Perguntas do paciente (22)

  • Boa noite, caras e caros nutris! Ao consumir salmão grelhado, é interessante comer a parte branca

    Boa noite, caras e caros nutris!
    Ao consumir salmão grelhado, é interessante comer a parte branca do filé (gordura)? Ali está o ômega-3 ou é mais gordura saturada do que gordura boa?
    Considerando que quase todo salmão que encontramos no mercado é de cultivo.
    Muito agradecido pelas respostas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael S. Rangel

    Olá.

    Sim, a parte branca do salmão pode ser consumida sem problemas: ela não é apenas gordura saturada, mas também contém proteínas (albumina) e ácidos graxos insaturados, incluindo ômega-3. Mesmo no salmão de cultivo, essa porção ainda contribui para o perfil saudável do peixe.

    O que é a parte branca do salmão?
    Albumina: proteína que coagula e fica visível quando o peixe é grelhado ou assado.
    Gordura natural: mistura de ácidos graxos insaturados e pequenas quantidades de saturados.
    Distribuição do ômega-3: EPA e DHA estão presentes em toda a gordura do peixe, inclusive nessa parte branca.

    Diferença entre salmão selvagem e de cultivo:
    Salmão selvagem: tende a ter maior concentração de ômega-3.
    Salmão de cultivo: ainda é boa fonte, mas estudos recentes mostram redução nos níveis de ômega-3 devido à mudança na dieta dos peixes.

    Apesar disso, continua sendo considerado alimento saudável e recomendado em padrões alimentares equilibrados.

    Recomendações práticas
    Consuma o filé inteiro, incluindo a parte branca, pois ela agrega nutrientes.
    Prefira métodos de preparo saudáveis: grelhar, assar ou usar air fryer preservam o perfil nutricional.

    Frequência ideal: incluir salmão ou outros peixes ricos em ômega-3 (como sardinha) cerca de 2 vezes por semana.

    Alternativas acessíveis: sardinha e cavala oferecem perfil semelhante de ômega-3, com custo menor.

    Conclusão:
    A parte branca do salmão não é apenas gordura saturada — ela contém proteínas e ácidos graxos benéficos, incluindo ômega-3. Mesmo no salmão de cultivo, vale a pena consumir o filé completo, dentro de uma dieta equilibrada.

    Gostaria que eu monte uma comparação rápida entre salmão e sardinha para mostrar qual oferece melhor custo-benefício em termos de ômega-3? Vamos agendar uma consulta!


  • Glúten e ansiedade, qual a relação?, iniciei consumo de cevada (com orientação da nutricionista), ma

    Glúten e ansiedade, qual a relação?, iniciei consumo de cevada (com orientação da nutricionista), mas tenho sentido flutuações. Agradeço

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael S. Rangel

    Glúten pode estar relacionado a ansiedade em pessoas com doença celíaca ou sensibilidade não celíaca ao glúten, por meio da chamada “eixo intestino-cérebro”. Em quem não tem essas condições, a evidência científica não mostra benefício claro em retirar o glúten para controlar sintomas emocionais.

    Como o glúten pode impactar a ansiedade
    Doença celíaca

    O consumo de glúten provoca inflamação intestinal, má absorção de nutrientes (como ferro, folato e vitamina B12) e alterações na microbiota.

    Isso pode afetar neurotransmissores como a serotonina, aumentando risco de ansiedade e depressão.

    Estudos mostram que até 30% dos celíacos não tratados apresentam sintomas ansiosos.

    Sensibilidade não celíaca ao glúten

    Pessoas sem doença celíaca, mas sensíveis ao glúten, também relatam sintomas como fadiga, dor de cabeça e ansiedade.

    Em alguns estudos, seguir dieta sem glúten reduziu ansiedade em parte dos participantes, mas os resultados são inconsistentes.

    Eixo intestino-cérebro

    O intestino produz cerca de 90% da serotonina do corpo.

    Inflamação intestinal ou disbiose causada pelo glúten em pessoas sensíveis pode alterar esse equilíbrio, afetando humor e estabilidade emocional.

    Pontos importantes para você
    Como você iniciou consumo de cevada (rica em glúten), é possível que esteja percebendo flutuações emocionais se tiver alguma sensibilidade.

    Nem toda ansiedade está ligada ao glúten: fatores como estresse, sono, genética e ambiente também influenciam.

    Se os sintomas forem persistentes ou intensos, é fundamental conversar com um médico ou nutricionista para avaliar se há necessidade de testes para doença celíaca ou sensibilidade ao glúten.

    Não suspenda alimentos por conta própria sem orientação profissional, pois isso pode levar a deficiências nutricionais.


Perguntas frequentes

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