Como a análise existencial pode ajudar a melhorar a saúde mental?

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Como a análise existencial pode ajudar a melhorar a saúde mental?
Obrigada pela pergunta, espero que esteja tudo bem com vc nesse momento e sim, a análise existencial pode ajudar bastante na saúde mental, porque ela busca compreender como a pessoa se relaciona com a própria vida, com os outros e com o mundo. O foco não é só nos sintomas, mas em como você dá sentido às suas experiências, escolhas e desafios. A partir dessa reflexão, é possível encontrar mais clareza, fortalecer recursos internos e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento. Um abraço!

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Ela melhora a saúde mental ao fortalecer a consciência de quem a pessoa é, do que precisa e do que deseja para si. Essa clareza diminui angústias e aumenta a capacidade de enfrentar desafios.
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
A análise existencial parte de uma pergunta central:
como você está vivendo a sua própria vida?

Ela não foca apenas em sintomas, mas em sentido, responsabilidade, liberdade e escolhas. Parte do princípio de que sofrimento psíquico muitas vezes está ligado a um desalinhamento entre a forma como a pessoa vive e aquilo que, profundamente, faz sentido para ela.

Na prática, isso aparece no cotidiano assim:

A pessoa tem um bom emprego, mas sente vazio.
Está em um relacionamento estável, mas desconectado.
Cumpre expectativas familiares, mas se sente distante de si mesma.

A análise existencial ajuda a organizar perguntas como:
– Estou vivendo por escolha ou por medo?
– Onde estou evitando assumir responsabilidade?
– O que estou adiando por insegurança?
– O que, se eu pudesse escolher com honestidade, mudaria?

Esse tipo de reflexão amplia a consciência. E consciência, embora às vezes desconfortável, é organizadora. Quando a pessoa reconhece que tem liberdade — ainda que limitada — ela começa a sair da posição de vítima das circunstâncias.

Mas é importante ampliar.

A saúde mental pode ser trabalhada por diferentes abordagens terapêuticas, cada uma com sua lente:

A psicanálise investiga conflitos inconscientes, padrões repetitivos e experiências da infância que moldam a forma de amar, trabalhar e reagir.

A terapia sistêmica observa os vínculos e os sistemas nos quais a pessoa está inserida — família, casal, trabalho — entendendo que o sofrimento não é apenas individual, mas relacional.

A terapia cognitivo-comportamental organiza pensamentos, crenças e comportamentos que mantêm sintomas como ansiedade e depressão.

Abordagens humanistas focam na autenticidade, na autoaceitação e na ampliação da experiência emocional.

A neuropsicologia observa como funções cognitivas e funcionamento cerebral influenciam planejamento, foco e regulação emocional.

Cada forma de terapia oferece uma porta de entrada diferente, mas todas têm algo em comum: ajudam a pessoa a se compreender melhor, regular emoções e reorganizar escolhas.

A análise existencial contribui especialmente quando o sofrimento está ligado à perda de sentido, à crise de identidade ou a momentos de transição — como separações, mudanças de carreira, envelhecimento ou lutos.

Melhorar a saúde mental não significa eliminar dor.
Significa aumentar a capacidade de sustentar a própria vida com consciência, responsabilidade e flexibilidade.

No fim, a pergunta não é apenas “como parar de sofrer?”, mas “como viver de forma mais alinhada comigo?”

Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, e espero ter ajudado você a refletir.

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