Perguntas do paciente (70)

  • Quem é esquizofrênico pode exercer a profissão de médico?

    Quem é esquizofrênico pode exercer a profissão de médico? A algum impedimento legal ou CRM não permite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    Ter esquizofrenia não impede legalmente o exercício da Medicina.
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os CRMs estaduais não restringem o registro profissional com base em diagnósticos psiquiátricos, e não há impedimento automático previsto em lei.

    O que se avalia é a capacidade funcional do indivíduo no momento — ou seja, se a pessoa está estável, em tratamento e apta a exercer o trabalho com segurança e discernimento.

    Muitos profissionais com esquizofrenia levam vidas produtivas e estáveis, especialmente com tratamento contínuo, adesão às medicações e suporte adequado.
    Apenas em casos de descompensação grave, com prejuízo cognitivo ou psicótico ativo, pode haver afastamento temporário até a recuperação clínica, como ocorre com qualquer outra condição médica.


  • 3 meses com paroxetina associado ao lítio. Nesse último mês tive uma recaída forte no quadro depress

    3 meses com paroxetina associado ao lítio. Nesse último mês tive uma recaída forte no quadro depressivo e pensamentos ruim. Essa recaída seria esperada após 3 meses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    Uma recaída após 3 meses de uso de paroxetina associada ao lítio não é o esperado, mas pode acontecer, principalmente em quadros de depressão bipolar ou depressão resistente.

    Isso pode ocorrer por vários motivos:

    Dose insuficiente de uma ou ambas as medicações;

    Nível sérico do lítio fora da faixa terapêutica (precisa ser monitorado em exame de sangue);

    Estressores recentes ou fatores biológicos que superam o efeito estabilizador do tratamento;

    Ou mesmo a necessidade de ajuste ou troca do antidepressivo.

    O ideal é não interromper as medicações e agendar retorno com seu psiquiatra o quanto antes. Ele poderá solicitar exames para verificar o nível do lítio e decidir se é preciso aumentar dose, associar outra medicação ou rever o diagnóstico.


  • O diagnóstico da deficiência intelectual é possível ser diagnosticado na fase adulta ou apenas pode

    O diagnóstico da deficiência intelectual é possível ser diagnosticado na fase adulta ou apenas pode se diagnosticar quando criança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    Sim, a deficiência intelectual (DI) pode ser diagnosticada na vida adulta, embora o quadro geralmente tenha origem na infância.

    O diagnóstico é feito quando há limitações significativas no funcionamento intelectual (QI abaixo da média) e déficits adaptativos (dificuldade em lidar com atividades práticas, sociais ou conceituais do dia a dia), com início antes dos 18 anos.

    Muitas vezes, esses sinais só são reconhecidos tardiamente, quando o adulto passa por avaliação psiquiátrica, psicológica ou neuropsicológica — por exemplo, diante de dificuldades persistentes no trabalho, nos relacionamentos ou na aprendizagem.

    Nesses casos, o diagnóstico pode ser confirmado retrospectivamente, a partir da história de desenvolvimento e dos testes atuais.

    Portanto, é possível sim diagnosticar na fase adulta, desde que a avaliação comprove que as dificuldades já existiam desde a infância, mesmo que não tenham sido identificadas na época.


  • quem é bipolar pode querer se automutilar?????????

    quem é bipolar pode querer se automutilar?????????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    A automutilação não é um achado específico de nenhuma condição psiquiátrica.
    Ela pode ocorrer em vários transtornos mentais, como transtorno bipolar, depressão, transtorno de personalidade borderline, ansiedade intensa, TEPT ou mesmo em pessoas sem diagnóstico formal, geralmente como uma forma de aliviar dor emocional ou regular emoções muito intensas.


  • oi! síndrome do pânico pode ser sinal de transtorno bipolar?

    oi! síndrome do pânico pode ser sinal de transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    A síndrome do pânico e o transtorno bipolar são condições diferentes, mas podem coexistir na mesma pessoa.

    Crises de pânico isoladas não indicam bipolaridade, mas em alguns casos — especialmente quando há oscilações marcadas de humor, períodos de euforia, impulsividade, fala acelerada ou redução de sono — é importante investigar se existe um transtorno bipolar subjacente.

    Além disso, em pessoas com bipolaridade, episódios de ansiedade ou pânico podem aparecer durante fases depressivas ou de instabilidade emocional.

    Portanto, a presença de pânico não é sinal direto de bipolaridade.


  • Sou homem, tenho 24 anos, e, há um tempo, tive uma queda de libido muito grande. Já fiz o uso de ant

    Sou homem, tenho 24 anos, e, há um tempo, tive uma queda de libido muito grande. Já fiz o uso de antidepressivos por mais ou menos 4 anos, intercalados. Sinto, de um modo geral, bastante desânimo para qualquer atividade. O sono algumas vezes fica bastante irregular também. O auxilio de um profissional da psiquiatria poderia me ajudar? Há tratamento farmacológico eficazes nesses casos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    Sim, o acompanhamento com psiquiatra é o caminho certo para esse tipo de situação.

