Perguntas do paciente (61)

  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta as relações interpessoais e o processo d

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta as relações interpessoais e o processo de socialização do paciente ao longo do desenvolvimento psicológico?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta o desenvolvimento psicológico ao transformar a desregulação afetiva em uma profunda disfunção interpessoal. Originada na infância pela combinação de vulnerabilidade biológica e ambientes familiares invalidantes, essa condição impede a formação de um apego seguro e de uma autoimagem estável. Sem ferramentas para modular o sofrimento interno, o indivíduo ingressa na adolescência e na vida adulta enfrentando um vazio crônico e uma grave difusão de identidade, o que torna sua percepção de si e dos outros extremamente fragmentada.
    ​Nas relações sociais, essa fragilidade manifesta-se em um medo desesperado do abandono e no uso do pensamento dicotômico, onde os vínculos oscilam abruptamente entre a idealização e a desvalorização. A hipervigilância a sinais de rejeição gera reações impulsivas ou explosivas que sobrecarregam parceiros e amigos, resultando em um ciclo de rupturas repetidas nas esferas amorosa, familiar e profissional. Embora o transtorno cause isolamento e sofrimento ao longo do ciclo vital, intervenções clínicas estruturadas e especializadas são capazes de quebrar esse padrão, permitindo o desenvolvimento da eficácia interpessoal e a construção de laços saudáveis. A Psicoterapia é altamente recomendada!


  • O que o terapeuta deve evitar ao lidar com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB

    O que o terapeuta deve evitar ao lidar com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O manejo clínico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige do psicoterapeuta uma postura que equilibre firmeza ética e flexibilidade empática, sendo crucial evitar a oscilação entre a rigidez punitiva e a perda de limites relacionais. O profissional jamais deve adotar uma postura puramente reativa diante das crises, das transferências intensas ou das tentativas de teste de vínculo comuns ao transtorno. Validar a dor do paciente é fundamental, mas o terapeuta deve evitar a armadilha de validar comportamentos disfuncionais ou baseados em distorções da realidade. A incapacidade de estabelecer regras claras sobre horários, comunicações fora de sessão e manejo de crises sobrecarrega o profissional e reforça o padrão de apego desorganizado do paciente, prejudicando o andamento do tratamento.
    ​Além disso, o especialista precisa evitar o isolamento clínico e o abandono de um modelo de tratamento estruturado. Atender pacientes com TPB sem o suporte de uma supervisão clínica regular e, idealmente, sem uma equipe de consulta terapêutica (como preconiza a Terapia Comportamental Dialética) aumenta drasticamente o risco de burnout e de respostas contra-transferenciais prejudiciais, como a raiva ou a superproteção. O terapeuta deve abster-se de atuar como o "salvador exclusivo" do paciente, compreendendo que o foco do processo não é resolver o sofrimento imediato a qualquer custo, mas sim instrumentalizar o indivíduo para que ele aprenda a modular a própria dor e construa, de forma autônoma, uma vida que valha a pena ser vivida.


  • Como manejar conflitos gerados por quebras de contrato (atrasos e faltas)?

