Perguntas do paciente (93)

  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá! Sim, o que você percebeu é compatível com uma participação da ansiedade, mas não permite concluir sozinho que ela seja a causa do cansaço. A diferença entre os dois trajetos é clinicamente interessante justamente porque a distância foi semelhante, enquanto sua experiência corporal mudou bastante.

    Quando a atenção fica muito ocupada com preocupações e com o monitoramento do próprio corpo — respiração, batimentos, sensação de fraqueza, tensão, cansaço — o esforço pode ser percebido com maior intensidade. Na volta, a conversa provavelmente deslocou parte dessa atenção; isso pode ter contribuído para que o percurso fosse vivido como muito mais leve.

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    Uma imagem possível é a de caminhar enquanto vários "aplicativos" disputam sua atenção ao mesmo tempo. O percurso continua sendo o mesmo, mas parte da sua atenção está ocupada verificando: "estou cansando?", "minha respiração está normal?", "vou passar mal?". Isso não significa que a ansiedade esteja literalmente consumindo sua energia muscular; significa que vigilância, expectativa e interpretação das sensações podem modificar a experiência subjetiva do esforço.

    Há evidências de que isso pode acontecer. Pennebaker e Lightner (1980), por exemplo, mostraram experimentalmente que diferentes focos de atenção durante exercício podem alterar a percepção de sintomas e fadiga. Estudos sobre ansiedade também descrevem maior influência de sinais percebidos como ameaçadores sobre a atenção e maior peso atribuído às sensações internas do corpo (Eysenck et al., 2007; Paulus & Stein, 2010).

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    Na perspectiva da Hipnose Clínica Ericksoniana, a diferença entre os dois trajetos também pode ser pensada em termos de organização da atenção. Erickson, Rossi e Rossi (1976) descrevem experiências cotidianas de absorção nas quais algo passa a ocupar intensamente o primeiro plano da experiência. A conversa na volta pode ser compreendida, por essa lente, como uma mudança espontânea do foco e da absorção.

    Isso oferece uma pista clínica interessante: em psicoterapia, pode ser útil investigar o que acontece quando sua atenção começa a se prender aos sintomas, quais expectativas aparecem e de que maneiras esse foco pode ser flexibilizado. Mas o fato de você ter caminhado melhor na volta não demonstra, sozinho, que não exista alguma questão física envolvida.

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    Ressalva ética: como você ainda não realizou avaliação médica, é prudente não atribuir o cansaço exclusivamente à ansiedade. Um médico poderá avaliar sua história, seus sintomas e sua condição para atividade física e decidir se algum exame é necessário. Se ocorrerem dor no peito, desmaio, falta de ar desproporcional ao esforço ou palpitações importantes, a avaliação médica merece maior brevidade.

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    Referências selecionadas: Pennebaker, J. W., & Lightner, J. M. (1980), Journal of Personality and Social Psychology, 39(1), 165–174; Eysenck, M. W., Derakshan, N., Santos, R., & Calvo, M. G. (2007), Emotion, 7(2), 336–353; Paulus, M. P., & Stein, M. B. (2010), Brain Structure and Function, 214(5-6), 451–463; Erickson, M. H., Rossi, E. L., & Rossi, S. I. (1976), Hypnotic Realities: The Induction of Clinical Hypnosis and Forms of Indirect Suggestion.

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    Victor Lawrence Bernardes Santana · Psicólogo · CRP 09/012681


  • Um adulto escolher se mudar de casa 15 vezes em 2 anos é possivelmente uma característica de autismo

    Um adulto escolher se mudar de casa 15 vezes em 2 anos é possivelmente uma característica de autismo ou há algumas outras condição que a princípio explica melhor isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Compreendo a sua observação e a curiosidade em relação a um padrão de comportamento tão específico e, à primeira vista, intenso, como o de mudar de casa tantas vezes em um período tão curto. É natural buscar entender o que pode estar por trás de uma dinâmica de vida assim, e essa é uma pergunta que convida a uma reflexão cuidadosa.

    Um comportamento como este, de constante mudança em busca de um 'lugar ideal' ou de um novo começo, pode ser um reflexo de diversas dinâmicas internas. No contexto de traços do Transtorno do Espectro Autista em adultos, por exemplo, podemos pensar na intensa necessidade de regulação sensorial e de previsibilidade. Embora a busca por previsibilidade geralmente leve à estabilidade, quando um ambiente não consegue prover essa regulação esperada – talvez por excesso de estímulos sensoriais (ruídos, luzes, texturas), por dificuldades sociais inerentes ao local, ou pela ausência de uma sensação de 'encaixe' – a pessoa pode entrar em um ciclo de evitação e busca incessante pelo ambiente que finalmente traga essa sensação de bem-estar.

