Perguntas do paciente (64)

  • Qual é o principal objetivo da neurociência comportamental?

    Qual é o principal objetivo da neurociência comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    O principal objetivo da neurociência comportamental é compreender como o funcionamento do cérebro, do sistema nervoso e dos processos biológicos influenciam pensamentos, emoções e comportamentos humanos.

    Ela busca entender, por exemplo, como memória, aprendizagem, emoções, tomada de decisões e relações interpessoais se conectam aos mecanismos cerebrais, contribuindo tanto para a compreensão do funcionamento saudável quanto de diferentes condições psicológicas e neurológicas.


  • A identificação introjetiva pode ser prejudicial em doenças mentais?

    A identificação introjetiva pode ser prejudicial em doenças mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    A identificação introjetiva, por si só, não é algo necessariamente prejudicial. Ela faz parte do desenvolvimento psicológico e pode até contribuir para a construção da identidade, valores e formas de se relacionar.

    O que pode gerar sofrimento é quando esse processo acontece de maneira muito rígida ou intensa. A pessoa pode passar a absorver críticas, sentimentos ou características dos outros como se fossem totalmente suas, o que pode influenciar autoestima, relações e a forma como percebe a si mesma.

    Em alguns quadros de sofrimento psíquico, isso pode aparecer com mais intensidade, mas não funciona como uma regra ou uma causa direta da doença mental. O mais importante é compreender como esse mecanismo aparece na experiência singular de cada pessoa.


  • Qual é o poder do subconsciente na prática da meditação mindfulness ?

    Qual é o poder do subconsciente na prática da meditação mindfulness ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    O subconsciente influencia muitos pensamentos e emoções automáticas. Na prática de Mindfulness, a pessoa aprende a observar esses conteúdos com atenção e sem julgamento.

    Assim, padrões mentais inconscientes tornam-se conscientes, o que ajuda a reduzir reações automáticas, melhorar o autocontrole emocional e desenvolver maior autoconhecimento.

    Segundo Jon Kabat-Zinn, mindfulness consiste em prestar atenção intencional ao momento presente, permitindo reconhecer e transformar padrões mentais habituais.


  • Qual é a atitude fundamental para praticar mindfulness?

    Qual é a atitude fundamental para praticar mindfulness?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    A atitude fundamental para praticar Mindfulness é a atenção plena com aceitação e sem julgamento.

    Isso significa observar pensamentos, emoções e sensações no momento presente, sem tentar controlá-los, rejeitá-los ou avaliá-los como bons ou ruins. A pessoa apenas reconhece a experiência que surge e mantém uma postura de abertura e curiosidade.

    Segundo Jon Kabat-Zinn, mindfulness envolve prestar atenção de forma intencional, no presente e sem julgamento, atitude que permite desenvolver maior consciência e equilíbrio emocional.


  • Quais são as técnicas de mindfulness em psicologia?

    Quais são as técnicas de mindfulness em psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Do ponto de vista clínico, um psicanalista pode compreender o Mindfulness como um recurso de ampliação da consciência sobre conteúdos psíquicos que normalmente operam de forma automática ou inconsciente. Embora mindfulness tenha origem contemplativa, ele foi incorporado à psicologia contemporânea como técnica de observação da experiência interna.

    Algumas das principais técnicas são:

    1. Atenção à respiração
    O indivíduo dirige a atenção para o ritmo da respiração. Quando pensamentos surgem, ele apenas os observa e retorna ao foco respiratório. Na perspectiva psicanalítica, isso favorece a percepção do fluxo associativo da mente.

    2. Body scan (varredura corporal)
    A atenção é conduzida gradualmente pelas diferentes partes do corpo, percebendo sensações físicas sem julgamento. Essa técnica ajuda a identificar tensões somáticas associadas a estados emocionais.

    3. Observação dos pensamentos
    Os pensamentos são percebidos como eventos mentais passageiros, e não como verdades absolutas. Esse distanciamento permite reconhecer conteúdos que emergem do inconsciente.

    4. Observação das emoções
    A pessoa aprende a reconhecer emoções no momento em que surgem, sem reagir automaticamente. Isso reduz mecanismos defensivos e aumenta a capacidade de simbolização.

    Na clínica psicológica, especialmente nos programas desenvolvidos por Jon Kabat-Zinn, essas práticas são usadas para ampliar a consciência e favorecer a autorregulação emocional.
    Referência teórica:
    Kabat-Zinn, J. (1990). Full Catastrophe Living. New York: Delacorte Press.


