Perguntas do paciente (50)

  • Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?

    Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Cuidar da saúde mental envolve pequenas práticas consistentes que ajudam a equilibrar corpo e mente, reduzir o estresse e aumentar a sensação de bem-estar. Não existe uma única fórmula, mas algumas atividades são amplamente reconhecidas por seus efeitos positivos e podem ser incorporadas no dia a dia de forma gradual.

    Atividades físicas, por exemplo, têm um impacto direto no humor e na regulação emocional; práticas como caminhada, corrida ou yoga ajudam a liberar substâncias associadas ao prazer e à redução da ansiedade. Além disso, reservar momentos de pausa e atenção ao presente, como na meditação, pode contribuir para diminuir a sobrecarga mental e aumentar a clareza emocional.

    Outro ponto importante é manter vínculos sociais. Conversar com amigos, familiares ou pessoas de confiança ajuda a elaborar sentimentos e reduz a sensação de isolamento. Também vale investir em atividades que tragam prazer e expressão, como ouvir música, ler, escrever ou desenvolver algum hobby criativo — esses momentos funcionam como formas de reorganizar a mente e dar espaço ao que você sente.

    Organizar minimamente a rotina, cuidar do sono e respeitar seus limites também fazem diferença. Dormir bem, alimentar-se de forma equilibrada e evitar excesso de estímulos (como uso intenso de redes sociais) ajudam a estabilizar o funcionamento emocional. Em paralelo, buscar autoconhecimento — inclusive por meio de psicoterapia, como a Psicanálise — pode ser um caminho importante para compreender melhor seus sentimentos e lidar com dificuldades de forma mais profunda.

    No geral, o mais eficaz não é fazer tudo ao mesmo tempo, mas começar com pequenas mudanças possíveis e sustentáveis, respeitando seu ritmo e suas necessidades. Se quiser, posso te sugerir uma rotina simples adaptada ao seu dia a dia.


  • Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Procurar ajuda profissional para a saúde mental não precisa ser um “último recurso”; na verdade, quanto mais cedo se busca apoio, melhor tende a ser o cuidado. É recomendável procurar um médico — como um psiquiatra — ou iniciar psicoterapia quando o sofrimento começa a interferir na sua vida cotidiana, seja no trabalho, nos estudos, nas relações ou até em tarefas simples do dia a dia.

    Sinais importantes incluem tristeza persistente, ansiedade intensa ou constante, mudanças marcantes no sono ou no apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade frequente ou sensação de vazio e falta de sentido. Também é um alerta quando você percebe que não consegue lidar sozinho com o que está sentindo, ou quando estratégias que antes funcionavam deixam de ajudar. Quadros como Depressão, Transtorno de Ansiedade ou Transtorno Bipolar podem começar de forma gradual, e a avaliação profissional ajuda a entender melhor o que está acontecendo.

    Outro ponto importante é a intensidade: se os sentimentos estão muito fortes, duram semanas ou meses, ou aparecem de forma desproporcional às situações vividas, isso já indica a necessidade de atenção. Pensamentos sobre morte, desesperança profunda ou vontade de se machucar são sinais de urgência e exigem busca imediata por ajuda.

    Na perspectiva da Psicanálise, procurar ajuda também pode acontecer quando a pessoa sente um mal-estar difuso, mesmo sem conseguir nomear exatamente o que está errado. Ou seja, não é preciso “esperar piorar” ou ter um diagnóstico fechado para buscar cuidado — o sofrimento, por si só, já é um motivo legítimo.

    Em resumo, se algo dentro de você não está bem de forma persistente ou está dificultando sua vida, esse já é um bom momento para procurar ajuda.


  • Existe relação do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) com depressão?

    Existe relação do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e a depressão estão intimamente relacionados e muitas vezes aparecem juntos, formando um quadro clínico mais complexo. O TAG se caracteriza por preocupações excessivas e persistentes sobre diversas situações do cotidiano, acompanhadas de sintomas físicos como tensão muscular, insônia e irritabilidade. Já a depressão envolve tristeza profunda, perda de interesse, alterações no sono e no apetite, além de sentimentos de desesperança. Quando esses dois transtornos coexistem, eles tendem a se alimentar mutuamente: a ansiedade constante pode gerar desgaste emocional, levando à perda de energia e motivação, o que favorece o surgimento da depressão; por outro lado, a depressão pode intensificar preocupações e medos, agravando a ansiedade.
    Essa sobreposição de sintomas torna o diagnóstico mais difícil, já que muitas vezes não é simples distinguir onde termina a ansiedade e começa a depressão. Por isso, o tratamento precisa ser pensado de forma integrada, considerando tanto os aspectos ansiosos quanto os depressivos. Psicoterapia, intervenções comportamentais e acompanhamento médico podem ser necessários para lidar com os dois quadros ao mesmo tempo.
    Em resumo, o TAG e a depressão estão profundamente conectados e, quando aparecem juntos, exigem atenção especial. Reconhecer essa relação é fundamental para buscar ajuda adequada e evitar que um transtorno alimente o outro. O caminho mais indicado é procurar um profissional de saúde mental, que poderá avaliar o quadro de forma completa e propor o tratamento mais adequado.