    A queda de libido e o desânimo persistente podem ter várias causas, incluindo transtornos do humor (como depressão), alterações hormonais (testosterona, tireoide), ou até fatores psicológicos e de estilo de vida.

    O psiquiatra pode avaliar todo esse contexto e indicar tratamentos farmacológicos eficazes — há opções que não reduzem a libido e, em alguns casos, até melhoram o desejo sexual e a energia dependendo do perfil do paciente.

    Também é importante avaliar exames laboratoriais básicos e, se necessário, integrar o cuidado com endocrinologista e psicoterapia.


  • Que quadro pode indicar quando as palavras perdem significação para pessoa, quando parece que o cére

    Que quadro pode indicar quando as palavras perdem significação para pessoa, quando parece que o cérebro não processa o sentido (o conceito) das mesmas como antes, seja lendo, seja vendo um filme, seja conversando? Por exemplo, a pessoa diz “bom dia”, mas as palavras “bom” e “dia” não significam mais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    O que você descreve — quando as palavras perdem o sentido habitual, e a pessoa sente que o cérebro não processa mais o significado delas — pode ocorrer em alguns quadros neurológicos ou psiquiátricos específicos, e o contexto clínico é essencial para diferenciar.

    Do ponto de vista neurológico, pode aparecer em distúrbios de compreensão da linguagem (afasias), lesões temporais ou fenômenos dissociativos transitórios.

    Na psiquiatria, esse tipo de vivência é descrito como desrealização ou despersonalização linguística, podendo ocorrer em esquizofrenia, em alguns episódios psicóticos breves, ou mesmo em estados ansiosos e depressivos, quando há estranhamento da própria experiência mental — o sujeito percebe as palavras, mas elas parecem “vazias”, “sem vida” ou “mecânicas”.

    É um sintoma que merece avaliação detalhada, preferencialmente por psiquiatra e neurologista, para investigar se há alteração estrutural ou se trata de um fenômeno psicopatológico funcional.


  • Tenho 24 anos, e há um tempo perdi vertiginosamente minha libido. Já fiz o uso de antidepressivos po

    Tenho 24 anos, e há um tempo perdi vertiginosamente minha libido. Já fiz o uso de antidepressivos por um período de 4 anos (não ininterruptos). Há cinco meses sem fazer o uso. Fiz exames que detectaram índices hormonais normais. Pode ser emocional, eis que ando bastante desanimado de um modo geral? Fico ainda mais preocupado pensando que isso não terá solução e por ser muito jovem. O uso de medicamentos pode ser eficaz nesse caso? Obs.: Minha finalidade não é automedicação. Só gostaria de saber se nesse caso, do ponto de vista da psiquiatria, há tratamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    Sim, o acompanhamento com psiquiatra é o caminho certo para esse tipo de situação.

    A queda de libido e o desânimo persistente podem ter várias causas, incluindo efeitos residuais de antidepressivos, transtornos do humor (como depressão leve ou distimia), alterações hormonais (testosterona, tireoide), ou até fatores psicológicos e de estilo de vida.

    O psiquiatra pode avaliar todo esse contexto e indicar tratamentos farmacológicos eficazes — há opções que não reduzem a libido e, em alguns casos, até melhoram o desejo sexual e a energia, como bupropiona ou vortioxetina, dependendo do perfil do paciente.

    Também é importante avaliar exames laboratoriais básicos e, se necessário, integrar o cuidado com endocrinologista e psicoterapia.


  • E normal sentir dores nas costas tomando o venlafaxina,estou tomando há 5 dias o 75mg?

    E normal sentir dores nas costas tomando o venlafaxina,estou tomando há 5 dias o 75mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos

    Dores nas costas não são um efeito colateral comum da venlafaxina.

    Nos primeiros dias de uso, o que pode ocorrer é tensão muscular ou aumento da ansiedade, que em algumas pessoas se manifesta como rigidez ou dor nas costas, mas o medicamento em si não costuma causar dor muscular direta.


  • Tenho TAG sempre que saio da rotina ou mudo meus hábitos fico muito ansiosa, tenho sintomas físicos…

    Tenho TAG sempre que saio da rotina ou mudo meus hábitos fico muito ansiosa, tenho sintomas físicos… É horrível. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Raphael Moraes Vasconcelos


    Sim, isso é muito característico do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
    Quem tem TAG costuma ter o sistema de alerta constantemente ativo, e qualquer mudança na rotina, imprevisto ou quebra de previsibilidade pode gerar ansiedade intensa e sintomas físicos (como palpitação, tremor, sudorese, dor no estômago, tensão muscular etc.).

    Isso não significa fraqueza ou falta de controle — é o cérebro reagindo de forma exagerada ao novo.
    Com tratamento adequado, que inclui psicoterapia e, em muitos casos, medicação ansiolítica ou antidepressiva, essa sensibilidade diminui bastante, e a pessoa passa a lidar melhor com mudanças e situações inesperadas.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.