A transferência pode ser uma questão importante em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderl

3 respostas
A transferência pode ser uma questão importante em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que negam o diagnóstico, especialmente em relação à autoridade do terapeuta. Como podemos lidar com a resistência transferencial e ajudar o paciente a confiar no processo terapêutico
Existe a autoridade declarada, título do especialista, no caso psicólogo ou psiquiatra. E existe, a autoridade percebida. O paciente percebe na relação que o profissional tem interesse em ajudá-lo e competência para essa finalidade.
Confiança se CONQUISTA na relação terapêutica em cada consulta. No caso do paciente com Transtorno Borderline o profissional de saúde mental precisa ter muita constância: nos horários, nos limites, nas intervenções.
O ambiente instável do paciente o adoeceu. É preciso oferecer estabilidade para ajudá-lo.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?

A transferência, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline, costuma ser muito intensa e, ao mesmo tempo, muito reveladora. Quando o paciente desconfia da autoridade do terapeuta ou resiste ao processo, isso raramente é sobre o terapeuta em si, mas sobre experiências anteriores que estão sendo reativadas ali. É como se a relação atual fosse “colorida” por expectativas antigas de crítica, abandono ou invalidação.

Quando o paciente nega o diagnóstico, essa dinâmica pode se intensificar, porque aceitar algo vindo de uma figura percebida como autoridade pode ser vivido como submissão, exposição ou até ameaça à própria identidade. Nesses casos, confrontar diretamente a resistência tende a aumentar o fechamento. O caminho mais eficaz costuma ser o de curiosidade e exploração, ajudando o paciente a olhar para o que está acontecendo na relação, sem pressioná-lo a concordar.

Ao invés de sustentar uma posição de autoridade rígida, o terapeuta pode se posicionar como alguém que está tentando entender junto. Algo como: “fico pensando como você está percebendo o que eu digo” ou “o que nessa ideia faz você se afastar?”. Isso reduz a sensação de imposição e convida o paciente a se implicar no processo. Aos poucos, a relação deixa de ser uma hierarquia ameaçadora e passa a ser uma construção compartilhada.

Também é importante reconhecer que a confiança não surge de explicações, mas de experiência. Um vínculo consistente, previsível e emocionalmente seguro vai, ao longo do tempo, oferecendo evidências de que aquela relação é diferente das anteriores. É nesse acúmulo de experiências que a resistência começa a diminuir.

Talvez faça sentido se perguntar: o que o paciente pode estar esperando de você com base nas experiências que já viveu? Em quais momentos ele parece mais desconfiado ou resistente? Existe algum padrão semelhante em outras relações dele? E como você tem se posicionado quando essa resistência aparece?

Trabalhar a transferência nesses casos não é “corrigir” o paciente, mas ajudá-lo a reconhecer, com segurança, como ele se relaciona com o outro e consigo mesmo. Quando isso acontece, a confiança no processo deixa de ser um esforço racional e passa a ser uma experiência vivida. Caso precise, estou à disposição.
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Para lidar com a resistência transferencial no TPB, é importante validar as emoções do paciente e reconhecer que elas fazem sentido dentro de sua história. O terapeuta também precisa observar sua própria contratransferência para ajudar o paciente a diferenciar experiências do passado e do presente. Abordagens como a Psicoterapia Focada na Transferência podem auxiliar nesse processo. A construção de uma aliança terapêutica estável e confiável é essencial para que o paciente se sinta seguro e engajado no tratamento.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3695 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.