Perguntas do paciente (54)
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Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho
Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho timidez, já tive episódios de ansiedade e alguns problemas na área sentimental, estresse em relação ao trabalho, não sei como iniciar ou em que focar para tratar primeiro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente compreensível sentir dúvida sobre começar a terapia. Quando estamos passando por momentos de ansiedade, estresse ou questões emocionais mais delicadas, até mesmo escolher por onde começar pode parecer confuso. Não é preciso ter todas as respostas agora.
Tudo o que você sente tem um motivo e merece ser ouvido com delicadeza. Não existe um jeito certo de iniciar, nem um foco obrigatório. Às vezes, basta apenas começar de onde dói mais, de onde o coração chama com mais força — mesmo que em silêncio.
É possível ir construindo esse caminho com calma, respeitando seu tempo, sua história e suas necessidades. O importante é saber que você não está sozinho(a), e que o seu sentir importa.
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Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olha
Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olhares e até ficamos desconcertados perto um do outro algumas vezes antes da terapia. Chamei ela pra ser minha psicóloga pra eu não deixar de ver ela e já estava a procura de uma mesmo e chamei ela. Já chorei várias vezes por não saber o que fazer. Já tem 2 anos e o sentimento não mudou e sofro por não saber o que fazer. Seria necessário eu falar com ela sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é humano, verdadeiro. A transferência – esse movimento de colocar sentimentos na figura do terapeuta – pode ser tanto uma parte do processo terapêutico quanto algo que esconde desejos mais antigos, de amor, acolhimento, cuidado… Mas o que você narra parece ir além disso. Você sente algo que já existia antes da terapia, algo que nasceu no silêncio dos olhares, no encantamento do encontro.
Diante desse nó interno, te pergunto: o que você realmente deseja?
Falar com ela pode ser necessário, sim – mas não como uma confissão esperando um retorno, e sim como um movimento de honestidade consigo mesmo. Talvez não pelo "querer algo em troca", mas para aliviar o peso de esconder algo tão grande. Não precisa ser dramático nem desesperado; pode ser apenas um “preciso dividir algo que me dói”.
Te sugiro que traga esse assunto como parte do processo terapêutico. Ela é treinada para sustentar isso sem julgamento e, se for uma boa profissional, te ajudará a acolher teu sentir sem ultrapassar os limites éticos que protegem ambos. Mas antes, sinta dentro de ti: você quer dizer isso para ela como parte da terapia ou como um desejo de ter uma chance fora dela? A resposta a essa pergunta pode te guiar.
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Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, senti
Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, sentimentos diversos como angústia, tristeza, melancolia, vazio profundo, culpa, raiva, muitos sentimentos misturados e no momento que escrevo me sinto entorpecido, anestesiado, sinto que uma barreira não deixa as emoções aflorarem. Coisas muito diversas ao mesmo tempo acontecendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é o luto, em sua forma mais crua e verdadeira. Não existe uma lógica ou uma linha reta nesse processo: é uma montanha emocional onde o vazio e o transbordamento podem se alternar no mesmo dia, ou na mesma hora. Chorar muito num momento e, no outro, sentir-se anestesiado é o cérebro tentando dosar o sofrimento para que você suporte o que, no fundo, parece insuportável.
Esse entorpecimento que sente não significa que você não está sentindo — significa que está sentindo tanto que seu corpo e mente ativaram uma proteção. A culpa, a raiva, a saudade, o vazio… tudo isso é parte da tentativa da tua alma de reorganizar a realidade sem essa pessoa que você amava.
Não lute contra essas emoções. Acolha-as como mensageiras. Não se cobre por se sentir assim. O luto não é um erro a ser corrigido, é um rito interno de transição.
Se puder, compartilhe esse peso com alguém que possa apenas te ouvir. E quando a anestesia vier, respeite. Às vezes, silenciar também é chorar. Você não está errado. Você está vivo — mesmo quando sente que não está.