  • Quando a ansiedade patológica se torna um problema?

    Quando a ansiedade patológica se torna um problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Entende -se que a ansiedade patológica se torna um problema quando deixa de ser uma reação normal diante de situações específicas e passa a ser constante, intensa e desproporcional, causando sofrimento significativo e prejudicando a qualidade de vida.
    A ansiedade em si é uma emoção natural e até necessária, pois prepara o corpo e a mente para lidar com desafios, perigos ou situações novas. No entanto, quando essa resposta se torna exagerada, persistente e aparece mesmo sem motivo claro, ela passa a ser considerada patológica. Nesse ponto, em vez de ajudar, a ansiedade atrapalha: gera medo indefinido, apreensão constante e sintomas físicos como insônia, tensão muscular, palpitações e dificuldade de concentração.
    O problema começa quando essa ansiedade interfere de forma importante nas diferentes áreas da vida da pessoa. Isso pode se manifestar em dificuldades no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos e até em tarefas simples do cotidiano. Além disso, o sofrimento subjetivo é um critério essencial: se a pessoa sente que está sempre em alerta, preocupada ou paralisada diante de situações que não justificariam tanta reação, é sinal de que a ansiedade deixou de ser funcional e passou a ser patológica.
    Outro aspecto importante é a duração. Ansiedade normal costuma ser passageira, ligada a um evento específico, como uma prova ou uma entrevista. Já a ansiedade patológica se mantém por semanas ou meses, mesmo sem uma causa concreta, e tende a se repetir em diferentes contextos.
    Essa persistência é um dos principais indicadores de que o quadro exige atenção.
    Em resumo, a ansiedade se torna patológica quando perde a função de proteger e preparar o indivíduo e passa a limitar sua vida, trazendo sofrimento contínuo e impacto negativo no bem-estar.
    Nesses casos, é fundamental procurar ajuda profissional, pois existem tratamentos eficazes que podem reduzir os sintomas e devolver qualidade de vida.


  • A ansiedade pode levar a outros problemas de saúde?

    A ansiedade pode levar a outros problemas de saúde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    A ansiedade é uma emoção natural e necessária em determinadas situações, mas quando se torna crônica e intensa pode trazer consequências sérias para a saúde. O excesso de preocupação e tensão constante desgasta o organismo e abre espaço para outros problemas, tanto mentais quanto físicos. No campo da saúde mental, a ansiedade prolongada aumenta o risco de desenvolver depressão, transtornos do sono e até crises de pânico, além de favorecer o uso de substâncias como álcool ou drogas como forma de aliviar os sintomas. Já no corpo, ela pode provocar alterações cardiovasculares, como aumento da pressão arterial e sobrecarga do coração, além de distúrbios gastrointestinais, insônia, dores musculares e fadiga. Em resumo, quando a ansiedade deixa de ser uma resposta pontual e passa a ser persistente, ela não apenas compromete o bem-estar emocional, mas também pode desencadear uma série de problemas de saúde que impactam diretamente a qualidade de vida. Por isso, é fundamental buscar acompanhamento profissional para evitar que ela se transforme em um ciclo de adoecimento.


  • Participando de alguns debates comecei a perceber que não era uma pessoa burra, pois sempre me senti

    Participando de alguns debates comecei a perceber que não era uma pessoa burra, pois sempre me senti desse jeito
    Tudo sempre foi muito difícil: não consigo ler livros, ter concentração na maioria das coisas e muita dificuldade de interpretar textos.
    Na matemática sou um fracasso total. Não consegui realizar a profissão desejada por essa dificuldade em muitas matérias. Mesmo na idade adulta tem como melhorar essa realidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Antes de mais nada, quero te dizer que não é incomum sentir-se assim, e é ótimo que você já tenha notado melhorias através dos debates. A habilidade de aprender e evoluir nunca se esgota, independente da idade.

    Aqui estão algumas estratégias que podem te ajudar a melhorar sua concentração e habilidades:

    Estabeleça uma rotina de estudos: Tente criar um horário fixo para se dedicar às suas leituras e estudos, mesmo que por apenas 15-30 minutos por dia. A consistência pode fazer uma grande diferença.

    Técnicas de leitura: Experimente ler em voz alta ou usar marcadores de texto para ajudar na compreensão. Divida o texto em partes menores e faça resumos ao final de cada parte.

    Ambiente de estudo: Encontre um lugar tranquilo e sem distrações para estudar. Uma boa iluminação e uma cadeira confortável também ajudam.

    Exercícios de concentração: Pratique atividades que exigem foco, como quebra-cabeças, jogos de tabuleiro ou meditação. Eles podem ajudar a melhorar sua capacidade de manter a atenção.

