Perguntas do paciente (13)
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A atenção pode ser afetada por estresse prolongado, alterações de rotina, sono inadequado, ansiedade, humor e pelo hábito de consumir conteúdos muito rápidos e constantemente estimulantes. Depois da pandemia, muitas pessoas perceberam mudanças semelhantes, mas é importante considerar como isso aparece especificamente na sua vida.
Em vez de tentar recuperar imediatamente o nível de concentração que você tinha antes, pode ser mais eficaz reconstruí-lo gradualmente. Para a leitura, por exemplo, comece com períodos curtos, como dez minutos, escolhendo textos que realmente despertem interesse. O objetivo inicial não precisa ser ler muitas páginas, mas permanecer na atividade pelo tempo combinado. Depois, aumente esse período aos poucos.
Também ajuda tornar o acesso às distrações menos automático: deixar o celular em outro cômodo, desativar notificações, sair da conta das redes sociais ou definir horários específicos para usá-las. Você pode organizar os estudos em blocos curtos, com uma tarefa bem definida, como “ler três páginas e anotar duas ideias”, em vez de usar metas vagas como “estudar bastante” ou "ser mais produtivo".
Vale observar ainda se há cansaço constante, alterações de sono, ansiedade, desânimo, inquietação ou dificuldades de atenção presentes desde antes da pandemia. Caso o problema seja persistente e esteja prejudicando significativamente sua vida acadêmica, procurar um profissional especializado em avaliação neuropsicológica pode ajudar a compreender melhor as causas e orientar o melhor tratamento. Dificuldades de foco podem ter diferentes origens, e uma avaliação adequada evita conclusões precipitadas.
Mais do que “não se render” às redes sociais, o caminho costuma ser reorganizar o ambiente, reduzir a exigência inicial e treinar novamente a atenção de forma progressiva e realista :)
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem ter diferentes causas, como ansiedade, sobrecarga, alterações no sono, estresse, dificuldade de organização da rotina ou alterações na regulação da atenção. Por isso, é importante não concluir sozinho que se trata de um diagnóstico específico.
No dia a dia, algumas estratégias podem ajudar: dividir tarefas grandes em etapas menores, trabalhar em blocos curtos, reduzir notificações, deixar o celular fora do alcance e definir uma única prioridade por vez. Também vale observar em quais horários a concentração piora, quais situações aumentam a agitação e como estão o sono, a alimentação e os períodos de descanso.
Quando esses sintomas são frequentes e prejudicam o trabalho, os estudos ou as relações, pode ser útil buscar acompanhamento psicológico. Em alguns casos, uma avaliação neuropsicológica também é indicada para investigar com mais profundidade o que pode estar causando essas dificuldades e orientar o melhor tratamento.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica pode ser um bom ponto de partida, especialmente quando há suspeita de TDAH, transtorno do espectro autista e depressão ao mesmo tempo.
Esse processo permite investigar de forma integrada seu histórico de desenvolvimento, atenção, memória, funções executivas, comunicação social, comportamento, regulação emocional e o impacto dessas dificuldades na rotina. Além dos testes, uma avaliação de qualidade também considera entrevistas clínicas, observação comportamental e, quando possível, informações de familiares ou outras pessoas próximas.
Isso é importante porque TDAH, autismo, ansiedade e depressão podem coexistir, mas também compartilhar sintomas semelhantes. A avaliação neuropsicológica ajuda a organizar essas hipóteses, identificar padrões de funcionamento e indicar quais profissionais ou intervenções podem ser mais adequados.
Após a avaliação, pode haver encaminhamento para psicoterapia, psiquiatria ou acompanhamento multidisciplinar. Caso os sintomas depressivos estejam intensos ou provoquem prejuízo importante no funcionamento diário, a avaliação psiquiátrica também deve ser priorizada.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo merece ser levado a sério. Esse nível de sofrimento em situações sociais não é frescura, falta de carisma ou ausência de esforço. As reações físicas, o medo intenso, a vontade de chorar e o esgotamento depois das interações mostram que essas situações têm exigido muito de você.