    Essa busca pode se assemelhar a uma perseveração, onde a mente inconsciente continua a 'testar' novos ambientes na esperança de encontrar o que finalmente se alinha às suas necessidades profundas de autorregulação e conforto. Não se trata de uma simples decisão de mudança, mas de uma resposta complexa a um desalinhamento persistente entre o indivíduo e o seu entorno. É como se houvesse uma 'fome' por um estado ideal de funcionamento que o ambiente atual nunca consegue saciar, levando a essa mobilidade constante.

    Contudo, é crucial salientar que esta dinâmica não é exclusiva do TEA. Outras condições como transtornos de ansiedade severa, Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), algumas formas de Transtornos de Personalidade (onde há uma busca por estabilidade que nunca é alcançada), ou até mesmo contextos de vida altamente estressantes e desorganizados podem impulsionar padrões de mudança frequente. A diferença reside na motivação subjacente e nas dinâmicas neurocognitivas que sustentam esse comportamento.

    No meu trabalho com TEA em adultos e na minha pesquisa de Mestrado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que converge Psicometria e Hipnose Ericksoniana no tratamento dessa população, observamos que padrões comportamentais complexos como este merecem uma investigação aprofundada. Embora instrumentos como o AQ10 (Autism Spectrum Quotient), validado para triagem de traços autistas em adultos, possam indicar uma predisposição, o comportamento de mudança contínua não é um critério diagnóstico isolado. É um indício que nos convida a explorar a experiência interna do indivíduo, as suas percepções sensoriais e sociais, e como ele se relaciona com o ambiente. A abordagem Ericksoniana, nesse contexto, nos permite acessar essas motivações inconscientes e ajudar o indivíduo a encontrar novos recursos para a autorregulação e para a construção de um senso de pertencimento, independentemente do ambiente externo.

    Se essa observação gera preocupação ou a busca por uma compreensão mais clara, o caminho mais recomendado é buscar uma avaliação psicológica completa. Um profissional poderá auxiliar na análise das motivações, dos gatilhos e das condições associadas a esse padrão de comportamento, oferecendo um espaço seguro para a compreensão e a busca por estratégias de regulação e adaptação. O objetivo é sempre buscar o manejo e a compreensão para uma vida com maior bem-estar e autenticidade.


  • A avaliação neuropsicológica pode dar o diagnóstico de fibromialgia?

    A avaliação neuropsicológica pode dar o diagnóstico de fibromialgia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá, tudo bem?

    Uma das considerações mais importantes para responder à sua pergunta é a distinção clara entre as especialidades médicas e psicológicas, especialmente porque condições como a fibromialgia frequentemente apresentam uma sobreposição de sintomas que podem confundir o caminho diagnóstico. A sua dúvida é bastante pertinente, pois reflete a complexidade da interação entre mente e corpo.

    Em essência, a resposta direta é não: o diagnóstico formal de fibromialgia não é estabelecido por uma avaliação neuropsicológica. Este diagnóstico é primariamente de competência médica, geralmente conduzido por um reumatologista, utilizando critérios clínicos específicos que envolvem a análise de dor crônica generalizada e outros sintomas físicos.

    Por outro lado, a avaliação neuropsicológica desempenha um papel de suporte fundamental e complementar, pois seu objetivo é investigar e mensurar o funcionamento cognitivo e emocional. Assim, o que essa avaliação pode fazer é:
    1. Mapear as funções cognitivas, como atenção, memória, funções executivas e velocidade de processamento, que são frequentemente afetadas em quadros de dor crônica, uma queixa comum na fibromialgia conhecida como 'fibro fog' ou névoa mental.
    2. Realizar um diagnóstico diferencial, ajudando a distinguir se as dificuldades cognitivas observadas são primariamente decorrentes da dor e do estresse associado à condição ou se podem indicar a presença de outras comorbidades, como transtornos de ansiedade ou depressão.

