Perguntas do paciente (146)

  • Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim

    Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O que você descreve indica um sofrimento psíquico importante do seu marido, marcado por ambivalência, culpa, confusão emocional e dificuldade de sustentar escolhas. A oscilação entre proximidade intensa e afastamento abrupto costuma aparecer quando a pessoa está dividida internamente, sem conseguir elaborar dores antigas, ressentimentos ou conflitos não simbolizados.

    Isso não significa que a responsabilidade seja sua, nem que o amor esteja ausente. Chorar, pedir tempo e manter o vínculo aos domingos mostra conflito, não clareza. Ao mesmo tempo, essa dinâmica gera desgaste profundo para você.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está se repetindo e a pensar limites para que você não carregue sozinha esse sofrimento. Terapia individual e, se houver abertura, terapia de casal, podem ajudar a organizar esse impasse. Estou disponível para essa escuta.


  • Boa noite! Quero tirar uma dúvida, na verdade trocar ideia sobre o assunto. Estou em uma união está

    Boa noite!
    Quero tirar uma dúvida, na verdade trocar ideia sobre o assunto. Estou em uma união estável há 05 anos e, meu companheiro trabalhou como marinheiro offshore de 2011 q 2013. Na época havia ganhado uma bolsa de estudo para estudar em Houston e aprofundar conhecimentos. Desde o primeiro dia que o o conheci ele fala sobre essa experiência e revive o passado, lamentando a bolsa que perdeu. Na época em que o contrato foi quebrado, ele também se separou, um casamento de 20 anos devido a traição por parte da ex mulher. Meu objetivo era que um algum momento ele deixasse de lamentar o passado e passasse a enxergar com outros olhos essa experiência incrível e única. E tentasse extrair os aprendizados para sua jornada. Porém, quando tomamos uma cervejinha (uma vez por semana), ele volta ao passado e fico pensando que por alguns momentos ele deixa de viver nesse passado. Mas para ser franca, não há nada que eu fale ou tente fazer com que ele veja de uma outra forma. Não adianta!
    Gostaria de saber se é possível que eu de alguma forma o faça enxergar com outros olhos. Porque terapia ou qualquer outro tipo de conversa ou ajuda, ele não aceita jamais.

    Agradeço desde já pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Quando uma pessoa permanece ligada a experiências passadas não elaboradas, como perdas, rupturas ou frustrações importantes, isso costuma indicar um luto que não pôde ser concluído. No entanto, ninguém pode ser levado à elaboração psíquica contra a própria vontade.

    Por mais bem-intencionadas que sejam as tentativas de ajudar, não é possível mudar a forma como o outro vê sua história se ele não deseja olhar para isso. Insistir, muitas vezes, gera mais resistência e desgaste na relação.

    A psicoterapia pode ser muito útil nesses casos, mas só funciona quando há uma mínima abertura. Também é importante considerar o impacto que essa situação tem em você. Um espaço terapêutico pode ajudar a elaborar seus limites, frustrações e escolhas dentro dessa relação. Estou disponível para essa escuta.


  • Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?

    Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Em muitos casos de Transtorno de Personalidade Borderline, o comportamento impulsivo não é apenas falta de controle, mas uma tentativa intensa de lidar com um vazio subjetivo e com a sensação de ausência de sentido. Quando o sujeito não consegue simbolizar o que sente, o ato aparece como forma de aliviar, ainda que momentaneamente, uma angústia profunda.

    A impulsividade pode funcionar como um modo de sentir algo imediatamente, de interromper um estado interno vivido como insuportável. Compras, uso de substâncias, sexo impulsivo, automutilação ou explosões emocionais muitas vezes surgem nesse lugar, como tentativas de dar contorno a uma experiência psíquica sem nome.

    Do ponto de vista da psicanálise, trabalhar a busca por sentido não significa oferecer respostas prontas, mas possibilitar que o sujeito construa, pela palavra, um modo menos destrutivo de lidar com essa angústia. Quando algo do sofrimento pode ser elaborado, a necessidade do ato tende a diminuir.


  • Por que o medo existencial é tão intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Por que o medo existencial é tão intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar ligado a uma vivência muito intensa de abandono, vazio e instabilidade da própria identidade. Muitas pessoas com TPB relatam não apenas medo de perder alguém, mas medo de deixar de existir simbolicamente quando o outro se afasta.

    Esse medo não é apenas racional ou consciente. Ele se manifesta no corpo, nas emoções e nas relações, gerando angústia extrema, dependência afetiva e reações desproporcionais diante de separações reais ou imaginadas. A dificuldade em sustentar uma sensação contínua de si contribui para essa experiência de ameaça constante.