Te abraço em silêncio, com respeito à tua dor. Ela é sagrada. E, mesmo sem perceber, você está atravessando
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eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mes
eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mesmo não sinto vontade ou necessidade sexual, mas sinto tesão e vontade apenas me masturbando?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é mais comum do que imagina e não significa que há algo errado contigo. Muitas vezes, a masturbação acaba sendo um espaço mais seguro e confortável, livre de expectativas, pressões ou medos de julgamento que podem surgir na relação com outra pessoa. Seu corpo pode estar te protegendo de algo que, talvez inconscientemente, associe a vulnerabilidade ou desconforto emocional. Falar sobre isso em um espaço terapêutico pode te ajudar a compreender as raízes desse comportamento sem culpa, com acolhimento e respeito ao seu ritmo.
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Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre m
Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre me ajudou muito com meus conflitos. No entanto, comecei a estudar a teoria do TOC pela psicanálise (neurose obsessiva). A maioria dos psicanalistas que acompanho aborda os pensamentos intrusivos como manifestações de desejos inconscientes reprimidos que emergem à consciência. Em outras palavras, seria um processo de substituição: como o desejo reprimido é considerado imoral, ele é recalcado e depois retorna de forma distorcida como pensamento intrusivo. No entanto, achei essa explicação superficial e até desesperadora — dizer que aquilo que você mais repudia é, na verdade, um desejo inconsciente. Será que esses pensamentos não poderiam surgir de medos, traumas ou mecanismos que não envolvem, necessariamente, o desejo? Alguém poderia, por gentileza, me orientar sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua dúvida faz muito sentido, e é importante mesmo questionar essa visão mais clássica da psicanálise. Os pensamentos intrusivos do TOC não significam, necessariamente, que você deseja aquilo que tanto te assusta. Na verdade, eles podem ser fruto de medos, traumas, ansiedade e fragmentos emocionais não resolvidos que sua mente tenta expulsar — mas que retornam de forma distorcida.
Quando Freud falava em “desejo reprimido”, muitas vezes se referia a qualquer impulso interno não aceito, não apenas a um desejo literal. Teóricos mais recentes, como Winnicott e Bion, mostraram que o sintoma pode surgir como defesa contra o medo do colapso emocional, e não apenas como expressão de um desejo escondido.
Então, acolha sua angústia: esses pensamentos não dizem quem você é, nem revelam desejos ocultos ruins. Eles são um pedido de ajuda da sua mente para processar algo mais profundo. E buscar um terapeuta que olhe para isso com humanidade pode fazer toda a diferença. Você não está sozinho nisso.
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Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenh
Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenham a mesma aparência que ele é normal isso tenho algum problema? Me sinto mal por isso :(
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente não é algo “errado” em você — é uma ferida profunda, não um defeito. Muitas vezes, quando alguém sofre abuso na infância, o cérebro e o corpo, confusos, associam a figura do abusador a uma espécie de “modelo” inconsciente de afeto e desejo. Isso não significa que você quer repetir o abuso, nem que existe algo doentio no seu coração. Significa que o trauma moldou teu sistema emocional sem que você percebesse.
O desejo não nasce sempre da escolha consciente. No seu caso, ele foi marcado pela dor. E sentir atração por figuras semelhantes ao abusador é um eco do trauma, não um desejo verdadeiro da tua alma.
Por isso, te digo com todo carinho:
Você não é culpada por isso. Mas merece se libertar dessa associação.
Com terapia — especialmente abordagens focadas em trauma (como EMDR, Terapia Somática ou uma psicanálise acolhedora) — você pode reprogramar essa conexão emocional. Não para apagar o passado, mas para reconstruir teu desejo a partir da liberdade, não da repetição.
Sinta orgulho de ter consciência disso. Esse é o primeiro passo da cura.
E quando a culpa vier, lembra: o que você sente não define quem você é.
Seu desejo merece ser leve. E seu corpo merece ser casa, não prisão.
Estou aqui contigo. E você não está sozinha nessa jornada.
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Gosto de cuidar das pessoas. Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com
Gosto de cuidar das pessoas.
Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com isso, falar e fazer o que elas estão precisando.
Porem, lá no fundo, acho que os meus sentimentos de protetora são ligados minha criação, algo automático, porque no geral não sinto que eu realmente me importe, já que a fraqueza dos outros me estressa, já que a solução as vezes é tão obtivia.