    A articulação entre diferentes áreas do saber é crucial em quadros complexos, onde os sintomas físicos e os impactos psicológicos se entrelaçam de maneira indissociável. A compreensão abrangente do paciente, em vez de uma visão fragmentada de seus sintomas, permite a elaboração de um plano de tratamento mais integrado e direcionado às suas particularidades.

    Caso sinta que faz sentido para você explorar como os aspectos cognitivos e emocionais podem estar influenciando seu bem-estar, e se desejar ter clareza sobre esses processos, talvez seja interessante considerar uma conversa para que possamos entender melhor sua situação particular.


  • O que é o perfil neurocognitivo? .

    O que é o perfil neurocognitivo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá! O perfil neurocognitivo é como se fosse um "mapa" ou a "impressão digital" do funcionamento do cérebro de uma pessoa. Após realizar a avaliação neuropsicológica, o profissional elabora esse perfil detalhando quais são os pontos fortes (habilidades preservadas) e os pontos fracos (dificuldades) do paciente em diversas áreas: memória, atenção, linguagem, raciocínio, planejamento, entre outras. Esse mapa é fundamental para fechar diagnósticos (como TDAH, autismo ou demências) e para criar um plano de reabilitação personalizado para o paciente.


  • Como a reserva cognitiva influencia os resultados na neuropsicologia ?

    Como a reserva cognitiva influencia os resultados na neuropsicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá! A reserva cognitiva funciona como uma "poupança" do nosso cérebro, construída ao longo da vida através de escolaridade, leitura, profissão e atividades intelectuais. Na avaliação neuropsicológica, ela tem grande influência: uma pessoa com alta reserva cognitiva pode mascarar sintomas iniciais de um declínio (como no Alzheimer), pois seu cérebro consegue compensar as perdas e apresentar resultados normais nos testes por mais tempo. Por isso, o neuropsicólogo não avalia apenas a nota do teste, mas cruza esses dados com a história de vida, a escolaridade e o nível prévio de funcionamento do paciente para evitar falsos diagnósticos.


  • O que indica a incapacidade de interpretar metáforas (linguagem não literal)?

    O que indica a incapacidade de interpretar metáforas (linguagem não literal)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá! A dificuldade em interpretar metáforas, ironias ou piadas indica o que chamamos de "pensamento concreto" e um déficit na área da pragmática da linguagem (o uso social da comunicação). Na neuropsicologia, essa dificuldade está frequentemente associada a alterações nas funções executivas e pode ser um sinal clínico importante. É muito comum observarmos essa característica em pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA), em pacientes que sofreram lesões no hemisfério direito do cérebro, e em certos quadros psiquiátricos (como esquizofrenia) ou neurológicos (como a Demência Frontotemporal).


  • Como a linguagem expressiva se diferencia da linguagem receptiva na neuropsicologia? .

    Como a linguagem expressiva se diferencia da linguagem receptiva na neuropsicologia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá! De forma simples, a linguagem receptiva é a nossa capacidade de compreender o que nos é transmitido (entender a fala de alguém, compreender um texto lido). Já a linguagem expressiva é a nossa capacidade de produzir a comunicação (falar, encontrar as palavras certas, formular frases, escrever). Na avaliação neuropsicológica, avaliamos ambas separadamente. É perfeitamente possível, por exemplo, após um AVC ou em certos transtornos, que um paciente entenda perfeitamente tudo o que ouve (linguagem receptiva preservada), mas não consiga formular as palavras para responder (linguagem expressiva prejudicada).


  • O que é o teste neuropsicológico VINELAND III ? Para que serve ?

    O que é o teste neuropsicológico VINELAND III ? Para que serve ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Compreendo perfeitamente sua busca por entender o que é o teste neuropsicológico Vineland III e para que ele serve. É uma pergunta muito pertinente, pois esta é uma ferramenta de avaliação de grande relevância no campo da psicologia e neuropsicologia.

    O Vineland Adaptive Behavior Scales, Third Edition (Vineland III) é um instrumento psicométrico robusto projetado para medir o comportamento adaptativo, que se refere à forma como um indivíduo realiza as atividades cotidianas necessárias para cuidar de si mesmo e interagir efetivamente com os outros. Diferente de testes de inteligência que medem o potencial cognitivo, o Vineland III avalia as habilidades práticas que as pessoas usam para funcionar de forma independente. Ele explora quatro domínios principais:
    1. Comunicação: Habilidades de recepção, expressão e escrita.
    2. Habilidades de Vida Diária: Habilidades pessoais (comer, vestir-se, higiene), domésticas e comunitárias (usar dinheiro, transporte).
    3. Socialização: Habilidades interpessoais, responsabilidade e lazer.
    4. Habilidades Motoras: Para crianças menores, avaliando coordenação motora grossa e fina.