    Como manejar conflitos gerados por quebras de contrato (atrasos e faltas)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O manejo de quebras de contrato no atendimento ao paciente borderline — como faltas, atrasos e inadimplência — exige que o terapeuta encare esses episódios não como mera insubordinação, mas como comportamentos interferentes na terapia e expressões diretas da desregulação do paciente. Para isso, o enquadre clínico deve ser estabelecido de forma explícita e contratual desde a primeira sessão. Quando os limites acordados são rompidos, o profissional deve adotar uma postura dialética: manter firmemente as consequências previstas (como a cobrança da sessão faltante e o término do atendimento no horário britânico em caso de atraso), enquanto valida o sofrimento e a intensidade do momento que o paciente atravessa.
    ​Ao invés de aplicar punições ou ignorar o ocorrido, o especialista deve utilizar a quebra de contrato como material clínico rico, realizando uma análise funcional do comportamento. É preciso investigar conjuntamente o que motivou o ato: se o sumiço foi uma esquiva emocional após um encontro difícil, se o atraso crônico reflete um teste inconsciente para avaliar a resiliência do vínculo, ou se a retenção do pagamento funciona como uma manifestação passivo-agressiva de insatisfação. Essa abordagem remove o tom de julgamento e transforma o erro em uma oportunidade prática para trabalhar a tolerância ao mal-estar e reassegurar a estabilidade da relação terapêutica.
    ​Por fim, o terapeuta deve monitorar atentamente suas próprias reações contratransferenciais para não agir com rigidez defensiva ou com uma flexibilidade excessiva que reforce o padrão disfuncional. Manter o protocolo de comunicação claro nos momentos de ausência impede que o paciente entre em uma espiral de vergonha e abandone o tratamento de vez. Sustentar os limites do setting com firmeza afetuosa ensina ao paciente que a relação é segura o suficiente para resistir às suas crises, servindo como um modelo crucial para que ele aprenda a desenvolver responsabilidade e eficácia em seus vínculos externos.


  • Sou uma pessoa muito estressada, principalmente quando as coisas não saem como eu quero. Gosto da mi

    Sou uma pessoa muito estressada, principalmente quando as coisas não saem como eu quero. Gosto da minha rotina e de fazer tudo do meu jeito. Não gosto de pedir ajuda ou de precisar de ajuda. Sei que não é legal esse meu jeito, pois acabo sendo grossa e estúpida com as pessoas que amo, desconto tudo nelas. E odeio ser assim. O que posso fazer para mudar isso, controlar as minhas emoções..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Quero que saiba que estou aqui para te apoiar. Reconhecer que precisa mudar, já é um belo passo! Tente olhar para o que está causando esse estresse e veja se consegue encontrar modos de lidar com isso, de aliviar a pressão. Conversar com as pessoas dos seus relacionamentos mais íntimos, também pode ser útil. Muitas vezes, elas estão mais dispostas a entender e ajudar, do que se imagina. Lembre-se que mudanças levam tempo e paciência. Se você sentir que precisa de ajuda profissional, não hesite em buscar um psicólogo que seja também, psicanalista. Assim, você poderá receber ferramentas para lidar com essa e outras questões. Desejo melhoras!


  • Tenho tido diariamente ataques de pânico e crises de ansiedade intensas e persistentes que já me aco

    Tenho tido diariamente ataques de pânico e crises de ansiedade intensas e persistentes que já me acompanham por alguns anos e ultimamente tem se intensificado bastante, me levando ao isolamento social, e me fazendo evitar constantemente toda e qualquer interação com outras pessoas, principalmente homens. Tenho me convencido cada vez mais de que a psicanálise poderia me auxiliar de maneira mais profunda a lidar com traumas e memórias intrusivas e repetitivas, já que busco um tratamento de resolução da dor psíquica e não apenas continuar insistindo em tratar apenas sintomas. O que esperar de uma análise psicanalítica e o que se é esperado da pessoa que será analisada? Como se preparar psicologicamente para que a análise seja proveitosa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    De fato, a psicanálise oferece um tratamento mais profundo que as abordagens da psicologia. Você tem razão! A propósito, a regra fundamental desse tratamento, é que o analisando diga ao analista, tudo o que vier à mente, na ocasião da sessão. Isso significa que não há necessidade de preparo prévio, como você sugeriu. Nada de ficar com filtros do tipo:
    - isso não vou dizer, pois talvez não tenha importância;
    - não tenho coragem de dizer aquilo. O que a analista vai pensar de mim?
    A regra da associação livre consiste em fazer com que o paciente fale, sem filtros. É como se as falas fosse um novelo de fios emaranhados e o analista, pacientemente, soltasse os nós. E como habilidoso crocheteiro, convidasse o analisando a fazer dos elementos de sua narrativa, pontos e laçadas, rumo à construção de uma peça de crochê inédita. Que pode ter o uso e a função que o analisando desejar!


