Perguntas do paciente (61)

  • Boa noite.. Perdi meu marido ha 1 mes,ainda me sinto vazia,uma solidão muito grande,tristeza grande

    Boa noite..
    Perdi meu marido ha 1 mes,ainda me sinto vazia,uma solidão muito grande,tristeza grande..
    Gostaria de saber se isso é normal,essa tristeza enorme,desanimo total,mesmo ja fazendo um mes :(

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Perder um cônjuge é uma das experiências mais dolorosas que alguém pode enfrentar. E se existe um modo de te apoiar nesse sentido, é dizer que um mês não é um período longo para lidar com a dor dessa perda, ao contrário. É natural que esses sentimentos intensos surjam nesse período, em que você tenta se ajustar à nova realidade, sem a presença da pessoa amada. Observa-se que o luto é um processo complexo e não existe tempo "normal" para passar por ele. Entretanto, o luto pode trazer à tona, sentimentos confusos e ter algum profissional de saúde mental, para te ajudar na elaboração desses sentimentos, pode ser muito benéfico. Um psicólogo pode desenvolver estratégias para lidar com a dor, com a solidão, com as emoções, enquanto você atravessa essa fase difícil. Lembre-se que o luto é um trabalho psíquico que pode ser melhor realizado, com o apoio de um profissional de saúde mental. Coloco-me à sua disposição e desde já, receba meu abraço!


  • Tenho 17 anos e fui diagnósticada com depressão, estou tomando sertralina a uns meses, senti melhora

    Tenho 17 anos e fui diagnósticada com depressão, estou tomando sertralina a uns meses, senti melhora em questão a falta de ânimo, mas minha ansiedade piorou e quando falei com minha psiquiatra ela aumentou a dose de sertralina, no início funcionou mas agr estou pior. Me sinto muito confusa com tudo, indecisa e tenho quadro familiar depressivo, ou estou muito bem ou estou péssima, não durmo bem, tenho necessidade de atenção e aprovacão de outras pessoas, posso ter algum transtorno de personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Ao ler seu texto, uma hipótese diagnóstica me ocorreu. Mas, eu precisaria de mais elementos para confirmar essa hipótese. Elementos que seriam recolhidos através de algumas sessões previamente agendadas. Desde já, coloco-me à sua disposição. Um abraço!



  • Me sinto menos interessada por tudo, conversas, pessoa, jogos que eu gostava, como se essas coisas t

    Me sinto menos interessada por tudo, conversas, pessoa, jogos que eu gostava, como se essas coisas tivessem perdido o brilho.. tenho medo de ficar assim pra sempre, isso passa??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Não sei há quanto tempo o seu interesse pelas coisas que gostava, diminuiu. Mas, pelo modo que você relata, é possível supor que você já precisa de ajuda profissional para resolver essa situação, antes que ela se agrave ainda mais. Se posso fazer uma sugestão, é a seguinte: não adie mais essa busca. Agende o quanto antes, uma sessão com um psicanalista. Fico à sua disposição.


  • Eu e a minha companheira estamos casadas faz 5 anos, esse último ano deixamos as coisas entrarem na

