Perguntas do paciente (37)

  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto.

    Quando uma relação termina, não perdemos apenas a presença da outra pessoa, mas também os planos, as expectativas, a rotina compartilhada e a ideia de futuro que foi construída. Por isso, é natural que surjam sentimentos como tristeza, saudade, raiva, culpa, ansiedade e até momentos de negação. Cada pessoa vivencia esse processo de uma forma e em um tempo diferente.
    Superar um término não significa esquecer a pessoa ou deixar de sentir tristeza rapidamente. Significa, aos poucos, conseguir integrar essa experiência à sua história, reconstruir sua rotina, resgatar interesses, fortalecer seus vínculos e voltar a investir em si mesmo e em novos projetos de vida.
    Durante esse período, é importante permitir-se sentir as emoções, sem tentar anulá-las ou apressar o processo. Manter uma rede de apoio, cuidar da saúde física, preservar uma rotina e evitar decisões impulsivas podem ajudar na recuperação emocional.
    Se, com o passar do tempo, o sofrimento permanecer muito intenso, impedir o funcionamento no dia a dia ou vier acompanhado de sintomas como isolamento extremo, desesperança persistente ou perda significativa do interesse pela vida, é recomendável buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaborar o luto, compreender o significado daquela relação e desenvolver recursos para seguir em frente de forma mais saudável.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! O TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo) tem tratamento, e muitas pessoas apresentam uma melhora significativa na qualidade de vida e na intensidade dos sintomas. No entanto, falar em "cura total" pode não ser a forma mais adequada de compreender esse transtorno.
    O TEPT geralmente está relacionado à exposição prolongada ou repetida a situações traumáticas, especialmente quando ocorreram em fases importantes do desenvolvimento ou em contextos dos quais a pessoa não conseguia escapar. Além dos sintomas típicos do transtorno de estresse pós-traumático, como lembranças intrusivas, hipervigilância e evitação, podem existir dificuldades na regulação das emoções, na autoestima e nos relacionamentos.
    Com um tratamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir de forma importante os sintomas, desenvolver estratégias para lidar com gatilhos e retomar suas atividades com mais bem-estar.
    É possível que, em momentos de estresse intenso ou diante de situações que lembrem o trauma, alguns sintomas reapareçam temporariamente. Isso não significa que o tratamento falhou ou que a pessoa "voltou à estaca zero". Muitas vezes, esses episódios tendem a ser menos intensos e mais manejáveis quando a pessoa já desenvolveu recursos para enfrentá-los.
    Cada caso é único, e a evolução depende de fatores como a história de vida, a gravidade dos traumas, a presença de uma rede de apoio e a adesão ao tratamento. O mais importante é saber que o transtorno não precisa definir a vida da pessoa: com acompanhamento adequado, é possível construir uma vida significativa e com muito menos sofrimento.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! O que você descreve merece atenção e, acima de tudo, acolhimento.
    Sentir tristeza intensa, vontade de se isolar e chorar sem conseguir identificar claramente a origem pode acontecer em diferentes momentos da vida. No entanto, quando esses sentimentos são frequentes, intensos ou começam a afetar seu bem-estar, é importante olhar para eles com cuidado.
    Pelo que você relata, um ponto que chama atenção é a sensação de não conseguir expressar suas opiniões livremente dentro do relacionamento. Sentir que precisa "pisar em ovos" para falar ou perceber que seus sentimentos não são validados pode gerar sofrimento emocional e contribuir para tristeza, insegurança e até isolamento. Em um relacionamento saudável, é esperado que exista espaço para diálogo, respeito e acolhimento, mesmo quando há divergências.
    Isso significa que o relacionamento é necessariamente o único motivo da sua tristeza? Não. Muitas vezes, diferentes fatores podem estar envolvidos, como questões emocionais anteriores, estresse, ansiedade, sintomas depressivos ou dificuldades na forma como os conflitos são vivenciados. Por isso, é importante evitar conclusões precipitadas.
    Uma boa forma de começar é observar algumas perguntas: essa tristeza aparece apenas após situações específicas com seu parceiro ou também em outros momentos? Há quanto tempo isso acontece? Você tem perdido o interesse por atividades que antes gostava? Como estão seu sono, apetite e energia?
    Se esses episódios têm sido recorrentes ou intensos, procurar um psicólogo pode ajudá-la a compreender melhor a origem desse sofrimento, fortalecer sua autoestima e desenvolver formas mais saudáveis de comunicar suas necessidades e estabelecer limites.
    Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha.
    Buscar ajuda é um passo importante para entender o que está acontecendo e encontrar maneiras de se sentir melhor.


  • Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! A ansiedade exerce um papel central no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e pode interferir significativamente na atenção e na concentração.
    As obsessões, pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e recorrentes costumam capturar grande parte dos recursos atencionais da pessoa. Como consequência, torna-se mais difícil manter o foco em atividades do dia a dia, como estudar, trabalhar, conversar ou realizar tarefas simples. Muitas pessoas com TOC relatam a sensação de estarem "presas na própria mente", enquanto tentam controlar, neutralizar ou encontrar respostas para seus pensamentos.
    Além disso, a ansiedade elevada aumenta o estado de alerta do cérebro, fazendo com que a atenção fique direcionada para possíveis ameaças ou dúvidas, em vez da tarefa que está sendo realizada. Isso pode gerar distração, lentidão para concluir atividades, dificuldade para tomar decisões e sensação de baixa produtividade.
    É importante destacar que essa dificuldade de concentração nem sempre significa um déficit de atenção, como ocorre no TDAH. No TOC, muitas vezes a atenção está preservada, mas encontra-se constantemente desviada pelas obsessões e pela ansiedade associada a elas.
    Com o tratamento adequado, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) e, quando indicado, o uso de medicação, a redução da ansiedade e das obsessões costuma favorecer uma melhora importante na capacidade de concentração e no funcionamento diário.


  • Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em

    Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em momentos normais do dia. Também percebo que minhas emoções são muito intensas, mas não o tempo todo. É como se eu fosse extremamente sensível por dentro, mas por fora pareço tranquila. Isso me deixa confusa, porque, apesar de tudo, me sinto lúcida e estou sempre tentando me entender melhor. Só não tenho certeza do que tudo isso significa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Entendo como isso pode ser confuso e até assustador. Ouvir sussurros, vozes ou ver coisas que não estão ali, mesmo estando lúcida, junto com emoções muito intensas, merece atenção, mas não significa automaticamente algo grave.
    Essas experiências podem acontecer por diferentes motivos, como: níveis altos de estresse ou ansiedade, privação de sono, histórico de traumas, sensibilidade emocional elevada, estados dissociativos, alterações de humor ou sobrecarga emocional.
    Em muitos casos, a pessoa mantém a consciência de que “algo está estranho”, como você descreve, e isso é um sinal importante: você continua conectada à realidade e buscando entender o que sente.
    O mais importante é não enfrentar isso sozinha. Esses sinais pedem uma avaliação cuidadosa para compreender o que está por trás das experiências e oferecer o suporte adequado.
    Você não está exagerando — e pedir ajuda é um passo de maturidade e autocuidado.
    Se quiser conversar sobre isso com segurança e sem julgamentos, estou aqui para te acompanhar nesse processo.


  • Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá, primeiro você não precisa ter certeza de nada para conversar com seu psicólogo sobre a possibilidade de um transtorno.
    Pode simplesmente iniciar dizer algo como: ‘Tenho percebido algumas coisas em mim e estou preocupada(o) que possam ser sinais de algum transtorno. Podemos falar sobre isso?’
    O papel do psicólogo é justamente te ajudar a entender o que está acontecendo, sem julgamentos e sem pressão.
    Qualquer preocupação é válida e pode — e deve — ser trazida para a sessão. Falar abertamente sobre seus sintomas é um passo importante no processo terapêutico, e o psicólogo está ali para te acolher, orientar e estruturar esse caminho com você.
    Espero ter te ajudado!


  • O que são pensamentos intrusivos no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    O que são pensamentos intrusivos no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária, geralmente causando ansiedade, medo ou estranhamento. No contexto do TOC, esses pensamentos costumam ser repetitivos, indesejados e totalmente contrários aos valores da pessoa.
    Eles podem envolver temas como dano, sexualidade, religião, contaminação, entre outros, e justamente por serem tão desconfortáveis, acabam gerando tentativa de neutralizar, evitar ou “verificar”, o que alimenta ainda mais o ciclo do TOC.
    É importante lembrar: ter pensamentos intrusivos não significa querer ou concordar com eles.
    O problema não é o pensamento em si, mas o significado que a pessoa atribui a ele.
    Com tratamento adequado, é possível entender melhor esse funcionamento e reduzir bastante o impacto desses pensamentos no dia a dia.