  • Como eu escolho qual abordagem da psicologia que mais me ajudaria a me entender melhor, meus problem

    Como eu escolho qual abordagem da psicologia que mais me ajudaria a me entender melhor, meus problemas e traumas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Se alguém disser que a Psicanálise é uma abordagem da Psicologia, fuja imediatamente! Psicologia e Psicanálise são campos distintos do saber. É claro que muitas pessoas, assim como eu, podem ter as duas formações. Então o que recomendo é isso: que busque um profissional mais completo, para te atender melhor e mais profundamente. Desejo sorte e, desde já, coloco-me à sua disposição.


  • Oque é neurose obsessiva? É a mesma coisa que o toc ou são coisas distintas?

    Oque é neurose obsessiva? É a mesma coisa que o toc ou são coisas distintas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    É preciso atenção para o seguinte fato: se na Psicanálise se fala em Neurose Obsessiva e na Psicologia, de modo geral, se fala em TOC, isso não significa que são nomes diferentes para a mesma "coisa". Observa-se que o modo de fazer diagnóstico é distinto para esses dois campos do saber. A Clínica Psicanalítica é uma clínica da escuta, enquanto que a psicologia é uma clínica do olhar, por assim dizer. Nesse último caso, é como se o profissional ficasse em busca de "ver" quais sintomas do paciente se "encaixam" em categorias de manuais diagnósticos e assim, poder dizer que o paciente X é portador do transtorno Y, entende? A Psicanálise por sua vez, é diferente: ela não nasce de uma teoria. Ela nasce da clínica, vai para a teoria e retorna à experiência clínica, para verificação teórica. É o que há de mais ético! Nesse caso, o sujeito é escutado em profundidade e tomado para muito além de seus comportamentos, sintomas, diagnósticos, em uma palavra: ele é tratado como um sujeito em toda a sua complexidade. É um tratamento muito mais completo e profundo!


  • Olá. Em grande parte da minha vida minha aparência física me gerou e ainda gera um grande desconfort

    Olá. Em grande parte da minha vida minha aparência física me gerou e ainda gera um grande desconforto. Quais as consequências disso para minha saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    A autoimagem é um dos pilares da construção da autoestima, mas não é o único, sabia? Interessante seria se você buscasse um profissional que pudesse te conduzir no caminho da construção de uma autoestima saudável, para além da sua relação com o espelho, entende? Só assim, cuidando-se em sua totalidade, você vai poder parar de sofrer de verdade e gozar de uma vida mais leve, mais feliz e repleta de conquistas. Desejo muito boa sorte!


  • Ola. É possível uma pessoa odiar tudo nela e na sua trajetória de vida ?

    Ola. É possível uma pessoa odiar tudo nela e na sua trajetória de vida ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    A sua pergunta é curiosa. Faz-me pensar numa formulação do Psicanalista Lacan, para quem as paixões humanas são três: paixão pelo amor, pela ignorância e pelo ódio. A paixão pelo ódio está intimamente ligada à paixão pela ignorância. Desse modo, parece legítimo responder a sua pergunta, com outra, para sua reflexão: querer odiar-se não é o mesmo que odiar-se, ok? Ao menos não, de modo tão absoluto! Talvez o querer odiar-se em verdade, é um desejo inconsciente de ignorar ou esquecer alguns fatos da (sua) trajetória de vida. Fatos esses que talvez tenham sido dolorosos. Agora, é preciso ter cuidado: não é possível apagar a dor da (sua) trajetória. E mais ainda: é desnecessário. Então, não acredite em quem porventura, te prometer isso. E fique tranquila, se você ou a pessoa que acha que se odeia tanto assim, há bons profissionais que podem te levar a "elaborar" suas dores. E sabe o que é elaborar? É lembrar sem sentir dor. Desejo boa sorte!