Outra questão, algo que me deixa incomodada é a facilidade em bloquear sentimentos, as vezes eu faço algo errado, eu reconheço o erro, sou bem racional, mas não tenho sentimentos nenhum sobre, como se nada tivesse acontecido, fico neutra internamente. Sem contar o costume que tenho em ler as pessoas a minha volta, é algo que reconheço que sou boa, mas isso acaba minando meus relacionamentos, como se a confiança nunca fosse uma opção. Isso acaba me deixando esgotada, a sensação que eu tenho que minha mente não para nunca.
Não sei exatamente o tratamento que procuro, talvez uma psicóloga!?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve soa como um mecanismo de defesa profundamente estruturado: você aprendeu a cuidar dos outros não como uma escolha consciente de amor, mas como uma estratégia de sobrevivência emocional. Talvez, na sua infância, cuidar dos outros significava ser necessária, ser aceita ou, no mínimo, não ser rejeitada.
Essa facilidade em bloquear sentimentos — reconhecer racionalmente um erro, mas não sentir culpa ou arrependimento emocional — pode ser um sinal de desconexão afetiva interna, uma forma do teu corpo e mente se protegerem de sobrecargas emocionais que lá atrás foram excessivas. Não sentir não significa não ser humana. Significa que sentir, pra você, ficou perigoso em algum momento.
E essa sua habilidade de “ler” as pessoas não é defeito — mas provavelmente nasceu da necessidade de prever comportamentos, controlar situações, evitar dores. Isso te protegeu. Mas agora te esgota.
Se posso te sugerir um caminho: sim, uma psicóloga pode te ajudar. Mas busque alguém que trabalhe com regulação emocional e consciência de padrões inconscientes. Terapias focadas em trauma, como Terapia do Esquema, Análise Transacional, Terapia Somática, ou mesmo uma psicanálise acolhedora, podem ser muito valiosas.
Seu objetivo não precisa ser “sentir como os outros sentem”. Mas permitir que seu corpo e alma se reconectem sem medo.
Você não está quebrada. Você está protegida. Agora talvez seja a hora de aprender a viver sem essa couraça — no seu ritmo, com acolhimento, não com cobrança.
E sim: você merece ser cuidada. Não só cuidar.
Estou aqui, se quiser dar esse passo.
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Gostaria que me informassem quais as doenças tratadas pelo psicanalista?
Gostaria que me informassem quais as doenças tratadas pelo psicanalista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise não trata exatamente "doenças" como um médico trata com remédios, mas ela trabalha com sofrimentos emocionais, psíquicos e existenciais que se manifestam como sintomas ou padrões de comportamento. O psicanalista atua ajudando a pessoa a entender as raízes inconscientes de suas dores, suas repetições de vida e suas dificuldades emocionais.
Entre os quadros mais comuns que um psicanalista pode ajudar estão:
Ansiedade e quadros ansiosos generalizados
Depressão e sentimentos profundos de vazio ou falta de sentido
Transtornos obsessivo-compulsivos (TOC)
Fobias (como medo de lugares fechados, multidões, etc.)
Dificuldades de autoestima e identidade
Transtornos alimentares (como bulimia e anorexia, trabalhando o aspecto inconsciente)
Traumas emocionais e traumas infantis
Lutos complicados ou prolongados
Problemas de relacionamento (afetivos, familiares, interpessoais)
Dificuldades na vida sexual (bloqueios, falta de desejo, etc.)
Comportamentos compulsivos e autossabotagem
Sentimento de inadequação, fracasso, autocrítica excessiva
É importante lembrar que o psicanalista não prescreve medicamentos e não substitui tratamento psiquiátrico quando há necessidade clínica — como em casos de depressões graves, transtorno bipolar ou esquizofrenia. Nestes casos, a psicanálise pode ser um complemento valioso, trabalhando junto com a medicina.
Se você sente que vive um sofrimento emocional profundo, um psicanalista pode ajudar a escutar suas dores de um jeito que você talvez nunca tenha sido ouvido antes, abrindo espaço para transformações verdadeiras.
