Como a camuflagem afeta a identidade de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
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Como a camuflagem afeta a identidade de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
A camuflagem no TEA pode distorcer a percepção de si mesmo, fazendo a pessoa sentir que precisa esconder quem é para ser aceita. Isso pode gerar baixa autoestima, confusão sobre identidade e dificuldade em reconhecer ou expressar traços autênticos, impactando saúde mental e bem-estar emocional.
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A camuflagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) refere-se ao esforço contínuo que a pessoa faz para ocultar ou compensar características do autismo na procura de se adaptar às expectativas sociais. Isso pode incluir imitar comportamentos, controlar gestos, forçar contato visual ou “atuar” socialmente, por exemplo.
Do ponto de vista psicanalítico, esse movimento pode ter efeitos sobre a identidade. Quando a pessoa precisa constantemente se afastar do próprio modo de ser para tentar corresponder ao outro, pode surgir um sentimento de estranhamento de si, cansaço psíquico, angústia e dificuldade em reconhecer o que é próprio do seu desejo e do seu funcionamento subjetivo. Sem falar que tentar camuflar sempre, aquilo que se sente e que faz parte de si, pode ser incrivelmente exaustivo e angustiante.
A identidade, na psicanálise, não é algo fixo, mas se constrói na relação com o outro e com a linguagem. A camuflagem excessiva pode levar a uma organização em que o sujeito se apoia mais em um “personagem” do que em uma posição subjetiva própria, o que, ao longo do tempo, pode contribuir para sofrimento emocional. Muitas coisas podem contribuir para isso como, medo de ser julgado, tentar parecer forte, fingir que está tudo bem.
O trabalho clínico, busca oferecer um espaço seguro, em que a pessoa possa se expressar sem a exigência de mascaramento/camuflagem, favorecendo o reconhecimento de seu modo singular de estar no mundo, sem reduzir o sujeito ao diagnóstico, além de reconhecer os próprios sentimentos, vontades e desejos ao invés de manter o sujeito preso naquilo que se espera dele ou que se acha que lhe é esperado.
Do ponto de vista psicanalítico, esse movimento pode ter efeitos sobre a identidade. Quando a pessoa precisa constantemente se afastar do próprio modo de ser para tentar corresponder ao outro, pode surgir um sentimento de estranhamento de si, cansaço psíquico, angústia e dificuldade em reconhecer o que é próprio do seu desejo e do seu funcionamento subjetivo. Sem falar que tentar camuflar sempre, aquilo que se sente e que faz parte de si, pode ser incrivelmente exaustivo e angustiante.
A identidade, na psicanálise, não é algo fixo, mas se constrói na relação com o outro e com a linguagem. A camuflagem excessiva pode levar a uma organização em que o sujeito se apoia mais em um “personagem” do que em uma posição subjetiva própria, o que, ao longo do tempo, pode contribuir para sofrimento emocional. Muitas coisas podem contribuir para isso como, medo de ser julgado, tentar parecer forte, fingir que está tudo bem.
O trabalho clínico, busca oferecer um espaço seguro, em que a pessoa possa se expressar sem a exigência de mascaramento/camuflagem, favorecendo o reconhecimento de seu modo singular de estar no mundo, sem reduzir o sujeito ao diagnóstico, além de reconhecer os próprios sentimentos, vontades e desejos ao invés de manter o sujeito preso naquilo que se espera dele ou que se acha que lhe é esperado.
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