Perguntas do paciente (50)

  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    O abandono paterno costuma deixar marcas profundas porque, na infância, o vínculo com os pais é a base da segurança e da confiança no mundo. Quando essa relação é interrompida, a criança pode internalizar a ideia de que o amor e a presença das pessoas não são garantidos. Esse vazio inicial se transforma, ao longo do tempo, em uma sensação constante de insegurança, como se qualquer vínculo estivesse sempre em risco de se romper. O cérebro e as emoções aprendem a associar proximidade com a possibilidade de perda, e mesmo em situações em que não há sinais de abandono, surge o medo de ser deixada.
    É como se a experiência passada tivesse criado uma memória emocional que se repete em novos relacionamentos. Essa insegurança não significa que você não seja capaz de construir vínculos saudáveis, mas mostra que o impacto do abandono ainda reverbera e influencia sua forma de sentir e se relacionar. Reconhecer esse padrão é importante, porque ele não é culpa sua; é uma resposta natural a uma vivência dolorosa. Ao mesmo tempo, é possível ressignificar essa experiência e desenvolver maior confiança nos vínculos atuais.
    Para isso, buscar um espaço de escuta e elaboração pode ser muito valioso, e um caminho indicado é procurar um psicanalista, que poderá ajudá-la a compreender como esse abandono moldou suas expectativas e emoções e a trabalhar para transformar essa insegurança em maior estabilidade emocional.


  • Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Na psicanálise, o diagnóstico não é uma classificação rígida, mas uma forma de compreender como o inconsciente de cada sujeito se organiza. Ele busca identificar a lógica particular do desejo, do sofrimento e da relação com a lei simbólica. As estruturas psíquicas mais trabalhadas na tradição psicanalítica são neurose, psicose e perversão.
    Como funciona o diagnóstico em psicanálise então? Diferente da medicina ou da psicologia tradicional, o diagnóstico em psicanálise não se baseia em sintomas isolados ou em testes padronizados. Ele é construído ao longo do processo analítico, a partir da escuta do sujeito, da forma como ele fala de si, de seus conflitos e de suas relações. O psicanalista observa como o inconsciente se manifesta nos lapsos, nos sonhos, nas fantasias e nas repetições de comportamento.
    O diagnóstico, nesse contexto, não é uma “etiqueta” definitiva, mas um instrumento clínico e ético que orienta a direção do tratamento. Ele ajuda a compreender qual é a lógica que organiza o funcionamento psíquico do sujeito, permitindo que o analista conduza a análise de forma mais adequada.
    Na psicanálise, especialmente a partir de Freud e Lacan, fala-se em três grandes estruturas clínicas:
    Neurose: marcada pela presença do recalque e pela relação com a lei simbólica. O sujeito lida com o desejo através de sintomas, conflitos internos e angústias.
    Psicose: caracterizada pela foraclusão (exclusão) do Nome-do-Pai, o que pode levar a dificuldades na relação com a realidade e à presença de delírios ou alucinações.
    Perversão: definida pela negação da lei simbólica e pela tentativa de sustentá-la de forma particular, muitas vezes colocando o outro em posição de objeto.
    Essas estruturas não são “doenças” no sentido médico, mas modos de organização do inconsciente e da subjetividade.
    Assim, o diagnóstico em psicanálise é, portanto, um processo de escuta e interpretação que busca compreender a singularidade do sujeito, sem reduzi-lo a rótulos fixos. As estruturas psíquicas — neurose, psicose e perversão — são referenciais teóricos que ajudam o analista a orientar o tratamento, mas sempre levando em conta a história e a forma única de cada pessoa se relacionar com seu desejo e com o mundo.
    Se você tem interesse em aprofundar esse tema ou em compreender melhor como essas estruturas se manifestam na sua própria experiência, o caminho indicado é procurar um psicanalista, que poderá oferecer um espaço de escuta e análise adequado.


  • Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.

    Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Na psicanálise, não existe uma duração fixa ou padronizada para o processo analítico. Isso acontece porque o tratamento não se baseia em protocolos rígidos ou em metas pré-estabelecidas, mas sim na singularidade de cada sujeito e na forma como ele se relaciona com seu inconsciente. O tempo da análise depende de diversos fatores: da intensidade dos sintomas, da disponibilidade do paciente em se implicar no processo, da frequência das sessões e, sobretudo, daquilo que vai sendo construído na relação com o analista.
    Enquanto em outras abordagens terapêuticas pode haver uma previsão de semanas ou meses de acompanhamento, na psicanálise o percurso é aberto e pode se estender por anos, já que o objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas promover uma transformação mais profunda na forma como o sujeito lida com seus desejos, conflitos e repetições. Há pessoas que encontram mudanças significativas em períodos mais curtos, enquanto outras precisam de um tempo maior para elaborar suas questões.
    Em resumo, o processo psicanalítico não tem uma duração comum ou pré-definida: ele se organiza de acordo com a história, o ritmo e a necessidade de cada pessoa. Por isso, costuma-se dizer que a análise dura “o tempo que for necessário” para que o sujeito possa se apropriar de sua própria experiência e encontrar novas formas de viver.
    Se você deseja compreender melhor como seria esse percurso no seu caso, o ideal é procurar um psicanalista, que poderá explicar como funciona o processo e acompanhar sua trajetória de forma personalizada.


  • Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira se

    Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira sessão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Uma sessão de psicanálise se desenrola de forma bastante diferente de outras modalidades de terapia, porque o foco está na escuta do inconsciente e na livre associação de ideias. O paciente é convidado a falar livremente sobre seus pensamentos, sentimentos, lembranças, sonhos e situações do cotidiano, sem censura ou preocupação em organizar o discurso. O psicanalista escuta atentamente, intervém pontualmente com interpretações ou perguntas, e observa como os conteúdos inconscientes se manifestam na fala, nos lapsos e nas repetições.
    Na primeira sessão, o que se pode esperar é um espaço de acolhimento e escuta. Geralmente, o analista convida o paciente a contar o que o levou a procurar análise, quais são seus sofrimentos ou questões atuais, e como percebe sua própria história. Não há um roteiro rígido: cada pessoa traz o que consegue naquele momento, e o analista começa a compreender a lógica singular do funcionamento psíquico do sujeito. Essa primeira conversa também serve para que paciente e analista se conheçam e avaliem se desejam seguir juntos no processo.
    Em resumo, a sessão de psicanálise é um espaço de fala e escuta profunda, onde o paciente pode se expressar sem julgamentos, e o analista ajuda a revelar sentidos ocultos que organizam sua vida psíquica. A primeira sessão é o início desse percurso, marcada pela apresentação das questões principais e pela construção de um vínculo de confiança.


  • É necessário usar o divã no processo psicanalítico?

    É necessário usar o divã no processo psicanalítico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Não, o uso do divã não é obrigatório no processo psicanalítico. Ele é um recurso tradicional, introduzido por Freud, que facilita a livre associação, já que o paciente deitado não vê diretamente o analista e pode se sentir mais à vontade para falar sem censura.
    No entanto, muitos psicanalistas hoje atendem com o paciente sentado frente a frente, especialmente em fases iniciais da análise ou quando isso favorece o vínculo e a escuta.
    O divã é, portanto, uma ferramenta clínica que pode ser utilizada conforme a necessidade e o momento do tratamento, mas não define a essência da psicanálise.
    O que caracteriza o processo é a escuta do inconsciente, a interpretação e a construção de sentido a partir da fala do paciente, independentemente da posição física.
    Em resumo, o divã é um recurso útil, mas não indispensável: Algumas pessoas gostam outras não, e isso não compromete o processo terapêutico, o que importa é a qualidade da relação analítica e o espaço de escuta que se abre para o sujeito.


  • Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?

    Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Na Psicanálise, a ansiedade — muitas vezes aproximada do conceito de angústia — é compreendida não apenas como um sintoma a ser eliminado, mas como um sinal psíquico dotado de sentido, que indica conflitos internos e tensões entre instâncias do aparelho psíquico. Desde Sigmund Freud, a angústia foi pensada como um afeto fundamental ligado à experiência de desamparo e às ameaças percebidas pelo eu, especialmente diante de desejos inconscientes que entram em conflito com normas internas ou com a realidade externa. Em vez de ser vista como algo puramente patológico, a angústia é entendida como uma espécie de alarme que aponta para algo que não está simbolizado ou elaborado, frequentemente relacionado a conteúdos recalcados.

    No trabalho clínico, a psicanálise não busca suprimir diretamente a ansiedade, mas escutá-la e interpretá-la, considerando-a como uma via de acesso ao inconsciente. Por meio da fala livre, da associação de ideias e da análise das formações do inconsciente — como sonhos, lapsos e repetições — o sujeito pode gradualmente dar sentido àquilo que antes se manifestava apenas como angústia difusa. Assim, a experiência angustiante vai sendo transformada à medida que ganha representação psíquica e pode ser integrada à história do sujeito.