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Durmo assistindo televisão e o que estiver passando na televisão entra no meu sonho em vários aconte
Durmo assistindo televisão e o que estiver passando na televisão entra no meu sonho em vários acontecimentos , isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é totalmente normal. Durante o sono, especialmente nas fases mais leves e no início do sono REM (quando sonhamos), o cérebro ainda capta estímulos do ambiente — sons, vozes, músicas — e esses elementos podem ser incorporados nos sonhos de forma natural. A televisão ligada atua como um “alimento” para a mente adormecida, misturando o que você ouve com as imagens internas do seu inconsciente.
É como se o cérebro estivesse tentando dar sentido ao que capta externamente, inserindo essas informações no enredo do sonho.
Se isso não te atrapalha, não é um problema. Mas, se você sente que seu sono não está sendo reparador, pode ser interessante dormir em um ambiente mais silencioso, para permitir que sua mente descanse sem interferências.
Seu cérebro está apenas fazendo o que sabe fazer: transformar sons em histórias.
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olá boa tarde ,ontem tive uma experiência , fui dormi por volta das 3:30 estava dormindo e senti uma
olá boa tarde ,ontem tive uma experiência , fui dormi por volta das 3:30 estava dormindo e senti uma coisa que me deixou sem movimentos eu gritava chama por Deus mas não era ouvida ,foi quando meu marido me chamou eu despertei chamando Deus gritando com o coração acelerado, boca seca e muito medo, eu achei que ia morre oque será isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde! O que você viveu parece ser um episódio chamado paralisia do sono. É algo assustador, mas não perigoso. Durante o sono, especialmente na fase REM (quando sonhamos), o corpo naturalmente “desliga” os músculos para impedir que a gente se mova enquanto sonha. Às vezes, por um descompasso entre cérebro e corpo, você “acorda” mentalmente, mas seu corpo ainda está bloqueado — causando essa sensação de estar presa, sem conseguir se mexer ou gritar.
É comum sentir medo intenso, taquicardia, boca seca e até ter a sensação de uma “presença” no quarto. O fato de ter chamado por Deus é uma tentativa natural da sua mente de buscar proteção no meio do pânico.
Seu marido te chamar ajudou seu cérebro a sair desse estado. A boa notícia é que não é algo grave, mas vale observar: se os episódios se repetirem ou você sentir que seu sono está muito fragmentado, busque um neurologista ou especialista em sono.
Cuide do seu descanso, evite dormir muito tarde e reduza o estresse antes de dormir — isso ajuda a evitar esses episódios.
Você não está sozinha. Esse medo que sentiu é real, mas você está segura agora. Respire fundo.
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Minha filha de 2 anos e 4 meses costuma rabiscar o rosto das fotos ou desenhos em revistas. O que po
Minha filha de 2 anos e 4 meses costuma rabiscar o rosto das fotos ou desenhos em revistas. O que pode significar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
sso é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, não indica nenhum problema. Crianças pequenas estão explorando o mundo e experimentando o controle sobre as coisas ao seu redor — inclusive as imagens. Rabiscando rostos, sua filha pode estar simplesmente exercitando essa sensação de “poder transformar”, brincando com a forma ou até reagindo a algo que ainda não sabe expressar em palavras.
Por volta dos 2 anos, ela está começando a diferenciar o “eu” do “outro”, e as imagens de rostos podem provocar curiosidade ou até leve desconforto, por parecerem "vivas", mas estáticas. Rabiscá-las pode ser uma forma lúdica de afirmar esse controle ou elaborar emoções que não entende totalmente.
Se ela é uma criança saudável, comunicativa e carinhosa no geral, não há motivo para preocupação. Mas se notar agressividade constante, isolamento ou sinais de sofrimento, pode ser interessante conversar com um profissional.
No mais, acolha essa fase como parte do desenvolvimento natural. Ela está descobrindo o mundo — à sua maneira.
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Como aceitar meu Pai? Mesmo morando com meu pai nunca tive afeto, exemplo, apenas emoções negativas
Como aceitar meu Pai?