    Sua utilidade prática é imensa, especialmente no diagnóstico e planejamento de intervenções para condições neurodesenvolvimentais, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, ou outras dificuldades de desenvolvimento. Ele ajuda a identificar pontos fortes e áreas que necessitam de suporte, fornecendo uma base para o desenvolvimento de programas de intervenção individualizados que visam melhorar a funcionalidade adaptativa e a autonomia do indivíduo. É uma peça chave para entender como a pessoa se regula no dia a dia, nas suas interações e na gestão de suas próprias necessidades.

    Embora minha pesquisa de Mestrado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) se aprofunde na convergência entre a psicometria e a Hipnose Ericksoniana no tratamento de TEA em adultos, utilizando escalas como o AQ-10 para triagem de traços autistas e buscando validar a ERE-28 para a aliança terapêutica, reconheço a importância vital de avaliações como o Vineland III. Minha experiência de mais de 10 mil horas de prática clínica, especialmente com adultos no espectro autista, demonstra que uma compreensão completa não se limita apenas aos traços autistas em si, mas também abrange a capacidade de adaptação e as habilidades de vida prática. O Vineland III oferece uma lente valiosa para essa compreensão mais abrangente, permitindo um planejamento de suporte mais eficaz e direcionado para a regulação da vida diária e a promoção de uma maior autonomia.

    Para obter uma avaliação precisa e um planejamento de intervenção adequado, o caminho mais recomendado é buscar um profissional de saúde qualificado. Este profissional poderá aplicar o teste de forma correta, interpretar os resultados dentro do contexto individual da pessoa e guiar os próximos passos para a compreensão e o desenvolvimento de habilidades adaptativas.


  • Como a cognição social afeta a aprendizagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Como a cognição social afeta a aprendizagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Olá, tudo bem?

    Uma das considerações mais importantes para a compreensão do TEA, de fato, reside na questão que você levanta. A sua pergunta é de uma pertinência notável, pois ela toca diretamente no núcleo de como a experiência de aprendizagem é estruturada para a pessoa no espectro, indo muito além de uma simples aquisição de conteúdo.

    Em essência, a cognição social não é mais do que a capacidade de processar e interpretar informações sociais, o que, por sua vez, permite a navegação adequada em interações humanas. No contexto do Transtorno do Espectro Autista, os desafios nesta área podem modular a aprendizagem de maneiras bastante específicas: primeiro, pela dificuldade na decodificação de pistas não-verbais e regras sociais implícitas, que são fundamentais em ambientes de aprendizado tradicionais, como uma sala de aula; segundo, por meio das particularidades na Teoria da Mente, ou seja, na habilidade de inferir os estados mentais de outras pessoas, o que pode tornar a aprendizagem colaborativa e a compreensão de intenções pedagógicas mais complexas; e, por fim, através do impacto na aprendizagem por imitação, uma vez que a observação e a replicação do comportamento de pares e instrutores são mecanismos de aprendizado primários que dependem de uma sintonia social fina.

    Diferentemente de uma visão que possa fragmentar o aprendizado em componentes puramente acadêmicos, a prática clínica e a pesquisa, especialmente no trabalho com adultos no espectro, demonstram que a aprendizagem é um processo intrinsecamente social. Assim, a intervenção eficaz não se foca apenas em transmitir conteúdo, mas em construir as pontes de cognição social que tornam o acesso a esse conteúdo possível e significativo.

    É um tema bastante denso e com muitas particularidades individuais. Caso sinta que faz sentido explorar como essas dinâmicas se manifestam especificamente para você ou para alguém que você conhece, e se estiver aberto a considerar um espaço para aprofundar essa compreensão, saiba que é possível agendar uma avaliação para que possamos conversar com mais calma e detalhe.


  • Quais são os desafios cognitivos no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Quais são os desafios cognitivos no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Compreendo plenamente sua busca por entender os desafios cognitivos no Transtorno do Espectro Autista (TEA). É uma questão fundamental e muito relevante, pois desvendar essas nuances é o primeiro passo para uma compreensão mais profunda e para a construção de estratégias eficazes que promovam bem-estar e autonomia.