  • Qual a melhor abordagem psicoterápica indicada para pessoas narcisistas? Seria um psicólogo especial

    Qual a melhor abordagem psicoterápica indicada para pessoas narcisistas? Seria um psicólogo especialista em TCC, ou em Psicanálise, ou Gestalt, ou algum outro? Qual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Em verdade, não há uma abordagem mais indicada que a outra, para o caso em questão. O mais importante é você respeitar as suas preferências. Se você se identifica mais com a Psicanálise, por exemplo, é um psicanalista que você deve buscar! Aliás, é preciso cuidado com diagnósticos feitos às pressas ou por pessoas não qualificadas. Sim! Está na moda falar em pessoas narcisistas. Não sei se é o seu caso ou não. Mas, cuidado: não custa lembrar que somos muito mais que um rótulo, por assim dizer. Recomendo que você busque um profissional que entenda isso e cuide de você, para além de diagnósticos e sintomas. Desejo boa sorte!


  • Olá, É possível em uma consulta fazer uma espécie de ''check-up'' ou algo parecido, com o objetiv

    Olá,

    É possível em uma consulta fazer uma espécie de ''check-up'' ou algo parecido, com o objetivo de diagnosticar se tenho algo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O diagnóstico em psicanálise é muito diferente do diagnóstico feito pela medicina. Você pode ir ao médico pra saber se tem algo, ou seja, uma doença (como você sugeriu). No caso da psicanálise, o diagnóstico serve mais para o analista do que para o analisando, entende? Vou ser mais específica: o diagnóstico é fundamental para que o analista conduza o tratamento do analisante, ou seja, do paciente. Esse tratamento, ou melhor, esse processo de análise, não tem relação com doenças propriamente ditas, como no campo da medicina. É claro que nos dois casos, a pessoa deseja parar de sofrer. Entretanto, quando se busca um médico, a pessoa deseja voltar a ser como antes. Antes de desenvolver diabetes, por exemplo. No caso da Psicanálise ou da Psicologia, isso é impossível. Só é possível parar de sofrer no campo em questão, com transformações pessoais, que são muito mais importantes que receber um mero diagnóstico. Deixo essa mensagem com o intuito de promover em você, uma reflexão. Espero que seja útil! Sorte!


  • Uma pessoa com TAB se arrepende imediatamente das coisas que faz? Por um exemplo ter uma relação sex

    Uma pessoa com TAB se arrepende imediatamente das coisas que faz? Por um exemplo ter uma relação sexual e logo após o orgasmo ter disforia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Observa-se que qualquer pessoa está sujeita a se arrepender de alguns comportamentos, independente de diagnóstico. Aliás, as pessoas são muito mais que um diagnóstico! Isso significa que os portadores de TAB são diferentes entre si, por um lado e, por outro, que eles não se limitam aos sintomas de depressão ou mania/hipomania, entende?
    Não sei se você que levanta essa questão é homem ou mulher, mas é comum ouvir de mulheres, o relato de que caíram no choro logo após o orgasmo e que isso não teve nada a ver com arrependimento. É algo da ordem da experiência do feminino. Algo que só a Psicanálise Lacaniana consegue explicar. Se tiver interesse em saber mais a respeito, pode me perguntar.


  • O portador do toc pode desenvolver esquizofrenia? Tenho medo de ficar esquizofrenica

    O portador do toc pode desenvolver esquizofrenia?
    Tenho medo de ficar esquizofrenica

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e a esquizofrenia são condições distintas. Para a clínica psicanalítica, os sintomas ligados ao que se convencionou chamar de TOC estão mais para o campo da neurose e a esquizofrenia, para o campo da psicose. O que significa dizer que uma pessoa ou é neurótica ou psicótica. Observa-se que um esquizofrênico pode por exemplo, apresentar mania de limpeza, entretanto, esse não é um sintoma característico dessa condição, como por exemplo: alucinações, delírios, discurso incoerente, isolamento social etc. Ter sintomas ligados ao TOC, portanto, não significa o início de evolução de uma condição tão distinta, como a esquizofrenia. Ficou claro?