    Eu e a minha companheira estamos casadas faz 5 anos, esse último ano deixamos as coisas entrarem na rotina e nos desconectamos emocionalmente e afetivamente (Ignoramos a manutenção do nosso casamento). Acabei me envolvendo emocionalmente com um homem e a traí, tive um grande arrependimento das minhas escolhas e afastei ele da minha vida, porém ela descobriu. Estamos separadas há 2 meses, ela está decidida em manter a separação pois eu não a amei o suficiente para trocá-la por alguém desconhecido, mas nunca deixei de amar ela.
    Tenho desejo de reconquistar nossa família, reconquistar a sua confiança e admiração (Temos um filho de 4 anos)
    Propus tentarmos uma terapia de casal, porém ela não quis.
    Quando o outro está decidido, devemos deixar ir? Como me desprender da esperança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Que situação delicada e dolorosa! A descoberta da traição no casamento pode criar feridas profundas e é compreensível que sua esposa tenha escolhido se "separar". Entendo que você esteja sentindo-se perdido nesse momento. Mas, propor terapia de casal, foi uma atitude positiva de sua parte, principalmente se você estiver, de fato, disposto a buscar soluções para resolver soluções-problema. Mas, atenção: é importante respeitar a decisão de "tempo" e "espaço" da sua esposa. Afinal, cada pessoa lida com a dor de maneira diferente e pode ser que ela não esteja preparada para lidar com a dor dessa traição, agora. Amar alguém é um sentimento poderoso, mas é preciso considerar o que é melhor para todos os envolvidos e não apenas o que é melhor para você. Melhor inclusive para o filho de vocês. Por vezes, deixar ir, é a decisão mais amorosa que você pode tomar. Mas, se você acredita que há uma chance de reconstruir seu relacionamento, siga expressando seu amor e disposição para mudar, mas esteja preparado para aceitar a decisão dela, ainda que seja pela separação. Considere buscar ajuda profissional para você sozinho. O fato de ela não aceitar fazer terapia de casal, não significa que você não possa investir em um tratamento individual. Isso vai te ajudar a entender melhor seu passado e seu presente e traçar novas estratégias e projetos para o futuro. O caminho que se desenrola à sua frente, pode ser desafiador, mas também pode levar a novas oportunidades de crescimento pessoal e familiar. E para terminar: investir em seu tratamento individual pode refletir muito positivamente na educação de seu filho e no relacionamento de vocês, que pode ser cada vez mais saudável e pleno de realizações. Conte comigo nessa
    sua jornada desafiadora!


  • Quando tenho um dia agitado, em meio à muitas pessoas, quando me deito para dormir, começo a escutar

    Quando tenho um dia agitado, em meio à muitas pessoas, quando me deito para dormir, começo a escutar várias vozes.
    Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    A pergunta mais importante a ser feita é: você está em sofrimento psíquico? Se a resposta for afirmativa, então, busque um profissional de saúde mental qualificado para cuidar de você.


  • Tenho 45 anos e um filho de 2 anos e 4 meses.Tem quase um ano que estou perdendo a vontade de fazer

    Tenho 45 anos e um filho de 2 anos e 4 meses.Tem quase um ano que estou perdendo a vontade de fazer sexo com meu esposo e de uns quase três meses para cá,estou sem vontade nenhuma e nem consigo sentir prazer.Para mim,tem se tornado um verdadeiro fardo ter que fazer sexo para agradar marido.Tenho passado por um turbilhão de problemas de uns tempos para cá.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Sinto muito que esteja passando por esse sofrimento! O seu relato é um pedido de ajuda, que no entanto, não pode ser oferecido através de simples palavras escritas em uma plataforma, ainda que essas palavras sejam redigidas por um profissional de saúde mental, entende? Quero dizer com isso que você precisa de fato, se implicar em um tratamento com um profissional qualificado, que certamente não vai te escrever qualquer coisa. Enfim, o melhor que posso te oferecer, por aqui, é a seguinte sugestão: invista em sua saúde mental, com a ajuda de profissional especializado. Desejo melhoras!


  • Eu estou muito mal estou estressada chorona pq será nada pra mim tá bom .tudo perdeu a graça e a cor

    Eu estou muito mal estou estressada chorona pq será nada pra mim tá bom .tudo perdeu a graça e a cor não estou nem ai pra nada só quero ficar na cama.porque está acontecendo isso comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Sinto muito que esteja passando por esse sofrimento! O seu relato é um pedido de ajuda, que no entanto, não pode ser oferecido através de simples palavras escritas em uma plataforma, ainda que essas palavras sejam redigidas por um profissional de saúde mental, entende? Quero dizer com isso que você precisa de fato, se implicar em um tratamento com um profissional qualificado, que certamente não vai te escrever qualquer coisa. Enfim, o melhor que posso te oferecer, por aqui, é a seguinte sugestão: invista em sua saúde mental, com a ajuda de profissional especializado. Desejo melhoras!