O primeiro passo pode ser procurar um psicólogo, pois a terapia pode ajudar a compreender o que desencadeia essas reações, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e retomar, de forma gradual e segura, situações que hoje parecem muito difíceis.
Uma avaliação neuropsicológica também pode ser útil para compreender seu funcionamento de maneira mais ampla, considerando aspectos emocionais, atenção, regulação do comportamento, comunicação social e sua história de desenvolvimento. O objetivo não é rotular, mas entender melhor o que está acontecendo e orientar um plano de cuidado mais adequado.
Você não precisa chegar à consulta sabendo explicar tudo perfeitamente. Pode começar relatando exatamente o que escreveu aqui. Um profissional responsável deve acolher seu sofrimento com respeito e ajudar a organizar os próximos passos, sem julgamentos
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Como a avaliação neuropsicológica pode identificar déficits cognitivos no Transtorno Obsessivo-Compu
Como a avaliação neuropsicológica pode identificar déficits cognitivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica pode contribuir para compreender como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo interfere no funcionamento cognitivo, mas não identifica o TOC apenas por meio de testes.
Durante o processo, podem ser investigadas habilidades como atenção, memória de trabalho, velocidade de processamento, planejamento e flexibilidade cognitiva ( capacidade de mudar de estratégia, interromper respostas repetitivas e lidar com imprevistos). Em algumas pessoas, as obsessões, as compulsões e a necessidade de conferir ou realizar tarefas de modo perfeito podem tornar o desempenho mais lento e aumentar a dificuldade para concluir atividades.
Os resultados precisam ser interpretados junto ao histórico clínico, entrevistas, observação comportamental e ao impacto dos sintomas na rotina. Também é importante considerar fatores como ansiedade, humor, sono, uso de medicamentos e outras condições que possam influenciar o desempenho.
Assim, o objetivo da avaliação não é apenas verificar se existem déficits, mas compreender quais funções estão preservadas, quais apresentam maior vulnerabilidade e como isso afeta o trabalho, os estudos e a vida diária. Essas informações podem auxiliar no diagnóstico diferencial e no planejamento do tratamento.
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Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na
Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na minha cabeça, com personagens, acontecimentos e “episódios”, às vezes recriando minha própria vida de formas diferentes ou criando qualquer cenário que eu queira.
Durante esses momentos costumo andar em círculos, girar objetos (quando era criança era sacola/corda, hoje é mais lápis) e fazer sons com a boca. Isso acontece quando estou entediado ou quando vejo algo que me inspira. Eu acho divertido e consigo parar quando quero, mas comecei a fazer escondido por vergonha, porque eu nunca vi ninguém fazer isso, de andar de um lado para o outro fazendo sons e girando lápis enquanto imagina…
Além disso, desde criança tenho dificuldades como procrastinação, esquecer coisas, deixar tarefas para última hora, dificuldade em terminar atividades e começar tarefas chatas. Também tenho histórico de ansiedade/depressão e muita timidez, com medo de julgamento e dificuldade social.
Quero entender se isso pode ter relação com alguma condição como TDAH ou outra questão, ou se é apenas meu jeito de funcionarRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode fazer parte de uma forma muito particular de imaginar, se autorregular e lidar com o tédio, especialmente porque essas experiências existem desde a infância, são prazerosas e você consegue interrompê-las quando deseja. Andar em círculos, movimentar objetos ou fazer sons pode funcionar como uma maneira de organizar a atenção, aumentar o envolvimento com a fantasia ou regular emoções.
Ao mesmo tempo, as dificuldades com procrastinação, esquecimentos, início e conclusão de tarefas, ansiedade e interação social merecem ser compreendidas em conjunto. Esses aspectos podem aparecer em diferentes formas de funcionamento e não permitem concluir, apenas pelo relato, que exista TDAH ou outra condição específica.
Uma avaliação neuropsicológica pode ser um bom caminho para investigar atenção, memória, funções executivas, regulação emocional, padrões comportamentais e histórico do desenvolvimento. O mais importante é integrar testes, entrevista clínica, observação e informações sobre o impacto dessas características na rotina.