    A psicanálise compreende esse medo como algo que precisa ser escutado e elaborado, e não simplesmente controlado. Quando o sujeito consegue construir, ao longo do processo analítico, um lugar próprio menos dependente do olhar ou da presença do outro, essa angústia tende a perder intensidade.


  • Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    A reflexão filosófica é uma escolha: a pessoa pensa sobre o sentido da vida, faz perguntas e consegue suspender essas reflexões quando necessário. Já o TOC existencial é marcado por pensamentos invasivos, repetitivos e angustiantes, que não trazem clareza, apenas exaustão.

    No TOC existencial, a dúvida nunca se resolve. A pessoa busca respostas, mas nenhuma é suficiente, o que gera ansiedade intensa e prejuízo na vida cotidiana.

    A psicoterapia ajuda a diferenciar pensamento produtivo de pensamento compulsivo e a reduzir esse ciclo de dúvida infinita. Fico à disposição para essa avaliação.


  • O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?

    O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O TOC existencial pode ser desencadeado por momentos de ruptura, como perdas, lutos, crises religiosas, mudanças importantes ou aumento da ansiedade. Pessoas com perfil perfeccionista ou muito exigente consigo mesmas também podem ser mais vulneráveis.

    Esses pensamentos não surgem do nada; eles costumam funcionar como tentativa de controle diante da angústia.

    A psicoterapia permite compreender o sentido desses pensamentos e trabalhar a relação com a dúvida, sem alimentar a compulsão. Estou disponível para essa escuta.


  • Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Na psicanálise, o diagnóstico não é feito de forma imediata nem se baseia apenas em listas de sintomas. Ele é construído ao longo do tempo, a partir da escuta da fala, das repetições, da relação com o outro e da forma como o sujeito lida com o desejo, a angústia e a realidade.

    De maneira geral, a psicanálise trabalha com três grandes estruturas psíquicas: neurose, psicose e perversão. Essas estruturas não são rótulos morais nem definem a pessoa, mas indicam modos distintos de funcionamento psíquico.

    O diagnóstico em psicanálise serve para orientar a direção do tratamento, não para limitar o sujeito. Um acompanhamento terapêutico permite compreender essa estrutura de forma ética e cuidadosa. Estou disponível para essa escuta inicial.


  • Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtivi

    Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Pensamento acelerado costuma vir acompanhado de sensação de perda de controle, dificuldade de concentração, cansaço mental e ansiedade. A mente não descansa, os pensamentos se atropelam e há prejuízo no foco e na organização.

    Já a criatividade e a produtividade, embora possam envolver intensidade, tendem a gerar satisfação, clareza e sensação de continuidade. Mesmo com muitas ideias, a pessoa consegue escolher, desenvolver e concluir tarefas.

    Quando a aceleração mental gera sofrimento, prejuízo funcional ou sensação de esgotamento, é importante investigar o que está em jogo. A psicoterapia ajuda a diferenciar esses estados e a compreender se a aceleração é expressão de criatividade ou sinal de sofrimento psíquico. Fico à disposição para essa escuta.


  • Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Projetos de vida não se limitam a planos profissionais ou metas concretas. Eles podem se expressar em diferentes dimensões, como projetos ligados ao trabalho, aos vínculos afetivos, à família, ao cuidado de si, à espiritualidade ou à contribuição social.

    Há projetos mais estruturados e conscientes, e outros que se constroem de forma implícita, a partir das escolhas cotidianas. Em alguns momentos da vida, o sujeito percebe que está vivendo um projeto que não escolheu de fato, mas que foi assumido por expectativas externas, medo ou repetição.

    A psicoterapia permite questionar esses projetos, compreender de onde vêm e avaliar se ainda fazem sentido. Um espaço de escuta pode ajudar a construir projetos mais alinhados ao desejo e à singularidade de cada pessoa. Fico à disposição para acompanhar esse processo.


  • Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O livre-arbítrio não significa controle absoluto sobre tudo o que acontece, mas a possibilidade de escolha diante das circunstâncias. Nem sempre podemos mudar os fatos da vida, mas podemos escolher como nos posicionamos frente a eles.

    Aceitar a vida não é resignação passiva. Muitas vezes, é um trabalho psíquico complexo, que envolve elaborar perdas, frustrações e limites. A dificuldade em aceitar certas experiências costuma gerar sofrimento, repetição e angústia.

    A psicoterapia oferece um espaço para compreender esses impasses, ampliar o campo de escolhas possíveis e construir uma relação mais consciente com a própria história. Estou disponível para essa escuta.