    Além disso, a angústia costuma estar ligada a experiências primitivas e a relações fundamentais, sendo frequentemente reatualizada na relação analítica, o que permite que ela seja vivida, reconhecida e elaborada no aqui e agora do tratamento. O manejo da angústia implica, portanto, sustentar um espaço em que ela possa emergir sem ser imediatamente evitada ou anestesiada, favorecendo a construção de novos significados. Desse modo, a psicanálise trabalha não pela eliminação da angústia, mas pela sua transformação, possibilitando ao sujeito uma relação menos paralisante e mais compreensiva com seus próprios afetos e conflitos.


  • O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?

    O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    A psicanálise é uma abordagem clínica e teórica criada por Sigmund Freud que busca compreender o funcionamento do inconsciente e como ele influencia pensamentos, emoções e comportamentos. Diferente de outras formas de terapia, ela não se concentra apenas em aliviar sintomas imediatos, mas procura investigar as raízes mais profundas dos conflitos internos, muitas vezes ligados a experiências da infância, às relações familiares e às formas como o sujeito lida com seus desejos e angústias.
    O processo psicanalítico acontece principalmente pela fala: o paciente é convidado a se expressar livremente, trazendo lembranças, sonhos, fantasias e situações do cotidiano. O psicanalista escuta e interpreta, ajudando a pessoa a perceber padrões inconscientes que se repetem e que podem estar na origem de sofrimentos atuais. Essa escuta diferenciada abre espaço para que o sujeito compreenda melhor a si mesmo e encontre novas formas de se relacionar com suas emoções e com os outros.
    A psicanálise pode ajudar pessoas que enfrentam ansiedade, depressão, dificuldades de relacionamento, inseguranças ou até sintomas físicos ligados a questões emocionais. Ao longo do processo, o paciente ganha maior consciência de seus conflitos internos, aprende a lidar com eles de maneira mais saudável e constrói uma relação mais autêntica consigo mesmo.
    Em resumo, a psicanálise é um caminho de autoconhecimento e transformação, que não se limita a tratar sintomas, mas busca compreender e ressignificar a história e a subjetividade de cada pessoa. Se você deseja conhecer mais de perto essa experiência, o ideal é procurar um psicanalista, que poderá oferecer um espaço de escuta e análise adequado às suas necessidades.


  • Tenho dificuldade para ler em voz alta na sala de aula. Fico nervosa, gaguejo e acabo lendo mal.

    Tenho dificuldade para ler em voz alta na sala de aula. Fico nervosa, gaguejo e acabo lendo mal. Já quando estou sozinha ou com amigos, leio normalmente. Também percebo que, quando leio em sala, meu cérebro fica confuso, como se várias informações se misturassem. Além disso, se o professor me entrega um artigo e diz que tenho 10 minutos para ler e apresentar, não consigo. Não entendo direito o que li nesse tempo e, por isso, não consigo apresentar bem. Já precisei de vários dias lendo o mesmo texto para conseguir entender e explicar. Isso pode ser ansiedade, dificuldade de leitura ou algum transtorno de aprendizagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Veja, pelo que você descreve, sua dificuldade em ler em voz alta na sala de aula pode estar ligada a diferentes fatores. Quando você lê sozinha ou em ambientes informais, o processo acontece de forma natural, mas diante da turma surgem sintomas como nervosismo, gagueira e confusão mental. Isso sugere fortemente a presença de ansiedade de desempenho, que é bastante comum em situações em que sentimos que estamos sendo avaliados. A ansiedade pode atrapalhar a concentração, embaralhar informações e dificultar a fluidez da leitura.

    Por outro lado, você também relata que precisa de muito tempo para compreender textos e conseguir explicá-los, mesmo em momentos tranquilos. Esse aspecto pode indicar uma dificuldade de leitura ou de processamento da informação, que não necessariamente é um transtorno, mas pode estar relacionado ao ritmo individual de compreensão. Em alguns casos, condições como a dislexia ou outras dificuldades específicas de aprendizagem podem estar presentes, mas apenas uma avaliação profissional pode confirmar.

    O fato de você se sentir confusa e incapaz de apresentar um texto após uma leitura rápida em sala mostra que a pressão do tempo e da exposição pública intensifica o problema. Isso reforça a ideia de que a ansiedade tem um papel importante, mas não exclui a possibilidade de haver também uma questão de compreensão leitora.

    O caminho mais seguro é conversar com seus professores para que eles entendam suas dificuldades e possam ajustar a forma como pedem leituras ou apresentações. Além disso, buscar apoio de um psicólogo ou pedagogo pode ajudar a diferenciar se se trata de ansiedade de desempenho ou de uma dificuldade de aprendizagem. Em casos de suspeita de transtorno de leitura, especialistas como fonoaudiólogos ou neuropsicólogos podem aplicar testes específicos.