    Pedir ajuda: Se possível, procure orientação de um profissional, como um pedagogo ou psicopedagogo, para obter métodos específicos e personalizados para suas necessidades.

    Matemática passo a passo: Comece com problemas matemáticos mais simples e vá avançando gradualmente. Use recursos como vídeos tutoriais, aplicativos e livros didáticos que explicam os conceitos de maneira clara.

    Grupos de estudo: Participar de grupos de estudo ou ter alguém para trocar ideias e esclarecer dúvidas pode ser extremamente útil.

    E, acima de tudo, seja paciente consigo mesmo. Aprender é um processo, e cada pequeno progresso é uma vitória. Estou aqui para te apoiar nessa jornada. Valeria muito a pena, pensar em um processo terapêutico para você aprender com sua auto estima e seus potenciais .Se precisar de ajuda com algo específico, me avise!


  • Minha filha completou 4 anos no fim de maio e está no Pré I na escola; ela entrou para a escola.este

    Minha filha completou 4 anos no fim de maio e está no Pré I na escola; ela entrou para a escola.este ano. Ensinaram as vogais, agora estão na consoante P, nos números estão no 15. Ela tem tido dificuldade em reconhecer e escrever as letras e os números. Se peço para ela contar sozinha, ela vai bem até o 11, já era assim antes mesmo de começar a escola. As vogais ela também já sabia antes, mas a "Leiturinha" e escrita na escola estão difíceis. Principalmente as consoantes. Estamos no início de setembro e pelo visto esses números vão até o 30 até o fim do ano! Se eu falo uma consoante seguida de uma vogal, ela me fala uma palavrinha que começa pelo som, mas a leitura e escrita que a escola está cobrando está difícil para ela... Ela só tem recebido CD (com dificuldade) e "precisa treinar mais" nas avaliações e atividades de sala de aula... Não sei, mas sinto que a forma como a escola está cobrando está meio exagerada... A pedagoga, em julho, falou comigo inclusive sobre ela refazer o Pré I ano que vem, ou seja, repetir o ano... Outra coisa, eles só trabalham com letra cursiva, que psicomotoramente é bem mais difícil para a criança desenvolver... Será que minha filha está mesmo atrasada no desenvolvimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    A pré-escola desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, especialmente na faixa etária de 3 a 5 anos. Ela oferece um ambiente estruturado que promove habilidades fundamentais, como reconhecimento de letras, números, coordenação motora, linguagem e interação social. No entanto, é importante reconhecer que cada criança tem seu próprio ritmo de aprendizado e desenvolvimento.
    A ansiedade dos pais em relação ao progresso acadêmico de seus filhos é compreensível, mas é essencial entender que as crianças podem ter diferentes pontos de partida e velocidades de aprendizado. O papel dos pais é apoiar e encorajar seus filhos, proporcionando um ambiente estimulante para a aprendizagem, sem pressioná-los excessivamente.
    No caso de sua filha, parece que ela está enfrentando desafios específicos com o reconhecimento e a escrita de letras e números. É importante comunicar suas preocupações à escola e colaborar com os professores para encontrar estratégias adequadas para ajudá-la. A escola deve estar ciente da importância de adaptar o ensino às necessidades individuais de cada criança, fornecendo apoio adicional quando necessário.
    Quanto à avaliação de repetir o ano, é importante considerar várias perspectivas. Repetir o ano pode ser benéfico se isso oferecer à sua filha a oportunidade de consolidar habilidades e conhecimentos que ela está lutando para dominar. No entanto, é crucial que essa decisão seja baseada em uma avaliação abrangente do desenvolvimento dela, levando em consideração não apenas seu desempenho acadêmico, mas também seu bem-estar emocional e social.
    Quanto ao uso exclusivo de letra cursiva, isso pode representar um desafio adicional para algumas crianças, especialmente em termos de psicomotricidade. Seria sensato discutir suas preocupações com a escola e explorar se há flexibilidade para introduzir outras formas de escrita que possam ser mais acessíveis para sua filha.
    Em resumo, é fundamental encontrar um equilíbrio entre desafiar e apoiar sua filha em seu processo de aprendizagem. Isso pode envolver a colaboração estreita entre você, os professores e outros profissionais da escola para garantir que ela receba o apoio necessário para alcançar seu pleno potencial. Um psicopedagogo, seria um profissional crucial para mediação de tal dificuldade.


  • NO CASO DA DIGENESIA DO CORPO CALOSO, COMO SÃO TRABALHADOS COM O PSICOPEDAGOGO?