  • Tenho o costume de ficar andando enquanto penso, é quase incontrolável e nem me dou conta. Isso vem

    Tenho o costume de ficar andando enquanto penso, é quase incontrolável e nem me dou conta. Isso vem incomodando as pessoas do meu cotidiano. Certa vez estava andando na rua e entrei em um devaneio profundo. Estava tão concentrada que quando me dei conta estava no meio da rua, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Normalidade é um conceito que tem mais relação com o campo da estatística, do que propriamente com a área da saúde mental. E é nisso que você deve investir: em saúde mental! Essa situação que você relata, mostra que sua segurança e integridade física foi colocada em risco. Então, buscar por um psicanalista deve ser sua questão mais urgente. Não adie mais uma consulta. Desde já, coloco-me à sua disposição!


  • É possível existir um adolescente com traços de frieza emocional? Como timidez, distanciamento socia

    É possível existir um adolescente com traços de frieza emocional? Como timidez, distanciamento social, dificuldade em demonstrar afeto/emoção, ser introvertido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Resposta direta: sim.


  • Meu marido tem 63 anos diagnóstico de esquizofrenia,eu não to sabendo lidar com isso,hoje ele age co

    Meu marido tem 63 anos diagnóstico de esquizofrenia,eu não to sabendo lidar com isso,hoje ele age como meu pai eu sofro muito. Devo buscar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Antes de mais nada, me solidarizo com o seu sofrimento. É fundamental que seu marido esteja sob cuidados especializados. Mas, você também precisa de um espaço seguro e acolhedor, para receber informações acerca desse transtorno, como estimular o autocuidado e equilíbrio emocional, o que pode fortalecer o relacionamento do casal, promovendo um ambiente de fortalecimento mútuo etc.Observa-se que é fundamental que você busque um profissional especializado. Se precisar, estarei à sua disposição.


  • Sou diagnosticada TAB, ainda sem tipo. Tive apenas um episódio de mania, porém estava com muita me

    Sou diagnosticada TRanstorno bipolar ainda sem tipo.
    Tive apenas um episódio de mania, porém estava com muita medicação, como foi no início das consultas, é possível que a medicação tenha gerado
    a mania, tudo que inclui nela e eu não seja bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    É compreensível que você esteja sentindo-se assim: com dúvidas e sentimentos diversos. Se você sente que o diagnóstico foi feito de modo apressado, tens todo o direito de comunicar essa questão ao profissional de Saúde Mental que o formulou. Uma comunicação franca e aberta, aliás é fundamental para o estabelecimento de uma boa relação terapêutica. Você pode e deve solicitar, de forma respeitosa, os critérios utilizados para chegar a tal hipótese diagnóstica e ir um pouco além: questionar sobre que tempo em média pode levar para que essa hipótese seja confirmada ou não. Seja como for, mais do que informações técnicas você precisa de tratamento, de acolhimento. Se não tiver se sentido segura quanto as informações e, principalmente, se não tiver se sentido bem acolhida, busque um profissional que seja mais humano e qualificado. Desejo que saiba escolher bem. Cuide-se!


  • A Síndrome de Boderline pode ser o gatilho para o surgimento de uma Esquizofrenia?

    A Síndrome de Boderline pode ser o gatilho para o surgimento de uma Esquizofrenia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Não. O transtorno de personalidade boderline (TPB) não é gatilho para esquizofrenia. São condições distintas, com causas e características diferentes.