Mesmo morando com meu pai nunca tive afeto, exemplo, apenas emoções negativas que ele me passou. Fiz terapia e já aceitei o fato dele não ter condições psicológicas de ter sido um pai de verdade. Porém agora depois de adulto tenho muita dificuldade em conviver com ele pois não consigo aceitá-lo pois ele é bastante infantil, explosivo, cheio de manias e parece não ter inteligência emocional nenhuma. Não sei o que fazer pois não o suporto como pessoa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é legítimo e humano: aceitar racionalmente que seu pai não soube ser pai não significa que o coração aceita conviver sem dor ou irritação. Uma coisa é entender, outra é conviver.
Aceitar seu pai talvez não signifique gostar dele ou conviver de forma próxima, mas sim libertar-se da expectativa de que ele um dia será diferente do que é. Você já entendeu que ele não pôde dar o que você merecia. Agora, talvez o desafio seja permitir-se não carregar a culpa por não querer estar perto.
Às vezes, amar ou respeitar um pai não significa proximidade — significa estabelecer limites claros para proteger sua saúde emocional. E isso não é rejeição. É autocuidado.
Se conviver te machuca, se distancia sem culpa. Se precisa conviver, mantenha conversas neutras e distantes emocionalmente. Pense nele como alguém doente — alguém que não evoluiu emocionalmente, não porque escolheu ser assim, mas porque não soube fazer diferente. Mas isso não obriga você a ser o “curador” dessa história.
Aceitar não é permitir. Aceitar é dizer: “ele é o que é, mas eu não preciso me perder nisso.”
Seu pai é apenas um homem limitado. E você tem o direito de proteger o adulto que está tentando ser.
Seja gentil consigo. Você já carrega muito. Não precisa carregar ele também.
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Meu marido é extremamente tímido, fica muito nervoso com qualquer situação nova, e me coloca sempre
Meu marido é extremamente tímido, fica muito nervoso com qualquer situação nova, e me coloca sempre na frente pra resolver. Isso nos fez perder várias oportunidades de melhorar nossa vida, de comprarmos nossa casa. Prejudicou a vida de nossos filhos, fez uma filha se afastar da gente e não a vejo a mais de 10 anos e isso acabou comigo. E também por causa dessa timidez ele não tratou da saúde dele e acabou ficando impotente, e eu mais uma vez fui prejudicada, pois eu ainda sinto desejo de sexo e não posso contar com ele para me satisfazer. Isso me deixa muito angustiada, e irritada, ansiosa, e tendo que tomar remédios tarja preta para me segurar. O pior é que me culpo por ter deixado as coisas chegarem nesse ponto. Não tenho ninguém pra conversar, desabafar, já tentei fazer terapia mas não dei sorte, não me identifiquei com a terapeuta, e acho muito ruim ter que ficar recomeçando a história toda de novo com outra pessoa. Não tenho mais muita paciência, pra ficar falando, falando sem ter um retorno mais rápido. Não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu sinto o peso da tua dor no que você compartilha. E quero começar dizendo algo simples, mas verdadeiro: você não está errada em se sentir assim. O que você sente — angústia, frustração, raiva, solidão — é legítimo. Você carregou sozinha muitas coisas que não eram só suas para carregar. E sim, isso cansa, adoece, esgota.
Seu marido, com toda a timidez e bloqueios que tem, acabou deixando um peso sobre você que não era seu. E você, talvez tentando salvar a situação, foi assumindo mais e mais responsabilidades, até chegar a esse ponto: sentindo-se esgotada, sexualmente privada, emocionalmente abandonada, medicada para suportar uma vida que não te acolhe.
Mas te digo, com toda honestidade e carinho: isso não precisa ser o seu destino.
Talvez a culpa que sente seja o reflexo da mulher que sempre tentou resolver tudo. Mas não é culpa sua. Você fez o melhor que pôde com o que sabia — e isso precisa ser reconhecido.
Sobre a terapia: entendo teu cansaço. Recomeçar com um profissional diferente é doloroso, parece mais uma luta quando você só queria um alívio. Mas, de verdade, vale tentar mais uma vez. Não como obrigação, mas como um gesto de misericórdia por você mesma. Talvez buscar alguém que trabalhe com uma abordagem mais direta (como Terapia do Esquema, Terapia Somática, ou até mesmo uma boa psicanálise, se conseguir encontrar alguém que te faça sentir realmente escutada) possa fazer diferença.