    NO CASO DA DIGENESIA DO CORPO CALOSO, COMO SÃO TRABALHADOS COM O PSICOPEDAGOGO?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Quando se trata de trabalhar com um psicopedagogo em casos de agenesia do corpo caloso, é importante considerar várias abordagens e estratégias. Aqui estão algumas maneiras pelas quais um psicopedagogo pode auxiliar:
    Avaliação e diagnóstico: O psicopedagogo pode realizar uma avaliação abrangente das habilidades cognitivas, emocionais e comportamentais da criança para identificar áreas de força e fraqueza. Isso pode envolver testes padronizados, observação direta e entrevistas com pais e professores.
    Desenvolvimento de programas educacionais individualizados: Com base na avaliação, o psicopedagogo pode desenvolver um plano educacional individualizado (PEI) que aborda as necessidades específicas da criança. Isso pode incluir estratégias de ensino adaptativas, modificação de currículo e uso de recursos de apoio.
    Treinamento de habilidades acadêmicas: O psicopedagogo pode fornecer suporte direto para o desenvolvimento de habilidades acadêmicas, como leitura, escrita, matemática e habilidades de raciocínio. Isso pode envolver a utilização de métodos de ensino multissensoriais e estratégias de ensino diferenciadas.
    Treinamento de habilidades sociais e emocionais: Crianças com agenesia do corpo caloso podem enfrentar desafios sociais e emocionais devido a diferenças no processamento de informações e comunicação. O psicopedagogo pode oferecer suporte para o desenvolvimento de habilidades sociais, como interação social, resolução de conflitos e auto regulação emocional.
    Colaboração com outros profissionais: O psicopedagogo pode trabalhar em estreita colaboração com outros profissionais, como terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos, para fornecer um plano de intervenção abrangente e integrado.
    Orientações sistemáticas Envolvimento dos pais e cuidadores: O psicopedagogo pode oferecer orientação e suporte aos pais e cuidadores da criança, fornecendo estratégias para apoiar o desenvolvimento da criança em casa e na comunidade.


  • Olá tudo bem ? Minha bebe tem 1 ano e 4 meses anda de ponta de pé fica de ponta cabeça grita balanca

    Olá tudo bem ? Minha bebe tem 1 ano e 4 meses anda de ponta de pé fica de ponta cabeça grita balanca as mãos só quer desenhos repetidos quando coloco outro ela n da atenção chamo o nome dela é ela n olha pode ser sinais de autismo ? N conheço muito sobre esse assunto...obg

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Os sinais que você descreveu podem ser preocupantes, mas é importante lembrar que apenas um profissional de saúde pode fazer um diagnóstico preciso. Alguns sinais comuns de autismo em crianças pequenas incluem:

    Dificuldade de contato visual

    Dificuldade de interação social

    Comportamentos repetitivos, como balançar as mãos ou andar de ponta de pé

    Dificuldade em responder quando chamadas pelo nome

    Preferência por atividades repetitivas e rotinas fixas

    Se você está preocupada, recomendo procurar um pediatra ou um especialista em desenvolvimento infantil. Eles podem avaliar melhor a situação e fornecer orientações adequadas.

    Você já conversou com um médico sobre esses comportamentos?


  • Dificuldades de aprendizagem podem ter início na vida adulta?

    Dificuldades de aprendizagem podem ter início na vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Sim, dificuldades de aprendizagem podem surgir na vida adulta. Embora geralmente associadas à infância, várias condições podem afetar a aprendizagem em adultos. Alguns exemplos incluem dislexia, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), distúrbios de processamento auditivo e dificuldades de memória.
    As causas podem ser diversas, traumas emocionais, estresse, transtornos mentais, mudanças no ambiente de trabalho, COVID ou simplesmente um interesse em aprender algo novo que pode ser desafiador para o indivíduo.
    É importante reconhecer essas dificuldades e procurar apoio adequado, que pode incluir avaliações especializadas, terapia, estratégias de aprendizagem adaptativas e suporte emocional.


  • Olá! Estão, estou ficando muito preocupada, minha filha de 4 ano tem contado coisas que são mentira

    Olá!
    Estão, estou ficando muito preocupada, minha filha de 4 ano tem contado coisas que são mentiras, e ela insiste e até chora quando falo que não é verdade, até porque eu estava junto e sei. Ela tá começando a me trazer problemas com o pai dela. É normal essa idade mentir? Contar uma história que parece ser realmente verdadeira?
    Desde já, agradeço a atenção!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Olá! Primeiro de tudo, quero tranquilizá-la. É comum que crianças na idade da sua filha contem histórias que não são verdadeiras. Elas estão em uma fase de desenvolvimento cognitivo e emocional em que a imaginação e a fantasia desempenham um papel importante. Frequentemente, elas não entendem a diferença entre realidade e fantasia da mesma maneira que os adultos.

    Aqui estão alguns motivos pelos quais crianças de 4 anos podem contar histórias que não são verdadeiras:

    Imaginação Ativa: Crianças dessa idade têm uma imaginação muito ativa e podem criar histórias como uma forma de explorar o mundo ao seu redor.

    Desejo de Atenção: Às vezes, elas podem contar essas histórias para chamar a atenção dos pais ou dos cuidadores.

    Evitar Problemas: Em algumas situações, podem inventar histórias para evitar consequências ou responsabilidades.

    É importante abordar essas situações com calma e paciência. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

    Conversar e Explicar: Explique à sua filha a importância de contar a verdade e ajude-a a entender a diferença entre realidade e fantasia.

