Perguntas do paciente (37)
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! Entendo como isso pode ser assustador, principalmente porque você vinha se sentindo bem e percebeu uma mudança tão repentina nos últimos dias.
O retorno da angústia, da aceleração do coração, da dor de cabeça e dessa sensação de “entalo” merece ser olhado com atenção, mas não significa necessariamente que todo o tratamento tenha deixado de funcionar. Ansiedade pode voltar mesmo durante um tratamento que vinha trazendo bons resultados, e também é importante investigar se houve alguma mudança recente, como aumento de estresse, sono, rotina, alimentação ou até alguma alteração no uso da medicação.
Como você está usando venlafaxina há 6 meses, eu recomendo que entre em contato com o médico que prescreveu a medicação e relate exatamente o que está acontecendo. Não aumente, reduza ou suspenda a venlafaxina por conta própria, porque mudanças na dose ou interrupção podem provocar sintomas de retirada e piora da ansiedade.
Enquanto isso, quando perceber a crise chegando, tente não lutar contra a sensação. Sente-se em um lugar tranquilo, faça uma respiração mais lenta, soltando o ar de maneira prolongada, e procure lembrar: “Meu corpo está reagindo à ansiedade; eu não preciso resolver tudo nesse momento.”
E gostaria de observar uma coisa com você: o que estava acontecendo na sua vida nos dias que antecederam o retorno dessas crises? Às vezes, o corpo começa a sinalizar antes mesmo de conseguirmos perceber o que nos sobrecarregou. Além de conversar com o médico que acompanha sua medicação, a psicoterapia também pode ser uma aliada nesse momento. A medicação pode ajudar a reduzir os sintomas, enquanto a terapia pode nos ajudar a compreender o que está acontecendo, identificar possíveis gatilhos e construir maneiras de lidar com essas crises. Se você sentir que faz sentido, podemos conversar sobre isso.
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece que você está passando por um sofrimento importante, e sim, acredito que procurar ajuda psicológica seja um passo muito importante neste momento.
Essa sensação de vazio, a dificuldade de se conectar com momentos que foram felizes, a falta de vontade, a angústia em relação ao futuro e, principalmente, os pensamentos de “acabar com tudo” não precisam ser enfrentados sozinho.
A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para você compreender melhor essas experiências, colocar em palavras o que está acontecendo e construir, junto com um profissional, outras possibilidades para lidar com esse momento.
Como você mencionou pensamentos de acabar com tudo, quero destacar algo importante: se esses pensamentos estiverem ficando mais frequentes, se você sentir que pode fazer algo contra si mesmo ou se houver algum risco imediato, procure atendimento de urgência e não permaneça sozinho. Conte também a alguém de confiança o que está acontecendo.
E mesmo que esses pensamentos sejam apenas pensamentos, sem intenção de agir, eles já são um motivo importante para buscar ajuda. Você não precisa esperar chegar ao limite para procurar um psicólogo.
O que você está sentindo merece ser escutado com cuidado.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a lógica do que você está dizendo. Quando algumas relações importantes terminam ou se afastam, pode surgir a sensação de que investir novamente em alguém significa apenas criar outra oportunidade para sofrer uma perda.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, porém, talvez seja interessante olhar para essa experiência para além da pergunta “vale a pena ter amigos se eles podem ir embora?”. A questão poderia ser: o que significa, para você, permitir que alguém faça parte da sua vida mesmo sabendo que essa relação não é uma garantia de permanência?
Os vínculos humanos são, de fato, marcados pela possibilidade da perda. Pessoas mudam de cidade, de trabalho, iniciam relacionamentos, mudam seus caminhos e, algumas vezes, simplesmente deixam de ocupar o mesmo lugar em nossa vida. Mas a possibilidade de uma relação terminar não torna necessariamente sem sentido aquilo que foi vivido enquanto ela existiu.
Talvez a autossuficiência ofereça uma sensação importante de proteção: se eu não depender de ninguém, ninguém poderá me decepcionar ou me deixar. Mas existe uma diferença entre não depender do outro para existir e não permitir que o outro participe da sua existência.
Na perspectiva fenomenológica, somos seres constituídos também pelas nossas relações. O outro não está apenas ali para preencher lacunas. Uma amizade pode possibilitar experiências, descobertas, reconhecimento e maneiras de existir que talvez não acontecessem da mesma forma na solidão.
E isso não significa precisar transformar cada afastamento em uma nova pessoa que ocupará exatamente o mesmo lugar. Algumas relações permanecem por muitos anos; outras atravessam apenas uma parte da nossa história. Nem todo vínculo precisa durar para ter sido significativo.
Talvez a pergunta não precise ser “como faço para não sofrer quando as pessoas forem embora?”, mas:
“Como posso me permitir viver vínculos importantes sem exigir deles a garantia de que permanecerão para sempre?”
A terapia pode ser um espaço interessante para compreender se o desejo de ser “o máximo autossuficiente e desapegado possível” está sendo uma escolha que combina com a vida que você deseja ou se também está funcionando como uma forma de se proteger da possibilidade de sofrer novamente.