  • Boa tarde, há um tempo fui diagnosticado com distimia, também convivo com toc há muitos anos. Após v

    Boa tarde, há um tempo fui diagnosticado com distimia, também convivo com toc há muitos anos. Após vários anos tomando antidepressivos, tive que parar definitivamente por motivos de saúde, gostaria de perguntar sobre a possbilidade de tratamento através apenas de terapia e quaisquer adaptações de estilo de vida. É possível um prognóstico positivo no tratamento da distimia sem antidepressivos?
    Muito obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Pessoas que sofrem com distimia (atualmente chamada de transtorno depressivo persistente) podem ter um bom prognóstico para essa condição, sem o uso de medicação, mas isso depende de vários fatores individuais. Lembrando que trata-se de uma condição crônica que exige tempo e trabalho para ser gerenciada. De que tipos de trabalho se trata aqui? Vou citar três:
    1) Psicoterapia: tratamento que ajuda a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com seus sintomas e conquistar mais saúde e qualidade de vida.
    2) Rede de apoio: ter suporte social de amigos, familiares, colegas de trabalho e demais, pode ajudar a evitar o isolamento que é sabido, piora o quadro de distimia.
    3) Mudança do estilo de vida: cuidar da qualidade do sono, de manter a prática regular de atividade física e adotar uma alimentação saudável e balanceada, causam impacto muito positivo para a saúde. Observa-se que mudar estilo de vida é difícil pois trata-se de mudar comportamento. Aliás, essas mudanças muitas vezes só acontecem, com a interferência de um psicólogo, profissional especialista em comportamento. Mas, é preciso buscar um psicólogo que respeite seus limites e potencialidades e não estabeleça metas irreais à seus pacientes. A propósito, fica uma dica: seja paciente consigo mesmo e mais que isso: seja gentil e celebre todas as suas conquistas, por menor que possam parecer. E por último: seja cuidadoso na hora de escolher seu psicólogo. Sua saúde mental é seu bem mais precioso!


  • Uma pessoa com transtorno bipolar que seja funcional e devidamente tratado, exerça uma profissão (en

    Uma pessoa com transtorno bipolar que seja funcional e devidamente tratado, exerça uma profissão (ensino superior) poderia se tornar psicanalista ou psicólogo ou a sua patologia o impediria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Adorei a sua pergunta! Você não imagina a quantidade de profissionais de Saúde Mental que tem Transtorno Afetivo Bipolar e são ótimos clínicos! Tem uma psiquiatra que é professora da USP e fala abertamente sobre o seu diagnóstico. Mas, sabe por quê muitos profissionais não expõe essas questões? Porque infelizmente a sociedade ainda é muito preconceituosa. Muitos têm medo de perder pacientes e o respeito de outros profissionais. Mas, aos poucos isso vai se transformando. Seja como for, minha ideia é incentivar você a estudar sim e dedicar-se ao máximo em sua formação que deve ir além da teoria, ao incluir análise pessoal, supervisão de casos clínicos e também, o combate à desinformação e estigmas. Sim! O T.A.B. ainda é carregado de muito preconceito, inclusive por parte de profissionais de saúde. Desses, aliás, você deve fugir! Se precisar de mais alguma ajuda, não hesite em me chamar. Quero poder te ajudar!


  • Como conviver com um esquizofrenico extremamente negativo delirante e intimidador....por vezes agres

