Perguntas do paciente (58)

  • Posso me curar do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e dos pensamentos intrusivos apenas com forç

    Posso me curar do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e dos pensamentos intrusivos apenas com força de vontade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Ola, como você está?
    É claro que a implicação do paciente nas suas proprias questões é importante para o tratamento. Mas "apenas" com a força de vontade você pode conseguir, mas acredito que levaria mais tempo e exigiria um esforço muito maior, alem da frustração por em alguns momentos entrar em embate com a propria mente e pensamentos. Por isso alem do acompanhamento psquiatrico, o acompanhamento psicologico é de suma importancia para conseguir falar sobre esses impulsos e entender a raiz da questão.
    Você ate pode conseguir se sentir melhor em relaçao a isso sozinho. Mas nao precisa.


  • Quais são exemplos de pensamentos intrusivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Quais são exemplos de pensamentos intrusivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Os pensamentos intrusivos podem ser exemplificados com ideias que surgem e que normalmente causariam algum dano à pessoa, seja um dano fisico, social, material. Um pensamento intrusivo pode ser "basicamente" qualquer pensamento que surja fora do contexto e sem uma ligação aparente. A questão é que uma pessoa "saudável" consegue muitas vezes suprimir esses pensamentos, nao que eles nao aconteçam ou mesmo algumas vezes sejam colocados em ato, mas uma pessoa "saudavel" consegue avaliar o risco/ preço/ prejuizo se colocar aquele pensamento intrusivo em ato.
    Numa pessoa com toc, é possivel que o "pensamento intrusivo" venha com uma consequencia catastrofica se nao for colocada em ato, ainda que tambem haja prejuizo por coloca-lo em ato.


  • Tenho 34 anos e não consigo ter vontade de trabalhar, eu não queria ser assim é uma tristeza muito r

    Tenho 34 anos e não consigo ter vontade de trabalhar, eu não queria ser assim é uma tristeza muito ruim, muita pressão das pessoas em volta, muita cobrança, pessoas que dizem ser meus amigos ficam me rebaixando por causa disso, sinto uma sensação de culpa, minha mãe acha que isso não é normal e que talvez seja caso de tentar me aposentar dando a entender que eu tenho algum problema mental, tem dias que eu me sinto um lixo, uma pessoa sem utilidade pra nada, isso é horrível, o que eu faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Ola, sinto muito esteja se sentindo assim.. Você consegue notar se é algo recente ou após alguma situação que aconteceu? Ou se se tornou mais insuportavel recentemente? Se sentir sem ânimo alguns dias ou após um evento dificil pode ser normal, mas se esse tempo se prolonga demais ou afeta outras areas da sua vida como relacionamentos interpessoais, autocuidado, pode ser importante buscar ajuda psicológica e psiquiatrica.


  • Minha namorada pediu tempo, o que me levou a uma crise de ansiedade muito forte, na qual ela não me

    Minha namorada pediu tempo, o que me levou a uma crise de ansiedade muito forte, na qual ela não me deu nenhum suporte ( nem perguntar se estava bem me perguntava, até nas crises na empresa não veio me dar suporte). Resolvemos terminar, mas trabalhamos juntos. Assim que terminamos ela chegou no local de trabalho toda risonha e quando via que eu estava perto começava a conversar com outras funcionárias e rir, para me deixar mal, visto a minha fragilidade emocional no momento, ninguém na empresa sabe do nosso relacionamento. E contou para outra pessoa que não gostou de me ver sorrindo nas fotos com enfeites de Natal no shopping que fui. Ela agora veio com história de ser minha amiga, eu disse que não quero, visto que ela falhou como amiga também: não dando nenhum apoio em meio as crises e ela mais tarde revelou que o tempo que ela pediu sempre foi com a intenção de dizer não no fim, brincado esse tempo todo com os meus sentimentos e mentindo que ainda me amava. Me levando a uma crise de ansiedade, perda de peso e insônia. Agi certo? Seria um relacionamento tóxico o que vivi? Qual a intenção dela em querer minha amizade, seria para tentar amenizar a culpa dela ou uma forma de me prender ainda a ela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Ola, como você está? É dificil dizer da intenção de uma outra pessoa, mesmo quando conhecemos bem essa pessoa. Talvez a pergunta seja pra você mesmo(a): como você se sente nesse momento? o que você acha que sentiria mantendo uma amizade com essa pessoa que fez parte de uma outra forma na sua vida? Será que isso lhe causaria conforto e esperança ou mais sofrimento? Terminos de relacionamento não são faceis, independente do tempo ou se foi uma relacionamento toxico ou não, ainda mais quando vocês precisam manter certo contato por trabalharem juntos(as), será que manter um vinculo de amizade te permitirá cicatrizar a ferida do termino? É uma pergunta que so cabe a você avaliar e entender como se sente. Espero que te ajude.


  • Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido

    Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido tem um pouco de possessividade .
    Ele é tímido ,tem vergonha de me elogiar , é mto nervoso ao ponto de eu ficar com medo de perguntar algo pra ele ou fazer algo que ele não goste , estes 8 anos ele nunca me levou pra passear ir para uma praia e olha que tem dinheiro , a desculpa dele é que ele tem q quitar as dividas para poder fazer alguma coisa legal , minhas irmãs e minha mãe são uma inimigas ,ontem fui falar pra ele que eu ia na casa da minha irmã ele levantou a voz e quis ser mto agressivo , penso em separar mas ele disse que vai melhorar e procurar ajuda psicológica.
    Eu não sei esse tipo de amor dele se ama ou não , ele está bem e do nada me responde rude e nervoso e difícil escrever uma 8 anos mas resumindo ,não sei se devo largar dele .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Ola, como você está? Essa é unica decisão que precisa ser sua, avaliando o que você sente nessa relação e o que espera ao se separar. Talvez buscar ajuda pra você possa ser um caminho que te ajude a reavaliar essa relação, entender e talvez construir autoconfiança para qualquer que seja a sua decisão. Espero que busque ajuda para você mesma, pois embora a outra pessoa diga que irá buscar ajuda, não é algo que esta no nosso controle se, quando e como ele buscará ajuda.


  • Estou com o meu noivo há 8 anos, recentemente descobri diversas traições, ele foi para o psicólogo e

    Estou com o meu noivo há 8 anos, recentemente descobri diversas traições, ele foi para o psicólogo e psiquiatra, descobriu que tem TOC sexual. Gostaria de saber se isso isenta ele da culpa ou não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Oie, como você está? Do meu ponto de vista como psicologa e psicanalista, não cabe a um terceiro "isentar ou não a culpa", mas sim as duas pessoas envolvidas na relação entenderem se e como podem lidar com a situação, se para a pessoa traida é possivel seguir e trabalhar em cima da confiança, e se para a pessoa que traiu se esta disposta a se responsabilizar pelos atos e parceria. So cabe a quem esta na relação entender como se sente e como da conta de lidar ou seguir com a relação. Espero que te ajude!


  • Estou vivendo uma fixação emocional intensa após uma relação breve e confusa. Isso mexeu numa ferida

    Estou vivendo uma fixação emocional intensa após uma relação breve e confusa. Isso mexeu numa ferida muito antiga de dignidade e apego, ligada à minha mãe e não consigo sair disso sozinha. Quero trabalhar questões relacionadas ao apego, ferida materna, lutos prolongados e outros problemas profundos. Qual o melhor tipo de terapia para estes enfoques? Estou perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Ola, como você está? Acredito que a psicanalise pode ajudar você a apronfundar e entender mais sobre essas associações que você tras. Na psicanálise, através da associação livre do paciente é possivel falar sobre os conflitos internos que vinculam essas situações presentes com as vivencias passadas. Não para que "a culpa" sobrecaia sobre os pais como alguns acreditam, mas para que seja possivel entender de onde vem para então ressignificar a forma de lidar com as novas relações. Sou psicologa e psicanalista e estou disponivel se desejar agenda o atendimento.


  • Como é a vida social de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como é a vida social de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    As relações sociais de uma pessoa com diagnostico de borderline pode ser bastante conflituosa e turbulenta. Pela caracteristica propria do transtorno, as relações costumam ser vividas de forma muito intensa, seja na forma de amor ou odio, com variações drasticas que nem sempre é possivel prever ou entender.


  • A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de que seu ciúme é prejudi

    A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de que seu ciúme é prejudicial ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Se essa pessoa nao faz um acompanhamento psicologico dificilmente conseguira perceber esse prejuizo na relaçao, isso porque ha uma certa distorçao das situações vividas, que para a pessoa com diagnostico de borderline, é vivido de forma muito mais intensa, profunda e pessoalizada. Nesses casos em quem falamos de percepçao, embora seja de suam importancia a medicaçao para a estabilização do humor e outras comorbidades, so a psicoterapia conseguira propor a reflexão em cima do sentir.


  • O que desencadeia o ciúme excessivo em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que desencadeia o ciúme excessivo em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Essa resposta provavelmente varia de acordo a historia de vida da pessoa com esse diagnostico. O que sera percebido e vivenciado como ciumes, confiança, pertencimento e amor varia com as experiencias vividas de cada pessoa nas suas primeiras relaçoes familiares.


  • O que acontece quando um relacionamento com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (T

    O que acontece quando um relacionamento com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) termina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    O término pode ser vivido como abandono devastador. Não é só o fim da relação, mas a reativação de perdas antigas. Podem surgir oscilações entre desespero, raiva e idealização. A dor pode tocar na própria sensação de continuidade do eu, como se com o termino da relação, uma parte da pessoa com TPB se perdesse. Talvez seja importante buscar ajuda profissional para um acompanhamento proximo, ja que as oscilações de humor podem causar prejuizo para outras relações tambem.


