O Transtorno de deficit de atenção/hiperatividade (TDAH) tipo desatento pode "esconder" ou ser diagn

4 respostas
O Transtorno de deficit de atenção/hiperatividade (TDAH) tipo desatento pode "esconder" ou ser diagnosticado incorretamente como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou vice-versa?
Olá, boa tarde.

Erros sempre podem ocorrer durante uma avaliação, mas acredito que sejam transtornos mentais muito diferentes para ocorrer esse erro. Importante dizer que há a possibilidade de ambos estarem presentes na vida de alguém.

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Sim, isso pode acontecer. O TDAH do tipo desatento pode, em alguns casos, ser confundido ou diagnosticado incorretamente como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB); e o contrário também é possível. Isso ocorre porque alguns sintomas se sobrepõem, como dificuldades de regulação emocional, impulsividade emocional, instabilidade nos relacionamentos, sensibilidade à rejeição e sensação de vazio.
No entanto, as origens são diferentes. No TDAH, essas dificuldades estão mais ligadas ao funcionamento neurobiológico e à atenção; no TPB, costumam estar relacionadas a padrões de apego, traumas relacionais e organização da personalidade. Uma avaliação cuidadosa, que considere história de desenvolvimento, vínculos, funcionamento emocional e contexto de vida, é essencial para evitar rótulos equivocados.
A psicoterapia ajuda a diferenciar sintomas, compreender a raiz do sofrimento e direcionar o tratamento adequado para cada caso.
Se você tem dúvidas sobre diagnóstico ou se identifica com esses sintomas, posso te acompanhar em psicoterapia para uma compreensão mais clara e cuidadosa do seu caso. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Sim, isso pode acontecer porque algumas características do TDAH tipo desatento, como desorganização, dificuldade de concentração, esquecimento e respostas impulsivas em situações emocionais, podem ser interpretadas como instabilidade emocional ou comportamental, levando a confusão com o Transtorno de Personalidade Borderline. Por outro lado, o TPB pode envolver desatenção momentânea ligada a emoções intensas, o que pode ser confundido com TDAH. A diferença fundamental está na origem e no padrão dos sintomas: no TDAH, a desatenção e a impulsividade aparecem de forma consistente desde a infância e afetam diversas áreas da vida, enquanto no TPB a instabilidade e a impulsividade estão fortemente relacionadas a relações interpessoais e emoções intensas. Uma avaliação clínica detalhada, que considere história de desenvolvimento, contexto emocional e padrões de comportamento, é essencial para diferenciar corretamente as duas condições e orientar o tratamento adequado.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Sim, isso pode acontecer, especialmente quando estamos falando do TDAH do tipo desatento, que muitas vezes é mais sutil e menos evidente do que a forma hiperativa. Em alguns casos, ele pode ser interpretado de maneira equivocada como Transtorno de Personalidade Borderline, e o inverso também é possível, principalmente quando a avaliação não explora com profundidade a história de desenvolvimento da pessoa.

No TDAH desatento, o que costuma aparecer são dificuldades em manter foco, organizar tarefas, esquecer compromissos e uma sensação frequente de estar “disperso”. Já no TPB, o núcleo está mais ligado à intensidade emocional, aos padrões de relacionamento e ao medo de abandono. O ponto de confusão é que a desorganização, a aparente inconsistência ou até falhas de atenção podem ser interpretadas como instabilidade emocional ou relacional.

Por outro lado, quando o TPB não é bem identificado, algumas reações emocionais intensas podem ser vistas apenas como impulsividade ou dificuldade de atenção. Isso pode levar a um diagnóstico parcial, que não considera a dimensão emocional e relacional mais profunda que está em jogo.

Talvez valha a pena observar: essas dificuldades estão presentes desde a infância, mesmo que de forma mais discreta, como desatenção e esquecimento? Ou surgem mais ligadas a relações e emoções intensas? Existe mais uma sensação de “mente dispersa” ou de “emoções que tomam conta”?

Quando essas nuances são bem investigadas, o diagnóstico tende a ficar mais claro e útil. Em alguns casos, uma avaliação complementar com psiquiatra ou neuropsicólogo pode ajudar a organizar melhor essas diferenças.

Caso precise, estou à disposição.

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