    No TEA, a forma como o cérebro processa informações é, de fato, singular e pode apresentar uma série de desafios que impactam a interação com o mundo. Podemos pensar em algumas áreas centrais:

    Cognição Social e Teoria da Mente: Há uma singularidade na percepção e interpretação de sinais sociais. Isso se manifesta em dificuldades para compreender as emoções, intenções e perspectivas alheias – o que chamamos de 'Teoria da Mente'. Da mesma forma, a capacidade de imitação e a ativação dos chamados 'neurônios-espelho', que são cruciais para a empatia e o estabelecimento de conexões, podem operar de maneira diferente. Esse aspecto é, inclusive, uma das bases que explorei em minha pesquisa sobre o Potencial de Emissão de Rapport em adultos com TEA, utilizando escalas como o AQ10 e o PRIR-10. A compreensão de como o rapport se estabelece, ou não, é vital para o manejo terapêutico.

    Processamento Sensorial e Carga Sensorial: Muitas pessoas com TEA vivenciam o mundo através de uma intensidade sensorial muito particular. Sons, luzes, texturas ou cheiros que para a maioria passariam despercebidos, podem ser avassaladores. Isso gera uma 'Carga Sensorial' significativa, que consome recursos cognitivos e pode levar ao estresse ou à exaustão, influenciando diretamente a atenção e a capacidade de processamento de outras informações.

    Funções Executivas: Desafios em áreas como planejamento, organização, flexibilidade cognitiva e gerenciamento do tempo são comuns. Isso pode tornar a execução de tarefas complexas ou a transição entre diferentes atividades algo que exige um esforço mental considerável. A mente busca padrões e previsibilidade, e a flexibilidade para se adaptar a mudanças pode ser um grande ponto de atenção.

    Coerência Central: Existe uma tendência a focar nos detalhes em detrimento da visão global. É como ver cada árvore de uma floresta, mas ter dificuldade em perceber a floresta inteira. Essa forma de processamento detalhada pode ser uma força em certas áreas, mas também um desafio na compreensão de contextos mais amplos ou em situações que exigem uma síntese rápida de informações.

    Em minha jornada como Mestrando em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), tenho me dedicado à convergência entre psicometria e Hipnose Ericksoniana no tratamento de TEA em adultos. Minha pesquisa busca, justamente, aprofundar a compreensão desses padrões cognitivos, utilizando instrumentos como o Autism Spectrum Quotient (AQ-10), validado para a população brasileira, e a Escala de Rapport Ericksoniana (ERE-28), para entender como podemos, através da linguagem indireta e da conexão terapêutica, facilitar o desenvolvimento de novas estratégias de manejo e bem-estar. Essa abordagem, que também se alinha aos princípios da Milton Erickson Foundation, foca em utilizar os próprios recursos internos da pessoa, reconhecendo sua singularidade.

    Compreender esses desafios é um passo crucial para quem vive ou convive com o TEA. Não se trata de uma 'cura', mas sim de um caminho para a regulação, o manejo e a compreensão aprofundada de si mesmo e do ambiente. Cada pessoa com TEA é um universo particular, e a beleza está em desvendar suas formas únicas de perceber e interagir. A jornada é de descoberta e de construção de pontes para uma vida mais plena e significativa, respeitando o ritmo e a individualidade de cada um.


  • Quais são os benefícios do mindfulness nas atividades diárias?

    Quais são os benefícios do mindfulness nas atividades diárias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    O mindfulness (atenção plena) é uma prática que consiste em estar presente no momento, observando pensamentos, emoções e sensações sem julgamentos. Incorporar essa atitude nas atividades diárias traz diversos benefícios, como:

    Redução do estresse e da ansiedade: ao focar no presente, evitamos ficar presos a preocupações passadas ou futuras.

    Aumento da concentração: mais clareza mental para realizar tarefas com qualidade.

    Melhora do bem-estar emocional: favorece o equilíbrio e a regulação das emoções.

    Relacionamentos mais saudáveis: atenção plena melhora a escuta e a empatia.

    Maior satisfação nas pequenas coisas: cultivar presença ajuda a valorizar momentos simples.

    Se você deseja aprender como aplicar o mindfulness de forma prática no seu dia a dia e colher esses benefícios, agende uma sessão. Assim, podemos criar estratégias personalizadas para a sua rotina.


  • Quais são as técnicas de Atenção Plena para crianças e adolescentes ?