  • Como posso me comunicar melhor com um familiar e com amigos com Transtorno de Personalidade Borderli

    Como posso me comunicar melhor com um familiar e com amigos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Clareza e constância são mais importantes que intensidade. Validar o sentimento não significa validar distorções. Limites firmes também são cuidado. Estabilidade organiza mais do que tentar “salvar” a situação. Conviver com uma pessoa proxima com o diagnostico de TPB pode ser exaustivo, talvez seja importante buscar por acompanhamento psicologico para você, para o seu cuidado e o cuidado com a relação.


  • Como diferenciar o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) de outros transtornos em um relacion

    Como diferenciar o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) de outros transtornos em um relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Mais do que olhar para comportamentos isolados, é preciso observar o padrão. No funcionamento borderline, o medo de abandono costuma organizar a relação, pequenas frustrações ganham proporções intensas e o outro pode alternar entre “essencial” e “descartável”. Fazer acompanhamento psicologico individual pode ser fundamental para olhar para esses padroes e entender o que pode "ser o transtorno" e o que é a pessoa para alem do transtorno.


  • O hiperfoco em relacionamentos é perigoso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O hiperfoco em relacionamentos é perigoso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Pode ser, quando o outro vira a única fonte de identidade e regulação emocional. Qualquer distância passa a soar como ameaça. O trabalho terapêutico é fortalecer o eu para que o vínculo seja escolha, não sobrevivência.


  • O que fazer durante um episódio de hiperfoco intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    O que fazer durante um episódio de hiperfoco intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Antes de agir, é importante pausar. O hiperfoco costuma ser uma tentativa de aliviar a angústia de abandono. Nomear o que está sendo sentido já ajuda a reduzir a intensidade. Buscar outras fontes de regulação, rotina, corpo, e principalmente a terapia é fundamental para que o outro não se torne a única forma de estabilidade emocional.


  • A impulsividade pode estar ligada a outras condições de Saúde Mental ?

    A impulsividade pode estar ligada a outras condições de Saúde Mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Sim. A impulsividade não é um diagnóstico em si, mas um sintoma que pode aparecer em diferentes quadros psíquicos. Muitas vezes, ela funciona como tentativa de aliviar uma tensão interna que não encontrou outra forma de expressão. Mais importante do que o rótulo é compreender o que está sendo descarregado no ato, para isso o acompanhamento psicologico é fundamental, ja que é uma visão de fora, que ajuda a olhar o que se passa dentro.


  • De que forma a minha agressividade me impede de alcançar o meu projeto de vida?

    De que forma a minha agressividade me impede de alcançar o meu projeto de vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Quando a agressividade se torna automática, ela pode romper vínculos, fechar portas e gerar arrependimentos que se repetem. Muitas vezes, ela surge como defesa, mas acaba sabotando aquilo que você deseja construir. Perguntar-se “o que estou tentando proteger quando reajo assim?” pode ser o primeiro passo para não deixar que a defesa se torne obstáculo. O espaço da terapia pode ser importante para a construção dessa resposta, um espaço de acolhimento e de escuta.


  • Como a agressividade se manifesta como resposta a sentimentos de ansiedade e medo?

    Como a agressividade se manifesta como resposta a sentimentos de ansiedade e medo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Muitas vezes, o que aparece como agressividade é uma tentativa de defesa. Quando a ansiedade e o medo ficam insuportáveis, atacar pode parecer menos doloroso do que se sentir vulnerável. A raiva, nesses casos, funciona como proteção, uma forma de não entrar em contato com a fragilidade que está por trás. O espaço da terapia pode ser importante para poder olhar para essa vulnerabilidade.


  • O que fazer se a agressividade for excessiva e estiver afetando a vida da pessoa?

    O que fazer se a agressividade for excessiva e estiver afetando a vida da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Quando a agressividade se torna frequente, ela geralmente está encobrindo algo que não está conseguindo ser simbolizado, dor, frustração, sensação de abandono. Não se trata apenas de “controlar a raiva”, mas de entender o que ela está tentando dizer. Buscar acompanhamento psicológico é fundamental, porque a agressividade pode ser um pedido de ajuda que ainda não encontrou outra forma de expressão.


  • Porque é necessário o acompanhamento psicológico para pessoas com Transtorno de Personalidade Border

    Porque é necessário o acompanhamento psicológico para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Virginia Lopes

    Porque, no funcionamento borderline, as emoções costumam ser vividas de forma muito intensa e com pouca sustentação interna. A psicanálise oferece um espaço estável onde aquilo que explode em ato pode começar a ser colocado em palavras. Ao longo do processo, o sujeito vai fortalecendo sua capacidade de simbolizar a dor, sustentar frustrações e construir vínculos menos marcados pelo medo de abandono.


Perguntas frequentes

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