antes, e eu gostei dela, entretanto senti certo julgamento e opinião pessoal dela em dois momentos específicos e me senti incomodada, gostaria de apontar isso até p ajudar ela tbm futuramente, mas tenho certo receio, isso seria adequado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, muito mais do que adequado é extremamente importante você dizer que se sentiu julgada pela profissional. Uma psicoterapia na minha opinião é colaborativa e tudo que o paciente nos fala e principalmente se tem relação com a aliança terapeutica (relação entre paciente e psicologo) deve ser discutida. Não se sinta constrangida em colocar isso será muito bom para ambas as partes. Muitas vezes a pessoa não fala nada e isso pode acabar interferindo no resultado da terapia e até mesmo fazendo a pessoa desistir. Provavelmente a intenção do profissional não é julgar mas o que importa é como você se sentiu. Dessa forma você da a oportunidade para o terapeuta conhecer você melhor e buscar a forma mais adequada de intervenção com a qual você se sinta acolhida e entendida. Abraço


  • Bipolar pode ser jogador profissional de futebol jogar em times e etc?

    Bipolar pode ser jogador profissional de futebol jogar em times e etc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Claro, não há nenhum impedimento... Pessoas com TAB quando adequadamente medicadas e em terapia vivem uma vida completamente normal. O que atrapalha é quando suspendem a medicação e abandonam a psicoterapia que auxilia na regulação do humor, a lidar com as eventuais oscilações e no autoconhecimento e reconhecimento dos primeiros sinais da crise. Abraço.


  • Olá, recentemente fiz um concurso para carreiras policiais que contava com testes BFP e Palográfico

    Olá, recentemente fiz um concurso para carreiras policiais que contava com testes BFP e Palográfico para avaliação de personalidade. O teste palográfico é avaliado conjuntamente ao BFP ou pode reprovar sozinho? Obrigado e boa tarde.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá! Em muitos concursos que envolvem carreiras policiais, tanto o teste BFP (Bateria de Funcionamento Psicológico) quanto o teste palográfico são utilizados para avaliar diferentes aspectos da personalidade e características psicológicas do candidato. Cada teste tem um objetivo específico, mas a forma como eles são avaliados pode variar de acordo com o concurso ou instituição.O teste palográfico geralmente avalia aspectos como impulsividade, controle emocional, tolerância ao estresse e outros traços de personalidade, enquanto o BFP pode analisar funções cognitivas, emocionais e a adaptabilidade da pessoa. Em relação à sua dúvida, geralmente, esses testes são avaliados de forma conjunta e, no contexto de concursos para carreiras policiais, ambos são usados para formar um quadro geral da personalidade do candidato. Embora a reprovação em um teste possa, sim, ser um critério para não aprovação, a reprovação no teste palográfico isoladamente pode depender das normas específicas do concurso. Porém, em muitos casos, os resultados são avaliados conjuntamente, considerando um conjunto de aspectos da sua personalidade, comportamento e características psicológicas. Portanto, se algum dos testes indicar dificuldades significativas, pode impactar negativamente sua aprovação, mas a reprovação no teste palográfico sozinho não é uma regra geral. Tudo depende da interpretação do psicólogo responsável pela avaliação. Para um esclarecimento mais preciso, o ideal seria consultar o edital específico do concurso ou entrar em contato com a instituição responsável pela avaliação psicológica.Espero que tenha ajudado! Se precisar de mais informações, estou à disposição.


  • Olá,a fobia social precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico ao mesmo tempo ?

    Olá,a fobia social precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico ao mesmo tempo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, quando pensamos no transtorno de ansiedade social diagnosticado devemos entender que a origem é multifatorial, existe uma vulnerabilidade genética, aliada ao ambiente e experiências de vida; portanto a origem da fobia social não é exclusivamente de ordem emocional; a necessidade da medicação vai depender do grau de desconforto da ansiedade e do tipo de fobia social se é generalizada (temem qualquer tipo de interação) ou não generalizada (temem somente situação de desempenho). Entretanto não existe como tratar a fobia social sem psicoterapia. A fobia social pode envolver o medo da interação social (participar de conversas, ser assertivo); medo do desempenho (falar em publico) e medo de ser observado; além disso possuem crenças negativas sobre situações sociais e outras pessoas, crenças negativas sobre si mesmo, previsões negativas sobre o resultado das interações sociais; evitação associada a essas previsões; foco atencional em indicios e pistas de ameaças sociais e avaliação negativa após o evento social. Veem os sintomas de ansiedade como falha de caráter e tem muito medo que o outro perceba seus sintomas ansiosos. O processo consiste primeiro em entender a natureza da ansiedade social, normalizar a ansiedade, modificar as crenças e utilizar técnicas de exposição indo da situação que dá menos medo até a mais temida. A maioria dos paciente se beneficia desse tipo de terapia e o sucesso quando bem aplicadas as técnicas é de 80% na abordagem cognitivo comportamental. O tempo do tratamento vai depender da gravidade dos sintomas da mesmo forma que o advento ou não da medicação que precisa ser avaliado caso a caso.


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