    Quais são as técnicas de Atenção Plena para crianças e adolescentes ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    A Atenção Plena (Mindfulness) é uma prática que ajuda crianças e adolescentes a desenvolverem mais foco, autorregulação emocional e consciência do momento presente. As técnicas podem ser adaptadas para a faixa etária, tornando-as mais lúdicas e envolventes. Alguns exemplos incluem:

    Respiração consciente: convidar a criança a perceber o ar entrando e saindo, podendo usar recursos como “cheirar a flor” e “apagar a vela” para facilitar.

    Exploração sensorial: prestar atenção aos sons, cheiros, cores e texturas ao redor, ajudando a ancorar a atenção no presente.

    Histórias e metáforas: narrativas que conduzam a criança a imaginar e se conectar com imagens mentais que favoreçam calma e clareza.

    Movimento consciente: alongamentos suaves ou caminhadas lentas, sentindo cada passo.

    Mindfulness em atividades do dia a dia: comer devagar, sentindo o sabor e a textura, ou ouvir música com atenção plena.

    O importante é manter as práticas curtas, simples e adaptadas à idade, sempre respeitando o ritmo da criança ou adolescente e tornando o momento agradável.

    Se você deseja que seu filho desenvolva mais concentração, equilíbrio emocional e estratégias para lidar com a ansiedade, agende uma sessão. Assim poderemos aplicar essas técnicas de forma personalizada e acompanhada.


  • Qual é o papel do trauma no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual é o papel do trauma no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    O trauma, especialmente vivências adversas na infância como abuso, negligência ou vínculos instáveis, desempenha um papel significativo no desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Essas experiências podem impactar a construção da identidade, a regulação emocional e a forma como a pessoa se relaciona com os outros. Embora o trauma não seja a única causa do TPB, ele é um fator importante que pode interagir com predisposições biológicas e ambientais.

    Na Hipnose Clínica, o trabalho terapêutico se dá de forma indireta, respeitosa e adaptada à individualidade do paciente. Utilizam-se recursos como metáforas, linguagem permissiva e intervenções estratégicas que favorecem o acesso a novas perspectivas e a reestruturação de padrões emocionais e cognitivos ligados ao trauma. Essa forma de atuação permite que o paciente construa, no seu próprio ritmo, novas formas de compreender suas experiências e lidar com elas de maneira mais saudável.

    Se você deseja compreender melhor como experiências passadas podem estar influenciando sua vida hoje e desenvolver recursos internos para lidar com essas questões, agende uma sessão. Podemos explorar juntos caminhos terapêuticos que respeitem sua história e potencial de mudança.


  • Ola tenho uma melhor amiga q éramos muito proximas mas eu guardava muitas coisas q eu pensava sobre

    Ola tenho uma melhor amiga q éramos muito proximas mas eu guardava muitas coisas q eu pensava sobre ela certo dia eu fui na casa dos meus amigos (nós "somos" um quarteto eu ela e mais dois amigos) e eu comecei a desabafar falar tudo aquilo q eu guardava pra mim e descobri q eles pensavam a mesma coisa falei muito mal dela e dai como eu e eles ainda estudamos nós fomoks pra escola e com os dias ele percebeu q a gente (principalmente eu) estavamos diferentes com ela e ela pergunto e eu falei q nao q a gente nao estava diferente com ela dai HOJE tinha festa junina na escola e ra tbm o último dia de aula (férias de julho) e dai como ela é do grêmio estudantil (pra quem nao sabe oq é os alunos ajudam a escola) ela estava guardando umas caixas e eu e a minha outra amiga ( do quarteto ) estávamos indo pra casa pq a gente não era do grêmio e dai ela falou pra gente esperar ela dai contra vontade a gente esperou uns dez minutos e ela nao veio dai a minha amiga disse vamos ire eu falei sim estou me sentindo falsa por tudo isso me ajudem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Entendi o que você está sentindo. Essas situações em amizades são realmente delicadas e mexem muito com a nossa consciência e o coração. É normal se sentir culpada quando a gente guarda sentimentos, fala sobre outra pessoa pelas costas ou acaba se afastando sem conseguir ser sincera. O peso dessa culpa aparece porque, no fundo, você se importa com a amizade e com a forma como as coisas estão acontecendo.

