Como a dissimulação muda a forma como a pessoa se comporta socialmente?

Como a dissimulação muda a forma como a pessoa se comporta socialmente?

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A dissimulação altera profundamente o comportamento social ao introduzir uma ruptura entre o "eu" real e a imagem apresentada, transformando interações genuínas em performances estratégicas. Essa postura, que envolve esconder sentimentos verdadeiros e intenções, resulta em comportamentos manipulativos, polidos ou falsamente servis para obter vantagens, atenção ou aprovação.

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Oi, é um prazer te ter por aqui. A dissimulação pode modificar significativamente a forma como a pessoa se comporta socialmente. Muitas vezes, ela leva a comportamentos altamente ajustados ao ambiente, nos quais a pessoa se molda ao que acredita que o outro espera ouvir, evita conflitos e esconde emoções intensas. Isso cria uma imagem socialmente mais “aceitável”, usada como estratégia para manter vínculos ou evitar rejeição. No entanto, quanto mais a pessoa se afasta do que realmente sente para se adaptar, maior tende a ser a sensação de não ser verdadeiramente vista ou compreendida. Com o tempo, essa desconexão interna pode gerar oscilações bruscas na forma de se expressar, resultando em uma presença social funcional, mas pouco autêntica. Além disso, a dissimulação pode dificultar a construção de vínculos profundos, já que mostrar o mundo interno passa a ser percebido como arriscado. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernadosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES Abraços


A dissimulação, especialmente quando se torna frequente, reorganiza o comportamento social em torno da antecipação do outro: a pessoa passa a observar mais do que expressar, modulando fala, afeto e posicionamentos para evitar rejeição, conflito ou exposição, o que pode produzir uma aparência de adaptação, controle ou até “normalidade”, mas com custo interno elevado. No Transtorno de Personalidade Borderline, isso se articula à hipersensibilidade interpessoal e à identidade dependente do estado, fazendo com que o comportamento varie conforme o contexto e a leitura emocional do ambiente, muitas vezes de forma pouco consciente. Com o tempo, os vínculos podem ficar mais superficiais ou marcados por desencontro, já que o outro responde a uma versão parcialmente filtrada, enquanto a pessoa sente que não é verdadeiramente vista, reforçando o ciclo de ocultação e solidão. Assim, a dissimulação não apenas esconde o que se sente, mas passa a estruturar a forma de estar com o outro, deslocando o eixo da espontaneidade para a vigilância relacional.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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