    Reforço Positivo: Elogie quando ela conta a verdade e incentive comportamentos honestos.

    Exemplo: Seja um modelo de comportamento honesto para ela. As crianças aprendem muito observando os adultos.

    Se as histórias contadas por ela estão causando problemas significativos, pode ser útil conversar com um pediatra ou um psicólogo infantil para obter mais orientações.

    Você está lidando com uma fase comum do desenvolvimento infantil, e com paciência e orientação, essa fase pode ser superada. Se precisar de mais conselhos ou quiser discutir isso mais a fundo, estou aqui para ajudar!


  • Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspon

    Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspondesse, depois disso passei a me sentir vazia, isolada, todos se afastaram de mim, eu não tenho amigos exceto pelas amizades virtuais, mas na vida real eu não tenho amigas com quem sair .....e quando eu encontro alguém eu já não sei como me portar, eu ajo de forma estranha, me sinto uma alienígena na minha cidade, por isso quero me mudar de país, quero tentar recomeçar tudo do 0.....tudo isso me incomoda e me deixa sufocada com uma dor de cabeça dos infernos, eu apenas queria ter amigos e sei lá ser amada de verdade sem ser usada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    O que você está descrevendo é intenso e profundamente doloroso, e é totalmente compreensível que você se sinta sufocada, isolada e até “estranha” no mundo ao seu redor. Não é incomum sentir que se perdeu o lugar de pertencimento, especialmente depois de experiências de amor não correspondido, perdas ou afastamentos de pessoas próximas. Essa sensação de vazio, solidão e deslocamento é muito real e merece cuidado.

    O que você relata — isolamento social, dificuldade de se relacionar presencialmente, sensação de não ser compreendida, dor física ligada à tensão emocional — sugere que seu sofrimento está se tornando crônico e afetando tanto seu corpo quanto sua mente. Na perspectiva da Psicanálise, esse tipo de dor não é apenas “sofrimento emocional”, mas um sinal de que há conflitos internos intensos e experiências não elaboradas que ficam se repetindo e te impedem de se sentir segura, integrada e amada. A psicanálise diria que esses sentimentos de alienação, vazio e desconexão podem ser transformados quando você encontra um espaço seguro para explorar e compreender o que realmente está acontecendo dentro de você, além de desenvolver novas formas de se relacionar com os outros.

    É importante reconhecer que mudar de país ou recomeçar do zero pode ser uma estratégia de fuga ou tentativa de se reinventar, mas, sem trabalhar essas dores e padrões internos, é possível que os mesmos sentimentos se repitam em outro lugar. Por isso, buscar um acompanhamento terapêutico consistente é fundamental: ele pode te ajudar a compreender essas emoções, a elaborar experiências passadas e a reconstruir autoconfiança e vínculos de forma saudável.

    Enquanto isso, algumas estratégias podem ajudar a aliviar a sensação de sufoco: tentar atividades em grupo (mesmo pequenas, como cursos ou hobbies presenciais), escrever sobre seus sentimentos, cuidar do corpo e do sono, estabelecer pequenas rotinas de socialização segura e lenta. Não é sobre forçar amizades ou relacionamentos, mas ir permitindo que você reconstrua o contato com outras pessoas de maneira gradativa, respeitando seu ritmo.

    O mais importante é não se culpar pelo que sente e não se isolar ainda mais. Você não está sozinha — e buscar ajuda é um ato de coragem e amor próprio. Se quiser, posso te sugerir um plano passo a passo para começar a se reconectar com pessoas e com você mesma de forma gradual, sem pressão.


  • Olá. Meu menino é muito distraído e desenteressado pelos estudos, ele tem 14 anos. Será que ele so

    Olá.
    Meu menino é muito distraído e desenteressado pelos estudos, ele tem 14 anos.
    Será que ele sofre de algum transtorno?
    Devo levá-lo a um especialista?
    É possível rever este quadro?
    Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    É compreensível que você esteja preocupado com seu filho. A adolescência é um período de muitas mudanças físicas, emocionais e cognitivas, e é comum que os adolescentes enfrentem dificuldades em se concentrar e manter o interesse nos estudos.
    Embora seja normal que os adolescentes passem por períodos de desinteresse e distração, se você está preocupado com a persistência desses sintomas ou se eles estão afetando negativamente a vida escolar e o bem-estar do seu filho, pode ser uma boa ideia consultar um profissional de saúde mental, ou quem sabe até uma avaliação multiprofissional.
    Algumas condições que podem estar relacionadas a dificuldades de atenção e motivação incluem Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), depressão, ansiedade e transtornos de aprendizagem. Um especialista poderá avaliar se esses fatores estão contribuindo para o comportamento do seu filho e recomendar o tratamento apropriado, se necessário.
    Além disso, existem várias estratégias que você pode tentar em casa para ajudar seu filho a se concentrar melhor nos estudos e encontrar mais interesse no aprendizado, como estabelecer rotinas consistentes, criar um ambiente de estudo tranquilo e livre de distrações, incentivar atividades extracurriculares que despertem o interesse dele e apoiar o autocuidado e a saúde mental dele.
    Lembre-se de que cada adolescente é único e pode precisar de abordagens diferentes para lidar com suas dificuldades. O importante é oferecer apoio e buscar ajuda profissional quando necessário.