    Na hipnose clínica, a gente pode trabalhar justamente essas questões de culpa, arrependimento e até de comunicação — ajudando a entender melhor seus próprios sentimentos, lidar com o que aconteceu e encontrar formas mais saudáveis de se relacionar. O objetivo é trazer mais leveza, clareza e até coragem pra agir com mais autenticidade, seja pra conversar com sua amiga ou pra lidar melhor com essa situação dentro de você.

    Se sentir que precisa de um espaço pra falar sobre isso e entender melhor seus sentimentos, pode marcar uma sessão. Vai ser um momento só seu, pra você se acolher e aprender a lidar com tudo isso de um jeito mais tranquilo. Estou aqui pra ajudar!


  • Tenho uma amiga que namora um cara que diz que aprendeu a amar com ela, como se ela fosse a responsá

    Tenho uma amiga que namora um cara que diz que aprendeu a amar com ela, como se ela fosse a responsável por tudo de bom que ele sente. Ele a família dele tratam ela aparentemente bem demais. Sempre que eles brigam, a mãe dele intervém pra defender ele e fazer ela repensar tudo.
    Agora, ela descobriu que ele tinha um perfil em app de relacionamento. Quando terminou, ele veio com a história de que tava num dia horrível e que alguém próximo tinha morrido. E ela contou que isso sempre acontece, quando ela tenta terminar ele arranja alguma coisa triste que faz ela sentir culpa e voltar. Literalmente em toda briga.
    Gostaria de saber se ele pode estar sendo manipulada e como eu ajudo ela a sair dessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    O que você contou mostra vários sinais de manipulação emocional, principalmente quando a pessoa faz a outra se sentir culpada e responsável pela felicidade dela. Esse tipo de situação pode deixar a autoestima muito abalada e dificultar que sua amiga enxergue o que realmente está acontecendo.

    A hipnose clínica pode ajudar muito nesses casos porque trabalha diretamente a confiança, a autoestima e o fortalecimento dos limites pessoais. Com as sessões, sua amiga pode desenvolver mais clareza sobre os próprios sentimentos, aprender a reconhecer quando está sendo manipulada e encontrar força para tomar decisões mais saudáveis para si mesma.

    Se achar que pode ajudar, sugira pra ela buscar apoio profissional. Assim, ela vai se sentir mais segura, confiante e preparada pra sair desse ciclo. Se quiser conversar mais ou indicar uma sessão, é só avisar!


  • Todo mundo tem Microssono? Acontece com todos que privam o sono??

    Todo mundo tem Microssono? Acontece com todos que privam o sono??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Na verdade, o microssono não acontece com todo mundo, mas é bastante comum em quem priva o sono, sim. Ou seja, pessoas que dormem pouco ou têm noites mal dormidas podem acabar tendo esses episódios curtos em que “desligam” por alguns segundos, mesmo sem perceber. Isso é o corpo tentando compensar a falta de descanso.

    Se você tem notado cansaço, dificuldade de concentração ou até pequenos “apagões” durante o dia, pode ser sinal de microssono. Isso pode prejudicar bastante a rotina e até colocar em risco a segurança.

    Na hipnose clínica, a gente pode trabalhar questões relacionadas ao sono, estresse e até criar estratégias para melhorar sua qualidade de vida. Se quiser conversar mais sobre isso e buscar alternativas para dormir melhor, é só marcar uma sessão comigo! Assim a gente pode entender o seu caso e pensar em soluções práticas.


  • Quais alterações do pensamento podemos ter? .

    Quais alterações do pensamento podemos ter? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    É normal perceber algumas mudanças no pensamento em determinados momentos, principalmente quando estamos sob estresse, ansiedade ou muito cansados. Às vezes a mente fica acelerada, cheia de pensamentos ao mesmo tempo. Outras vezes, a gente se pega preso em preocupações ou ideias repetitivas, e aí acaba difícil focar no que precisa ou até lembrar de coisas simples do dia a dia. Tem também aquela sensação de confusão mental, como se tudo estivesse meio bagunçado na cabeça.

    Essas alterações podem acontecer com qualquer pessoa, mas quando começam a atrapalhar sua rotina, é importante dar atenção.

    Na hipnose clínica, a gente trabalha justamente para ajudar a mente a se reorganizar, trazendo mais equilíbrio, foco e tranquilidade.
    Se quiser conversar mais sobre isso ou entender como o processo pode te ajudar, é só marcar uma sessão comigo!