    Em resumo, o que você vive pode ser uma combinação de ansiedade e dificuldade de compreensão, e não há motivo para se culpar. Muitas pessoas passam por isso, e existem estratégias e apoios que ajudam bastante. O importante é reconhecer o que acontece e procurar orientação profissional para entender melhor e encontrar formas de lidar com a situação.


  • Qual é o papel dos educadores no uso seguro das redes sociais por adolescentes?

    Qual é o papel dos educadores no uso seguro das redes sociais por adolescentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Os educadores desempenham um papel essencial na orientação dos adolescentes para o uso seguro das redes sociais. Mais do que alertar sobre riscos, eles ajudam a formar cidadãos digitais conscientes, capazes de equilibrar liberdade e responsabilidade no ambiente online.
    O Papel dos educadores é de promover pensamento crítico: Ensinar a avaliar informações, identificar fake news e refletir sobre os impactos das redes na autoestima e nas relações.
    O educar para cidadania digital passa por orientar sobre privacidade, respeito, ética e consequências de comportamentos inadequados.
    A criação de espaços de diálogo deve Incentivar conversas abertas sobre experiências digitais, fortalecendo a confiança entre jovens e adultos.
    E por ultimo e não menos importante, trabalhar em parceria com famílias: Alinhando estratégias de acompanhamento e regras de convivência digital.
    Auxiliar a família e a alunos a usar redes como recurso pedagógico: Mostrar que elas podem ser ferramentas de aprendizado e expressão criativa.
    Sabemos que isso não é tão simples, e teremos grandes desafios, tais como:
    Exposição a conteúdos nocivos (violência, desinformação, cyberbullying).
    Risco de privacidade pelo excesso de compartilhamento;
    Dependência digital e impacto no desempenho escolar;
    Pressão social por curtidas e seguidores, dentre outros.


  • Quais os benefícios das consultas online para saúde mental?

    Quais os benefícios das consultas online para saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    As consultas online para saúde mental oferecem uma série de benefícios que têm feito delas uma alternativa cada vez mais procurada. Um dos principais pontos é a acessibilidade, já que permitem que pessoas que moram longe de centros urbanos ou que têm dificuldades de deslocamento possam receber acompanhamento sem precisar sair de casa. Além disso, há a flexibilidade de horários, o que facilita a conciliação entre terapia, trabalho e outras responsabilidades.
    Outro benefício importante é a redução de barreiras emocionais: muitas pessoas se sentem mais confortáveis em falar de suas questões pessoais no ambiente familiar, o que pode favorecer a abertura e a continuidade do processo terapêutico. As consultas online também garantem continuidade do tratamento, mesmo em situações de viagem, mudança de cidade ou imprevistos que poderiam interromper o acompanhamento presencial.
    Do ponto de vista clínico, os resultados das consultas online têm se mostrado comparáveis aos da terapia presencial, especialmente quando há um vínculo sólido entre paciente e profissional. Além disso, a modalidade online pode ampliar o acesso a especialistas de diferentes regiões, permitindo que o paciente escolha o profissional que melhor se adequa às suas necessidades, sem limitações geográficas.
    Resumindo, as consultas online em saúde mental oferecem praticidade, acessibilidade e conforto, sem perder a qualidade do acompanhamento. Para muitas pessoas, essa modalidade representa uma oportunidade de iniciar ou manter o processo terapêutico de forma mais viável e eficaz.


  • Existe relação entre Imaturidade Emocional e Deficiência Intelectual ?

    Existe relação entre Imaturidade Emocional e Deficiência Intelectual ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Sim, existe relação entre imaturidade emocional e deficiência intelectual, mas não são a mesma coisa. A deficiência intelectual envolve limitações cognitivas e adaptativas, enquanto a imaturidade emocional pode aparecer como consequência dessas dificuldades, especialmente na forma como a pessoa compreende e expressa sentimentos.
    A deficiência intelectual é caracterizada por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, geralmente identificadas antes dos 18 anos.
    Isso afeta habilidades como memória de trabalho, raciocínio, resolução de problemas e autonomia. Já a imaturidade emocional não é um diagnóstico clínico, mas uma forma de descrever dificuldades em lidar com emoções, em compreender situações sociais ou em reagir de maneira adequada às experiências.
    Pesquisadores e profissionais da área apontam que pessoas com deficiência intelectual podem apresentar imaturidade emocional porque suas funções cognitivas e executivas — responsáveis por regular pensamentos, emoções e ações — estão comprometidas. Isso pode dificultar a conexão entre sentimentos e vivências, levando a respostas emocionais mais simples ou menos elaboradas .
    Aqui destaco pontos de muita atenção e relevância: Nem toda pessoa com deficiência intelectual é emocionalmente imatura. Muitas conseguem desenvolver estratégias de compreensão e expressão emocional, especialmente quando recebem apoio adequado .
    A imaturidade emocional pode também aparecer em pessoas sem deficiência intelectual, por fatores como ambiente familiar, experiências de vida ou questões psicológicas.
    O grau de imaturidade emocional varia conforme o nível da deficiência intelectual e o suporte oferecido.