Porque, às vezes, não querer precisar de ninguém não é ausência de necessidade de vínculo. Pode ser uma maneira de dizer: “eu gostaria muito de ter vínculos, mas tenho medo do que pode acontecer comigo quando eles terminarem.”
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, vocês podem fazer terapia de casal, e o fato de o relacionamento ser aberto não impede que esse seja um espaço de acolhimento e cuidado.
Mas existe uma diferença importante: nem todo terapeuta de casal tem experiência ou formação para trabalhar com relacionamentos não monogâmicos. Alguns profissionais podem, mesmo sem perceber, partir de um modelo de relacionamento monogâmico como referência e acabar interpretando a abertura como um problema a ser resolvido — quando, na verdade, essa não é necessariamente a questão do casal.
Por isso, eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência com não monogamias consensuais, relacionamentos abertos ou outras configurações relacionais. Não porque vocês precisem de uma terapia “especial”, mas porque é importante encontrar um profissional que consiga compreender a dinâmica de vocês sem tentar enquadrá-la em um modelo que não corresponde ao relacionamento que escolheram construir.
Antes de marcar, vocês podem inclusive perguntar diretamente:
“Você tem experiência clínica com casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos? Como costuma trabalhar com essas configurações?”
A resposta do profissional já pode dizer bastante sobre o quanto vocês provavelmente se sentirão acolhidos.
E talvez o mais importante seja: a terapia de casal não precisa ter como objetivo decidir se vocês devem ou não manter um relacionamento aberto. Pode ser um espaço para conversar sobre acordos, limites, ciúmes, inseguranças, comunicação, desejos, mudanças que surgem ao longo do tempo e os dilemas que aparecem justamente porque vocês estão construindo uma relação que funciona para vocês.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva fenomenológico-existencial, não costumamos olhar para a baixa autoestima, a ansiedade social e a depressão como problemas completamente separados, mas buscamos compreender como essa pessoa está vivendo e experimentando a si mesma, os outros e o mundo.
Por exemplo, a ansiedade social pode estar relacionada à maneira como a pessoa se percebe diante do olhar do outro, ao medo de não corresponder às expectativas ou de ser rejeitada. A baixa autoestima pode aparecer justamente nessa relação consigo mesma, quando passa a se perceber como insuficiente, inadequada ou sem valor. E a depressão pode envolver uma experiência mais ampla de perda de sentido, possibilidades e abertura para o futuro.
Na terapia fenomenológica, o objetivo não é simplesmente eliminar os sintomas ou ensinar a pessoa a “pensar positivo”, mas compreender o sentido dessas experiências na história e no modo singular de existir daquela pessoa.
A partir dessa compreensão, o processo terapêutico pode ajudar a pessoa a reconhecer como vem se relacionando consigo mesma, com os outros e com suas próprias possibilidades, construindo novas formas de se posicionar diante da vida.
Ou seja, mais do que perguntar apenas “como acabar com a ansiedade ou melhorar a autoestima?”, buscamos compreender: “Como é, para você, viver sendo você nesse mundo e diante dos outros?”
É a partir dessa experiência singular que o processo terapêutico vai sendo construído.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser compreendido, pela perspectiva fenomenológica, como uma experiência de ruptura na maneira como você vinha vivendo e imaginando a própria vida.
Você não precisa ter planos muito definidos para sentir que tinha possibilidades. Às vezes, mesmo sem saber exatamente “o que fazer da vida”, existe uma sensação de que o futuro ainda está aberto, de que poderia ser diferente. A chegada de um filho pode fazer esse futuro parecer, de repente, muito mais determinado: agora existe uma nova responsabilidade, uma nova identidade e uma vida que dependerá de você.
Por isso, talvez a questão não seja simplesmente “meu filho está roubando minha vida”. Pode haver algo mais profundo nessa frase: “O que acontece com as possibilidades de ser quem eu ainda poderia ser?”
E existe também uma frase sua que merece bastante atenção: “ele é amado e eu não”. Talvez possamos nos perguntar de onde vem essa experiência de não se sentir amada, de não ter vivido algumas coisas e de sentir que a vida do bebê pode ocupar um espaço que você gostaria que também fosse seu.
Na fenomenologia, não partiríamos de uma resposta pronta sobre o que você “deveria” sentir em relação à gravidez. Acolheríamos inclusive a ambivalência: é possível querer cuidar do seu filho e, ao mesmo tempo, sentir medo, tristeza, perda, raiva ou a sensação de que a sua própria vida está ficando em segundo plano. Esses sentimentos não fazem de você uma mãe ruim.
Talvez seja importante, neste momento, não tentar obrigar-se a “gostar” da gravidez ou a enxergar imediatamente algo positivo nela. Antes disso, pode ser necessário encontrar um espaço para compreender como essa experiência está sendo vivida por você.
E a sua pergunta “como é possível não ter planos e objetivos e, ao mesmo tempo, sentir que um filho vai roubar minha vida?” faz bastante sentido. Porque ter poucas metas concretas não significa não ter possibilidades. Você pode não saber ainda qual caminho gostaria de seguir, mas isso não significa que não desejasse descobrir.