    Espero ter ajudado! Se quiser conversar sobre isso com segurança, estou por aqui.


  • A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) supersticioso sabe que seus medos não são lógicos

    A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) supersticioso sabe que seus medos não são lógicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá!De modo geral, sim. A maioria das pessoas com TOC supersticioso sabe que seus medos não fazem sentido lógico. Elas reconhecem que números, frases ou rituais não têm poder real para causar ou impedir algo.
    O problema é que, mesmo sabendo disso, a pessoa sente uma ansiedade tão intensa que acaba realizando os rituais para aliviar o medo momentâneo. É como se o corpo reagisse a uma ameaça inexistente, mas muito convincente. Por isso, é importante entender que não se trata de falta de lógica — e sim de um transtorno que cria uma sensação exagerada de responsabilidade e perigo.
    Com o tratamento adequado, essa diferença entre “eu sei que não faz sentido” e “mas eu sinto como se fosse real” vai diminuindo, e a pessoa volta a confiar na própria percepção.
    Espero ter ajudado! Se quiser conversar mais sobre isso, estou aqui para ajudar.


  • O que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de superstição?

    O que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de superstição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! O TOC de superstição acontece quando a pessoa sente que precisa fazer certos rituais, números, frases ou comportamentos “especiais” para evitar que algo ruim aconteça.
    Não é a superstição comum do dia a dia — é um medo intenso, acompanhado da sensação de responsabilidade exagerada, como se o perigo dependesse exclusivamente dela.
    Exemplos comuns incluem:
    • repetir ações até “sentir que está certo”;
    • evitar números “ruins” ou buscar números “seguros”;
    • fazer rituais para proteger familiares;
    • necessidade de dizer frases específicas para evitar tragédias.
    Esses comportamentos aliviam a ansiedade por alguns instantes, mas logo o medo retorna, reforçando o ciclo do TOC.
    O mais importante é lembrar: o sentimento de ameaça vem do transtorno, não da realidade.
    Com tratamento adequado, é possível reduzir esses rituais e retomar a sensação de segurança de forma saudável.

    Espero ter ajudado! Se precisar conversar mais sobre isso, estou aqui.


  • As obsessões estão sempre ligadas a uma compulsão específica?

    As obsessões estão sempre ligadas a uma compulsão específica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Nem sempre. No TOC, muitas obsessões estão ligadas a compulsões específicas — como lavar, checar ou repetir ações. Porém, existem também as chamadas obsessões puras, em que a pessoa tem pensamentos intrusivos intensos, mas não realiza compulsões visíveis.
    Nesses casos, a compulsão costuma ser mental, como:
    • tentar analisar o pensamento;
    • buscar certeza;
    • “rezar” mentalmente;
    • neutralizar imagens;
    • revisar situações na memória.
    Ou seja, obsessão e compulsão fazem parte do mesmo ciclo, mas a compulsão nem sempre é um comportamento externo. Às vezes ela acontece só na mente — e ainda assim causa muito sofrimento.
    Com o tratamento adequado, é possível identificar esse ciclo e reduzir tanto as obsessões quanto as compulsões, sejam elas visíveis ou mentais.

    Espero ter ajudado!


  • Minha filha tem 11 anos no 5 ano sabe escrever mas não sabe ler o que devo fazer.

    Minha filha tem 11 anos no 5 ano sabe escrever mas não sabe ler o que devo fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá, imagino a sua preocupação em relação a essa situação!
    Realmente não é comum uma criança de 11 anos não saber ler, já que o desenvolvimento da habilidade de leitura geralmente começa na infância e é ensinada na escola.
    A maioria das crianças é capaz de ler textos simples por volta dos 6 ou 7 anos, no entanto, algumas crianças podem enfrentar dificuldades de aprendizado, como dislexia, que podem atrasar o processo de leitura. É importante que essas dificuldades sejam identificadas e tratadas para que a criança possa receber o apoio necessário para desenvolver essa habilidade.

    Busque ajuda profissional, a orientação de um professor especializado, psicopedagogo, fonoaudiólogo e um psicólogo. Eles podem fornecer estratégias específicas para ajudar a sua filha a superar as dificuldades e com isso fazer uma avaliação e dar o suporte adequado.

