Boa tarde a todos psicólogos e psiquiatras, Tenho uma dúvida que gostaria de compartilhar. Desde

3 respostas
Boa tarde a todos psicólogos e psiquiatras,

Tenho uma dúvida que gostaria de compartilhar. Desde sempre, me considerei uma pessoa tímida. Isso se manifesta de forma intensa em situações sociais, ao ponto de me causar grande desconforto. Já busquei ajuda de diversos psicólogos, e muitos me disseram que a única solução seria treinar a mente para enfrentar esses problemas. No entanto, estou cansado porque percebo que isso vai além de timidez e se assemelha a uma fobia social.

Não consigo falar em público sem sentir tremores, suor frio, tontura e outros sintomas físicos intensos. Essa ansiedade é tão avassaladora que me impede de realizar atividades cotidianas, como atender telefonemas ou participar de eventos sociais. Cheguei até a abandonar a faculdade devido ao pavor de apresentar trabalhos em público.

Apesar de conseguir frequentar lugares lotados acompanhado de alguém conhecido, sinto-me aterrorizado e só consigo me "divertir" quando estou sob o efeito do álcool. Essa situação tem me privado de muitas experiências e oportunidades na vida.

Embora tenha ouvido que essa é apenas uma característica minha, cansei de me sentir assim e percebo que estou perdendo muito ao me privar tanto. Acredito que meu caso possa exigir a ajuda de um psiquiatra, já que não consegui evoluir apenas com a terapia psicológica. Porém, tenho receio de me tornar uma pessoa "dopada" e sem emoções, como uma espécie de zumbi.

Diante disso, gostaria de ouvir sugestões sobre como proceder.
Olá, seus sintomas podem estar relacionados a um Transtorno de Ansiedade. Sugiro que você agende uma avaliação psiquiátrica para diagnóstico e condutas. Dessa forma, poderá ter uma vida mais plena e feliz.
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Dr. Bernardo Centoducatte
Psiquiatra
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Bom dia, realmente essa é uma questão comportamental que necessita de investimento em seu acompanhamento psicológico e pensar que é um tratamento à longo prazo. Mas o seu relato mostra que hoje você apresenta sofrimento significativo através dos sintomas e também disfucionalidade (no caso, de evitar variadas situações para que não tenha desconforto), necessitando de uma avaliação psiquiátrica associada e muito possivelmente a entrada de medicamentos de acordo com a avaliação. Em relação aos efeitos dos medicamentos, o objetivo não é dopar e/ou retirar as emoções do paciente e sim busca de conforto e qualidade de vida!
Dr. Felipe Ventura
Psiquiatra
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Boa tarde. O que você descreve vai muito além da timidez comum e se encaixa nos critérios de um transtorno conhecido como fobia social, ou transtorno de ansiedade social. Esse quadro se caracteriza por um medo intenso e persistente de ser julgado, exposto ou constrangido em situações sociais, o que leva a sintomas físicos marcantes — como tremores, suor frio, tontura, taquicardia — e a uma grande evitação dessas situações, com prejuízo significativo na vida pessoal, acadêmica e profissional. A sua percepção de que a psicoterapia, por si só, não foi suficiente até agora é válida, e de fato, em muitos casos como o seu, é necessário associar tratamento medicamentoso com acompanhamento psiquiátrico.

Sobre o medo de "ficar dopado" ou emocionalmente apagado, vale esclarecer que esse efeito não é o objetivo e, quando ocorre, geralmente está relacionado a ajustes inadequados de medicação, doses mal indicadas ou ao uso de fármacos que não são os mais apropriados para o seu perfil. Hoje em dia, existem opções seguras e bem toleradas, como certos antidepressivos que atuam na regulação da ansiedade sem tirar sua vitalidade emocional. O objetivo do tratamento não é anestesiar você, mas permitir que enfrente essas situações com menos sofrimento e mais liberdade.

Você não está exagerando ao buscar ajuda psiquiátrica — pelo contrário, está fazendo um movimento maduro e necessário. Muitas pessoas com fobia social passam anos tentando “aguentar”, acreditando que se trata apenas de uma característica pessoal, até perceberem o quanto estão perdendo. Seu relato mostra que você quer viver mais plenamente, com menos limitações impostas pela ansiedade. Um acompanhamento conjunto entre psiquiatra e psicólogo pode oferecer essa retomada, com mais leveza e autonomia. Você não precisa enfrentar isso sozinho — e nem continuar sentindo que só consegue ser você mesmo sob efeito do álcool. Existe tratamento eficaz, e ele pode ser transformador.

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