O objetivo não seria rotular aquilo que faz parte do seu jeito de ser, mas diferenciar características pessoais de dificuldades que realmente geram prejuízo e, a partir disso, orientar estratégias ou acompanhamentos mais adequados. Se essas experiências não causam perda de controle nem comprometem sua rotina, elas não precisam ser vistas automaticamente como um problema. Ainda assim, a vergonha e o sofrimento associados merecem acolhimento em psicoterapia
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eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sob
eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sobre-excitabilidades (intelectual, emocional, imaginativa, sensorial e psicomotora) e vários sinais associados a altas habilidades/superdotação. Isso pode indicar uma dupla excepcionalidade (TDAH/TEA junto com altas habilidades)? Existe alguma avaliação que eu possa fazer para investigar isso?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa combinação pode levantar a hipótese de dupla excepcionalidade, termo usado quando uma pessoa apresenta altas habilidades/superdotação juntamente com uma condição do neurodesenvolvimento, como TDAH ou TEA. No entanto, essa conclusão não pode ser feita apenas pela presença de interesses intensos, sensibilidade elevada, criatividade ou pelas chamadas sobre-excitabilidades.
As sobre-excitabilidades podem ajudar a descrever modos de sentir, pensar e reagir, mas não constituem, isoladamente, um critério diagnóstico de altas habilidades. Além disso, algumas características podem se sobrepor às manifestações do TDAH, do TEA, da ansiedade ou ao próprio estilo de personalidade.
A investigação pode ser realizada por meio de uma avaliação neuropsicológica conduzida por profissional com experiência tanto em neurodivergência quanto em altas habilidades. Esse processo deve integrar testes cognitivos, atenção, memória, funções executivas, criatividade, raciocínio, aprendizagem, histórico de desenvolvimento, desempenho acadêmico ou profissional, interesses, produções e informações sobre o funcionamento cotidiano.
Também é importante analisar discrepâncias no perfil. Uma pessoa pode, por exemplo, apresentar raciocínio muito elevado em algumas áreas e dificuldades importantes de organização, regulação da atenção, adaptação ou interação social em outras. Em alguns casos, as habilidades elevadas compensam dificuldades e tornam o TDAH ou o TEA menos visíveis; em outros, as dificuldades podem encobrir o potencial.
O objetivo da avaliação não é apenas confirmar um rótulo, mas compreender seu perfil de forças, vulnerabilidades e necessidades de apoio. Procure um psicólogo ou neuropsicólogo que tenha experiência específica em dupla excepcionalidade, pois uma avaliação centrada apenas em um escore de inteligência pode não captar toda a complexidade do funcionamento.
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Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade
Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você já ter feito terapia sem alcançar a melhora esperada não significa que a psicoterapia não possa ajudar. Os resultados dependem de fatores como a abordagem utilizada, a experiência do profissional com esse tipo de dificuldade, o vínculo terapêutico e a forma como o tratamento foi estruturado.
Para medos intensos relacionados a passar mal, vomitar, comer fora de casa ou fazer refeições na presença de outras pessoas, a Terapia Cognitivo-Comportamental costuma ser uma das abordagens mais utilizadas. O tratamento pode trabalhar a relação entre pensamentos, sensações físicas, ansiedade e comportamentos de evitação, incluindo estratégias de regulação emocional e exposição gradual, planejada e acompanhada.
A Terapia de Aceitação e Compromisso também pode contribuir, especialmente quando existe uma luta constante para controlar ou eliminar qualquer sensação de ansiedade. Mais do que aplicar técnicas isoladas, é importante compreender o ciclo que mantém a dificuldade: antecipação do medo, atenção excessiva às sensações do corpo, evitação e alívio momentâneo, que pode reforçar a ansiedade ao longo do tempo.
Vale a pena tentar novamente, de preferência com um psicólogo que tenha experiência em ansiedade, medos específicos e intervenções baseadas em exposição. Na primeira consulta, você pode perguntar como o profissional costuma avaliar esses casos, quais estratégias utiliza e como acompanha a evolução do tratamento.