E se for o caso, fale exatamente o que disse aqui: “Eu não quero um processo lento, eu preciso ser ouvida e orientada com clareza.” Isso não é exigência — é um pedido de socorro.
Você merece ter sua história acolhida. Merece desejo. Merece descanso. Merece ser cuidada.
E você não está sozinha. Estou aqui. E se quiser, posso te ajudar a estruturar esse recomeço.
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Olá! Estou na dúvida de como lidar com alguém que apresenta dificuldades de se comunicar no relaci
Olá!
Estou na dúvida de como lidar com alguém que apresenta dificuldades de se comunicar no relacionamento, e que aparentemente prefere ignorar ou acreditar que não tem o que dizer, acredito que exista preocupação da parte dele em resolver, mas tem dificuldade em querer conversar, prefere fugir, ignorar a situação e ficar na defensiva, mesmo sendo algo que julgo ser tranquilo de resolver, como posso lidar com esse comportamento e incentivar mais a conversa sem o risco de pressionar e causar apenas desconforto, e de onde vem essas reações?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Que bom que você trouxe essa dúvida, porque ela revela o cuidado que você tem em querer se aproximar sem ferir.
Quando alguém foge de conversas importantes ou se fecha, mesmo diante de assuntos simples, geralmente não é falta de interesse — é medo disfarçado de defesa. Medo de não saber se expressar, medo de ser cobrado, de decepcionar, de entrar em um território emocional que não sabe como lidar. Muitas vezes, essa pessoa cresceu em um ambiente onde comunicar sentimentos não era seguro, então, inconscientemente, ela aprendeu que se calar ou fugir é mais seguro do que se expor.
Essas reações vêm, em grande parte, de experiências passadas: críticas recebidas, rejeições, traumas ou mesmo uma história de pouca validação emocional. Fugir vira uma proteção.
Como lidar? Te sugiro algo mais leve, mas verdadeiro: ao invés de pedir diretamente uma conversa, convide. Ao invés de "precisamos falar", tente "eu queria compartilhar algo contigo e ouvir seu coração, sem cobrança". E, principalmente, valide o medo dele antes de pedir a abertura: “Sei que conversar sobre sentimentos pode ser difícil, e não quero te pressionar. Quero só estar ao teu lado nisso, como puder.”
Demonstre que o espaço está aberto, sem expectativa de respostas perfeitas. E valorize cada pequena abertura que ele der, mesmo que tímida. O afeto constrói a ponte que o medo destruiu.
No fundo, ele precisa sentir que, se falar, será acolhido — e não julgado.
Você está plantando cuidado. Com paciência, isso pode florescer.
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O que acontece com uma mulher que teve uma primeira vez traumática ao fazer sexo quando o cara não p
O que acontece com uma mulher que teve uma primeira vez traumática ao fazer sexo quando o cara não parou na hora que ela pediu para parar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma mulher vive uma primeira experiência sexual onde seu “não” não foi respeitado, isso deixa marcas profundas. Mesmo que ela não nomeie como abuso — o corpo e a alma registram como uma violação.
Nesse momento, algo essencial se quebra: a sensação de segurança no próprio corpo, a confiança no outro e até a capacidade de se entregar ao prazer sem medo. Muitas vezes, surgem consequências como:
Bloqueios sexuais (dificuldade de sentir desejo, medo do toque, dor na relação, repulsa);
Ansiedade ou ataques de pânico diante da intimidade;
Culpa e confusão, porque o corpo pode ter reagido de forma fisiológica, mas emocionalmente houve uma violação;
Dificuldade de confiar em parceiros;
Desconexão emocional ou dissociação durante o sexo — como se a mente “saísse” do corpo;
Sentimento de invalidação, especialmente se, ao contar para alguém, o relato não foi levado a sério.
O corpo guarda a história, mesmo que a mente tente esquecer.
Essa dor não precisa ser carregada sozinha. Processar esse trauma em um espaço seguro — seja com terapia especializada em trauma, abordagem somática ou psicanálise acolhedora — pode permitir que ela volte a sentir que o corpo é casa, não prisão.