Por isso, eu recomendaria que você procurasse acompanhamento psicológico, especialmente porque você relata que a situação está sendo muito difícil psicologicamente. Um espaço terapêutico pode ajudá-la a elaborar essa transição sem reduzir tudo à maternidade e, principalmente, a recuperar a percepção de que você continua existindo para além do papel de mãe.
A chegada de um filho transforma uma vida, mas não precisa significar o desaparecimento da pessoa que existia antes dele.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva fenomenológico-existencial, podemos compreender a ansiedade social para além dos sintomas isolados. O medo do julgamento, da rejeição, da crítica e de desagradar os outros pode indicar uma experiência mais ampla de como você se percebe diante do olhar do outro e de como sente que precisa ser para ser aceito.
Você relata que deixou de frequentar a escola há três anos, recusa convites e evita situações sociais. Talvez, pouco a pouco, o mundo tenha se tornado um lugar no qual estar com outras pessoas significa estar permanentemente exposto, avaliado ou correndo o risco de não corresponder às expectativas. E, quando evitar essas situações traz algum alívio, a própria evitação pode acabar tornando cada vez mais difícil voltar a elas.
Na fenomenologia, não partiríamos apenas da pergunta “como eliminar a ansiedade?”, mas tentaríamos compreender como é, para você, estar diante do outro. O que exatamente você imagina que o outro verá quando olhar para você? O que significaria, para você, ser criticado ou rejeitado? Que imagem de si aparece nesses momentos?
Isso também pode ajudar a compreender a baixa autoestima que você menciona. Talvez não se trate apenas de “pensar coisas negativas sobre si”, mas de uma maneira de estar consigo mesmo que foi se constituindo ao longo das suas experiências e relações.
O fato de você ter passado por duas terapeutas e não ter sentido melhora não significa que você não possa se beneficiar da psicoterapia. Pode significar que aquela abordagem, naquele momento e naquela relação terapêutica, não encontrou uma forma de trabalho que fizesse sentido para você. Vale a pena considerar uma nova experiência terapêutica, inclusive com uma abordagem fenomenológico-existencial, se essa perspectiva fizer sentido para você.
E existe algo importante no que você escreveu: há três anos você não vai à escola e vem deixando de viver experiências que gostaria de viver. Isso mostra o quanto essa ansiedade está restringindo suas possibilidades. Você não precisa esperar a ansiedade desaparecer completamente para começar a recuperar sua vida. O processo terapêutico pode justamente ajudá-lo a compreender essa experiência e, gradualmente, encontrar maneiras de se colocar novamente no mundo sem precisar esperar sentir-se completamente seguro.
A pergunta talvez não seja somente “como faço para deixar de sentir ansiedade perto das pessoas?”, mas também: “o que está acontecendo comigo quando me encontro diante do olhar do outro, e que vida estou deixando de viver por causa desse medo?”
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva fenomenológico-existencial, podemos compreender o medo do julgamento, da crítica e da rejeição não apenas como pensamentos que precisam ser corrigidos, mas como uma maneira particular de você estar no mundo e, principalmente, de se relacionar com o olhar do outro.
Quando aparece algo como “eu tenho que agradar todo mundo” ou “se eu não agradar, ninguém vai gostar de mim”, podemos nos perguntar: o que significa, para você, não agradar alguém? O que você sente que estaria em jogo nessa situação? Talvez não seja apenas o medo de alguém ficar insatisfeito, mas o medo de perder o vínculo, de não ser aceito ou de descobrir que não é tão querido quanto gostaria de ser.
A necessidade de agradar pode, então, acabar fazendo com que você se afaste daquilo que deseja para tentar corresponder continuamente às expectativas dos outros. E isso pode aparecer tanto nas relações pessoais quanto no esporte: antes de pensar “o que eu quero fazer?”, talvez você precise pensar “o que esperam de mim?” ou “como vão me enxergar se eu fizer isso?”.
Na terapia fenomenológica, não partiríamos simplesmente da ideia de que você precisa aprender a “não se importar com a opinião dos outros”. O outro faz parte da nossa existência e é natural que sua opinião tenha algum significado para nós. A questão seria compreender quando o olhar do outro deixa de ser uma possibilidade de relação e passa a determinar quem você acredita que precisa ser.
Por isso, algumas perguntas poderiam ser importantes no processo terapêutico:
Quem você sente que precisa ser para ser aceito?
O que acontece com você quando percebe que alguém não aprovou uma escolha sua?
É possível existir para alguém sem precisar corresponder completamente às expectativas dessa pessoa?
O que você gostaria de fazer nos esportes e na sua vida se não precisasse pensar o tempo todo em como será avaliado?
A terapia pode ser justamente um espaço para você começar a reconhecer essas experiências e construir uma relação diferente consigo mesmo e com os outros. Não necessariamente para deixar de se importar, mas para que agradar alguém deixe de ser uma condição para você se sentir pertencente ou digno de afeto.
