Perguntas do paciente (5)

  • Quais são os desafios emocionais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que a educação soci

    Quais são os desafios emocionais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que a educação socioemocional ajuda a tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Telma Elisa da Silva Souza

    Esse transtorno costuma trazer desafios emocionais muito intensos, e quem convive com esse diagnóstico, ou sente em si alguns desses traços, sente as emoções como se fossem ondas muito fortes e rápidas, como uma alegria que logo vira tristeza, uma raiva que aparece de repente, um medo enorme de ser rejeitado ou abandonado. Essa intensidade costuma trazer a sensação de não ter controle, de ser sempre refém do que se sente, o que gera impulsividade, brigas e até uma instabilidade na forma como a pessoa se vê. A educação socioemocional é um recurso muito valioso nesse processo porque ensina a reconhecer, entender e regular as emoções, a desenvolver empatia, a se comunicar de forma mais clara e a tomar decisões menos baseadas na urgência do momento. Na TCC, que é a abordagem com a qual trabalho junto aos meus pacientes, fazemos uso dessas ferramentas para ajudar a pessoa a construir mais estabilidade interna e relacionamentos mais seguros. O objetivo não é deixar de sentir, porque sentir intensamente faz parte da sua sensibilidade, mas aprender a lidar com essas emoções de um jeito que traga menos sofrimento e mais equilíbrio. Esse é um processo que exige tempo, prática e apoio profissional, mas que pode transformar profundamente a relação da pessoa consigo mesma e com os outros ao seu redor.


  • Quais são as causas ou fatores associados à impulsividade?

    Quais são as causas ou fatores associados à impulsividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Telma Elisa da Silva Souza

    A impulsividade não acontece do nada, ela costuma estar ligada a várias questões que se entrelaçam. Muitas vezes, vem da dificuldade de lidar com emoções muito fortes, que surgem de repente e parecem exigir uma resposta imediata. É como se a ansiedade, a raiva ou a frustração apertassem um botão interno que leva a agir antes de pensar. Em outras situações, a impulsividade está conectada a pensamentos que aparecem automaticamente, como “eu preciso fazer isso agora” ou “não vou aguentar se não resolver já”. Também pode estar relacionada à forma como o cérebro regula o controle e àquilo que a pessoa aprendeu na infância sobre lidar com sentimentos e limites. Situações de estresse, traumas ou relações conturbadas ao longo da vida podem deixar esse padrão ainda mais forte. Em minha prática como psicóloga cognitivo-comportamental, vejo que a impulsividade pode ser entendida e trabalhada. Quando a gente aprende a reconhecer os gatilhos, a dar nome ao que sente e a criar pequenas pausas antes de agir, começa a perceber que é possível escolher outro caminho. Não se trata de “mudar quem você é”, mas de ganhar mais clareza e controle para não se sentir refém de reações que trazem arrependimento depois. Esse é um processo de autoconhecimento que, com apoio e técnicas adequadas, abre espaço para uma vida mais equilibrada e escolhas que realmente fazem sentido para você.


  • Porque meu cérebro deu como importante uma coisa que eu vi ? Não consigo relaxar e viver normal porq

    Porque meu cérebro deu como importante uma coisa que eu vi ? Não consigo relaxar e viver normal porque não consigo esquecer daquela informação, parece que se eu não pensar "algo vai acontecer" quando esqueço logo me apavoro pq lembro "é importante tenho que ficar ligada" tenho medo que seja toc, não tenho "rituais" mas minha cabeça parece um disco riscado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Telma Elisa da Silva Souza

    Olá, entendo a angústia que você relata estar enfrentando e quero esclarecer que o que você descreve parece estar relacionado a pensamentos intrusivos, que podem ser uma parte da ansiedade. Embora eu não possa fazer um diagnóstico específico ou tratamento por meio desta plataforma, acredito que seja importante você procurar ajuda especializada em forma de uma sessão de terapia. Vou te repassar aqui informações gerais e abordagens comuns que são usadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pela qual eu trabalho.

    A TCC é um tipo de terapia que se concentra em identificar e modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais. O que você descreve sugere que seus pensamentos estão sendo interpretados como altamente importantes e que há um medo subjacente de que algo de ruim acontecerá se você não pensar nisso constantemente. Além disso, você mencionou o medo de que isso possa estar relacionado ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), embora você não tenha rituais visíveis.
    É fundamental trabalhar com um terapeuta especializado em TCC para uma avaliação completa e desenvolvimento de um plano de tratamento personalizado.