  • Mindfulness é a mesma coisa que relaxamento? .

    Mindfulness é a mesma coisa que relaxamento? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Não. Mindfulness não é a mesma coisa que relaxamento, embora o relaxamento possa ocorrer como um efeito da prática.

    O relaxamento tem como objetivo principal reduzir a tensão física e mental. Já o mindfulness tem outro foco: desenvolver consciência plena do momento presente, observando pensamentos, emoções e sensações sem julgamento.

    Na prática, a pessoa pode até sentir calma ou relaxamento, mas esse não é o objetivo central. O objetivo é perceber a experiência interna com atenção e aceitação, mesmo que ela inclua desconforto ou emoções difíceis.

    Segundo Jon Kabat-Zinn, mindfulness é prestar atenção ao momento presente de forma intencional e sem julgamento, o que promove maior autoconsciência e regulação emocional.


  • Quais são os sintomas sensoriais mais comuns em doenças mentais crônicas?

    Quais são os sintomas sensoriais mais comuns em doenças mentais crônicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Em doenças mentais crônicas, especialmente em transtornos psicóticos e alguns transtornos do humor, podem surgir alterações sensoriais, isto é, mudanças na forma como a pessoa percebe estímulos internos ou externos.

    Os sintomas sensoriais mais comuns incluem:

    1. Alucinações auditivas
    São as mais frequentes. A pessoa ouve vozes ou sons que não estão presentes no ambiente. Esse sintoma é bastante associado à Schizophrenia.

    2. Alucinações visuais
    Consistem em ver pessoas, objetos ou luzes que não existem no ambiente real.

    3. Alucinações táteis
    Sensações físicas sem estímulo real, como sentir algo tocando a pele, formigamentos ou insetos imaginários no corpo.

    4. Alucinações olfativas e gustativas
    Percepção de cheiros ou sabores inexistentes, muitas vezes desagradáveis.

    5. Hipersensibilidade sensorial
    Alguns pacientes apresentam sensibilidade aumentada a sons, luzes ou estímulos táteis.

    Esses sintomas refletem alterações no processamento cerebral das percepções e podem ocorrer em diferentes transtornos mentais crônicos, exigindo avaliação clínica adequada.
    Referência teórica:
    American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5.


  • Qual a importância da percepção sensorial? .

    Qual a importância da percepção sensorial? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    A percepção sensorial é importante porque permite interpretar estímulos do ambiente e do próprio corpo, ajudando na adaptação, na proteção contra perigos e no desenvolvimento de processos mentais como aprendizagem e memória.


  • É verdade que a maioria dos introvertidos não demonstra raiva? .

    É verdade que a maioria dos introvertidos não demonstra raiva?
    .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Não necessariamente. Pessoas introvertidas tendem a expressar emoções de forma mais reservada, mas isso não significa que não sintam ou não demonstrem raiva.

    A introversão, conceito estudado por Carl Gustav Jung, refere-se a uma orientação da energia psíquica mais voltada para o mundo interno. Por isso, indivíduos introvertidos costumam processar emoções internamente antes de expressá-las.

    Assim, a raiva pode aparecer de formas diferentes, por exemplo:

    silêncio ou afastamento

    reflexão interna antes de reagir

    expressão mais controlada ou indireta

    Portanto, introvertidos sentem raiva como qualquer pessoa, mas muitas vezes a expressam de maneira menos explícita.
    Referência:
    Jung, C. G. (1921). Psychological Types.


  • Como posso saber se o sentimento de não ser amada está afetando a minha saúde mental ?

    Como posso saber se o sentimento de não ser amada está afetando a minha saúde mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Primeiro, quero reconhecer que sentir que não se é amada pode ser uma experiência muito dolorosa. Esse tipo de sentimento toca necessidades emocionais muito profundas de pertencimento, cuidado e reconhecimento.

    Uma forma de perceber se esse sentimento está afetando sua saúde mental é observar alguns sinais que podem aparecer no dia a dia:

    1. Pensamentos negativos frequentes sobre si mesma
    Por exemplo, sentir que não tem valor, que não merece carinho ou que sempre será rejeitada.

    2. Tristeza ou sensação de vazio constante
    Quando o sentimento de não ser amada se torna persistente e começa a ocupar grande parte dos pensamentos.

    3. Dificuldade nos relacionamentos
    Pode surgir medo intenso de rejeição, necessidade constante de aprovação ou, às vezes, tendência a se afastar das pessoas para evitar se machucar.