  • Olá boa noite, eu tenho dificuldade de aprendizado desde criança nem todo professor eu entendo,o que

    Olá boa noite, eu tenho dificuldade de aprendizado desde criança nem todo professor eu entendo,o que ele explica eu me perco em matemática não sei o que fazer ou usar ao passar troco não sei como fazer ,ou calcular algo o que faço e como posso ser diagnosticada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Pelo o que você relata, suas dificuldades de aprendizado desde a infância, especialmente em matemática e em situações práticas como dar troco ou calcular valores, podem ter diferentes origens. Em alguns casos, isso pode estar relacionado a uma dificuldade específica de aprendizagem, como a discalculia, que afeta justamente a compreensão de números e operações matemáticas. Em outros, pode estar ligado a fatores emocionais, pedagógicos ou até mesmo à forma como os conteúdos foram apresentados ao longo da sua trajetória escolar.
    O ponto mais importante é que você não precisa enfrentar isso sozinha. Para entender melhor o que acontece, o caminho indicado é procurar um neuropediatra ou neurologista (se ainda estiver em idade escolar) ou um neuropsicólogo/psicopedagogo (se já adulta), pois esses profissionais podem realizar avaliações detalhadas das suas habilidades cognitivas e de aprendizagem. O psicopedagogo ajuda a identificar como você aprende e quais estratégias podem facilitar esse processo, enquanto o neuropsicólogo aplica testes que mostram se há algum transtorno específico de aprendizagem.

    O diagnóstico não se faz apenas com relatos, mas com uma avaliação clínica e pedagógica completa. A partir disso, você pode receber orientações personalizadas e até mesmo treinar estratégias práticas para lidar com cálculos e situações do dia a dia. O mais importante é lembrar que dificuldade de aprendizagem não significa incapacidade: com apoio adequado, é possível desenvolver recursos para superar essas barreiras.


  • Meu filho de 4 anos e 7 meses tem muita dificuldade de concentração quando falamos com ele e princip

    Meu filho de 4 anos e 7 meses tem muita dificuldade de concentração quando falamos com ele e principalmente nas atividades escolares (está aprendendo o nome dele), e eu fico muito preocupada com isso. Qual especialista ao certo devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Pelo seu relato entendo que a dificuldade de concentração que você observa em seu filho pode ter várias causas, desde características próprias da idade até questões que merecem acompanhamento mais específico. Aos 4 anos e 7 meses, muitas crianças ainda estão desenvolvendo habilidades de atenção e foco, especialmente em atividades escolares mais estruturadas. No entanto, quando essa dificuldade é muito intensa ou persistente, é importante buscar orientação profissional para entender melhor o que está acontecendo.

    O primeiro passo geralmente é conversar com o pediatra, que pode avaliar o desenvolvimento global da criança e indicar se há necessidade de investigação adicional. Dependendo da avaliação, o pediatra pode encaminhar para especialistas como o fonoaudiólogo, que trabalha com linguagem e aprendizagem, ou o psicólogo infantil, que pode observar aspectos emocionais e comportamentais. Em alguns casos, também pode ser útil consultar um neuropediatra, que avalia questões relacionadas ao desenvolvimento neurológico e atenção.

    Em resumo, o caminho inicial é procurar o pediatra, que funciona como referência para organizar esse acompanhamento. A partir daí, se necessário, outros profissionais podem ser envolvidos para uma avaliação mais completa.


  • Como identificar relacionamento abusivo ?

    Como identificar relacionamento abusivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Identificar um relacionamento abusivo nem sempre é simples, porque ele raramente começa de forma explícita — muitas vezes se constrói aos poucos, com comportamentos que vão se tornando cada vez mais controladores ou desrespeitosos. No geral, um relacionamento se torna abusivo quando há desequilíbrio de poder, manipulação emocional e desrespeito constante aos limites de uma das pessoas.

