A "visão de túnel" faz com que a pessoa ignore a lógica?
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A "visão de túnel" faz com que a pessoa ignore a lógica?
Olá, como vai? A visão de túnel costuma reduzir a capacidade de considerar outras possibilidades, fazendo com que a pessoa fique presa a uma única interpretação da situação. Mesmo que a lógica mostre que não há motivo para tanta preocupação, a mente permanece fechada e rígida naquele pensamento. Isso não é falta de inteligência, mas um estado emocional em que o medo ou a ansiedade tomam espaço e tornam difícil flexibilizar o olhar. Na psicanálise, compreende-se que esse estreitamento do pensamento funciona como defesa diante de angústias internas. Reconhecer esse funcionamento já é um primeiro passo para ampliar o campo de visão. Se estiver difícil lidar sozinho, o CAPS pode ajudar. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Oi, tudo bem?
Sim, de certa forma, é exatamente isso que acontece. Quando a “visão de túnel” se instala — especialmente em pessoas com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou em situações de estresse emocional intenso — o cérebro entra em modo de sobrevivência. A amígdala, responsável por detectar ameaças, assume o controle e envia o sinal de “perigo!”, enquanto o córtex pré-frontal, que é a área ligada à lógica, reflexão e tomada de decisão, fica momentaneamente “silenciado”. É como se o cérebro dissesse: “agora não é hora de pensar, é hora de reagir”.
Nesses momentos, o raciocínio lógico realmente perde espaço. A pessoa pode dizer ou fazer coisas que, depois, parecem totalmente incoerentes com o que acredita ou sente quando está calma. Isso não é falta de razão, é o corpo tentando lidar com uma avalanche emocional. A lógica existe, mas está temporariamente fora de alcance — soterrada pela urgência da emoção.
Você já percebeu se, em momentos de muita raiva, medo ou dor, sua mente parece “fechar” e tudo o que é racional some por um tempo? E o que acontece quando a emoção passa — vem um arrependimento, uma sensação de “como eu pude pensar assim”? Esses são sinais clássicos de que o cérebro estava sob o domínio emocional, e não do raciocínio.
Com o tratamento e o treino de regulação emocional, o cérebro aprende a equilibrar essas duas forças — emoção e razão — para que possam trabalhar juntas, e não em lados opostos. Aos poucos, o que antes era um impulso cego começa a se transformar em escolha consciente.
Caso precise, estou à disposição.
Sim, de certa forma, é exatamente isso que acontece. Quando a “visão de túnel” se instala — especialmente em pessoas com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou em situações de estresse emocional intenso — o cérebro entra em modo de sobrevivência. A amígdala, responsável por detectar ameaças, assume o controle e envia o sinal de “perigo!”, enquanto o córtex pré-frontal, que é a área ligada à lógica, reflexão e tomada de decisão, fica momentaneamente “silenciado”. É como se o cérebro dissesse: “agora não é hora de pensar, é hora de reagir”.
Nesses momentos, o raciocínio lógico realmente perde espaço. A pessoa pode dizer ou fazer coisas que, depois, parecem totalmente incoerentes com o que acredita ou sente quando está calma. Isso não é falta de razão, é o corpo tentando lidar com uma avalanche emocional. A lógica existe, mas está temporariamente fora de alcance — soterrada pela urgência da emoção.
Você já percebeu se, em momentos de muita raiva, medo ou dor, sua mente parece “fechar” e tudo o que é racional some por um tempo? E o que acontece quando a emoção passa — vem um arrependimento, uma sensação de “como eu pude pensar assim”? Esses são sinais clássicos de que o cérebro estava sob o domínio emocional, e não do raciocínio.
Com o tratamento e o treino de regulação emocional, o cérebro aprende a equilibrar essas duas forças — emoção e razão — para que possam trabalhar juntas, e não em lados opostos. Aos poucos, o que antes era um impulso cego começa a se transformar em escolha consciente.
Caso precise, estou à disposição.
Sim. O que chamamos de “visão de túnel” é uma metáfora para descrever quando a pessoa está tão tomada por uma emoção intensa (como raiva, medo ou ansiedade) que passa a enxergar a situação de forma muito limitada, quase como se só conseguisse ver uma parte do problema.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que, nesses momentos, o sistema emocional “assume o controle” e o acesso ao pensamento lógico e racional fica reduzido. Ou seja, a pessoa não perde a capacidade de raciocinar, mas a emoção é tão forte que distorce a percepção da realidade, fazendo com que ignore informações que contradizem o que está sentindo.
Com treino e autoconhecimento, é possível aprender a reconhecer esses momentos e desenvolver estratégias para “abrir o campo de visão” novamente, como técnicas de respiração, registro de pensamentos e questionamento das interpretações automáticas.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que, nesses momentos, o sistema emocional “assume o controle” e o acesso ao pensamento lógico e racional fica reduzido. Ou seja, a pessoa não perde a capacidade de raciocinar, mas a emoção é tão forte que distorce a percepção da realidade, fazendo com que ignore informações que contradizem o que está sentindo.
Com treino e autoconhecimento, é possível aprender a reconhecer esses momentos e desenvolver estratégias para “abrir o campo de visão” novamente, como técnicas de respiração, registro de pensamentos e questionamento das interpretações automáticas.
Sim, faz com que a pessoa ignore (ou não consiga acessar) a lógica naquele momento. Durante momentos de ansiedade intensa, medo ou obsessão, o cérebro ativa o modo de sobrevivência.
Por isso, mesmo sabendo racionalmente que o pensamento é exagerado ou ilógico, a pessoa sente como se fosse 100% verdadeiro e perigoso.
Por isso, mesmo sabendo racionalmente que o pensamento é exagerado ou ilógico, a pessoa sente como se fosse 100% verdadeiro e perigoso.
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