E talvez exista uma pergunta ainda mais profunda por trás de tudo isso: “Quem eu posso ser quando não estou tentando ser aquilo que o outro espera de mim?”
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bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re
bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! e você percebe que tem dificuldade especificamente com o Palográfico e já passou por situações de reprovação, talvez seja interessante investigar o que acontece com você durante a realização do teste. Você fica muito tensa? Fica preocupada em fazer os traços perfeitamente? Sente que precisa controlar cada movimento? A ansiedade e a preocupação com o desempenho podem modificar bastante a maneira como vivenciamos uma situação de avaliação.
Na perspectiva fenomenológica, mais do que tentar aprender uma forma “correta” de fazer os traços para obter um determinado resultado, seria importante compreender como você se sente diante dessas situações de avaliação e o que significa para você ser avaliada e correr o risco de não ser aprovada.
Se a dificuldade motora para realizar traços retos também aparece em outras atividades do cotidiano, pode ser interessante conversar com um profissional de saúde para investigar essa questão de maneira mais ampla.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve não permite, por si só, concluir que exista TOC, ansiedade ou baixa autoestima — e também não significa necessariamente que você esteja traindo seu parceiro.
Ter pensamentos sobre como alguém do passado irá nos perceber é uma experiência humana possível, mesmo estando em um relacionamento que funciona bem. O fato de você perceber alguém e desejar, naquele momento, parecer bonita, interessante ou estar bem não significa necessariamente que exista uma intenção de se relacionar com essa pessoa.
Talvez seja importante diferenciar o pensamento, o sentimento, a intenção e a ação. Você mesma relata que não tem intenção de chamar a atenção ou ficar com essas pessoas. O sofrimento parece surgir principalmente depois, quando você interpreta esses pensamentos e comportamentos como algo errado e passa a sentir culpa.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, seria interessante compreender o que o olhar dessa pessoa representa para você. O que significa para você que alguém que já foi um paquera veja você bonita, feliz ou bem? O que você sente que estaria perdendo se essa pessoa pensasse o contrário?
Talvez a questão não esteja propriamente nessas pessoas do passado, mas na maneira como você se percebe diante do olhar do outro e na necessidade de confirmar, naquele olhar, algo sobre o próprio valor.
Também vale observar se essa preocupação acontece de forma recorrente, provoca sofrimento intenso, leva você a verificar, ruminar ou buscar repetidamente alguma certeza sobre o que pensou ou fez. Nesses casos, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo, inclusive para diferenciar uma preocupação comum de um padrão mais ansioso ou obsessivo.
E uma coisa importante: um pensamento não é uma decisão e não define a sua fidelidade ou o seu caráter. O sentido que você dá a ele e a maneira como escolhe agir são questões diferentes.
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de pensar em simplesmente “se livrar” do uso de pornografia, pode ser importante compreender o que esse comportamento representa e qual função ele está cumprindo na sua vida.
Na perspectiva fenomenológico-existencial, não olhamos apenas para a frequência do comportamento, mas para a experiência da pessoa: em quais momentos você procura a pornografia? O que sente antes e depois? Ela aparece como uma forma de lidar com solidão, ansiedade, tédio, frustração, estresse, necessidade de prazer ou de escapar de alguma situação que está sendo difícil?
Quando um comportamento se torna repetitivo e a pessoa sente que perdeu a liberdade de escolher se quer ou não realizá-lo, é comum surgir um ciclo de desejo, realização do comportamento, alívio momentâneo e, posteriormente, culpa ou sofrimento. Compreender esse ciclo pode ser mais útil do que simplesmente tentar se proibir.
A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo: entender o significado desse comportamento, reconhecer o que o antecede e ampliar outras possibilidades de lidar com aquilo que você está vivendo, para que a escolha deixe de ser automática.
Também é importante não transformar a culpa em mais um motivo para manter o ciclo. Ter dificuldade para interromper um comportamento não significa falta de caráter ou falta de força de vontade.
Se você percebe que tenta parar repetidamente e não consegue, que o uso está interferindo nos relacionamentos, trabalho, estudos ou sexualidade, ou que você sente perda de controle e sofrimento significativo, vale procurar um psicólogo para uma avaliação individualizada.
Talvez a pergunta não precise ser apenas “como faço para parar?”, mas também: “o que estou buscando quando recorro à pornografia e o que está acontecendo comigo nesses momentos?”
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Não existe uma idade específica ou “ideal” para começar a falar sobre a morte com uma criança. Aos 3 anos, ela ainda não compreende a morte da mesma forma que um adulto, mas já pode receber informações simples, concretas e verdadeiras, sempre de acordo com aquilo que pergunta e consegue compreender naquele momento.
No caso que você traz, há uma particularidade importante: essa criança não conviveu com o pai biológico e já possui no padrasto uma figura paterna significativa. Por isso, eu não trabalharia necessariamente com a ideia de que ela precisa “elaborar a perda do pai”, já que não houve uma relação vivida e posteriormente interrompida. O trabalho pode estar mais relacionado à construção da sua história e à possibilidade de, ao longo do desenvolvimento, compreender quem foi esse pai e o que significa essa ausência.