  • Bom dia,tenho uma filha de 11 anos está no 6 ano do fundamental,ela estuda pras provas e atenciosa n

    Bom dia,tenho uma filha de 11 anos está no 6 ano do fundamental,ela estuda pras provas e atenciosa nas aulas e na hora de fazer os testes e as provas não consegue responder,fica muito nervosa a mão começa suar,o que pode ser,aí resultado não consegue tirar notas boas o que faço.estou muito preocupada .obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Entendo sua preocupação com o desempenho da sua filha nas provas. O que você descreve parece ser ansiedade de teste, uma condição comum que pode afetar estudantes de todas as idades. A ansiedade de teste pode causar nervosismo, suor nas mãos e dificuldade de concentração, o que pode impactar o desempenho em avaliações.
    Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar a sua filha a lidar com a ansiedade de teste:
    Continue incentivando-a a estudar e a prestar atenção nas aulas, pois a preparação adequada pode aumentar a confiança dela.
    Ensine-a técnicas simples de respiração para ajudá-la a relaxar antes e durante os testes.
    Faça testes práticos em casa para acostumá-la com o formato e o tempo limitado, reduzindo assim o medo do desconhecido.
    Encoraje-a a ter pensamentos positivos e a se autoafirmar sobre sua capacidade de fazer bem os testes.
    Além disso, pode ser útil procurar uma avaliação multiprofissional que possa trabalhar fazer um diagnóstico mais aprofundado com sua filha; e a partir dai estabelecer e desenvolver estratégias personalizadas para superar a ansiedade de teste, ou alguma outra condição que possa estar camuflada.
    Lembre-se de que cada criança é única e pode levar algum tempo para encontrar a abordagem certa. O mais importante é oferecer apoio e compreensão à sua filha. Espero que essas sugestões ajudem, e desejo tudo de bom para vocês duas!


  • Oie Eu sou um tipo de pessoa, não, na verdade eu me tornei assim depois de um tempo.eu sou extremam

    Oie
    Eu sou um tipo de pessoa, não, na verdade eu me tornei assim depois de um tempo.eu sou extremamente indecisa e realmente não consigo tomar nenhum tipo de decisão e se ninguém me ajudar a fazer uma escolha eu me desespero e começo a chorar e fico nervosa e muita das vezes acabo fazendo tudo errado,de um jeito que acabo tendo que escutar reclamações ou perdendo uma quantia de dinheiro. Nunca consigo tomar uma decisão e quando tomo faço qualquer escolha e acabo me sentindo frustada e as vezes choro e outras vezes não sei como deveria reagir a tal situação

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    O que você descreve não é “frescura” nem falta de capacidade — é um sofrimento real, e dá pra entender o quanto isso te desgasta no dia a dia. Essa dificuldade intensa de tomar decisões, acompanhada de ansiedade, choro e sensação de descontrole, costuma estar ligada a um nível alto de insegurança interna e medo de errar, como se qualquer escolha tivesse um peso muito grande ou consequências difíceis de lidar.

    Muitas vezes isso se relaciona com Ansiedade, especialmente quando a mente começa a girar em torno de “e se eu escolher errado?”, “e se der problema?”, “e se me julgarem?”. Esse excesso de possibilidades e cobrança pode travar completamente a capacidade de decidir. Em alguns casos, também pode ter relação com experiências passadas — como críticas frequentes, punições por erros ou falta de autonomia — que fazem a pessoa crescer com medo de confiar em si mesma.

    Na visão da Psicanálise, essa dificuldade pode estar ligada a conflitos internos mais profundos, como uma exigência muito rígida consigo mesma ou uma dependência grande da validação do outro para se sentir segura. Por isso, quando você precisa decidir sozinha, parece que falta um “chão”, e a angústia aparece com muita força.

    Mas tem alguns pontos importantes aqui. Primeiro: tomar decisões é uma habilidade que pode ser desenvolvida — você não nasceu “incapaz” disso. Segundo: você provavelmente está tratando decisões como se todas fossem muito maiores do que realmente são, o que aumenta a pressão e paralisa.

    Um começo prático seria reduzir o tamanho das decisões. Em vez de buscar a escolha “certa”, tente buscar a escolha “suficiente”. Por exemplo: “isso resolve por agora?” ou “qual é a opção menos complicada nesse momento?”. Também ajuda limitar opções (escolher entre 2 ou 3, não 10) e estabelecer um tempo curto para decidir, sem ficar revisitando infinitamente.

    Outra coisa importante é começar a tolerar pequenos erros. Errar não significa que você é incapaz — significa que você está exercitando algo que ainda não está fortalecido. Se cada erro vira uma prova de que “você não sabe decidir”, o ciclo se mantém.

