A camuflagem pode ser um sinal de autismo? .
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A camuflagem pode ser um sinal de autismo? .
Sim. Pessoas tardiamente diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista desenvolvem para parecerem normais, podendo levar a exaustao e ansiedade cronicas. Procure um profissional especializado, psicoterapeuta, com sensbilidade para TEA, para que ele possa te ajudar nesse reconhecimento.
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Oi, tudo bem? Essa é uma excelente pergunta — e uma das chaves para compreender por que tantas pessoas, especialmente mulheres, recebem o diagnóstico de autismo apenas na vida adulta. A camuflagem social pode sim ser um sinal importante de autismo, embora, isoladamente, ela não defina o diagnóstico. Trata-se de uma estratégia inconsciente (ou às vezes muito consciente) que pessoas autistas desenvolvem para esconder ou compensar suas dificuldades sociais, imitando expressões, gestos e reações consideradas “adequadas” pelo ambiente.
Na prática, é como se a pessoa estivesse sempre atuando: observando como os outros se comportam, ensaiando respostas, controlando o tom da voz e até o olhar para parecer natural. Esse esforço cognitivo e emocional é enorme e costuma gerar exaustão, ansiedade e sensação de desconexão interna. Você já sentiu que, em certos contextos sociais, está desempenhando um papel, e que quando chega em casa vem uma necessidade enorme de se isolar para “recarregar”?
A camuflagem é especialmente comum em mulheres autistas porque, desde pequenas, são ensinadas a serem sociáveis, empáticas e agradáveis. Então, aprendem a “ler” e copiar comportamentos como uma forma de pertencimento. Isso faz com que o autismo feminino muitas vezes passe despercebido — justamente porque, por fora, parece adaptação, mas por dentro há um grande custo emocional. Como seria para você se pudesse ser você mesma em todos os lugares, sem precisar calcular tanto cada gesto ou palavra?
A neurociência ajuda a entender que essa camuflagem não é fraqueza, e sim uma tentativa do cérebro de se proteger da rejeição. O trabalho terapêutico pode ajudar a reduzir essa necessidade de esconder-se, reconstruindo a autenticidade com segurança e aceitação. O alívio vem quando ser quem se é deixa de ser uma ameaça e passa a ser um descanso.
Caso precise, estou à disposição.
Na prática, é como se a pessoa estivesse sempre atuando: observando como os outros se comportam, ensaiando respostas, controlando o tom da voz e até o olhar para parecer natural. Esse esforço cognitivo e emocional é enorme e costuma gerar exaustão, ansiedade e sensação de desconexão interna. Você já sentiu que, em certos contextos sociais, está desempenhando um papel, e que quando chega em casa vem uma necessidade enorme de se isolar para “recarregar”?
A camuflagem é especialmente comum em mulheres autistas porque, desde pequenas, são ensinadas a serem sociáveis, empáticas e agradáveis. Então, aprendem a “ler” e copiar comportamentos como uma forma de pertencimento. Isso faz com que o autismo feminino muitas vezes passe despercebido — justamente porque, por fora, parece adaptação, mas por dentro há um grande custo emocional. Como seria para você se pudesse ser você mesma em todos os lugares, sem precisar calcular tanto cada gesto ou palavra?
A neurociência ajuda a entender que essa camuflagem não é fraqueza, e sim uma tentativa do cérebro de se proteger da rejeição. O trabalho terapêutico pode ajudar a reduzir essa necessidade de esconder-se, reconstruindo a autenticidade com segurança e aceitação. O alívio vem quando ser quem se é deixa de ser uma ameaça e passa a ser um descanso.
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