    Espero ter ajudado!
    Com Carinho;
    Vanessa Masson


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  • Minha filha de 6 anos tem uma amiga que vivem brigando e fazendo as pazes. Ela começou a sofrer com

    Minha filha de 6 anos tem uma amiga que vivem brigando e fazendo as pazes. Ela começou a sofrer com isso e até chora. Há umas semanas começou a falar com frequência que se fosse menino ia namorar com ela. Mas não tem coragem de falar pra ninguém. É comum essa confusão de sentimentos nessa idade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Sim, nessa idade, as crianças estão começando a desenvolver habilidades emocionais e sociais. Elas podem ter dificuldade em identificar e expressar seus sentimentos de maneira clara e podem confundir emoções diferentes. Além disso, podem experimentar emoções intensas, como raiva, tristeza ou felicidade, sem entender completamente o motivo por trás delas. O apoio emocional e a orientação dos pais, cuidadores e professores são essenciais para ajudar as crianças a entenderem e lidarem com suas emoções de forma saudável.

    Espero ter ajudado!


  • O que acontece no cérebro de um homem ao se tornar pai ?

    O que acontece no cérebro de um homem ao se tornar pai ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Mesmo que seja um filho muito desejado pelo pai de primeira viagem, o mundo das preocupações pode despertar e tem seu momento culminante entre a quarta e a sexta semana após o homem tomar conhecimento da notícia, de acordo com um estudo realizado na Austrália em mais de 200 casais, as preocupações giram em torno de três eixos: a relação de casal após o nascimento do filho, o trabalho e claro o sexo (e o caso de a criança não ser desejada, o que possivelmente faria com que as preocupações se transformassem em angústia). Além disso, como cada pessoa expressa o que a inquieta de uma forma diferente, não é de se estranhar que no começo da gravidez o homem se mostre mais distante e com pensamentos difusos, não é que não queiram (em alguns casos pode ser que seja assim), mas simplesmente a química os leva a isso.
    Durante a gravidez o mundo das preocupações continua, mas a química se encarrega de reduzir o interesse sexual em um momento em que a fecundação não é possível. Faz tudo isso através de dois hormônios, fundamentalmente: a testosterona e a prolactina. A testosterona é o hormônio rei do homem, que lhe traz força, domínio e agressividade. Quando a companheira está grávida, esse hormônio cai e tem seu nível mais baixo durante as três semanas anteriores ao parto, que chega até a 33% menos. A prolactina, pelo contrário, aumenta em até 20% no mesmo período de tempo. Graças a ela o homem desenvolve novos instintos paternais como aguçar o ouvido quando o bebe chora e diminuir o instinto sexual durante os meses de gestação. É também a responsável pelo fato de alguns pais, especialmente os de primeira viagem, sofrerem a síndrome de Couvade ou “gravidez empática” e que aumentem de peso como se eles também estivessem grávidos. Passado algum tempo, os dois hormônios se reajustam, curiosamente, após a quarentena e quando o filho anda chegam ao seu nível original.
    A química do cérebro do homem também desperta o instinto protetor com seu filho e a sensação de satisfação. Quando o bebê sorri ao seu pai quando ele troca suas fraldas e lhe faz um carinho, o circuito de recompensa do homem é ativado, o faz sentir-se muito bem e, sobretudo, reforça seu laço de união com seu filho. Por isso, é muito importante que exista um contato diário do pai com seu filho.
    Não é de se estranhar que as reações químicas do homem comecem quando chega a notícia de sua paternidade e durem por toda a vida. O objetivo é a criança, mas o fato de ser pai também tem um benefício pessoal ao homem, que o ajuda a acessar novos registros emocionais onde existe mais carinho e maior proveito das pequenas recompensas.
    Mas se esses sentimentos estão lhe trazendo algum tipo de sofrimento aconselho a procurar um profissional da psicologia, ele irá lhe ajudar a passar por esse momento e entender melhor seus pensamentos e emoções.

    Espero ter ajudado, fico a disposição.