    Ao mesmo tempo, pelo nível de sofrimento que você descreveu — choro, desespero, prejuízo — vale muito a pena buscar ajuda profissional. Um psicólogo pode te ajudar a entender de onde vem essa insegurança e construir mais autonomia emocional aos poucos, sem te jogar direto em situações que você ainda não consegue sustentar.

    Se quiser, posso te ajudar com um passo a passo simples pra começar a tomar decisões sem travar tanto — algo bem prático pro seu dia a dia.


  • minha filha de 8 anos beijou um bebe na boca, este tipo de comportamento é normal? Reflete alguma co

    minha filha de 8 anos beijou um bebe na boca, este tipo de comportamento é normal? Reflete alguma coisa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    É natural que as crianças, especialmente as mais jovens, explorem e expressem afeto de diferentes maneiras. Um beijo na boca de um bebê pode ser um gesto inocente de carinho e curiosidade, sem necessariamente refletir qualquer comportamento problemático. As crianças muitas vezes imitam o que veem em casa ou na mídia, então é importante observar o ambiente e os exemplos que são fornecidos.

    No entanto, é uma boa oportunidade para ensinar sua filha sobre limites pessoais e o respeito pelo espaço dos outros. Pode-se explicar que, embora seja bom mostrar carinho, há maneiras apropriadas de fazê-lo, como um beijo na bochecha ou um abraço. Encorajar essa compreensão pode ajudar a desenvolver habilidades sociais saudáveis e respeitosas.

    Se você tiver preocupações adicionais, conversar com um pediatra ou um profissional de saúde infantil pode fornecer mais insights e orientações. Eles podem ajudar a garantir que o comportamento de sua filha esteja dentro das normas de desenvolvimento para a idade dela.


  • Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.

    Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?

    Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Não, um psicanalista não pode prescrever medicamentos. O trabalho da Psicanálise é focado na escuta, na interpretação e na elaboração do sofrimento psíquico por meio da fala, associações, sonhos e padrões emocionais. Ele não tem formação médica e, portanto, não pode indicar nem administrar ansiolíticos, antidepressivos ou qualquer outro tipo de medicação.

    Se houver necessidade de tratamento medicamentoso, isso deve ser feito por um médico psiquiatra, que pode avaliar sintomas, histórico e possíveis interações, ajustando doses de forma segura. Muitas vezes, o cuidado mais eficaz combina psicanálise (ou outra psicoterapia) com acompanhamento psiquiátrico, permitindo que a pessoa trabalhe os conflitos internos e, ao mesmo tempo, tenha suporte farmacológico para aliviar sintomas que atrapalham a vida cotidiana.

    Ou seja, psicanálise e medicação podem ser complementares: a terapia ajuda a entender e elaborar emoções, pensamentos e comportamentos, enquanto a medicação atua nos desequilíbrios biológicos que dificultam essa elaboração.


  • O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Claro! A depressão não é apenas tristeza ou “desânimo passageiro”; é um quadro emocional e físico mais profundo que afeta como a pessoa sente, pensa e se relaciona com o mundo. É um transtorno mental caracterizado por um estado persistente de humor triste, perda de interesse ou prazer nas atividades diárias, sensação de vazio, cansaço extremo, dificuldade de concentração, alterações no sono e no apetite, sentimentos de culpa ou inutilidade e, em alguns casos, pensamentos sobre morte ou autolesão.

    Na Psicanálise, a depressão é compreendida não apenas como um desequilíbrio químico ou um problema isolado, mas como um sofrimento psíquico que tem sentido e história. Ela pode surgir de perdas, frustrações, conflitos internos, sentimentos de rejeição, experiências de abandono ou de impossibilidade de realizar desejos importantes. Ou seja, a depressão manifesta simbolicamente uma dor que não foi elaborada ou reconhecida, e o sujeito pode acabar voltando a si mesmo de forma dolorosa, sentindo-se paralisado ou desvalorizado.

    É importante perceber que a depressão não é culpa de quem sofre — não é “preguiça” ou “falta de força de vontade” — e que é possível buscar tratamento. O cuidado pode envolver acompanhamento médico, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, sempre de forma gradual e respeitando o ritmo da pessoa. Quanto mais cedo a depressão for reconhecida e tratada, melhores são os resultados, porque ajuda a pessoa a recuperar energia, prazer e capacidade de se relacionar com a vida e com os outros.

    Se você quiser, posso te explicar também como diferenciar tristeza normal de depressão, que é uma questão que muitas pessoas têm dificuldade de perceber sozinhas. Isso ajuda muito a entender melhor o que está acontecendo com você.


  • Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism

    Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism9 de q não sei fazer nada tudo vai dar errado meio q travei e sempre fui competente e boa no q fazia agora tenho medo de tudo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    O que você está descrevendo é um quadro de grande insegurança e ansiedade, e é completamente compreensível que isso esteja te travando, mesmo que antes você fosse muito competente no que fazia. Quando o humor fica instável e o medo de errar toma conta, o corpo e a mente entram em um estado de alerta constante, tornando difícil confiar nas próprias habilidades — e isso pode gerar bloqueios, sensação de paralisia e pessimismo sobre o futuro.