Não é necessário fazer uma grande conversa aos 3 anos, especialmente se ela ainda não pergunta sobre ele. Mas também é importante evitar transformar a morte em um segredo familiar. É importante evitar expressões como “ele dormiu”, “foi viajar” ou “foi embora”, porque uma criança pequena pode interpretá-las literalmente e desenvolver medo de dormir ou de que outras pessoas desapareçam.
Também considero importante que o padrasto não seja colocado em uma posição de substituição ou competição com o pai biológico. Uma criança pode ter uma história de origem e, ao mesmo tempo, uma figura paterna afetivamente presente. Uma coisa não precisa apagar a outra.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, eu teria ainda o cuidado de não tentar produzir na criança um sentimento que ela não apresenta. Ela pode não sentir saudade de alguém que nunca conheceu — e tudo bem. O que pode surgir ao longo do desenvolvimento é curiosidade, perguntas, tristeza, identificação ou até momentos de aparente indiferença. O significado dessa ausência vai se transformando conforme ela cresce.
Assim, talvez o objetivo não seja fazer com que ela “elabore o luto” agora, mas permitir que essa história possa existir de maneira verdadeira e aberta, para que ela tenha liberdade de construir seus próprios significados sobre ela ao longo da vida.
Se essa é uma situação clínica, eu também investigaria como os adultos da família vivenciam essa morte e quais sentimentos aparecem quando o assunto é mencionado, porque a maneira como os cuidadores sustentam essa narrativa também influencia a forma como a criança poderá se relacionar com essa parte de sua história.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo não significa necessariamente que o amor acabou. Ao longo de um relacionamento, a maneira como vivenciamos o outro e a própria relação pode se transformar, e isso não precisa ser entendido imediatamente como perda do amor.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, eu teria cuidado com a tentativa de encontrar uma resposta definitiva para a pergunta “eu ainda amo ou não amo?”. Talvez seja mais importante, inicialmente, compreender como você está vivendo esse relacionamento hoje.
Você diz que não se sente presa ou desconfortável ao lado dele, que ainda gosta de conversar com ele por horas e reconhece nele alguém que cuida, demonstra afeto e está presente. Ao mesmo tempo, percebe a ausência daquela “animação” que existia no início. Essas experiências aparentemente contraditórias podem coexistir.
O início de uma relação costuma ser marcado por novidade, descoberta e uma intensidade particular. Com o tempo, o vínculo pode assumir outras formas. O entusiasmo pode diminuir sem que necessariamente desapareçam o carinho, a intimidade, o interesse e a escolha de estar com aquela pessoa.
Também pode ser importante observar o quanto a ansiedade está tentando transformar seus sentimentos em uma espécie de prova: “Se eu realmente o amasse, eu sentiria X.” Quando começamos a observar e testar continuamente o que sentimos, podemos acabar nos afastando da própria experiência e ficando presos à necessidade de ter certeza.
Talvez, em vez de perguntar apenas “eu ainda amo meu namorado?”, algumas perguntas possam ajudá-la a se aproximar do que está vivendo:
Como é estar com ele quando você não está tentando descobrir se o ama?
O que acontece entre vocês que ainda desperta interesse, ternura ou vontade de permanecer?
Que aspectos da relação foram ficando esquecidos pela rotina?
Você sente falta dele ou sente falta da maneira como se sentia no início da relação?
Quando imagina a possibilidade de não estarem mais juntos, o que exatamente você sente que perderia?
E existe algo importante no que você escreveu: você não quer terminar, mas também não quer fingir. Isso pode indicar que, neste momento, você não precisa tomar uma decisão definitiva. Talvez precise primeiro dar espaço para compreender essa transformação do vínculo.
O amor não é uma sensação constante de entusiasmo. Ele também pode aparecer como intimidade, cuidado, reconhecimento, liberdade, desejo de compartilhar a vida e possibilidade de continuar escolhendo o outro — mas cada pessoa vive isso de uma maneira singular.
A psicoterapia pode ajudá-la justamente a permanecer em contato com essa experiência sem precisar forçar uma resposta imediata. O objetivo não seria convencê-la a ficar ou a terminar, mas ajudá-la a compreender o que está acontecendo entre você, seu namorado e a relação que vocês construíram.
E sim, uma relação pode recuperar proximidade, carinho e entusiasmo. Mas isso não acontece obrigando o sentimento a voltar. Muitas vezes, acontece quando o casal consegue criar novas experiências de encontro e quando cada pessoa consegue se aproximar novamente de si mesma dentro da relação.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você conta, existe algo muito importante na sua experiência: você percebe que mudou. Uma situação que, no início, era muito difícil e fazia você se sentir travada hoje é vivenciada com mais segurança. Isso já é uma transformação, ainda que os comentários das outras pessoas façam você duvidar dela.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, eu teria cuidado com a ideia de “se curar da timidez” como se houvesse um padrão de pessoa que você precisasse alcançar. Ser mais quieta ou séria não é, por si só, um problema. A questão é compreender quando o seu jeito de ser corresponde a uma escolha sua e quando você sente que precisa se comportar de determinada maneira para ser aceita pelos outros.
