Boa noite. Gostaria de saber se um psicólogo pode virar amigo íntimo de um ex-paciente ou não é reco
Boa noite. Gostaria de saber se um psicólogo pode virar amigo íntimo de um ex-paciente ou não é recomendável?
21 respostas
Olá Não é recomendado, mas cada um age da maneira como melhor entender. Lembrando que qualquer envolvimento que fora do campo profissional pode trazer questões ao paciente. abs
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Olá! De acordo com o Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia é vedado ao psicólogo: “Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado”. Sendo assim, enquanto estamos prestando serviço à um cliente/paciente, não é recomendável que a relação ultrapasse o setting terapêutico, pois necessitamos de certa neutralidade para a garantia de intervenções técnicas. Uma vez que este vínculo profissional é desfeito, fica a critério dos envolvidos (terapeuta e cliente/paciente) se desejam ter algum tipo de relação pessoal ou não.
Olá! O Código de Ética profissional do psicólogo não faz restrições ao estabelecimento de vínculos após findado o período de atendimento. Então sim, no caso de finalizada a prestação de atendimento psicológico é possível. Porém, é sempre importante que o profissional esteja atento às possibilidades que esse novo relacionamento poderá trazer.
Boa noite, se o atendimento terapeutico esta' findado está a discrição do terapeuta dar continuidade ou não a relação de amizade, muito depende da maturidade dos interessados.
Boa noite! Não é aconselhável. Porém, acabado o tratamento psicológico, nada impede de se falarem. Mas depende de cada profissional. Sua conduta ética.
Uma relação psicoterápica ou analítica é primeiramente uma relação humana, e como tal reserva todas as possibilidades dessas relações. Mas durante um trabalho psicoterápico/analítico, não é absolutamente recomendável esse tipo de relacionamento, pois se perde a isenção necessária para o mesmo. Como diz o ditado popular, "negócios, negócios; amizades à parte"
Considerando que findou a relação psicólogo-paciente, não há impedimento para uma relação de amizade. Depende muito do contexto e da relação que foi construída. Não é uma prática comum em nossa profissão, mas sempre há exceções. Se foi construída uma amizade saudável, que te faz bem, não vejo problemas. E, se precisar de terapia, busque um novo psicólogo : )
Olá! Durante todo o processo de terapia, é imprescindível que o vínculo entre psicólogo e paciente seja apenas profissional, pois qualquer relação além dessa pode interferir significativamente no trabalho. Como você disse que a terapia já foi finalizada, fica a critério de ambos e, tecnicamente, não estaria ferindo o Código de Ética. Mas é importante se perguntar se os dois estariam confortáveis em manter uma amizade, já que na terapia são tratadas questões muito íntimas e profundas, que podemos não nos sentir à vontade em compartilhar com amigos.
Como já esclarecido pelos meus colegas, o vínculo estabelecido entre o cliente/paciente e o psicólogo durante o tratamento deve ser mantido como profissional. É importante lembrar que, dependendo do momento vivido pelo paciente, a intervenção utilizada pelo psicólogo pode “parecer” um processo de amizade, mesmo não sendo. Exemplo: se uma pessoa tem dificuldades de criar vínculos sócias e problemas de confiança, o psicólogo pode se utilizar como instrumento de testagem, permitindo que o cliente se disponibilize a novas oportunidades. É sempre responsabilidade do psicólogo estabelecer esse limite, de forma que o processo do paciente não seja afetado negativamente e assim, conforme o decorrer do processo e como em qualquer relação, os limites de ambos sejam respeitados.
Durante a vigêcia do tratamento, não pode, infringe a ética profissíonal, mas pós término não há objeção
Olá! Durante o tratamento a relação deve ser somente profissional, porém, depois do tratamento não vejo problemas. Um abraço!
Eu não gosto da ideia de ser amigo íntimo de alguém para quem contei tantos segredos. Infelizmente, muitos profissionais se aproveitam do afeto intenso que surge na relação de transferência (relação paciente-profissional, que ocorre também com médicos, professores, etc) e extrapolam os limites da ética.
Pós tratamento a decisão é do profissional. Mas faço a linha mais de profissional reservada , portanto não gosto.
Olá! É importante considerar que o psicólogo é uma pessoa e como tal tem suas próprias emoções. Importa, se ele no exercício da sua profissão, se comporta como profissional. Quanto a amizade íntima só acontecerá para felicidade de ambos. Um abraço!