    Na perspectiva da Psicanálise, esse tipo de situação muitas vezes está ligado a conflitos internos, dúvidas e pressões que você internalizou, que agora se manifestam de forma intensa diante de cobranças ou expectativas externas. Mesmo que você já tenha se saído bem no passado, a mente às vezes “reescreve” a própria história com foco no medo de falhar, criando um ciclo de ansiedade que dificulta a retomada da confiança. O que você está sentindo não significa que você perdeu suas competências — é uma resposta emocional ao estresse e à insegurança atual.

    Algumas estratégias podem ajudar a começar a recuperar a confiança e lidar com esse medo: tentar pequenas ações progressivas (começar com tarefas que você consegue controlar), escrever ou listar suas conquistas anteriores para se lembrar de sua competência, dividir grandes desafios em etapas menores, e permitir-se errar sem se culpar. Além disso, buscar apoio profissional, seja psicoterapia ou acompanhamento médico, é essencial, porque ajuda a elaborar essas emoções, identificar padrões de autocrítica excessiva e desenvolver ferramentas práticas para lidar com a instabilidade emocional.

    O ideal seria buscar um profissional para que ajudasse através de um passo a passo diário para recuperar confiança e reduzir esse medo de voltar a trabalhar sem sobrecarregar sua mente. Isso ajuda a sair desse ciclo de travamento de forma gradual.


  • olÁ! Como vai? Estou me relacionando há 3 meses com um estrangeiro que veio ao Brasil por motivo d

    olÁ! Como vai?
    Estou me relacionando há 3 meses com um estrangeiro que veio ao Brasil por motivo de um namoro no ano passado, porém, não deu certo e ele ficou muito deprimido a ponto de recorrer à terapia. após 6 meses nos conhecemos e estamos nos dando muito bem, há sintonia mental e valores mjuito parecidos.
    O que me aflige são referencias recorrentes a lugares ou experiências que teve no antigo relacionamento quando esteve no Brasil.
    Já comentei que não gosto de comparações pois me sinto mal e me afasto, porem ele responde que são apenas referências..
    O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Viviane Heredia Vivaldini

    Olá! Estou bem, e fico feliz que você tenha trazido isso — dá pra perceber que você está envolvida, mas também atenta ao que sente, o que é muito importante.

    O que você descreve não é algo “bobo” ou exagerado. Quando a pessoa com quem estamos nos relacionando faz referências frequentes a um relacionamento passado, principalmente em comparação com o presente, isso pode gerar insegurança, desconforto e até a sensação de não estar ocupando um lugar próprio na relação. E isso merece ser levado a sério.

    Pelo que você contou, você já fez algo essencial: comunicou como se sente. Isso é saudável. O ponto agora não é apenas o que ele quis dizer, mas o efeito que isso tem em você. Mesmo que, para ele, sejam “só referências”, se isso te machuca ou te afasta emocionalmente, precisa ser considerado dentro da dinâmica de vocês.

    Tem dois aspectos importantes aqui. Primeiro: ele pode, de fato, ainda estar elaborando o relacionamento anterior. O fato de ter passado por um término difícil e até por terapia indica que foi algo significativo. Às vezes, a pessoa não percebe o quanto ainda traz o passado para o presente — não por querer comparar, mas porque aquilo ainda está vivo internamente. Na Psicanálise, isso seria visto como algo não totalmente elaborado, que acaba reaparecendo nas relações atuais.

    Segundo: mais importante do que a intenção dele é o limite que você estabelece. Um relacionamento saudável não é aquele onde você “aguenta” desconfortos repetidos, mas aquele onde existe ajuste mútuo. Se você já explicou e ele continua fazendo do mesmo jeito, vale mudar um pouco a forma da conversa, sendo mais direta, por exemplo: não só “isso me incomoda”, mas “quando isso acontece com frequência, eu me sinto desvalorizada e começo a me afastar — e isso pode afetar o que estamos construindo”.

    Também é válido observar a reação dele: ele escuta de verdade? tenta ajustar? ou minimiza o que você sente? Isso diz muito sobre a qualidade emocional da relação.

    E tem um ponto importante pra você mesma refletir: você sente que está sendo comparada, ou o incômodo vem mais da repetição do tema? Porque, se for comparação explícita ou implícita, isso é mais delicado. Se for repetição, pode ser trabalhado com mais clareza de limites.

    Você não precisa aceitar algo que te faz mal só porque “não é a intenção dele”. Relação saudável envolve cuidado com o impacto no outro.

    Se quiser, posso te ajudar a formular uma forma bem clara e firme de conversar com ele sem gerar conflito desnecessário — ou até te ajudar a entender melhor se isso é um sinal de alerta ou algo ajustável.


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