    Com carinho
    Vanessa Masson


    Te convidamos para uma consulta


  • Minha irmã esta com problemas psicológicos e parou de ir as consultas, hoje só toma remédio e não fa

    Minha irmã esta com problemas psicológicos e parou de ir as consultas, hoje só toma remédio e não faz acompanhamento. O marido dela pede ajuda da família pois ela está tendo episódios agressivos e de "apagões". Enquanto família, como podemos ajudar? Qual especialidade de psicólogo devemos procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Em certos momentos da vida, todos reagimos com agressividade. O problema começa quando este sentimento se torna recorrente e incontrolável. Se a agressividade atinge um ponto patológico, é importante contar com o apoio psicológico para saber de onde ela vem e como controlar. O psicólogo(a) irá ajudar a sua irmã a entender as causas do seu comportamento e a viabilizar as mudanças pertinentes na forma como convive consigo mesma e com os demais. O tratamento para a agressividade também pode demandar acompanhamento psiquiátrico, quando os ataques são demasiado violentos e precisam ser controlados com medicação.

    Espero ter ajudado, fico a disposição!

    Com carinho,
    Vanessa Masson


    Te convidamos para uma consulta


  • Sai de um relacionamento de mais de quatro anos recentemente, e bem no inicio eu conversei com outra

    Sai de um relacionamento de mais de quatro anos recentemente, e bem no inicio eu conversei com outras pessoas com segundas intenções por ser muito imaturo na época, ela soube e me deu uma segunda chance e eu jurei que aquilo jamais aconteceria e de fato não aconteceu, cortava qualquer tipo de contato mínimo que tivesse segundas intenções. Noivamos e após cerca de dois anos vivendo bem acabamos terminando pois ela se sentia insegura com essas questões do inicio e tinha medo que depois de muitos anos juntos voltasse a acontecer, até tentamos reatar mas acabamos novamente pelo mesmo motivo, algumas semanas depois ainda tentei pela ultima vez antes de deixar isso pra trás, ela me falou a mesma coisa, aquelas situações do inicio ainda a magoavam e foi um fim definitivo. Eu errei, pedi perdão, fui perdoado e mudei esse comportamento, isso jamais aconteceu, porém as vezes me pego sentindo culpa, já aceitei que não tem mais volta e estou seguindo minha vida mas gostaria de saber como trabalhar essa culpa e me perdoar de uma vez por todas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! O que você esta sentindo é uma experiência compartilhada pela maioria das pessoas uma vez que cometer erros é normal. Não há como crescer como pessoa sem errar no meio do caminho.
    Os erros são um artifício para adquirir sabedoria de vida. Através deles, conseguimos identificar onde não estamos acertando, avaliar a nossa caminhada até o momento e traçar um novo plano de ação para superar dificuldades.
    Mesmo sabendo tudo isso, a culpa pode se alojar na sua mente e gerar perturbação emocional e física. Esse sentimento também possui características positivas, ele nos motiva a mudar o nosso comportamento para melhor uma vez que reconhecemos nossos erros.
    Entretanto, a maioria das pessoas experimenta o lado ruim da culpa e sofre com os efeitos negativos dela em sua vida.
    Procure ajuda de um profissional da psicologia, na terapia você vai aprendem que não é saudável remoer nem se punir por erros e pensamentos.

    Fico a disposição, espero ter ajudado!

    Com carinho,
    Vanessa Masson


    Te convidamos para uma consulta


  • Tenho medo de falar o que penso, fico com medo do vão pensar e de como vão reagir. Normalmente acont

    Tenho medo de falar o que penso, fico com medo do vão pensar e de como vão reagir. Normalmente acontece quando vou falar o que quero, o que desejo.
    Ex: cortes de cabelo, fico nervosa e falo que o que a pessoa quiser eu vou usar, não consigo me decidir.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Existem diferentes explicações por trás do medo de dizer o que pensamos, como: baixa autoestima, medo dos pensamentos dos outros sobre si, sentir que seremos rejeitados, medo de se expressar acompanhado da sensação de exposição, acreditar que o que pensamos não tem valor e que se nos expressarmos poderemos ser julgados de forma critica e negativa, falta de autoconfiança e assertividade.
    Mas por que será que nos preocupamos tanto com a opinião alheia? Desde nossa infância somos submetidos a aprovações dos pais, de professores, de amigos e de todos que nos rodeiam e que esperam algo de nós. Muitas vezes somos rotulados e acreditamos no que escutamos. Se sua mãe diz que você é inteligente ou uma criança impossível de segurar, você acredita. Se seu pai diz que você não sabe fazer nada direito e seus amigos dizem que você é muito tímido, você acredita. Levamos todas essas crenças infantis para nossa vida adulta de forma subconsciente e as projetamos o tempo todo em qualquer relação que possamos construir, seja profissional, familiar, social ou sentimental. O problema é que o que se projeta são pensamentos distorcidos sobre o que se imagina que o outro pensa sobre nós, ou ainda críticas ao outro que na verdade são sobre si mesmo (de forma subconsciente). Pessoas que tem essas características tendem a potencializar medos fantasiosos de possíveis julgamentos sobre si mesmas por meio de pensamentos distorcidos. Lembre-se de que você não vai agradar sempre a todos, observe que pensamentos são reais e quais são fantasias, tenha em mente que você não tem o controle sobre o que os outros pensam e não deixe com que o outro de desestabilize.
    Procure ajuda de um psicólogo (a) para te ajudar nesse processo.