Talvez esses comentários sejam especialmente difíceis porque encontram uma história anterior: você conta que sofreu bullying e que, desde então, foi se fechando. Então, quando alguém diz “você é muito quieta” ou “você é muito séria”, talvez não esteja sendo apenas um comentário sobre o presente. Ele pode tocar em experiências antigas de não pertencimento, julgamento ou inadequação.
Por isso, sentir-se incomodada com esses comentários não significa que você não esteja evoluindo. A mudança não necessariamente acontece quando deixamos de sentir ansiedade ou quando ninguém mais faz comentários. Ela pode acontecer quando conseguimos ouvir essas coisas sem permitir que elas determinem o modo como enxergamos a nós mesmos.
Você pode continuar sendo uma pessoa mais reservada e, ao mesmo tempo, sentir-se cada vez mais livre para conversar quando quiser, participar, dizer o que pensa e estabelecer relações. Ser mais quieta não precisa significar ser socialmente incapaz.
Talvez seja interessante começar a perceber a diferença entre: “Eu não estou falando porque estou com medo e gostaria de falar.” e “Eu não estou falando porque estou com medo e gostaria de falar.” e São experiências muito diferentes.
E sobre o sentimento de não pertencimento, talvez valha investigar: “O que eu acredito que precisaria ser ou fazer para finalmente sentir que pertenço?” Às vezes, passamos tanto tempo tentando corresponder a uma imagem de como deveríamos ser que esquecemos de perguntar se existe espaço para pertencermos sendo quem somos.
Então, o que seria “se curar”? Talvez não seja deixar de ser tímida, deixar de ser quieta ou fazer com que ninguém mais perceba essas características. Pode ser ter mais liberdade para escolher como quer se relacionar com o mundo, sem que o medo do julgamento determine suas possibilidades.
E, pelo que você descreveu, talvez você já esteja experimentando um pouco disso: há seis meses você se sentia muito travada no trabalho e hoje consegue perceber que está melhor nas interações.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é muito importante, principalmente porque percebeu que as pesquisas sobre sintomas, crises de pânico e fobia social, que inicialmente talvez buscassem ajudá-lo a compreender o que estava acontecendo, acabaram aumentando ainda mais o seu sofrimento.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, talvez não seja necessário tentar “apagar” ou substituir cada ideia negativa que você encontrou. Quando passamos a pesquisar excessivamente sobre aquilo que tememos, podemos acabar ficando cada vez mais atentos ao nosso corpo e aos nossos pensamentos, procurando sinais que confirmem aquilo que lemos. Assim, a própria experiência pode começar a ser vivida através do medo.
Por isso, talvez seja importante interromper, por um período, esse ciclo de pesquisas e buscas constantes por sintomas e explicações. Você não precisa compreender tudo o que pode acontecer com uma crise para conseguir atravessá-la. Procure voltar sua atenção, pouco a pouco, para aquilo que está acontecendo concretamente na sua vida presente.
Você também mencionou que já iniciou o uso de medicação. Continue seguindo a orientação do médico que a prescreveu e converse com ele sobre o que está acontecendo, especialmente porque você relata que está com dificuldade até para sair de casa. Não altere ou interrompa a medicação por conta própria.
E, mesmo que neste momento você não consiga fazer terapia online, talvez seja importante procurar alguma possibilidade de atendimento presencial, inclusive com alguém de confiança que possa acompanhá-lo inicialmente até o local. O objetivo não precisa ser voltar imediatamente à vida que você tinha antes. Pode ser começar com pequenos movimentos possíveis, respeitando o momento em que você está.
Também gostaria de destacar que ter medo de sair de casa hoje não significa que você ficará assim para sempre. O sofrimento pode fazer o futuro parecer fechado, como se aquilo que você está vivendo agora fosse definir o resto da sua vida. Mas uma experiência presente não precisa ser uma sentença sobre o seu futuro.
Talvez, neste momento, a pergunta não precise ser “como faço para voltar a ter uma vida normal?”, mas:
“Qual é o menor passo que consigo dar hoje em direção à vida que desejo, sem exigir de mim que eu esteja completamente bem?”
Você não precisa resolver tudo de uma vez. O fato de estar sofrendo muito agora não significa que não exista caminho para sair disso.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve merece atenção, principalmente porque percebeu que, depois de começar a pesquisar sobre os sintomas, passou a ficar ainda mais atenta às sensações e com mais medo de ter uma crise.
Pesquisar informações sobre saúde não é necessariamente um problema. A dificuldade pode aparecer quando a pesquisa se transforma em uma tentativa constante de encontrar explicações, confirmar sintomas ou obter a certeza de que você não tem determinada doença. Nesse caso, a própria busca pode acabar aumentando a vigilância sobre o corpo e a ansiedade.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, seria interessante compreender como você passou a vivenciar a si mesma depois dessas pesquisas. Você já tinha dificuldades nas interações sociais, mas talvez tenha começado a olhar para cada sensação, medo ou comportamento através da possibilidade de ter uma “fobia social”. Isso pode fazer com que uma situação que antes era apenas desconfortável passe a ser vivida como uma ameaça: “E se eu tiver uma crise?”. E o medo da crise pode levar à evitação, ao isolamento e, consequentemente, a um aumento ainda maior do medo.