Uma avaliação neuropsicológica também pode ser considerada quando há necessidade de compreender o funcionamento de forma mais ampla, especialmente se existirem dificuldades associadas na regulação emocional, rigidez comportamental, sensibilidade sensorial ou outras questões que possam interferir na resposta ao tratamento. Ela não substitui a psicoterapia, mas pode ajudar a esclarecer fatores que mantêm o problema e orientar um plano de cuidado mais individualizado.
Quando a ansiedade provoca restrições alimentares importantes, perda de peso, prejuízo nutricional ou limitações intensas na rotina, também pode ser necessário acompanhamento médico, psiquiátrico ou nutricional. Buscar uma nova avaliação não invalida suas tentativas anteriores e pode ser a oportunidade de encontrar uma proposta terapêutica mais adequada às suas necessidades
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todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade
todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um diagnóstico pode ajudar a organizar o tratamento, mas ele não é a única base para decidir o que fazer. O psicólogo também precisa compreender quais sintomas estão presentes, como eles se mantêm, quais situações os agravam, quais são seus padrões emocionais e comportamentais e que prejuízos aparecem na sua rotina. Mesmo quando o diagnóstico ainda não está totalmente definido, deve existir uma formulação clínica clara e um plano terapêutico com objetivos acompanháveis.
Por outro lado, depois de mais de um ano de psicoterapia e uso de antidepressivo sem melhora significativa, é adequado reavaliar o tratamento. Isso não significa que você não quer melhorar. Pode ser necessário revisar a hipótese clínica, a abordagem terapêutica, a frequência das sessões, o vínculo com o profissional, a medicação, a dose, os efeitos adversos e a presença de outras dificuldades que estejam interferindo na resposta.
A TCC pode ajudar muitas pessoas, mas não existe uma única forma de TCC e nenhuma abordagem funciona igualmente para todos. Dependendo do seu funcionamento, outras estratégias podem ser consideradas, como Terapia Comportamental Dialética, Terapia do Esquema ou intervenções voltadas à regulação emocional. Essa escolha deve ser feita após uma avaliação individual, e não apenas pela presença de um rótulo.
Também é importante conversar com o psiquiatra sobre a ausência de melhora, sem alterar ou interromper a medicação por conta própria. Você pode pedir uma revisão objetiva do tratamento: quais sintomas estão sendo tratados, quais mudanças eram esperadas, o que já foi tentado e qual será o próximo passo caso a resposta continue insuficiente.
Dizer que você “não quer melhorar” pode ser muito invalidante. Ambivalência, desânimo, dificuldade de seguir estratégias ou medo de mudanças podem fazer parte do próprio sofrimento e precisam ser compreendidos, não usados como culpa. Buscar uma segunda opinião com outro psicólogo ou psiquiatra é legítimo. Uma avaliação psicológica mais abrangente pode ajudar a esclarecer as hipóteses e orientar um plano de cuidado mais adequado.
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Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inc
Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inclusive já separei até uma blusa da minha filha pra isso) me acalma, me dá sono. O ruim é que eu paro no tempo, se eu puder passo o dia todos assim. Já tentei parar mas é difícil, quando não tô com o pano eu faço a sucção e me imagino alisando o pano. Isso me incomoda, parece que sou refém porque por um momento eu paraliso e me sinto desconfortável quando as pessoas percebem... Lembro que minha mãe brigava comigo e falava: - tu vai casar e continuar fazendo isso? Muitas vezes fazia escondido. Essa mania me dá uma sensação tão boa, mas não tenho controle sobre ela. O que faço para parar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse comportamento parece funcionar como uma estratégia de conforto e regulação emocional ou sensorial aprendida desde a infância. O fato de proporcionar alívio ajuda a explicar por que é tão difícil interrompê-lo: quanto mais ele reduz tensão, tédio ou desconforto, maior a tendência de repeti-lo.
