As pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) conseguem perceber que suas reações são

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As pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) conseguem perceber que suas reações são desproporcionais?
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem, em alguns momentos, perceber que suas reações são desproporcionais, mas essa percepção nem sempre ocorre durante a escalada emocional. Durante crises, as emoções intensas dominam a experiência, dificultando a reflexão e a capacidade de avaliar a própria reação de forma clara. Muitas vezes, a consciência da desproporção surge apenas depois que a crise passa, acompanhada de sentimentos de culpa, vergonha ou arrependimento. A psicoterapia ajuda a ampliar essa percepção, permitindo reconhecer os sinais de alerta antes da escalada, diferenciar passado e presente, e desenvolver estratégias de autorregulação para responder de forma mais consciente e adaptativa às situações que provocam forte impacto emocional.

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Nem sempre a pessoa com TPB consegue perceber, no momento da crise, que suas reações são desproporcionais, pois a emoção toma grande parte do espaço psíquico, mas com o tempo, terapia e reflexão posterior, essa consciência pode ir sendo construída.
Às vezes, sim — mas nem sempre durante a crise. Muitas pessoas com TPB percebem depois que a reação foi mais intensa do que a situação pedia. No momento da crise, as emoções ficam muito fortes, o que dificulta essa percepção. Através do processo de psicoterapia, essa consciência aumenta e o controle emocional melhora com o tempo.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Sim, muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline conseguem perceber que suas reações podem ter sido desproporcionais, mas isso costuma acontecer mais depois que a intensidade emocional diminui, e não durante a crise.

No momento da escalada, a experiência emocional é tão forte que a percepção fica “contaminada” por aquilo que está sendo sentido. O cérebro interpreta a situação como urgente e significativa, então a reação parece totalmente coerente naquele instante. É como se não houvesse distância suficiente para avaliar com mais clareza.

Depois que a emoção baixa, muitas vezes surge uma visão diferente. A pessoa pode olhar para o que aconteceu com mais crítica, perceber excessos, sentir culpa ou até confusão sobre por que reagiu daquela forma. Esse contraste entre o “durante” e o “depois” é bastante comum nesse padrão.

Com o tempo e o trabalho terapêutico, essa consciência começa a aparecer mais cedo. A pessoa passa a reconhecer sinais mais sutis de ativação emocional e, aos poucos, consegue perceber que a reação pode estar maior do que a situação antes de atingir o pico. Esse é um dos grandes avanços no processo.

Talvez valha observar: você costuma perceber essa diferença entre o que sente durante a emoção e o que pensa depois? Em que momento começa a surgir essa consciência, já no meio da situação ou apenas depois que tudo passou? E quando percebe, o que isso gera em você?

Essas reflexões ajudam a construir um caminho de mais autonomia emocional, sem a necessidade de julgamento excessivo.

Caso precise, estou à disposição.

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