    4. Impacto no bem-estar diário
    Alterações no sono, na motivação, na autoestima ou na capacidade de aproveitar momentos positivos.

    Segundo o psicólogo John Bowlby, que desenvolveu a teoria do apego, os seres humanos têm uma necessidade emocional profunda de vínculos seguros e afetuosos. Quando sentimos falta desse tipo de conexão, isso pode realmente impactar nosso bem-estar psicológico.

    Mas algo importante de lembrar é que um sentimento não define quem você é nem o quanto você merece ser amada. Às vezes, essa sensação vem de experiências passadas, relações difíceis ou expectativas não atendidas — e essas coisas podem ser compreendidas e trabalhadas, especialmente com apoio emocional ou terapêutico.

    Se quiser, você também pode me contar:
    quando esse sentimento costuma aparecer mais para você?


  • Por que algumas pessoas se sentem bem fazendo os outros se sentirem mal?

    Por que algumas pessoas se sentem bem fazendo os outros se sentirem mal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Algumas pessoas podem sentir satisfação ao fazer os outros se sentirem mal por diferentes razões psicológicas e sociais. Esse comportamento pode estar relacionado a certos traços de personalidade ou mecanismos emocionais.

    1. Necessidade de poder ou controle
    Fazer outra pessoa se sentir inferior pode gerar uma sensação de domínio ou superioridade momentânea.

    2. Baixa autoestima
    Indivíduos inseguros podem tentar diminuir os outros para se sentirem melhores consigo mesmos.

    3. Falta de empatia
    Quando há pouca capacidade de perceber ou se importar com o sofrimento alheio, a pessoa pode agir de forma mais cruel ou insensível.

    4. Traços de personalidade antissociais ou sádicos
    Em alguns casos, sentir prazer com o sofrimento alheio pode estar relacionado ao chamado sadismo, conceito associado a estudos sobre comportamento agressivo e personalidade, inspirado nas observações de Marquis de Sade.

    5. Aprendizagem social
    Algumas pessoas aprendem esse comportamento em ambientes onde humilhar ou dominar os outros é recompensado ou valorizado.
    Referência:
    Baumeister, R. F., & Bushman, B. J. (2017). Social Psychology and Human Nature.


  • Por que as pessoas gostam de julgar e menosprezar outras pessoas?

    Por que as pessoas gostam de julgar e menosprezar outras pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Essa é uma pergunta muito humana. Muitas vezes, quando alguém julga ou menospreza outra pessoa, isso não diz tanto sobre quem está sendo julgado, mas sim sobre o que acontece dentro de quem julga.

    Algumas pessoas fazem isso porque lidam com inseguranças, frustrações ou baixa autoestima. Diminuir o outro pode dar, mesmo que momentaneamente, uma sensação de superioridade ou controle. É como se, ao apontar defeitos nos outros, elas tentassem se proteger de olhar para as próprias dificuldades.

    Também pode acontecer por aprendizado social. Em ambientes onde críticas, comparações e humilhações são comuns, as pessoas podem repetir esse comportamento sem perceber o impacto que causam.

    Do ponto de vista psicológico, o psicanalista Sigmund Freud descreveu um mecanismo chamado projeção, no qual alguém atribui aos outros características ou sentimentos que tem dificuldade de reconhecer em si mesmo.

    Isso não significa que seja correto ou que não machuque. Mas entender essas dinâmicas ajuda a perceber que, muitas vezes, o julgamento do outro nasce de conflitos internos de quem julga.

    Em muitos casos, desenvolver empatia, autoconhecimento e segurança emocional reduz bastante essa necessidade de diminuir outras pessoas.


  • Como a neuroplasticidade se relaciona com as emoções?

    Como a neuroplasticidade se relaciona com as emoções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    A neuroplasticidade refere-se à capacidade do cérebro de modificar suas conexões neurais em resposta às experiências, e isso inclui as experiências emocionais.

    A relação entre neuroplasticidade e emoções ocorre de algumas formas principais:

    1. Aprendizagem emocional
    Experiências emocionais repetidas fortalecem determinadas conexões neurais. Por exemplo, situações frequentes de estresse podem reforçar circuitos associados ao medo e à ansiedade.

    2. Formação de hábitos emocionais
    Padrões emocionais, como reagir com calma ou irritação, podem se tornar mais fortes ao longo do tempo porque o cérebro reorganiza suas conexões.

    3. Possibilidade de mudança emocional
    Como o cérebro é plástico, práticas como psicoterapia, meditação ou novas experiências podem criar novos circuitos neurais, ajudando na regulação emocional.

