As emoções intensas sentidas por quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são "reais" o
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As emoções intensas sentidas por quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são "reais" ou apenas "drama"?
Sim, as emoções intensas são reais, apesar de poder ocorrer algumas distorçoes cognitivas, sim, o paciente RPB sente com muita intensidade e não, não é drama. Por isso a importância de quem convive com pessoas desse espectro, conseguirem compreender o sentir do border.
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As emoções são reais, embora a pessoa que tem o transtorno possa desenvolver estratégias para não ser abandonada.
As emoções sentidas por quem tem TPB são totalmente reais e não se tratam de drama. A intensidade emocional faz parte da forma como a pessoa percebe e vivencia o mundo, e o sofrimento que acompanha essas emoções é profundo e genuíno. Muitas vezes, quem observa de fora pode não compreender a dimensão dessa experiência, mas para quem a vive, ela é concreta e impacta a vida diária, os relacionamentos e a forma de se sentir seguro consigo mesmo. A psicoterapia oferece um espaço seguro para acolher essas emoções, entender seus gatilhos e aprender maneiras de lidar com elas sem se perder.
Olá, tudo bem?
Essa é uma dúvida muito comum, e também uma das mais delicadas, porque envolve algo que muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline escutaram ao longo da vida: a ideia de que estão “exagerando” ou fazendo “drama”. Do ponto de vista clínico e científico, as emoções são absolutamente reais. O que muda não é a existência da emoção, mas a intensidade, a velocidade com que ela surge e a dificuldade de regulá-la.
O cérebro, nesses casos, tende a reagir como se determinadas situações fossem mais ameaçadoras do que parecem para outras pessoas. Regiões ligadas à detecção de perigo e à resposta emocional ficam mais ativadas, enquanto as áreas responsáveis por modular essas emoções nem sempre conseguem acompanhar na mesma velocidade. O resultado é uma experiência emocional muito mais intensa e, muitas vezes, difícil de organizar no momento em que acontece.
Chamar isso de “drama” acaba sendo uma forma de invalidação que não ajuda e, na prática, pode até aumentar o sofrimento. Quando a pessoa percebe que o que sente não é reconhecido, ela pode acabar se sentindo ainda mais confusa, sozinha ou até duvidando de si mesma. É como se, além de lidar com a emoção, ela ainda precisasse lidar com a sensação de que não deveria estar sentindo aquilo.
Talvez faça sentido olhar para isso de um outro ângulo: quando você sente algo muito intenso, a sua experiência interna parece controlável ou parece tomar conta de tudo por alguns instantes? Depois que a emoção passa, você consegue perceber diferenças entre o que sentiu e o que estava acontecendo de fato? E como você costuma se tratar nesses momentos mais intensos, com compreensão ou com crítica?
Essas perguntas ajudam a diferenciar o que é emoção, o que é interpretação e o que é reação. E esse é um ponto central no trabalho terapêutico: não diminuir ou negar o que a pessoa sente, mas ajudar a dar forma, compreensão e mais possibilidades de resposta para essas experiências.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma dúvida muito comum, e também uma das mais delicadas, porque envolve algo que muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline escutaram ao longo da vida: a ideia de que estão “exagerando” ou fazendo “drama”. Do ponto de vista clínico e científico, as emoções são absolutamente reais. O que muda não é a existência da emoção, mas a intensidade, a velocidade com que ela surge e a dificuldade de regulá-la.
O cérebro, nesses casos, tende a reagir como se determinadas situações fossem mais ameaçadoras do que parecem para outras pessoas. Regiões ligadas à detecção de perigo e à resposta emocional ficam mais ativadas, enquanto as áreas responsáveis por modular essas emoções nem sempre conseguem acompanhar na mesma velocidade. O resultado é uma experiência emocional muito mais intensa e, muitas vezes, difícil de organizar no momento em que acontece.
Chamar isso de “drama” acaba sendo uma forma de invalidação que não ajuda e, na prática, pode até aumentar o sofrimento. Quando a pessoa percebe que o que sente não é reconhecido, ela pode acabar se sentindo ainda mais confusa, sozinha ou até duvidando de si mesma. É como se, além de lidar com a emoção, ela ainda precisasse lidar com a sensação de que não deveria estar sentindo aquilo.
Talvez faça sentido olhar para isso de um outro ângulo: quando você sente algo muito intenso, a sua experiência interna parece controlável ou parece tomar conta de tudo por alguns instantes? Depois que a emoção passa, você consegue perceber diferenças entre o que sentiu e o que estava acontecendo de fato? E como você costuma se tratar nesses momentos mais intensos, com compreensão ou com crítica?
Essas perguntas ajudam a diferenciar o que é emoção, o que é interpretação e o que é reação. E esse é um ponto central no trabalho terapêutico: não diminuir ou negar o que a pessoa sente, mas ajudar a dar forma, compreensão e mais possibilidades de resposta para essas experiências.
Caso precise, estou à disposição.
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