Boa noite! A questão de um psicólogo se tornar amigo íntimo de um ex-paciente envolve questões éticas e profissionais muito importantes. De acordo com as diretrizes éticas da psicologia, não é recomendável que um psicólogo desenvolva uma amizade íntima com um ex-paciente. A razão principal para isso é a manutenção da neutralidade profissional e a preservação do papel do psicólogo como um profissional imparcial e ético. Existem algumas razões pelas quais essa relação é desencorajada: 1. Limite Profissional O relacionamento entre psicólogo e paciente é, por natureza, profissional e deve ser mantido dentro dos limites terapêuticos estabelecidos para garantir que o espaço de cuidado emocional seja respeitado. Quando um psicólogo começa a estabelecer uma amizade íntima com um paciente, esses limites podem ser comprometidos, o que pode interferir no processo terapêutico e no bem-estar do paciente. 2. Possível Conflito de Interesses A amizade íntima pode gerar um conflito de interesses, dificultando a objetividade necessária para o trabalho terapêutico. O psicólogo pode não ser capaz de agir com a imparcialidade que é exigida em uma terapia, já que uma amizade íntima envolve sentimentos e vínculos pessoais que podem afetar o julgamento profissional. 3. Desafios Éticos As normas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e de outros conselhos profissionais proíbem qualquer tipo de vínculo pessoal que comprometa a ética do atendimento psicológico. Essas normas existem para proteger a integridade do processo terapêutico, garantindo que o profissional mantenha uma postura ética e não se envolva de forma que possa prejudicar o paciente. 4. Risco de Regressão no Processo Terapêutico Se um psicólogo se tornar amigo íntimo de um ex-paciente, existe o risco de que o ex-paciente retorne ao processo terapêutico com uma expectativa diferente, já que a dinâmica da relação mudaria significativamente. Isso pode dificultar a superação de questões que estavam sendo trabalhadas anteriormente, e o ex-paciente pode se sentir confuso sobre os papéis de terapeuta e amigo. 5. Quando a Terapia Termina Em alguns casos, o relacionamento terapêutico pode se encerrar de maneira amigável, especialmente se o paciente já tiver alcançado seus objetivos terapêuticos. Contudo, mesmo após o término da terapia, a ética profissional ainda se aplica, e a ideia de amizade íntima deve ser abordada com cuidado. O tempo necessário após o término da terapia pode variar dependendo do caso, mas geralmente há um período de distanciamento para garantir que qualquer vínculo anterior não interfira nas novas dinâmicas. Exceções e Considerações Há algumas situações em que um ex-paciente pode eventualmente ter um tipo de amizade ou vínculo mais informal com o psicólogo, mas essas situações são exceções e devem ser tratadas com muito cuidado. O ideal seria que ambos, psicólogo e ex-paciente, refletissem sobre as implicações dessa mudança de relação e se ela é realmente saudável para ambos. Se a amizade surgir após um longo tempo desde o fim da terapia e se ambos sentirem que o vínculo profissional foi completamente dissolvido, pode ser que o relacionamento não cause dano. No entanto, essa amizade ainda deve ser examinada de perto para garantir que as questões éticas não sejam comprometidas. Conclusão Em geral, não é recomendável que um psicólogo se torne amigo íntimo de um ex-paciente, especialmente em um período muito próximo ao término da terapia. A manutenção de limites profissionais é fundamental para preservar a ética e a integridade do processo terapêutico. Se você estiver se perguntando sobre essa questão em particular, seria interessante conversar com o próprio psicólogo sobre os limites e as questões éticas envolvidas, para esclarecer quaisquer dúvidas e garantir que ambas as partes sigam o melhor caminho para seu bem-estar.
Boa noite! Não é recomendável que um psicólogo se torne amigo íntimo de um ex-paciente. O Código de Ética da Psicologia orienta que o profissional preserve os limites da relação terapêutica, mesmo após o término do acompanhamento. Isso é importante para proteger a confidencialidade e evitar confusões de papéis que possam gerar desconfortos ou impactos na experiência terapêutica prévia. Essa separação também garante a integridade e a ética do trabalho do psicólogo.
Olá, como vai? O psicólogo também tem que querer. Essa é a premissa básica de uma relação: o outro também querer.
Ei.. - Muitas das vezes um vínculo profissional onde há um sucesso na psicoterapia pode se transformar em um vínculo para a vida toda. Só há problemas quando as pessoas querem criar problemas. - Nós vivemos em um mundo de forma coletiva, termos mais coletividades (amizades, parentes, familiares, institucionais) não deveria ser ruim. Muitas vezes vão falar que não se pode ser amigo de A ou B, pois por quais motivos não? - Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder. Abraços
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.