    Como conviver com um esquizofrenico extremamente negativo delirante e intimidador....por vezes agressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Lidar com uma pessoa com essa condição, pode ser muito desafiador. Principalmente se essa pessoa não estiver em tratamento. Seguem algumas orientações, como solicitado:
    1) Estabeleça limites claros: isso pode favorecer o seu bem-estar. Comunique sobre o que é aceitável ou não, para você. Faça isso de maneira calma e respeitosa.
    2) Mantenha a calma: por mais difícil que seja manter a tranquilidade em momentos de crise, essa é a atitude mais inteligente a ser tomada. Sim! Pois a sua tranquilidade pode ajudar a desescalar a crise e criar um ambiente mais seguro.
    3) Busque entender a condição: saber um pouco mais sobre a esquizofrenia pode ajudar a compreender o comportamento da pessoa. Isso pode te fornecer uma perspectiva mais empática e facilitar a convivência.
    4) Evite confrontos diretos: se a pessoa estiver agressiva, o ideal é evitar o confronto direto. Desafiá-la não ajuda. Tente redirecionar para algo neutro, se possível. Senão for possível e houver indicação de que a agressividade possa ficar fora de controle, saia da situação. É sempre bom pensar na prevenção de problemas maiores.
    5) Foque na comunicação não-violenta: não reaja de forma emocional. Evite acusações ou julgamentos. Você pode falar sobre seus sentimentos, mas sem atacar a outra pessoa. Dizer para a pessoa que você entende que ele está sofrendo, mas reconhecer que para você também é difícil lidar com a situação-problema, por exemplo, pode ajudar a "desescalar" a crise. Sugiro que leia sobre a temática da comunicação não-violenta. É "pura" inteligência emocional.
    6) Incentive o tratamento: apoiar a pessoa na busca e manutenção do tratamento psicológico e psiquiátrico, pode ajudar muito no manejo dessa condição. Se a pessoa precisar de companhia para ir até um consultório ou clínica, mostre-se disponível, se possível.
    7) Cuide de si mesmo: quem convive ou cuida de uma pessoa com esquizofrenia pode ficar com a saúde mental comprometida. Não espere ficar mal para pedir ajuda profissional. E claro, existem outros modos de investir em sua saúde mental. Sono de qualidade, atividades físicas e outras, das quais você gosta e te façam bem. Espero ter ajudado!


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Sua pergunta é interessante e merece algumas pontuações. Vamos à elas:
    1) Nem todos que têm ou estão com a autoestima baixa, estão vivenciando um quadro de depressão;
    2) Vivenciar um quadro depressivo pode levar a um rebaixamento da autoestima, sim. Entretanto, fazer algo para elevar a autoestima, sem dúvidas, não é tratamento para depressão;
    3) Depressão é uma doença séria e deve ser avaliada por profissional de saúde mental capacitado, que saiba inclusive, diferenciar depressão unipolar, de bipolar. Sem essa diferenciação, o tratamento pode ser desastroso!
    4) Autoestima baixa por sua vez, não é doença. Ela diz respeito ao resultado da avaliação que você faz de si mesmo e inclui vários pilares, que vão além da autoimagem.
    5) Ora, existem vários modos de aprender a construir uma autoestima mais saudável. E uma delas, é sem dúvida, através da psicoterapia ou da psicanálise.
    6) Cuidado com quem te oferece dicas superficiais de como elevar sua autoestima! Sem querer, você pode estar se enganando.
    7) Minha dica é: procure um profissional de Saúde Mental que saiba que a autoestima saudável não se constrói do dia para a noite e que tenha as técnicas e ferramentas adequadas para te ajudar nessa construção.
    Fico à disposição para maiores esclarecimentos, se precisar. Desde já, desejo saúde e sorte!


  • E verdade que a esquizofrenia com passar dos anos a pessoa vai ficando boba?

    E verdade que a esquizofrenia com passar dos anos a pessoa vai ficando boba?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    O tratamento para a esquizofrenia geralmente consiste em administração de medicações anti-psicóticas e psicoterapia. A maioria das pessoas com essa condição, responde bem ao tratamento. Muitas delas, aliás, conseguem levar uma vida funcional e significativa. A intervenção precoce e suporte contínuo ajudam no gerenciamento de crises e sintomas. Ter uma rede de apoio de familiares e amigos, que realmente se preparam para oferecer impacto positivo na vida de quem sofre com essa condição é fundamental. E preparar-se significa combater os estigmas e a desinformação. É preciso evitar simplificações e generalizações como essa. Esquizofrenia nunca foi e nunca será sinônimo de idiotia. Sugiro que estude mais sobre o tema. Se precisar de mais ajuda para aprofundar a questão, pode contar comigo. Fico à disposição!


