A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige descoberta ou con
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A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige descoberta ou construção?
A reconstrução vai se dar a partir do processo terapêutico de cada pessoa, não há uma regra. Isso pode invalidar o cliente.
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Na prática clínica, essa não costuma ser uma escolha entre um ou outro — reconstruir a identidade no TPB envolve tanto descoberta quanto construção, mas não na mesma proporção para todas as pessoas.
Existe, sim, um movimento de descoberta onde o paciente em contato com experiências, preferências, valores e emoções que, muitas vezes, ficaram encobertos por anos de adaptação, invalidação ou relações instáveis. É como se partes da pessoa estivessem ali, mas pouco acessíveis ou pouco reconhecidas.
Ao mesmo tempo, há um aspecto fundamental de construção. Identidade não é algo pronto que simplesmente “espera para ser encontrado”. Ela também se organiza ao longo do tempo, a partir de escolhas, posicionamentos e da forma como a pessoa passa a dar sentido às próprias experiências.
No TPB, esse processo costuma precisar ser mais intencional, justamente porque houve falhas ou interrupções importantes nessa organização ao longo da vida.
Então, mais do que descobrir “quem eu realmente sou” como algo fixo, o trabalho é ajudar a pessoa a desenvolver um senso de si mais contínuo, coerente e flexível que consiga atravessar diferentes estados emocionais sem se desfazer completamente.
Normalmente percebo que quando o paciente traz essa pergunta, muitas vezes ela vem acompanhada de uma expectativa de encontrar uma resposta definitiva, estável, quase como um “núcleo verdadeiro” imutável. E, na prática, isso costuma gerar mais frustração do que clareza.
Identidade é menos sobre encontrar uma essência pronta e mais sobre sustentar, ao longo do tempo, uma narrativa que faça sentido, mesmo com mudanças, contradições e revisões. E é justamente essa capacidade que vai sendo fortalecida no processo terapêutico.
Existe, sim, um movimento de descoberta onde o paciente em contato com experiências, preferências, valores e emoções que, muitas vezes, ficaram encobertos por anos de adaptação, invalidação ou relações instáveis. É como se partes da pessoa estivessem ali, mas pouco acessíveis ou pouco reconhecidas.
Ao mesmo tempo, há um aspecto fundamental de construção. Identidade não é algo pronto que simplesmente “espera para ser encontrado”. Ela também se organiza ao longo do tempo, a partir de escolhas, posicionamentos e da forma como a pessoa passa a dar sentido às próprias experiências.
No TPB, esse processo costuma precisar ser mais intencional, justamente porque houve falhas ou interrupções importantes nessa organização ao longo da vida.
Então, mais do que descobrir “quem eu realmente sou” como algo fixo, o trabalho é ajudar a pessoa a desenvolver um senso de si mais contínuo, coerente e flexível que consiga atravessar diferentes estados emocionais sem se desfazer completamente.
Normalmente percebo que quando o paciente traz essa pergunta, muitas vezes ela vem acompanhada de uma expectativa de encontrar uma resposta definitiva, estável, quase como um “núcleo verdadeiro” imutável. E, na prática, isso costuma gerar mais frustração do que clareza.
Identidade é menos sobre encontrar uma essência pronta e mais sobre sustentar, ao longo do tempo, uma narrativa que faça sentido, mesmo com mudanças, contradições e revisões. E é justamente essa capacidade que vai sendo fortalecida no processo terapêutico.
Oi, é um prazer te ter por aqui.
A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve tanto descoberta quanto construção. O processo começa ao identificar os esquemas já existentes e compreender quando eles são ativados, o que reduz a confusão sobre quem a pessoa é. Em seguida, ocorre a reestruturação cognitiva, que permite questionar crenças antigas e compreender como esses esquemas funcionam no presente. Com isso, o indivíduo passa a reconhecer seus modos de funcionamento atuais sem ser dominado por eles, desenvolvendo uma identidade mais integrada e estável.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve tanto descoberta quanto construção. O processo começa ao identificar os esquemas já existentes e compreender quando eles são ativados, o que reduz a confusão sobre quem a pessoa é. Em seguida, ocorre a reestruturação cognitiva, que permite questionar crenças antigas e compreender como esses esquemas funcionam no presente. Com isso, o indivíduo passa a reconhecer seus modos de funcionamento atuais sem ser dominado por eles, desenvolvendo uma identidade mais integrada e estável.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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