  • A crise existencial é sempre ruim? .

    A crise existencial é sempre ruim? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    A crise existencial nem sempre é negativa. Embora seja vivida com angústia, insegurança e sofrimento, ela costuma surgir em momentos de transição, quando antigos sentidos deixam de funcionar e novos ainda não se formaram.

    Esse tipo de crise pode sinalizar a necessidade de mudança, revisão de escolhas ou reposicionamento diante da própria vida. O sofrimento aparece quando a pessoa tenta evitar ou silenciar essas perguntas.

    A psicoterapia oferece um espaço para atravessar a crise existencial com mais clareza, transformando angústia em elaboração e construção de novos sentidos. Estou disponível para acompanhar esse processo.


  • Quais são os valores fundamentais da Logoterapia? .

    Quais são os valores fundamentais da Logoterapia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    A Logoterapia, desenvolvida por Viktor Frankl, parte da ideia de que a principal motivação humana é a busca de sentido. Seus valores fundamentais se organizam, principalmente, em três eixos: valores de criação, valores de vivência e valores de atitude.

    Os valores de criação dizem respeito ao que a pessoa oferece ao mundo por meio do trabalho, das ações e das responsabilidades assumidas. Os valores de vivência se relacionam com aquilo que se experimenta, como o amor, a beleza, os vínculos e as experiências significativas. Já os valores de atitude dizem respeito à postura que o sujeito adota diante do sofrimento inevitável, quando não é possível mudar a situação, mas ainda é possível escolher como se posicionar frente a ela.

    Independentemente da abordagem teórica, a psicoterapia oferece um espaço para refletir sobre sentido, escolhas e responsabilidade diante da própria vida. Caso essas questões estejam mobilizando sofrimento, um acompanhamento terapêutico pode ajudar a elaborar esse processo com mais profundidade. Estou disponível para essa escuta.


  • Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.

    Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Não existe uma duração padrão para um processo psicanalítico. A análise não funciona como um tratamento com começo, meio e fim previamente definidos. O tempo da psicanálise é o tempo do sujeito, daquilo que precisa ser elaborado e do ritmo de cada processo.

    Algumas pessoas permanecem em análise por períodos mais curtos, focadas em questões específicas. Outras seguem por mais tempo, à medida que novos conteúdos e impasses surgem. O critério não é cronológico, mas clínico.

    A psicanálise se constrói ao longo do caminho, e a duração faz parte do próprio trabalho. Uma escuta cuidadosa desde o início ajuda a sustentar esse processo de forma ética e responsável. Estou disponível para conversar sobre o que faz sentido em cada caso.


  • Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira se

    Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira sessão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Uma sessão de psicanálise é, antes de tudo, um espaço de fala. O paciente é convidado a falar livremente sobre o que o trouxe, suas angústias, dúvidas e experiências, sem a exigência de seguir um roteiro ou responder a perguntas fechadas.

    A primeira sessão costuma funcionar como uma entrevista inicial. Não se trata de receber diagnósticos prontos ou soluções imediatas, mas de estabelecer uma primeira escuta, compreender a demanda e avaliar se a psicanálise é o caminho mais adequado naquele momento.

    Esse primeiro encontro também é um espaço para o paciente sentir se se identifica com a forma de trabalho. A partir daí, caso haja desejo de continuidade, o processo analítico pode se iniciar. Estou disponível para essa escuta inicial.


  • É necessário usar o divã no processo psicanalítico?

    É necessário usar o divã no processo psicanalítico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O uso do divã não é obrigatório na psicanálise. Ele é um recurso clínico que pode ser utilizado em determinados momentos do processo, quando faz sentido para o trabalho e para o paciente.

    O mais importante não é a posição física, mas a possibilidade de falar livremente e sustentar a escuta. Muitas análises começam com sessões face a face e, em alguns casos, o divã pode ser introduzido posteriormente ou nunca ser utilizado.

    A condução do processo é sempre singular e respeita o tempo e as condições de cada pessoa. Esses aspectos costumam ser conversados ao longo do trabalho terapêutico. Fico à disposição para esclarecer essas questões em um primeiro encontro.


  • Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?

    Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    Para a psicanálise, a ansiedade e a angústia não são apenas sintomas a serem eliminados, mas sinais de algo que não encontrou ainda uma forma de ser simbolizado. Elas surgem quando o sujeito se depara com conflitos internos, desejos reprimidos ou situações que ameaçam seu equilíbrio psíquico.

    Em vez de tentar silenciar a angústia rapidamente, a psicanálise busca compreender o que ela está indicando. Ao falar livremente, o paciente pode nomear seus medos, identificar repetições e dar sentido ao que antes aparecia apenas como sofrimento difuso.