    Esse princípio foi inicialmente associado à ideia de que conexões entre neurônios se fortalecem quando são ativadas juntas, proposta por Donald Hebb.
    Referência:
    Hebb, D. O. (1949). The Organization of Behavior: A Neuropsychological Theory.


  • Qual a importância de se desconectar da tecnologia digital?

    Qual a importância de se desconectar da tecnologia digital?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Desconectar-se da tecnologia digital, mesmo que por alguns momentos ao longo do dia, pode ser muito importante para o equilíbrio emocional e mental. Em um mundo onde estamos constantemente conectados, dar pausas ao cérebro ajuda a recuperar energia e clareza.

    1. Reduz o estresse mental
    O excesso de informações, notificações e estímulos pode sobrecarregar a mente. Momentos sem tecnologia ajudam o cérebro a descansar.

    2. Melhora a qualidade das relações
    Quando nos afastamos um pouco das telas, conseguimos estar mais presentes nas conversas e nos vínculos com outras pessoas.

    3. Favorece o autoconhecimento
    Sem a distração constante da tecnologia, fica mais fácil perceber os próprios pensamentos, emoções e necessidades.

    4. Ajuda na concentração e no bem-estar
    Pausas digitais podem melhorar a atenção, o sono e a sensação geral de calma.

    Pesquisadores como Sherry Turkle apontam que a conexão constante com dispositivos pode, paradoxalmente, aumentar sentimentos de isolamento, tornando ainda mais importante criar momentos de desconexão.

    No fundo, não se trata de abandonar a tecnologia, mas de encontrar um equilíbrio saudável, em que ela sirva à nossa vida — e não o contrário.


  • Ficar muito tempo na internet, redes sociais e no celular é sempre sinal de vício?

    Ficar muito tempo na internet, redes sociais e no celular é sempre sinal de vício?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Essa é uma pergunta muito importante — e só o fato de você se preocupar com isso já mostra consciência e cuidado consigo mesma. O uso excessivo de tecnologia pode acontecer com muitas pessoas, e não significa falta de força ou disciplina; muitas plataformas são desenhadas justamente para prender nossa atenção.

    Aqui estão algumas formas gentis e eficazes de se precaver e combater o vício em tecnologia digital:

    1. Observe seus próprios hábitos

    Tente perceber quando e por que você pega o celular.
    Às vezes fazemos isso por tédio, ansiedade, solidão ou apenas por costume. Reconhecer o gatilho é o primeiro passo para mudar.

    2. Estabeleça limites saudáveis

    Criar pequenas regras pode ajudar muito, por exemplo:

    Não usar o celular durante as refeições

    Evitar telas 1 hora antes de dormir

    Definir um tempo máximo diário para redes sociais

    Limites não são punições — são formas de proteger seu bem-estar.

    3. Crie momentos “offline”

    Reserve períodos do dia para atividades sem tecnologia, como:

    caminhar

    ler um livro físico

    conversar com alguém

    praticar um hobby

    Esses momentos ajudam o cérebro a desacelerar e se reconectar com a realidade ao redor.

    4. Desative notificações desnecessárias

    Notificações constantes criam uma sensação de urgência que mantém a mente sempre alerta. Silenciar o que não é essencial pode trazer muita calma.

    5. Reorganize o ambiente digital

    Algumas estratégias simples:

    remover aplicativos que você usa compulsivamente

    deixar o celular longe na hora de estudar ou descansar

    usar aplicativos que monitoram o tempo de tela

    6. Seja gentil consigo mesma

    Se você perceber que está usando demais a tecnologia, tente não se julgar com dureza. Mudanças de hábito levam tempo. Pequenos passos já são progresso.

    7. Procure apoio se necessário

    Se o uso da tecnologia estiver afetando sono, estudos, relacionamentos ou humor, conversar com um psicólogo pode ajudar muito a entender o que está por trás desse comportamento.

    Lembre-se: tecnologia é uma ferramenta — ela deve servir à sua vida, não controlar seu tempo ou seu valor.

    Se você quiser, também posso te ajudar a reconhecer alguns sinais de que o uso da tecnologia já está começando a se tornar um vício, o que pode ajudar bastante na prevenção.


  • Quais tipos de intervenções podem promover a neuroplasticidade em doenças crônicas mentais?