    Um sinal importante é quando você começa a se sentir frequentemente insegura, com medo de desagradar ou de causar conflitos. Em vez de se sentir acolhida, você se vê andando “em ovos”, medindo tudo o que fala ou faz. Também é comum haver controle — sobre com quem você fala, onde vai, como se veste ou até sobre suas decisões pessoais — muitas vezes disfarçado de “cuidado” ou “ciúme”.

    Outro aspecto é a desvalorização. Comentários que diminuem você, críticas constantes, ironias ou fazer você se sentir “insuficiente” são formas de minar sua autoestima. Em alguns casos, a pessoa pode distorcer situações para fazer você duvidar da própria percepção — algo conhecido como Gaslighting — levando você a pensar que está exagerando ou “ficando louca”.

    Relacionamentos abusivos também costumam ter um ciclo: momentos de tensão, episódios de conflito ou agressão (que podem ser verbais, emocionais ou até físicos), seguidos por pedidos de desculpa, promessas de mudança e fases de aparente tranquilidade. Isso pode confundir e fazer com que você permaneça na relação acreditando que “vai melhorar”.

    Na perspectiva da Psicanálise, às vezes a pessoa permanece nesse tipo de relação não por fraqueza, mas por vínculos emocionais profundos, medo de abandono, baixa autoestima ou padrões inconscientes que se repetem. Ou seja, não é simples “só sair”, especialmente quando há envolvimento afetivo.

    Um ponto-chave pra se observar é como você se sente na maior parte do tempo: você se sente respeitada, segura e livre para ser quem é? Ou sente ansiedade, culpa, medo e confusão com frequência? Seu corpo e suas emoções costumam dar sinais importantes.

    Se você se reconhece nisso, buscar apoio é essencial — seja com amigos de confiança, familiares ou um profissional. Você não precisa lidar com isso sozinha, e existem caminhos para sair de relações que fazem mal. Se quiser, posso te ajudar a analisar uma situação específica que você esteja vivendo.


  • Minha aluna autista não verbal se adaptou muito bem a sala, porém na saída da sala era o intervalo d

    Minha aluna autista não verbal se adaptou muito bem a sala, porém na saída da sala era o intervalo dos alunos e ela se assustou com o barulho e agora criou um bloqueio, onde não consegue ir para o refeitório que é ao lado da minha sala. Como lidar nessa situação, sem força-la e que ela se sinta bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Compreendo a situação delicada que está enfrentando. É essencial abordar a questão com sensibilidade e paciência para ajudar sua aluna a se sentir segura e confortável. Aqui estão algumas sugestões que podem te ajudar:

    Ambientação Gradual: Tente expor a aluna gradualmente aos sons e ao ambiente do refeitório. Pode começar com pequenas sessões, aumentando o tempo conforme ela se sentir mais à vontade.

    Horários Alternativos: Se possível, permita que ela vá ao refeitório em horários menos movimentados e barulhentos, para que ela possa se acostumar com o ambiente sem o estímulo excessivo do barulho.

    Fones de Ouvido ou Protetores Auriculares: Ofereça fones de ouvido com música calma ou protetores auriculares para ajudar a reduzir a intensidade do barulho e diminuir a ansiedade.

    Apoio Visual: Use cartões de apoio visual que expliquem a rotina do refeitório, ajudando-a a antecipar o que vai acontecer e sentir mais controle sobre a situação.

    Acompanhamento de um Adulto de Confiança: Se possível, um adulto de confiança pode acompanhá-la até o refeitório, oferecendo segurança e apoio emocional.

    Reforço Positivo: Celebre e reconheça os pequenos progressos que ela fizer, proporcionando reforço positivo para encorajá-la a continuar tentando.

    A comunicação constante com os pais e a equipe de apoio escolar também é fundamental para criar uma estratégia que funcione bem para todos.

    Espero que essas sugestões possam ajudar sua aluna a se sentir mais confortável no refeitório e a superar esse bloqueio. Se precisar de mais suporte, fique a vontade em entrar em contato comigo. :)


  • Olá, minha filha tem 4 anos, mudou de cmei a uns 4 meses. Em outros cmeis sempre tivemos elogios del

    Olá, minha filha tem 4 anos, mudou de cmei a uns 4 meses. Em outros cmeis sempre tivemos elogios dela, porém agora a professora nos informou que ela está com muita sonolência e não quer participar das atividades, fica deitada na mesa ou pede para ficar sentada. Vez ou outra participa,porém não foca, fica olhando as atividades dos colegas e esquece a dela. Em casa quando fazemos alguma atividade escolar ela também não demonstra interesse, perde o foco rapidamente. Começamos colocar ela dormir mais cedo, porém com a nossa rotina ela deita entre 21:30 e 22 hrs. Será que devo me preocupar com algum deficit? Ela é muito esperta, ligeira no raciocínio, gosta da escola nova e dos colegas. E também tem uma irmã de 4 meses, penso que isso também influencia ela estar assim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Olá! Parece que você está bastante preocupado com sua filha, o que é completamente compreensível. O fato dela estar sonolenta e ter dificuldades em manter o foco pode ser resultado de uma combinação de fatores, incluindo a mudança recente de CMEI e a chegada da irmã mais nova.

