As memórias traumáticas podem ser "esquecidas" por quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (
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As memórias traumáticas podem ser "esquecidas" por quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, as memórias traumáticas geralmente não são completamente esquecidas, mas podem se apresentar de forma fragmentada, confusa ou dissociada. Muitas vezes, os detalhes neutros ou contextuais do evento não são acessíveis, enquanto a carga emocional intensa permanece viva, podendo ser reativada por situações que lembram o trauma. Isso dá a impressão de “esquecimento” parcial, mas, na prática, a memória emocional continua influenciando reações, comportamentos e percepção do presente. A psicoterapia ajuda a organizar essas memórias, integrar emoções associadas e diferenciar passado e presente, permitindo que os eventos traumáticos sejam lembrados de forma mais clara e compreendida, reduzindo seu impacto avassalador na vida cotidiana.
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Algumas memórias traumáticas podem parecer “esquecidas” por períodos, não porque desapareceram, mas como uma forma de proteção psíquica, podendo retornar em forma de emoções intensas, reações ou sensações corporais.
Geralmente, não. Em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), memórias traumáticas tendem a não ser esquecidas, pois permanecem emocionalmente ativas.
Com psicoterapia, essas memórias podem ser elaboradas e perder intensidade, deixando de provocar reações emocionais tão intensas, mesmo que não desapareçam completamente.
Tânia Holanda
Psicóloga & Hipnoterapeuta
CRP 17/8125
Com psicoterapia, essas memórias podem ser elaboradas e perder intensidade, deixando de provocar reações emocionais tão intensas, mesmo que não desapareçam completamente.
Tânia Holanda
Psicóloga & Hipnoterapeuta
CRP 17/8125
Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta delicada e importante. As memórias traumáticas não costumam ser simplesmente “apagadas”, mas podem, sim, não estar facilmente acessíveis de forma consciente em alguns momentos. Isso não é exclusivo do Transtorno de Personalidade Borderline, mas pode acontecer com maior frequência quando existem experiências emocionais intensas.
O que ocorre, muitas vezes, é que o cérebro tenta proteger a pessoa de conteúdos muito dolorosos. Então, em vez de uma lembrança clara e organizada, a experiência pode ficar fragmentada ou aparecer de outras formas, como sensações corporais, emoções intensas ou reações que parecem não ter uma explicação imediata. Não é exatamente um esquecimento, mas uma dificuldade de acessar a memória como uma narrativa completa.
Em alguns casos, a pessoa pode dizer que “não lembra” de certos eventos ou períodos, e isso pode estar relacionado a mecanismos de proteção psicológica. Ao mesmo tempo, essas experiências podem continuar influenciando sentimentos, comportamentos e relações, mesmo sem uma lembrança consciente clara.
Mas é importante ter cautela com a ideia de “memórias reprimidas” no sentido de algo que precisa ser necessariamente recuperado. Nem toda dificuldade emocional está ligada a algo esquecido, e forçar esse tipo de busca pode não ser o caminho mais adequado. O foco terapêutico costuma ser mais no que a pessoa sente e vive no presente do que em tentar “encontrar” memórias específicas.
Talvez faça sentido se perguntar: existem emoções ou reações que parecem surgir sem uma causa clara? Você sente mais coisas do que consegue explicar, ou consegue ligar bem suas experiências atuais ao que já viveu? E quando pensa no passado, ele parece mais organizado ou confuso?
Essas reflexões ajudam a entender como a memória está funcionando e como ela pode ser trabalhada de forma mais segura dentro de um processo terapêutico.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta delicada e importante. As memórias traumáticas não costumam ser simplesmente “apagadas”, mas podem, sim, não estar facilmente acessíveis de forma consciente em alguns momentos. Isso não é exclusivo do Transtorno de Personalidade Borderline, mas pode acontecer com maior frequência quando existem experiências emocionais intensas.
O que ocorre, muitas vezes, é que o cérebro tenta proteger a pessoa de conteúdos muito dolorosos. Então, em vez de uma lembrança clara e organizada, a experiência pode ficar fragmentada ou aparecer de outras formas, como sensações corporais, emoções intensas ou reações que parecem não ter uma explicação imediata. Não é exatamente um esquecimento, mas uma dificuldade de acessar a memória como uma narrativa completa.
Em alguns casos, a pessoa pode dizer que “não lembra” de certos eventos ou períodos, e isso pode estar relacionado a mecanismos de proteção psicológica. Ao mesmo tempo, essas experiências podem continuar influenciando sentimentos, comportamentos e relações, mesmo sem uma lembrança consciente clara.
Mas é importante ter cautela com a ideia de “memórias reprimidas” no sentido de algo que precisa ser necessariamente recuperado. Nem toda dificuldade emocional está ligada a algo esquecido, e forçar esse tipo de busca pode não ser o caminho mais adequado. O foco terapêutico costuma ser mais no que a pessoa sente e vive no presente do que em tentar “encontrar” memórias específicas.
Talvez faça sentido se perguntar: existem emoções ou reações que parecem surgir sem uma causa clara? Você sente mais coisas do que consegue explicar, ou consegue ligar bem suas experiências atuais ao que já viveu? E quando pensa no passado, ele parece mais organizado ou confuso?
Essas reflexões ajudam a entender como a memória está funcionando e como ela pode ser trabalhada de forma mais segura dentro de um processo terapêutico.
Caso precise, estou à disposição.
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