    Espero ter ajudado, fico a disposição.

    Com carinho,
    Vanessa Masson



    Te convidamos para uma consulta


  • No TOC sexual é normal sentir excitação mesmo morrendo de nojo daquele pensamento?

    No TOC sexual é normal sentir excitação mesmo morrendo de nojo daquele pensamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! O TOC Sexual é uma das variáveis do Transtorno Obsessivo Compulsivo e está relacionado à Ansiedade. Ele acontece quando a pessoa passa a ter pensamentos obsessivos de cunho sexual e, por não conseguir controlá-los, desenvolve rituais compulsivos para tentar aliviar o sentimento de culpa e a ansiedade. A pessoa é tomada por ideias, imagens e pensamentos involuntários e persistentes sobre coisas muitas vezes impróprias. É comum quem possui Transtorno Obsessivo Compulsivo Sexual pensar com temor, em temas como infidelidade, pedofilia, incesto, abuso sexual, comportamento sexual violento, homossexualidade, pensamentos sexuais com amigos, estupro, entre outros.
    Assim como os outros tipos de TOCs, o portador do TOC Sexual acaba desenvolvendo um comportamento compulsivo para lidar com seus pensamentos. Ou seja, em geral, a pessoa sente que precisa fazer alguma coisa para que os pensamentos diminuam ou não se tornem realidade.
    Uma das maiores angústias de quem tem TOC Sexual é o fato de não saber se os pensamentos imorais e impróprios são verdadeiros ou consequência do TOC Sexual. Desta forma, o paciente experimenta muita angustia. E é justamente por conta dessa confusão que a pessoa acaba adotando um comportamento compulsivo, realizando rituais para tentar aliviar a ansiedade e a culpa.
    Assim, o fato de a pessoa sentir tal culpa e adotar um comportamento compulsivo para se livrar dela já mostra que, na verdade, o pensamento não é verdadeiro e sim fruto do Transtorno Obsessivo Compulsivo Sexual.
    Quem sofre com o problema tem a preocupação com o fato de que pensamentos de origem sexual proibidos ou ilegais possam um dia levá-los a agir de acordo com esses desejos, seja sobre pedofilia, violência sexual, incesto, homossexualidade, ou qualquer outro.
    A principal diferença psicológica é que uma pessoa com TOC Sexual achará tais pensamentos obsessivos inconcebíveis. Isso faz com que o paciente com o Transtorno se sinta repelido pelas suas próprias ideias.
    Portanto, é importante esclarecer que o TOC Sexual nada tem a ver com fantasias sexuais. As fantasias tendem a ser, para a pessoa que as vive, prazerosas e sem culpa.
    Já as obsessões sexuais causadas pelo transtorno são indesejadas, causam angústia, vergonha e um sentimento de aversão/repulsa.
    Além disso, dificilmente a pessoa acometida pelo TOC se sentirá de fato atraída e excitada devido a tais pensamentos. Sendo assim, ela utiliza seus mecanismos de defesa evitando situações ligada a essas ideias.
    Procure ajuda de um psicólogo(a) para que juntos vocês possam identificar e entender esses pensamentos que estão te causando desconforto.

    Espero ter ajudado, fico a disposição.