  • É normal se sentir uma pessoa que não ama? Atualmente tenho 22 anos e até hoje nunca me interessei

    É normal se sentir uma pessoa que não ama?
    Atualmente tenho 22 anos e até hoje nunca me interessei romanticamente por alguém, mas sempre fingia que sim para me encaixar.
    Moro longe da minha família e amigos de infância e às vezes me julgo por não sentir saudades ou não me importar em manter contato.
    Não me importo em estar sozinha, em não fazer amizades em ocasiões novas ou interagir; mas me considero uma pessoa bem afetuosa com pessoas que possuem consideração por mim. Contudo, sinto outras emoções com mais facilidade (percebo que principalmente as negativas), tais como tristeza, frustração, culpa, raiva. Isso pode estar associado à depressão e ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Sua questão dá margem à infinitas reflexões e elucubrações. Assim, muitos psicólogos vão respondê-la das mais diferentes formas e apontar, talvez, caminhos distintos para você. Mas, a questão que surge é: todas essas especulações a respeito do que você expôs, vão de fato te ajudar, ou deixá-la ainda mais confusa? Ora, a sua preocupação inicial parece estar ligada à normalidade (termo que você usa), que é um conceito estatístico, ou seja, diz respeito à comportamentos esperados dentro de determinados contextos. Eu particularmente acho mais prudente te responder com outra pergunta: você deseja saber se você se encaixa em algum padrão de normalidade ou sua questão está mais ligada a algum sofrimento e como deixar de sofrer? Confesso que fiquei intrigada sobre o que te faz sofrer, de fato! Caso minhas considerações tenham feito sentido para você, fica o convite para entrar em contato comigo. Terei prazer em oferecer acolhimento e escuta profissional!


  • Eu posso ficar deprimida até o fim da minha vida? Ultimamente me sinto muito culpada por imaginar i

    Eu posso ficar deprimida até o fim da minha vida?
    Ultimamente me sinto muito culpada por imaginar isso, pois julgo que não estou me esforçando o suficiente.
    Com as medicações não tenho crises de choro o tempo todo ou pensamentos sobre a morte, mas também não sinto como se estivesse melhor. Me sinto apática sobre mim, as pessoas ao meu redor e não imagino nenhum futuro para mim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Em seu relato você não menciona que está investindo em psicoterapia ou psicanálise. Já foi comprovado que para casos de depressão grave, é preciso investir em tratamento com psicólogo/psicanalista e psiquiatra. É que só medicação não resolve. Eu sinto muito, mesmo, por seu sofrimento e desejo que busque um tratamento mais completo, com profissionais qualificados, para ter mais qualidade de vida.


  • Sonhos são excessos de pensamentos? Ter sonhos que causam ansiedade no indivíduo. O que são?

    Sonhos são excessos de pensamentos?

    Ter sonhos que causam ansiedade no indivíduo. O que são?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O sonho é uma formação do inconsciente, que assim como os sintomas, atos falhos e chistes, pode revelar desejo (algo diferente de vontade). Digo podem, pois os sonhos de angústia são de outra ordem. Ora, por quê o sonho, mais do que as outras formações inconscientes citadas acima, são mais diretos nessa revelação de desejo? Pois eles funcionam como a exibição de um filme, portanto, só não vê (entende) quem não quer, certo? Errado. É claro que os sonhos não são tão óbvios, assim. Muitas vezes, eles se apresentam confusos, aparentemente sem sentido, com "mensagens" cifradas, tudo isso para proteger o eu (ego) de uma revelação mais direta do desejo inconsciente. Um sonho pode levar à ansiedade ou até mesmo a angústia, dependendo do conteúdo? Sim. E é sabido, com a psicanálise, que a angústia é o único afeto que não engana. Mas, às vezes, "esgana", ou seja, dá aquele aperto no peito e na garganta, quase uma sensação de morte. Mais forte que a ansiedade, em si. Se você está em sofrimento e não sabe sequer nomear o seu sofrimento, talvez possa buscar um psicanalista, para trabalhar essas questões e te ajudar a conquistar mais qualidade de vida. Desejo saúde e sorte!


  • Boa noite! Qual é o problema da superinterpretração dos sonhos?