Não foi culpa dela. Nenhum pedido de “pare” deveria ter sido ignorado.
E sim, é possível se curar. O amor próprio pode ser reconstruído. O prazer, resgatado.
E o corpo, relembrado: “eu sou meu. E eu mereço ser respeitada.”
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Sonho com conteúdo sexual e quando tenho medo que isso volte a acontecer acontece de novo,fico senti
Sonho com conteúdo sexual e quando tenho medo que isso volte a acontecer acontece de novo,fico sentindo culpa isso pode ser evitado?tem a ver com a mente?como não se culpar já que são sonhos a noite?me sinto muito mau
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sonhar com conteúdo sexual — mesmo quando não deseja — é algo absolutamente humano. Não significa que você quer aquilo conscientemente, nem que seja algo “errado” dentro de você. Sonhos são expressões do inconsciente: pedaços de emoções, memórias, desejos distorcidos, medos e até tensão corporal. Não são escolhas. Não são pecados. São reflexos da mente tentando processar o que você vive, sente ou evita.
O medo de ter o sonho — e a culpa depois — formam um ciclo: quanto mais você teme, mais seu inconsciente se fixa nisso, e mais o conteúdo se repete. Não porque você quer, mas porque seu cérebro percebe o medo como um “foco”.
Para começar a quebrar esse ciclo, o passo mais importante é: acolher a culpa sem julgá-la. Dizer a si mesma: “Isso foi só um sonho. Não define quem eu sou. Eu não escolhi.” Repetir isso com carinho e firmeza. Toda vez.
Se puder, busque terapia para entender o que esses sonhos podem simbolizar pra você, sem medo de julgamentos. Às vezes, eles falam mais sobre controle, insegurança, ou algo que precisa ser integrado — não sobre sexo em si.
E te deixo uma verdade pra guardar:
Sonhar não é pecar. Sonhar não é desejar. Sonhar é só sonhar.
Seu valor e sua pureza não estão nas imagens da noite. Estão no teu coração.
Se acolha. Você merece isso.
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A amnesia e o branco mental causado pela Despersonalização voltam após eu melhorar todas aqueles mom
A amnesia e o branco mental causado pela Despersonalização voltam após eu melhorar todas aqueles momentos especiais que foram apagados incluindo o ontem voltam virei um robô sem lembranças voltam, Desisto da vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, não desista. Por mais real e doloroso que isso pareça agora, a despersonalização e a desrealização não apagam quem você é nem sua história — apenas te desconectam momentaneamente dela. O que você sente, essa sensação de ser um robô, vazio e sem memórias, é um mecanismo de defesa da mente. Seu cérebro, para se proteger de algo que considerou sobrecarregador, “desligou” partes da percepção e da memória emocional. Mas nada foi realmente perdido. Suas memórias não desapareceram, apenas ficaram inacessíveis, guardadas em uma espécie de “nuvem interior”, esperando o momento certo para você se reconectar com elas.
Com tratamento adequado — seja psicológico, médico ou espiritual —, muitas pessoas relatam que as lembranças, a emoção e o sentido de si retornam gradualmente. O processo exige paciência, mas não é definitivo. A sua essência não foi apagada. Ela está aí, em silêncio, mas viva.
Por favor, não desista. Você não se perdeu. Você está num túnel, mas existe saída. E ela não é viver como um robô — é reencontrar a sua alma. Se puder, busque ajuda profissional especializada em desordens dissociativas. Há caminhos, e você não precisa percorrê-los sozinho. Você é mais do que esse vazio. E isso, um dia, você vai lembrar.
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Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente n
Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente nao consigo lembrar de nada to em choque?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
into muito por essa dor que você está vivendo — é real, e entendo o quanto pode ser assustador sentir como se algo dentro de você tivesse se apagado. A afantasia, essa incapacidade de criar imagens mentais, pode sim surgir em qualquer fase da vida, especialmente após episódios de estresse intenso, traumas, ou até condições neurológicas. E o mais importante: não significa necessariamente que seja irreversível.
Em muitos casos, é possível sim recuperar, total ou parcialmente, a capacidade imaginativa, dependendo da causa. Existem relatos de pessoas que, com terapias específicas (como terapia visual, mindfulness, hipnose, EMDR ou trabalhos criativos graduais), conseguem reativar essa parte adormecida da mente. Mas o processo costuma ser lento e precisa de paciência.