    Aqui estão algumas coisas que você pode considerar:

    Rotina de Sono: Mesmo com a rotina atual, tentar estabelecer um horário de dormir mais cedo e consistente pode ajudar. Crianças dessa idade geralmente precisam de 10 a 13 horas de sono por noite.

    Adaptação ao Novo Ambiente: A mudança de CMEI pode estar afetando a adaptação dela. Pode levar algum tempo para ela se sentir completamente confortável e segura no novo ambiente.

    Interação com a Irmã: A chegada de uma nova irmã pode ser um grande ajuste. Certifique-se de dar a ela tempo individual e atenção para que ela não se sinta negligenciada.

    Atividades de Concentração: Tente introduzir atividades que possam ajudá-la a melhorar sua concentração. Jogos de memória, quebra-cabeças simples e atividades lúdicas podem ser úteis.

    Conversa com a Professora: Continue a se comunicar com a professora dela para monitorar o progresso e comportamento. A professora pode fornecer insights valiosos e sugestões para ajudar.

    Se essas estratégias não mostrarem melhorias, pode ser útil consultar um profissional ou uma equipe multiprofissional para descartar qualquer possível déficit de atenção ou outros problemas de desenvolvimento.

    Lembre-se de que cada criança é única e pode responder de maneiras diferentes às mudanças em suas vidas. Espero que essas sugestões ajudem!


  • Olá minha filha tem 8 anos, está na segunda série em duas reuniões a professora fala q ela lê muito

    Olá minha filha tem 8 anos, está na segunda série em duas reuniões a professora fala q ela lê muito bem mas tem muita dificuldade em compreender informações implícitas e explicitas está tendo muita dificuldade não consegue entender oque leu e tirando notas baixas percebo que ela não está evoluindo nas atividades mas fui conversar com a professora e ela diz que é normal alguém pode me ajudar estou preocupada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Entendo sua preocupação, é natural querer o melhor para sua filha. A leitura e a compreensão de textos são habilidades que podem ser desenvolvidas com o tempo e o apoio certo.

    Aqui estão algumas sugestões para ajudar sua filha a melhorar a compreensão de leitura:

    Incentive a leitura: Deixe que ela escolha livros que ache interessantes e que sejam adequados para a idade dela. Isso pode aumentar o interesse e a motivação para ler.

    Leitura compartilhada: Leia com ela e faça perguntas sobre a história. Perguntas como "O que você acha que vai acontecer a seguir?" ou "Por que você acha que o personagem fez isso?" podem ajudar a desenvolver a compreensão.

    Explique e discuta: Quando lerem juntas, explique palavras ou frases difíceis e discuta o significado delas. Isso pode ajudá-la a entender melhor o texto.

    Use histórias curtas: Comece com histórias mais curtas e vá aumentando a complexidade conforme ela progride. Isso pode ajudar a construir a confiança e a habilidade dela.

    Atividades de compreensão: Depois de ler uma história, peça para ela desenhar ou escrever sobre o que leu. Isso pode reforçar a compreensão e a retenção de informações.

    Jogos educativos: Utilize jogos e aplicativos educativos que foquem na compreensão de leitura. Muitos desses recursos são interativos e podem tornar a aprendizagem mais divertida.

    Lembre-se de que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. A paciência e o apoio contínuo são fundamentais. Pode ser útil também consultar um especialista em educação ou um neuropsicopedagogo para uma avaliação mais aprofundada e orientações específicas.

    Espero que essas sugestões sejam úteis! Estou aqui para ajudar no que precisar.


  • Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Os problemas familiares têm um impacto profundo na saúde mental porque a família costuma ser o primeiro espaço de formação emocional, onde aprendemos a lidar com afetos, conflitos e relações. Quando esse ambiente é marcado por tensão constante, falta de diálogo, violência, negligência ou instabilidade, isso pode gerar sentimentos de insegurança, ansiedade, tristeza e até dificuldade de construir vínculos saudáveis ao longo da vida.