Por isso, talvez seja importante começar a interromper esse ciclo de pesquisas. Quando sentir vontade de procurar sintomas, tente se perguntar: “Estou buscando uma informação necessária ou estou tentando conseguir uma certeza para aliviar minha ansiedade?” Se for a segunda opção, talvez seja mais útil permanecer alguns instantes com a sensação, sem imediatamente procurar uma resposta na internet.
A psicoterapia pode ajudá-la bastante nesse processo. Não apenas para trabalhar a ansiedade, mas para compreender o que acontece com você quando está diante do outro, o que teme que aconteça, como passou a se relacionar com suas próprias sensações e o que o isolamento está produzindo na sua vida.
Você também já iniciou o uso de escitalopram. Como ainda está no começo, converse com o médico que prescreveu sobre a evolução dos sintomas e siga a orientação dele quanto à medicação. Não aumente, reduza ou suspenda por conta própria. O efeito de antidepressivos pode levar algumas semanas para aparecer de forma mais consistente.
E uma coisa importante: ter medo de sair de casa hoje não significa que você perderá sua capacidade de sair para sempre. Talvez o objetivo não seja esperar a ansiedade desaparecer completamente para então voltar a viver, mas recuperar gradualmente suas possibilidades, com acompanhamento adequado e respeitando o seu ritmo.
Você não precisa descobrir pela internet exatamente “o que tem” para começar a cuidar do que está sentindo. O que você está vivendo já é motivo suficiente para buscar ajuda.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você relata é bastante comum, mas isso não significa que seja simplesmente falta de disciplina ou força de vontade.
Você conta que a leitura, que antes era uma fonte de prazer, passou a ser vivida como um fardo. Essa mudança merece ser compreendida. Pela perspectiva fenomenológico-existencial, mais do que perguntar apenas “como faço para me concentrar?”, podemos perguntar: “como é, hoje, para mim, estar diante de um livro, de uma tarefa acadêmica ou de uma atividade que exige minha atenção?”
O Instagram e outras redes oferecem estímulos muito rápidos e constantes. Quando você está cansado, ansioso, frustrado ou diante de uma tarefa que exige mais esforço, pegar o celular pode funcionar como uma forma imediata de aliviar esse desconforto. Então, talvez não seja apenas uma disputa entre “produtividade” e “preguiça”.
Uma possibilidade é começar a observar o momento anterior ao impulso de pegar o celular: o que você estava sentindo? Tédio? Ansiedade? Cansaço? Dificuldade de começar? Medo de não conseguir compreender o conteúdo?
Em vez de tentar eliminar completamente a vontade de usar o Instagram, experimente criar pequenos espaços de atenção. Por exemplo, escolher uma leitura curta, deixar o celular fisicamente distante durante aquele período e estabelecer uma meta possível — como ler algumas páginas — em vez de exigir de si horas de concentração.
Também é importante não transformar produtividade em uma medida do seu valor. Se cada momento de distração for interpretado como “estou desperdiçando minha vida” ou “não tenho mais capacidade de estudar”, a própria cobrança pode tornar a tarefa ainda mais difícil.
Como essa dificuldade vem afetando sua vida acadêmica e também algo que antes lhe dava prazer, vale a pena procurar um psicólogo para compreender melhor o que mudou na sua experiência. Dependendo do conjunto de sintomas, também pode ser importante investigar fatores como ansiedade, depressão, alterações do sono, estresse ou outras questões que podem afetar atenção e memória.
Talvez o objetivo não seja voltar a ser exatamente a pessoa que conseguia ler por horas no passado. Pode ser descobrir como você consegue se relacionar com a leitura e com os estudos hoje, de uma maneira possível e que faça sentido para você.
E uma pergunta que pode ser interessante levar para a terapia é:
“O que eu encontro no Instagram que está sendo mais difícil encontrar, neste momento, na minha própria vida?”
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está descrevendo merece atenção e cuidado. Não é possível dizer, apenas por esse relato, se você está com depressão, mas alguns dos sintomas que você apresenta podem estar presentes em quadros depressivos, como a perda de interesse e prazer, sensação de vazio, choro frequente, falta de energia, isolamento e dificuldade de concentração.
O que chama bastante atenção é você perceber que, há cerca de dois meses, houve uma mudança importante na sua maneira de funcionar: coisas que antes eram fáceis passaram a exigir muito esforço, você sente dificuldade para conversar, estudar, pensar e até para encontrar graça em coisas que antes lhe davam prazer. Isso não significa que você tenha “perdido quem é”. Em períodos de intenso sofrimento psicológico, nossa forma de perceber a nós mesmos, os outros e o mundo pode ficar bastante modificada.
