Perguntas do paciente (9)
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Como o psicólogo pode ajudar a superar a negação do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?
Como o psicólogo pode ajudar a superar a negação do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O trabalho do psicólogo não é "quebrar" essa negação, mas sim ajudar a entender o que essa "negação" significa. Nem sempre o negar é um problema por si só. Vale se perguntar: qual o papel dessa negação? Será que ela protege algo? por que precisa ser negado? O que está sendo negado? Será que algo assusta nesse diagnóstico? Talvez algo que ainda não pôde ser elaborado.
Na terapia, a ideai é acolher essa negação e dar espaço para que ela possa ser elaborada, sentida e falada. Não se trata de negar a negação, mas de permitir que aquilo que está por trás dela encontre um lugar.
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. Como a quimioterapia pode afetar minha identidade e autopercepção?
. Como a quimioterapia pode afetar minha identidade e autopercepção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A quimioterapia pode não mexer apenas no corpo, mas na forma como você se vê. Mudanças fisiológicas, cansaços, limites novos e efeitos colaterais do tratamento, podem abalar a autoimagem e até a noção de conhecimento que você tem de si.
A terapia, pode oferecer um espaço para falar sobre essas questões, aquilo que muda, aquilo que permanece, aquilo que incomoda, aquilo que acomoda, o que dá medo, o que da coragem e etc..
Ter esse espaço de reencontro, que permita a construção e reconstrução de si mesmo, pode ser muito importante.
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Como posso manter uma atitude positiva enquanto lido com a quimioterapia?
Como posso manter uma atitude positiva enquanto lido com a quimioterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Buscar ter uma atitude positiva, pode ajudar sim. Mas também é importante sentir e não negar aquilo que se sente. Não precisamos estar bem o tempo todo. Podem ter momentos que sentimos medo, cansaço, raiva, tristeza, preocupação, frustração, e etc.. E isso também faz parte. Tentar ficar "bem" e positivo o tempo todo, pode acabar fazendo com que você tente anular sentimentos e se sinta solitário, pois nem tudo que se sente, encontra um lugar para ser expresso. Além disso, aquilo que não é falado, não deixa de existir, apenas pode encontrar outra forma de "sair" sem ser pela fala.
A terapia pode oferecer um espaço de fala, onde pode aparecer aquilo que nem sempre tem espaço no dia a dia, um lugar onde todos esses sentimentos e pensamentos, podem ser sentidos, elaborados, expressos e acolhidos.
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É possível "tratar" ou "melhorar" a inflexibilidade cognitiva?
É possível "tratar" ou "melhorar" a inflexibilidade cognitiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia pode ajudar no processo de compreensão e elaboração das formas rígidas de funcionamento, oferecendo um espaço de escuta e reflexão sobre os próprios padrões, emoções e dificuldades. Ao longo do processo terapêutico, pode ser possível desenvolver maior consciência sobre aquilo que sustenta certos comportamentos e, gradualmente, construir maneiras mais flexíveis e menos sofridas de lidar consigo mesmo, com o outro e com as situações da vida. Caso você perceba que essas dificuldades fazem parte da sua rotina, buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante no cuidado com sua saúde emocional.
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Quais as consequências da inflexibilidade cognitiva no dia a dia?
Quais as consequências da inflexibilidade cognitiva no dia a dia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A inflexibilidade cognitiva pode trazer diversas consequências no dia a dia, por exemplo, nas relações, no trabalho/escola e na forma como a pessoa lida com mudanças e frustrações. Em muitos casos, ela pode aparecer como uma dificuldade de considerar e perceber novas perspectivas, adaptar-se a situações inesperadas ou flexibilizar certas formas de pensar e agir. Isso pode gerar sofrimento, conflitos interpessoais e/ou repetições de padrões que fazem mal, mesmo quando a pessoa percebe isso racionalmente. Do ponto de vista psicanalítico, essa rigidez nem sempre é apenas “teimosia”, mas muitas vezes uma forma de defesa psíquica diante de angústias, inseguranças ou experiências difíceis de elaborar. Ou seja, manter tudo muito fixo pode funcionar como uma tentativa de evitar contato com aquilo que desorganiza emocionalmente. Quanto mais rígido o funcionamento, menor tende a ser a possibilidade de experimentar novas formas de existir, se relacionar e elaborar os próprios conflitos, mesmo quando se sofre pelo que se repete.
A terapia pode ajudar no processo de compreensão e elaboração dessas formas rígidas de funcionamento, oferecendo um espaço de escuta e reflexão sobre os próprios padrões, emoções e dificuldades. Ao longo do processo terapêutico, pode ser possível desenvolver maior consciência sobre aquilo que sustenta certos comportamentos e, gradualmente, construir maneiras mais flexíveis e menos sofridas de lidar consigo mesmo, com o outro e com as situações da vida. Caso você perceba que essas dificuldades fazem parte da sua rotina, buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante no cuidado com sua saúde emocional.
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O desenvolvimento da linguagem afeta a memória racional?