    Esse trabalho permite que a ansiedade deixe de ocupar um lugar central e paralisante. A psicoterapia oferece um espaço para elaborar essas experiências e construir formas mais sustentáveis de lidar com o mal-estar. Estou disponível para acompanhar esse processo.


  • O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?

    O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    A psicanálise é uma forma de tratamento que se baseia na escuta da fala do sujeito. Ela parte do princípio de que muitos sofrimentos psíquicos não se resolvem apenas com controle de sintomas, porque estão ligados a conflitos inconscientes, repetições e impasses que a pessoa nem sempre consegue perceber sozinha.

    Em vez de oferecer conselhos ou respostas prontas, a psicanálise cria um espaço para que o indivíduo possa falar livremente e construir sentidos sobre sua história, seus afetos e seus sintomas. Ao longo do processo, aquilo que antes aparecia como angústia, ansiedade ou sofrimento difuso pode ser elaborado de forma mais consciente.

    A psicanálise pode ajudar pessoas que sofrem com ansiedade, depressão, conflitos nos relacionamentos, dificuldades de identidade ou sensação de vazio. Um acompanhamento terapêutico permite que cada um encontre um modo mais próprio e menos doloroso de lidar com o que o faz sofrer. Estou disponível para essa escuta.


  • Quais as características do perfil de quem tem transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    Quais as características do perfil de quem tem transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O Transtorno de Personalidade Borderline costuma se manifestar por uma intensa instabilidade emocional, relacional e identitária. É comum haver oscilações bruscas de humor, medo profundo de abandono, relações marcadas por idealização e desvalorização, além de impulsividade em áreas como gastos, uso de substâncias, sexualidade ou automutilação.

    Outro aspecto frequente é a dificuldade em sustentar uma imagem estável de si mesmo. Muitas pessoas com TPB relatam sensação de vazio, confusão sobre quem são e grande dependência do olhar do outro para se sentirem existentes. Pequenos eventos podem ser vividos como ameaças intensas, gerando reações emocionais desproporcionais.

    Essas características não definem a pessoa, mas indicam um modo particular de sofrer. A psicanálise oferece um espaço para compreender esses funcionamentos, nomear a angústia e construir formas menos dolorosas de se relacionar consigo e com os outros. Estou disponível para avaliar cada caso com cuidado em um trabalho terapêutico individual.


  • Quais os benefícios das consultas online para saúde mental?

    Quais os benefícios das consultas online para saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    As consultas online ampliam o acesso à saúde mental, permitindo atendimento a pessoas que vivem em outras cidades, têm rotinas intensas ou dificuldades de deslocamento. Para muitos, esse formato facilita a continuidade do tratamento e reduz faltas e interrupções.

    Do ponto de vista clínico, a psicoterapia online pode ser tão eficaz quanto a presencial, desde que haja um espaço reservado, privacidade e compromisso com o processo. A escuta, o vínculo e o trabalho analítico se mantêm.

    Além disso, o atendimento online pode favorecer pessoas que se sentem mais confortáveis falando a partir de um ambiente familiar. Avaliar qual formato é mais adequado faz parte do próprio trabalho terapêutico. Estou disponível para atender tanto presencialmente quanto online.


  • Tenho transtorno de personalidade borderline e ansiedade generalizada posso usar o colar de girassol

    Tenho transtorno de personalidade borderline e ansiedade generalizada posso usar o colar de girassol (tendo laudo) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramon Andrade

    O colar de girassol é um símbolo utilizado para sinalizar condições invisíveis, como transtornos mentais, neurodivergências ou doenças crônicas, com o objetivo de facilitar compreensão social e acessibilidade. Do ponto de vista legal e prático, o uso costuma depender de regulamentações locais e da aceitação da instituição ou espaço em questão, sendo o laudo um elemento que pode auxiliar.

    Do ponto de vista psíquico, no entanto, vale uma reflexão importante. Para algumas pessoas, o uso do colar pode trazer alívio, sensação de reconhecimento e redução da culpa ou da exigência de desempenho. Para outras, pode reforçar identificações rígidas com o diagnóstico, o que nem sempre ajuda no processo terapêutico.

    Na clínica, é fundamental avaliar caso a caso o significado que esse uso assume para o sujeito. Mais do que a autorização formal, importa compreender se o símbolo funciona como apoio momentâneo ou como fixação identitária. Essa leitura só pode ser feita a partir de uma escuta individualizada.


Autor

Psicanalista

Perguntas frequentes

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