    Quais tipos de intervenções podem promover a neuroplasticidade em doenças crônicas mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Diversas intervenções podem estimular a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões — mesmo em condições mentais crônicas. Entre elas estão a psicoterapia, atividade física regular, sono de qualidade, manejo do estresse, fortalecimento de vínculos sociais e, quando indicado, acompanhamento medicamentoso.

    Também podem ajudar atividades que desafiam o cérebro, como aprender novas habilidades, praticar exercícios cognitivos e desenvolver estratégias de regulação emocional. É importante lembrar que mudanças significativas costumam acontecer por meio da repetição e da constância, já que o cérebro tende a fortalecer padrões vividos de forma frequente.

    Mesmo em quadros crônicos, a presença de sintomas por muito tempo não significa ausência de possibilidade de mudança. O cérebro mantém capacidade de adaptação ao longo da vida.


  • Qual a diferença entre neuroplasticidade estrutural e funcional?

    Qual a diferença entre neuroplasticidade estrutural e funcional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    A neuroplasticidade funcional refere-se à capacidade do cérebro de mudar a forma como funciona, reorganizando a atividade entre diferentes áreas para executar tarefas ou se adaptar a novas situações. Já a neuroplasticidade estrutural envolve mudanças físicas no cérebro, como fortalecimento de conexões entre neurônios, criação de novas conexões e alterações em determinadas redes neurais.

    De forma simples: a funcional está mais relacionada a como o cérebro passa a trabalhar; a estrutural, a mudanças na própria arquitetura dessas conexões. As duas costumam acontecer juntas e podem ser influenciadas por experiências, aprendizado, psicoterapia, hábitos e processos de reabilitação.


  • Eu tenho medo de demostrar sentimentos e quando alguém começa a ter um sentimento por mim, eu me afa

    Eu tenho medo de demonstrar sentimentos e quando alguém começa a ter um sentimento por mim, eu me afasto com medo de magoar e me culpo quando acabo magoando.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Obrigada por confiar e falar sobre isso. O que você descreve costuma estar ligado ao medo de se envolver emocionalmente e ao receio de machucar o outro — o que mostra sensibilidade, não indiferença. Muitas vezes, esse afastamento funciona como uma forma de proteção: ao se distanciar, você tenta evitar dor, conflitos ou frustrações, tanto suas quanto da outra pessoa.
    Em um processo terapêutico, é possível compreender de onde vem esse medo, trabalhar a culpa que aparece depois e aprender formas mais seguras e conscientes de se vincular, respeitando seus limites e sentimentos. Você não precisa se afastar para se proteger — isso pode ser cuidado de outra maneira, com apoio e escuta.


  • Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade estou tomando as medicações

    Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade? estou tomando as medicações e ainda não tenho melhorado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Sinto muito que você esteja passando por isso. A depressão e a ansiedade podem diminuir muito a capacidade de sentir prazer e bem-estar, mesmo quando a pessoa está em tratamento e fazendo tudo “certo”. Isso não significa que o tratamento não vá funcionar, nem que haja algo errado com você — esse embotamento emocional faz parte do quadro e costuma melhorar aos poucos.

    As medicações ajudam a estabilizar o funcionamento do cérebro, mas o resgate do prazer geralmente acontece de forma gradual e, muitas vezes, precisa ser acompanhado de um espaço terapêutico de escuta. Na psicoterapia, é possível trabalhar o sofrimento emocional, entender o que está sendo vivido internamente, acolher a frustração por ainda não estar melhor e reconstruir, no seu tempo, a capacidade de sentir, desejar e se conectar com a vida.
    Também é importante manter o acompanhamento com o médico que prescreveu a medicação, pois ajustes podem ser necessários. Você não está falhando — está atravessando um processo difícil, que merece cuidado, paciência e apoio. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).


  • A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?

    A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samanta Xavier

    Sim, pode acontecer. Algumas pessoas percebem que as crises de ansiedade surgem com frequência em horários parecidos, e isso é mais comum do que parece. O corpo e o cérebro funcionam em ciclos, e fatores como cansaço acumulado, níveis hormonais, rotina diária, estresse antecipado ou até experiências passadas associadas àquele horário podem favorecer o aparecimento dos sintomas. Além disso, quando a pessoa passa a esperar que a crise aconteça em determinado horário, o próprio medo pode aumentar a ansiedade e acabar desencadeando o episódio. Em um acompanhamento psicológico, é possível compreender o que está ligado a esse padrão, reduzir o medo das crises e aprender formas de lidar com elas com mais segurança. Você não está imaginando isso — seu corpo está comunicando algo que pode ser cuidado.


Perguntas frequentes

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