Como a distorção de memória afeta os relacionamentos de quem tem Transtorno de Personalidade Borderl

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Como a distorção de memória afeta os relacionamentos de quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A distorção de memória em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline afeta os relacionamentos porque experiências passadas e percepções atuais se misturam de forma intensa, criando interpretações exageradas ou imprecisas do comportamento dos outros. Pequenos gestos ou palavras podem ser lembrados como rejeição, abandono ou crítica, gerando raiva, tristeza ou desconfiança desproporcionais. Isso pode levar a conflitos frequentes, explosões emocionais ou retraimento, dificultando a construção de vínculos estáveis e seguros. A psicoterapia ajuda a diferenciar passado e presente, organizar memórias e compreender a própria percepção, permitindo que a pessoa interprete situações de forma mais equilibrada, regule emoções e mantenha relacionamentos mais saudáveis e consistentes.

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Essas distorções podem afetar os relacionamentos ao gerar mal-entendidos, sentimentos de injustiça ou desconfiança, pois a pessoa reage ao que sente como real, mesmo que a outra parte tenha uma percepção diferente do ocorrido.
Em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a distorção de memória, especialmente de eventos negativos, pode intensificar percepções de rejeição, abandono ou injustiça.
Isso tende a gerar reações emocionais desproporcionais, desconfiança e conflitos frequentes, dificultando a comunicação e a estabilidade nos relacionamentos interpessoais.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A chamada “distorção de memória” no Transtorno de Personalidade Borderline costuma impactar bastante os relacionamentos, principalmente porque memória e emoção estão muito entrelaçadas. O que a pessoa lembra não é apenas o fato em si, mas a forma como aquilo foi sentido, e isso pode mudar dependendo do estado emocional.

Na prática, isso pode gerar situações em que a pessoa lembra de um evento de forma mais negativa, intensa ou até diferente do que o outro vivenciou. Em momentos de dor, rejeição ou insegurança, o cérebro tende a destacar aspectos que confirmem esse sentimento. Isso pode levar a mal-entendidos, discussões e sensação de injustiça em ambos os lados.

Outro ponto importante é a inconsistência percebida. A mesma pessoa ou relação pode ser vista de formas muito diferentes em momentos distintos. Em um momento, o outro é visto como alguém muito importante e seguro; em outro, pode ser percebido como distante ou prejudicial. Essa oscilação não é uma escolha consciente, mas uma consequência da forma como a emoção influencia a memória e a interpretação.

Isso tudo pode gerar desgaste, porque quem está na relação pode se sentir confuso, invalidado ou até acusado de coisas que não reconhece. E, ao mesmo tempo, quem vive essa experiência pode se sentir incompreendido, como se sua dor não estivesse sendo levada a sério.

Talvez faça sentido refletir: quando você lembra de situações difíceis, elas mudam conforme o que você está sentindo no momento? Existe diferença entre o que você lembra e o que o outro relata? E quando isso acontece, você tende a tentar entender as duas versões ou a se fixar naquilo que está sentindo?

Trabalhar isso em terapia ajuda a criar uma maior diferenciação entre fato, emoção e interpretação, o que costuma trazer mais estabilidade e segurança nas relações.

Caso precise, estou à disposição.

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