Tentar parar de forma brusca, pode aumentar a ansiedade e a sensação de fracasso. Um caminho mais útil é observar quando a vontade aparece, quais emoções ou situações a antecedem, quanto tempo o comportamento dura e que consequências ele traz. A partir disso, podem ser construídas alternativas graduais, como limitar o acesso ao tecido em determinados momentos, adiar a resposta por alguns minutos e desenvolver outras formas de relaxamento ou estimulação sensorial.
Um psicólogo com experiência em comportamentos repetitivos, regulação emocional ou treinamento de reversão de hábito pode ajudar a trabalhar esse padrão sem julgamento. O objetivo não precisa ser retirar imediatamente algo que lhe traz conforto, mas recuperar a possibilidade de escolher quando parar e evitar que isso ocupe grande parte do dia.
Caso a sucção esteja causando dor, alterações na língua, nos dentes, na mandíbula ou na fala, também é recomendável conversar com um dentista ou fonoaudiólogo. Se houver, desde a infância, outras sensibilidades sensoriais, dificuldades de atenção, comportamentos repetitivos ou questões do desenvolvimento, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a compreender o funcionamento de forma mais ampla.
Levar para a consulta exatamente o relato que você escreveu já é um bom começo. Você não precisa sentir vergonha
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sempre tive que pensar em tudo como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deve
sempre tive que pensar em tudo
como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deveria fazer sozinho, de forma automática
por exemplo monitorar minha emoções, reações expressões
por exemplo " sorria levemente, pare de sorrir, sorria com os olhos, interrompa o contato visual"
" você está ansioso, respire mas não tão forte para não notarem seu nervosismo "
" o motorista do carro está errado e te ofendeu mas não responda, ignore! ele pode estar embriagado ou até armado. Se necessário fuja, se ele te seguir, faça um trajeto diferente da sua casa, busque um lugar com mais movimentação para que possam te ajudar se necessário "
isso é extremamente cansativo
tenho que pensar em tudo, reações que deveriam ser automáticas se tornam tarefas para meu consciente coordenar, decidir
fico exausto demaisRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata parece envolver um esforço constante para observar, corrigir e controlar cada reação. Em vez de apenas viver a situação, você precisa pensar em como olhar, sorrir, respirar, responder e se proteger. Quando isso acontece durante grande parte do dia, é compreensível sentir cansaço mental, tensão e necessidade de se isolar para se recuperar.
Esse tipo de automonitoramento pode aparecer por diferentes motivos, como ansiedade, medo de julgamento, experiências anteriores de crítica, necessidade de prever riscos, dificuldades na leitura espontânea de situações sociais ou características do próprio funcionamento neurocognitivo. Algumas pessoas também aprendem, ao longo da vida, a “ensaiar” comportamentos socialmente esperados para evitar conflitos ou parecer adequadas. No entanto, não é possível determinar a causa apenas por esse relato.
É importante diferenciar decisões de segurança realmente necessárias (como evitar confronto no trânsito) de situações em que a mente permanece em alerta mesmo quando não há risco imediato. Na terapia, pode ser trabalhada a redução gradual desse excesso de vigilância, a identificação das regras internas que você sente que precisa seguir e o desenvolvimento de formas mais espontâneas e menos desgastantes de se relacionar.
Uma avaliação neuropsicológica também pode ajudar a compreender esse funcionamento de maneira mais ampla, investigando atenção, funções executivas, regulação emocional, cognição social, sensibilidade a estímulos e histórico do desenvolvimento. O objetivo não é rotular, mas entender por que tantas ações exigem controle consciente e quais estratégias podem diminuir essa sobrecarga.