O desenvolvimento da linguagem afeta a memória racional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Podemos pensar a memória não apenas como um armazenamento racional de informações, mas como algo profundamente atravessado pela linguagem. Pode-se entender que o sujeito se constitui no campo do simbólico, ou seja, na linguagem. Sendo assim, aquilo que pode ser lembrado, organizado e retomado psiquicamente, estaria relacionado com a possibilidade de simbolização. Pode-se compreender que o desenvolvimento da linguagem permite que a experiência não seja apenas uma vivência bruta e passe a adquirir inscrição simbólica, podendo então ser articulada em uma narrativa. Nesse sentido, a chamada “memória racional” não funciona separada da linguagem, pois é justamente através dos significantes que o sujeito estrutura sua relação com o passado, com o desejo e com a própria realidade psíquica.
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Como a psicoterapia pode ajudar a lidar com a hipersensibilidade a sinais sociais no Transtorno de P
Como a psicoterapia pode ajudar a lidar com a hipersensibilidade a sinais sociais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode atuar como um espaço de transformação do funcionamento emocional e relacional do indivíduo. Por meio do setting terapêutico, que oferece um espaço seguro, cria-se um ambiente no qual emoções intensas podem ser expressas sem que isso resulte em rejeição ou ruptura do vínculo. Nesse contexto, o psicólogo/psicanalista exerce uma função de continência emocional, acolhendo os afetos do paciente e ajudando-o a nomeá-los e compreendê-los, o que pode diminuir reações impulsivas e sentimentos de ameaça.
Ao longo do processo terapêutico, essa função reguladora pode ser internalizada pelo paciente, ampliando sua capacidade de autorregulação emocional. A relação terapêutica também possibilita a repetição e elaboração de padrões relacionais marcados por hipersensibilidade, medo de abandono e dificuldade em lidar com ambivalências, por exemplo. Vivenciar frustrações em um vínculo estável permite que o indivíduo reduza a hiper vigilância a sinais sociais e desenvolva formas mais flexíveis de se relacionar.
O objetivo da psicoterapia, portanto, não é eliminar a sensibilidade emocional, mas transforma-la em algo simbolizável e pensável, permitindo que o sujeito lide com suas emoções de maneira menos ameaçadora. Isso pode favorecer relações mais estáveis e uma experiência de si mais integrada, com maior segurança emocional.
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Como a camuflagem afeta a identidade de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Como a camuflagem afeta a identidade de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A camuflagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) refere-se ao esforço contínuo que a pessoa faz para ocultar ou compensar características do autismo na procura de se adaptar às expectativas sociais. Isso pode incluir imitar comportamentos, controlar gestos, forçar contato visual ou “atuar” socialmente, por exemplo.
Do ponto de vista psicanalítico, esse movimento pode ter efeitos sobre a identidade. Quando a pessoa precisa constantemente se afastar do próprio modo de ser para tentar corresponder ao outro, pode surgir um sentimento de estranhamento de si, cansaço psíquico, angústia e dificuldade em reconhecer o que é próprio do seu desejo e do seu funcionamento subjetivo. Sem falar que tentar camuflar sempre, aquilo que se sente e que faz parte de si, pode ser incrivelmente exaustivo e angustiante.
A identidade, na psicanálise, não é algo fixo, mas se constrói na relação com o outro e com a linguagem. A camuflagem excessiva pode levar a uma organização em que o sujeito se apoia mais em um “personagem” do que em uma posição subjetiva própria, o que, ao longo do tempo, pode contribuir para sofrimento emocional. Muitas coisas podem contribuir para isso como, medo de ser julgado, tentar parecer forte, fingir que está tudo bem.
O trabalho clínico, busca oferecer um espaço seguro, em que a pessoa possa se expressar sem a exigência de mascaramento/camuflagem, favorecendo o reconhecimento de seu modo singular de estar no mundo, sem reduzir o sujeito ao diagnóstico, além de reconhecer os próprios sentimentos, vontades e desejos ao invés de manter o sujeito preso naquilo que se espera dele ou que se acha que lhe é esperado.
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Padrões de pensamento negativos podem contribuir para ansiedade e depressão?
Padrões de pensamento negativos podem contribuir para ansiedade e depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode contribuir para estados de ansiedade e depressão. Os padrões de pensamentos negativos podem estar relacionados a repetições inconscientes. modos de funcionamento psíquico, crenças sobre si mesmo, sentimentos de culpa, autoestima, entre outros aspectos estruturados a partir da história singular do sujeito. Esses modos de pensar podem manter a pessoa presa em um padrão repetitivo de pensamento que podem gerar sofrimento e a sensação constante de que “algo ruim está para acontecer” ou de que “deveria estar fazendo outra coisa” (mesmo sem saber exatamente o que seria).Tais repetições podem deixar marcas no funcionamento cerebral, formando circuitos neurais associados à antecipação de ameaça, autossabotagem, autoimagem prejudicada e baixa autoestima. Quanto mais esses circuitos são acionados, mais fortes se tornam, tornando a resposta mais automática.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…