    Lembrando que o diagnóstico e o tratamento adequados devem ser determinados após uma avaliação completa. Não hesite em procurar ajuda profissional para abordar essas preocupações e encontrar estratégias específicas para o seu caso. A TCC é um tratamento eficaz para uma variedade de preocupações, incluindo pensamentos intrusivos e ansiedade.
    Conte comigo!


  • Estou muito preocupada com meu filho mais velho, tem 25 anos e nunca namorou. Os outros dois namoram

    Estou muito preocupada com meu filho mais velho, tem 25 anos e nunca namorou. Os outros dois namoram e ele não. Eu quero ajudá-lo nessa questão. Ele é muito calmo e introvertido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Telma Elisa da Silva Souza

    É natural que, como mãe, você esteja preocupada com o bem-estar e felicidade do seu filho. Inicialmente é importante lembrar que cada pessoa tem seu próprio ritmo e maneira de lidar com relacionamentos.
    Respeite a individualidade dele, porque é essencial lembrar que a vida amorosa de cada pessoa é única. Não há um roteiro a ser seguido. Algumas pessoas preferem passar mais tempo sozinhas, enquanto outras são mais extrovertidas. Respeitar a personalidade dele é fundamental para que ele se sinta confortável com si mesmo.
    Fale abertamente com ele. Busque sempre ser empática e agir sem julgar. Pergunte como ele se sente em relação ao namoro e explique que sua preocupação vem de um lugar de carinho e apoio, não de pressão. Ouça atentamente o que ele compartilha e tente entender os sentimentos dele.
    A autoconfiança é um ponto importate a ser encorajada nele, para isso você pode ajudá-lo a reconhecer suas qualidades e pontos fortes. Uma autoestima saudável pode ajudá-lo a se sentir mais seguro em relação a si mesmo e, consequentemente, nas interações sociais.
    Uma outra ação importante é promover oportunidades sociais, como incentivá-lo a participar de atividades ou grupos que possam interessá-lo. Isso pode aumentar as chances dele conhecer pessoas com interesses similares e estabelecer conexões.
    E nunca se esqueça de apoiar o crescimento pessoal dele. Incentive-o a buscar hobbies, interesses e metas pessoais. Quanto mais ele se envolver em atividades que ama, mais confiante e realizado ele se sentirá, o que pode influenciar positivamente suas interações sociais.
    Também é importante lembrar que relacionamentos não podem ser apressados. Ele pode estar focado em outras áreas de sua vida no momento, como estudos ou carreira. É importante permitir que ele desenvolva relacionamentos no seu próprio ritmo.
    E, jamais hesite em oferecer ajuda profissional de uma psicóloga.Se você sentir que as preocupações dele estão afetando negativamente sua vida emocional e social, pode ser útil sugerir a possibilidade de procurar a terapia, para que ele se sinta acolhido e tenha oportunidade de explorar questões pessoais e desenvolver estratégias para lidar com qualquer ansiedade ou insegurança.
    Lembre-se de que, no final das contas, o objetivo é apoiar seu filho em sua jornada pessoal e emocional, independentemente das escolhas que ele faça em relação aos relacionamentos.
    Te aconselho a também buscar a terapia para ter mais apoio diário nestas e outras questões. Conte comigo!





    Te convidamos para uma consulta


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Telma Elisa da Silva Souza

    Sob o ponto de vista da TCC, não só não há problema em não refazer, como essa é justamente a forma terapêutica de enfraquecer o TOC. O que faz o transtorno se manter é o ciclo “ansiedade - ritual - alívio rápido”. Quando você escolhe não refazer, a ansiedade costuma subir por um tempo, mas depois cai sozinha, e o cérebro aprende que nada catastrófico acontece sem o ritual. É assim que a necessidade de checar/refazer vai perdendo força. O caminho mais seguro e eficiente é fazer isso de forma planejada e gradual. Em sessão, eu costumo montar com o paciente uma hierarquia: começamos por situações menos difíceis, combinamos o que será a exposição (por exemplo, deixar o ritual incompleto) e qual será a prevenção de resposta (não refazer, não pedir garantia, não “compensar”). Durante a exposição, você observa a ansiedade subir, pratica respiração e atenção plena para tolerar a incerteza sem ceder ao impulso, e espera até ela cair. Repetições consistentes ensinam o seu cérebro uma nova associação: “posso sentir desconforto e, ainda assim, ficar seguro sem o ritual”.


Perguntas frequentes

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