    Situações como brigas frequentes, separações difíceis, ausência de apoio emocional ou expectativas muito rígidas podem contribuir para o desenvolvimento de quadros como Depressão, Transtorno de Ansiedade e baixa autoestima. Muitas vezes, a pessoa internaliza esses conflitos, passando a se sentir culpada, inadequada ou constantemente em alerta, como se precisasse “se defender” emocionalmente o tempo todo.

    Na perspectiva da Psicanálise, as experiências familiares têm um papel central na constituição do sujeito. Conflitos não elaborados nesse contexto podem permanecer ativos de forma inconsciente, reaparecendo em outras relações ou situações da vida, como padrões repetitivos de comportamento, dificuldades afetivas ou sofrimento psíquico sem causa aparente. Ou seja, o que não é simbolizado ou elaborado tende a se repetir de alguma forma.

    Por outro lado, é importante destacar que o impacto não é definitivo nem irreversível. Mesmo que alguém tenha vivido em um ambiente familiar difícil, é possível ressignificar essas experiências ao longo da vida, especialmente por meio de relações mais saudáveis, apoio social e acompanhamento terapêutico. Com isso, a pessoa pode construir novas formas de se relacionar consigo mesma e com os outros, diminuindo os efeitos negativos dessas vivências.


  • É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Sim, é verdade. Qualquer pessoa pode, em algum momento da vida, desenvolver um sofrimento psíquico ou um transtorno mental. Isso ocorre porque a saúde mental não é algo fixo ou garantido, mas sim resultado de um equilíbrio dinâmico entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. Condições como estresse intenso, perdas, traumas, mudanças bruscas, vulnerabilidades genéticas ou até mesmo o acúmulo de pequenas tensões do cotidiano podem contribuir para o surgimento de quadros como ansiedade, depressão ou outros transtornos.

    Na perspectiva da Psicanálise, o sofrimento psíquico faz parte da própria condição humana, já que todos estamos atravessados por conflitos internos, desejos inconscientes e limitações impostas pela realidade. O que varia não é a existência ou não desses conflitos, mas a forma como cada sujeito consegue lidar com eles ao longo da vida. Em determinadas circunstâncias, esses conflitos podem se intensificar e ultrapassar a capacidade de elaboração do indivíduo, dando origem a sintomas ou quadros mais estruturados.

    Isso não significa que todas as pessoas desenvolverão necessariamente um transtorno mental grave, mas sim que ninguém está completamente imune ao sofrimento psíquico. Por outro lado, também é importante destacar que existem fatores de proteção, como vínculos afetivos, acesso a cuidado, condições de vida estáveis e possibilidades de expressão emocional, que ajudam a reduzir riscos e a favorecer a saúde mental.


  • Minha família não acredita no meu sofrimento emocional, o que eu faço?

    Minha família não acredita no meu sofrimento emocional, o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Isso é mais comum do que parece, e pode ser muito doloroso. Quando a família não reconhece o sofrimento emocional, a pessoa muitas vezes se sente sozinha, invalidada ou até começa a duvidar do que está sentindo — mas é importante afirmar com clareza: o que você sente é legítimo, mesmo que os outros não compreendam.

    Uma primeira coisa é tentar não depender exclusivamente da validação da família para cuidar de si. Nem todos os ambientes familiares têm repertório emocional ou abertura para lidar com esse tipo de questão. Na perspectiva da Psicanálise, isso pode ter relação com as próprias dificuldades deles em lidar com emoções, conflitos ou fragilidades — ou seja, a negação muitas vezes fala mais sobre eles do que sobre você.

    Se for possível, vale tentar um diálogo em um momento mais calmo, explicando como você se sente sem acusação direta, focando mais em “como isso me afeta” do que em “o que vocês fazem de errado”. Ainda assim, é importante reconhecer que nem sempre esse diálogo traz a resposta que a gente gostaria — e tudo bem precisar buscar apoio em outros lugares.

    Por isso, um passo fundamental é construir uma rede de apoio fora da família: amigos de confiança, grupos, ou um profissional de saúde mental. A psicoterapia, por exemplo, pode oferecer um espaço seguro onde você é escutado sem julgamento, ajudando a elaborar esse sofrimento e também a lidar com essa falta de acolhimento familiar.

    Além disso, tente cuidar de si em pequenas coisas do dia a dia: manter uma rotina mínima, expressar o que sente (escrevendo, falando, criando), e evitar se isolar completamente. Essas atitudes não resolvem tudo, mas ajudam a sustentar você emocionalmente enquanto busca apoio mais consistente.

    Se o seu sofrimento estiver muito intenso, persistente ou difícil de suportar sozinho, procurar um profissional não é exagero — é cuidado. Você não precisa esperar que sua família entenda para começar a se cuidar.


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