    Boa noite! Qual é o problema da superinterpretração dos sonhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Vou direto ao ponto, ok? O sonho por si só, já é uma interpretação! Trata-se de uma formação do inconsciente, que assim como os sintomas, atos falhos e chistes, pode revelar desejo (algo diferente de vontade). Digo podem, pois os sonhos de angústia são de outra ordem. Ora, por quê o sonho, mais do que as outras formações inconscientes citadas acima, são mais diretos nessa revelação de desejo? Pois eles funcionam como a exibição de um filme, portanto, só não vê (entende) quem não quer, certo? Claro que não é tão óbvio assim! Os sonhos muitas vezes se nos apresentam confusos e sem sentido, com mensagens cifradas, justamente para defender o eu (ego) da ameaça que o reconhecimento direto do desejo, poderia causar. Então, talvez você esteja super interpretando os seus sonhos, com o intuito de se proteger conteúdos supostamente ameaçadores. É claro que a defesa é importante até certo ponto, mas quando se torna excessiva, pode lhe trazer muito mais prejuízos que benefícios. Perca o medo do seu inconsciente! É verdade que ele pode "jogar" contra você, mas se você buscar um bom analista, você vai ver o quanto ele pode "jogar" a seu favor. Recomendo uma analista Lacaniana, que é o meu caso. Para mim, será uma honra poder te atender!
    Fico à disposição!



  • Oi tenho uma filha de 4 anos nao consigo tira ela do peito o que eu posso fazer pra ela para de mama

    Oi tenho uma filha de 4 anos nao consigo tira ela do peito o que eu posso fazer pra ela para de mama?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    É sabido, desde Freud, que a relação mãe e filha é muito mais complexa do que a relação mãe e filho. Justifica-se falar-se numa relação pré-edípica da menina com a mãe, de um teor e significado inexistente no menino. O que dá o tom dessa relação pré-edípica é que ela terá enorme peso na dificuldade que a filha desenvolverá de se separar da mãe um dia e seguir seu próprio destino de mulher. Essa dificuldade de separação que é uma regra para todas as mulheres, pode ser acentuada, quanto mais a mãe também apresenta dificuldades em relação a essa separação. Assim, do alto dos meus 22 anos de formação e prática clínica, o que recomendo é que antes de buscar um profissional de saúde para a sua filha, você busque um psicanalista qualificado para ajudar-lhe com essa tão necessária separação. Desejo sorte!


  • Olá, queria saber o motivo de encontrar conforto em personagens fictícios, a maioria deles melancóli

    Olá, queria saber o motivo de encontrar conforto em personagens fictícios, a maioria deles melancólicos e tristes.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Pessoas que encontram conforto em personagens tristes e melancólicos, podem estar identificando-se com emoções e experiências retratadas por esses personagens. A tristeza e a melancolia são sentimentos universais e muitas pessoas podem sentir-se compreendidas ou validadas ao verem essas emoções serem retratadas de forma autêntica na ficção. Além disso, a exposição a nuances distintas de tristeza, pode funcionar como uma catarse, permitindo-lhes vivenciar e processar suas emoções por meio da identificação com os personagens. Também é possível que encontrem beleza na profundidade emocional e na complexidade dos personagens, o que pode ser reconfortante de um modo peculiar. Encontrar ressonância emocional em personagens melancólicos pode ser ainda um sinal de que o mundo ainda é real, para além da artificialidade das redes sociais que estão sempre a vender a falsa imagem de vidas onde a tristeza não existe.


  • Boa tarde, estou a procura de uma informação importante! Qual a função do pensamento?

    Boa tarde, estou a procura de uma informação importante! Qual a função do pensamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    As funções são as mais diversas:
    - planejar ações
    - interpretar fatos
    - resolver problemas
    - imaginar
    - tomar decisões
    - raciocinar
    - compreender o mundo "externo" e "interno"
    - criar
    Aliás, adoro essa frase atribuída a Einstein: "a criatividade é a inteligência se divertindo". Espero que possa se divertir com alguns de seus pensamentos e se sinta estilulado(a) a criar uma realidade mais leve e feliz pra você. A psicanálise pode te ajudar com isso, a propósito. Invista!


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.