  • Em 2021 houve uma tempestade muito forte onde eu moro, e isso acabou me deixando com medo. No mesmo

    Em 2021 houve uma tempestade muito forte onde eu moro, e isso acabou me deixando com medo. No mesmo ano, após alguns meses passou um ciclone que "destruiu" a cidade inteira, depois desses acontecimentos eu percebi que quando o tempo fica escuro, com raios, trovões e principalmente com vento seja fraco ou forte, eu fico com muito medo, meu coração acelera, minha barriga dói, começo a tremer, e até fico com vontade de chorar. Eu queria saber se posso ter desenvolvido um trauma, ou será que é apenas uma fobia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    A fobia é um medo intenso, irracional e persistente de um objeto, situação ou animal. Quem sofre de fobia tem uma sensação de pânico irracional diante do objeto ou da situação temida. Esse medo pode interferir na vida do indivíduo, afetando desde as atividades diárias até as relações sociais.

    A fobia pode ser desenvolvida de diversas maneiras, mas, na maioria dos casos, ela surge a partir de um evento traumático. Um trauma, seja ele físico ou emocional, pode fazer com que a pessoa desenvolva uma fobia. Por exemplo, uma criança que tenha sido agredida fisicamente por um adulto pode vir a desenvolver medo de pessoas grandes ou de lugares fechados.

    A fobia também pode ser desenvolvida através da aprendizagem. Se uma criança presencia um adulto tendo medo de um objeto, por exemplo, a probabilidade dela desenvolver uma fobia por esse objeto é grande.

    Outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de uma fobia incluem: hereditariedade, experiências de vida negativas, baixa autoestima e problemas de ansiedade.

    Na hipnose clínica, o paciente é conduzido a um estado de trance hipnótico, onde é possível identificar e modificar os padrões de pensamento e comportamento que estão mantendo a fobia.

    A hipnose clínica trata fobias com rapidez e eficiência, pois atua diretamente no subconsciente. O objetivo é modificar os pensamentos e emoções negativos que estão associados à fobia, de modo a eliminá-la.

    Pelo seu relato me parece que seu caso se trata de uma fobia desenvolvida.

    Se você deseja um tratamento eficaz, a hipnose clínica é uma excelente opção. Estou a disposição para ajudar se desejar.


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  • Eu gostaria de saber mais sobre a hipnose. É recomendada para todas as pessoas ou tem alguma contra

    Eu gostaria de saber mais sobre a hipnose. É recomendada para todas as pessoas ou tem alguma contra indicação? Se realiza sempre de forma invidual ou pode estar presente outra pessoa além do hipnotizador e o paciente? Existem vários métodos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    A hipnose clínica tem a finalidade de tratar problemas psicológicos, como depressão, ansiedade, dificuldades de relacionamento, etc.

    A hipnose provoca um estado alterado de consciência que facilita o desenvolvimento da terapia e a Programação Neurolinguistica (PNL) reprograma a menta das pessoas através do uso da linguagem e da imaginação criativa, visando conquistar a excelência e o desenvolvimento pessoal e profissional.

    O transe hipnótico é um estado alterado de consciência que facilita o desenvolvimento da terapia. Ao induzir esse estado, o hipnoterapeuta consegue estabelecer uma conexão com a parte inconsciente do paciente, o que possibilita identificar e trabalhar os problemas por trás dos sintomas. A hipnose é segura e é uma técnica poderosa que tem sido cada vez mais utilizada em vários campos da medicina e psicologia.


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  • Qualquer coisinha é gatilho pra mim chorar, sinto formigamento nas minhas mãos e uma adrenalina pass

    Qualquer coisinha é gatilho pra mim chorar, sinto formigamento nas minhas mãos e uma adrenalina passando pelo meu corpo, eu sinto a energia e tenho uma vontade enorme de chorar, como se eu tivesse acumulado choros e mágoas passadas. Oque pode ser? Ansiedade, depressão ou só tristeza?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Victor Lawrence Bernardes Santana

    Praticar relaxamento é essencial pra quem sofre de quadros de ansiedade. Exercícios físicos e meditação ajudam a aliviar o estresse e a tensão, enquanto um acompanhamento psicológico é necessário para o tratamento completo. A hipnose pode ser uma ótima aliada nesse processo, proporcionando uma "cura mais rápida". Quadros de ansiedade vem se tornando cada vez mais comuns. Mas não é preciso se sentir sozinho: há diversas formas de lidar com isso e te ajudar a voltar à vida normal.


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