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Gostei da sua pergunta! Você não parece se questionar se precisa ou não de psicoterapia ou de psicanálise. Vai além disso: mostra que tem interesse! Senão, não perguntaria se é possível obter benefícios desse trabalho, certo? Garanto à você, que poderá sim, obter muitos bons resultados. Mas, com uma condição a mais: que encontre o profissional mais qualificado para te conduzir no trabalho do inconsciente. Afinal, motivado você já parece estar. Desejo muito boa sorte e deixo aqui, uma frase que aprendi com Freud e Lacan: "o inconsciente não tem idade". Feliz 2024!


  • Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na m

    Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na minha vida ultimamente,porém apaixonei pela minha terapeuta e não tenho coragem nenhuma de falar para ela. O que eu devo fazer? Mudar de terapeuta? preciso de uma ajuda!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    A vulnerabilidade que você demonstra com sua pergunta, certamente está provocando desconforto em você, para dizer o mínimo. Aliás, esse mal-estar pode ganhar maiores proporções, caso você pense, como a maioria das pessoas, que vulnerabilidade seja sinônimo de fraqueza. Afirmo que não é! É uma condição inerente ao ser humano e ao sentir. Sentir é estar vulnerável. Mas, calma: não estou dizendo que você deva ou não se apaixonar por sua terapeuta. Nem tampouco, que deva dar crédito demais para esse pensamento "estou apaixonado por minha terapeuta". O "amor" pelo terapeuta, chamado por Freud de transferência, é um amor que se dirige ao saber. Explico: é como se você amasse não a pessoa da terapeuta (que provavelmente você sabe pouco ou quase nada a respeito), mas o sujeito-suposto-saber (ou seja, o profissional). Aquele que sabe como fazer para desvencilhar você de seus sintomas e sofrimentos. Não sei se isso que falei, fez sentido para você ou não. O que estou tentando fazer, em verdade, é estimular a sua coragem em falar com sua terapeuta atual. Talvez você possa começar dizendo algo como: "preciso dizer algo, mas estou com vergonha". Assuma essa vergonha. Será um grande ato de coragem! E por último, se sua terapeuta não souber lidar com a questão de modo ético e eficaz, aí sim, você deve procurar outro profissional. Quem sabe um psicanalista? Boa sorte e cuide-se bem!


  • Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Valéria Rezende

    Lidar com o Transtorno Afetivo Bipolar é algo bastante desafiador e é compreensível que você esteja buscando formas de sentir-se melhor. É importante lembrar que esse transtorno é crônico, ou seja, não tem cura. A boa notícia é que se você buscar pelo tratamento adequado e assim, viver uma vida mais satisfatória e plena. O primeiro passo em busca dessa jornada é buscar um psiquiatra que possa ajustar sua medicação, se necessário, enquanto o psicólogo pode oferecer, modos de você identificar gatilhos emocionais que pioram sua condição, para evitá-la e claro, te ajudar no enfrentamento dessa condição, de modo mais geral. Citei dois dos muitos benefícios que você pode alcançar com a ajuda de um psicólogo qualificado. Além disso, considere implementar algumas mudanças em seu estilo de vida, como manter rotina regular de sono de qualidade, prática regular de atividades físicas e claro, a adoção de uma alimentação saudável e equilibrada. Outra estratégia útil é cultivar conexões sociais. O isolamento social piora o quadro depressivo, como é sabido. Enfim, todas essas dicas podem ter impacto muito positivo em sua saúde mental. Por fim, lembre-se de ser gentil consigo mesmo. A jornada para a recuperação pode ter altos e baixos e é normal sentir-se frustrado às vezes. Assim, reconhecer as pequenas conquistas ao longo do caminho e celebrá-las é fundamental para manter a motivação. Se precisar explorar mais o assunto ou tiver outras perguntas, saiba que fico à disposição!


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