Levar exemplos concretos como esses para um psicólogo ou neuropsicólogo pode facilitar muito a avaliação. Esse nível de esforço não deve ser interpretado como exagero: se você precisa coordenar mentalmente cada pequena reação, o cansaço que sente faz sentido e merece cuidado
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Eu sofri um acidente de moto há alguns anos atras onde perfurei o dorso da mao e bati contra um carr
Eu sofri um acidente de moto há alguns anos atras onde perfurei o dorso da mao e bati contra um carro, na época so viram que não tinha fratura e fizeram a sutura, atualmente noto que o tendão na hora de fechar a mao vai para o lado com um estalo, isso me causa dor e perde de força na mao. Fiz um teste palografico e meu resultado ficou abaixo do esperado isso pode ter haver com o problema na mao?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O problema na mão pode ter influenciado seu desempenho no teste palográfico, pois ele exige movimentos repetitivos, velocidade, coordenação motora e manutenção do ritmo. Dor, perda de força, instabilidade do tendão ou receio de movimentar a mão podem reduzir a produção ou alterar o traçado.
No entanto, um resultado abaixo do esperado não deve ser explicado automaticamente apenas pela lesão. A interpretação precisa considerar qual mão foi utilizada, se houve dor ou cansaço durante o teste, o tipo de alteração encontrada e se o psicólogo foi informado previamente sobre a limitação física. Essas condições devem ser registradas, pois podem comprometer a validade da interpretação.
O estalo do tendão, associado à dor e à perda de força, merece avaliação médica, preferencialmente com ortopedista especializado em mão ou cirurgião da mão. Mesmo sem fratura na época do acidente, podem existir lesões em tendões, ligamentos ou outras estruturas que não foram identificadas inicialmente.
Informe formalmente ao psicólogo ou à instituição responsável pelo teste sobre o acidente e os sintomas atuais. Você pode solicitar uma devolutiva explicando se essa condição foi considerada e se há necessidade de reavaliação ou utilização de outros procedimentos que dependam menos da habilidade motora da mão.
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É possível ter uma boa avaliação neuropsicológica com 1 sessão de cerca de 1h e 20 testes feitos de
É possível ter uma boa avaliação neuropsicológica com 1 sessão de cerca de 1h e 20 testes feitos de forma remota? Os testes envolvem escalas de características de autismo, superdotação, TDAH, bipolaridade, depressão etc. O profissional retorna um laudo completo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma única sessão de aproximadamente uma hora, com cerca de 20 instrumentos aplicados remotamente, dificilmente é suficiente para uma avaliação neuropsicológica abrangente, sobretudo quando se pretende investigar, ao mesmo tempo, autismo, TDAH, altas habilidades, bipolaridade, depressão e outras hipóteses.
Escalas podem ser úteis como instrumentos de rastreio, mas não substituem uma investigação clínica completa. Muitas delas são questionários de autorrelato e não avaliam diretamente funções como atenção, memória, linguagem, raciocínio, velocidade de processamento e funções executivas. Além disso, resultados elevados em escalas podem ocorrer por diferentes motivos e não confirmam, isoladamente, um diagnóstico.
Uma avaliação consistente costuma integrar entrevista clínica detalhada, histórico do desenvolvimento, observação comportamental, testes de desempenho, escalas, análise dos prejuízos cotidianos e, quando pertinente, informações de familiares ou outros informantes. Também é necessário considerar sono, ansiedade, uso de medicamentos, condições médicas e possíveis sobreposições entre os sintomas.
A modalidade remota pode ser válida quando os instrumentos utilizados possuem respaldo técnico para esse formato e quando o profissional controla adequadamente condições como ambiente, compreensão das instruções, identidade do avaliando e interferências durante a aplicação. O simples fato de a avaliação ser on-line não a invalida, mas nem todo teste pode ser aplicado remotamente.
Antes de prosseguir, vale perguntar ao profissional:
• quais instrumentos serão utilizados e se estão aprovados para uso remoto;
• quantos deles são testes de desempenho e quantos são apenas escalas;
• como será investigado o histórico do desenvolvimento;
• como serão diferenciadas hipóteses que apresentam sintomas semelhantes;
• se haverá entrevista devolutiva e possibilidade de esclarecer os resultados.
Um laudo extenso não garante, por si só, uma avaliação de qualidade. O mais importante é a coerência entre métodos, dados, interpretação clínica e impacto funcional. Caso o processo se resuma a preencher muitas escalas em uma única sessão, ele provavelmente se aproxima mais de uma triagem do que de uma avaliação neuropsicológica completa.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…