As dificuldades de memória e concentração também podem aparecer quando estamos muito ansiosos ou deprimidos, porque a atenção fica comprometida. Mesmo assim, como você percebe uma mudança significativa, é importante não tentar descobrir sozinha pela internet o que está acontecendo.
Eu recomendaria que você procurasse um psicólogo para uma avaliação e também um médico, como um psiquiatra ou clínico, para avaliar esse conjunto de sintomas. É importante investigar o que está acontecendo antes de chegar a uma conclusão.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser uma experiência bastante compreensível, especialmente depois de quatro dias em que vocês puderam experimentar uma proximidade e uma rotina que normalmente não fazem parte do cotidiano de vocês.
Pela perspectiva fenomenológico-existencial, talvez seja interessante não olhar imediatamente para essa tristeza como um problema que precisa ser eliminado. A saudade também é uma forma de presença daquilo que foi vivido e que, naquele momento, não está mais fisicamente disponível.
Durante esses quatro dias, vocês não compartilharam apenas momentos especiais. Vocês compartilharam uma rotina: acordar juntos, cozinhar, dormir, conversar, fazer coisas simples. Ao voltar para casa, o contraste pode ter sido muito intenso. O ambiente, os horários e a presença cotidiana dele mudaram de repente. É compreensível que você perceba mais fortemente a ausência justamente porque experimentou, por alguns dias, uma forma de convivência que gostaria de ter com mais frequência.
Isso não significa necessariamente que exista algum problema no relacionamento ou que você seja excessivamente dependente emocionalmente. Pelo contrário, é possível estar muito bem com a própria família, gostar da própria casa e, ainda assim, sentir profundamente a falta de alguém que se tornou importante na sua vida.
Talvez uma pergunta interessante seja: “Do que exatamente estou sentindo falta?” Você mesma já começou a respondê-la: de acordar juntos, cozinhar, conversar, dividir pequenas coisas e terminar o dia ao lado dele. Talvez não seja apenas “sentir falta do namorado”, mas sentir falta da experiência de compartilhar a vida cotidiana com ele.
E existe algo bonito nisso: a tristeza da despedida não precisa significar que os quatro dias foram um erro ou que você deveria estar feliz por estar de volta. Às vezes, justamente porque uma experiência foi muito significativa, sua ausência é sentida com mais intensidade.
Permita-se sentir essa saudade sem transformá-la imediatamente em uma pergunta sobre o relacionamento: “Por que estou tão triste? Será que tem alguma coisa errada?” Talvez, neste momento, você esteja simplesmente vivendo a distância de alguém que gostaria de ter mais perto. Mas sentir vontade de chorar depois de uma despedida significativa, especialmente após experimentar quatro dias de proximidade que normalmente não são possíveis, não significa, por si só, que exista algo errado com você ou com a relação.
Às vezes, a saudade dói justamente porque algo foi bom.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma questão bastante delicada e mais comum do que muitas pessoas imaginam. Sentir atração, admiração, carinho ou até interesse sexual pela psicóloga não significa que você esteja fazendo algo “errado” e também não permite concluir, por si só, que seja apenas transferência.
Na perspectiva fenomenológico-existencial, podemos partir da experiência tal como ela aparece para você, em vez de tentar classificá-la imediatamente: o que você sente quando está com ela? O que exatamente nessa relação desperta seu interesse? Como você se percebe sendo visto, escutado e acolhido por ela?
A relação terapêutica é diferente de uma relação cotidiana. Existe um espaço no qual você pode falar sobre aspectos muito íntimos de si, ser escutado com atenção e experimentar uma forma particular de cuidado e compreensão. É possível que essa experiência desperte sentimentos intensos, inclusive atração. Isso não torna o sentimento falso. Ao mesmo tempo, o contexto terapêutico pode influenciar profundamente a maneira como esse vínculo é vivido.
Por isso, talvez não seja necessário decidir imediatamente: “é transferência ou eu realmente gosto dela?” As duas coisas não são necessariamente excludentes. Um sentimento pode ser genuinamente vivido por você e, ao mesmo tempo, estar relacionado à experiência que acontece dentro da terapia.
Na verdade, isso pode ser um material importante para o próprio processo terapêutico. Se você se sentir seguro, pode contar à sua psicóloga exatamente o que está acontecendo, inclusive o interesse sexual ou amoroso. Uma profissional preparada deve conseguir acolher essa conversa sem constrangê-lo ou julgá-lo e ajudá-lo a compreender o significado dessa experiência.
E existe uma diferença importante entre sentir e agir. Você não precisa se culpar pelo que sente. O vínculo terapêutico possui limites éticos justamente para proteger o espaço e o processo da pessoa atendida.
Talvez a pergunta mais interessante, neste momento, não seja apenas “ela é alguém por quem eu realmente me apaixonaria fora da terapia?”, mas:
“O que essa relação desperta em mim que talvez seja importante compreender?”
Essa pergunta pode abrir um caminho muito mais rico para entender o que você está vivendo.
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Perguntas frequentes
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Fiz retirada de cisto na região pélvica quantos dias pra voltar fazer sexo?
Olá! Depende bastante do tipo de cisto retirado, do tamanho da cirurgia e…