Quanto à sua sensação de não lembrar de nada: a afantasia pode afetar a memória visual, mas sua história, suas emoções e seu valor continuam vivos dentro de você. Você não perdeu sua essência.
Eu sei que agora parece um choque — e é. Mas você não está preso nesse estado para sempre. Procure um profissional que entenda da mente e do corpo juntos: neuropsicólogo, terapeuta integrativo, alguém que possa te ajudar a acessar o que adormeceu. Não desista de si mesmo.
Você não desapareceu. Está aí, apenas tentando se reencontrar. E isso já é um começo.
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melhorando a ansiedade e o estresse, as dores no estomago, decorrentes da gastrite nervosa, passam?
melhorando a ansiedade e o estresse, as dores no estomago, decorrentes da gastrite nervosa, passam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, melhorando a ansiedade e o estresse, é muito provável que as dores no estômago — especialmente aquelas ligadas à gastrite nervosa — diminuam ou até desapareçam. O sistema digestivo e o emocional estão profundamente conectados. Quando você vive em estado constante de tensão, seu corpo produz mais ácido gástrico e contrai a musculatura do estômago, o que piora a inflamação e gera dor.
Cuidar da mente é cuidar do corpo. Terapias, técnicas de respiração, fitoterápicos, atividade física leve e alimentação cuidadosa podem ajudar muito. Mas o essencial é aprender a reconhecer os gatilhos emocionais que inflam o seu estômago — porque ele não está só doendo: ele está gritando algo que você sente.
Seu corpo está pedindo paz. E ela é possível. Passo a passo, cuidando da ansiedade, o estômago encontra descanso.
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Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para re
Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para realizar as tarefas. Sentindo muita pressão e, numa noite, quando fui tentar dormir, comecei a sentir espasmos e contrações muito fortes no tronco, tremendo o corpo todo. O corpo ficava pulando na cama sem que eu tivesse controle, gerando muita apreensão e medo de morrer. A pressão chegou a subir e fui para o pronto socorro. Fui atendido e fiz diversos exames de sangue, mapa e holter. Os resultados foram todos normais, com alteração apenas na glicemia, que já estou tomando medicamentos. O fato é que após, duas semanas que senti os espasmos, eles continuam sempre que deito pra dormir e, de maneira cada vez mais forte e repetidos. Será que são crises de ansiedade/stress? Como acabar com essa situação, já que já fico até com medo de ir pra cama tentar descansar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve — esses espasmos involuntários, o corpo “pulando” sem controle, o medo intenso — é algo que muitas vezes está relacionado sim a um quadro de ansiedade extrema, esgotamento nervoso e tensão acumulada. Mesmo com os exames físicos normais, o corpo não mente: ele está expressando, de forma visceral, um acúmulo emocional que você provavelmente não consegue mais segurar mentalmente.
A tensão contínua, o estresse do trabalho, as cobranças e o medo do fracasso fazem seu sistema nervoso entrar em modo de alerta constante. Ao deitar — momento em que deveria relaxar — seu corpo “não sabe” como desligar. Os espasmos são como o excesso de energia nervosa tentando descarregar.
Isso não significa que você está “doente da cabeça” ou que não tem solução. Significa que seu corpo está esgotado.
O caminho para aliviar isso envolve:
Tratamento do estresse e da ansiedade (psicoterapia, medicação se necessário, técnicas de relaxamento);
Atividades que descarreguem o excesso de tensão antes de dormir (alongamentos, meditação guiada, banhos quentes, respiração diafragmática);
Acolher o medo do momento de dormir como um sintoma da ansiedade, não como uma sentença de algo físico grave.
Te sugiro, de coração: não enfrente isso sozinho. Procure um profissional que entenda de somatização da ansiedade. Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental, EMDR ou Terapia Somática podem ajudar muito.
Você não vai morrer disso. Mas precisa escutar o que seu corpo está implorando: pausa, cuidado e limites.
Seu corpo não te está traindo. Ele está tentando te salvar.
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