A hipersensibilidade social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é diferente da dificulda
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A hipersensibilidade social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é diferente da dificuldade social no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Olá, tudo bem? Essa é uma excelente pergunta e a confusão entre esses dois quadros é mais comum do que parece, então vale sim fazer um esclarecimento técnico com cuidado. A hipersensibilidade social no Transtorno de Personalidade Borderline e a dificuldade social no Transtorno do Espectro Autista podem até se parecer por fora, mas têm origens, funções e vivências internas bastante diferentes.
No TPB, a pessoa costuma perceber sinais sociais até em excesso. Olhares, mudanças sutis de tom de voz, atrasos em respostas ou pequenas variações no comportamento do outro são rapidamente captados e interpretados como rejeição, abandono ou desvalorização. O sofrimento vem dessa leitura intensa e emocionalmente carregada das relações. Não é falta de compreensão social, mas um envolvimento emocional tão profundo que tudo ganha peso demais, como se cada interação tivesse um significado pessoal enorme.
Já no TEA, a dificuldade social está mais ligada à forma como os sinais sociais são processados. A pessoa pode não perceber com facilidade nuances implícitas, ironias, códigos sociais ou expectativas não verbalizadas. Isso não ocorre por sensibilidade exagerada, mas por uma organização diferente da comunicação e da leitura do outro. O desconforto costuma surgir da confusão, da imprevisibilidade social ou da sobrecarga sensorial, e não necessariamente de um medo central de rejeição.
Enquanto no TPB o sofrimento social está muito conectado ao vínculo, à necessidade de proximidade e ao medo de perder o outro, no TEA ele costuma estar ligado à dificuldade de decodificar o ambiente social e se adaptar às suas regras implícitas. Por isso, embora algumas reações externas possam parecer semelhantes, como evitar situações sociais ou se sentir esgotado após interações, o que está acontecendo por dentro é bem diferente.
Talvez valha você refletir: quando uma situação social machuca, o que dói mais é não entender o que aconteceu ou é a sensação de ter sido rejeitado ou abandonado? Você costuma perceber “demais” o comportamento dos outros ou sente que muitas coisas passam despercebidas? O sofrimento aparece mais pela intensidade emocional do vínculo ou pela confusão diante das regras sociais? E como essas experiências têm impactado sua forma de se relacionar hoje?
Essas distinções são fundamentais em avaliação clínica, porque direcionam intervenções completamente diferentes. Em alguns casos, quando há dúvida diagnóstica, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar bastante, sempre integrada a uma escuta clínica cuidadosa. Em outros, o trabalho psicoterapêutico já traz clareza ao longo do processo.
Caso precise, estou à disposição.
No TPB, a pessoa costuma perceber sinais sociais até em excesso. Olhares, mudanças sutis de tom de voz, atrasos em respostas ou pequenas variações no comportamento do outro são rapidamente captados e interpretados como rejeição, abandono ou desvalorização. O sofrimento vem dessa leitura intensa e emocionalmente carregada das relações. Não é falta de compreensão social, mas um envolvimento emocional tão profundo que tudo ganha peso demais, como se cada interação tivesse um significado pessoal enorme.
Já no TEA, a dificuldade social está mais ligada à forma como os sinais sociais são processados. A pessoa pode não perceber com facilidade nuances implícitas, ironias, códigos sociais ou expectativas não verbalizadas. Isso não ocorre por sensibilidade exagerada, mas por uma organização diferente da comunicação e da leitura do outro. O desconforto costuma surgir da confusão, da imprevisibilidade social ou da sobrecarga sensorial, e não necessariamente de um medo central de rejeição.
Enquanto no TPB o sofrimento social está muito conectado ao vínculo, à necessidade de proximidade e ao medo de perder o outro, no TEA ele costuma estar ligado à dificuldade de decodificar o ambiente social e se adaptar às suas regras implícitas. Por isso, embora algumas reações externas possam parecer semelhantes, como evitar situações sociais ou se sentir esgotado após interações, o que está acontecendo por dentro é bem diferente.
Talvez valha você refletir: quando uma situação social machuca, o que dói mais é não entender o que aconteceu ou é a sensação de ter sido rejeitado ou abandonado? Você costuma perceber “demais” o comportamento dos outros ou sente que muitas coisas passam despercebidas? O sofrimento aparece mais pela intensidade emocional do vínculo ou pela confusão diante das regras sociais? E como essas experiências têm impactado sua forma de se relacionar hoje?
Essas distinções são fundamentais em avaliação clínica, porque direcionam intervenções completamente diferentes. Em alguns casos, quando há dúvida diagnóstica, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar bastante, sempre integrada a uma escuta clínica cuidadosa. Em outros, o trabalho psicoterapêutico já traz clareza ao longo do processo.
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