    Com carinho,
    Vanessa Masson


    Te convidamos para uma consulta


  • Boa noite. Tenho um histórico de hipocondria, mesmo não diagnosticado, apenas ansiedade diagnosticad

    Boa noite. Tenho um histórico de hipocondria, mesmo não diagnosticado, apenas ansiedade diagnosticada. Eu queria saber se há como sentir sintomas inexistentes apenas psicológicos, já senti sensação de pontadas na região onde achava ter C. de pele mesmo sendo só uma mancha branca normal, dor na cervical e nos braços depois que a médica citou esses sintomas na consulta. Atualmente acredito estar tendo outra crise disso, senti uma sensação estranha na parte esquerda do corpo e relacionei imediatamente com hemiparesia fiquei com medo entãop fui pesquisar o que poderia causar isso e achei Tmr cerebral(perdão a abreviação do nome tenho medo até de escrever o nome das enfermidades) após ler os sintomas da doença comecei a senti-los no mesmo dia varia de acordo com o humor atualmente, quando me mantenho concentrado em algo eles somem quase que 100% ou fazendo esporte que some completamente, mas, quando em ócio ou quando lembro, eles voltam. É possível ter sintomas que não existem ou eu devo me preocupar com isso essa doença é extremamente incomum em pessoas da minha idade e tenho hábitos saudáveis e nenhum histórico familiar disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! O seu relato esta dentro dos sintomas da doença. A hipocondria é um transtorno que se caracteriza por uma preocupação constante e obsessiva com a própria saúde. A pessoa está convencida de que tem alguma doença grave (ou várias) e isso acontece ao fazer uma interpretação totalmente equivocada dos sinais corporais e possíveis sintomas.
    Sugiro buscar uma avaliação psicológica e iniciar um tratamento para entender e desenvolver novos padrões de comportamento frente a doença, assim como para o Transtorno de Ansiedade.

    Espero ter ajudado, fico a disposição!

    Com carinho,
    Vanessa Masson


    Te convidamos para uma consulta


  • O que define se eu tenho problema de concentração? Seria um tempo mínimo sem se desconcentrar?

    O que define se eu tenho problema de concentração? Seria um tempo mínimo sem se desconcentrar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Quem tem problemas de concentração apresenta dificuldade para se focar até mesmo nas simples tarefas do dia a dia. Algo que é feito naturalmente e rapidamente por alguém com facilidade de concentração demanda um esforço descomunal de pessoas que não se concentram tão facilmente.
    Para amenizar esse sintoma, é possível adotar medidas comportamentais, como organizar a rotina por meio de agendas, checklists e aplicativos, evitar a procrastinação, se alimentar de forma saudável, ter um sono de qualidade e eliminar distrações.
    As causas e a dificuldade podem acontecer por diferentes motivos incluindo depressão, estresse, tensão, fadiga, sobrecarga de trabalho, problemas emocionais e pessoais, ansiedade e déficit de atenção, um quadro bastante recorrente na infância. Para tratar a dificuldade de concentração, é essencial conhecer os motivos que levam o indivíduo a ser pouco concentrado. Por isso é fundamental que você busque ajuda de um psicólogo(a), no processo terapêutico você irá entender a origem da desatenção.

    Espero ter ajudado, fico a disposição.

    Com carinho,
    Vanessa Masson


    Te convidamos para uma consulta


  • Voltei com meu ex recentemente. E me sinto mal por não contar detalhes das coisas, as vezes acho qu

    Voltei com meu ex recentemente.
    E me sinto mal por não contar detalhes das coisas, as vezes acho que posso estar me sabotando. As pessoas que eu conversei me falaram que nem tudo se conta com detalhes, que não importa oque aconteceu dentro do “ficar”, mas mesmo assim tenho a sensação de estar estar enganando ele, mesmo não devendo satisfação doque eu fiz no tempo solteira. As vezes tenho vontade de falar, mas sei que ele não vai lidar bem e eu vou acabar sendo julgada. Como lidar com a culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Masson

    Olá! Seria importante você procurar ajuda de um psicólogo(a), no processo terapêutico, você poderá entender e lidar melhor com que aconteceu e com essa ambiguidade de pensamentos. À medida que você for se aprofundando em seu processo, poderá cuidar melhor de todas essas dúvidas que está enfrentando.

    Deixo aqui uma dica de leitura que tenho certeza que irá lhe ajudar nesse momento onde o sentimento de culpa esta tão presente: "Não Acredite em Tudo que Você Sente"

    Espero ter ajudado;

    Com Carinho;
    Vanessa Masson



    Te convidamos para uma consulta


Perguntas frequentes

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